Curiosidades genealógicas



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V – Trisavós do probando:

1- Emilie Friederike Siedschlag – Nascida por volta de 1853 na localidade de Billerbeck, que depois mudou de nome para Nadarzyn. Veio para o Brasil no navio Gellert, comandado pelo Capitão Terry, em 1862. Morou na Estrada da Ilha, município de Joinville-SC.

Irmãos: 1) Ernestine, muito provavelmente a Ernestine Wilhelmine Siedschlag nascida em Billerbeck por volta de 1844 e que casou com Gottfried Wilhelm Büst de quem teve o filho Rudolf Wilhelm Ferdinand nascido em 22/JUL/1871 na Estrada Santa Catarina, em Joinville; Próximo da Capela Borba Gato, no cemitério municipal de Joinville, foi sepultado o corpo de Alvino Büst (16/MAI/1916-20/NOV/1972). 2) Wilhelm Siedschlag, nascido em Billerbeck por volta de 1845; 3) Carl Siedschlag, nascido em Billerbeck por volta de 1849; 4) Johanna Siedschlag, nascida em Billerbeck por volta de 1855; 5) Caroline Siedschlag, nascida em Billerbeck por volta de 1857 e 6) Dorothea Siedschlag, nascida em Billerbeck por volta de 1860. O autor lembra de ter visto em Joinville registros de casamentos entre as famílias Siedschlag e Kohentopp da Colônia Dona Francisca. Esta família Kohentopp é grafada em diversos lugares de muitas outras maneiras parecidas, talvez pela dificuldade de grafia ou de pronúncia.

*  Uma Stine Siedschlag solteira e de religião protestante, também nascida em Billerbeck, saiu de Hamburgo em 31/OUT/1857 no navio Emma, comandado pelo Capitão Friedrichsen, chegando no Brasil na terceira classe desse navio em 13/JAN/1858 após ter ocorrido nessa viagem um falecimento a bordo. No mesmo navio vieram para a Colônia Dona Francisca, também na terceira classe e de religião protestante a solteira Dorothea Siedschlag (de 24 anos e com os filhos Friedrich de 3 e Louise de 1 ano de idade) e o lavrador Friedrich Siedschlag, de 35 anos, com os filhos Wilhelm de 7 e August de cerca de 9 meses.

2- Carl Friedrich Wilhelm Klug – Agricultor de olhos azuis nascido em uma das viagens de sua família ou em Schwartow, que depois mudou de nome para Zwartowo. Foi cocheiro e criador. Chegou na Colônia Dona Francisca com aproximadamente 5 anos de idade e residiu na Estrada da Ilha. Teve pelo menos 4 irmãos: 1) Johann Friedrich Wilhelm Klug, que nasceu no dia 24/JUL/1837 na aldeia de Trienke, que depois mudou de nome para Trzynik, morou na Estrada da Ilha e foi casado com Friederike Henriette Wilhelmine Wille, nascida em 01/SET/1844; 2) August Christian Friedrich Klug, agricultor nascido por volta de de 1838 na aldeia de Lustebhur, que depois mudou de nome para Wlosciborz, e falecido em 14/JUN/1902, com 64 anos, após ter morado na estrada Mildau, em Joinville e casado com Friederike Wilhelmine Louise Eggert, que nasceu em uma família alemã de origem judaica em Fritzow, localidade que depois mudou de nome para Wrzosowo tendo deste casamento pelo menos 4 filhas nascidas na Estrada da Ilha: Auguste Wilhelmine Louise Klug (nascida em 21/ABR/1873 e apadrinhada no batismo por Bertha Eggert, Wilhelmine Ponnick e August Ledebhur em 04/MAI/1873), Friederike Pauline Wilhelmine Auguste Klug (nascida em 08/FEV/1875 e tendo por padrinhos Gustav Eggert, Wilhelm Ledebhur, Auguste Guse e Pauline Neitzel em 28/MAR/1875), Alma Emma Caroline Klug (nascida em 07/JUN/1877 e batizada no mesmo ano) e Hedwig Caroline Emma Klug (nascida em 08/FEV/1880 e tendo por padrinhos de batismo Hermann Neitzel, Emma Korn e Caroline Krüger em 21/ABR/1880);

* Segundo site da Internet sobre o livro “Imigrantes alemães – 1824-1853” de Gilson Justino da Rosa o sobrenome Eggert estava também entre imigrantes alemães que se dirigiram ao Rio Grande do Sul antes de 1854. Nos anos de 1852 e 1853 os dados das listas de imigrantes foram transferidos para livros da polícia portuária de Hamburgo, sem distinção de destino e omitindo informações como nomes e idades dos filhos, profissões e religião do imigrante. Os originais foram destruídos. Somente 10% destes emigrantes se destinavam à Colônia Dona Francisca.

 * No cemitério municipal de Joinville foi sepultado o corpo de Terezinha Guse (23/FEV/1965-13/JUN/1995), juntamente com alguns de sobrenome Koepp. Também foi sepultado neste cemitério o corpo de Frida Guse (15/JUL/1925-04/SET/2013). Este sobrenome Guse era também um dos sobrenomes de uma ex-professora do autor, atenciosa mas bastante atrapalhada.

3) Emilie Wilhelmine Klug, que nasceu em 15/JUL/1847 em Moitzelfitz (que depois mudou de nome para Myslowice) e casou na Colônia Dona Francisca com Johann Gottlieb Stein Jr., filho de imigrantes que chegaram a esta colônia em 29/OUT/1853 no navio Caroline que saiu da Europa em 09/AGO/1853: Johann Gottfried (então agricultor de 43 anos de Saabor, na Prússia) e a esposa deste Eleonore nascida Hoffmann (45). Nessa lista de imigração os filhos de Johann e Eleonore aparecem com os seguintes nomes: Johanna Louise (18), Joahann Gottlob (14), Johanna Elisabeth Auguste (9) e Johanna Pauline (4).

Do casamento de Emilie Wilhelmine com Johann nasceram a filha Adéle e os empresários Emil (Emílio) e Hermann (Germano), este testemunha em 20/JUN/1888 de um batizado católico ocorrido em Joinville, de Ernesto Bernardo, nascido em 22/JAN/1888. Segundo o registro deste evento as testemunhas (Hermann e mais Joaquim Herst e Henriquetta Heidrich) eram protestantes e o padrinho, Estevão Baring, era católico. Os pais do menino eram Maria Augusta Hoffmann e Fernando Rogner (?), naturais da Prússia.

Johann Jakob Stein e Lucie Bender foram pais de Jakob Stein, nascido em 11/MAR/1832 e batizado 7 dias depois em Oberfischbach, Westfalen. Ainda na Europa Gottlieb Stein e Lisette Brockhaus foram pais dos seguintes evangélicos batizados em Witten: 1) Caroline Wilhelmine, nascida em 21/SET/1851 e batizada em 12/OUT/1851; 2) Friedrich Wilhelm, nascida em 23/JUl/1853 e batizada em 07/AGO/1853; 3) Wilhelmine, nascida em 24/DEZ/1855 e batizado em 10/JAN/1856; 4) Friedrich August, nascido em 29/OUT/1861 e batizado 19 dias depois e 5) Friedrich Gustav, nascido em 25/SET/1864 e batizado em 16/OUT daquele ano.

Quando eu estudava no Ensino Médio em Joinville fui recenseador num Censo Escolar, em função do qual visitei uma senhora desta família Stein. Enquanto ela me dava informações pude observar que num armário próximo, em sua casa, havia um candelabro de 7 braços.

e 4) Johann Carl Friedrich Klug, agricultor que nasceu em 12/JUN/1854 na aldeia de Moitzelfitz, casou com Wilhelmine Bertha Auguste Ponick, residiu no interior do município de Joinville e faleceu em 23/NOV/1908. * Provavelmente era também irmão de Carl Friedrich Wilhelm Klug um Ernst Friedrich August Klug, agricultor que nasceu em Moitzelfitz e morou em Petershagen (que depois mudou de nome para Powalice). Este Ernst casou com Emilie Caroline Wilhelmine Schwebs nascida em Mersin Kreis Fürstenthum Bezirk Köslin, na Pomerânia, tendo deste casamento os filhos Ernst Wilhelm Friedrich Klug e Gustav Gottlieb Emil Klug. O primeiro nascido em 28/MAR/1872 na localidade de Estrada da Ilha e tendo por padrinhos de batismo Wilhelm Retzlaf, Johanna Klug e Caroline Krüger. O segundo nascido em 23/FEV/1878 em Estrada da Ilha e sendo apadrinhado por Gottlieb Stein, Johann Klug e Johanna Retzlaff. Também provavelmente seria irmã de Carl a Johanna Augustine Louise Klug também chamada Johanne Justine Louise, que nasceu em 30/JUN/1833 em Trienke, residiu na Estrada da Ilha e teve pelo menos duas filhas e um filho do casamento com Wilhelm Ludwig Ferdinand Retzlaff, nascido em Körlin Kreis Fürstenthum Bezirk Köslin, na Pomerânia. Inclusive por causa dos nomes de alguns dos padrinhos destes filhos. * Um Carl Friedrich Ferdinand Eggert, da Colônia Dona Francisca e nascido em 04/MAI/1851 filho de Louise Tessmann e Johann Eggert, foi casado com Johanna Wilhelmine Keyser ou Kaiser, também chamada Wilhelmine Johanne, sendo testemunhas deste casamento August Klug e Friedrich Holz em 05/SET/1878. Deste casamento nasceu na localidade de Estrada da Ilha em 27/FEV/1881 Marie Emilie Agnes Eggert, que foi batizada em 27/MAR deste ano tendo por padrinhos Wilhelm Kaiser, Emilie Klug e Agnes Beyer.

* Após enviuvar de Emilie, Carl Wilhelm casou com Luise Sonn, de quem teve os filhos Emil Wilhelm Carl, August Wilhelm Friedrich, Ferdinand e Ida Luise Bertha. Destes, Ferdinand foi pai de Ervino, de cujo nome veio o nome da praia francisquense do Ervino, apesar de este não ter sido o humano pioneiro do lugar. * A segunda esposa de um Rossow tinha sobrenome de solteira Klug. Klug era também o sobrenome de uma esposa de Eugênio Doin Vieira. Em Curitiba foi confirmado na fé luterana em 02/ABR/1950 Rolf Maria Sohn, nascido em 05/AGO/1935 filho de Richard Sohn e Elly Rehbein Sohn.

* Numa lista de imigração os filhos de Johann G. Stein e Eleonore Hoffmann aparecem com os seguintes nomes: Johanna Louise (18), Joahann Gottlob (14), Johanna Elisabeth Auguste (9) e Johanna Pauline (4).

Na Alemanha uma Pauline Hoffmann foi mãe dos prussianos Franz Alexander Hoffmann, batizado em 21/JAN/1863 em Berent, Westpreussen e August Anastasius Hoffmann, batizado em 17/JUL/1870 também em Berent. O primeiro pastor protestante da comunidade joinvilense foi Daniel Hoffmann, que chegou na Colônia Dona Francisca em 1851.

Na Alemanha Wilhelmine Eleonore Hoffmann nascida em 28/JAN/1806 era filha de George Berner Hoffmann e Maria Friederike Witten e foi batizada em 09/FEV/1806 em Luisenstadt, próximo de Berlim. Johanne Eleonore Hoffmann falecida na Europa em 22/AGO/1871 com 63 anos era casada com Friedrich Hanke. Eleonore Pauline Hoffmann e Johann Carl Eduard Voigt foram pais de Oswald Eduard, Friedrich Bernhard, Gustav Eduard e Adolph Hermann, nascidos respectivamente em 1856, 1858, 1860 e 1861.

Johann Heinrich Stein nascido em 1809 filho de Heinrich Stein e Katharina Helwig casou em 07/FEV/1937 com Catharina Elisabetha Schlosser, filha de Caspar Schlosser e Maria Elisabetha Joeckel. Gottlieb Stein teve de Dorothea Varenholz o filho Friedrich Gottlieb Stein, nascido em 06/ABR/1824 e batizado 19 dias depois em Witen. No registro de Peter Ludwig Stein nascido em 09/AGO/1830 e batizado em 22/AGO daquele ano os pais são Gottlieb Stein e Anna Dorothea Varenholt.

Johann Heinrich Christian Stein e Friederike Wilhelmine Witting foram pais de Louise Caroline Charlotte Stein, que nasceu em 02/JUN/1819 em Alatstadt, na Prússia, e casou aos 23 anos, em 23/ABR/1843 em Muenstergemeinde Evangelish, Herford, Westfalen, Prússia, com Johann Sebastian Wegener, nascido em 11/JAN/1803 em Neustadt, filho de Johann August Wegener e Christine Stutemann.

3- Marcellina Rosa de Jesus – Por parte dos Brenneisen prima de Colatino Belém, que foi diretor de colégio em São Francisco do Sul e que por parte de pai era de família de Paranaguá.

4- José Bento da Costa Jr. – De família que mudou-se de Florianópolis-SC para Barra do Sul-SC.

5- Carlota Maria Fernandes (Lima) – Batizada em 30/OUT/1859. Irmã de Leopoldina, nascida em 07/FEV/1858 e batizada em 18/MAR/1858 e de André, nascido em novembro de 1861 e batizado em 17/FEV/1862. Carlota casou em 01/FEV/1883, em Tubarão-SC, com

6 - João Laurindo de Figueiredo – Segundo um pesquisador um homem com nome igual ou parecido e da mesma família, ele ou seu pai, teve diversos processos judiciais no Sul de Santa Catarina por questiúnculas, teria sido alguém do tipo impertinente.

7- Maria Rosa de Jesus – Segundo um retrato que o autor analisou algumas vezes ela teria um jeito de cabocla e/ou de semita.

     Seu irmão Manoel Francisco de Mendonça Filho nasceu em Vila Nova, Imbituba e casou em 27/MAI/1872 em Santo Antônio dos Anjos, Laguna-SC, com Thereza Maria de Freitas ou Pacheco, filha de Maximiano José Pacheco e Maria Leonardo Rodrigues (ou Pacheco) de Freitas, tendo deste casamento pelo menos: 1) Maria, nascida em 04/OUT/1875; 2) José, nascido em 12/AGO/1877 e batizado em 10/SET/1877; 3) Manoel, nascido em 13/SET/1882 e batizado em 22/OUT/1882 e 4) Martinho, nascido em 31/AGO/1885.

     Parece que Maria Rosa de Jesus foi a primeira esposa de

8- Manoel Paulo Pacheco – Nasceu em 1849. Foi Segundo-faroleiro no Farol de Santa Marta, em Laguna-SC. Em 03/NOV/1911 na localidade imbitubense de Sant’Ana, Mirim, casou com Luiza Amadora Alves, nascida em 1871 e então com 40 anos, filha de Amado Alves Pelusenso e Custodia de Jesus. Em 1918 Manoel recebeu punição de afastamento por 30 dias por ter feito procedimento inadequado em sua função ao ir para a Ilha das Araras. Nessa ocasião ficou suspeito de intencionalmente ter estragado um aparelho por interesse próprio e de colegas. Tinha traços aparentemente bem europóides, claro e de nariz retilíneo e no retrato seu que vi me pareceu que tinha uma expressão séria ou mais provavelmente que procurava aparentar seriedade. O que talvez fosse o mais usual para os homens de sua época. Meio-irmão de 1) Alexandre, nascido em 28/MAR/1838 e de 2) Alexandrina ou Alexandra Maria de Jesus, que casou em Imbituba-SC em 15/FEV/1860 com Bento Francisco de Avintes, de Laguna-SC, filho de Izabel Maria do Carmo (ou segundo um registro “do Calmo”) e Manoel Francisco. Estes Alexandre e Alexandrina eram filhos de Thomé José Pacheco com Maria Clara de Jesus, filha de Anna Clara de Jesus e João Silveira Flores.

9- Rosenda Pulchéria Alves – Também chamada de Razena e Rosenda das Dores. O nome Pulchéria ou Pulquéria, encontrado em registros francisquenses de outras famílias da época em que ela viveu provavelmente indicava religiosidade por ter sido Pulquéria uma imperatriz muito católica do Império Bizantino. Segundo relatos Rosenda era clara, alta, loira e de olhos azuis. Seu irmão Pedro Alves Marçal teve terras em São Francisco do Sul situadas perto do Morro do Pão de Açúcar e a esposa dele era da família Miranda Coutinho já citada. Uma irmã de Rosenda e Pedro, Geraldina Alves de Jesus, casou com Chrispim de Freitas Castro, filho de Mariana Maria de Freitas Castro, com quem teve a filha Mariana, nascida em 27/JUN/1876 e em cujo batizado, em 06/AGO/1876, o padre serviu de padrinho, sendo madrinha Thereza Maria de Jesus, casada com Antonio Leandro de Freitas.

10- Manoel José Ferreira de Carvalho – Em seu registro de batismo, datado de 1853, ele e seus pais são considerados brancos. Não obstante, este Manoel, conhecido como Maneco Ferreira, não era muito claro (talvez em parte porque tomasse muito sol) e alguns o consideraram mulato. Outros indícios de que ele tivesse pelo menos um pouco de origem negróide sub-saariana são alguns de seus descendentes que conheci na Vila da Glória e em Joinville. Mas o pesquisador Aurélio Alves Ledoux que foi um líder comunitário da Vila da Glória e o conheceu pessoalmente me disse que ele era “branco” e me mostrou uma foto em que este meu trisavô aparecia no meio de outras pessoas. Não dava para distinguir muito bem seus traços mas o que se podia observar nela era que ele tinha sido de alta estatura e que seu nariz não era largo. Manoel foi Intendente do Segundo Distrito do Saí e Presidente da Igreja Católica na Vila da Glória. Parece ter sido muito inteligente e trabalhador. Apareceu repentinamente nessa região e segundo alguns tinha sido adotado por um homem de sobrenome Ferreira que vivia no bairro francisquense dos Paulas. Foi em sua época o homem mais rico de São Francisco do Sul-SC, tendo negócios no Rio de Janeiro e casas situadas perto de onde atualmente fica o Porto de S. Francisco do Sul. Costumava andar armado. Juntamente com um Antônio que seria seu irmão ou seu filho fazia muitas brincadeiras de mau gosto em festas. Manoel José costumava também amarrar barcos alheios, estragar sucos em festas e cavar buracos fazendo armadilhas para os outros, com o que se divertia. Foi processado pelo Ministério Público em fins do século XIX por perturbar a paz pública. Seu túmulo no Cemitério da Vila da Glória era cercado de correntes quando o autor foi visitá-lo. O povo da região brincava dizendo que essas correntes eram para segurar o Maneco Ferreira. Uma escola da região do Saí recebeu seu nome.

     Uma irmã de Maneco Ferreira, Anna Maria da Graça, casou com Manoel Soares de Oliveira, filho de Escolástica Soares de Oliveira, tendo deste o filho Fernando, nascido em 13/MAI/1876 e batizado em 30/JUL daquele ano, sendo seus padrinhos então José Tavares de Sá Brandão e Rita Adelina d’Oliveira. Em São Francisco do Sul uma família Gonçalves Bairros modificara o nome para Soares de Oliveira.

     É bem possível que tenha sido parente de Maneco uma Otília Ferreira que casou com August Adolph Wilhelm Krüger, nascido na localidade francisquense de Vila da Glória em 02/JUN/1877. Isto por causa dos nomes dos filhos deste casamento: Noé de Carvalho Krüger (nascido em 09/OUT/1914 na Vila da Glória e falecido em 20/JUL/1975 no Rio de Janeiro), José de Carvalho Krüger (nascido em 17/AGO/1916 em São Francisco do Sul e falecido em 06/NOV/1966 em Irineópolis e casado com Zulmira Maia natural de Três Barras-SC) e Antônio de Carvalho Krüger que faleceu em São Francisco do Sul em 10/JUL/1989 e era casado com Oceani Alves Lopes, natural da Vila da Glória (27/AGO/1929).

     Uma ex-vizinha do autor em Joinville era conhecida como Preta embora fosse mulata clara, descendia deste Maneco Ferreira e casou com um sr. alto de origem alemã. Parece que o lado de sua família pelo qual descendia de Maneco não tinha até onde se sabe pessoas de pele escura.

11- Rita Lídia da Silva – Em alguns registros com o nome grafado com dois TT e/ou com o segundo nome como Lydia. Herdou ¼ de uma casa na Rua d’Armada, atual Professor Joaquim São Thiago, no Centro de São Francisco do Sul-SC.

     Seu irmão Francisco Victor Leão da Silva teve do casamento com Ana Maria de Jesus, filha de Claudina Dias do Rosário, o filho Francisco, nascido em 03/DEZ/1875 e batizado em S. Francisco do Sul em 29/JUN/1876, sendo então padrinhos os avós paternos.  De Rosa Domingas das Neves Francisco Victor teve os filhos Maria Leão e Silva e Reinaldo Leão e Silva. Parece que a Ana Maria era irmã de Rosa já que a avó materna de Maria Leão e Silva, nascida em 12/SET/1879 e batizada em 07/DEZ/1879  foi Claudina Dias do Rosário.

Conforme registro no cartório da localidade de Curveta, em Araquari-SC, naquele município em 13/MAR/1938 faleceu na localidade de Ipiranga (provavelmente não a localidade deste nome em São Francisco do Sul mas uma do município de Araquari) a negra Rita Lídia do Rosário, lavradora casada, filha natural de Antonia Rita do Rosário, sem assistência médica, de morte natural, deixando os filhos Pedro, Antonia, Maria Olimpia, Gertrudes, Vergilia, Antonio Maria, Izabel e Julieta Herondina.

    Rita foi a segunda esposa de

12- Hermellino José da Silveira – Às vezes grafado como Hermellino Silveira de Souza. Navegador muito arrojado que viveu principalmente na localidade francisquense de Laranjeiras. A primeira esposa de Hermellino foi Marianna, da família Tavares de Miranda já mencionada.

* Parece que Hermellino ou um parente seu Silveira dono de escravos em São Francisco do Sul seria antepassado do professor e bibliotecário negro Luís Diomedes, que formou-se em diversas faculdades.

Com muita probabilidade era parente de Hermellino José um Manoel Alves da Silveira avô materno do já citado Aurélio Alves Ledoux.

     Um Joaquim José da Silveira francisquense e da família Silveira de meu trisavô Hermellino era filho de Anna Francisca d’Oliveira e de Ignacio José da Silveira (provavelmente o que seria Júnior caso usasse o agnome) e teve de Maria Tavares de Sousa a filha Ana Augusta da Silveira, falecida em 20/MAR/1874 de moléstia do coração com 21 anos de idade. Esta Ana foi a primeira esposa de Fernando Augusto de Carvalho, irmão de Basílio Victor de Carvalho e mais 4 irmãos e 4 irmãs e filho de Maria Jacinta e do tenente-coronel Bento Gordiano de Carvalho, que era da família Carvalho Bueno de São Francisco do Sul e residiu no Rio de Janeiro. A Maria Tavares de Sousa mãe dela citada acima era irmã de Thomasia Tavares de Sousa que casou com Antônio Jacob de Oliveira e filha de Francisco José de Sousa e de sua primeira esposa, Tomásia Tavares de Miranda, ambos já citados na geração anterior aqui neste trabalho.

   Este Joaquim José da Silveira casou também com Rosa Miranda Évora filha de Maria Rita de Miranda (da família Miranda Coutinho) e de Caetano José da Silveira que foi Prefeito de Joinville-SC, tendo deste casamento pelo menos os filhos  1) Joaquim José da Silveira Júnior, que foi deputado em Santa Catarina e prefeito de São Francisco do Sul-SC, onde nasceu em 06/ABR/1870 e 2) Leocádio, francisquense nascido em 09/DEZ/1875 e batizado em São Francisco do Sul 15 dias depois. Este ou outro irmão de Joaquim José da Silveira Jr. foi pai de Rosa Maria, de pele clara, estatura abaixo da média e cabelos castanhos claros e que morou muitos anos no Rio de Janeiro-RJ. Joaquim, de olhos claros provavelmente esverdeados e queixo quadrangular algo proeminente, casou com Ida Bompeixe, que apesar de descender da família européia Metternich tinha fortes traços indígenas e cujo pai era da família Cunha tendo incorporado o sobrenome Bompeixe por causa de expressão que ele usava ao comprar peixe em mercado. Filho de Ida e Joaquim foi o intelectual Octávio da Silveira, que assobiava óperas e entre outras coisas contribuiu para publicações do Eixo Rio-São Paulo e trabalhou na empresa Hoepcke. Este Otávio, parecido com o ex-Presidente JK, teve duas filhas e 1 filho: a) Luíza Rosa, b) Idamar (que casou com o professor e escritor Laércio Brunato, de Jaguariaíva-PR, de quem teve o filho médico Márcio) e c) Joaquim (Neto), que do casamento com Cecília, do município catarinense de Lauro Müller teve as filhas Sandra e Eloísa.

 * Outros descendentes de Joaquim José da Silveira bastante conhecidos em São Francisco do Sul-SC foram Ilson (Melão) e a esposa do médico Wilson Morgenstern, parente de uma família Morgenstern de Curitiba com alguns membros que seguiram o luteranismo e alguns que seguiram o judaísmo. No cemitério israelita do bairro Santa Cândida, em Curitiba, foi sepultado o corpo de Clara Morgenstern (14/ABR/1909-19/OUY/1993) perto do túmulo de Ana Bruck da Silveira (01/OUT/1915-05/OUT/1994).

* Outra família Silveira com muitos descendentes na região não tem relação de parentesco conhecido com esta e originou-se em Paranaguá-PR. Joanna Dias da Silveira, de origem parnanguara, teve de Januário de Oliveira Cercal o filho Alexandre d’Oliveira Cercal, que casou com Amélia Pereira de Miranda, filha de Manoel Pereira Lima e Cândida Maria da Graça.

     Em 18/SET/1859 foi batizado em S. Francisco do Sul Benedito, com 18 dias, filho legítimo de Vicente José da Silveira e Leocádia Pinto, sendo padrinhos João José da Costa Silveira e sua mulher Anna Pereira. Um Estevão Silveira batizado em São Francisco do Sul em 09/NOV/1879 era filho de José Joaquim da Silveira e Catharina Maria da Graça.

     Manoel da Silveira e Izabel Clara de Jesus foram pais de João Fernandes da Silveira, que de sua esposa Maria Gomes da Conceição, filha de Salvador Camacho e Feliciana Gomes teve a filha Anna, nascida em 01/AGO/1876 e batizada em 24/SET/1876, sendo padrinhos neste batizado João Bruno Maciel e Emilia Maria da Conceição.

13- Ana Zulmira de Oliveira – Costureira francisquense um pouco obesa e de pele clara. Irmã de Virgínia Olímpia de Oliveira que foi batizada em 13/MAI/1859 com 26 dias e era afilhada de Marcelino Nunes Cardoso e sua segunda esposa, Francisca Nunes Mafra. Virgínia faleceu solteira em 27/MAI/1885, de tísica pulmonar deixando o filho Eudoro, que tivera do famoso dr. Abdon Batista, mulato médico e político baiano que se destacou em Santa Catarina. Este Abdon só teve filhas do casamento com Sara Afra da Graça e casou também com Teresa Nóbrega de Oliveira, prima de Ana Zulmira. Abdon era filho de Maria Girard ou Girão e de Hermegildo José Batista e teria nascido numa senzala. O Eudoro citado acima casou com Martha Douat e foi dono do jornal “A União”. Outra irmã de Ana Zulmira foi Guilhermina de Oliveira. Ana Zulmira era órfã e com 18 anos quando casou com

14- Silvino Gomes Parreira – Carpinteiro na época em que casou. Foi abolicionista, comerciante e militar e membro do Partido Republicano. Seu comércio se situava onde atualmente fica a Rua Marcílio Dias em S. Francisco do Sul-SC, perto do Colégio Adventista. Seu inventário foi feito em 1929 por seu filho João (Zico).

     * Segundo o primeiro volume de “Famílias do Brasil”, SP: Ed. Anchieta, 1949, Francisco Mariano Parreira, natural de Ouro Fino-MG, filho do capitão Mariano Ferreira de Freitas e de Maria Augusto, nascida Parreira, casou com Maria Candida de Godoi, filha de José Inocêncio de Godoi e Maria das Dores Teixeira, tendo deste casamento filhos que viveram no século XX: uma filha e 6 filhos homens, dos quais 2 foram farmacêuticos.

15- Anna Joaquina da Graça – Irmã de: 1) Manoel Alves da Silva, que casou com Ana Nóbrega de Jesus, filha de Córdula Maria (que segundo o pesquisador Antônio Roberto Nascimento seria da família Nóbrega) e de Manoel Francisco Lopes (Jr.), cujo pai foi batizado em 1821 e 2) Gregório Alves da Silva que como será visto logo adiante casou com sua cunhada. Anna Joaquina casou onde hoje se localiza Araquari-SC, em 10/OUT/1880, com

16 - João Domingos dos Santos ou das Neves – Foi rábula, ou seja, uma espécie de quase-advogado. Parece ser o mesmo João Domingues das Neves que assinou assim documentos do registro civil em São Francisco do Sul. Teve pelo menos os seguintes irmãos: 1) Marcos José Domingos de Oliveira, bisavô da genealogista Roseli Fernandes e que era conhecido também como Marcos José Domingos Gallego; 2) Maria Nóbrega de Jesus, que casou em 28/AGO/1880 com Gregório Alves da Silva visto logo acima e 3) Angélica Maria dos Santos (01/MAI/1895-11/SET/1987) que em 20/AGO/1912, com 17 anos, casou na capela de Itinga, perto de Araquari-SC, com José Pedro Steil, nascido em 05/AGO/1878, um dos 17 filhos de Pedro José Steil e Damasia Alexandrina Nunes filha de Alexandrina Maria Nunes e Jacinto de Souza Mafra.

    Marcos José Domingos de Oliveira ou Gallego teve de Rita Maria da Conceição ou das Dores filha de Manoel d’Oliveira Soares e Angelica Marques da Silveira pelo menos 2 filhos: 1) José Gallego, nascido em 10/ABR/1877 e batizado em 15/AGO/1877 em S. Francisco do Sul e 2) Manoel d’Oliveira, nascido em 01/MAR/1882 e batizado em 13/AGO do mesmo ano.

     Maria das Neves filha de Bernarda de Castilhos e João de Oliveira Falcam teve de Antonio Dias Bello filho de Francisca Antonia Cardoso e Christovão Dias Bello o filho Agostinho, batizado em 03/MAR/1805. Segundo o registro de batismo deste todos os citados neste documento, inclusive os avós, eram francisquenses. Isto reforça a teoria de que talvez a família Dias Bello seja na verdade Dias Velho e que a história de um imigrante das Ilhas Grã-Canárias seja só mais uma fantasia ou uma distorção do povo de São Francisco do Sul, que na média parece gostar muito de distorções e fantasias.

Uma sra. de São Francisco do Sul me relatou que o sobrenome de sua família, Mira, na verdade espanhol, tivera origem num episódio de caça em que alguém falou para seu irmão mirar um pássaro. Outras pessoas daquela cidade diziam que a origem do sobrenome Raposo, que viera de São Paulo, tinha se originado em São Chico por causa de um homem que gostava de comer banana no mercado...

     João Pereira Lima e sua esposa Maria Rittes das Neves, foram pais de Evaristo, batizado em 08/NOV/1876 com 13 dias, neto paterno de Francisco Pereira Lima e Anna Alves Marinho e materno de Rita Maria da Conceição.


  • Uma família de ex-escravos negros em São Francisco do Sul adotou o sobrenome Neves.




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