Curso de Especialização Latu Sensu em Gerência Contábil, Financeira e Auditoria



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CAPÍTULO II

FERRAMENTAS FINANCEIRAS NA GESTÃO DE NEGÓCIOS

Os negócios estão inseridos em ambientes complexos e turbulentos, enfrentando constantes desafios, aos quais precisam encontrar soluções. Um negócio é usado por pessoas para coordenar suas ações na obtenção de algo que desejam possuir.

A organização é um poderoso instrumento social de coordenação de um grande número de ações humanas. Combinam o pessoal e os recursos, reunindo líderes, especialistas, operários, máquinas e matérias-primas. Ao mesmo tempo, e continuamente, avalia sua realização e ajusta-se a fim de atingir seus objetivos. (CHIAVENATO, 2002, p. 56).
O negócio muitas vezes é resposta para satisfazer alguma necessidade humana, formada por indivíduos ou grupos de pessoas que acreditam possuir as habilidades e conhecimentos necessários para atingirem objetivos. O negócio é usado para descrever o processo pelo quais as pessoas reconhecem oportunidades e reúnem recursos para satisfazer essas necessidades. Segundo Chiavenato (2002, p. 74)

No ambiente de negócios atual, alguns fatores são fundamentais: inovação, qualidade, agilidade e atenção ao cliente, estão com certeza entre os principais. Na administração estamos na era da ênfase no talento dos indivíduos e na sinergia do trabalho em equipe. É preciso dar elementos às pessoas em posição de responsabilidade pela gesta, para que elas possam atingir seus objetivos organizacionais. (CORDEIRO, RIBEIRO, 2002, p. 6).

Para alcançar resultados eficientes o gestor deve ter em mente o seguinte processo organizacional: planejar, organizar, controlar e executar conforme figura 2, a teoria básica que fundamenta muitos sistemas de gestão de um negócio é relacionada à ideia de que os dirigentes das organizações formulam planos, põem em prática esses planos, então avaliam as consequências das ações e finalmente usam este controle para ajustar seus planos fazendo com que o ciclo se repita continuamente.

Figura 2: Processo Organizacional.





Fonte: Sauaia e Sylos, 1999, p. 02.

A gestão dos negócios, em geral, está fortemente condicionada pelos estilos com que os administradores dirigem, dentro delas, o comportamento das pessoas. Os estilos de administração dependem das convicções que o administrador ou gestor tem a respeito do comportamento da organização. Essas convicções moldam não apenas a maneira de conduzir as pessoas, mas também a maneira pela qual se divide o trabalho.

O empreendedor é o profissional capaz de ver as necessidades e atendê-las com inteligência. É o profissional que transforma os problemas em oportunidades, gerando ideias e executando-as, envolvido completamente com seu negócio, sentindo seu dia-a-dia e gerenciando conforme as necessidades e oportunidades que surgem. (LOURENÇO, 2006, p. 27).
No processo de gestão de negócios o gestor precisa ter toda a empresa em seu controle, um dos pontos que melhor orienta a gestão e boa e organizada estrutura da organização.

1 ESTRUTURA ORGANIZACIONAL
No mundo globalizado e competitivo, toda empresa tende-se a fortalecer, criando metas e objetivos. Para isso esta estrutura deve ser construída através de projetos que venham alcançar os objetivos proposto como explica Oliveira (1992, p.74) “[...] organização da empresa é definida como a ordenação e o agrupamento de atividades e recursos, visando ao alcance de objetivos e resultados estabelecidos”.

Toda empresa precisa estruturar seus sistemas de negócios para melhor alcançar seus objetivos.


1.1 Organograma funcional
O gestor necessita utilizar com inteligência os conhecimentos e enfoque direcionado para criar ambientes mais competitivos, gerando qualidade e bem estar, neste pensamento a empresa deve ter seu organograma bem definido para apoiar suas decisões.

O organograma é uma forma básica de representar a estrutura formal da empresa, onde é mostrada toda hierarquia, desde os seus gestores até o chão de fábrica, mais ao longo do tempo o organograma deve acompanhar as mudanças ocorridas na empresa. Mesmo porque essas mudanças devem ser atualizadas mostrando a evolução e sua total representação dentro da empresa, facilitando o entendimento de cada cargo, suas funções e a quem se devem reportar. Conforme diz Chiavenato (1997, p.418), Organograma é o gráfico que representa a estrutura formal da empresa. No organograma aparece claramente:

A estrutura hierárquica, definindo os diversos níveis da organização;


  1. Os órgãos competentes da estrutura;

  2. Os canais de comunicação que liga os órgãos;

  3. Os nomes dos ocupantes dos cargos - em alguns casos.

A tendência dos organogramas é que ocorra o chamado Dowsizing que é o achatamento causando a redução dos níveis hierárquicos, promovendo uma maior proximidade entre os cargos, redução de custos, mão-de-obra e também para ter uma melhor evolução num processo decisório.

As vantagens de se ter um organograma são que existe uma melhor visualização de cada cargo na empresa, passa a ideia do funcionamento da empresa, demonstra a importância da posição hierárquica e ajuda a identificar a localização e autoridades e suas responsabilidades dentro da organização.

O organograma é um método usado que consente uma visão ampla, da estrutura da empresa como também de seus departamentos de forma simplificada para o entendimento de todos, conforme afirma Chiavenato (1997, p.418), “o organograma deve permitir a visualização da estrutura do organismo de forma simples e direta. Ele é estático por definição, sendo uma espécie de retrato do esqueleto organizacional da empresa. [...]”.

O organograma também se pode apresentar de três modos variados, sendo ele:


Figura 3: Autoridade hierárquica



Fonte: Chiavenato, 1997, p.419


Concede a autoridade maior o poder de dar ordens diretamente aos seus funcionários, e incumbir um pouco de sua importância diretamente.

Figura 4: Autoridade de assessoria.






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Fonte: Chiavenato, 1997, p.419


Confere de seu superior podendo ser somente a assessoria ou seu superior hierárquico, o mesmo não pode ser classificado abaixo dos níveis hierárquicos, por quanto lhe é dado o direito de opinar ou aplicar atribuições referentes a um ou mais assuntos ou mesmo sobre determinado setor.

Figura 5: Autoridade funcional


















Fonte: Chiavenato, 1997, p.420


Permite a atuação de um cargo a um órgão referente a qualquer setor, desde que seja seu assunto especifico sendo ele diretamente ou indiretamente ligado ao seu setor, conforme figura acima.

Para a elaboração de um organograma é necessário torna–se simples evitando cruzamentos entre linhas, em relação aos órgãos e cargos sendo da mesma hierarquia deve mencionar o nível a qual se encontra os órgãos auxiliadores ou de assessoria deve juntar-se com o órgão de sua hierarquia o qual se relaciona.


1.2 Modelos de gestão
O modelo de gestão a ser aplicado dentro de uma organização deve antes de tudo conter as características que a empresa carrega consigo. Uma empresa tem que avaliar a sua cultura, o dinamismo no meio mercadológico, analisar se sua missão e visão estão num enfoque correto e contínuo.

Os modelos de gestão aplicados hoje devem seguir uma linha de raciocínio lógico, devem identificar o seu propósito, as pessoas, o processo decisório, atividades, recursos, a integração dos dados e das informações, e tudo isso pode ser um diferencial que vai fazer com que a empresa se destaque entre as outras.

Em seu artigo o consultor empresarial Kugelmeier (2009) diz que: “É possível modernizar a gestão e a operação na busca de saltos de melhorias qualitativas e melhores resultados financeiros. Gestão Empresarial – não é um bicho de sete cabeças, mas a solução factível para fazer uma diferença no mundo corporativo”.

No modelo de gestão, não se pode pensar em apenas escolher o modelo, mas sim pensar como o mesmo será implantado dentro da organização, pois para isso é preciso primeiramente saber a cultura, necessidade de mercado, tipos de profissionais.

Sobre o modelo de gestão ter seu conjunto definidos, a preparação ou conhecimento do ambiente interno e externo é fundamental.


      1. Ambiente interno - a organização

Atualmente ocorreram mutações que deixaram os bens tangíveis em segundo plano, colocando a frente valores baseados em intangíveis e para acompanhar tais mudanças foi necessário dois novos modelos de gestão: o Balanced Scorecard e a Responsabilidade Social Empresarial, considerando assim a organização de forma sistêmica.



Balanced Scorecard são indicadores que incluem finanças, clientes, processos de aprendizado e a novidade do momento inovação.

Responsabilidade Social Empresarial é voltada para o planejamento ambiental, serviço social, sobrevivência do negócio e tudo o que estiver relacionado à natureza, a sociedade e responsabilidade de gerar empregos.

O contexto interno também envolve os aspectos:


  1. Organizacionais: comunicação, estrutura, política, habilidades dos gerentes;

  2. Pessoais: relação trabalhista, práticas de recrutamento;

  3. Mercadológicos: seguimentação do mercado, estratégia de venda, estratégia de preço, promoção;

  4. Produção: layout, tecnologia;

  5. Financeiro: liquidez, fluxo de caixa.

Além do ambiente organizacional de uma empresa, é preciso estabelecer uma visão, missão, cresças e valores, metas, objetivos e sua filosofia.
1.2.1.1 Visão
A visão é definida de acordo com o que a empresa espera alcançar em um prazo indeterminado, sendo um conjunto que engloba os desejos da organização instruindo a mesma a realizar um bom desenvolvimento para que se tenha um sucesso no futuro.
1.2.1.2 Missão
A missão é o motivo pelo qual a empresa se constituiu, sua definição depende do ramo que ela atua e o que ela está apta a realizar. Cada empresa deve avaliar o que se produz e qual impacto isso causa na sociedade, tendo isso ela saberá como definir sua missão mais claramente. Conforme Junior, Pestana e Franco (1997, p. 15).

A missão é a razão da existência da empresa. Definir a missão é determinar o que ela se propõe fazer em função da filosofia existente e naturalmente sem que haja conflitos de propósitos. Um empresário preocupado com a questão ecológica poderia definir como missão de sua empresa a produção a partir de matérias-primas recicláveis.

1.2.1.3 Crenças e valores
Hoje as empresas têm uma visão geral, no que se dizem respeito ao ambiente, as pessoas, a sociedade e a quem mais ela atinge indiretamente ou diretamente. E essa mudança fez com que a vida dos componentes desse ambiente tenha mais qualidade.

A interação desses fatores uniu forças para que as crenças e valores sejam cada vez mais valorizados e praticados dentro da organização. Segundo Junior, Pestana e Franco (1997, p. 12).

empresas, por exemplo, que possuem forte consciência ecológica, considerando como fundamental produzir sem agredir o meio ambiente; outras, infelizmente, são líderes na emissão de poluentes. Há empresas que enfatizam a qualidade para se mantiver no mercado; outras que utilizam meios escusos para conseguirem obras, como uma preocupação muito relativa quanto ao aumento de sua competitividade dentro do mercado em que atuam. Naturalmente isso decorre das crenças de cada empresário sobre como as operações devem ser conduzidas.
1.2.1.4 Metas
O objetivo tem uma hierarquia a qual segue uma sequência a onde se localiza as metas. As metas e os objetivos são por muitos tomados uma coisa pela outra, porém metas é um propósito que se espera conceber em um período de tempo curto. Segundo Chiavenato (1997, p. 387), são alvos a atingir a curto prazo. Muitas vezes, podem ser confundidas com objetivos imediatos ou com objetivos departamentais.

Para uma melhor gestão do negócio é preciso que compreenda o porte da empresa, assim será mais fácil compreender a atender a necessidade do mercado.


1.2.2 Modalidades de organizações de empresas
Hoje existem várias modalidades de empresas, entre elas a firma individual, sociedades por quotas, sociedades por ações, entre outras. O governo oferece para cada tipo de modalidade uma tributação diferente de acordo com seu porte, faturamento e quadro societário, quadro de funcionários, dando a cada uma delas algumas vantagens.
1.2.2.1 Firma individual
A firma individual é composta por um único indivíduo dando ao mesmo o direito total dos lucros da empresa, porém tem responsabilidade ilimitada sobre as obrigações da mesma. Um empresário individual possui toda a responsabilidade de uma sociedade empresária, inclusive, com bens particulares, que porventura se encontrem em seu nome.
1.2.2.2 Sociedade por quotas
Esta sociedade é parecida com a firma individual, a única diferença é que possui mais de um proprietário, no qual são chamados de sócios, sendo os mesmos solidariamente responsáveis por suas cotas por todas as obrigações da empresa. Neste caso o lucro apurado no mês é divido de acordo com a cota de cada sócio.

Confirmando isso, Pereira (2009) em seu artigo diz,



Sociedade Por Quotas é semelhante a uma firma individual, excetuando-se o fato que tem dois ou mais proprietário - sócios. Numa sociedade geral, todos os sócios participam dos lucros e prejuízos, e todos têm responsabilidade ilimitada por todas as dívidas da empresa, e não apenas por uma porção delas.

1.2.2.3 Sociedade por ações


Uma sociedade por ações é muito mais burocrática do que as demais modalidades de organização. A formação da sociedade por ações engloba a preparação de um documento de incorporação e um estatuto - que varia de empresa para empresa. O documento de incorporação precisa obter diversos itens, como o nome da sociedade, sua duração, sua finalidade e o número de ações que podem ser emitidas. Essas informações precisam ser fornecidas ao Estado no qual a empresa será inserida.
1.2.3 Definição de porte da empresa
No Brasil, a classificação das empresas conforme seu porte em: micro, pequena, média e grande, sofre algumas mutações de acordo com o setor econômico: indústria, comércio ou serviço no qual se está inserido.
1.2.3.1 Com base no número de empregados
De acordo com o SEBRAE – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas define-se o porte de empresa pelo número de funcionários conforme o quadro abaixo:

Tabela 1: Porte da empresa pelo número de funcionário.






Indústria

Comércio

Serviços

Microempresa

Até 19 pessoas ocupadas

Até 9 pessoas ocupadas

Até 9 pessoas ocupadas

Pequena empresa

De 20 a 99 pessoas ocupadas

De 10 a 49 pessoas ocupadas

De 10 a 49 pessoas ocupadas

Média empresa

De 100 a 499 pessoas ocupadas

De 50 a 99 pessoas ocupadas

De 50 a 99 pessoas ocupadas

Grande empresa

Acima de 500 pessoas ocupadas

Acima de 100 pessoas ocupadas

Acima de 100 pessoas ocupadas

Fonte: SEBRAE – Serviço Brasileiro de Apoio ás Micros e Pequenas Empresas, 2006.

1.2.3.2 Com base em faturamento


De acordo com o SEBRAE – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas define-se o porte de empresa pelo faturamento conforme o quadro abaixo:

Tabela 2: Porte da empresa pelo faturamento





Receita Bruta Anual

Microempresa

Até R$ 1.200.000,00

Pequena empresa

Entre R$ 1.200.000,00 até R$ 10.500.000,00

Média empresa

Superior R$ 10.500.000,00 igual ou inferior a R$ 60.000.000,00

Grande empresa

Superior a R$ 60.000.000,00

Fonte: SEBRAE – Serviço Brasileiro de Apoio ás Micros e Pequenas Empresas, 2006.
Não se esquecendo do regime simplificado de tributação Simples Nacional conforme Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006, os limites são os seguintes:

Tabela 3: Porte da empresa do simples nacional.





Receita Bruta Anual

Microempresa

Igual ou inferior a R$ 240.000,00

Empresa de pequeno porte

Acima R$ 240.000,00 e igual ou inferior a R$ 2.400.000,00

Fonte: SEBRAE – Serviço Brasileiro de Apoio ás Micros e Pequenas Empresas, 2006.
Com base nestas informações o avaliador precisa ter visão ampliada dos negócios da empresa, outro fator ao gestor de negócios importante na sua gestão é utilização de todos os recursos disponíveis.
1.2.4 Combinação de Recursos
Para que se tenha um resultado satisfatório dentro da organização é necessário que haja uma união de setores, equipamentos, pessoas, informatização, mas tudo irá depender daquilo que compõe o meio empresarial.

As empresas hoje têm a possibilidade de melhorar o relacionamento entre funcionários, entre a relação de equipamentos e suas instalações e tudo mais que envolve o funcionamento de uma organização.

Certo de que esta é a melhor formar de ter crescimento a cada dia onde o relacionamento de tudo é sem dúvida nenhuma, a falta pra que as empresas tenham um melhor desenvolvimento no mercado competitivo. Hoje a empresa que tem destaque no mercado com certeza possui uma combinação de recursos muito bem moldada e aplicada, porque não basta falar em combinar isso com aquilo, mas tem que a todo o momento praticar essas combinações.
1.2.4.1 Capital humano
Dentro de uma instituição existem diversas referências sobre o capital, como capital fixo, capital variável e capital humano.

O capital fixo se refere às máquinas e equipamentos que a empresa se utiliza para fabricar seus produtos, já o capital fixo está ligado diretamente à remuneração que as pessoas que conduzem essas máquinas e equipamentos necessitam para realizar o trabalho e por fim o capital humano que com a globalização se tornou a peça mais importante de uma instituição.

Este capital humano é quem direciona a empresa, pois são essas pessoas que possuem ideias e proporciona crescimento à mesma. Antes de qualquer um obter essa visão de gerir pessoas, essas eram consideradas simplesmente como empregados.

Costa (2009) em seu artigo diz que “Não dá para falarmos de prioridades se é em primeiro lugar não pensarmos nas pessoas que compõem as organizações [...]”.

O capital humano deve ser valorizado dentro da empresa, pois de qualquer forma é da habilidade humana que uma empresa é composta, manter as habilidades constantemente atualizadas, a combinação de cultura, experiências e inovações dos colaboradores e as estratégias da empresa que deverão mudar, mas sempre manter essas relações.

A gestão de pessoas é fundamental para garantir o sucesso empresarial, pois é a partir dela que as instituições identificam e desenvolvem seus talentos, obtendo assim o seu maior diferencial no mercado. Segundo Loureiro (2009)

Competir na era do capital humano exige muito trabalho, esforço e determinação. O ser humano com toda a sua potencialidade é a figura principal na formatação destes novos tempos e efetivamente pode fazer a diferença no sentido de construir não só empresa mais ágil ou lucrativa, mas também e principalmente um mundo justo e humano, pois só assim terá valido à pena ter vivido estes novos tempos em que o capital humano é personagem principal desta nossa história.
1.2.4.2 Tecnologia
Para a compreensão da tecnologia, são fundamentais que sejam percebidas duas características básicas da tecnologia hoje: sua volatilidade e seu impacto organizacional. Segundo Reis apud Garcia e Scaramelli (2007, p. 63) o planejamento tecnológico é uma ferramenta que busca definir a evolução tecnológica dos produtos, desde o protótipo até a escala industrial, assim como os produtos prioritários dentro de uma mesma família de produtos. Os saltos significativos na vantagem competitiva, em função de novas tecnologias, em geral implicam em grandes mudanças organizacionais.
1.2.4.3 Produção
O sistema produtivo é focado em um modelo onde qualquer que seja o sistema que transforme fatores de produção em produtos de bens e consumo ou serviços. Segundo Bonilha et al apud Garcia e Scaramelli (2007, p. 63) o planejamento do processamento exerce influência decisiva sobre a preparação e a fabricação. O sucesso ou insucesso de um sistema de produção é ditado pela seleção dos sistemas que se interligam, incluindo a definição das ligações que devem existir entre eles. Um sistema de produção dever ser dinâmico e permitir que seus sistemas estejam bem interligados, podendo sofrer mutações para melhor responder às exigências do mercado. Desta forma, um sistema de produção, para obter sucesso, de ele ser cuidadosamente projetado, de forma a responder rápida e eficientemente às exigências do mercado com baixo custo e evoluindo com a tecnologia.
1.2.4.4 Sistema informatizado
Quando se ouve falar em Sistema de Informação a primeira coisa que imaginamos é quem tem a ver com informática. Apesar de o termo sugerir assim esses sistemas está relacionado com processos existentes dentro da organização, que constituem no seu funcionamento, porque o que resulta um sistema de informação é gerar dados em informação. Padoveze (1997, p. 44) afirma que “Tecnologia da Informação é todo o conjunto tecnológico à disposição das empresas para efetivar seu subsistema de informação.”.

Qualquer sistema de controle que uma empresa possui é sistematicamente para geração de dados que transformados em informações que irá servir para tomada de decisões. Portanto, é uma forma simples de coletar, organizar e distribuir informações pela organização ou a quem as interessa, conforme mostra figura abaixo.


Figura 6 - Caracterização e o funcionamento básico de um sistema
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