Curso de Especialização Latu Sensu em Gerência Contábil, Financeira e Auditoria



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ENTRADAS


PROCESSAMENTO


SAÍDAS


Fonte: Padoveze, 1997, p. 26.


Dessa forma a compreensão do uso combinado de recursos e processos, auxilia o planejamento de trabalho.

1.2.4.5 Planejamento do trabalho


Para ter bom planejamento de trabalho, precisa ter bem definido seus objetivos e metas. Os objetivos são qualitativos, visando sempre algo com qualidade, acessível à classe específica a quem se destina. Contudo, as metas são quantitativas, pois especificam como alcançar os objetivos traçados.
1.2.4.6 Sistema de contabilidade
Para uma melhor apuração das demonstrações financeiras, é preciso que o controller - controlador tenha em suas mãos, informações e dados, além de uma contabilização de documentos precisa e clara, pois são estas informações que o mesmo utiliza na avaliação empresarial.
1.2.4.7 Balanço patrimonial
Balanço patrimonial é composto pelas contas do ativo e do passivo e a diferença entre este é chamado de patrimônio líquido que tem a finalidade de apresentar informações referentes à situação patrimonial, financeira e econômica de uma empresa em um determinado período, conforme diz Ribeiro (2004, p.44) O Balanço Patrimonial é composto por Conta Patrimonial, isto é, aquelas utilizadas para o registro dos elementos que compõem o patrimônio da entidade.

O Balanço patrimonial, de acordo com a lei 6.404/76 era composto pelas seguintes contas:

Tabela 4: Balanço Patrimonial.


ATIVO

PASSIVO

Circulante

Circulante

Realizável a Longo Prazo

Exigível a Longo Prazo

Permanente

Resultados de Exercícios Futuros

- Investimentos

Patrimônio Líquido

- Imobilizado

- Capital

- Diferido

- Reservas de Capital




- Reservas de Reavaliação




- Reservas de Lucros




- Lucros e Prejuízos Acumulados

Fonte: Savytzky, 2005, p.19.

De acordo com a NBCT - normas brasileiras contábeis - 3.2 e o art. 178 da Lei nº 6.404/76, com as alterações dada pelo art. 37 da Lei nº 11.941/09 a estrutura básica vigente do balanço patrimonial é a seguinte:

Tabela 5: Balanço patrimonial sob Lei nº. 11.941/09


Ativo

Passivo

Ativo Circulante

Passivo Circulante

Ativo Não Circulante

Passivo Não Circulante

Realizável a Longo Prazo

Patrimônio Líquido

Investimentos

Capital Social

Imobilizado

Reservas de Capital

Intangível

Ajustes de Avaliação Patrimonial

 

Reservas de Lucros

 

Ações em Tesouraria

 

Prejuízos Acumulados

Fonte: Cenofisco, 2009.
1.2.4.8 Demonstração de resultado do exercício
A Demonstração do Resultado do Exercício destina-se em apurar os resultados conforme confronto entre receitas, custos e despesas apuradas segundo o regime de competência. Segundo Matarazzo (1998, p. 47)

A Demonstração do Resultado do Exercício é uma demonstração dos aumentos e das reduções causados no Patrimônio Líquido pelas operações da empresa. As receitas representam normalmente o aumento do Ativo, através de ingresso de novos elementos, como duplicatas a receber ou dinheiro proveniente das transações. Aumentando o Ativo, aumenta o Patrimônio Líquido. As despesas representam redução do Patrimônio Líquido, através de um entre dois caminhos possíveis: redução do Ativo ou aumento do Passivo Exigível.

1.2.4.9 Demonstração do fluxo de caixa
Esta ferramenta é de grande utilidade dentro das organizações, apesar de ser esquecida na avaliação de uma empresa, por ser de uso exclusivo dos gestores. Uma má utilização desta ferramenta pode levar à empresa a falência.

Com esta ferramenta, os gestores podem fazer planejamentos diários, mensais e até anuais, pois esta demonstra se a empresa terá ou não condições de cumprir com suas obrigações com terceiros, conforme diz Matarazzo (1998, p. 369).

Através da Demonstração de Fluxo Líquido de Caixa – DFLC pode-se saber se a empresa foi autossuficiente no financiamento de seu giro e qual a sua capacidade de expansão com recursos próprios gerados pelas operações, ou seja, a inadimplência financeira da empresa é posta em cheque.
Conforme Matarazzo (1998, p. 370) a demonstração de fluxo de caixa tem como principais objetivos:


  1. Avaliar alternativas de investimentos;

  2. Avaliar e controlar ao longo do tempo as decisões importantes que são tomadas na empresa, com reflexos monetários;

  3. Avaliar as situações presente e futura do caixa na empresa, proporcionando-a para que não chegue à situação de liquidez;

  4. Certificar que os excessos momentâneos de caixa estão sendo devidamente aplicados.

1.2.4.10 Demonstração de lucros e prejuízos acumulados


Esta demonstração mostra a variação do resultado do exercício em períodos distintos, a diferença entre estes, sendo lucro ou prejuízo é transferido para o patrimônio líquido na conta de lucros e prejuízos acumulados. De acordo com Ribeiro (2004, p. 65) a demonstração de lucros e prejuízos acumulados é composta pelas seguintes contas, como mostra a figura abaixo.
Figura 7: Demonstração de lucros ou prejuízos acumulados.

Fonte: Ribeiro, 2004, p. 80.


1.2.4.11 Controle interno
O controle interno é compreendido pela organização como um conjunto coordenado de métodos e medidas adotadas para proteger o patrimônio, verificando sua exatidão e veracidade de dados contábeis ou operacionais. Segundo Crepaldi (2004, p. 268) “[...] controle interno está dividido em controles contábeis e controles administrativos.” Assim, fica claro, pelo conceito exposto, que sua função é assegurar a fluidez necessária para obtenção de fatos palpáveis.

A importância do controle interno fica clara quando observamos uma empresa que não tem controle do fluxo de operações realizadas e a confiabilidade dos seus resultados é base para determinação de decisões administrativas.

Um sistema bem desenvolvido não depende somente do planejamento da empresa, mas também da competência técnica do pessoal que o utiliza. Com esta participação técnica, o controle interno determina informações com mais precisão colocando à disposição dos gestores dados precisos para decisão oportuna.

Um sistema de controle interno que funcione corretamente não depende apenas do planejamento efetivo da empresa e da eficiência dos procedimentos e práticas instituídas. Ele depende também da competência de todo o pessoal envolvido poder levar adiante, de forma eficiente e econômica, os procedimentos que devem ser adotados. (CREPALDI, 2004, p. 270).


A gestão de negócios é responsável pelo estabelecimento do sistema de controle interno, por verificar se os funcionários estão seguindo o sistema de controle e por suas possíveis modificações. “Os meios de controle extra contábil das operações são criados através do planejamento lógico do fluxo dos procedimentos relativos à escrituração e das normas de aprovação nos setores aos quais elas ocorrem.” Conforme Crepaldi (2004, p. 270).

Os controles internos são analisados por meio de testes de observância ou aderência ao planejamento do trabalho pelo consultor ou equipe, constituindo-se em elemento fundamental para a avaliação dos riscos da empresa. Os testes poderão ser entendidos e aprofundados através dos procedimentos a serem executados para avaliar sua eficiência.


2 FERRAMENTAS FINANCEIRAS
Diversas áreas do conhecimento como contabilidade, administração e economia buscam dia a dia mencionar o valor de determinados fatos ou de uma instituição, por meio de modelos científicos. Mas existem diversos modelos de avaliação que causa divergências entre os estudiosos da área, até porque o valor muitas vezes é subjetivo dependendo da informação do usuário, natureza de decisões, ambiente e expectativas dos que deseja as informações, dessa forma o valor correto de um negócio poderá ser mensurado das diversas formas. De acordo com Lima (2003, p. 24).

A análise dos demonstrativos econômicos – financeira é uma parte, apenas uma parte da avaliação de empresas. Uma parte importante e nunca desprezível, a qual permite lidar com questões quantitativas objetivas. Através da análise desses demonstrativos fica possível saber como os administradores da empresa conduziram seus negócios ao longo do tempo. Essas demonstrações são basicamente um substituto para o conhecimento detalhado do dia-a-dia das organizações, suas operações e seu gerenciamento, constituem-se nos instrumentos de maior utilidade prática para seus dirigentes.

Dessa forma pode entender que somente abordagens em relatórios oficiais ficarão focadas na parte física das instituições e muitas das vezes não avaliando a empresa toda, como os intangíveis, operacionalização e potencial de mercado do negócio.
2.1 Avaliação focada em valores
O processo de avaliação é um processo de escolhas e decisões, envolvendo a missão, continuidade, objetivos e os custos de oportunidade. O valor da empresa é muitas vezes baseados pela qualidade dos produtos ou serviços gerados a sociedade, como também da maneira que são produzidas ou prestados serviços para satisfação das necessidades dos clientes.

A empresa é vista como uma teia de relacionamentos e, para que ela exista, e possa cumprir sua missão com continuidade e todos os relacionamentos precisam ser reduzidos, conforme Capra apud Lima (2003, p. 30).

Os valores são diversos não somente em números, mas nas crenças e valores dos gestores e da sociedade que usufrui dos bens e serviços oferecidos pelas empresas, assim o processo de avaliação é mencionado através do uso do conhecimento, criam critérios de investigação constantes durante evolução da organização. Para o avaliador ou controller, o grande desafio consiste em escolher o mais apropriado e atentar para suas limitações, todavia, qualquer que seja o modelo de avaliação, sempre existe um propósito específico, a seguir serão apresentados alguns modelos de avaliação de empresas utilizados para esses propósitos.
2.2 Avaliação patrimonial contábil
O modelo de avaliação patrimonial contábil será mencionado pelos registros contábeis na demonstração no balanço patrimonial, obedecendo aos princípios básicos de contabilidade brasileira, importante para fins contábeis, mas limitados para os valores econômicos, pois muitos itens do balanço são registrados pelos valores históricos muitas das vezes não sendo reavaliados pelos valores mercado.

De acordo com Lopo et al apud Lima (2003, p.73): o modelo está baseado na soma algébrica dos ativos e passivos exigíveis mensurados em conformidade como os princípios contábeis tradicionais, conforme apresentação da figura abaixo:

Figura 8: Valor da empresa com base no patrimônio líquido.


Valor da = Ativos – Passivos = Patrimônio

empresa contábeis exigíveis contábeis líquido


Fonte: Lopo et al apud Lima, 2003, p. 73.
Esse modelo segundo Lima (2003, p.73) pode ser utilizado por empresas por empresas cujos ativos mesurados pelos princípios contábeis se aproximam de seus valores de mercado. Percebe-se assim, que seu uso deve ser restrito.
2.3 A evolução da avaliação de balanços
Para se entender como se deu a evolução da avaliação de balanços no contexto das Ciências Contábeis, é preciso, em um primeiro momento, demonstrar seu conceito. Para Schrickel (1999, p. 118) a análise de balanços trata-se de um processo que “[...] envolve a avaliação de um conjunto de demonstrações financeiras e outras informações fornecidas pelas empresas, não se limitando exclusivamente ao Balanço Patrimonial e à Demonstração do Resultado do Exercício”. Para o autor, de acordo com a Lei nº 6.404/76, tal conjunto de informações consiste em:

  1. Demonstrações financeiras, as quais abrangem o Balanço Patrimonial; a Demonstração de Origens e aplicações de Recursos; Demonstração de mutações do patrimônio Líquido e Demonstração de Lucros e Prejuízos Acumulados;

  2. Relatórios: Relatório do Conselho de Administração; Relatório da Diretoria e Notas Explicativas;

  3. Pareceres: Parecer dos Auditores Independentes.

Matarazzo (1998, p. 276), por sua vez, afirma que o produto da análise de balanços são relatórios escritos. Utilizam-se também gráficos, com o objetivo de simplificar dados mais complexos. Na análise de balanços, diferentemente das demonstrações financeiras, os relatórios devem ser estruturados com uma linguagem simples, como se fossem direcionados a um público leigo. Sendo assim, este método assume também o papel de tradução dos elementos contidos nas demonstrações financeiras.

A avaliação de balanços surgiu no sistema bancário americano no final do século XIX, em um contexto no quais os banqueiros americanos perceberam a necessidade de analisar as empresas tomadoras de empréstimos. Seu objetivo seria, então, produzir informações com base em dados de tais empresas:

A medida ganhou aceitação ampla quando, em, 09 de fevereiro de 1895, o Conselho Executivo da Associação dos Bancos no Estado de New York resolveu recomendar aos seus membros que solicitassem aos tomadores de empréstimo declarações escritas e assinadas de seus ativos e passivos. (MATARAZZO, 1998, p. 22).
Em 1900, segundo o autor acima citado, a mesma associação divulgou um formulário de proposta de crédito que incluía espaço para balanço. Entretanto, nesta época, os dados eram analisados de maneira superficial, pois ainda não havia uma noção exata sobre o que comparar e como comparar. Apenas com o passar dos anos foram sendo criadas técnicas científicas sobre como realizar a análise de balanço - por exemplo, comparar ativo circulante com passivo circulante.

A análise de balanços só se firmou em 1915, quando o Federal Reserve Board - o Banco Central Americano determinaram que apenas pudessem ter o crédito aprovado as empresas que tivessem apresentado seus balanços. Tal procedimento fez com que o uso das demonstrações financeiras como base para concessão de crédito fosse definitivamente colocado em prática. (MATARAZZO, 1998, p. 105).

A partir disto, alguns pensadores da contabilidade passaram a propor técnicas e métodos aprimorados para se realizar a análise de balanços, como Alexander Wall, que propôs a análise de balanços através de fórmulas matemáticas. Este pensador, o qual era considerado o pai da análise de balanços, apresentou, em 1919, um modelo de análise de balanços através de índices, além de demonstrar a necessidade de se considerar outras relações além de Ativo Circulante contra Passivo Circulante. (MATARAZZO, 1998, p. 107).

Outro importante autor foi, com base na mesma fonte, James H. Biss, que propôs a análise dos coeficientes através de médias. Ele afirmava, em 1923, na sua obra Financial and operating ratios in management, que é relações financeiras e operacionais em administração, que em todas as atividades há determinados coeficientes que podem ser obtidos a partir de médias. Além disso, pode-se citar o pensador Stephen Gilmar, que propôs a análise horizontal dos coeficientes.

Em 1930, a empresa Du Pont Company desenvolveu um modelo de análise de rentabilidade que avaliava as taxas de retorno, lucro e giro chamado hoje de ROI: Return on Investment – Retorno do Investimento, que será abordado com maior ênfase em tópicos posteriores.

Outro fato importante para a evolução da análise de balanços ocorreu em 1931, quando a empresa Dun & Bradstreet passou a elaborar e divulgar índices-padrão para diversos ramos de atividades, nos Estados Unidos, oferecendo, até os dias de hoje esse tipo de serviço.


2.3.1 A avaliação de balanços no mundo
Silva (2009) afirma que os estudos de balanços existem, na história da contabilidade, há muito tempo, a partir do momento em que se buscou comparar informações de fenômenos patrimoniais, a fim de observar o quanto rendia um negócio e como se dava a riqueza em relação às suas principais finalidades.

De acordo com Silva (2009), o estudo desta área já existia na Suméria antiga, através do uso da análise de provisões, a qual se focava no controle dos riscos e na sustentabilidade dos suprimentos de capital. Além disso, é possível citar contribuições para a análise de balanços desde a idade média, com os estudos de Frei Ângelo Pietra e Ludovico Flori, os quais buscavam, além de registrar dados, entender os objetos destes registros.

O mesmo autor aborda, também, experiências de Portugal, onde:

[...] os principais estudos dos Balanços foram testemunhados por vários, nas lições de Ricardo de Sá (MONTEIRO, 1979, 1983, 1986; CARQUEJA, 2003) que propunha a análise de grupos dos Balanços, do Ativo e Passivo, embora, fosse numa concepção mais jurídica, ou exposta para os Direitos (SILVA, 2009).


Atualmente, a análise de balanços é um instrumento muito importante no gerenciamento contábil, sendo de muita utilidade, tanto para que se conheça a situação econômica de outras empresas, quanto para que a própria empresa possa observar e analisar sua situação econômico-financeira, a fim de tomar atitudes que possam garantir a lucratividade e segurança. Hoje, como será demonstrada neste trabalho, a análise de balanço caracteriza-se por um processo com diversos cálculos e formas de interpretação dos dados de uma empresa, os quais permitem ao analista, verificar as demonstrações financeiras de uma empresa de maneira muito confiável.
2.3.2 A avaliação de balanços no Brasil
No que diz respeito à análise de balanços no Brasil, pode-se afirmar que até 1968 ela ainda era um instrumento pouco utilizado na prática. Entretanto, foi neste mesmo ano que a SERASA – Serviços de Consulta e Pendências e Protestos Exclusivos para Empresas, foi criada passando a operar como central de análise de balanço de bancos comerciais, utilizando-se técnicas desenvolvidas por Dante Matarazzo.

Atualmente, alguns dos índices que surgiram no início ainda são utilizados, mas suas técnicas foram aprimoradas e se tornou objetos de estudo, o que possibilita que sejam cada vez mais refinadas. Fazem parte delas avançados conhecimentos de estatística e matemática. No Brasil, a análise de balanço também se encontra com o nome de Análise de Demonstrações Financeiras - ADF, as quais se tornaram mais conhecidas pela concepção de Francisco D´áurea. Para este professor, a análise de balanços consistiria em decompor a situação patrimonial em elementos dos sistemas econômico e financeiro. Esse tipo de análise é mais utilizado na contabilidade pública brasileira, por ter uma estrutura juridica-contábil em uso desde os anos 60. Porém, para a gestão empresarial com características americanas, ela não é tão aplicada.



2.4 Contabilidade gerencial e a técnica de avaliação de balanços
A análise de balanços surgiu apenas como forma de analisar créditos bancários, mas foi em 1930 que foi dado o primeiro passo para que a análise de balanços e a contabilidade gerencial se encontrassem pela primeira vez, quando a empresa Du Pont criou, como foi dito acima, a fórmula do ROI – Return on Investment:

Esse tipo de análise, desenvolvido há cerca de cinquenta anos, é ainda instrumento de grande utilidade na análise interna ou externa à empresa. Permite ampla decomposição dos elementos que influem na determinação da taxa de rentabilidade. Possibilita ainda identificar as alternativas para modificações da rentabilidade quando estiver em estudo. (MATARAZZO, 1998 p. 27).


Atualmente, a análise de balanços é apenas uma fração da contabilidade gerencial como um todo. Através dela, é possível analisar o desempenho da empresa utilizando-se dos índices-padrão, fazendo, assim, uma análise vertical e horizontal dos coeficientes apresentados pela empresa em determinado período e traçar estratégias para que esses mesmos coeficientes sejam maximizados nos exercícios futuros.

Os índices são ferramentas essenciais para que se tenha uma visão ampla da situação de uma empresa, pois “permitem construir um quadro de avaliação da empresa” (MATARAZZO, 1998 p. 154). A função inicial dos índices-padrão é possibilitar a comparação de uma empresa com outras semelhantes, mas, além disso, eles também são indispensáveis para análises macroeconômicas.

Além disso, os diversos ramos podem ser comparados entre si, bem como a um conjunto que abranja todos os ramos industriais, chamado setor; dessa forma, analisa-se cada ramo da atividade e pode-se comparar o desempenho da indústria, comércio, e serviços entre si. (MATARAZZO, 1998 p. 201).
O autor relata que a construção do índice padrão exige cuidados, uma vez que se trata de uma ferramenta obtida por técnicas estatísticas - cálculo da média, moda, mediana entre outras que tornam possível a extração de determinadas medidas. De acordo com Matarazzo (1998, p.199), que para se calcular os índices-padrão, é preciso seguir a seguinte sequência:


  1. Separam-se as empresas em ramos de atividades.

  2. De cada empresa, dentro de um mesmo ramo, toma-se determinado índice financeiro.

  3. Os índices assim obtidos são colocados em ordem crescente de grandeza.

  4. Os índices-padrão são dados pelos decis.

Os decis possibilitam que se tenha mais de uma única medida de posição, oferecendo nove medidas, o que permite uma ampla ideia da distribuição estatística dos índices. Ao tomar os decis, o universo é distribuído em fatias com 10% cada. Dessa forma, ao invés de se trabalhar com um número muito grande de índices, passa-se a trabalhar com apenas alguns decis.

É importante deixar claro que a técnica de índices-padrão não tem o objetivo de encontrar um padrão ideal de um índice, pois não existe, na análise de balanços, um índice ideal. É por isso que não se calcula um padrão para cada tipo de índice, mas sim, apresentam-se nove decis. “Cada decil é o padrão de comportamento de uma faixa de empresas do ramo, entendido padrão como base para avaliações e não como exemplo ou ideal” (MATARAZZO, 1998, p. 209).

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