Curso básico para dirigentes de aventureiros curso de 10 horas



Baixar 0.55 Mb.
Página2/9
Encontro29.07.2016
Tamanho0.55 Mb.
1   2   3   4   5   6   7   8   9

O organograma da organização mundial é assim representado em ordem decrescente de importância:

Aventureiros do Clube


Conselheiros e Instrutores

Diretores Associados, Secretário, Capelão e Tesoureiro

Diretor do Clube

Comissão da Igreja Local

Coordenador de Área

Diretor de Aventureiros da Associação/Missão

Diretor de Aventureiros da União

Diretor de Aventureiros da Divisão


Diretor de Aventureiros da Associação Geral



Comunidade:

É norma da Igreja Adventista do Sétimo Dia aceitar toda e qualquer criança em quaisquer atividades, programas, privilégios e direitos patrocinados e oferecidos pela Igreja, independente de raça, sexo, religião ou inaptidão.

Manual para o Instrutor dos Aventureiros:
Manual do Clube de Aventureiros

Manual de Especialidades

Como ensinar as Classes de Aventureiros

Requisitos das Classes

Caderno de Atividades das Classes

Novo Manual do Clube de Aventureiros



SEGUNDA SEÇÃO - COMO COMPREENDER OS AVENTUREIROS (60 MIN.)
Propósito: Ajudar os pais a enfrentar o desafio de conduzir as crianças a Cristo.
Objetivo: Reconhecer as necessidades do desenvolvimento dos Aventureiros e aprender como atendê-las adequadamente.
Explicação: É necessário que os participantes compreendam e analisem o seguinte:
Características do desenvolvimento do Aventureiro

Deveria ser dada atenção especial às diferentes necessidades que surgem por motivo de:

Características físicas

Características mentais

Características sócio-emocionais

Características espirituais

Efeitos de pertencer ao grupo

Princípios para uma disciplina apropriada no Clube

Disciplina X Castigo

Segurança e seu Clube

Abuso infantil

Abuso sexual

O aventureiro como uma pessoa única e especial
CARACTERÍSTICAS DOS AVENTUREIROS
Todas as crianças têm certas necessidades básicas e também têm outras necessidades próprias da idade e de seu estágio de desenvolvimento.

As necessidades básicas das crianças são:




  1. FÍSICAS

Alimento

Agasalho


Moradia


  1. MENTAIS

Poder para fazer escolhas e seguir planos


  1. SÓCIO – EMOCIONAIS

Sentir que pertence a uma família/grupo

Aprovação e reconhecimento

Demonstrações de amor incondicional e aceitação

Liberdade, dentro de limites definidos




  1. ESPIRITUAIS

Um Deus onisciente, amoroso e zeloso

Perdão para os erros e uma chance de recomeçar

Certeza da aceitação de Cristo

Experimentar a oração e obter respostas



Uma chance para crescer na graça e no conhecimento de Deus.
Os aventureiros apresentam as seguintes características típicas:
FÍSICAS

  • Apresentam boa coordenação muscular e equilíbrio.

  • Comportam-se de maneira agitada e querem chamar a atenção para si.

  • Aprendem a coordenar olhos e mãos através de habilidades musculares bastante específicas.

  • Praticam com entusiasmo, para aprender novas habilidades.

  • Sofrem de um pouco de hipermetropia até os oito anos de idade aproximadamente.

  • São bons cantores.


MENTAIS

  • Gostam de mostrar sua recém-adquirida habilidade de leitura. Porém, muitas crianças até os nove anos precisam de ajuda para encontrar e ler textos de Bíblia.

  • São pensadores concretos; precisam de gravuras e objetos que auxiliem sua compreensão.

  • Estão aprendendo a fazer distinção entre fato e fantasia.

  • São curiosos e observadores. Fazem sempre muitas perguntas.

  • Aprendem melhor com a utilização das mãos e objetos concretos.

  • São capazes de manter o interesse e a concentração durante um período mais prolongado.

  • Aplicam o simples e o lógico às situações práticas.

  • Memorizam com facilidade.

  • Demonstram interesse pelo “longínquo” e pelo “há muito tempo atrás...”

  • Têm compreensão limitada de tempo e seqüência histórica.

  • Sentem-se fortemente compromissados com o que é certo; querem que aqueles que quebram as regras, sejam punidos.

  • Gostam de discutir sobre experiências e novas idéias.

  • Apreciam histórias.

  • Gostam de usar palavras nova

  • EMOCIONAIS

  • Apreciam a variação, dentro de uma rotina mais ou menos estável: uma mudança brusca de programa pode prejudicar, até mesmo deprimir, os aventureiros mais novos.

  • Estão aprendendo a controlar emoções negativas, expressando-as de formas socialmente aceitáveis.

  • Precisam do exemplo de domínio próprio dos adultos.

  • Temem a morte e o divórcio.

  • São motivados pelo reconhecimento.


SOCIAIS/RELACIONAIS

  • Gostam de jogos em grupo, projetos, concursos, e atividades.

  • São naturalmente “chamativos” e enérgicos.

  • Gostam dos adultos e anseiam relacionar-se com eles, inclusive ajudando.

  • Desejam fazer amigos, especialmente ter “melhores amigos”, dentre seus colegas.

  • Podem ser um pouco “legalistas”, querendo conhecer as regras e aplicando-as às outras pessoas.

  • Querem fazer parte de clubes e grupos; a família e a igreja são importantes para eles.


ESPIRITUAIS

  • Compreendem alguns simbolismos religiosos mais simples.

  • Têm interesse em Deus.

  • Acreditam no que a Igreja ensina.

  • Querem que lhes seja dito em que devem acreditar.

  • Têm compreensão suficiente do pecado e da salvação para escolher a Jesus como Salvador e melhor Amigo.

  • Desejam agradar a Deus.

  • Fazem da oração parte de sua vida diária, se incentivados.

  • Aceitam a responsabilidade de serem mordomos fiéis, se for dada a oportunidade.

  • Imitam exemplos do viver cristão.


NECESSIDADES DE DESENVOLVIMENTO

Além das necessidades básicas, os aventureiros têm necessidade de:



  • Desenvolver senso de responsabilidade.

  • Desenvolver senso de compromisso e realização.

  • Elevar a auto-estima.

  • Equilibrar a liberdade pessoal com os limites impostos pelos pais.


NECESSIDADES ESPIRITUAIS

  • Saber que Deus os ama e Se preocupa com eles.

  • Desenvolver um relacionamento pessoal com Jesus, e vê-Lo como um Amigo.

  • Usar o livre acesso a Deus – a oração.

  • Experimentar o perdão e a misericórdia.

  • Segurança quanto à aceitação de Deus – sem isto, experimentarão o medo e a culpa.

  • Conhecer a Lei de Deus. Eles a aplicarão como um padrão de vida.

  • Oferecer perdão e misericórdia àqueles que fizeram mal a eles.




  1. ESTILOS DE APRENDIZAGEM

Cada pessoa tem seu próprio estilo de aprendizagem – sua forma preferida de lidar com idéias e situações do dia-a-dia. A Igreja Adventista do Sétimo Dia tem admitido quatro tipos básicos ao planejar atividades para as crianças e adolescentes.




  1. APRENDIZ INOVADOR

Aprende ouvindo e observando. Quer razões para aprender.

Pontos Fortes: Habilidade Imaginativa. Compreende as pessoas. Reconhece os problemas. Troca idéias. Essas pessoas são a consciência do grupo – os profetas. Normalmente, preocupam-se com o relacionamento entre as pessoas. Não deixam a sala ou a reunião por temerem ferir os sentimentos de alguém.

Debilidades: Preferem observar, darão um toque criativo aos projetos do grupo e guardam a informação. Com freqüência não tomam decisões. Podem ficar paralisados pelas alternativas. Algumas vezes deixam de reconhecer os problemas e as oportunidades.

Necessidades: Oportunidades; Atmosfera calorosa e amiga; Professores que lhes dêem ouvidos; Momentos para ouvir e para partilhar; Oportunidades para expressar a criatividade.

Pergunta: Por que necessito aprender isto?

Aprecia: Atividades no grupo pequeno; Mímica e encenação; Projetos artísticos; Relacionar a bíblia aos sentimentos.

Não aprecia: Testes com tempo marcado; Debates; Atribuições realizadas com pressa; Saber apenas por saber.

  1. APRENDIZ ANALÍTICO

As pessoas com esse estilo preferem aprender por meio de conceituações abstratas. Normalmente são pensadores, lógicos e organizados.

Pontos fortes: Bons para planejar, criar modelos, definir problemas, desenvolver teorias, lembrar fatos. Apreciam raciocinar de forma indutiva.

Debilidades: Podem se envolver tanto no pensamento abstrato que deixam de fazer aplicações práticas satisfatórias. Quando têm de colocar as lajotas no piso, por exemplo, irão ler livros, estudar a respeito de como fixá-las e nunca irão de fato assentar o piso.

Necessidades: Informação confiável; Tempo para comparar e analisar as idéias; Tempo para pensar; Aprendizagem na seqüência lógica

Pergunta: O que necessito saber?

Aprecia: Ensino tradicional; Palestras bem organizadas; Demonstrações; Oportunidades para fazer pesquisa; Questões que provoquem o pensamento

Não aprecia: Encenar; Projetos de grupo; Projetos práticos; Relatórios orais dos estudantes; Professores que não se atêm à tarefa.

  1. APRENDIZ SENSO COMUM

Pontos fortes: resolução de problemas, tomada de decisão, raciocínio dedutivo, definição de problemas e aplicação de novas idéias a novas situações.

Debilidades: Pode ser que resolvam os problemas errados, tomem decisões apressadas, tenham falta de enfoque, não testem as idéias, pensamentos vagos.

Necessidade: Muita aprendizagem prática; Oportunidade de praticar o que aprendeu; Iniciar a classe na hora; Oportunidade de partilhar as descobertas.

Pergunta: Como isso funciona?

Aprecia: Imaginar sem que lhe seja dada a resposta; Problemas e experiências; Debates; Organismos independentes; Aplicar a Bíblia à vida real.

Não aprecia: Professores que não vão ao ponto; Decorar; Atribuições longas de estudo; Trabalho em grupo.

  1. APRENDIZ DINÂMICO


Pontos fortes: Essas pessoas são pautadas pelos resultados. Apreciam ver o trabalho feito. Assumem a liderança e têm facilidade para explicar os regulamentos; grandes vendedores. Assumem risco. Se tiverem de colocar lajotas no piso, preferem aprender como fazê-lo e iniciar imediatamente esse trabalho. (Talvez tenham de refazer o trabalho por falta do devido planejamento antes de iniciar.)

Debilidades: melhorias triviais, atividades inexpressivas. Iniciam muitas atividades ao mesmo tempo mas não as concluem a tempo. Não são práticos no planejamento e nem sempre são pautados pelo alvo.

Necessidades: Aprendizagem que envolva os sentidos; Oportunidade de expandir o que aprenderam; Flexibilidade nas situações de aprendizagem; Professores compreensivos e pacientes; Expressão das próprias idéias (individualismo).

Pergunta: O que aconteceria se ...?

Aprecia: Dramatização; Alta energia; Estudo de casos; Oportunidade de ser único e criativo; Opções.

Não aprecia: Lugar designado; Rotina; Professores tradicionais; Atividades feitas com pressa; Atribuições monótonas e previsíveis.


  1. DISCIPLINA

Disciplina é um processo educacional pelo qual um indivíduo aprende qual o comportamento não aceitável, e porque não o é.

Uma das lições mais importantes que as crianças precisam aprender é a da autoconfiança e do autodomínio. Os métodos de disciplina utilizados no programa de aventureiros irão determinar quão efetivamente essa lição pode ser ensinada às crianças. Um educador disciplina uma criança para ajudá-la a melhorar seu comportamento ou atitude de modo que ela não precise depender da disciplina do professor.
Há uma diferença enorme entre disciplina e punição. Um bom educador estará constantemente disciplinando (ensinando) as crianças pelas quais ele é responsável, mas não usará a punição no programa dos aventureiros. A punição sugere ferir alguém seja física ou emocionalmente, ou vingar-se de alguém. Educadores punem crianças na tentativa de evitar a repetição de ações indesejáveis ou de fazê-las cumprir as regras que foram estabelecidas. Mas a punção apenas assusta as crianças ou as força a cumprirem algo, e nada tem a ver com efetivamente ensiná-las a como governar seus próprios atos quando a ameaça de punição é removida. Usualmente funciona apenas por pouco tempo, e é desagradável tanto para o professor como para o aluno.
Geralmente um educador pune para satisfazer sua própria raiva. É muito importante perceber que jamais pode se fazer uma disciplina efetiva baseada na ira. A ira leva o educador a dizer coisas que destroem a autoconfiança da criança. Um exemplo é: “Você não pode fazer nada certo?” Ou o educador faz coisas que destroem a auto-estima, tais como magoá-lo ou isolá-lo e dizer às outras crianças que ele foi uma criança desobediente.
Ações como estas não ensinam à criança o autocontrole e domínio próprio. Elas o ensinam:


  • Que ela não é uma pessoa muito boa;

  • Que se você é maior, tem o direito de dizer ou fazer coisas que os ferem;

  • A cultivar sentimentos de ódio contra o professor;

  • A planejar maneiras de vingança;

A punição injusta desperta na criança sentimentos de ira, ódio, humilhação, desrespeito, frustração. É assim que queremos que uma criança se sinta? Queremos desenvolver tais sentimentos no caráter da criança? A disciplina efetiva, por outro lado, ensina a criança como manter seus atos sob controle.


A seguir, há nove princípios que devem ser lembrados ao corrigir uma criança. Como só o discipulado é a meta da disciplina, quais são algumas constantes que nós como adultos podemos incorporar?


  1. Não ser extravagante ou caprichoso. Há duas áreas principais contra as quais se deve guardar. Uma,

são as regras que você faz. Há muitas coisas que são erradas ou perigosas, e que você precisa negar a uma criança. É difícil agir positivamente. Sempre que uma criança peça alguma coisa, tente na sua resposta inicial dizer sim. Apenas diga não se você tiver que dizer.

A outra área tem a ver com a consistência. A capacidade de ser consistente é importante e difícil ao mesmo tempo, especialmente, se você tem uma criança persistente. Diga o que você pensa, e pense no que você diz.



  1. Manter as regras num mínimo. Muitos adultos possuem três regras fáceis de serem compreendidas

para as crianças, ou seja, três regras que, se quebradas, leva-as para a disciplina. Elas são: não mentir, não desobedecer, ou faltar com o respeito. Quanto mais regras você tem, mais difícil é tanto para você como para a criança trabalhar com elas. Tanto quanto possível a você, que seu relacionamento com a criança seja baseado no positivo. As regras geralmente lidam com o que não pode ser feito.

  1. Permitir que a criança tenha a liberdade de ser honesta. Algumas crianças têm a sorte de ter pais

prontos a ouvir o lado delas da história. Quando essas crianças pensam que seus pais estão errados ou

são injustos, podem sempre ter a liberdade de falar com eles sobre isso. Enquanto as crianças agem com respeito, os pais estão prontos a ouvir.

O autor de Provérbios diz: “Responder antes de ouvir é estultícia e vergonha” (18:13). É melhor ouvir uma criança antes de aplicar a disciplina, do que depois. Agir assim poupará bastante pesar.


  1. Estar pronto a admitir que você está errado. Todos nós cometemos erros. Quando você cometer um,

admita. Você não pode enganar uma criança; ela sabe quando você está errado. Isso pode ser duro para o seu orgulho, mas vá a ela e diga: “Sinto muito; você me perdoa?”. Você não perderá o respeito de uma criança ao fazer isso, irá ganhá-lo. Sua disposição em admitir quando está errado lhe dará credibilidade no processo disciplinador.

  1. Buscar resolver o problema básico. Este é o lado reverso de viver falando não. Acredito que Paulo

tinha-o em mente ao dizer: “Pais, não provoqueis vossos filhos à ira” (Efésios 6:4).

Vamos dar um exemplo de uma criança que habitualmente chega atrasada às reuniões. Em vez de ficar repreendendo-a a cada vez que isso acontece, peça que o Senhor revele o problema básico. Você verá que se desenvolve um padrão. Ela entra na conversação dos outros. Desvia-se das pessoas ao falarem com ela. O problema principal é sua insensibilidade às pessoas. Chegar atrasada nas reuniões é um sintoma. Em vez de atacar sintomas, peça que Deus lhe dê a sabedoria de ajudá-lo com a raiz do problema.



  1. Permitir que a criança ajude a avaliar sua desobediência. Converse com ela sobre todo o problema.

Deixe-a fazer um auto-exame e apresentar a solução. Lembre-se, seu objetivo é ajudá-la a se autodisciplinar. Se ela é capaz de ser ensinada, quanto mais envolvida no processo, melhor a chance de resultado.

  1. Nunca acusar uma criança. Perguntar sempre. É difícil de se praticar isso quando você sente que

está por cima. Falando do Messias, Isaías disse: “não julgará segundo a vista dos seus olhos, nem repreenderá segundo o ouvir dos seus ouvidos” (Isaías 11:3). Geralmente os olhos e os ouvidos enganam. Se Jesus Se recusava a julgar por esses sentidos, deveríamos seguir Seu exemplo.

Por isso é melhor perguntar. Se a criança mente, ore para que o Senhor a ajude a encarar sua mentira. É melhor que a criança saiba que você confia nela, mesmo quando aquela confiança possa ser traída, do que falsamente acusá-la e assim demonstrar falta de confiança nela. Você deve ensiná-la que no final ela deve responder a Deus, que conhece e compreende o coração.



  1. Certificar-se de que você e seu staff têm o mesmo ponto de vista. A criança pode jogar um líder

contra outro, mas no mesmo grau que ela é bem sucedida nisso, se torna insegura. Junto com os demais membros da diretoria, vocês são seus exemplos de autoridade. Quando divergem em propósito, a criança se sente insegura.

Se você sente que não há unidade entre você e seu staff, suspenda o julgamento até que possa ficar sozinho e falar isso. Como Jesus disse: “Até uma cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá” (Mateus 12:25).



  1. Nunca ridicularizar ou trair uma criança. A maioria das pessoas possui um senso de auto-estima frágil. Ao ministrarmos a crianças e juvenis, precisamos construir e não destruir esse sentimento. Quando traímos, comunicamos rejeição, não correção. A correção tem o propósito de restaurar, mas o ridículo anula esse propósito.


O amor cancela muitos pecados

Se adequadamente aplicada, a disciplina pode desempenhar um papel positivo no ato de disciplinar. Quando mal empregada, pode destruir todos ou outros esforços naquela direção. Por esta razão é essencial que você seja criativo ao corrigir. Ore para que o Espírito Santo o livre da armadilha de ser negativo, punitivo ou reacionário. Todos cometem erros quando criança, e geralmente esses erros exigem uma desculpa. Felizmente, as crianças de algum modo percebem que os adultos também são falíveis. Os pais podem encontrar grande encorajamento e consolo na promessa de Pedro que “o amor cobre uma multidão de pecados” (I Pedro 4:8).

O objetivo da disciplina é treinar a criança para seu autogoverno” – Educação, 287.


  1. ESTILOS DE DISCIPLINA




  1. Disciplina Autoritária: Estabelece regras e se atém a elas. Medo, culpa e força são instrumentos

usados para manter a ordem e o respeito. A disciplina autoritária traz ordem à sala de aula, mas não garante a autodisciplina. O adulto está no comando.


  1. Disciplina Permissiva: Apela para os interesses da criança e não enfatiza a obediência. O amor e a

admiração são usados para motivar a produtividade. Ordem, obediência e autodisciplina não são altamente valorizados. A criança pode até estar no controle total da situação.


  1. Disciplina Democrática: Envolve os alunos em tomadas de decisões e em responsabilidades. Os elogios e as recompensas são os grandes motivadores da ordem e do respeito. Os alunos deverão sofre as conseqüências de suas más escolhas. O adulto em primeira instância, é o responsável.

A indisciplina é aumentada quando o líder tem as seguintes atitudes:



  • Começar a aula sem planejamento;

  • Não iniciar pontualmente;

  • Não se preparando para o assunto do dia com antecedência;

  • Demonstrando uma familiaridade excessiva com os alunos;

  • Gritando e usando formas desrespeitosas de falar em público;

  • Fazendo piadas o tempo todo;

  • Falhando em dar um modelo de disciplina.



  1. SEGURANÇA E O SEU CLUBE

Um líder de aventureiros deve estar consciente e aceitar sua responsabilidade em proteger os aventureiros sob sua proteção de todo injurio físico. Se um líder omite-se de sua responsabilidade, não poderá escapar das penalidades previstas em lei. Ao realizar atividades com os aventureiros, considere:


Local da atividade

Condições básicas

Equipamentos

Supervisão

Tipos de atividade a serem realizadas
Acidentes acontecem, aventureiros podem se machucar. Mas não deixe que isto ocorra porque você foi negligente, porque o local aparentava perigos visivelmente, ou porque o material estava desgastado, ou ainda por não haverem pessoas suficientes para supervisionarem a atividade.


  1. CRIANÇAS QUE SOFRERAM ABUSOS

O abuso de adultos contra crianças é um dos maiores problemas nos Estados Unidos nos dias de hoje. São mais de 1,5 milhão de casos registrados, anualmente, de crianças que sofreram algum tipo de abuso. A cada ano, 5000 crianças morrem nesse mesmo país, vítimas da violência de seus pais. A situação no Brasil não é muito diferente só que não mantemos estatísticas realistas.


Existem oito tipos de negligências e abuso cometidos contra uma criança. Eles são: negligência física, negligência moral, negligência médica, negligência educacional, negligência emocional, desprezo da comunidade, abuso físico e abuso sexual. Porém, os dois mais sérios e mais fáceis de serem provados, são o abuso físico e o abuso sexual.

A negligência física é difícil de ser provada, mas torna-se evidente através de desnutrição, vestimentas que não protejam o mínimo necessário para a estação e sub – condições de moradia e sobrevivência.

O abuso físico envolve violência física contra a criança de uma forma não-acidental. São exemplos: fraturas múltiplas, fraturas nos ossos mais longos, ferimentos superficiais dos tecidos, contusões e hematomas.

A definição de abuso sexual inclui tudo, desde a exposição indecente da criança, assédio com palavras obscenas, relações sexuais e estupros.

Estatísticas mostram que uma entre quatro garotas é sexualmente abusada antes dos 18 anos de idade. E que em relação aos garotos, um entre oito garotos é abusado sexualmente antes dos 18 anos de idade. Talvez, este número ainda seja baixo porque muitos casos nunca são descobertos. Em 80% dos casos, a violência é cometida por um parente, ou pessoa próxima à família e conhecida da criança. Em 90% dos casos, o agressor é do sexo masculino e a vítima é do sexo feminino. 95% dos agressores ameaçam a vítima caso ela conte algo a alguém.

Procurar o quê?



O líder dos aventureiros é uma pessoa próxima às crianças, por longos períodos de tempo. A equipe deve conhecer os sinais de um provável caso de abuso, para que estejam prontos a tomar uma providência. É claro que existem outras situações em que estes sinais podem estar presentes, sem significar necessariamente um caso de abuso. Porém se vários sinais manifestarem-se, você pode estar presenciando um caso de abuso e tem a responsabilidade de investigar.
Em caso de suspeitas de abuso físico, verifique se a criança apresenta:

  • Cortes, vergões e inchaços;

  • Queimaduras, marcas de toco de cigarro ou em forma de “roscas”, queimaduras por imersão em líquidos escaldantes ou as feitas com o auxílio de algum instrumento, como ferro de passar roupa;

  • Fraturas;

  • Cicatrizes feitas com algum instrumento: marcas curvas ou arredondadas;

  • Contusões;

  • Marcas de mordidas;

  • Presença de ferimentos ou cicatrizes sucessivas.

Uma criança fisicamente abusada apresenta como características comportamentais:

  • Dificuldade para dormir;

  • Costume de chupar o dedo polegar ou roer as unhas;

  • Medo;

  • Apatia;

  • Agressividade, violência ou afastamento das pessoas.


Em caso de suspeitas de abuso sexual, verifique se a criança apresenta:

  • Roupas íntimas úmidas ou manchadas;

  • Dificuldade de controlar a bexiga e os intestinos;

  • Inflamações, sangramentos ou secreção numa menina que ainda não menstrua;

  • Traumas nos seios, nádegas, abdômen, coxas, área genital ou do reto.


Uma criança sexualmente abusada apresenta como características comportamentais:

  • Regressão de certos comportamentos, como chupar o dedo e urinar na cama;

  • Recusa de se despir em situações normais, como trocar de roupa para dormir;

  • Evita o contato físico;

  • Falta ou pouca higiene pessoal;

  • Busca obsessiva do bom comportamento;

  • Freqüentes acessos de raiva sem motivo, como mutilação de brinquedos;

  • Pânico ou recuo ao ser tocada, como por exemplo, ao ser aconchegada sob as cobertas na hora de dormir;

  • Sono freqüente durante o dia;

  • Comportamento sedutor;

  • Mania de atear fogo;

  • Crueldade para com crianças menores e animais;

  • Obsessão com pontualidade;

  • Freqüentes inflamações de garganta, dificuldade para engolir ou respirar;

  • Aumento repentino ou diminuição considerável de peso.


COMO REGIR DIANTE DE UM RELATO DE UMA CRIANÇA VÍTIMA DE ABUSO SEXUAL

  • Mantenha-se calmo, ou a criança poderá decidir não dar informações para poupar os seus sentimentos;

  • Deixe a criança falar, sem pressioná-la;

  • Assegure a criança de que contar sobre o abuso foi a melhor coisa a se fazer;

  • Acredite na criança – nem o abuso nem as conseqüências são culpa dela;

  • Diga à criança que você vai tentar ajudar o molestador;

  • Nunca, em qualquer circunstância, tente verificar a versão da criança ou desmenti-la;

  • Não investigue o problema; não entre em confronto direto com o molestador; não tente determiná-lo culpado por seus próprios meios;

  • Registre o abuso nos órgãos competentes;

  • Se for confirmada a ocorrência do abuso, não hesite em processar o molestador;

  • Não tente explicar ou desculpar o comportamento do molestador para a criança;

  • Ajude os pais de uma criança molestada a encontrar alguém confiável com quem possam conversar sobre o assunto.


O AVENTUREIRO NÃO É UM DESBRAVADOR EM MINIATURA. ELE É ÚNICO E ESPECIAL.
O Clube dos Aventureiros foi criado para que crianças mais novas pudessem ter seu próprio clube. A programação e o planejamento do Clube dos Aventureiros deve ser simples, curto, porém criativo.

Em alguns aspectos os clubes de Desbravadores e Aventureiros são parecidos, mas o programa dos Aventureiros deve ser único, peculiar e deve ser desenvolvido separado dos Desbravadores. Um dos objetivos do Clube de Aventureiros é proporcionar uma experiência significativa e interessante que leve as crianças a vislumbrar ansiosamente a oportunidade de se tornar um desbravador no futuro.

A intenção não é duplicar todas as experiências do Clube de Desbravadores, mas, através da criação de um Clube separado, poder suprir muitas necessidades das crianças de 6 a 9 anos, de modo agradável e interessante, e assim prepará-las a usufruir totalmente a experiência de ser um desbravador, no tempo apropriado.

Em muitos casos, os pais têm filhos em ambos os clubes, e podem envolver-se nas atividades dos dois. Por isso, talvez seja necessário realizar as reuniões dos Aventureiros e Desbravadores no mesmo dia e hora, o que não significa que os clubes devam estar unidos.

Como os dois clubes pertencem ao Ministério Jovem, a relação entre ambos deve ser de cooperação e não de competição.

Terceira Seção - LIDERANÇA DO CLUBE (60 MIN.)
Propósito: Aprender os conceitos e estratégias que ajudem a experimentar o êxito na liderança dos Aventureiros.
Objetivo: Compreender os diferentes estilos de liderança e o efeito que cada um deles tem sobre os diferentes níveis de idades.
Explicação: Os participantes analisarão as diferentes facetas da liderança cristã relacionadas com o Clube de Aventureiros.


  1. Definição de liderança

  2. Estilos de liderança

Ditatorial

Laissez-faire

Democrática

Autoritário



  1. Atitudes e qualidades da liderança cristã

  2. Deveres do pessoal de aventureiros

Diretor

Diretor Associado

Conselheiro


  1. Fixar metas, perguntas e considerações

O que se deve conseguir?

Como conseguir?

Quando conseguir?

Quem deve conseguir?

Medidas para o controle

Passos na comunicação


I.Definição de liderança:


  • Os bons líderes delegam o trabalho e mostram apreciação pelo trabalho que os outros fazem.

A Bíblia diz em Êxodo 39:43 “Viu, pois, Moisés toda a obra, e eis que a tinham feito; como o Senhor ordenara, assim a fizeram; então Moisés os abençoou.”


  • Os bons líderes reconhecem os seus limites.

A Bíblia diz em Deuteronômio 1:9 “Nesse mesmo tempo eu vos disse: Eu sozinho não posso levar-vos.”


  • Os verdadeiros líderes servem uns aos outros.

A Bíblia diz em Lucas 22:25 “Ao que Jesus lhes disse: Os reis dos gentios dominam sobre eles, e os que sobre eles exercem autoridade são chamados benfeitores.”


  • Os lideres devem dar o exemplo de ser bons trabalhadores.

A Bíblia diz em Eclesiastes 9:10 “Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças; porque no Seol, para onde tu vais, não há obra, nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.”


  • Trate os que estão sob a sua liderança como gostaria de ser tratado.

A Bíblia diz em Lucas 6:31 “Assim como quereis que os homens vos façam, do mesmo modo lhes fazei vós também.”


  • Ser um líder nem sempre é fácil, mas não desista.

A Bíblia diz em 2 Crônicas 15:7 “Vós, porém, esforçai-vos, e não desfaleçam as vossas mãos; porque a vossa obra terá uma recompensa.”


  • Um bom líder dá ouvido às direções de Deus.

A Bíblia diz em Isaías 30:21: “E os teus ouvidos ouvirão a palavra do que está por detrás de ti, dizendo: Este é o caminho, andai nele; quando vos desviardes para a direita ou para a esquerda.”


  • Como deve ser um líder de Deus na igreja?

A Bíblia diz em 1 Timóteo 3:1-7: “Fiel é esta palavra: Se alguém aspira ao episcopado, excelente obra deseja. É necessário, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma só mulher, temperante, sóbrio, ordeiro, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao vinho, não espancador, mas moderado, inimigo de contendas, não ganancioso; que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com todo o respeito (pois, se alguém não sabe governar a sua própria casa, como cuidará da igreja de Deus?); não neófito, para que não se ensoberbeça e venha a cair na condenação do Diabo. Também é necessário que tenha bom testemunho dos que estão de fora, para que não caia em opróbrio, e no laço do Diabo.”


  • Deus dá ajuda ao líder que a necessite.

A Bíblia diz em Tiago 1:5 “Ora, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não censura, e ser-lhe-á dada.”


  • Os bons líderes planejam com antecedência.

A Bíblia diz em Lucas 14:28-30 “Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se senta primeiro a calcular as despesas, para ver se tem com que a acabar? Para não acontecer que, depois de haver posto os alicerces, e não a podendo acabar, todos os que a virem comecem a zombar dele, dizendo: Este homem começou a edificar e não pode acabar.”


  • Um bom líder busca conselho de outros.

A Bíblia diz em Provérbios 15:22 “Onde não há conselho, frustram-se os projetos; mas com a multidão de conselheiros se estabelecem.”


  • Um bom líder deve ser paciente.

A Bíblia diz em Provérbios 16:32 “Melhor é o longânimo do que o valente; e o que domina o seu espírito do que o que toma uma cidade.”
II. Estilos de liderança:
O líder experiente usa meios sutis para exercer influência e estimular os seus liderados, para que criem e produzam esforços. Os estilos de comportamento do líder são abaixo classificados, variando do mais centralizado em si mesmo até o mais centralizado na vida em grupo.


Centralizado na pessoa

Centralizado no grupo

AUTORITÁRIO

DEMOCRÁTICO

LAISSEZ-FAIRE

Enunciador

Articulador

Avaliador

Consultor

Renunciador


a)O líder autoritário (autocrático, ditatorial)

  1. Tem grande necessidade de controle, às vezes até o ponto de obsessão, o que se manifesta em seu comportamento.

  2. Agressivo.

  3. Fala muito.

  4. Deixa transparecer hostilidade, resistência e ressentimento.

  5. Evita contato fora do contexto estruturado.

  6. Determina regras e princípios, e espera que o grupo aceite os objetivos que ele escolheu.

  7. Mais interessado na questão (conteúdo) do que nas pessoas (processo).

  8. É prolixo (grosseiro), com a intenção de mostrar seus conhecimentos.

  9. Chama a atenção para si.

  10. Toma decisões a despeito do ponto de vista dos outros.

  11. Na hora de fazer perguntas, tenta colocar os outros em apuros.

  12. Atitudes descontentes e agressivas começam a surgir entre os membros do grupo.

  13. Não gosta de perder tempo e vive interrompendo as pessoas.

  14. Está sempre distante da ativa participação no grupo, exceto quando quer dar sua opinião.

  15. É manipulador. Mascara as declarações feitas por outros para que entrem em harmonia com suas intenções.


b) O líder laissez-faire (permissivo, se une)

  1. Não se preocupa com controle, direção, realização de tarefas ou relacionamentos interpessoais.

  2. Não prepara nada, deixa as coisas acontecerem.

  3. Parece não se preocupar com nada.

  4. Só se preocupa em ocupar uma posição.

  5. Permite que seu grupo faça o que bem entende, deixando as pessoas seguirem seu próprio caminho.

  6. Impede que o grupo realize muitas coisas.

  7. Não estabelece regulamentos ou normas.

  8. Não tenta exercer sua influência: não valoriza ou controla o curso dos eventos; não elabora planos decisivos; dá pouca orientação; não participa com o grupo.

  9. Provoca a desunião através de disciplina fraca e falta de segurança.


c)O líder democrático (funcional, corporativo)

  1. Tenta encontrar um equilíbrio entre os dois tipos acima.

  2. Provê direcionamento social e de tarefas.

  3. Aceita o fato de que liderança é trabalho de todo o grupo e não somente de um indivíduo.

  4. Compartilha a responsabilidade da liderança.

  5. Procura não dominar o grupo com pontos de vista pessoais.

  6. Acredita nas outras pessoas.

  7. Cria um sentido de segurança e pertencer no grupo.

  8. Permite que outros membros tenham oportunidade de liderar.

  9. A ausência do líder uma vez ou outra não irá significar que o grupo deixará de funcionar.

  10. Sabe fazer diferença entre liderados no trabalho e amigos no lazer.

  11. As regras são determinadas em discussão de grupo, que é orientada pelo líder.

  12. Sensível às carências dos outros.

  13. Permite iniciativa individual e o crescimento da personalidade.

  14. Ao alcançar um objetivo proposto, o grupo todo dirá: “Nós conseguimos!”

Conclusões


  1. A qualidade da contribuição do grupo é melhor sob o estilo democrático.

  2. A satisfação dos membros do grupo é maior sob o estilo democrático (menos hostilidade).

  3. O estilo de liderança democrático produz menos ausência dos membros.

  4. O estilo democrático promove mais independência.

  5. Nem sempre, porém, é possível exercer uma liderança sem alguma forma de controle, principalmente em situações extremas.

  6. No estilo democrático, leva-se mais tempo para desempenhar uma tarefa, entretanto, a qualidade e durabilidade do resultado são maiores que no estilo autoritário.



III. Aspectos típicos do comportamento de um líder



Enunciador: O líder identifica o problema, considera as soluções alternativas, escolhe uma delas, e diz aos outros o que fazer. Ele pode ou não levar em consideração o que os membros do grupo irão pensar sobre a decisão, mas não participam diretamente da decisão. A coerção (repressão) pode ou não ser usada ou aplicada.
Articulador: O líder, como o anterior, toma a decisão sem consultar o grupo. Contudo, ao invés de simplesmente anunciar a decisão, ele tenta persuadir os membros do grupo a aceitá-la. Isso pode ser conseguido com ênfase em que os objetivos e interesses dos membros do grupo foram considerados. Esse líder consegue convencer os membros de que serão beneficiados com aquela decisão.
Avaliador: O líder identifica um problema e propõe uma solução-teste. Antes de finalizar, no entanto, ele verifica as reações daqueles que irão colocá-la em prática, dizendo na realidade: “Gostaria de sua franca posição a este propósito e então tomarei a decisão final.”
Consultor: O líder dá aos membros do grupo uma chance de influenciar a decisão desde o começo. Ele apresenta um problema, bem como as informações relevantes sobre o assunto, e pede as idéias dos membros para a solução. Na realidade, o grupo está sendo convidado a aumentar o número de alternativas a serem consideradas. O líder seleciona a solução que ele define como a mais promissora.
Renunciador: Esse tipo de líder participa na discussão como “um membro a mais” e concorda em levar avante qualquer decisão que o grupo tome. Os únicos limites nesse caso são os colocados pelos superiores do líder (muitos grupos de pesquisa e desenvolvimento tomam decisões desta forma).

IV.Atitudes e qualidades da liderança cristã:
Ao selecionar a equipe de liderança que irá trabalhar com crianças pequenas, certas características devem ser levadas em conta. Nem todas as pessoas estão preparadas para trabalhar com os mais novos. Atualmente, em muitas famílias, tanto pai como mãe trabalham fora, o que pode tornar difícil para ambos se envolverem completamente nas atividades do clube, embora eles possam ter interesse e capacidade para tal.

O líder dos aventureiros se aperfeiçoa com estudo contínuo para melhorar sua compreensão da criança nessa faixa da infância, além dos métodos do programa dos aventureiros através da leitura de livros e artigos sobre crianças, freqüentando cursos e retiros de aconselhamento da diretoria dos aventureiros, participando de convenções promovidas pela Associação/Missão/União, participando de reuniões dirigidas pelo Departamental J.A. do Campo Local e/ou Coordenador Regional.


“Aquele que coopera com o propósito divino em transmitir à juventude o conhecimento de Deus, e em lhes moldar o caráter em harmonia com o Seu, realiza uma elevada e nobre obra. Suscitando o desejo de atingir o ideal de Deus, apresenta uma educação que é tão alta como o Céu e tão extensa como o universo” (Educação, p.19).
O líder dos aventureiros:

  1. Ama a Deus acima de tudo. Somente líderes cristãos podem formar homens e mulheres cristãos. A vida do líder dos aventureiros é marcada por um viver centrado em Cristo. Ele e/ou ela deve ser modelo do que espera que os aventureiros se tornem.

  2. Ama as crianças com sinceridade. O único motivo satisfatório para servir no Clube dos Aventureiros é o amor pelas crianças. Esse amor será expresso mais em ações do que em palavras. Os aventureiros percebem quando um adulto compartilha alegremente seu tempo, energia e companheirismo. Esse amor persevera, mesmo quando as crianças não correspondem.

  3. Serve com entusiasmo. Uma personalidade vibrante, entusiasta, é um grande trunfo do líder dos aventureiros. O entusiasmo é contagioso. Os aventureiros rapidamente seguem uma liderança otimista. O líder de sucesso enfatiza os pontos positivos e apóia o programa com energia.

  4. Possui estabilidade emocional. Um líder deve aprender a controlar suas emoções. Precisa de autodisciplina, temperança, fé e confiança em Deus, e um senso de responsabilidade. Acessos de ira, temperamento doentio ou depressão destroem a imagem de um líder cristão competente. No entanto, todos são humanos, e algumas vezes os líderes reagem com raiva. Um líder cristão aprenderá a se desculpar e pedir perdão quando ele ou ela falhar ao mostrar os padrões cristãos. Um líder que pode admitir um erro é muito mais eficiente do que um que pretenda que tudo esteja sempre perfeito.

  5. Aprecia atividades ao ar livre. O líder dos aventureiros deve apreciar atividades ao ar livre, tais como brincadeiras e caminhadas, e aprender as habilidades requeridas. O líder precisa ter novidades para apresentar ao clube ou à unidade.

  6. Conhece as características principais das crianças. Um líder de sucesso conhece as características comuns às crianças. Lê livros atuais, observa e trabalha em harmonia com as tendências predominantes.

  7. Aprende uma variedade de habilidades. Um líder versátil e diversificado sempre tem algo novo para apresentar ao grupo. Como qualquer bom professor, o líder deve estar habilitado e preparado para as atividades nas quais ele ou ela lidera. O líder deve ser capaz de descobrir a alegria de novas experiências em um Curso de Treinamento para Diretoria dos Aventureiros, ou no seu dia a dia.

  8. Desenvolve a capacidade de organização. Líderes precisam ser organizados. Primeiro, o líder estabelece metas e avalia todos os fatores necessários para atingir estas metas. A seguir, o líder estabelece os passos definitivos para atingir tais metas. Então, ele ou ela delega responsabilidades a tantas pessoas quantas possíveis. Finalmente, o líder coordena o que essas pessoas fazem e estimula e facilita seu progresso passo a passo, até que o objetivo seja atingido. Isso é organização.

  9. Mantém boas relações com os companheiros de trabalho. Como líder, as relações pessoais são extremamente importantes. Ele tem a responsabilidade de ver se o grupo de liderança está feliz e trabalhando eficazmente. Problemas entre os membros da diretoria prejudicam todo o programa. O líder modela as boas aptidões, sendo cuidadoso e diplomático ao lidar com problemas pessoais. Deve empregar os princípios de amor como base para tudo que se realiza. Nunca deveria demonstrar parcialidade ou inveja ao tratar com a diretoria ou com os aventureiros. Seu trabalho é facilitar a tarefa dos que estão sob sua supervisão, para que façam o melhor possível. Ele é responsável pelo treinamento de futuros líderes do Clube dos Aventureiros.

  10. Irradia uma dignidade de presença que assegura a ordem. Um líder tem uma personalidade de comando (não dominadora). Isso significa que ele ou ela deve ter a dignidade que inspira respeito sem se desviar para outros métodos. Deve também ser amigo e atencioso, alguém de quem um aventureiro possa se aproximar facilmente. Ele precisa balancear firmeza com bondade.

  11. Tem senso de humor. No relacionamento com crianças, o senso de humor é importante. Usar o bom humor ao enfrentar incidentes tristes ou irritantes fará com que não se perca o controle da situação. Aqui vale a frase: “Nunca ria das crianças. Ria com elas”.

  12. É pesquisador e criativo. Um líder deve ser capaz de atingir um objetivo a despeito dos vários obstáculos e dificuldades. Ele é pesquisador e tem sempre alternativas e opções rápidas numa emergência. É criativo e determinado em atingir metas estabelecidas.

  13. Consegue cooperação. Seu sucesso depende da cooperação de cada pessoa que trabalha com ele.Consegue cooperação sendo amigo, generoso no elogio e reconhecimento, buscando o conselho dos outros, fazendo com que as pessoas se sintam importantes, nunca constrangendo ninguém, liderando e não dirigindo, memorizando os nomes, cumprindo as promessas, sendo alegre e otimista, não sendo jactancioso, não tomando decisões quando emocionalmente deprimido, curando todas as mágoas de uma vez, escolhendo ajudantes capacitados, sendo uma pessoa de ação e estando disposto a cooperar com os outros.




  1. Deveres do pessoal de aventureiros
1   2   3   4   5   6   7   8   9


©principo.org 2016
enviar mensagem

    Página principal