Curitiba – Paraná sumário 1- sobre a Interpretação



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(com adaptações).
56) A argumentação do texto leva a inferir que aquilo que se encontrará na “seção de História da biblioteca mais próxima” (penúltima linha) serão razões políticas a favor do desarmamento da população.


Texto 15
A polêmica sobre o porte de armas pela população não tem consenso nem mesmo dentro da esfera jurídica, na qual há vários entendimentos como: “o cidadão tem direito a reagir em legítima defesa e não pode ter cerceado seu acesso aos instrumentos de defesa”, ou “a utilização da força é direito exclusivo do Estado ”ou“ o armamento da população mostra que o Estado é incapaz de garantir a segurança pública”.

Independente de quão caloroso seja o debate, as estatísticas estão corretas: mais armas potencializam a ocorrência de crimes, sobretudo em um ambiente em que essas sejam obtidas por meios clandestinos. A partir daí, qualquer fato corriqueiro pode tornar-se letal. O porte de arma pelo cidadão pode dar uma falsa sensação de segurança, mas na realidade é o caminho mais curto para os registros de assaltos com morte de seu portador. Internet:.


A respeito do texto, julgue os itens a seguir:
57) A retirada da expressão “nem mesmo” (linha.2) preservaria a coerência e a correção gramatical do texto, mas enfraqueceria o argumento que mostra a fragilidade do consenso.
58) De acordo com o desenvolvimento das idéias no texto, o advérbio “daí” (linha.14) marca o momento do debate.
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Texto 15

A força da História

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A História caprichosamente ofereceu aos brasileiros um símbolo de forte densidade, o de Tiradentes, para concretizar o mito do herói nacional. O lado generoso do chefe da rebelião anticolonial vem do transbordamento de seus objetivos, no sentido de tornar coletiva a aspiração de ruptura e de liberdade. Não apenas um ato de particular conveniência no mundo das relações humanas, mas uma articulação de vulto nacional.

Enquanto os ativistas da Inconfidência (Tiradentes o maior e o mais lúcido de todos) e os ideólogos lidavam com categorias universais, que pressupunham os interesses da coletividade brasileira, outros aderentes circunstanciais, os magnatas e os devedores da fazenda Real, ingressaram no processo de luta a fim de resguardar vantagens particulares.

Com efeito, a figura de Tiradentes implanta, na memória e no coração da nacionalidade, o sentimento de poder e de grandeza que torna cada um de nós um íntimo dos seres sobrenaturais, um parceiro dos deuses. (Fábio Lucas, Luzes e trevas – Minas Gerais no século XVIII,)


.

  Julgue os itens a seguir.



59) O primeiro período sintático do texto constitui a frase-núcleo, a idéia central a ser desenvolvida no restante do texto.

60) O primeiro período sintático do texto admite a seguinte paráfrase: Ao concretizar o mito do herói nacional, Tiradentes ofereceu à História e aos brasileiros um símbolo de forte densidade.

61) As seguintes expressões do texto têm “Tiradentes” como referente: “herói nacional” (§ 1º), “chefe da rebelião anticolonial” (§ 1º), “vulto nacional” (§ 1º) e “ativistas da Inconfidência” (§ 2º).

62) As idéias de “coletiva a aspiração de ruptura e de liberdade” (§ 1º), “articulação de vulto nacional” (§ 1º), “categorias universais” (§ 2º) e “interesses da coletividade brasileira” (§ 2º) desenvolvem e explicam a idéia de “transbordamento de seus objetivos” (§ 1º).


63) O segundo parágrafo estrutura-se sobre uma oposição: ativistas e ideólogos versus magnatas e devedores, correspondendo, respectivamente, a “interesses da coletividade” e “vantagens particulares”.
Texto 17
O que incomoda o terror
O verdadeiro alvo visado pelos terroristas que atacaram Nova York e Washington não foram as torres gêmeas do sul de Manhattan nem o edifício do Pentágono. O atentado foi cometido contra um sistema social e econômico que, mesmo longe da perfeição, é o mais justo e livre que a humanidade conseguiu fazer funcionar ininterruptamente até hoje.

Não foi um ataque de Davi contra Golias. Nem um grito dos excluídos do Terceiro Mundo que, de modo trágico mas efetivo, se fez ouvir no império. Foi uma agressão perpetrada contra os mais caros e mais frágeis valores ocidentais: a democracia e a economia de mercado.

O que realmente incomoda a ponto de provocar a exasperação dos fundamentalistas, apontados como os principais suspeitos da autoria dos atentados, não é a arrogância americana ou seu apoio ao Estado de Israel. O que os radicais não toleram, mais que tudo, é a modernidade. É a existência de uma sociedade em que os justos podem viver sem ser incomodados e os pobres têm possibilidades reais de atingira prosperidade com o fruto de seu trabalho.

É esse o verdadeiro anátema dos terroristas que atacaram os EUA. Eles são enviados da morte, da elite teocrática, medieval, tirânica que exerce o poder absoluto em seus feudos. Para eles, a democracia é satânica. Por isso, tem de ser combatida e destruída.



Veja, 19/09/2001. p.09 (com adaptações).
Julgue os itens que se seguem, referentes ao texto:

64) O texto considera que o sistema defensivo dos EUA, apesar de estar em vigor há muitos anos, é imperfeito.

65) Segundo o texto, o ataque aos EUA teve por principais motivações fatores ideológicos e econômicos.

66) Segundo o texto, os “excluídos do Terceiro Mundo” (§ 2º) não externalizaram seu grito de revolta perante a tragédia causada pelo atentado, porque, mesmo se o tivessem feito, não seriam escutados pelos imperialistas norte-americanos.


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67) Sabendo que “Davi” e “Golias” ” (§ 2º) são personagens bíblicos que lutaram entre si, sendo pequeno o primeiro, e o segundo, um gigante, conclui-se que eles são aludidos no texto em uma referência à diferença entre o poder de um grupo terrorista e o da maior potência mundial, após a Guerra Fria.

68) Segundo o texto, a “modernidade” (§ 3º) estadunidense é um paradigma de sociedade perfeita por ser constituída pelos seguintes valores: democracia, trabalho, tranqüilidade, prosperidade e justiça.

“Quando, há cerca de cinco anos, chegou ao mercado brasileiro o primeiro modelo de carro bicombustível, que pode utilizar gasolina e álcool em qualquer proporção, ninguém apostava no seu êxito imediato e muito menos na sua permanência no mercado por muito tempo. Entretanto, a indústria automobilística brasileira atingiu a marca de 5 milhões de carros bicombustíveis —flexfuel ou simplesmente flex— vendidos. Esses veículos já respondem por 88% das vendas nacionais.

O bom momento que vive a economia nacional estimula suas vendas, mas a indiscutível preferência do consumidor pelo modelo flex tem outras razões. O álcool continua sendo mais barato do que a gasolina. A possibilidade de utilização de um ou de outro combustível, conforme sua necessidade e seu desejo, dá ao consumidor uma liberdade de escolha com que ele não contava em experiências anteriores de uso do álcool como combustível automotivo.O Estado de S.Paulo, 16/3/2008.
69) Infere-se das informações do texto que o álcool nem sempre foi mais barato que a gasolina.

70) O termo “suas” refere-se ao antecedente “vendas nacionais”.

71) No trecho “O bom momento que vive a economia nacional estimula suas vendas”, o sujeito das formas verbais “vive” e “estimula” é o mesmo.

72) A substituição de “com que” por “com a qual” prejudica a correção gramatical do período.
8- GABARITO

1-C 2-E 3-E 4-C 5-C 6-E

7-E 8-E 9-E 10-E 11-C 12- E

13-C 14-C 15-E 16-E 17-C 18-C

19-E 20-C 21-C 22-E 23-C 24-C

25-E 26-E 27-E 28-C 29-E 30-C

31-E 32-C 33-E 34-C 35-C 36-C

37-C 38-C 39-C 40-C 41-E 42-E

43-E 44-C 45-C 46-C 47-E 48-E

49-C 50-C 52-E 53-E 54-C 55-C

56-E 57-C 58-E 59-C 60-E 61-E

62-C 63-C 64-E 65-C 66-E 67-C

68-E 69-E 70-E 71-E 72-E


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Planeta dos orangotangos

Josias de Souza, Folha de São Paulo


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Ao lançar, no século passado, a teoria de que o homem e macaco têm um ancestral comum, Charles Darwin incendiou o debate científico. Sua tese, hoje largamente aceita, era revolucionária à época.

Preocupada em preservar a integridade do livro do Gênesis, a Igreja foi a primeira a dar pulos. Não foi a única. Cientistas conservadores recusavam-se a admitir que, tão evoluída, a espécie humana pudesse ter ascendentes animais.

Pois o fenômeno da prostituição infantil, em voga no Brasil da virada do século, demonstra que, no terreno do sexo, o homem pode ser menos racional do que o macaco. Normalmente, costuma-se enxergar o balcão do sexo infantil pelo lado da oferta. Proponho, a título de reflexão, um enfoque distinto. Por que não olhá-lo pelo lado da procura?

O mercado de meninas prostitutas só existe porque há, entre nós, homens capazes de violar corpos impúberes. Pior: há casos em que o descaminho sexual das meninas começa em casa, com um estupro do próprio pai.

Ouça-se o que tem a dizer a esse respeito o brasileiro naturalizado Raul Gonzales Acosta, presidente da Sociedade de Zoológicos do Brasil: “Em termos sexuais, os animais são bem mais evoluídos do que o homem”.

Segundo Acosta, também diretor do Zoológico de Brasília, não há estupros entre animais: “Os machos só têm relações com as fêmeas quando são aceitos por elas”, afirma, em português mexicanizado. Ainda segundo Acosta, as fêmeas só se acasalam depois que adquirem a maturidade sexual, representada pelo primeiro cio. Outro detalhe: fora do cativeiro, em seu ambiente natural, um bicho não cruza com sua cria.

A antropóloga americana Helen Fisher é autora de um livro que traça paralelos entre o comportamento sexual dos homens e dos animais. Em “Anatomia do Amor” ela conclui que, no geral, os humanos têm comportamento sexual semelhante ao dos bichos. Nem sempre, nem sempre.

O comércio de vaginas infantis no Brasil espalha pelas calçadas do país milhares de provas ambulantes de que a irracionalidade do homem não encontra paralelos nem mesmo entre os animais. Os verdadeiros orangotangos somos nós.


Julgue os itens a seguir (certo ou errado).


73) É correto concluir do texto que:

a) a prostituição infantil traz marcas que não são detectáveis entre os animais.

b) o autor reflete as similaridades do comportamento sexual do humano e do comportamento dos animais.

c) ao se referir ao sexo, o homem é mais evoluído do que o animal.

d) o autor evidencia traços que indicam um comportamento humano que não possui semelhanças nem com os próprios animais.

e) o fenômeno da prostituição infantil é um sinal da irracionalidade humana.


74) As citações do diretor do Zoológico de Brasília e da antropóloga americana contêm uma relação que:

a) mostra conteúdos parecidos em relação ao comportamento dos animais.

b) enfoca traços díspares da sexualidade animal.

c) pretende uniformizar o comportamento sexual dos animais.

d) evidencia afirmações que se opõem.

e) analisa o comportamento sexual dos animais.


75) Mantendo o sentido global do texto, julgue as alternativas quanto à correlação coesa e coerente com o trecho abaixo.

Os verdadeiros orangotangos somos nós, porque, por contradizermos nossa própria qualificação de seres racionais,

a) ainda nossos instintos se traduzem em atitudes muito aquém de uma convivência harmônica.

b) atitudes humanas relacionadas com o sexo mostram-se tão equilibradas quanto as dos animais.

c) não avançamos em direção a atitudes que ampliam uma convivência mais sadia.

d) o homem exerce a primazia entre os animais, os quais não desenvolveram o conceito de repressão, condição sine qua non para o avanço da civilização.

e) temos atitudes depreciativas incomparáveis até aos animais.


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76) Julgue as alternativas quanto aos trechos substituídos.

a) “...a teoria de que o homem e o macaco têm um ancestral comum...” (sejam contemporâneos)

b) “...a espécie humana pudesse ter ascendentes animais...” (vínculos biológicos com seres animais)

c) “...o fenômeno da prostituição infantil, em voga no Brasil...” (moda)

d) “...Proponho, a título de reflexão, um enfoque distinto...” (olhar que difira)

e) “...porque há, entre nós, homens capazes de violar corpos impúberes...” (pudicos)


77) É correto afirmar que:

a) o autor utiliza fatos históricos para formar sua argumentação.

b) a conclusão se remete, mesmo que indiretamente, a temas desenvolvidos anteriormente, como: tese de Darwin, prostituição infantil e comportamento sexual do humano.

c) o uso de citações de outros autores sustenta, em parte, a tese defendida no texto.

d) o autor usa-se da Igreja e cientistas conservadores para aproximar o comportamento sexual do homem e do animal.

e) ao citar a antropóloga americana, Helen Fisher, o autor tenta reforçar ainda mais seu argumento quanto à sexualidade de homens e de animais, por ambos seguirem o mesmo raciocínio.


78) Observe os trechos destacados e julgue a classificação.

a) Preocupada em preservar a integridade do livro do Gênesis, a Igreja foi a primeira a dar pulos.

(idéia de conseqüência)
b)...as fêmeas só se acasalam depois que adquirem a maturidade sexual. (idéia de tempo)
c) Os machos só têm relações com as fêmeas quando são aceitos por elas. (idéia de condição)
d) Sua tese, hoje largamente aceita, era revolucionária à época. (idéia de modo)
e) O mercado de meninas prostitutas só existe porque há, entre nós, homens capazes de violar corpos impúberes. (idéia de causa)

Gabarito “Planeta dos orangotangos”

73)


a- correta

b- errada

c- errada

d- correta

e- correta

74)


a- errada

b- correta

c- errada

d- correta

e- correta

75)


a- correta

b- errada

c- correta

d- errada

e- correta

76)


a- errada

b- correta

c- correta

d- errada

e- errada

77)


a- correta

b- correta

c- correta

d- errada

e- errada

78)


a- errada

b- correta

c- errada

d- correta



e- correta

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9- glossário
Anáfora - indica regressão, relação de referência textual a um item já ocorrido (José saiu e ele só voltará amanhã).

Catáfora - indica a seqüência no texto, uma referência que se projeta (O problema era este: a dependência tecnológica).

Coerência - relaciona-se com a organização mais global do texto e envolve os elementos lógicos, cognitivos (ligados à memória, ao conhecimento compartilhado) e pragmáticos (relacionados ao uso, ao contexto).

Coesão - relaciona-se com a organização superficial do texto e visa estabelecer, com adequação ao contexto, as relações sintáticas e semânticas.

Discurso - como bem define Mattoso Camara, é “a atividade lingüística nas múltiplas e infindáveis ocorrências da vida do indivíduo”.

Enunciado - possui ampla possibilidade de classificação, entre as mais comuns temos: proposição; elocução; discurso; resultado da produção discursiva, levando-se em conta o contexto em que ocorreu; frase, sentença (Aurélio).

Etimologia - estuda a origem e evolução da palavra.

Fonema - menor unidade fonética de uma língua (/p/; /b/).

Homônimos - são palavras que apresentam som e/ou grafia semelhantes (celas/sela, cozer/coser).

Inferência - informação implícita que o leitor acaba deduzindo a partir da frase e do contexto. É o ato de “preencher” lacunas, já que a informação está parcialmente construída.

Lexema - corresponde à parte do radical dos vocábulos; com as combinações que uma língua cria, forma-se o léxico.

Morfema - elemento gramatical que se une a um semantema (o “s” para indicar o plural; o sse para indicar tempo/modo).

Morfossintaxe - classificação que se refere aos elementos morfológicos aplicados a uma frase, criando relações de coordenação e subordinação, ou seja, adquirindo valores sintáticos e contextuais.

Operador (lógico) ou elemento seqüencializador - palavras e expressões que orientam o sentido do texto, correlacionam as idéias e fazem progredir o assunto; os mais comuns são as conjunções.

Paráfrase - produção de uma frase ou de um texto mediante o uso de outro; apesar das diferenças entre o texto original e a paráfrase, guardam ambos identificação no sentido, ou seja, alteram-se as formas do dizer, mas se mantém o que é dito.

Paralelismo sintático - recurso de coesão textual, que busca, pela repetição de determinada estrutura, dar exatidão na forma de progredir e relacionar, principalmente nas coordenações e enumerações.

Parônimos - são palavras que têm grafia ou som parecidos (ratificar/retificar, aferir/auferir).

Perífrase - é a substituição de uma palavra por duas ou mais (em vez de ladrão, usa-se a perífrase amigo do alheio).

Resumo - há três procedimentos básicos para reduzir a informação semântica de um texto, ou seja, a generalização (Ele tem febre > Ele está doente); a supressão de informações secundárias (Ele comprou uma camisa amarela > Ele comprou uma camisa); e a integração das informações (Ele levantou paredes, pôs janela, cobriu > Ele construiu uma casa).

Semântica - estuda o significado das palavras.

Sentido conotativo (conotação) - sentido figurado, não estabelecido, contextualmente construído. Ex.: Ela é uma geladeira.

Sentido denotativo (denotação) - sentido literal, convencionado, consagrado em dicionário. Ex.: Comprou uma geladeira.

Sintagmas - aplica-se à combinação de formas em que se tem um elo de subordinação, dependência.

Termo – na gramática designa o constituinte de uma oração, ou seja, envolve a noção de sintaxe e a classificação com base na função (termos essenciais, integrantes e acidentais).

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