Curiosidades genealógicas para pesquisas



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Para: Haroldo Pacheco <haroldopacheco03@gmail.com>

  

Curiosidades genealógicas para pesquisas:

                                               Haroldo Pacheco da Silveira Santos

   

     A partir da genealogia do autor (probando) descrição de algumas características fenotípicas e outros dados para possíveis estudos na área de Genética.



 I - A história desta pesquisa:

     Quando criança eu já gostava de ouvir histórias de pessoas idosas. Uma delas era minha avó materna que ao contrário de minha avó paterna gostava de contar fatos ocorridos com ela e as histórias que ela ouvira de muitos outros. Além disto um outro fato me aproximou da genealogia: a terra natal de meus pais, São Francisco do Sul, em Santa Catarina, era uma cidade pequena e antiga, onde as famílias eram muito entrelaçadas. Minha avó contava principalmente coisas engraçadas e fatos pitorescos como o de que ela e uma prima gostavam de chupar gelo na frente de um fogão de lenha. Eram histórias simples mas que me faziam imaginar muitas pessoas em muitas situações.

     Aos 10 anos de idade descobri a Biblioteca Pública Municipal de Joinville, cidade próxima dali e já me preparava para ser seminarista salesiano em Ascurra-SC. Estes fatos foram positivos para este trabalho de genealogia porque se eu continuasse muito apegado a São Francisco do Sul a credibilidade de minhas pesquisas seria muito questionável. Isto não só por causa do que Saint-Hilaire e Avé-Lallemant haviam escrito sobre o povo daquela cidade no século XIX  - segundo a impressão deles e de outros um povo pouco confiável em vários aspectos – mas porque eu mesmo por outros motivos além de ser filho de francisquenses era bastante limitado culturalmente. Principalmente por ser muito religioso. Por eu não ter ficado muito ligado ao povo francisquense até posso ver hoje com facilidade muitas qualidades positivas nesse povo, algumas das quais até já se encontram claras nos escritos daqueles dois pesquisadores europeus que citei acima. Além disso um povo pode mudar muito em 150 anos.

Um livro sobre a história de Jaraguá do Sul trazia informações e foto da família Stein que minha avó materna dizia ser parente de sua mãe. Aos poucos outras informações desta minha avó foram sendo confirmadas, como a de que sua avó paterna era prima do sr. Colatino Belém. Tudo isto e mais as certidões de batismo de meus avós maternos e o heredograma que tive que fazer na disciplina de Genética, na UFSC me incentivaram a continuar pesquisando minha família.

     Depois de conhecer diversas filosofias e religiões, estudar um pouco mais de Medicina e Psicologia e ter tido diversos empregos comecei a me sentir mais seguro para fazer um trabalho sério de pesquisa genealógica. Aprendi muito com mórmons e com genealogistas ligados ao grupo SC_GEN da Internet e passei a entrevistar mais de 200 pessoas da terra natal de meus pais e mais algumas relacionadas a elas com o objetivo de fazer uma espécie de genealogia coletiva, por gerações e não separando as famílias por títulos. Além disto consultei muitas vezes registros de igrejas. Meu pai entusiasmou-se por esse trabalho financiando diversas viagens que fiz a São Francisco para pesquisas. Muitos acharam este trabalho interessante mas infelizmente perdi as cópias em disquetes que tinha deste e aí alguns anos atrás recomecei o trabalho consultando outros pontos de vista sobre as famílias francisquenses e pesquisando mais sobre minha própria genealogia.

     Aos poucos fui conhecendo um pouco melhor a realidade geográfica e histórica do litoral de Santa Catarina. Principalmente um sr. de sobrenome Farias havia ajudado a criar o mito do litoral catarinense como sendo predominantemente açoriano, segundo ele mesmo por interesses turísticos porque para outras regiões de Santa Catarina já existiam fortes identidades étnicas. Isto ele me confirmou numa conversa quando o encontrei numa estação rodoviária. Em conversas com pessoas da área de História percebi que a história catarinense é mais distorcida do que eu já supunha que fosse pelas politicagens, algumas das quais eu sentira bem de perto. De Joinville um sr. de sobrenome Budal casado com uma sobrinha ou prima de minha avó paterna levou-me de barco, juntamente com meu pai, a passear por ilhas da Baía Babitonga, a fim de colher histórias e informações genealógicas principalmente de pescadores.

     Recentemente percebi que funciono melhor como autodidata e tive mais decepções com a vida acadêmica. Mas gostei dos cursos de Geografia e Biologia e acho que estes também contribuíram para melhorar minha visão de mundo. Um professor deste último curso ressaltou a importância da pesquisa genealógica e reforçou minha impressão de que muitos fatores das famílias, inclusive o que ele chamou de valores, devem ter peso muito maior que o genoma na determinação da personalidade dos indivíduos. Pouco tempo atrás percebi através de novas leituras e conversas que o índio do tipo Jê ou Tapuia não era culturalmente mais “primitivo” que o do grupo Tupi e que não só segundo Saint-Hilaire índias do grupo Jê e diferentes regiões eram muito bonitas. Percebi também que de certa forma a cultura açoriana tinha sido importante em São Francisco do Sul, embora indiretamente e talvez não determinante de um folclore que na verdade pode ser oriundo em parte de festas de outras regiões do Brasil. Não faz muito tempo recomecei a consultar registros em igrejas cristãs e o que tinha sido veiculado na Internet em blogs, redes sociais e em um ótimo Mutirão Genealógico feito por Telmo Tomio e outros genealogistas.

     O resultado de tudo isto é o presente trabalho, que tem muita coisa subjetiva mas que oferece subsídios para outros pontos de vista.



II – Origens de povos:

Apesar de o conhecimento humano ter aumentado muito nos últimos 200 anos ainda muitos confundem raça com etnia ou nacionalidade. A rigor até se pode falar em raças na espécie humana num sentido de linhagens. Mas de algumas décadas para cá, inclusive por influência da UNESCO, há quase um consenso entre as pessoas mais esclarecidas de que no sentido biológico não há propriamente raças dentro da espécie humana atual em termos de variação genética. Isto porque as diferenças médias genéticas entre populações muito diferentes no aspecto exterior são muitas vezes menores que as diferenças genéticas entre indivíduos dentro de uma mesma população humana.

Acho interessante que no Brasil em média os que descendem de italianos pelos 4 costados quando não tiveram oportunidade de estudar muito são mais racistas que os puros descendentes de alemães, embora a nacionalidade italiana, em sua formação étnica, seja mais misturada que a alemã. O povo italianao surgiu da mistura de etruscos (de origem misteriosa) com gregos, mediterrâneos primitivos, dináricos antipos (ilírios), alpinos, celtas, germanos, escravos principalmente de origem eslava, mongóis, etc., enquanto os alemães ocidentais descendem basicamente de celtas e germanos com alguns resquícios visíveis de cro-magnóides em algumas regiões e os alemães orientais têm um pouco de influência de bálticos, tártaros e magiares.

Mais da metade do povo brasileiro descende pelo menos em parte de portugueses. O povo português parece descender de uma população paleolítica identificada com antepassados dos lapões e com o tipo mediterrâneo básico chamado ibero-insular, de estatura abaixo da média. Mas na composição do povo português entraram fenícios, gregos, judeus, árabes, romanos, celtas, germanos, negros, mouros, alanos, italianos e ingleses e principalmente nos Açores muitos flamengos e outros europeus. Com as Grandes Navegações indianos e ameríndios entraram na composição do povo português.

Embora haja registro de ciganos no Brasil já no século XVI foi no começo do século XVIII que para cá vieram muitos ciganos deportados, a maioria para o Ceará, para a Bahia e para a cidade do Rio de Janeiro. Parece que esporadicamente ciganos participaram do comércio de escravos negros, embora esta atividade lhes fosse proibida legalmente.

No Brasil judeus muitas vezes eram chamados erroneamente de ciganos. Segundo o historiador Flávio Josefo os judeus eram descendentes dos hicsos que invadiram o Egito e alguns querem crer que também os ciganos teriam essa origem. O mais provável, contudo, inclusive por indícios genéticos, é que os judeus antigos descendiam basicamente de hebreus da Mesopotâmia com alguma influência de hurritas e outros povos e os ciganos – a julgar por indícios linguísticos e genéticos – descendem dos antigos arianos da Índia e/ou do Paquistão. Se bem que os hicsos eram pelo menos em parte culturalmente arianos.

Dos negros que vieram para o Brasil parece que a maioria era procedente da atual Angola mas para cá parecem ter vindo como escravos quase todos os tipos humanos da África subsaariana. A grande maioria dos negros que vieram como escravos para o Brasil era de prisioneiros de guerra. Eles provinham de uma zona quase contínua que ia do Golfo da Guiné até o Sudão e continuava para Leste descendo pelo rio Congo até as praias do Oceano Índico.

Populações pré-colombianas do continente americano são muito semelhantes a grupos humanos encontrados na Sibéria, no Tibete e em partes das Filipinas. Diversos antropólogos, como o tcheco Ales Hrdlicka e os franceses Henri Vallois e Paul Rivet, propuseram explicações para as origens dos ameríndios. Após muitos estudos que foram realizados sobre a raça fóssil de Lagoa Santa, que seria de tipo australóide, ainda parece bastante provável, inclusive por características culturais e genéticas, que além de proto-mongolóides e mongolóides tenham povoado a América também grupos humanos da Melanésia, da Polinésia e da Austrália. Certamente houve um pequeno povoamento viking no atual Canadá. A hipótese de povoamento mais forte continua sendo a da passagem pela região onde atualmente fica o Estreito de Bering. Na Sibéria o povo evenk usa o mesmo tipo de tenda de índios norte-americanos e geneticamente é semelhante a estes.

Alguns estudiosos aventaram outras possibilidades de origem dos ameríndios: fenícia, hebraica, egípcia, cro-magnóide e até da Atlântida, cuja existência ainda não está muito comprovada. Alguns acreditam que israelitas descendentes de Rúben, o irmão caçula do bíblico José do Egito, tenham sido antepassados de algumas tribos da América do Sul.

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias me parece uma das mais coerentes das religiões cristãs, inclusive por acreditar na teoria da pré-existência da alma, em que acreditavam muitos dos primeiros cristãos. Esta religião defende a idéia de que os principais antepassados dos ameríndios são imigrantes da Palestina de alguns séculos antes da era cristã.

O fato é que os ameríndios não podem ser enfeixados etnicamente só em 2 grupos: esquimós e o restante como se formasse um grupo homogêneo. A cor da pele, a estatura média, o nariz, os tipos de crânios e os costumes variam muito entre os índios da América. Os índios da baía da Guanabara, por exemplo, nasciam com o mesmo tipo de nariz dos europeus mas este era conforme o costume indígena prensado e moldado até tomar a forma achatada.

III – Trisavós da minha mãe:

 1- Louise Dorothea Lother – Filha de Christine Ronspet ou Rosset (pouco legível em documento) e David Lother. Parece ter vivido na Pomerânia. Na época de seu nascimento os tipos antropológicos predominantes nessa região eram o Nórdico ou Cimeriano e o Báltico ou Leste-Europeu, mas ali não devia ser pequena a presença de indivíduos em parte descendentes de ugro-fínicos, dináricos e alpinos. A família de Louise viveu muito próxima da Kashubia, região de uma etnia de origens controversas que pode ser descendente da mistura de soldados mongóis de Gêngis Khan com mulheres germânicas. Embora o que se observa do fenótipo dos atuais descendentes de kashubos induza a pensar em origens báltica e eslava. Houve emigração de franceses para a Pomerânia, que ficava perto da região de maior concentração de judeus na Europa de uns 350 anos atrás. A Pomerânia Ocidental é separada da Oriental pelo rio Vístula, onde situa-se há muito tempo segundo Carletoon S. Coon uma variedade do tipo Báltico ou segundo J. Deniker o tipo mais característico báltico.

É bastante provável que o sobrenome desta minha tetravó Louise tenha sido mesmo Rosset porque olhando registros em Alemão percebi que a letra grega beta, que em Alemão representa SS (2 esses seguidos) pode ser muito semelhante a um P minúsculo.

Em Schwochow, Greifenhagen, na Pomerânia alemã, faleceu em 29/NOV/1827 a evangélica Anna Dorothea Ebelt, com 72 anos, nascida aproximadamente em 1755 e casada com um Löther. O evangélico Johann David Luther filho de Emanuel Luther e Doroth Affelt nasceu em 17/JUN/1810 em Tempelburg, Neustettin, na Prússia alemã. Talvez seja o mesmo Joh David Luther evangélico que aos 27 anos, em 05/DEZ/1837, casou na mesma Tempelburg com Friedricke Wilhelmine Prohn, parecendo que o nome de seu pai estava abreviado (M Jm Luther).

 2- Karl Friedrich Siedschlag – Nasceu na Pomerânia, filho de Christine G. e Christian Friedrich Siedschlag. O sobrenome abreviado aqui por G. me pareceu inicialmente Graesee mas não encontrei outros nomes de pessoas com esta grafia. Por isso deduzi que o sobrenome desta Christine mãe deste meu tetravô Karl fosse Graesse, um conhecido sobrenome alemão. Da família Graesse é famoso Johann Georg Theodor Graesse, que nasceu em Grimsby em 31/JAN/1814, foi filólogo e bibliotecário e faleceu em Niederlössnitz, perto de Dresden. Um artista chamado Wolfgang Graesse nasceu em 1930 na Alemanha. E a pintora profissional Anne Marie Elisabeth Graesse nasceu em 1933 na Bulgária, filha de pai alemão e mãe húngara que ajudava a organizar a fuga de judeus do território do Reich para a Europa livre. Recentemente encontrei um registro feito por um Siedschlag em um site da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias que na minha árvore genealógica fazia um link com registro de outras pessoas com antepassados em comum. Ali o sobrenome desta minha pentavó Christine foi grafado como Graeser. Uma rápida pesquisa pela Internet me levou a constatar que é bem possível, talvez até mais provável, que o sobrenome em questão aqui seja mesmo Graeser, presente em diversas regiões da Alemanha no século XIX.

Os luteranos Adalberto Graeser ou Gräser e Olinda Heich tiveram pelo menos os seguintes filhos: 1) Glacilda Ida, nascida em 19/AGO/1937, batizada em janeiro de 1938 e confirmada na fé luterana em 18/MAR/1951; 2) Eloy, nascida em Curitiba em 08/SET/1938 e batizada em 18/DEZ daquele ano, sendo testemunhas Albino e Paula Gutmann e 3) Dinorah, nascida em Curitiba em janeiro de 1940 e batizada em 14/JUL daquele ano, sendo testemunhas Cecília Lippmann e Osmar Graeser.

     Provavelmente este meu tetravô Karl era parente de Carl Wilhelm Siedschlag, que de Wilhelmine Henriette Heidelstaedt teve a filha Bertha Auguste Wilhelmine Siedschlag que foi batizada em 14/JUL/1861 em Sankt Jakobi, Stettin, Stadt, na parte prussiana da Pomerânia. Entre registros indexados pelos membros da Igreja de Jesus dos Santos dos Últimos Dias encontra-se um Siedschlag em outra região da Alemanha, Wilhelm Albert Julius, evangélico filho de Karl Siedschlag e casado aos 32 anos de idade em 25/SET/1872 em Storkow, Storkow, Beeskoen-Storkon, em Brandenburg, com Anna Alene Agnes Kunicke, então com 26 anos e nascida em cerca de 1846 filha de Karl Friedrich Kunicke.

     Em registros da Alemanha encontram-se sobrenomes com a mesma terminação de Siedschlag: Diepschlag, Endschlag, Tiefschlag e Nieschlag. Pelo menos alguns Siedschlag eram descendentes de judeus e consta que os Siedschlag eram considerados “meio-judeus” mas os primeiros deste sobrenome talvez fossem mongóis ou eslavos do Oeste, porque Siedschlag significa “rebatidos do Sul”.

     A partir de listas de imigrantes pomeranos que se dirigiram à colônia que deu origem a Joinville-SC (Colônia Dona Francisca) ou que passaram ali perto, pelo porto de São Francisco do Sul-SC, pode-se deduzir que não foram poucos os imigrantes de origem israelita nessas levas. Isto não só por causa de sobrenomes como Abraham, Ephraim (de um imigrante que se dirigia para Blumenau), Hahnemann, Heusi, Klingenfuss, Krebs, Rapopport, Retzlaff, Rossow, Severin e Unger, mas também porque alguns outros constavam como de religião israelita ou em “religiões diversas”. Declaradamente de religião judaica era por exemplo o imigrante Jacob Block, da Rússia. Mas a Colônia Dona Francisca foi formada principalmente por colonos alemães, suíços e noruegueses. Alguns contemporâneos do autor que tinham antepassados israelitas são descendentes de pomeranos que se estabeleceram na Colônia Dona Francisca, como é o caso dos Rudnick. Leopold Rudnick nasceu em 1838 em Steinforth (localidade que depois mudou de nome para Trzyniec) e casou com Laura Friederike Raabe, nascida em Karwitz. Os Schossland que conheci em Joinville-SC eram descendentes de judeus e com árvore genealógica remontando ao século XV mas seguiram religiões cristãs. Ainda com relação a sobrenomes judeus, segundo um registro de igreja luterana em Curitiba faleceu em 13/JUL/1950 Albert Clemens Grimm, filho de Richard Friedrich Grimm e Anna Maria Grimm. Segundo este registro era casado com Erna nascida Böhm, deixando 3 filhos e nascera na Saxônia em 21/DEZ/1896. Em 12/JUL/1938 foi batizado em Jaraguá do Sul o menino Gilian, filho de Paulo Grimm e Elsa Schütze, tendo por testemunhas Alma e Paulo Ernesto Riedel Freimund e Lilly Grimm.

     Em São Francisco do Sul e em Joinville conheci diversas pessoas de sobrenome Siedschlag. O primeiro foi o sr. Wilson, vizinho de meus avós maternos e pescador, alto e de cabelos ondulados, irmão de Ieda que foi professora de minha irmã. Um Harry Siedschlag ruivo tinha sido colega de meu pai no Exército e conheci em 1985 como dono de um bar perto da praia francisquense de Itaguassu. Um Siedschlag casou com uma sra. de sobrenome Bronze da mesma família de outras pessoas deste sobrenome que residiram em São Francisco do Sul. Conheci diversos outros Siedschlag em diversas épocas de minha vida, inclusive a esposa do genealogista Antonio Roberto Nascimento. Pela Internet achei Siedschlag espalhados em diversas partes do mundo, muitos deles nos EUA. Do que pesquisei só um antigo morador daquele país e com este sobrenome foi considerado portador de doença mental.  

 3- Louise Friederika Marie Dorothea Behling – Filha do lavrador David Behling.

     Da Igreja Luterana de Confissão Luterana no Brasil num registro desta igreja em Curitiba-PR consta uma Rose nascida Billing como mãe de um filho de Abraham Morgenstern e um Behling esposo de uma Brigidda Wendler em casamento realizado em 1894. Da mesma igreja, num documento de batismo datado de 1896, uma Anna nascida Behling e Franz Richard Pfütze são os pais de Robert Richard.

 4- Johann Erdmann Klug – Agricultor nascido em 1801 na Pomerânia e que foi cozinheiro no Hotel Tannenhoff em Joinville-SC. No seu caso talvez Erdmann não seja sobrenome porque em sua região de origem houve um nobre deste sobrenome que era intercalado em nomes como homenagem. Parece que alguns nomes grafados com sobrenome Kluge eram inicialmente Klug (sem o E final). Talvez este meu tetravô fosse parente de Johann Gottlieb Erdmann Kluge nascido em 15/OUT/1839 e batizado como evangélico em 20/OUT do mesmo ano em Kobylin, Posen, na Prússia. Talvez também fosse parente do entomologista alemão Johann Christoph Friedrich Klug (05/MAI/1775- 03/FEV/1856). Na Alemanha um Johann Erdmann Kluge era pai de Johanne Ernestine Kluge, que aos 30 anos de idade, em 06/JAN/1845, casou em Sorau, na região de Brandenburgo, com Ferdinand Heinrich Anton Ficke, então com 39 anos.

     No navio Andromache, comandado pelo Capitão Petersen e que saiu de Hamburgo em 20/SET/1852 e chegou à Colônia Dona Francisca em 05/DEZ do mesmo ano vieram alguns imigrantes que provavelmente eram parentes deste meu tetravô Johann: Ferdinand Klug, com 37 anos, destilador, de Kniephoff, Prússia e falecido em 18/JUN/1853 com esposa Charlotte, 33, nascida Dickow e com os filhos Albertine (13), Bertha (10), Wilhelmine (7) falecida em 08/ABR/1853, Johanne (3) falecida em 02/MAR/1853, Ottilie (1/2) falecida em 08/ABR/1853 e Christian Klug, com 82 anos, também de Kniephoff, Prússia, falecido em 10/JAN/1853. Em Curitiba uma família Dickow de origem alemã é praticante do Espiritismo de Kardec. Wilhelmine Auguste Pauline Dickow, nascida na Alemanha, e Konrad Baumer Santos, foram pais de Bruno Baumer, nascido em 06/OUT/1892 em Joinville e que de Alvina Maria Guilhermina Goll teve a filha Clara, nascida em Joinville em 05/MAI/1921 e casada em Curitiba em 11/JUN/1942 com Ricardo Preuss.

O sobrenome Klug aparece entre os alemães que foram cultivar terras na Rússia a convite da imperatriz Catarina, cognominada a Grande.

     No navio Linda, comandado pelo Capitão Bergut e tendo saído de Hamburgo em 06/MAI/1854 e chegado à Colônia Dona Francisca em 23/JUN daquele ano veio outro colono que provavelmente não era da mesma família já que em diversas partes do planeta há muitos registros de Klug e de outro sobrenome parecido, Kluge, que talvez somente em alguns casos seja mudança de grafia: Rudolph Kluge, 32 anos, vidraceiro, protestante, viajando na terceira classe do navio e procedente de Tannroder, Sachsen-Weimar.

Klug significava em Alemão antigo, na Idade Média, algo limpo passando depois a significar esperto e inteligente. Encontrei na Internet o registro de Dina Klug sobrevivente do Holocausto nazista no qual pereceu seu pai, um judeu polonês. Em registros de livros digitalizados na Internet encontrei muitos Klug judeus na Eslováquia nos séculos 17, 18 e 19: Gregorium Klug Schuster batizado em 06/MAR/1606 em Spisská Sobota, na região eslovaca de Proprad, era filho de Urban Klug Schuster. Peter Klug foi pai de Margreta, Michäel, Petrus, Stephang, Marina e Johannes, batizados em Dobsiná, Roznava, respectivamente em 1627, 1629, 1635, 1636, 1641 e 1648. Maria Bárbara Klug batizada em 1714 em Sobotiste, na região de Senica, era filha de Elisabet e Mathias Klug. Johanes Klug batizado em 27/MAI/1736 em Ochtiná, na região de Rõznava, era filho de Molitay Klug. Juditha Klug batizada em 23/SET/1789 em Roznava era filha de Joannis Klug e Sophia Göllnitzer e irmã de Michael, Susanna, Johannes e Sophia, batizados respectivamente em 1792, 1794, 1796 e 1801. Maria Klug batizada em Tvarozna, Keznarok em 08/OUT/1796, era filha de Michael Klug e Susana Lamin. E irmã de Johannes, Michael, Andréas e Johannes, batizados respectivamente em 30/ABR/1800, 02/MAI/1805, 07/NOV/1807 e 21/AGO/1818. No registro de Jacob Klug batizado em 10/NOV/1819 em Vrbov, Kezmarok, os pais eram Johanes Klug e Maria Broschko. Já no registro de Katharina, batizada em 03/NOV/1817 na mesma localidade o nome do pai é o mesmo mas a mãe é registrada como Maria Bruschko.

Segundo um site da Internet em 17/JUL de 1813 ou de 1816 nasceu na Pomerânia Wilhelm August Klug, em Muddelmow, Kreis Regenwalde. Ele faleceu em 08/AGO/1844 nos EUA em Kirchhayn, Wisconsin. Casara em 12/SET/1834 na igreja evangélica de Rottnow, Kreis Greifenberg, na Pomerânia, com a prussiana Caroline Freiderike Winter, nascida em 24/OUT/1812 em Marquardsmhl, Kreis Cammin, Pomerânia, e falecia em 31/JAN/1870 em Wisconsin, em Sherman Township. Eles tiveram os seguintes filhos: A) Wilhelm Friedrich August Winter; B) Gottlieb Christoph Klug; C) Johann Ernst Heinrich Klug (falecido em navio no Atlântico); D) Carl Wilhelm Friedrich Klug (nascido em 04/JUL/1838 em Gramenzer Busch, Kreis Neustettin, na Pomerânia prussiana e falecido em Buffalo, Nova York); E) Friedrich Wilhelm Klug, nascido em 20/NOV/1840 em Portage Township, N. York e F) Caroline Maria Wilhelmine Klug, nascida em 08/SET/1842 em Buffalo, N. York.

Embora diversas pessoas de sobrenome Klug em diferentes países tenham seguido o Judaísmo e ainda atualmente em muitos lugares como na Argentina existam famílias judaicas de sobrenome Klug é bem possível que originariamente este sobrenome não indicasse origem judaica sendo adotado por judeus numa época em que estes foram obrigados a ter sobrenome em Alemão. Um indício disto é que um militar alemão deste sobrenome tinha terras onde foram assentados judeus. Além disto destacou-se na Segunda Guerra Mundial um famoso militar alemão de sobrenome Klug a serviço da Alemanha Nazista, o Bernd. Se bem que este tinha suspeitos cabelos frisados... Sabe-se hoje que não poucos nazistas tinham ascendência pelo menos em parte judaica e que os membros das SS, que deviam comprovar genealogicamente suas ascendências germânicas só até o século 18, muitas vezes fraudavam essas genealogias. O indivíduo mais famoso de sobrenome Klug é o Prêmio Nobel de Química de 1982, Aaron Klug, filho de Lazar e Bella nascida Silin, judeu com antepassados que viveram na Lituânia. Também da área científica consta William S. Klug, do College of New Jersey, autor de “Concepts of Genetics” juntamente com Michael R. Cummings. É este também o sobrenome do político austríaco Gerald Rudolf que foi ministro da Defesa e Esportes da Áustria e social-democrata representante de sindicato. Um Brian Klug filósofo judeu inglês contemporâneo parece ser de inteligência acima da média apesar de marxista. No Leste da Europa, há cerca de 250 anos, um Klug era casado com uma Krapp, sobrenome relativamente importante na história francisquense em fins do século 19 e início do século 20.

     Em Balneário Camboriú há mais de 10 anos um sr. Ari Klug me falou que seu antepassado deste sobrenome viera da Tchecoslováquia e que uma família de São Paulo deste sobrenome e israelita o procurara investigando possíveis parentescos.

     No Sul do Brasil destacaram-se como escritores Ignez Klug, João Klug e Edilson Klug, e como escritoras de literatura infantil Marlise Buchweitz Klug e Adelaide Klug.

    Em Curitiba uma Rosa Geller filha dos judeus Anna (06/JUN/1890-28/MAI/1974) e Isaac Geller (02/FEV/1893-19/DEZ/1973) casou com um Klug. Mas até onde pude apurar nenhum dos Klug de Curitiba foi judeu, embora um deles, João (24/JUN/1865-30/JUL/1956), cujo corpo foi sepultado no Cemitério Municipal do bairro Água Verde, tivesse segundo sua foto rosto tendendo para elíptico, olhos escuros e brilhantes e pequeno perímetro torácico... Este João era de tipo longilíneo, de ombros estreitos, olhos fundos, sobrancelhas finas, cabelos lisos do tipo europóide e castanhos e orelha mediana. Perto do retrato dele achavam-se os registros de Anna Klug (01/SET/1885-28/AGO/1977) e João Klug Filho (19/NOV/1919-15/JUL/1995).

*  Evidentemente judeus nunca foram propriamente uma raça no sentido biológico mas há traços mais comuns em algumas etnias judaicas. Os judeus antigos descendiam basicamente da mistura dos tipos armenóide, mediterrâneo básico e principalmente sul-oriental (também chamado semita) mas já com alguma influência de egípcios e outros povos vizinhos e provavelmente de indo-afegãos, que seriam os mais relacionados geneticamente com os antigos arianos. Por um lado nota-se principalmente nos livros a respeito dos profetas Esdras e Neemias uma preocupação em preservar pureza étnica do povo judeu. Mas séculos antes da era cristã judeus já haviam recebido influências dináricas, negras, nórdicas e mongóis. Mais tarde e principalmente depois da Diáspora as misturas com goyim continuaram; segundo as leis judaicas o filho de mãe judia automaticamente é judeu mesmo que não siga a religião de Moisés. A comunidade dos judeus alemães teria segundo alguns começado com o estupro coletivo de judias por germanos mas consta que antes disto já existiam judeus onde atualmente se localiza a cidade alemã de Colônia.

 5- Maria Madalena Luciana Alves da Silva – Catarinense filha de Maria Luciana Alves (ou Luciana Alves da Silva) em um artigo considerada cabocla e do alemão Johann Georg Brenneisen, cujo sobrenome materno parece que era Poeman ou Meyer. Este Johann foi padeiro, tecelão e soldado mercenário a serviço do Brasil e sua descendência foi bastante divulgada pela Internet. Após o falecimento de um irmão acrescentou a seu próprio nome o nome daquele (Friedrich). A avó materna de Maria Madalena foi Luciana Fernandes do Nascimento (que descendia das famílias Luz, Gonçalves, Fernandes Ortunho e Gonçalves Lamim, esta última provavelmente descendendo da família judaica Lamy, nome de uma localidade em São Francisco do Sul). São apontadas diversas origens para o sobrenome Lamim, uma delas o sobrenome Lamy. O avô materno de Maria Madalena foi Joaquim Alves da Silva ou Joaquim José de Santa Anna, nascido em 25/JUL/1798, filho de Theresa Lopes do Valle ou do Bairro e José Lourenço Alves ou Alves Lourenço ou Alvares. Os pais de Theresa eram Silvana Enriques ou da Silva e Thimóteo Lopes e os de José eram Anna da Silva de Jesus e Lourenço Alves, este último nascido em Portugal em cerca de 1748.

Foram irmãos desta minha tetravó Maria Madalena Luciana pelo menos: 1) André Frederico Brenneisen, casado com Maria de Freitas, de quem teve os filhos Anselmo Frederico e Sabino Frederico, que casou com Helena Ursula Luciana Alves da Silva, que teria sido sua prima; 2) Maria Lúcia, casada com José Mendes; 3) Joana Luciana, casada com José Massaneiro; 4) Antonio Frederico, casado com Maria Magalhães; 5) Maria Úrsula Luciana, casada com João Olegário da Silva e 6) Maria Cristina Ursula Luciana, casada com Paulo Hannegraf.

Manoel Alves Maçaneiro, filho de Antonio Alves Pires e Ana Maria Maçaneiro, casou no Paraná em 02/SET/1878 com Laurinda Maria da Rocha, filha de Pedro Antonio da Rocha e de Ana Maria, que era filha de Miguel Arcângelo Loures e Luiza Bueno. Esta Laurinda era irmã de Joaquina Maria, que casou com Claudino José Alves Maçaneiro. Também no Paraná Dolores Maçaneiro Carvalho era casada com Joaquim Matheus de Oliveira.

No Cemitério Municipal de Joinville-SC encontrei os túmulos de alguns Brenneisen: Leopoldo O. L. Brenneisen (30/8/1876-19/MAR/1939), Libania S. Brenneisen (06/SET/1886-10/NOV/1965), Paulino L. Brenneisen (02/DEZ/1908-10/JUL/1979) e Antonio Brenneisen (10/MAI/1925-22/FEV/2002).

  Lopes a princípio indicava “o filho de Lopo” sendo portanto muitas vezes um patronímico, ou seja, um sobrenome do tipo que deriva do nome de um ancestral. Lopes foi um sobrenome usado também por judeus a partir de 1497. No século XVIII nos EUA o judeu Aaron Lopes era dono de 30 navios viajando para a Inglaterra, as Índias Ocidentais e as pescarias de baleia.

Os francisquenses Anna Enriques e Manoel Antônio de Miranda foram pais de Antônia Maria do Espírito Santo, que de Luciano José de Campos, filho da francisquense Maria de Jesus e do espanhol Manoel Fernandes de Abriam, teve a filha Ignacia, nascida em 02/JAN/1830 em Itajaí-SC.

 Segundo a Genealogia Paranaense (de Negrão) uma Antonia Rodrigues Lamim era esposa de Antonio dos Santos Soares, de quem teve a filha Antonia dos Santos, que do casamento com José Tavares filho da francisquense Antonia Alves de Siqueira e do paulista Francisco de Miranda teve o filho capitão Francisco Tavares de Miranda que casou em Curitiba-PR em 13/SET/1770 com Victoria Fernandes das Neves (ou de Siqueira) filha de Salvador Fernandes de Siqueira e sua esposa Maria das Neves Silva.

 Pelo menos alguns Ortunho antigos eram de uma família judaica espanhola que lutou contra os mouros. Muitos de sobrenome Fernandes eram descendentes da família Abravanel mas não se pode generalizar muito isto para os sobrenomes atuais porque entre os ibéricos era comum o uso do sufixo ES na formação de sobrenomes, por exemplo o descendente direto ou sobrinho de um Vasco passava a assinar-se Vasques, de um Domingos usava Domingues, de um Gonçalo Gonçalves e assim por diante, como Martins indicava a princípio algum antepassado de prenome Martinho. Quanto ao sobrenome Rodrigues muitas vezes indica a família Cohen-Roderick, a mais dizimada plea Inquisição em Portugal. Muitas vezes a terminação ES indica origem judaica; significaria Eretz Israel.

 O sobrenome Alves muitas vezes indica patronímico (equivalente de Álvares, filho de Álvaro) e muitas vezes indicava alguém de pele muito clara, alva. Foi também um sobrenome usado por judeus embora não tanto quanto Álvares.

 A princípio Silva era um sobrenome derivado da nobreza romana (de Réia Silva), que devia descender de etruscos, dináricos e ítalo-celtas. Mas foi adotado também por judeus portugueses e no Brasil foi usado para designar o habitante do interior enquanto muitos que povoavam o litoral passaram a usar o sobrenome Costa. Segundo o genealogista e professor Hilton de Borba em São Francisco do Sul havia 14 troncos de sobrenome Silva diferentes, sem parentesco conhecido entre eles. Pelo menos até uns anos atrás Silva era o terceiro sobrenome mais comum do planeta, só ficando atrás de Chang e Brown.

 No litoral Norte do estado de Santa Catarina os descendentes dos bandeirantes vicentistas parecem ter se misturado bastante com os descendentes dos índios Carijós, como no caso de uma numerosa e antiga família Amaral que colonizou uma região de Joinville-SC conhecida como Morro do Amaral. Segundo alguns pesquisadores os carijós poderiam ser em parte descendentes da antiga população dos sambaquis e/ou de náufragos da expedição de Solis (entre os quais se encontrava um mulato).

Alguns registros de batismos da capela de São João Batista registrados em São Francisco do Sul dão uma idéia da mistura de etnias que ocorreu no litoral catarinense no século 19:

Em 19/JAN/1806 foi batizada Emerenciana, nascida em 06/JAN daquele ano, filha de Manoel da Silva Coutinho e (...) Maria, sendo avós paternos Thomé da Silva e Joanna de Siqueira e maternos João José de Sá Brandão e Luiza Maria, todos francisquenses, sendo padrinhos João José de Sá Brandão e Damásia Rosa, solteiros.

Em 09/FEV do mesmo ano foi batizada Julianna, nascida em 23/JAN, filha de Jacintho Correia de Negreiros e Caetana Pereira de Jesus, sendo avós paternos José Correia de Negreiros e Joanna Dias (de Arzão) e maternos Ignácio Lopes Pereira do Rosário e Antonia Gonsalves Correia, todos francisquenses.

Uma semana depois deste registro aparece o de Manoel, nascido em 16/JAN do mesmo ano, filho de André da Cunha e Anna Ignacia e neto paterno de Antonio da Silva e Maria (parte do documento corroída) e materno de Francisco Vieira e Bárbara Rosa. Todos naturais da Ilha Graciosa. Padrinhos Marcelino José e Damásio Rosa.

Em 06/ABR do mesmo ano foi registrada Rita, nascida em 03/MAR, filha de Manoel Coelho da Rocha e Maria Rosa. Avós paternos Manoel Coelho da Rocha e Maria de Jesus e maternos Lourenço de Moura e Joanna Rosa. Os avós paternos açorianos naturais da Ilha Terceira e os maternos francisquenses. Padrinhos João de Borba e Maria da Conceição.

6- José Leite Pereira – Talvez o mesmo cujo corpo foi sepultado em Joinville-SC no cemitério do bairro Iririú, porque viveu pelo menos um pouco naquela cidade, onde foi testemunha no casamento civil de seu neto (e meu bisavô)  Alfredo. Uma Augusta Fiebig Leite, de 39 anos em 21/DEZ/1901 e natural da Bahia, era esposa de um José Leite Pereira em Joinville-SC e parece ter vivido nessa cidade no bairro Itinga.

     A princípio o sobrenome Pereira não era indicativo de origem judaica embora tenha sido muito usado por judeus na Holanda e na Inglaterra. O sobrenome Leite era usado em Portugal por pessoas de pele muito clara mas foi também adotado por judeus obrigados a aceitar o cristianismo.

     José Pereira de Leite e Anna Maria de Jesus foram pais de um menino batizado em 04/NOV/1798 em Nossa Senhora do Desterro, atual Florianópolis-SC.

 7- inglesa? - Segundo informação da avó materna do autor seria inglesa. O autor considerou esta informação verossímil porque a mesma informante deu diversas outras informações que foram confirmadas. Na região Norte de Santa Catarina viveram ingleses na época da Guerra do Contestado. Mas provavelmente esta bisavó da avó materna do probando viveu na região da atual Florianópolis-SC. Isto deduz-se não só porque a família de seu filho era considerada proveniente desta região mas também porque aí viveram ou desembarcaram alguns imigrantes ingleses.

Segundo uma versão na região da atual Praia dos Ingleses, na capital catarinense, houve naufrágio de uma embarcação pirata inglesa e os tripulantes desta foram salvar-se numa ponta de terra ao extremo noroeste da Ilha de Santa Catarina, que passou a chamar-se Ponta dos Ingleses. Segundo outra versão um inglês havia sido o primeiro ocupante da praia. Uma terceira versão diz que piratas ingleses que por vingança mataram Dias Velho fundearam nesta praia para tê-la como apoio logístico ao ataque à sede da povoação de Nossa Senhora do Desterro, em 1689.

Um dos sobrenomes de origem inglesa de Florianópolis que deixou descendentes no litoral Norte de Santa Catarina foi Dingee, ligado por parentesco a uma família kardecista de sobrenome Souza que teve um farmacêutico famoso em São Francisco do Sul. O autor conheceu em Florianópolis uma senhora kardecista de sobrenome Stuart que ela considerava inglês mas que na verdade mais remotamente é escocês.

 8- José Bento da Costa – Provavelmente não era açoriano e talvez não seja descendente de açorianos que chegaram em Santa Catarina no século XVIII.

* Um sobrenome Bento originou-se da família israelita Baruch. Uma das famílias Costa em Portugal originou-se dos judeus da família Abenhacar, de um ramo desta chamado Abenhacar da Costa porque viveu no litoral. No Brasil muitos adotaram o sobrenome Costa por passarem a viver no litoral brasileiro enquanto outros imigrantes adotaram o sobrenome Silva significando que viviam mais para o interior do país, na selva.

Um Manoel Silveira da Costa da localidade de São José próxima de Florianópolis-SC  teve de Maria de Jesus o filho José Silveira, que de Rita de Jesus, filha de Flora de Jesus e Joaquim José Pereira, teve o filho Manoel, nascido em Itajaí-SC em 05/MAR/1831. Na mesma cidade faleceu de tosse comprida um Francisco em 21/JUN/1863, filho de Anna Rosa de Jesus e Serafim Silveira da Costa.

    * Foi muito grande a presença e a influência dos judeus em Portugal, onde constituíam uma poderosa classe média mas também entraram em muitas famílias da nobreza ou recebiam títulos de nobreza, como no caso do navegador João Gonçalves Zarco, nascido em 1380 e origem da família Câmara por causa do título que recebeu. Um dos grandes massacres de judeus em Portugal foi desencadeado por um judeu de sobrenome Costa, Emanuel, que expôs numa igreja escritos em que negava ser Jesus o Messias prometido. Mas às vezes por muito menos, como no caso de só questionar algum fenômeno local tido como milagroso, judeus eram mortos em grande quantidade graças à grande capacidade de intriga de frades e à imensa ignorância e estupidez das massas cristãs. Numa ampla pesquisa os sobrenomes mais freqüentes entre os cristãos-novos presos por judaísmo, em ordem decrescente, eram: Nunes, Henriques, Mendes, Corrêa, Lopes, Costa, Gomes, Pereira, Cardoso, Silva, Fonseca, Paredes, Álvares, Miranda, Fernandes, Azeredo, Vale, Barros, Dias, Ximenes e Furtado. Após a conversão forçada ao cristianismo os judeus adotaram muitas vezes sobrenomes de padrinhos. Antes desta conversão alguns sobrenomes como Camarinho, Castro e Crespim já eram usados por cristãos e judeus. Geralmente os judeus usavam em Portugal sobrenomes típicos que os distinguiam dos cristãos: Abenazo, Aboab, Abravanel, Azenha, Carraf, Famiz, Latam, Parente, Rondim, Saraya e Zarco. Já Cerezzo e muitos outros eram de judeus no Norte da África. Antunes, Gouveia, Lara, Sá, Saldanha e Seixas parecem ter sido sobrenomes tipicamente de origem judaica. Já nomes comuns em judeus como Tavares, Pires, Lucena, Cortês e Chaves eram toponímicos. Sobrenomes como Fogaça e Lemos, também adotados por judeus, eram já muito antigos em Portugal. Fogaça parece vir de uma alcunha e Lemos teria vindo da tribo céltica dos Lemavos e/ou da palavra galega Lam, em espanhol Limo. Os Tavares da região de Alentejo tinham fama de serem cristãos-novos mas isso não significa que todos os Tavares o eram. Entre as famílias da nobreza de Portugal que eram descendentes de judeus está a de Jerônimo Pedroso e sua mulher Joana Vaz de Barros, ambos meio cristãos-novos, segundo informação de um filho deles, Antônio Pedroso de Barros, em 1591, data da visitação do Santo Ofício, na Bahia. Segundo o pesquisador José Gonçalves Salvador tanto a prova de “nobilitate” como a de “puritate sanguinis” estavam sujeitas a fraudes e a distorções. O famoso padre Manoel da Nóbrega era meio cristão-novo e a mãe do padre Anchieta recentemente canonizado era judia.

 9- Maria Rosa de Jesus ou Maria José Rosa – Seria filha de Maria Rouzaria de Jesus e José Joaquim da Rosa.

 10- Antônio Fernandes Lima – Da região de Tubarão-SC. Filho de Maria de Jesus Rodrigues e Serafim Fernandes Lima. Avós maternos: Rofina ou Rufina Maria de Jezus e Marcellinno da Costa Rodrigues e paternos Anna Rodrigues Vianna e Domingos Fernandes Lima, tendo estes últimos se casado em Laguna em 02/JUL/1793.

     Irmãos de Antônio: 1) Manoel, nascido em 20/OUT/1829, batizado em 26/NOV/1829 em Laguna e casado com Prudencia Claudina de Jesus, filha de Bernardo Alves dos Santos e Claudina Maria de Jesus, de quem teve o filho Antonio Fernandes Lima, nascido em 11/MAR/1851 e batizado em 19/JUN/1851 em Tubarão; 2) Luis, nascido em 10/DEZ/1833 e batizado em 25/DEZ/1833 em Laguna; 3) Leopoldina, nascida em 02/MAI/1840 e batizada em 09/MAI do mesmo ano em Tubarão-SC e 3) Pedro, nascido em 13/MAI/1846 e batizado em 14/JUN daquele ano também em Tubarão.

    Serafim casou também com Mathildes Joaquina da Rosa, filha de Sabina Maria Gomes e José Joaquim da Rosa, tendo deste casamento pelo menos 3 filhos: 1) Serafina, nascida em 25/JUl/1848 e batizada em 26/AGO daquele ano; 2) Generosa, nascida em 26/OUT/1849 e batizada em 26/DEZ/49 e 3) Bernardina, nascida em 10/AGO/1851 e batizada em 25/DEZ/51 em Tubarão.

     Eram irmãos de Serafim: 1) Manoel, nascido em 12/NOV/1813 e batizado em 28/NOV/1813 em Laguna e 2) Maria Rodrigues de Jesus, casada em 29/SET/1833 em Laguna com Albino Gonçalves Ribeiro.

     Um Domingos Fernandes Lima filho de Thomaz Fernandes Lima e Roza Maria de Souza casou em 10/JUL/1843 em Laguna com Maria Angélica Bitencourt ou Bitancurt, filha de José Luiz de Bitencourt e Joanna Maria da Conceição ou de Souza. Deste casamento nasceram: 1) José, nascido em 27/DEZ/1828 e batizado em 06/JAN/1829; 2) Anna, nascida em 31/DEZ/1829 e batizada em 21/FEV/1830; 3) Francisca, nascida em 15/ABR/1831 e batizada em 01/MAI/1831; 4) Manoel, nascido em 08/NOV/1824 em Imaruí e batizado em São João Batista, Imaruí, em 08/DEZ/1842 e 5) Carolina, nascida em 24/MAR/1844 em Imaruí e batizada em 11/MAI/1844.

      É bem possível que estes Fernandes Lima descendam de uma família portuguesa da cidade do Porto, que pode ser a mesma de origem israelita que emigrou para o Nordeste do Brasil. Um Manuel Fernandes Lima, nascido em Laguna-SC e Maria Josefa de Jesus, natural de Laguna ou de Enseada do Brito, tiveram pelo menos 5 filhos: Manuel, Ana Maria, Maria Josefa, José e Polucena Maria, esta última casada com Feliciano José da Veiga. O primeiro destes filhos de Manuel e Maria Josefa, também Manuel, nasceu em Laguna, onde em 03/MAI/1796 casou com Joana Maria Joaquina, da família de Antônio de Sousa Nunes. Um Tomás Fernandes Lima nasceu na cidade portuguesa do Porto e faleceu em Laguna-SC entre final de 1793 e 06/MAR/1812. Este Tomás casou com Rosa de Sousa, açoriana da Ilha Terceira falecida em Laguna-SC a 15/MAR/1830, com cerca de 94 anos. Tomás e Rosa tiveram pelo menos 3 filhos: Francisco, Ana Maria do Rosário e João. Em Imbituba-SC um Germano Luís Fernandes Lima, filho de Maria Joaquina de Jesus e Luís Fernandes Lima, casou em 17/SET/1843 com Rosa Maria de Jesus, filha de Anna Maria de Jesus e Bento Ferreira da Rosa, sendo padrinhos deste evento João Martins Jaques e Carlos Jacob Ruffet. Em 22/JAN/1848 Serafim Fernandes Martins, filho de Maria Joaquina de Jesus e Luiz Fernandes Lima, casou com Zeferina Roza de Jesus, filha de Marcelina Roza de Jesus e Manoel Machado Pacheco, sendo o noivo natural de Laguna-SC e a noiva de Imbituba-SC e o casamento realizado na igreja católica matriz de Imaruí.

     Segundo um registro em 30/JAN/1807 um homem de sobrenome Fernandes Lima casou com Januária Maria de Santo Antônio, em Laguna, sendo o noivo filho de Manoel Fernandes Lima e Maria Josepha e a noiva filha de João Fernandes Martins e Roza Joaquina.

 11- Maria Florinda da Silva – Catarinense de origem açoriana pelo menos em parte, filha de Florinda Rosa de Jesus e Constantino José da Silva. Avós maternos: segundo registros publicados pela Igreja de Jesus dos Santos dos Últimos Dias seriam Maria Joaquina e Manuel Correia de Souza e segundo um pesquisador Josefa Joaquina e José Silveira Goulart, que talvez seja o mesmo José Joaquim Silveira Goulart que teve 3 esposas, sendo a primeira delas uma Josefa Joaquina. Avós paternos: Inocência Clara de Jesus e André da Silva. Constantino José da Silva casou em 05/JUN/1815 com Maria Bernarda da Cruz, filha de Izidoro Alvares da Cruz e Maria de Jesus. Os avós maternos de Constantino eram Joaquina Roza Clara e Francisco Antonio Cardozo de Aguiar e os paternos Catharina Antonia e João Homem da Costa. Um Antonio Cardoso de Aguiar e Gertrudes Clara de Jesus foram pais de um menino batizado em 22/AGO/1798 em Nossa Sra. do Desterro, atual Florianópolis. Uma irmã de Inocência Clara de Jesus, Ludovina Roza de Jesus Aguiar, casou em 29/SET/1800 em Laguna com Thomé Silveira Flores, filho de Joanna Maria e Jozé Silveira Flores. Uma família Homem da Costa açoriana está entre as primeiras de origem portuguesa que povoaram a cidade do Rio de Janeiro.

     Constantino teve pelo menos os seguintes irmãos: 1) Maria Clara de Jezus, casada em 30/NOV/1807 em Laguna com Lucianno de Souza Machado, filho de Antão de Souza e Faustina Maria de Jezus; 2) Francisco, batizado em 20/JAN/1805 em Laguna, talvez o mesmo Francisco José da Silva com mesmos nomes de pais e avós e que casou em 21/SET/1822 em Laguna com Silvanna Maria de Jezus de Souza, filha de Manuel Correia de Souza e Maria Joaquim; 3) Mandel, nascido na Freguesia de Nossa Sra. das Necessidades e batizado em 01/OUT/1806 em Laguna-SC; 4) Luciano, batizado em 13/JUN/1807 em Laguna; 5) Antonio José, casado em Laguna em 25/ABR/1841 com Maria Bella dos Reis Barreiros, filha de Francisco Gonçalves Barreiros e Rosa Maria de Jesus, talvez o mesmo Antonio com mesmos nomes de pais e avós que nasceu em 20/JUN/1815 e foi batizado em 09/JUL/1815 em Laguna.

     Remotamente os Silveira Goulart eram de origem judaica: Gulat do Sul da França transformou-se em Gouilward, Gevaert e Goulart. Em Santa Catarina Gevaert transformou-se em Gevaerd. Estes Silveira vinham de Van der Haagen, originária de judeus alemães que foram para a Holanda. Segundo o que consta na Internet estes sobrenomes se entrelaçaram mais de uma vez no começo desta família. O Wilhelm van der Haagen que aportuguesou o sobrenome para Silveira seria por parte de um avô descendente da nobreza de Portugal. A esposa de Wilhelm seria descendente do rei São Luís (Luís IX da França) por mais de uma linhagem. Segundo o escritor João Paulo da Fontoura, de Taquari, no site mujahdincucaracha.blogspot.br, praticamente todos os açorianos do Sul do Brasil descendiam deste Wilhelm. Achei o sobrenome Hagen em registros de luteranos de origem alemã no Paraná.

      Um José Silveira Golarte no século XVIII era alferes na Ilha do Faial, nos Açores.

     Foram irmãos de Maria Florinda: 1) Felisbino, nascido em 05/DEZ/1816 e batizado em 25/FEV/1827 em Laguna; 2) Justina, nascida em 05/DEZ/1816; 3) Albino José, casado em 03/MAI/1847 em Tubarão com Custodia Maria de Souza, filha de Manoel Correia de Souza e Silvina Maria da Conceição 4) Manoel, nascido em 08/OUT/1834 e batizado em 27/DEZ/1834 em Laguna; 5) Maria, batizada em 02/NOV/1835 em Laguna; 6) Edeltrudes, batizada em 06/OUT/1840 em Tubarão-SC, talvez a mesma Deltrudes Florinda de Jesus, com mesmos nomes de pais e avós casada em 06/JAN/1867 em Tubarão com José Peixe de Carvalho, filho de João Peixe de Carvalho e Anna Maria; 7) Albino José, casado em 03/MAI/1847 em Tubarão com Custodia Maria de Souza, filha de Manoel Correia de Souza e Silvina Maria da Conceição; 8) João, nascido em 07/AGO/1842 e batizado em 20/AGO/1842 e 9) José Constantino da Silva, que casou com Iria Correia de Souza, irmã da Custodia Maria citada logo acima, filha de Silvina Maria e Manoel Correia de Souza.

     Maria Fernandes Lima nasceu em Laguna em 13/ABR/1813 filha de Simam Fernandes Lima e Anna Roza da Conceição e foi batizada em 18/ABR/1813.

 12- Laurindo Rodrigues de Figueredo – Catarinense filho de Felicina Rosa de Jesus e Joaquim Rodrigues de Figueredo. Avós maternos: Marcelina Rosa de Jesus e João Silveira Goulart, ambos da localidade de Enseada do Brito, em Florianópolis-SC. Avós paternos: Leonor Rosa de Jesus e Manoel Rodrigues de Figueredo. Leonor era filha dos açorianos Maria Rodrigues e Manoel Dutra de Medeiros, que segundo um documento eram da Ilha de São Jorge e segundo outro eram da Ilha Graciosa. Sobre a filiação de Manoel Rodrigues de Figueredo ou Figueiredo paira uma dúvida sobre de qual dos casamentos do pai deste foi fruto. O pai deste Manoel era Antônio Rodrigues de Figueredo, que nasceu aproximadamente em 1736 em Paranaguá, cidade do litoral paranaense. O primeiro casamento de Antônio foi com a catarinense Anastácia da Silva, nascida em Laguna. O segundo casamento foi com Maria Rosa de Jesus, açoriana da Ilha de São Jorge, que casou em Laguna-SC em 21/FEV/1791 com o espanhol Juan Antonio Chinchon, nascido no Bispado de Burgos, filho legítimo de pai de mesmo nome e de Francisca Lopez.

     Geralda de Figueredo, batizada em 27/DEZ/1828 em Laguna nasceu ali filha de João Rodrigues de Figueredo e Maria Roza de Jesus, que era filha de Francisco de Souza de Aguiar e Joana Francisca. E seria neta paterna de Domingos de Figueredo. Já Manoel de Figueiredo, batizado no mesmo lugar em 01/NOV/1824 e nascido em 02/OUT/1824, era filho de João Rodrigues de Figueiredo e Maria Antonia, que era filha de Jozé Antonio e Anna Maria.

O uso de sobrenomes que são também prenomes comuns (como Antonio, Inácio e Luís) era comum entre açorianos.

     Talvez tenha sido irmão de Geralda e meio-irmão de Manoel citado acima Valentim de Figueredo, nascido em 18/FEV/1819 e batizado em 24/FEV do mesmo ano. Conforme um documento era filho de João Rodrigues de Figueredo e de Maria Roza de Jesus, filha de Francisco de Souza de Aguiar e Josefa Maria da Encarnação. Assim como Felicianna, nascida em 27/OUT/1826; Carolina, nascida em 17/AGO/1824; Joaquinna, nascida em 04/SET/1820 e batizada 10 dias depois e Anna, nascida em 15/DEZ/1816 e também batizada 10 dias depois. Mas Anna de Figueredo batizada em 07/JUL/1818 em Laguna e nascida em 18/JUN/1818 era filha de João Rodrigues de Figueredo com Maria Antonia, filha de José Antonio e Anna Maria e portanto provavelmente é irmã de Manoel de Figueiredo citado no parágrafo anterior. João de Figueiredo batizado em 27/SET/1830 e nascido em 27/AGO/1830 era filho de João Rodrigues de Figueredo e Maria Roza de Jesus e neto paterno de Domingos Rodrigues de Figueredo e Roza Joaquina de Jezus.

     Parece que muitos Rodrigues de Figueredo, às vezes grafados com 2 II, eram de origem cristã-nova. Figueiredo (com 2 II) era uma família que ganhou título de nobreza por lutar contra os mouros. Na região de Laguna-SC os Rodrigues de Figueredo de origem parnanguara se misturaram muito com uma família Figueiredo (com 2 II), de origem açoriana.

    Um Manoel Rodrigues de Figueredo aparece no Catálogo Genealógico de frei Antonio de Santa Maria Jaboatão, falecido em 1768. 

13- Anna Maria Santa Pacheco – Conforme diversos documentos filha de Cypriano José Pacheco nascido em Imbituba-SC aproximadamente em 1835 e da primeira esposa deste, Maria Santa Silveira. Este Cipriano em alguns documentos é grafado como Sipriano e segundo um documento era de Enseada do Brito. Segundo registros da região de Imbituba-SC Cipriano era filho de Maria da Glória de Jesus e Marcellino José Pacheco e neto materno de Joanna Maria de Jesus e Antonio de Souza Siqueira e paterno de Joanna Maria de Jesus e Sepriano Jozé Pacheco.

      É um costume de judeus sefarditas repetirem nomes saltando uma geração, tendo pelo menos um neto o nome de um avô.

     Cipriano foi testemunha, juntamente com Crescêncio Pereira da Rosa, num casamento ocorrido em Sant’Ana do Mirim na data de 12/OUT/1856 em que o noivo era Sebastião José Figueira, filho de José Figueira e Joaquina Luzia de Jesus, e a noiva Maria Custódia da Conceição, filha de Antonio Moreira Barbosa e Anna Custódia da Conceição; o noivo de Vila Nova, Imbituba, e a noiva de S. José. Cipriano teve pelo menos os seguintes irmãos: 1) José Pacheco de Souza, nascido em Imbituba e que casou em 14/AGO/1851 em Sant’Ana, Mirim, com Candida Roza de Jesus Nascimento Jaques, nascida em Imbituba filha de Anna Joaquina do Nascimento e Francisco Martins; 2) Maria Santa de Jesus Pacheco, que casou em 24/JAN/1852 em Sant’Ana, Mirim, com Manoel Luiz de Bitancourt; 3) Manoel José Pacheco, que casou em São João Batista, Imaruí-SC com Anna Roza de Jesus ou do Espírito Santo, filha de Roza Luiza do Espírito Santo e Joaquim Silveira Maciel, tendo deste casamento o filho Manoel Pacheco, nascido em 12/FEV/1873 e batizado em 15/MAI/1873 em Sant’Ana, Mirim, Imbituba; 4) Joanna Maria de Jesus Pacheco, que casou em 07/FEV/1852 com João Ignacio Rachadel, filho de Marina Roza de Jesus e Vicente José Rachadel, cujo sobrenome talvez fosse proveniente de Ricciardelli; 5) Roza Maria Pacheca de Soza, nascida em Imbituba e casada em Sant’Ana, Mirim, em 25/JUL/1844 com Ignacio de Souza Maciel, filho de Francisca Clara de Jesus e Antonio de Soza Maciel e 6) João, nascido em 14/JUN/1836 e batizado em 12/SET/1837 em Laguna-SC.

     O segundo casamento de Cipriano José Pacheco ocorreu em 27/NOV/1855 em Sant’Ana, Mirim, Imbituba, com Anna Maria de Jesus, filha de Maria Ignacia de Jesus e Luiz Pinto Coelho.

Segundo o famoso cartunista mineiro Ziraldo o sobrenome Pinto de sua família era de origem judaica e significava originalmente pintado, vindo do particípio do verbo pintar. Isto porque seus antepassados eram mais escuros que os celtiberos.

     Anna Maria Santa Pacheco aparece num registro como casando em 19/JUN/1834 em Sant’Ana, Mirim, com Manoel José Mendonça filho de Jozé Francisco Mendonsa e Roza do Nascimento e que provavelmente é irmão de Manoel Francisco de Mendonça que será visto a seguir ou este mesmo grafado de forma um pouco diferente. Segundo um registro ela teve de Manoel Jozé de Mendonça, filho de Rosa Joaquina do Nascimento e José Francisco Mendonça, o filho José (nascido em Imbituba-SC em 15/MAI/1835 e ali batizado em 23/MAI/1835) e também os filhos Maximiano (branco, batizado em dezembro de 1836) e Floriano (batizado em 29/ABR/1838).

Ezequiel Pacheco da Silveira e Maria Rosa do Nascimento foram pais de Manoel Silveira, batizado em 28/NOV/1897 em Sant’Ana, Mirim, e nascido em 25/AGO/1897, sendo neto paterno de Maria Sebastiana de Jesus e materno de Manoel Jacintho Cardoso e Maria Joana do Nascimento.

14- Manoel Francisco de Mendonça –

   Um Manoel de Mendonça nascido em Laguna-SC em 03/MAR/1832 e batizado em 08/ABR/1832 era filho de Martinho José de Mendonça e Bernarda Maria de Jesus e neto paterno de José de Mendonça e Maria de Jesus e materno de Antonio José de Aguiar e Rita Maria. Outro Manoel de Mendonça nascido em 02/JAN/1884 e batizado em 08/MAR/1884 em Tubarão era filho de Pedro Martinho de Mendonça e Leopoldina Silveira Gularte, filha de Sebastiana Maria dos Anjos e Ignácio Silveira Gularte.

     Manoel José Mendonça casou em 03/DEZ/1848 com Maria Rosa de Jesus nascida em Laguna. Ele filho de Manoel de Souza Mendonça e Maria Lucianna e ela filha de Joaquina Maria de Jesus.

     Adelaide Mendonça, batizada em 04/NOV/1877 em Imbituba era irmã de Jesuína, batizada também lá em 12/OUT/1879 e filha de Manoel José Mendonça e Cecília de Souza Guimarães. Elas eram irmãs também de Manoel de Mendonça, nascido em Sant’Ana, Mirim, em 02/MAI/1887 e batizado em 29/AGO/1887. Os avós paternos deles eram José Francisco de Oliveira Mendonça e Maria Euphasia de Jesus e maternos eram Benvindo José de Souza Guimarães e Jesuína Maria da Conceição.

     Outro Manoel Mendonça nasceu em 04/FEV/1898 e foi batizado em 20/MAI/1898 em Sant’Ana, Mirim, filho de Custodio Floriano Mendonza e Rosa Perpétua da Conceição.

Segundo um documento, em 19/JUN/1834 casaram na localidade imbitubense de Vila Nova Manoel José Mendonça e Anna Maria Jacinta, sendo o noivo filhode José Francisco Mendonça e Rosa do Nascimento e a noiva filha de Cypriano José Pacheco e Maria Jacinta, sendo os pais da noiva já falecidos. Testemunhas: Francisco Teixeira de Souza e Maximiano José Pacheco.

     Segundo um documento Manoel José Mendonça casou em Laguna em 03/DEZ/1848 com Maria Rosa de Jesus, nascida em Laguna. Ele filho de Manoel de Souza Mendonça e Maria Lucianna e ela filha de Joaquina Maria de Jesus.

15 – Maria Gertrudes de Jesus – Filha de Gertrudes Rosa de Jesus e Manoel José Reos. Primeira ou segunda esposa de Thomé José Pacheco, com quem casou em Imaruí-SC em 21/JUN/1847, conforme um documento em que ela seria filha de Gertrudes Roza de Jesus e Manoel José Bras.

   Da região de Imbituba-SC constam alguns registros de pessoas com sobrenome Reos. Na localidade imbitubense de Sant’Ana, Mirim, um Manoel José Reos casou em 21/JUN/1857 com Vitalina Roza de Jesus, filha de Francisco Martins Jacques e Anna Joaquina de Jesus. Manoel era filho de outro Manoel José Reos e de Gertrudes Roza de Jesus e portanto devia ser irmão da minha tetravó Maria Gertrudes citada aqui. E irmão também de Candido José Reos, nascido em Imbituba e casado em Sant’Ana, Mirim, em 26/FEV/1859 com Claudina Roza de Jesus Conceição Luca, nascida em Imbituba filha de Antonio Machado Luca e Florinda Roza da Conceição.

     Zeferino José Reos nasceu em Imbituba filho de Miguel José Reos e Marianna Joaquina de Jesus e casou em 15/MAI/1842 em Sant’Ana, Mirim, com Emerenciana Roza de Jesus, natural de Imbituba, filha de Joaquim Silveira Borges e Maria Santa e irmã de Eugenia Maria de Jesus, também imbitubense, que casou em 16/MAI/1842, na localidade de Sant’Ana, Mirim, com José Joaquim Reos, irmão do seu cunhado Zeferino José citado logo acima.

   João José Reos e Joana Ignacia de Jesus foram pais de Bibianna Ignacia de Jesus, natural de Laguna e que casou em 31/JAN/1848 em São João Batista, Imaruí, com José da Silva França. Este João José foi casado antes com Maria Izabel da Conceição. Um José Patricio Reos nascido em Santa Ana-SC, casou com Vitalina Maria de Oliveira, natural de Laguna.

Ao encontrar em minhas pesquisas este sobrenome Reos entre meus ascendentes lembrei de um fato engraçado ocorrido uns 30 anos atrás. Ao ver um retrato do padre jesuíta alemão João Baptista Reus (1868-1947), falecido em São Leopoldo-RS, meu primo Omarzinho quando ainda bem pequeno achou que o retrato fosse de nosso avô materno, Lelinho.

 16 – Thomé José Pacheco – Segundo documentos irmão da Anna Maria Pacheco citada pouco acima e de outros que serão vistos adiante. Thomé casou em 03/MAI/1852 com Cipriana Roza de Jesus Costa, filha de Florinda Roza de Jesus e João Gonçalves da Costa, tendo deste casamento o filho André José Pacheco, nascido em 1862 em Merim e aos 25 anos, 16/ABR/1887 casando em Sant’Ana, Mirim, com Delminda Teixeira da Roza Souza, nascida em 1866, filha de José Teixeira de Souza e Luiza Pereira da Roza.

   É possível que este Thomé seja o mesmo que consta como Thomas Jozé Pacheco em Sant’Ana, Mirim em 20/JUN/1837, quando do casamento deste, também filho de Maria Santa e Cipriano José Pacheco, com Maria Clara de Jesus, filha de Anna Clara e João Silveira Flores.

* Uma família Flores açoriana era de origem judaica. Os sobrenomes Flores e Silveira aparecem na linhagem dos antepassados do famoso político catarinense Jorge Konder Bornhausen. Mas Flores pode ter origem geográfica referente à ilha açoriana de mesmo nome ou patronímico derivado de Fruela sendo então da mesma origem que o sobrenome Froes.

   Thomé já era falecido em 15/FEV/1860.

   Um documento que talvez dê pistas sobre a origem de Maria Santa Silveira é o referente ao casamento ocorrido em Imbituba-SC, na freguesia de Santa Anna, em 16/JUN/1853, de José Silveira da Roza, filho de João José da Roza e Marianna Santa do Rozarioi (sic), com Maria da Silveira, filha de Maria Santa de Jesus e José Bartholomeu da Silveira, sendo os noivos nesta ocasião dispensados do impedimento de segundo grau de consanguinidade. Um Bartholomeu Silveira Flores era capitão proveniente da Ilha de São Jorge, nos Açores, e foi um dos colonizadores da Ilha de Santa Catarina. E um Manoel Pacheco era sargento proveniente da mesma ilha para Santa Catarina. Em 23/NOV/1846 em Imbituba casou Francisco Pereira Vieira, filho de Anna Joaquina do Nascimento e Manoel Pereira Vieira, com Anna Santa da Silveira, filha de Maria Santa do Rosário e José Silveira Borges, sendo ambos de Imbituba-SC, da localidade de Vila Nova, onde eram moradores. Uma Rosa Santa da Silveira, filha de Maria Santa do Rosário e José Silveira Borges, casou em Imbituba em 10/JAN/1857 com Francisco Manoel Pereira, filho de Rita Rosa de Jesus e Manoel Francisco da Cunha. Thomé Silveira Flores e Manoel Francisco de Mendonça foram testemunhas em do casamento de Demétrio José de Andrade em Imbituba-SC, em 25/FEV/1843, com Cândida Joaquina Rosa.

   Foram irmãos de Anna Maria e de Thomé José Pacheco pelo menos: 1) Joaquim José Pacheco – casado com Anna Rosa, filha de Felisberta Theresa Rosa e Narciso Martins ou Matheus, de quem teve os filhos Cipriano (n. 13/ABR/1831) e Rosa (n. em 26/AGO/1834); 2) Manoel Silveira Pacheco – casado com Perpétua Rosa (de Jesus), filha de Maria Perpétua (de Jesus) e Francisco José Lopes, naturais da Lagoa de Santa Catarina, de quem teve os filhos Manoel (n. em 08/MAI/1832) e Antonio (n. 15/FEV/1834); 3) João José Pacheco – casado com Faustina Rocha, provavelmente irmã da Perpétua Rosa (de Jesus) citada acima, filha de Maria Perpétua e Francisco José Lopes, de quem teve as gêmeas Anna e Maria, batizadas em 19/MAI/1832 e os filhos Francisco (n. em JUL/1835), Joaquim (n. em 29/MAR/1837) e Antonio (n. em 03/JUN/1838) e 4) José Silveira Pacheco – casado com Antonia Rosa, de Enseada do Brito, filha de Maria Perpétua e Francisco Lopes citados e portanto provavelmente irmã de Perpétua e Faustina nomeadas acima, tendo deste casamento com Antonia o filho Antonio (n. em 15/AGO/1832) e a filha Anna (n. em 22/MAI/1834) e segundo um documento também o que segundo outra fonte seria pai de Cipriano e filho de um Cepriano, o Marcelino José Pacheco casado com Maria da Glória da Conceição, filha de Joanna Maria (da Conceição) e Antonio de Souza Siqueira, de quem teve os filhos Joaquina (n. em 12/AGO/1830), José (n. em 15/DEZ/1831) e Francisco (n. em 29/SET/1935). * Um Marcelino José Pacheco da região de Imbituba foi pai de José Pacheco de Souza, que em 14/AGO/1854 casou com Maria Glória de Jesus, filha de Ana Joaquina do Nascimento e Francisco Martins Jaques.

Em 22/SET/1832 casaram na localidade imbitubense de Vila Nova Manoel Silveira Borges e Christina Maria de Jesus. Ele filho de Joaquim Silveira Borges e Maria Santa e ela filha de José Dutra Garcia e Joaquina Maria. Segundo o registro o noivo era daquela freguesia e a noiva natural da Lapa. Testemunhas: João José Pacheco e José Dutra Garcia.

     Na região de Imbituba-SC um João Silveira Borges teve de Maria do Nascimento a filha Silvana do Nascimento, que em 22/MAI/1844 casou com Marcelino Pacheco Marques, filho de Anna Joaquina e Francisco José Pacheco. No município de Imbituba-SC Manoel Pacheco do Nascimento, viúvo de Joaquina de Jesus, casou em 29/SET/1845 com Maria Joaquina, filha de Anna Joaquina de Jesus e Manuel Baptista Pinheiro. Segundo um registro de casamento desta região, José Baptista Pinheiro, filho de Manoel Baptista Pinheiro e Anna Joaquina, casou em 29/SET/1845 com Maria de Jesus, filha de Manoel Pacheco do Nascimento e Joaquina de Jesus, ambos naturais e residentes em Imbituba, o noivo então com pai falecido e a noiva órfã de mãe. Segundo o mesmo documento estes noivos foram dispensados do impedimento consanguíneo de terceiro grau na linha colateral.

   O sobrenome Pacheco pode indicar procedência da Vila de Pacheca. Os Pacheco receberam título de nobreza por terem defendido o castelo de Celorico, pertencente à família do famoso navegador Fernão de Magalhães. Um parente meu afirmou que uma pesquisadora da História de Santa Catarina havia lhe dito que esta família Pacheco de que se trata aquí seria originária da Ilha da Madeira.

    Do arquipélago dos Açores a lista de oficiais das Ordenanças nomeadas para assumir postos em Santa Catarina em nomeação de 21/JUN/1747 aparecem na Primeira Companhia os alferes Mateus Vieira Pacheco e Matias Domingos Pacheco.

   Esta família Pacheco de antepassados do avô materno do probando não deve ser confundida com uma família Pacheco de Souza de origem portuguesa estabelecida em Santa Catarina, onde inicia com José Pacheco de Souza Guimarães, natural de São Tiago de Lustosa, Portugal, filho de Anastácio Pacheco e de Anastácia Pacheco de Souza. Este José deixou descendentes de seu casamento, em 08/NOV/1862, em Florianópolis-SC, com Cândida Leopoldina da Silva Fraga. Parece ser de outra família Pacheco de Souza um Joaquim José Pacheco filho de Poncianna Maria da Conceição e de um Marcos Pacheco de Souza que seria natural de Pernambuco de pais já falecidos em 10/ABR/1858, quando este Joaquim casou em Imbituba-SC com Jacinta Maria da Conceição, filha de Maria Antonia da Conceição e Manoel Marianno Alves. Antônio Pacheco da Silva e Esmelindra do Nascimento foram pais de Emilia Antonia da Silva, natural de Vila Nova, em Imbituba, e que casou em 24/DEZ/1916 na localidade de Sant’Ana, Mirim, com José Manoel (?) Pacheco, imbitubense de Vila Nova, filho de Manoel Pacheco de Souza e Clarinda Roza de Jesus.

 Antonio José Pacheco, nascido aproximadamente em 1737, em São José, na Ilha de São Miguel dos Açores, casou com Maria da Encarnação, nascida em cerca de 1760 na Ilha Terceira daquele arquipélago. O filho mais velho deste casamento casou com uma Dutra. Um José Pacheco soldado da Ilha de São Miguel, dos Açores, era filho de Bartolomeu Pacheco e Antónia de Almeida e casou com a carioca Dionísia Rosa, filha de Maria Rosa da Conceição e Antônio Nunes de Morais, tendo deste casamento com Dionísia os filhos Eugênia (batizada em 07/OUT/1744), Luís (batizado em 25/AGO/1746), Antônia (batizada em 22/NOV/1750) e José (batizado em 30/ABR/1752). O açoriano Manuel Pacheco, solteiro, natural da Ilha Terceira, era solteiro quando casou com Rosa Francisca, solteira, natural da cidade de Angra, de quem teve a filha Ana, batizada em 06/MAI/1752, sendo padrinho nesse batizado Manuel Fernandes de Bastos. Os irmãos açorianos José Pacheco e Manuel Machado Pacheco deixaram descendência no Rio Grande do Sul, o primeiro do casamento com Rosa Maria, da Ilha do Faial e filha de Maria Silveira e Felipe Dutra; o segundo do casamento com Joana Antônia, natural da Ilha Terceira.

Manoel Pacheco do Nascimento, natural da Ilha Terceira dos Açores, teve de Custodia Francisca o filho João Pacheco do Nascimento, que de Izabel Maria de Freitas filha de Joaquina Maria e Jozé Dutra Pereira teve os filhos Jozé (nascido em 1837), Christina Maria de Jesus que casou com o viúvo Faustino José Gonçalves e Maria Rosa de Jesus que casou em JAN/1843 com Manoel Silveira da Rosa.

No Rio Grande do Sul um Matias Pacheco, açoriano da Ilha Terceira, deixou geração de seu casamento, por volta de 1741, na Colônia do Sacramento, com Sebastiana Dias de Passos, de Buenos Aires.

 Um Vicente Paxeco foi dono de escravos em Santa Catarina, provavelmente na região de Penha-SC.

 A origem mais provável do sobrenome Pacheco é a celta. Inclusive porque foi usado pela rainha celta Boudicca, que liderou revolta contra os romanos. Mas foi um sobrenome muito adotado por judeus a partir de 1497 e pode ter se originado de Pessach (Páscoa). Segundo alguns os druidas eram levitas. Embora a cultura celta tenha se originado a partir de 4 culturas antigas e entre os povos celtas antigos pareça ter havido tipos dinárico, alpino, nórdico e mediterrâneo.

     Um Marcelino José Pacheco teve de Anna Florencia de Jesus a filha Thomazia Pacheco, batizada em 21/OUT/1877 em Senhor dos Passos, Pescaria Brava-SC.

O açoriano Manoel Pacheco nascido em 1707 e da localidade de Ponta Delgada, na Ilha de São Miguel, assim como seus pais Manoel Pacheco e Úrsula Paula de Vasconcelos, casou com Francisca Xavier, também naquela localidade, tendo deste casamento o filho Simão Pereira de Carpes. Em Santa Catarina residiu uma família Pacheco Carpes.

Antonio José Pacheco, nascido em cerca de 1737 em São José, na Ilha de S. Miguel dos Açores, casou com Maria da Encarnação, que nasceu em cerca de 1760 em Santa Bárbara, Ilha Terceira, Açores. Teve deste casamento 3 filhos e duas filhas. Destes o mais velho, Joaquim de Souza Pacheco, nascido em 1780, casou com Anna Joaquina Dutra, filha dos açorianos Francisca das Chagas e Manoel Dutra e os 2 mais novos, Madalena e Francisco, nasceram na região de Florianópolis. O segundo filho, Duarte José da Silva, nasceu aproximadamente em 1782 e Maria Roza Pacheco nasceu em cerca de 1784.

 

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