Curiosidades genealógicas


VII- Pais e tios do probando



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VII- Pais e tios do probando:

1- Mãe – Raquel – Francisquense nascida em 19/JUN/1942. Cabelos na infância eram cacheados. Estatura abaixo da média. Teve câncer de seio e dificuldade para emagrecer. Rosto arredondado. Leve dolicocefalia. Cabelos castanhos médios, como o de seus irmãos. Testa média e saliente e olhos fundos. Olhos castanhos médios, muito brilhantes e com o tipo de abertura típica dos semitas (abrindo-se bastante a partir do canto perto do nariz formando um belo arco). Pele de branco baço, pálido. Nariz arrebitado, entre leptorrino e mesorrino. Ajudou na criação de seus irmãos e foi Operária-padrão. Inteligência acima da média embora sem muitos anos de instrução formal. Mente irrequieta e boa índole no cômputo geral mas muito influenciada pelo relativismo moral e muito ligada aos padrões de sua família. Sua educação foi prejudicada pela influência de freiras. Quando criança morou com a família em Curitiba e pouco depois em Itajaí-SC. Teve 5 irmãos:

A) Rafael, comerciante de olhos castanhos, estatura abaixo da média e nariz arrebitado e no rosto muito semelhante ao seu avô paterno e a seu tio Armando Pacheco, porém com mais fortes traços semelhantes a um tipo comum em fenícios, talvez semelhante ao antigo tipo natufiano. Parecia ter espírito empreendedor desde jovem. Adepto do relativismo moral e de “espertezas” comuns entre comerciantes brasileiros. Seu avô paterno incentivou que ele se afastasse um pouco da família indo trabalhar em Curitiba. Casou com a francisquense Elzira de Braga, prima de primeiro grau do sr. Francisco A. Arins (cuja mãe era Braga) e descendente de um português de sobrenome Amarante antepassado de um político do Nordeste catarinense.

Esta Elzira, apelidada de Zica e parente do diácono Isaque Braga, da localidade francisquense de Iperoba como a maior parte desta família, não era parente do famoso político paranaense Ney Braga, conforme ela alardeava. É discutível se a expressão “Ih, vai dar zica” tem alguma relação com esta Elzira ou suas ligações com exus. Um irmão desta Elzira casou com uma Maurer, que não sei se é parente da européia Alvina Maurer que de Johann Klug teve Mihály Albert Klug, batizado na Eslováquia em 02/OUT/1842. O pai de Elzira era conhecido como Pescadinha, numa referência possivelmente ao peixe pescadinha-real também conhecido como pescada-foguete e milonga (Macrodon ancylodon) porém mais provavelmente era essa alcunha referência ao Cynascion leiarchus.

Francisco Ferreira Braga e Maria Correa Leite foram pais de Antonio, nascido em 1805 e batizado em São Francisco do Sul em 19/MAI daquele ano, sendo neto paterno de José Ferreira Braga e Maria Cardoza e materno de João Correa e Catharina Vaicoza (?) e testemunhas deste evento João Soares de Mello e Anna Joaquina Pereira, mulher de João Gonsalves Barros. Em 20/AGO/1919 faleceu Anisia, filha legítima de Alexandre Lourenço de Braga e Dolores Dias, com 4 anos de idade. José Lourenço de Braga, casado com Fortunata, faleceu de pneumonia em 11/OUT/1920 com a idade de 80 anos, na localidade francisquense de Mato Alto. Quatro dias depois sua filha Servina Lourenço de Braga, com 40 anos, faleceu de gripe.

No Cemitério Municipal de Joinville-SC em um mesmo túmulo foram sepultados os corpos de 3 pessoas de sobrenome Amarante: Albino C. (13/AGO/1881-06/ABR/1958), Floralba (06/AGO/1899-25/MAR/1956) e Dario C. (01/JAN/1953-13/NOV/1970).  

Do casamento de Rafael e Elzira nasceram 3 filhas, a mais velha, Margareth, casou com Orlando Zardo; Melânia foi casada com Aristides Graiewskor (família de origem lituana-judaica) e Giovana casou com Marcelo Novaes que não o ator  famoso e foi com o marido para o Maranhão.

B) Gabriel, do signo de Áries no horóscopo caldeu e falecido com câncer generalizado em 29/DEZ/1992, de intelecto e principalmente moralidade acima da média, brincalhão mas autoritário, com estatura abaixo da média, pele clara, nariz semelhante ao de sua mãe, olhos verdes e cabelos frisados, e foi casado com Teresa, com um pouco de ascendência indígena e austríaca, descendente das famílias Cunha e Amorim francisquenses e de quem teve 1 filho e duas filhas, sendo o filho, Gabriel César, de olhos verdes e as filhas de olhos castanhos, sendo que Gabriel César teve um filho do casamento com Júlia de sobrenome Voltolini, Evelise teve um menino e uma menina do gaúcho Luiz Henrique e Eloísa teve um filho do casamento com Júlio Borges, de estatura abaixo da média e filho de uma voluntária em atividades assistenciais na Sociedade Espírita de Joinville.

* Segundo alguns genealogistas o sobrenome Borges surgiu com Rodrigo Anes, cavaleiro português que na França socorreu a cidade Bourges, cercada pelos exércitos cátaros. Mas é muito possível que tenha várias outras origens, na Espanha (Borja), na Irlanda (Burgeis) e na Bélgica.

C) Joel, pedagogo com fortes tendências religiosas e filosóficas, de estatura acima da média e físico atlético, olhos castanhos claros, dolicocefalia, nariz lembrando um pouco o tipo romano, rosto oval estreito e lábios finos (sendo o inferior um pouco mais grosso) que do casamento com a mulata clara Geoconda Soares, do Nordeste do Paraná, irmã de um ex-seminarista e filha de negros altos tendo seu pai tido olhos verdes, teve 3 filhas, Juliana Aparecida (casada com um Malucelli), Maria Cecília que era muito talentosa e extrovertida e faleceu na infância e Ana Paula.

* O sobrenome Soares a princípio é derivação de um sobrenome mais antigo em Portugal, Soeiro, e foi usado também por cristãos-novos.

D) Abimael, de olhos castanhos um pouco esverdeados, ombros largos, mesocefalia, nariz arrebitado e estatura acima da média, bastante afável, geralmente alegre e generoso, com alguns princípios firmes mas tendo adotado frequentemente atitudes de relativismo moral. No Brasil recebeu o apelido de Bima e na Inglaterra o de Abi. Viveu na Inglaterra cerca de 11 anos tendo lá trabalhado principalmente como garçom e em certa fase levado vida hippie. Foi para a Inglaterra como jogador de futebol após fazer um famoso gol olímpico em São Francisco do Sul e ter jogado em Jaguariaíva-PR. Ao contrário de seus irmãos teve hábito de freqüentar bares e falar palavrões. Muitas vezes foi muito dissimulado.

* Existe uma dissimulação que não é imoral e é mesmo necessária algumas vezes ao convívio social. Mas no lado paterno da família de Abimael muitas vezes se abusou da dissimulação resvalando não raro para a hipocrisia e para a mentira, que do ponto de vista ético é geralmente muito pior do que o roubo de dinheiro ou de coisas materiais.

Do casamento com Hilda Farias, cujo pai era esquerdista e de origem negróide africana Abimael teve a filha Manuella e

E) Maria Izabel, de olhos castanhos claros, estatura abaixo da média, nariz reto e queixo proeminente e que foi casada com o empresário e engenheiro Omar José Rosa Cardoso, de cabelos castanhos escuros e olhos azuis, francisquense filho de Marina Maria Rosa (de olhos verdes e que foi vendedora de livros) e do político e trabalhador Olando Cardoso, nascido em 03/SET/1924, filho de Othília Pereira e Aristides Waip Cardoso já citados e de olhos castanhos. Um dos irmãos de Omar se tornou microbiologista e professor universitário em Londrina-PR. Maria Izabel teve do casamento com Omar 3 filhos, cada um com uma cor de olhos, na sequência dos nascimentos verdes, castanhos claros e azuis. A mais velha, Izabela, teve a filha Cayana com um brasileiro de fortes traços indígenas. A segunda, Daniela, formada em Música, Musicoterapia e Medicina, teve uma filha do casamento com Lothar Finke, de pais alemães, coincidentemente de sobrenome semelhante ao um médico que se destacou em Joinville, Carlos Heins Funke, que ali nasceu em 10/AGO/1939, fez seus primeiros estudos em Blumenau e formou-se em Medicina no Rio Grande do Sul. O caçula, Omar, teve uma filha do casamento com uma catarinense de origem predominantemente italiana, Katrine.

2- Pai – Haroldo (22/MAR/1941-10/ABR/2005) – Francisquense que nasceu em uma casa defronte a onde se localizariam mais tarde a Biblioteca Pública Municipal de S. Francisco do Sul e a Rádio Carijós. Teve problemas circulatórios em parte por causa da alta taxa de triglicerídeos no sangue e parece ter falecido com problema cardíaco. Na infância tinha cabelos loiros. Recebeu o nome em homenagem a um sr. Haroldo Cunha que tinha sido vizinho de seus pais ou de seus avós e era parente do proprietário do Café Moka. Teve muitos empregos e trabalhou alguns anos como autônomo com representações comerciais. Alcoólatra. Durante muitos anos não consecutivos foi membro ativo da Antiga e Mística Ordem Rosacruz (AMORC). Pele de um branco baço. Mesocefalia ou sub-dolicocefalia. Estatura mediana, testa entre saliente e um pouco arqueada. Inteligência acima da média principalmente em aspectos verbais. Envolveu-se muito com política partidária, sendo geralmente de Centro-Direita mas com alguns projetos sociais e tolerância que o aproximavam de esquerdistas e social-democratas. Meu pai era muito parecido fisicamente com um carnavalesco francisquense conhecido como Gemada que era pessoa muito estimada e além de ter entre seus antepassados remotos o sobrenome Silveira descendia de um Oliveira Cercal que teve a função de alertar pescadores quando da aproximação de cardumes de peixes. Este carnavalesco foi criado pela irmã, que se tornou espírita após um trágico falecimento de familiar que a levou a conhecer o famoso médium mineiro Francisco Cândido Xavier. Gemada teve 1 filho e duas ou 3 filhas do casamento com Diva, da família Pereira Lima francisquense. Meu pai foi amigo de César, filho do espírita e comerciante conhecido como Didi e de sobrenome Souza. Foi também amigo e colega do locutor Renato Ballock, no rosto parecido com ele e da família de Edith Agacy, que teve descendência do casamento com o famoso Pedro de Oliveira Prado, o Pedro Miquilão pescador e maçom que foi preso pelo regime militar por causa de idéias esquerdistas. Um dos empregos de meu pai em São Francisco do Sul foi na empresa de Celso Branco, onde um funcionário negro ensinou meu pai a ser mais organizado. Meu pai trabalhou em Joinville quando jovem e em Curitiba teve diversos empregos, sendo os principais nas empresas Cotrasa, Teagasa e Sadia.

Meu pai tinha cabelos muito ondulados, grossos e escuros, rosto elíptico e alguns traços armenóides – nariz adunco, lábio inferior mais grosso, pernas relativamente curtas e corpo entroncado. Faleceu em Curitiba-PR com problema cardíaco e problemas circulatórios. Teve 2 irmãos, ambos nascidos na localidade francisquense de Vila da Glória:

A) José (16/JUN/1939-18/OUT/2013), loiro quando criança, militar  simultaneamente austero e muito simpático e com visão bastante abrangente do mundo, diferindo fenotipicamente do pai do probando principalmente pela testa um pouco mais arqueada e que do casamento com Leonor Silva, nascida em Itajaí-SC e que teve 2 bisavós japoneses que eram irmãos entre si, teve a filha Mara Rúbia, pedagoga e casada com um militar gaúcho de sobrenome Mello, e o filho Celso Murilo (17/OUT/1961-19/DEZ/2011) loiro quando criança e que teve filhos de 3 mulheres e

B) Ari, que foi funcionário do Banco do Brasil e trabalhou no Porto de São Francisco do Sul e pelo menos até recentemente com imóveis e teve da primeira esposa, Vera Lúcia Zattar Rosa (com ascendentes alemães, libaneses, portugueses e possivelmente também caboclos e negros) teve um filho jornalista (Ari) casado com a jornalista paranaense Rosa Bittencourt e uma filha desenhista (Ana Cristina) casada com Bento da família Albuquerque e por isso concunhada do ministro Gilberto Carvalho, que pelo lado materno é Battistoti.

* Coincidentemente Albuquerque significa carvalho branco.

Da segunda esposa (Juliana Hagemann, de origem alemã) Ari teve um filho estudante universitário (Marcelo) e uma filha que após a faculdade tornou-se empreendedora (Carolina). Vera Lúcia por parte de pai é da família Rosa que proveniente de região próxima de Florianópolis avançou pelo litoral catarinense em direção Norte. Em Joinville esta família teve uma importante fábrica de bebidas e um ótimo médico, muito humanitário, Octávio Rosa Filho, nascido em Joinville em 03/DEZ/1910 e formado pela Faculdade de Medicina do Paraná. Este Octávio casou com Suely Petry, filha do médico Emílio Petry. Na faculdade de Medicina na UFSC fui colega de um primo materno do meu primo Ari citado acima.

 VIII – Probando e seus irmãos:

-Probando – Haroldo (Júnior) – Estatura pouco abaixo da média, pele com muitas manchas escuras e algumas erupções que podem ser precursoras de câncer. Magreza; na infância fazia poucos exercícios físicos e costumava não ter postura adequada quando lia muito. Teve muitos e diversos empregos. Pele em geral morena clara amarelada, às vezes aparentando ser de branco baço e às vezes olivácea. Rosto entre elíptico e oval estreito com testa larga e saliente e de altura mediana, um pouco de pêlo na segunda falange dos dedos das mãos, pés com pontas virando-se bastante no sentido lateral (o que é comum em descendentes de judeus), tinha os pés chatos ao nascer, tendo estes se corrigido com uso de calçados ortopédicos. Tórax pequeno do tipo comum em semitas e ombros estreitos, occipital saliente, desvio de septo nasal, pouca pilosidade facial e no tórax, cílios virando-se em direção ao globo ocular, dolicocefalia acentuada, mesognatismo, mesorrinia com nariz de ponta arredondada e inclinada para cima, cabelos ondulados e um tanto grossos e olhos e cabelos castanhos escuros. Olhos muito brilhantes, com um pouco de miopia, fotofobia e astigmatismo. Por muitos anos não consecutivos fui vizinho da idosa Almerinda, que era muito magra e de pele bem clara, com nariz fino e olhos azuis, da família Oliveira Cercal e prima do historiador francisquense Arnoldo Alexandre da Costa.

Tive 2 irmãos:

1) Marilís, nascida em novembro de 1966 em Curitiba-PR. Com mais de um curso superior completo e pós-graduações. Teve alguns empregos diversificados. Estatura abaixo da média, mesocefalia ou sub-dolicocefalia. Cabelos ondulados, sardas, rosto elíptico, sobrancelhas grossas, cílios virando-se em direção ao globo ocular e olhos e cabelos escuros. Muito simpática e afetuosa. Inteligência acima da média e prática mas na opinião do autor aparentemente sem grandes preocupações filosóficas ou éticas pelo menos até início da fase adulta. Envolveu-se demais com o povo brasileiro em geral, que – também na opinião do autor – é em alguns aspectos um dos piores povos do planeta. Teve 2 filhos muito educados e muito inteligentes do casamento com Mário César da Silva, filho de Elzira Flores que parece descender pelo menos em parte de açorianos e cujo avô materno tinha sobrenome Assis. O pai de Mário César, João da Silva, muito possivelmente tem pelo menos  um pouco de origem ameríndia e/ou negróide.

2) Rafael Alberto, nascido em 02/AGO/1972 em Curitiba-PR, onde foi batizado em 01/OUT daquele ano. Leve dolicocefalia, cabelos levemente ondulados, rosto elíptico, testa alta, estatura acima da média, sobrancelhas finas, lábio inferior mais grosso, olhos e cabelos castanhos, nariz levemente aquilino com raiz nasal alta. Na infância seus cabelos eram loiros. Bastante reflexivo e reservado. Desde a adolescência teve diversos interesses intelectuais além da Medicina, em que se formou pela UFRGS. Casou com a médica Sabrina, gaúcha cuja mãe, de sobrenomes Lemos e Corrêa e olhos esverdeados, pela aparência talvez tenha antepassados ameríndios e cujo pai, de olhos azuis, descende da família israelita Gomes da Costa.



IX- Adendos:

Guedes é um sobrenome galego-português, patronímico de Gueda. Tem como patriarca Gonçalo Vasques Guedes, fidalgo do reino da Galiza que se fixou em Portugal no tempo de Dom João I. Este sobrenome também pode ser de origem francesa da região da Bretanha (Guedes).

Ana Pereira da Conceição, filha de Maria de Oliveira Cercal e Manoel Pereira Lima, foi a segunda esposa de Joaquim Gomes de Oliveira Sênior, filho do alferes José Gomes de Oliveira ou José Gomes Galhardo e da primeira esposa deste, Bárbara Pereira. Este alferes era filho de Manoel Gomes Galhardo e da sua primeira esposa, Vicência de Oliveira – talvez da família Oliveira Cercal ou da família Oliveira Falcão. Segundo alguns Galhardo talvez fosse proveniente de Galliard mas segundo pesquisa de Ricardo Costa Oliveira a linha paterna deste Manoel era de Portugal e portadora do haplótipo J quanto ao cromossomo Y.

O navegador judeu português João Gonçalves Zarco, que nasceu em 1380, descobriu a Ilha da Madeira e consta ter tido olhos azuis talvez seja meu antepassado mais remoto estudável historicamente, com detalhes de biografia. Embora seja provável que eu não tenha recebido nem um só gene dele... Ele casou com Constança Rodrigues de Almeida, que seria filha de Rodrigues Annes de Sá, tendo deste casamento João Gonçalves Câmara, que do casamento com Maria de Noronha, filha de Dom João Henrique, teve o filho Pedro Gonçalves Camara, que de Izabel de Barros teve Catharina de Barros, esposa de Antonio Leme. Catharina e Antonio foram pais de Antão Leme, o pai de Pedro Leme, que de sua segunda esposa, Luzia Fernandes, teve Leonor Leme, que casou com Braz Teves.

Consta que na época da conversão forçada dos judeus portugueses ao catolicismo alguns judeus fizeram com que em uma ocasião em vez de água benta fosse usada água comum, fazendo assim com que os “convertidos” da Ilha de São Tomé continuassem judeus.

Muitos sobrenomes portugueses são toponímicos, entre eles Alencar, Barreto, Bastos, Brito (da vila de Brita), Cardoso, Freitas, Guimarães e Teixeira. Embora alguns estudiosos judeus afirmem que Guimarães vem de uma palavra de origem judaica. Barroso significava um terreno com muito barro. Muitos Cardoso de São Francisco do Sul parece que não são parentes de um Cardoso do estado do Rio de Janeiro, que casou com uma francisquense de sobrenome Görresen, família de origem norueguesa a que pertenceu o escritor Brasil Gérson, que aportuguesou o sobrenome.

Apesar de haver muitos indícios de que pouco antes do descobrimento do Brasil um terço dos portugueses eram judeus parece haver um exagero na identificação de cristãos-novos através de sobrenomes. Nem todos os Fonseca eram de origem judaica mas por este sobrenome apenas os derivados de Fugeca, como nem todos os Bueno eram desta origem mas sim os derivados de Boino.

Das famílias de origem árabe em São Francisco do Sul talvez seja de origem judaica remota o sobrenome Assef. A julgar por uma referência em obra mediúnica.

Uma família Castro tem a mesma origem que a família Alencastro, dos juízes de Castela Lain Calvo e Nuno Rasuro, também antepassados dos reis de Castela. Não poucos sobrenomes derivam de alcunha, por exemplo Alecrim, do árabe Aliklil. Alguns sobrenomes procedem de títulos de nobreza. Por exemplo Aratanha, que surgiu de um título recebido pela família Albano.

O sobrenome Pessoa foi adotado em Portugal por diversos indivíduos que não tinham sobrenome.

Em 25/OUT/1793 faleceu com 60 anos Manuel Ferreira do Valle, deixando viúva Maria Rodrigues. Em 15/MAR/1846 foi batizado em São Francisco do Sul Salvador, com 4 meses de idade, filho legítimo de Manoel Ferreira do Valle e sua mulher Joanna Maria Francisca, sendo padrinhos Antonio Francisco e sua mulher Custodia Maria do Sacramento. Segundo o registro todos francisquenses.

Em 21/JAN/1810 faleceu com 52 anos Manoel Dias Peres, residente no bairro francisquense dos Arriolos, casado com Josefa Francisca. Em 09/OUT/1810 faleceu com 4 meses Maria, filha de Agostinho da Veiga e Francisca da Assumpção, residentes na localidade de Gibraltar, talvez pertencente ao município de Joinville.

Em 24/SET/1876 foi batizado em São Francisco do Sul a menina Anna, nascida em 01/AGO daquele ano, filha legítima de João Fernandes da Silveira e sua mulher Maria Gomes da Conceição, sendo avós paternos Manoel da Silveira e Izabel Clara de Jesus e maternos Salvador Camacho e Feliciana Gomes. Os padrinhos foram João Bruno Maciel e Emília Maria da Conceição. Segundo o registro todos francisquenses.

Em 27/NOV/1886 foi batizado em São Francisco do Sul o menino Salvador, nascido em 21/MAR daquele ano, filho natural de Lauriana Maria da Conceição e neto materno de Frederico Antonio Rites e Joaquina Maria da Conceição, sendo padrinhos Justino de Oliveira e Joaquina Rosa de Jesus.

Em um índice de óbitos de Araquari-SC aparecem os seguintes falecimentos: Em 27/MAR/1892 de Bento, filho de Francisco Budal; em 09/AGO/1895 Hirmino, filho de Liandro Budal; em 07/JUN/1897 de Maria, filha de Jordão Ricardo Silveira e em 11/NOV/1897 o de Celestina, filha de Antonio F. da Silveira.

Em 19/FEV/1923 compareceu ao cartório de registro civil de São Francisco do Sul Joaquim Budal Arins, para declarar que em 04/NOV do ano anterior, às 6:00 no lugar Cubatão Grande, no Sahy, nasceu a menina Maria, sem irmãos deste nome, filha legítima dele e de sua mulher Davina Gonçalves de Araújo Arins, sendo avós paternos da criança Luis Budal Arins e Maria Luiza da Conceição, ambos falecidos e maternos Gaspar Gonçalves de Araujo, já falecido, e Joaquina Nunes da Silveira. Em São Francisco do Sul havia uma numerosa família Nunes da Silveira de origem açoriana.

Felicidade Caetana de Braga e Joaquim Alves de Oliveira foram avós maternos de uma criança batizada no Saí em 18/JUN/1928 e cujos avós paternos eram Francisco Gonçalves Barros e Maria da Graça, então já falecidos.

Em 21/JUN/1928 compareceu no cartório do Saí Manoel Borges Pinto, com testemunhas, e declarou que em 15/JUL/1903, às 20:00, nasceu em sua casa um menino que foi batizado com o nome Francisco Gregório de Oliveira, não tendo outros irmãos do mesmo nome e filho legítimo de João Gregório de Oliveira, já falecido, e de Anna Ferreira do Valle, e sendo os avós paternos Gregorio de Oliveira e Anna Joaquina de Jesus e maternos Domingos de Oliveira Borges e Marianna Ferreira do Valle, ambos já falecidos então.

Em Curitiba foram sepultados os corpos de Afonso Siedschlag (06/AGO/1915-18/OUT/1993) e Noely Siedschlag Cotrim (23/JAN/1938-08/AGO/1993). Cotrim é um sobrenome de origem inglesa. Provém de Jaime Coteral, que em 1387 acompanhou a rainha Dona Felipa de Alencastro, esposa do rei português Dom João I.

Arno F. de Castilho, de Blumenau-SC, filho de Erna nascida Büttner e Oscar de Castilho, casou em 22/DEZ/1934 em igreja luterana de Curitiba com Regina Müller-Weiss, filha de Emma nascida Müller e Guilherme Weiss.

De sobrenome Klug há pelo menos um dentista em Curitiba e em Piraquara, na região metropolitana da capital paranaense, Crismery Klug é implantodontista e clínica geral.

Uma jovem de Piçarras-SC, da religião Testemunhas de Jeová, casou com um Radun de Joinville. Ela tinha olhos claros, era magra e loira e tinha Silveira como sobrenome antes de casar. Em Curitiba encontrei o registro de casamento de Wilhelm Radun com Wilhelmine Freundel, ocorrido na igreja luterana em 1907.

  Conclusão:

    Não há motivos para ter orgulho ou vergonha de meus antepassados. Provavelmente cerca de 50% da moralidade mas também da estupidez e da maldade presente em membros de minha família nas últimas 8 gerações deve-se ao catolicismo romano. Aproximadamente 20% das características positivas e negativas de muitos deles se deve provavelmente a outros fatores condicionantes de Portugal como a mentalidade com ranços feudais, o isolamento dos Açores e o vulcanismo naquele arquipélago, a situação dos açorianos e seus descendentes em Santa Catarina e a inclinação portuguesa de misturar-se facilmente. Temperamentos, acontecimentos familiares como orfandade, competição e número de irmãos, a moral protestante, ciclos pouco estudados cientificamente ligados a épocas do ano e fases dos séculos, vizinhos, vidas passadas, alguns resquícios de certos aspectos da mentalidade judaica, intrigas típicas do povo de cidades pequenas, sincretismo religioso brasileiro, situação político-econômica e mal-entendidos devem explicar boa parte das características de personalidade das pessoas aqui mencionadas. A princípio então parece sobrar muito pouco para o DNA...  Mas a semelhança física entre familiares e parentes pode induzir a uma certa imitação de traços de personalidade e/ou a que exista mais afinidade entre estas pessoas próximas. E é possível que mesmo diferenças pequenas de DNA acarretem conseqüências notáveis, embora não tão fortes nem tão definitivas quanto quiseram certos materialistas.

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  Fontes de Informações: - Falta acrescentar cerca de 5 fontes (inclusive História das Mulheres no Brasil, do Paço da Liberdade) e arrumar o seguinte:

·  Familiares e parentes;

- Enc. Larousse Cultural – 1993;

- Nova Enc. de Biografias – Planalto Editorial Ltda. – Nova Friburgo-RJ – 1985;

- Dicionário Lello – Portugal.

·  Dicionário das Famílias Brasileiras – Carlos E. de Almeida Barata e Antônio Henrique da Cunha Bueno – Proj. Cultural e coord. Geral Ibero-America;

- Terceiro vol. de “Famílias brasileiras de origem germânica” – publicação conjunta do Instituto Genealógico Brasileiro e do Inst. Hans Staden – S. Paulo, 1964;

- ATTALI, Jacques – Os judeus, o dinheiro e o mundo – S. Paulo: Futura, 2003;

- Tributações do povo de Israel – USP – dissertação de Marcelo Meira Amaral Bogaciovas – SP: 2006, orient. da prof. Dra. Anita Novinsky;

·  Instituto Histórico e Geográfico do Paraná;

- Círculo de estudos bandeirantes (núcleo da PUC/PR).

CARNEIRO, Edison – Ladinos e crioulos (Estudos sobre o negro no Brasil) – Rio de Janeiro: Ed. Civilização Brasileira S. A., 1964.

·  Amigos e diversos conhecidos da região Nordeste de Santa Catarina e da região metropolitana de Curitiba-PR;

MAISEL, Albert Q. – Eles escolheram a América – Rio de Janeiro: Record, 1965 – tradução de E. Jacy Monteiro.

- MEIRA, Jorge de Paiva – Dados genealógicos dos descendentes de Bartholomeu de Paiva – pesquisa de 1967 a 1977;

·  Museu Histórico de São Francisco do Sul-SC;

·  Arquivo Histórico de Joinville-SC;

·  Cartório Ieda de Menezes, em Joinville-SC;

·  Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil – em Curitiba e Joinville;

·  Arquivo Público de Santa Catarina, em Florianópolis-SC;

- Famílias do Brasil – primeiro volume – SP: Anchieta, 1949.

·  “História de São Francisco do Sul”, de Carlos da Costa Pereira;

·  Os 3 cemitérios israelitas de Curitiba-PR;

- Cemitério público do bairro Umbará em Curitiba;

- Cemitérios municipais de Curitiba, principalmente o Central (São Vicente de Paula) e o do bairro Água Verde;

·  Cartório de registro civil de S. Francisco do Sul-SC;

·  Cemitério da Vila da Glória, na parte continental de São Francisco do Sul-SC;

·  Em Joinville-SC os cemitérios Municipal e um do bairro Iririú;

·  Livro “Raças da Europa”, de Carletoon S. Coon,

CORRÊA, Benedicto de Assis – Memorial de família – Paraná, s. d.

·  Introdução à Antropologia - Bastos Ávila;

SZKURNIK, Selma Rosenzweig & Virgílio Moretzsohn – Rua Nova 19 – Rio de Janeiro: Papel Virtual, 2000;

- História das Américas – publicado sob a direção geral de Ricardo Lavena – Ed. Brasileira dirig. por Pedro Calmon – vol. II – Os aborígines da América do Sul – Fernando Márquez Miranda – RJ/SP/PA – W. M. Jackson, Inc., 1945.

- DINES, Alberto – O baú de Abravanel – uma crônica de 7 séculos – SP: Cia. das Letras, 1990.

______________ - Vínculos do fogo -

- OMEGNA, Nelson - Diabolização dos judeus – martírio e presença dos sefardins no Brasil Colonial – Rio de Janeiro/ S. Paulo: Distribuidora Record, 1969

- História Universal dos judeus – da gênese ao fim do século XX – sob a direção de Elie Barnavie – cartografia de Michel Opatowski;

·  Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias – microfilmes diversos; - * faltando consultar um sobre óbitos em Araquari na segunda metade do séc. 19;

·  Cúria da Igreja Católica Romana em Joinville-SC e Catedral católica em Curitiba-PR;

- TAPAJÓS, Hugo – Genealogia da família Tapajós – SP, 1972.

·  Do genealogista Antônio Roberto Nascimento principalmente livro “Os Oliveira Cercal” (inédito), livro “Os Fernandes Dias” (inédito), livro “Os Carvalho Bueno” (com a colaboração de Joaquim Bravo Caldeira); informações no site SC-GEN do Yahoo; informações orais e o artigo “A descendência de um pirata”, in “Blumenau em Cadernos” tomo XXXVI, dezembro de 1993, número 12, p. 339;

·  FERRAZ, João Machado - Os primeiros gaúchos da América Portuguesa – s. d.;

·  livros “Setecentos Pomeranos” e “Mil Pomeranos”, ambos de Olavo Raul Quandt (Biblioteca Munic. de Joinville-SC);

·  diversas mensagens de genealogistas do site SC_GEN, do Yahoo e Mutirão genealógico feito por Telmo José Tomio, Anete Amorim Pezzini e outros;

·  genealogistas Geraldo Figueredo e Hilton de Borba;

·  Alguns sites da Internet, principalmente textos de Ricardo Costa Oliveira, Norberto Ungaretti e Jair Paulo da Silva;

·  Alguns livros de genealogia sobre bandeirantes vicentistas;

ROCHA, Helio Olympio da/ Marialba Rocha Gaspar Imaguire e Luiz Olivier César Scheffer – História de alguns ramos das famílias Rocha, Têtu, Carvalho, Barbosa e Ferreira no estado do Paraná – Curitiba – primeira impressão, 2013.

SALVADOR, José Gonçalves – Os Cristãos-novos e o comércio no Atlântico meridional – São Paulo: Pioneira, INL, 1978

_________________________ - Os cristãos-novos: povoamento e conquista do solo brasileiro – 1530-1680 – S. Paulo: Pioneira/ EDUSP, 1976

- Um livro sobre a colonização portuguesa no Brasil – Farol do Saber Gibran Khalil Gibran – Curitiba-PR.



- 1 livro sobre ciganos e escravidão no Brasil – BPP, “Brumas da História”.


 


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