Curiosidades genealógicas



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IV- Trisavós de meu pai:

 1- Anna Maria da Conceição – Provavelmente de origem portuguesa ou judaica. O uso de “da Conceição”, como Rosário, Espírito Santo, de Jesus, etc., não indicava sobrenome de família e servia para demonstrar religiosidade espontânea ou forçada. Num batismo em 02/NOV/1882, de um Eduardo Conceição nascido em 02/MAI/1882 a mãe deste aparece como Anna Maria da Conceição e os avós maternos eram Francisco Correia de Negreiros e Maria Matildes.

* Negreiros era um sobrenome que servia para indicar profissão de traficante de escravos.

 2- José Alves Marçal – Seria parente do famoso padre Joaquim Francisco Pereira Marçal, que viveu na localidade catarinense de Parati, que depois mudou de nome para Araquari.

* Este padre teve filhos nessa região e faleceu em 01/AGO/1885, de nefrite. Era irmão de Maria Clara da Conceição (que casou com Joaquim Antonio de Oliveira Correia) e filho de José Francisco Pereira – que nasceu aproximadamente em 1800 sendo vereador 20 anos depois – e de Bárbara Maria de Jesus, da família Castilho de Quadros de origem judaica a que pertenceu o ex-Presidente da República Jânio da Silva Quadros e alguns francisquenses que residiam perto do Morro da Palha e que em pelo menos um ramo teve o nome modificado para Castilhos, que é nome de outra família, de origem portuguesa. José Francisco Pereira era filho de Josefa Maria do Nascimento e de Pedro Álvares Pereira, nascido em Iguape. Josefa era irmã do francisquense João, nascido em 18/JUN/1805, e filha de Ana Pires dos Santos e do genovês Domingos de Oliveira Patram ou Latam, que teria sido pirata. Uma Joanna de Castilho aparece na família de antepassados de Mateus Leme. Segundo uma fonte da Internet, www.mafra.com.br/genealogia, Domingos de Oliveira Patram ou Latam era espanhol e sua filha Josefa Maria do Nascimento teve do casamento com Pedro Alvares Pereira o filho Domingos, nascido em 27/OUT/1798 e batizado em 04/NOV/1798 em São Francisco do Sul.

Em 12/FEV/1796 foi batizado em São Francisco do Sul Francisco, filho de Pedro Alves Pereira e Josefa Maria do Nascimento, sendo neto paterno de Francisco Alves da Costa e Maria Pereira Gonçalves e materno de Domingos de Oliveira Patrão e Anna Pires dos Santos e as testemunhas deste evento o alferes José Francisco da Silva e Catharina de Ramos de Oliveira.

    Em S. Francisco do Sul-SC Maria de Quadros teve de Jerônimo Pereira de Andrade o filho Salvador, que de Rita de Souza teve a filha Rita, batizada em S. Francisco em 27/MAI/1802. Talvez este Jerônimo seja o mesmo que foi alfaiate em S. Francisco e era filho de Sebastiana de Andrade e João Pereira e neto paterno de Antonio Pereira e Francisca Roiz e materno dos francisquenses Torcato de Andrade de Almada e Izabel Lopes Villas Boas. Os francisquenses Antonio de Quadros e Maria de Siqueira foram pais de Bartolomeu de Quadros Araújo, que de Bernarda Alves filha de Sebastião Peres e Felippa da Silva Alves teve a filha Anna, nascida em março de 1804 em S. Francisco e ali batizada em 13/MAI daquele ano.

     Uma Joana de Castilho que recebeu o nome de uma sua bisavó materna casou em 08/JUL/1754 em Aiuruoca-MG com Francisco Garcia, açoriano nascido em Madalena, na Ilha do Pico, filho de João Garcia da Rosa e Águeda Luís. Esta Joana era filha do português Manuel Ferreira de Abreu e de Brígida Corrêa de Miranda, que nasceu em Jacareí-SP filha de Domingas de Miranda e Francisco Álvares Corrêa.

     Francisca de Castilho e Pedro dos Santos foram pais de Caetano dos Santos, que de Isabel Dias, filha de João Dias e Maria da Silva teve a filha Maria, nascida em 02/JUN/1796 e batizada 18 dias depois em Penha-SC. Roza Francisca de Castilho e Ignacio Pereira de Lião, ambos de São Paulo, foram pais de Anna Roza de Jesus, que de Aniceto Pereira cujos pais Amador Pereira e Juliana Ferreira eram de Cananéia teve a filha Roza, nascida em 01/SET/1796 e batizada 11 dias depois também na localidade de Penha-SC.

     Ainda segundo registros da localidade de Penha-SC Xisto de Quadros e Anna da Silva Beloza (Roza) ou Anna Beloza da Silva foram pais pelo menos de: 1) Francisco, que de Maria Ignacia filha de Antonio Alves e Meçia Rodrigues teve o filho Agostinho nascido em 02/ABR/1798 e batizado em 08/ABR/1798; 2) Nicaçia, que de José da Silveira filho dos açorianos Thomazia Maria e Antonio da Silveira, ambos da Ilha do Pico, tiveram o filho João, nascido em 19/JUN/1799 e batizado uma semana depois, e 3) Francisco de Haraujo, que de Ana Maria do Espírito Santo filha de Clara Maria e Manoel Rodrigues Roza teve o filho Francisco, nascido em 19/MAR/1803 e batizado em 26/JUN daquele ano. Em Penha-SC Francisca de Castilho e Pedro dos Santos são dados como daquela localidade e avós paternos de Maria, batizada ali em 20/JUN/1796 e nascida em 02/JUN daquele ano filha de Caetano dos Santos e Isabel Dias, esta filha de Maria da Silva e João Dias. Na mesma localidade, em 08/ABR/1798, Xisto de Quadros e Anna da Silva Beloza são dados como avós paternos no batizado de Agostinho, nascido em 02/ABR filho de Francisco de Quadros e Maria Ignacia, esta filha de Meçia Rodrigues e Antonio Alves.

3- Rita Cândida do Nascimento (Ferreira) – Sua mãe muito possivelmente foi cafuza ou de tipo parecido com este e seu pai provavelmente foi dono de escravos. Uma família Ferreira de Portugal era da Aliança Israelita Internacional mas nem todos os Ferreira eram desta origem. A princípio Ferreira é um sobrenome toponímico, nome de rios e vilas de Portugal.

No caso de Rita Cândida é bem possível que seu pai fosse judeu ou descendente de judeus porque muitos donos de engenho e cerca de 70% dos traficantes de escravos africanos no Brasil Colonial eram judeus. Além disto acreditava-se no Brasil Colonial que era um hábito comum em judeus olhar pelos buracos de fechaduras e consta que um neto desta Rita Candida tinha este hábito... Uma Rita Candida de Jesus que viveu em São Francisco do Sul casou com José Afonso da Costa, de quem teve o filho Manoel da Costa, nascido em 1836 na localidade francisquense de Assaguaçu. Esta Rita Cândida pode ser a minha tetravó inclusive porque no registro de batismo de uma filha desta minha trisavó não se afirma que ela era casada, pelo contrário aparece somente a expressão “da Rita Cândida (...)”, o que reforça a teoria de que ela fosse descendente de escravo ou tenha sido ela mesma escrava. Por outro lado encontrei registros em que esta Rita Cândida aparece como mulher de Antônio José de Carvalho, por exemplo na ocasião em que ambos eram testemunhas do batizado de Anna, realizado em São Francisco do Sul em 18/MAR/1838, tendo esta menina 20 dias e sendo filha da solteira Salvatina (?) Moreira (?) e sendo o pai incógnito.

     Em São Francisco do Sul foi batizada em 15/AGO/1876 Luiza, com 2 anos e meio, filha de Salvador Ferreira do Valle e Fortunata Francisca Cardoza, sendo avós paternos Manoel Ferreira do Valle e Joanna Francisca Carneiro e maternos Francisco Gonsalves Moreira e Francisca Padilha. E também lá, 2 dias depois, foi registrado um irmão desta Luiza, tendo então o menino, segundo o registro, 8 meses de idade.

Padilha é um sobrenome de origem espanhola e a família Carneiro segundo fonte da Internet iniciou com judeus espanhóis. Segundo o historiador H. G. Wells a maioria dos judeus espanhóis e africanos era descendente de fenícios convertidos ao Judaísmo. Quanto aos sobrenomes de judeus espanhóis, eram de Toledo os ibn Wakar e os ibn Shoshan, de Sevilha os Abravanel (ou Abarbanel) e a família ben Nashman, de Saragoça os Caballería e os Alazar, e de Burgos os Benveniste e os Halevi tendo deste último sobrenome derivado os sobrenomes Oliveira, Olivetti e Loewenstein.

Segundo um registro francisquense, Manoel Ferreira do Valle e Joana da Conceição foram pais de Maria Ferreira do Valle, que do esposo Francisco Carneiro Bueno, filho de Salvador Carneiro e Anna de Castro, teve o filho Ponciano, nascido em 02/DEZ/1876 e batizado em 24/DEZ/1876.

 4- Antônio José de Carvalho –

Ferreira e Carvalho estão entre os sobrenomes que mais aparecem nas listas mais divulgadas de traficantes de escravos.

Segundo uma fonte oral este meu tetravô Antônio José seria parente do farmacêutico francisquense Manoel Deodoro de Carvalho, o que – juntamente com outros indícios como a riqueza de um filho seu e pela exclusão na presente genealogia da família com junção dos sobrenomes Alves e Carvalho de um cartório de São Francisco do Sul-SC, família esta proveniente de Paranaguá-PR – leva a supor que seria filho de 2 primos de primeiro grau, ambos da família Carvalho Bueno ou Bueno de Carvalho.

Esta família Carvalho Bueno parente dos Rocha Loures começa com João Mathias de Carvalho ou Carvalho Bueno, que nasceu em Curitiba em 1743 e foi em 1781 para São Francisco do Sul. Descende de Amador Bueno da Ribeira, o aclamado, descendente de João Ramalho e da índia Mbicy. Segundo uma fonte oral João Ramalho antes chamava-se Absalon Abravanel e era filho de Esther Yafit, morta pela Inquisição espanhola pouco depois de dar à luz. O pai era o rabino David Isaac Abravanel, neto paterno de Leão Hebreu e teria deixado João Ramalho com um comerciante cristão-novo de Vouzela chamado João Vieira Maldonado, antes de partir para a Inglaterra. João Vieira, a esposa dona Catarina Afonso de Balbode e o pequeno Absalon foram para o arquipélago de Açores, onde o menino foi batizado como João Maldonado. João Ramalho teria tido um bisneto chamado Antonio Jessé Ribamar Coimbra Cervantes Abravanel Ferreira. Os Carvalho Bueno descendem de João Ramalho e da índia Mbicy por várias linhagens.

Descendem também os Carvalho Bueno do cacique Piquerobi pelo lado de uma índia filha deste que casou com o português Antonio Rodrigues. E descende de uma tapuia caçada por um português e do alemão Geraldo Betting. Também está entre os antepassados desta família Thomé Martins Bonilha, filho de Francisco Martins Bonilha, natural de Castela, e de Leonor Leme, filha de Mateus Leme, de quem Thomé teve entre outros filhos Matheus Martins Leme, um dos principais dos primeiros povoadores de Curitiba-PR, falecido em 1697 (e não em 1695 como registrou Negrão). Este Matheus casou com Antônia de Góis, de quem teve Maria Leme, que de Manoel Picam de Carvalho, filho de Anna Maria e Manoel Picam de Carvalho, teve o filho João Carvalho de Assunção, que do casamento com Maria Bueno da Rocha teve o filho João Mathias de Carvalho genearca dos Carvalho Bueno e que era neto materno de Isabel Fernandes da Rocha e do capitão Antônio Bueno da Veiga. Parece que a maioria dos antepassados dos Carvalho Bueno era de origem judaica e um rabino de origem japonesa me falou que esta família seguiu o Judaísmo. Até nos primórdios do lado dos Leme, originariamente Lems, aparecem ligações com judeus. Mas provavelmente na origem os Lems não eram de etnia judaica.

* Em 1648 o governador de Recife, Adriaen Lems, escreve à Companhia das Índias que ali os não-judeus não podiam prosperar porque os negros lhes eram vendidos demasiadamente caros e com juros altos demais. Isto foi confirmado por relatórios de Adriaen Verdonck e Adriaen van Bullestrate, citados em “A situação do negro sob o domínio holandês” In “Novos estudos afro-brasileiros” – RJ, 1937.

A esposa de João Mathias era Ana Maria de Oliveira, filha de Manoel Correia da Fonseca e de Francisca Paula de Miranda, que era filha de Manoel José do Nascimento e de Ana Maria de Miranda e neta paterna de Domingos Francisco da Silva e Maria Tereza e materna do tenente Manoel de Miranda Coutinho e de Antônia Roiz de Freitas. Ana Maria de Miranda descendia dos Brito Peixoto, dos Tavares de Miranda e de Manoel de Lemos Conde. Ela teve 5 irmãos: Cândida Correa, Ignácia Correa da Fonseca, Francisco Borges da Fonseca, Margarida de Oliveira Borges (com nome igual ao de sua avó) e Maria Correia do Rosário.

Manoel de Lemos Conde e Ana Mathoso Morato foram os pais de Catharina de Lemos, que de Pedro de Moraes Monforte teve o capitão Gaspar Gonçalves Cordeiro, marido de Catharina de Sene, filha de Joana Cordeiro Mattoso e do capitão Francisco Ferreira do Vale. De Catharina e Gaspar nasceu Ana Gonçalves Cordeiro, que casou com o tenente Antonio dos Santos Pinheiro, português natural de Chaves, Setúbal.

Em outro ramo dos ascendentes de Ana Maria de Oliveira, Maria de Cerqueira Leme casou em Itu em 1714 com Duarte de Távora Gamboa, viúva de Ana de Moraes, natural de Alhos Verdes, filho de Antonio de Távora e Catarina de Macedo.

* Gamboa é um sobrenome proveniente de localidade africana. Macedo era comum no Império Romano, tendo sido talvez adotado por soldados que participaram do cerco de Massada, na Palestina. Segundo alguns o sobrenome Macedo pode também ter a mesma origem judaica do sobrenome Machado. Talvez o sobrenome Macedo seja toponímico. Segundo uma fonte que consultei deriva do latim Matianetu, lugar onde há macieiras. Parece que os nomes Távora e Gamboa caíram em desuso após a acusação contra o Marquês de Távora de este ter se envolvido no atentado contra Dom José I em 1758.

Em 05/MAI/1825 faleceu em São Francisco do Sul, com 50 anos, de “cerões amalignados” (sic) um Manoel Boeno de Carvalho, casado com Paulina Ribeira, que faleceu em 14/JUL do mesmo ano.

      Mas é também muito possível que Antônio José não seja filho de 2 primos da família Carvalho Bueno e que somente seu pai seja desta família. Um Antônio José de Carvalho foi batizado em Penha-SC em 17/MAI/1809, filho de Margarida Rosa de Jesus e Francisco José de Carvalho e neto materno de Ana Tavares de Miranda e Antonio da Silva Coutinho e paterno de Francisca Xavier e João Mathias de Carvalho, que de outro casamento (com a francisquense Ana Maria de Oliveira Borges) teve o último Capitão-mor de São Francisco do Sul, Antônio de Carvalho Bueno (1774-1841), cuja primeira esposa foi Bárbara Jacinta Leite de Morais. A segunda esposa deste capitão-mor (que era praticamente o “prefeito” da época) foi Antônia Pereira do Carmo, filha do capitão Manoel Pereira do Bonsucesso e de Maria Antônia de Miranda, neta materna do sargento-mor José de Miranda Coutinho e da sua primeira esposa, Ana Fernandes da Silva, e paterna de Gabriel Pereira do Bonsucesso e de Ana Jacinta da Costa, da Colônia do Sacramento.

     Pelo que analisei de um retrato de um Carvalho Bueno antepassado de uma idosa em São Francisco do Sul, por comentários de uma escritora  e pela descrição que um escritor francisquense fez de uma sua antepassada desta família Carvalho Bueno pelo menos alguns dos Carvalho Bueno francisquenses antigos deviam ter fortes traços de indígenas.

* Existe uma pequena possibilidade de que este Antônio José antepassado do autor não seja da família Carvalho Bueno. Em Itapocoróia, na região de Penha-SC, foi batizado em 17/SET/1821 um Antônio nascido em 02/AGO/1821 filho de Anna Maria e Antônio José de Carvalho, sendo segundo o registro deste batizado seus avós maternos Serafina Maria e Manoel Dias Rangel e os paternos Eugênia Maria e Antônio Dias de Carvalho, a avó paterna do Bispado de Lamego e a materna do Desterro.

* Rangel em hebraico significa “Deus é suficiente”.

 5- Thomazia – Seria de família de sobrenome Leão, o que se deduz do sobrenome de um de seus filhos. Este sobrenome muitas vezes indica origem judaica, da localidade de origem assim como os sobrenomes Toledano, Navarro, Romano, Medina, Galego, Sevilhano, Cuellar, etc.

* O primeiro arcebispo de Goa foi Dom Gaspar Jorge de Leão Pereira, que nasceu em Lagos, foi cônego da Sé em Évora e faleceu em Goa em 15/AGO/1576.


  • André de Leão foi um sertanista português falecido no Rio de Janeiro aproximadamente em 1605. Residiu em São Vicente e acompanhou Estácio de Sá na fundação desta cidade, onde em 1592 foi vereador. Mudou-se para Piratininga onde chefiou uma bandeira que partiu em busca das serras de Sabarabuçu (1601).

  • Duarte Nunes de Leão nasceu em Évora e faleceu em Lisboa em 1608. Foi cronista e jurisconsulto, o primeiro a ensaiar uma crítica da História em Portugal.

  • João Cardoso de Leão nasceu segundo alguns registros em Paranaguá e segundo outros em Taubaté-SP. Casou com Thereza Correia Guedes, natural de Taubaté, com quem teve 4 filhos e 5 filhas. Provavelmente este João era neto de Antonio Leão, que foi o primeiro sesmeiro da Ilha de Guarapirocaba, em 1649.

  • Manoel Ayres de Leão, filho dos francisquenses Francisco Álvares de Leão e Maria Fagundes dos Reis teve de Joaquina Maria de Jesus filha dos francisquenses José Afonço Moreira e Anna Nunes pelo menos a filha Maria, nascida em 14/JUN/1798 e batizada 8 dias depois.

     Manoel de Miranda Leão, filho de José Coelho de Miranda Leão e Martiniana nasceu em 15/MAR/1851 em Manaus-AM, onde faleceu em 10/SET/1927 e foi casado com Luiza Linda Tapajós de Castro e Costa, filha de Heloísa Clementina Monteiro Tapajós e do capitão Nicolau José de Castro e Costa, nascido em São Luís do Maranhão.

Em Garuva-SC o joinvilense Manoel de Leão Vieira casou em 05/AGO/1928 com a joinvilense Izabel de Oliveira, solteira de 25 anos, filha legítima de Antonio Agostinho de Oliveira e de sua mulher Maria Rosa da Conceição, ambos então residentes em Garuva na estrada São João. Manoel tinha então 24 anos, era lavrador e filho legítimo de Manoel Luis Vieira e da esposa deste, Luiza Laurentina(?) Vieira. Segundo o registro de casamento os nubentes declararam que 15 dias antes deste evento tiveram um filho, de cor branca, de nome Alfredo Manoel Vieira. Em nota posterior neste registro, em 05/MAR/1975, foi anotado o falecimento de Manoel, que teria ocorrido em 19/FEV/1975. Parece que esta família Vieira não é parente de uma numerosa família Vieira procedente de Florianópolis e de religião espírita que no início do século XX residiu no prédio do Correio em São Francisco do Sul. Desta família descendem, entre outros, os jornalistas João Carlos Vieira, Sara Caprario e Paulo de Tarso irmão da arquiteta Helena Cristina e a bióloga Neide Koehntopp Vieira.

Josepha Izabel de Leão e Francisco Manoel da Costa foram pais da francisquense Lucinda Costa, nascida em 11/MAI/1896.

* Thomazia não era um nome raro no Brasil no século XIX. Uma Thomasia Maria de Jesus e Marcelino Pereira dos Santos foram pais de um menino batizado em 25/NOV/1884 em Santo Amaro da Imperatriz-SC. Uma Tomasia de Jesus “de raça guarany” e um famoso tenente-coronel, Manuel dos Santos Pedroso, foram os pais de Emerenciana Pedroso dos Santos, que casou em 19/AGO/1830 em Santa Maria-RS com Valentin Freyler, pedreiro que chegou em Santa Maria no ano anterior.

Minha tetravó Thomasia casou com

 6- Joaquim Alves da Silva – Talvez filho de Maria Joaquina Alves da Silva e João Alves Ribeiro. Esta Maria seria irmã de José Lourenço Alves pai de outro Joaquim Alves da Silva, já citado acima como avô da Maria Madalena, uma das trisavós da mãe do probando.

   Um Joaquim Alves da Silva do litoral catarinense do século 19 era descendente de família Simas de Portugal, que seria de origem alemã.

Em 22/ABR/1882 em São Francisco do Sul Manoel Alves da Silva casou com Anna Nóbrega de Jesus. Segundo o registro deste casamento ele era filho legítimo de José Alves da Silva e de Anna Dias do Rosário e ela filha legítima de Manoel Francisco Lopes e Córdula Maria de Jesus.

 7- Ana Maria da Conceição (ou de Jesus) – Filha de Genoveva Rosa de Jesus e João José de Sousa, ambos naturais da Ilha de Santa Catarina. Teve os seguintes irmãos: 1) José Joaquim de Sousa – casado com Maria Luiza Soares, de quem teve os filhos Edwirges, José Jerônimo de Sousa, Francisco Cristiano de Sousa, Ana Antônia Porfíria do Bonsucesso e Manoel Mathias de Sousa; 2) Francisco José de Sousa – cuja primeira esposa foi Thomásia Tavares de Miranda, filha de Maria Paes Domingues e do Capitão-mor Antônio Eugênio de Miranda Tavares, neta materna de Isabel Fernandes e Francisco Bueno da Silva; 3) Maria Luiza – casada com João Soares de Oliveira e 4) Luiz Francisco de Sousa – casado com Maria Joaquina da Conceição.

     Inicialmente em Portugal o sobrenome Sousa ou Souza indicava origem judaica mas é possível que muitos que o adotaram não tenham esta origem porque em Portugal era comum a adoção de sobrenomes de padrinhos ou parentes ou a partir de nomes de localidades.

     Martim Afonso de Sousa era neto paterno de Maria Pinheiro, que tinha fama de ser cristã-nova. Foi esposa de Pedro de Sousa, fidalgo trineto de Martim Afonso Chichorro, filho bastardo do rei Afonso III de Portugal e de uma mulher moura.

·         Os mouros surgiram da mistura de negros do Senegal com berberes (estes últimos do grupo saariano, que muito possivelmente tinha parentesco longínquo com os antigos semitas.

 8- Inácio José da Silveira (Júnior) – Filho da francisquense Maria de Oliveira e de Ignácio José da Silveira (Sênior), que nasceu em São Miguel da Terra Firme, onde atualmente se situa Biguaçú-SC, filho dos açorianos Maria de Ascensão (da Ilha do Faial) e Domingos da Silveira (da Ilha de São Miguel). Maria de Oliveira era filha dos francisquenses Anna Lopes e Thomé Peres e irmã de Manoel Lopes da Assumpção, que do casamento com Arcângela Maria filha de Domingas Rodrigues teve o filho João, nascido em 20/NOV/1797 e batizado em São Francisco do Sul 8 dias depois.

Parece que estes Silveira não eram parentes de Francisco Gonçalves da Silveira Porto, apelidado de Mineiro, cuja casa em São Francisco do Sul fazia esquina com o Beco da Graça. Uma família Porto de Santa Catarina era de origem melanésia ou australóide tendo recebido o nome Porto porque um representante dela foi encontrado em cidade portuária.

Esta minha hexavó Anna Lopes era filha de Maria da Costa de Assunção e do português Manoel Francisco Lopes, e irmã de Manoel Francisco Lopes Jr., que foi batizado em 1821 e casou com Córdula Maria, de uma famosa família Nóbrega francisquense. Talvez Domingos da Silveira tenha sido parente de Antonio da Silveira, da Ilha do Pico, que de Thomazia Maria teve o filho José da Silveira, que do casamento com Nicaçia de Quadros ou do Rosário, irmã de Francisco de Haraujo e filha de Anna da Silva Beloza ou Beloza da Silva e Xisto de Quadros, deixou muitos descendentes em Santa Catarina. Um Domingos Dias Peres e sua esposa Sebastiana Lopes, ambos provenientes de Santos-SP, foram pais de Antonio Dias Peres, que de Thereza Alves da Silva, filha dos francisquenses Anna Alves da Silva e Ignacio Cardoso, teve a filha Maria, nascida em 22/DEZ/1804 e batizada em Penha-SC em 01/JAN/1805.

  Um irmão deste Inácio José da Silveira Júnior foi Antonio José Silveira, que do casamento com a curitibana Maria da Conceição filha de Maria Gertrudes Marques e Manoel Joaquim Jesus teve o filho Theodoro, nascido em S. Francisco do Sul em novembro de 1803 e ali batizado no dia 20 daquele mês. No registro deste batizado parece haver uma confusão quanto ao local de nascimento dos avós porque ali os paternos é que são considerados “da vila de Coritiba”. Uma irmã de Inácio e Antonio foi Florisbella, nascida em 13/JUL/1797 em São Francisco do Sul-SC e ali batizada no dia 21 daquele mês. Outra irmã foi a francisquense Matildes, que nasceu em 28/SET/1799 e foi batizada em 06/OUT/1799. Ainda de S. Francisco do Sul e muito provavelmente relacionado com esta família há um registro confuso de batizado de uma criança chamada Maria em 11/DEZ/1803, dada como nascida em dezembro filha de José Luís da Silveira e Maria Joaquina de Jesus sendo avós maternos Ignacio da Silveira e Maria de Oliveira e o pai da criança como natural da freguesia de São Pedro do Couto, cujo arcebispado aparece ilegível. Logo em seguida são listados como avós paternos Ignacio Silveira natural da Ilha de Santa Catarina e Maria de Oliveira de S. Francisco do Sul.

  É possível que essas famílias Lopes e Peres francisquenses citadas acima fossem bastante ligadas entre si. Entre outros indícios disto está o registro em que Domingos Peres e Sebastiana Lopes foram pais de Maria Dias, que do casamento com Agostinho da Silva filho de Benta Alves e Taviano da Silva teve o filho Victorino, batizado em Penha-SC em 30/JAN/1793. Maria Vicente e Pedro Peres são registrados como naturais da Espanha e avós paternos de Antonia, batizada na Penha em 18/JAN/1800 e nascida em 24/DEZ/1799, filha de Pedro Peres e Maria Pereira de Ramos, filha de Antonia Lamim e Ignacio Lopes.

    Segundo um registro de batismo de Penha-SC em 01/JAN/1805 foi batizada Maria nascida em 22/DEZ/1804, filha de Antonio Dias Peres e Thereza Alves da Silva, sendo avós paternos Domingos Dias Peres e Sebastiana Lopes da cidade de Santos e os maternos Ignacio Cardoso e Anna Alves da Silva de São Francisco do Sul, sendo padrinhos Ignacio Cardoso e Anna Cardosa. Segundo um registro de batismo de 1805 o avô paterno de João nascido em 29/NOV daquele ano e batizado 12 dias depois chamava-se Pedro Peres, era da Espanha e teve da santista Anna Cardoza o filho Joaquim Peres pai de João. A mãe deste João, Ignacia Fernandes, era filha dos francisquenses Gregório Gonçalves Fernandes e Ignacia de Siqueira.

Da família Nóbrega acima referida sabe-se que Ana Pires dos Santos – filha dos já citados Ana Pires dos Santos e Domingos de Oliveira Patram ou Latam – teve de João Vicente Nóbrega, da Ilha do Faial, o filho João Vicente Nóbrega Dutra, nascido em cerca de 1801 e que teve descendentes do casamento com Úrsula Maria de Jesus, da família Carvalho Bueno já mencionada, filha do primeiro casamento do Capitão-mor Antônio Bueno de Carvalho já citado (filho de Ana Maria de Oliveira e João Mathias de Carvalho), com Bárbara Jacinta Leite de Morais. Outros Nóbrega de São Francisco do Sul procedem de outro ramo desta família, do casamento de Maria Teresa de Jesus – também da família Carvalho Bueno francisquense – com o capitão Antônio Francisco da Nóbrega, que teria nascido em Santos-SP ou nos Açores na Ilha do Faial e seria biologicamente filho ilegítimo de um Silveira Dutra. A princípio Nóbrega é um sobrenome de origem geográfica. Não está provado que esta família Nóbrega aqui seja a mesma família de origem cristã-nova a que pertenceu o famoso padre Manuel da Nóbrega, um dos primeiros evangelizadores do Brasil. Por outro lado o sobrenome Latam foi usado em Portugal por um judeu chamado Moisés Latam. A grande maioria dos chefes piratas era composta por judeus, segundo alguns cerca de 90% dos piratas eram judeus.

Outro registro de Nóbrega francisquense mais antigo é o do batizado de 15/AGO/1797 de Maria, nascida uma semana antes, filha de José Antônio Nóbrega e Maria Pereira da Costa e neta paterna de Antônio José Nóbrega e Águida de Freitas, segundo o registro ambos estes avós de Cananéia.

Segundo o pesquisador Antônio Roberto Nascimento, no livro “Os Carvalho Buenos”, a Úrsula Maria de Jesus mencionada logo acima teve do capitão João Vicente Nóbrega Dutra pelo menos os seguintes filhos: 1) Maria Carolina, segunda esposa do viúvo José Nicolau Machado Jr.; 2) Manoel Vicente; 3) Basílio Vicente; 4) Antonio Vicente; 5) Rosa Cristina, casada com o sergipano Horácio Moreira de Magalhães; 6) Ana Augusta; 7) capitão José Emígdio casado com Firmina Júlia Nóbrega filha dos citados Maria Teresa de Jesus e Antônio Francisco da Nóbrega; 8) Carolina Maria, casada com Maximiano Augusto Müller; 9) Elisa Augusta, casada com um Ribeiro; 10) Maria Úrsula e talvez também 11) Rita Isabel e 12) um alferes João Francisco Nóbrega. Ainda segundo Nascimento o capitão José Emígdio citado acima e sua esposa Firmina Júlia foram pais de: a) Sérgio Augusto, casado com Rosa Firmina de quem teve Sérgio Augusto que casou com Elsa Görrensen de Oliveira; b) Elisa Augusta, que casou com Antônio Augusto Ribeiro; c) Afonso; d) José; e) Maria da Conceição; f) Virgílio Augusto, casado com Emília Augusta Estellita Lins; g) Maria Augusta que casou com Cristiano Arthur da Costa Pereira; h) Elisa, i) Manoel e j) Teresa.

  Inácio José da Silveira Jr. doou terreno de 100 braças para a construção da igreja católica da Vila da Glória. Ali perto tinham terras Jordão Silveira e outros da mesma família, que se estendeu principalmente para a parte continental de São Francisco do Sul, para o Centro da cidade deste município e para a localidade francisquense de Laranjeiras. Segundo o genealogista Antonio Roberto Nascimento uma de suas irmãs casou com Manoel José de Oliveira, o Pendica, destacado membro do Partido Conservador em Santa Catarina (onde esse partido era chamado de Partido Cristão).

* Maria de Sam Jorge e um Ignácio Silveira foram pais de um menino batizado em 16/MAI/1753 em Florianópolis-SC.

* Manoel José da Silveira e Bárbara de Jesus, ambos açorianos da Ilha do Pico, foram pais de José Antonio da Silva, que de Anna Roza filha dos açorianos José Machado Airozo e Maria Antonia (ambos da Ilha da Graciosa), teve o filho Jacinto, nascido em 19/MAI/1798 e batizado 8 dias depois na localidade de Penha-SC.

Em Itajaí-SC faleceu em 20/JUN/1865 Maria filha de Maria Rosa de Jesus e Ignacio Silveira e na mesma cidade, em 30/DEZ/1867 faleceu Maria, filha de Pedro Maria da Silveira.

9- Rita Caetana de Jesus - Francisquense filha de Caetana Maria de Jesus ou da Silva e de João Antônio Monteiro. Caetana Maria de Jesus ou da Silva nasceu na Ilha de Santa Catarina, filha de Maria da Silva (também nascida ali) e do português José da Silva Santos, natural da cidade do Porto. João Antônio era português natural de Lisboa, filho de Victória de Almeida e de João José da Silva.

Monteiro é um sobrenome que provavelmente foi adotado por várias famílias e indica o montador de cavalos.

Rita casou também com

10- Francisco Xavier da Conceição e Oliveira (Cercal) - Alferes francisquense. Em Santa Catarina um dos líderes do Partido Liberal, nesse estado conhecido como Partido Judeu.


  • Segundo Jacques Schweidson o Partido Liberal teria o nome de Partido Judeu provavelmente porque em Florianópolis muitas famílias de origem açoriana consideravam-se de origem judaica. Era do Partido Liberal por exemplo o famoso Jerônimo Coelho.

  • Em 12/DEZ/1835 foi batizada em Florianópolis uma menina filha de Jerônimo Francisco Coelho e Joaquina Emilia Carolina da Costa.

Francisco Xavier da Conceição e Oliveira era segundo Ricardo Costa Oliveira irmão do coronel José Antonio de Oliveira, que casou com Emília Nóbrega, neta do último Capitão-mor de São Francisco do Sul. Segundo diversos registros Francisco e José eram filhos de Cesarina Maria de Jesus e de José Antônio de Oliveira, da família Oliveira Cercal. Cesarina era filha de Maria Antônia Moreira e do alferes Manoel Fernandes Dias. Seus avós maternos eram Elena, Ilena ou Helena Dias de Santana e João Afonso Moreira e os paternos eram Anna Silveira de Miranda (descendente dos Miranda Coutinho) e o Capitão-mor Francisco Fernandes Dias (1734-11/JAN/1818). João Afonso Moreira era filho de Catharina Antonia Cardoso de Siqueira ou Catarina Cardoso e de Marcos Afonso Moreira. Este Marcos tinha casa na vila de São Francisco do Sul e fazenda na localidade francisquense de Enseada, onde muito antes ficavam as terras que pertenceram a seus prováveis antepassados, Paula Moreira e o capitão Luiz Rodrigues Cavalinho, que tinha sido casado com a filha do fundador de São Francisco do Sul, Manoel Lourenço de Andrade. Anna Silveira de Miranda era filha de Rita Maria de Cássia Correia, de Paranaguá, e de João Silveira de Miranda, descendente dos Miranda Coutinho da família do Amaro de Miranda Coutinho que muito provavelmente, inclusive por semelhanças de assinaturas,  era o mesmo cujos pais eram de famosas famílias de cristãos-novos perseguidas pela Inquisição. O capitão-mor Francisco Fernandes Dias era filho de Isabel Pereira da Silva e do português José Fernandes Dias, filho de Anna Fernandes e Sebastião Dias. A família Pereira da Silva era outro nome da famosa família Tavares de Miranda relacionada com o bandeirantismo. O autor conheceu em Joinville-SC uma família Pereira da Silva cujos membros eram de alta estatura e alguns de olhos claros e aparentemente sem antepassados ameríndios. O pai de Francisco, José Antonio de Oliveira, era filho de Ana Maria de Miranda (por sua vez filha de Margarida Tavares de Siqueira e do capitão Amaro de Miranda Coutinho, o moço) e de Antonio de Oliveira Cercal, filho de Ana Vieira da Costa e João de Oliveira Cercal, nascido aproximadamente em 1740, descendente de uma família de cristãos-novos antes grafada em Portugal como Oliveira Lopes.

No lado dos Affonso Moreira, bem remotamente, aparece o sobrenome Calhamares, que significa um local de plantação. Moreira significava aquilo que é extraído do pé de amora.

Alonso Peres Calhamares, natural de Castela, por terra foi de Assunção do Paraguai a São Paulo, onde faleceu em 1628. Casou com Maria Affonso, que faleceu em 1662 em São Paulo com idade avançada. O filho deles Alonso Peres Calhamares casou em 1635 com Maria da Silva, filha do português Sebastião Soares e de Maria da Silva. Do casamento deste segundo Alonso e de Maria nasceu Maria Peres da Silva que em 1670 já era casada com Domingos Pedroso.

11- Lucinda Maria do Carmo – Mãe solteira. Segundo o genealogista Antônio Roberto Nascimento era da família Oliveira Cercal citada acima.

12- Um general de sobrenome Parreira – Passou pelo Forte de São Francisco do Sul-SC.

O sobrenome Gomes Parreira aparece em registros de açorianos, inclusive de um açoriano casado em Taquari-RS. Lá em 16/JUL/1775 Francisco Gomes Parreira, português de Castro, Avelães, bispado de Bragança, casou com Maria Ignacia Faria de Lacerda, da Ilha do Faial, Açores.

* Lacerda é um sobrenome de origem grega (Lakerdis).

Carlos Manoel Gomes Parreira é autor de um artigo sobre Psicologia e Hereditariedade, publicado na Internet.

* Segundo uma fonte uma família Parreira do Paraná era de origem judaica. Existe uma família Parreiras de Portugal, com um pintor famoso, que talvez seja de origem diversa.

 13- Anna Dias do Rosário – Irmã de Rosália Dias do Rosário, que nasceu em 06/MAR/1831. Era filha de Maria Correia da Silva e José Dias do Rosário, que nasceu em 1796 e casou também com Clara Maria da Conceição Fernandes e com Ana Alvares. Maria era filha de Maria Fernandes Madeira e de Manoel Correia da Silva. José era filho de Anna Budal Arins e João Dias do Rosário.

Datado de 09/JUL/1809 há o registro de falecimento “de repente” em São Francisco do Sul, com 104 anos, de Maria Fernandes Madeira, moradora no Rio de Pennagosa, já viúva de José Afonço Vieira.

Anna Budal Arins era filha de Nazária Rosa Correia e Pedro Budal Arins. João Dias do Rosário era filho de Isabel da Conceição de Leão e de Salvador Dias do Rosário, que casou também com Maria Bernarda de Jesus, filha de José Budal Arins e Ana Francisca Xavier. Isabel era filha de Maria Fagundes dos Reis e Francisco Alves de Leão e irmã de Francisca Alves dos Reis e Manuel Alves de Leão.

  Uma Felipa Dias Madeira foi esposa de Manoel Pereira Gonçalves, filho de Maria da Veiga e João Pereira de Lima, sendo este João de uma família de origem judaica aparentada com os Leão Pereira de Curitiba-PR, do Mate Leão, ou seja, com o pernambucano Agostinho Ermelino de Leão que em Paranaguá casou na família da baronesa do Cerro Azul e do famoso médico Leocádio José Pereira. Felipa e Manoel foram pais de Bárbara Pereira, que faleceu em 24/FEV/1793 em S. Francisco do Sul e foi casada com José Gomes de Oliveira.

    No cemitério municipal São Francisco de Paula, em Curitiba, encontrei túmulos de alguns Pereira Lima, talvez parentes distantes dos mencionados aqui anteriormente: Donaide Pereira Lima (14/JUL/1905-14/MAR/1983), Antonio Sergio P. L. (30/ABR/1936-05/AGO/2002) e Rachel P. L. (08/MAR/1944-24/SET/2010). Uma família Pereira Lima de São Paulo era muito bem conceituada, segundo um livro de famílias brasileiras de origem germânica. Segundo esta fonte Henriqueta Vianna Pereira Lima desta família paulista e o português Bento Joaquim de Souza e Castro tiveram a filha Anna Joaquina de Souza e Castro, que casou em 10/DEZ/1864 com José Maria Lisboa, um dos fundadores do jornal “Província de São Paulo” que originou o atual “O Estado de São Paulo”. Ele nasceu em Lisboa em 18/MAR/1838 e faleceu em São Paulo em 18/NOV/1918.

      Bento Pereira Lima e sua esposa Joanna Rita da Conceição foram pais de outro Bento Pereira Lima, que do casamento com Francisca Raimunda da Conceição, filha de Maria Doria de Jesus, teve o filho Antonio nascido em 03/DEZ/1876 e batizado em 31/MAR do ano seguinte, sendo padrinhos João Augusto d’Oliveira e sua mulher Sebastiana Avelina de Carvalho, francisquenses. José Pereira Lima e Catarina França de Medina foram pais de Maria Moreira, que do casamento com Antonio de Boaventura, filho de Isabel França de Medina e Salvador de Oliveira Camacho, teve a filha Isabel, nascida em 1803 em S. Francisco do Sul e ali batizada em 13/NOV daquele ano. A Maria Moreira citada logo acima era irmã de Manoel Pereira Lima, que de Maria de Oliveira filha de Anna Vieira da Costa e João de Oliveira Cercal teve os filhos francisquenses José (nascido em 19/ABR/1796) e João (nascido em 29/MAR/1799). Em 21/ABR/1789 faleceu em São Francisco do Sul-SC Paula de Medina, com 50 anos, deixando viúvo Domingos de Ozeda. Agostinho Pereira Lima também filho de Catarina e José citados acima teve de Anna Tavares de França, filha de Tereza Tavares e Salvador Correa de França a filha Maria, nascida em 26/MAR/1797 em Francisco do Sul-SC e ali batizada em 01/ABR.

      Parece que a família Budal Arins começou com o casamento de Francisca Arins com Pedro Budal. O filho deles José Budal Arins teve de Joana Dias do Rosário ou Moreira filha de Anna Cardoza Moreira e João Dias do Rosário o filho Salvador (nascido em S. Francisco do Sul em 26/JUN/1797), a filha Anna, batizada em S. Francisco em 10/ABR/1799 e dois filhos de nome João, um nascido em 25/JUL/1801 e batizado em 05/AGO/1801 e outro batizado em 24/JUN/1805. Outro filho do casal Francisca e Pedro foi Cláudio, que de Maria Dias de Jesus irmã da Joana Dias Moreira citada logo acima teve as filhas Joanna (nascida em 13/JUL/1797 em S. Francisco do Sul e ali batizada 10 dias depois) e a francisquense Rita, nascida em 11/OUT/1801. O sobrenome Budal teria vindo de Boudal, do Marrocos, e Arins talvez fosse variante de um sobrenome muito usado por cristãos-novos.

     Pedro dos Santos Budal e Rosa Alexandrina de Jesus foram pais de Antonia, nascida em 25/ABR/1884. Rita Elisa de Arins e Francisco Ambrósio de Araújo foram pais de Theotônio Augusto de Araújo, que tinha 26 anos quando casou em 14/FEV/1903 com Pompília Maria da Silva, de 17 anos, filha de Ana Nóbrega de Jesus e Manoel Alves da Silva.

     Talvez o indivíduo mais famoso de sobrenome Budal no Nordeste de Santa Catarina tenha sido o radialista Lourival Budal (01/JUL/1938-29/JUN/1987), cujo corpo foi sepultado ao lado do corpo de Bertolino Alves Budal (28/AGO/1911-03/MAI/1994).

 14- José Alves da Silva – Filho de Paulina Maria de Jesus e João Alves da Silva.

 15- Maria Angélica de Jesus – Segundo o citado genealogista Antônio Roberto Nascimento era da família Nóbrega citada acima. Maria Angélica juntamente com seu marido José Domingos dos Santos apadrinhou no batismo em 27/AGO/1848 Maria, filha de Córdula Maria (que segundo o genealogista Antonio Roberto Nascimento era da família Nóbrega) e de Manoel Francisco Lopes (Jr.).

 16 – José Domingos dos Santos – Filho da francisquense Maria Rita de Castilhos e do espanhol José Domingues Gallego e irmão de Maria Rita das Dores que casou em S. Francisco do Sul em 19/JUN/1867 com José Albano Borges Pinheiro, filho de Albano D. Pinheiro e Águida Maria da Conceição.

      Sua família não deve ser confundida com a de José Domingues dos Santos e Maria Joaquina do Nascimento, ambos naturais da Ilha de Santa Catarina, que tiveram o filho José, nascido em São Francisco do Sul em 05/NOV/1801, tendo por avós paternos Manoel de Andrade dos Santos e Catarina Rosada e maternos Manoel Furtado Mancebo e Isabel Maria. Nem com a de José Domingos dos Santos filho de Manuel Ricardo dos Santos e Felicidade Rosa de Jesus, nascido em 1864 em Tijucas-SC e que casou aos 24 anos, em 07/JUL/1888, com Maria Rosa de Jesus Santos, então com 15 anos, nascida em 1873, filha de Serafim José dos Santos e Angelica Maria de Jesus.

      O pai de Maria Rita de Castilhos, Gabriel de Castilhos, teve dois casamentos. Um com Silvana Correia Lima Souto, filha de Ana Baptista e Miguel Teixeira da Silva, sendo este Miguel talvez um carpinteiro de mesmo nome que trabalhou na construção da igreja matriz (católica) de S. Francisco do Sul. Outro casamento deste Gabriel foi com Anna da Conceição também chamada Anna da Ressurreição, filha de Maria da Assumpção e Amaro Francisco de Miranda. Segundo uma fonte Maria Rita era filha do primeiro destes casamentos e segundo outra fonte era do segundo casamento de seu pai. Este Gabriel era filho da francisquense Apolônia da Veiga e do paulistano Pedro de Castilhos, fundador de Guaratuba-PR. Segundo uma fonte oral existiu em São Francisco do Sul uma localidade chamada Castilhos. Veiga é um sobrenome de origem geográfica mas foi muito adotado por judeus portugueses a partir de 1497. Gabriel teve pelo menos 3 irmãos:

1) João de Castilhos, que teve de Catharina Correa filha de Bernarda Cardoza e Jozé Correa pelo menos os filhos: a) Maximo Antonio, que de Maria Francisca da Silva, filha dos francisquenses Manoel de Arriola e Catharina de Oliveira teve a filha Anna, nascida em 1805 e batizada em 21/JUL daquele ano, sendo então testemunhas Bento Gordiano de Oliveira e sua irmã Emília Madalena e b) Rosa, nascida em 20/OUT/1806 e batizada em São Francisco do Sul 6 dias depois;

* Catharina Correa esposa do João era irmã de Nazaria Correa, que casou com Pedro Budal Arim, filho de Pedro Budal e Francisca Arim.

2) Diogo de Castilhos dos Santos ou de Quadros, que casou com Ana Dias de Siqueira também chamada Ana de São Thiago de Siqueira, filha de Luiz Dias de Siqueira (falecido em 20/DEZ/1795, com cerca de 65 anos) e de Catarina Cardoso Moreira

* A Ana de São Thiago de Siqueira não tinha parentesco conhecido com o escritor espírita Arnaldo Claro São Thiago, cujo pai era filho de Peregrino Servita de San Tiago, do Rio Grande do Sul.

e

3) Domingas Maria dos Santos, que do casamento com Ignácio Correia de França, filho de Ana Pereira dos Santos e Miguel Correia de França, falecido em 08/ABR/1792, teve a francisquense Floriana, nascida em fins do século XVIII.     Manoel d’Oliveira Falcão e Maria Felicia da Graça foram pais de uma criança nascida em 08/JUN/1882 e batizada pouco mais de um anos depois.



     Maria Rita de Castilhos foi batizada em 23/SET/1798 como filha de Gabriel de Castilhos, morador na Ilha Grande, e da primeira esposa deste, Silvana Correa ou Silvana Correia Lima Souto, sendo segundo o registro desse batizado avós maternos de Maria Rita os francisquenses Ana Baptista e Miguel Teixeira da Silva e paternos Apolônia da Veiga e Pedro de Castilho.

     Pedro de Castilho era paulistano e num documento em que foi testemunha, em 12/JUL/1781, era casado, tinha 65 anos e vivia de suas lavouras. Entretanto, numa certidão de óbito datada de 13/SET/1793, este Pedro tinha 70 anos de idade. Os francisquenses Manoel Teixeira da Silva e Antônia Francisca foram pais de Tomé Teixeira da Silva, que de Luzia Carvalho teve a francisquense Ilena, nascida em 07/AGO/1799 e batizada 8 dias depois. Estes Manoel e Antonia foram pais também de Maria Francisca da Conceição que casou com Manoel da Silva Cardozo, filho de Antonia Cardoza e Antonio da Silva Arrioles. Um Manoel Teixeira Seixas faleceu em S. Francisco do Sul em 09/ABR/1787 com 80 anos. 

Um Miguel Teixeira da Silva e Feliciana Pires foram pais de Agostinho, nascido em 1805 e batizado em São Francisco do Sul em 24/OUT daquele ano,dez dias após o nascimento, sendo que segundo este registro de batismo os avós paternos deste Agostinho eram Thomé Teixeira da Silva e Maria da Graça e os maternos Manoel de Amorim e Maria dos Passos. Ainda segundo este documento todos os acima mencionados neste parágrafo eram francisquenses. Segundo outro documento um Francisco Teixeira da Silva falou a respeito de um sobrinho que a bisavó deste, Luzia, era mulata e dizia ser filha de um negro e de uma carijó.

João de Castilho, irmão de Maria Rita de Castilhos aqui mencionada, casou em 13/SET/1818 em São José dos Pinhais-PR com Maria Pires, filha de Manoel Pires Nathel e uma Luiza. Na mesma cidade, em 14/JAN/1834, casou José Manoel de Castilho, meio-irmão de Maria Rita, filho de Gabriel com sua segunda esposa. Este José Manoel casou nessa ocasião com Anna Joaquina da Silva, filha de Maria Simões de Oliveira e pai incógnito. Gabriel de Castilhos faleceu de garrotilho, em 13/JUL/1830, com 70 anos, deixando viúva Anna Francisca, sua segunda esposa, cuja mãe tinha o sobrenome Assumpção e o pai era Amaro Francisco de Assumpção. No mesmo ano, em 04/ABR, falecera com 60 anos Bernarda de Castilhos, já viúva. Consta como filho de Gabriel de Castilhos uma criança de nome Manoel que faleceu em São Francisco do Sul em 06/SET/1791, com 5 meses de idade.

Uma Joana de Castilho que recebeu o nome da sua bisavó materna casou em 08/JUL/1754 em Aiuruoca-MG com Francisco Garcia, açoriano nascido em Madalena, na Ilha do Pico, filho de João Garcia da Rosa e Águeda Luís. Esta Joana era filha do português Manuel Ferreira de Abreu e de Brígida Corrêa de Miranda, que nasceu em Jacareí-SP filha de Domingas de Miranda e Francisco Álvares Corrêa.

O dr. Leandro Castilho deixou geração de seu casamento, aproximadamente em 1860, com Filomena Barbosa, filha de Leandro Barbosa e de Josefa Candida Lima Duarte, neta do comendador Feliciano Coelho Duarte, patriarca de uma importante família Lima Duarte de Minas Gerais. O famoso ator brasileiro Ariclenes Venâncio Martins conhecido como Lima Duarte adotou este nome artístico por ser o nome1 de um espírito em que sua mãe tinha muita fé.

* Barbosa é um sobrenome de origem geográfica. Teria se originado de um adjetivo, barboso, aplicado a terra com abundância de plantas em cujo nome entra a palavra barba. Duarte era um antigo prenome masculino usado como sobrenome (patronímico).

     Joaquina Maria d’Assumpção foi mãe de Francisca Leopoldina da Trindade, que de seu marido Eustaquio Francisco Gomes Rapozo, filho de Florinda Gomes do Monte Carmelo teve o filho Eduardo, batizado em São Francisco do Sul em 25/FEV/1877 com a idade de 4 meses e 12 dias.

  José Domingues Gallego era da Galiza, nascido na freguesia de San Juan de Agrudos, no Bispado de Frei, assim como seus pais Maria Esteves e Francisco Domingues.

Maria Paes Domingues, natural da Colônia do Sacramento, era filha de Francisco Bueno da Silva, natural de Pindamonhangaba, e de Isabel Fernandes, natural de Curitiba.



  • Eça e Feijó são 2 dos sobrenomes típicos da Galiza espanhola, onde se fala um dialeto bastante semelhante ao Português de Portugal. São comuns naquela região os sobrenomes Andrade e Araújo. O sobrenome Andrade é muito antigo e deriva de um dos cavaleiros que passou de Roma para Espanha a fim de combater os mouros. Andrada é uma variação deste sobrenome e toponímico de uma vila da Galiza.

    Em 1825 estabeleceu-se no Rio Grande do Sul um Francisco José Santos, natural da Galiza espanhola, que assinou declaração em 31/MAR/1862 na qual informou ser solteiro, católico, analfabeto e ter cerca de 52 anos de idade.

   Talvez nem todos os Quadros de São Francisco do Sul fossem descendentes do sevilhano provavelmente cristão-novo Bernardo de Quadros nascido em meados do século XVI que casou com Cecília Ribeiro. Em S. Francisco o casal André de Quadros e Maria Francisca de Jesus, ambos açorianos da Ilha de São Jorge, foram pais de Joaquim José de Souza, que de Maria da Assunção de Lima teve a filha Ana, nascida em 24/DEZ/1799 e batizada em São Francisco do Sul em 01/JAN/1800. É bem possível que parte dos membros da família Castilhos de Quadros de São Francisco fosse miscigenada com índios e/ou negros. O autor conheceu pessoalmente um goiano moreno médio cujo pai era de origem paterna francisquense e Moreira Castilho. Este goiano relatou que quando residiu em São Francisco do Sul teve como colega de estudos uma Castilho Moreira, o que leva a supor que talvez estas duas famílias fossem muito interligadas. Um José Francisco de Quadros que faleceu precocemente deixando a família em dificuldades financeiras mas residindo em boa casa próxima da igreja matriz (católica) de S. Francisco foi pai de Theodora Leopoldina d’Assumpção ou da Conceição, que residindo nesta casa deixada pelo pai foi vizinha de um famoso padre Antônio Francisco Nóbrega, de quem teve 16 filhos, dos quais 15 registrados. Marta de Quadros, viúva de Jerônimo Pereira de Andrade, faleceu em 23/MAR/1811 em São Francisco com mais de 80 anos. Um Salvador Pereira de Andrade foi pai de Marcelino que faleceu em São Francisco do Sul com 1 ano de idade em 04/ABR/1794. Em 1813 faleceu ali Bartolomeu de Quadros, casado com Bernarda Alves de Oliveira.

Um Antonio da Veiga, de Guaratuba-PR, teve da francisquense Joanna Fernandes o filho Manoel da Veiga, que de Victorina do Carmo, filha dos curitibanos Izabel do Carmo e Manoel Pereira, teve o filho Ricardo, nascido em 14/NOV/1800 em São Francisco do Sul e aí batizado em 22/NOV do mesmo ano. Em 06/JUL/1816 morreu “apressadamente” na mesma cidade, Maria Carvalho, com 20 anos, casada com Francisco da Veiga. Em 10/NOV do mesmo ano faleceu em S. Francisco um Gonçalo da Veiga, casado com Vitória Peres. Deve ser o mesmo Gonçalo da Veiga da vila de Paranaguá casado com Vitória Peres Gonçalves, de quem teve o filho Agostinho da Veiga, que do casamento com a francisquense Francisca Carneiro da Sumção, filha dos parnanguaras Joana Fernandes e Joaquim Carneiro de Brito, teve a francisquense Maria, nascida em 20/SET/1798 e batizada 8 dias depois.

Não está bem esclarecida a origem do sobrenome Santos na família do autor. Em Portugal o sobrenome Santos era usado por exemplo por pessoas nascidas no Dia de Todos os Santos ou que fossem da família Shem-Tov. É costume espanhol colocar no final o sobrenome da mãe e o Santos aparece em registros francisquenses em nomes dos filhos de Bernarda de Castilhos com João de Oliveira Falcão. Filhas dos citados João de Oliveira Falcão e Bernarda de Castilhos foram Maria das Neves de Sousa e Izabel dos Santos de Ferreira ou de Oliveira. Um dos filhos deste casal, Bernardo de Oliveira Falcam, teve de Clara Antonia Moreira, filha dos francisquenses Elena Dias e João Afonso Moreira, o filho Antonio, nascido em S. Francisco em 29/JUL/1798 e aí batizado em 06/AGO do mesmo ano. Irmão do Bernardo acima citado foi o Antonio dos Santos de Oliveira que casou com Anna Antônia Moreira filha de Helena Dias e João Afonso Moreira e teve deste casamento a filha Joaquina, nascida em S. Francisco em 07/JUN/1799 e batizada 9 dias depois. Lourenço e Joanna Gonçalves foram pais de uma criança que faleceu com 5 anos de idade em fins de 1793. Em S. Francisco nasceu em 09/JUL/1797 Isabel filha de Manoel dos Santos e Margarida Arbona, neta paterna de Manoel dos Santos e Maria Matosa e materna de Bartolomeu Arbona e Isabel Rodrigues. Também em S. Francisco nasceu em 27/MAI/1802 Agostinho filho de Maria Lamim e Francisco dos Santos, sendo neto materno de Thomazia Rodrigues e Antônio Lamim e paterno de Maria Alves da Rosa e Francisco dos Santos.

    Dos séculos XVIII e XIX há diversos registros de pessoas com sobrenome Santos em São Francisco do Sul. Inclusive de uma pessoa com combinação dos sobrenomes Santos e Silveira e com o mesmo prenome da irmã do probando. Um espanhol chamado José dos Santos teve de Estela de Faria o filho Manuel dos Santos, que de Ana Franco teve a filha Maria, nascida em 02/FEV/1800 e batizada em São Francisco em 02/MAR do mesmo ano. Os avós de outra francisquense nascida em 1800, Manuel dos Santos e Joana Cordeiro, também talvez não tivessem ligação de parentesco com outros de mesmos sobrenomes dessa região. Em 01/JUN/1820 faleceu Josefa dos Santos, casada com Antonio Dias Cardoso. Manuel dos Santos Delgado e Luzia Matoza, francisquenses, foram pais de Margarida dos Santos, que do casamento com Luiz da Silva, filho de Maria da Silva e Martinho de Arrioles, teve a filha Anna, nascida em São Francisco do Sul em 22/NOV/1798. Isabel dos Santos e Jacinto Alvares foram avós paternos da francisquense Bárbara que nasceu em 09/ABR/1799.

     Maria Ignácia de Jesus Rondom filha de Severiano José dos Santos e Juliana Ignacia de Jesus foi mãe solteira de Francisca, nascida em 16/MAI/1876 e batizada em 20/AGO daquele ano, sendo padrinhos neste batizado José Liberato Cezareno (?) e a mãe deste, Francisca Maria da Ressurreição. Em São Francisco do Sul, em 08/SET/1855, com a idade de um mês, foi batizado Manoel, filho legítimo de Domingos José dos Santos e Clara Maria, sendo padrinhos Manoel Saraiva e sua mulher Maria.

Em São Francisco do Sul em janeiro de 1856 foi batizada uma menina filha legítima de José dos Santos Cordeiro e Maria Joaquina de Lima. Ainda naquele ano foi batizado um menino filho natural da solteira Anna dos Santos e de pai incógnito. Em 09/SET/1857 foi batizado lá Miguel, de 3 meses, filho natural de Antonia Maria do Espírito Santo, solteira. Foram então padrinhos manoel dos Santos, viúvo, e Lucia Maria da Graça, casada, sendo todos os citados neste registro francisquenses, pelo menos segundo o documento.

Na localidade de Penha-SC Francisca de Castilho e Pedro dos Santos foram pais de Caetano dos Santos, que de Isabel Dias filha de João Dias e Maria da Silva teve a filha Maria, nascida em 02/JUN/1796 e batizada 18 dias depois em Penha.

 




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