Curso de Especialização Latu Sensu em Gerência Contábil, Financeira e Auditoria



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2.5 Avaliação financeira e econômica
No momento de se analisar ou avaliar uma empresa existe uma ferramenta importante que são os quocientes, para melhor compreender a situação econômica, financeira e patrimonial de uma organização, conforme mostra o resumo de quocientes no anexo XIII.

Conforme Matarazzo (1998, p.154) O importante não é o cálculo de grande número de índices, mas de um conjunto de índices que permita conhecer a situação da empresa, segundo o grau de profundidade desejada na análise.

Os índices financeiros são os mais variados. Entre eles estão os índices de endividamento, de liquidez e rentabilidade.

São através do balanço patrimonial que são extraídos os valores para cálculos de todos os índices, desde os de liquidez quanto os de endividamento. Quanto mais informações, mais concretos serão os resultados.

2.5.1 Análise dos quocientes
Existem várias formas de se analisar uma empresa, e também vai depender de cada profissional a maneira de como irá fazer a análise.

A junção de todos os quocientes pode confundir o profissional na hora de realizar a análise de cada índice. Portanto, é necessária a seleção dos quocientes para que a análise seja rica em seus detalhes e precisa em seus resultados. Estes quocientes geralmente são utilizados pelos analistas de Balanços que numa visão globalizada pode mostrar separadamente a situação econômica e a situação financeira da organização.

Ao analisar os quocientes separadamente devem-se levar em consideração que para evidenciar a situação financeira empresarial os índices utilizados são os quocientes de estrutura de capitais e de liquidez e para evidenciar a situação econômica se utiliza os quocientes de rentabilidade. De acordo com Ribeiro (2004, p. 132).

Em geral, a análise por meio de quocientes é desenvolvida através dos quocientes que evidenciam o grau de endividamento, a liquidez e a rentabilidade. Entretanto, sempre que as conclusões dos analistas indicarem a necessidade de se conhecer outros detalhes, um número maior de quocientes poderá ser extraído das demonstrações financeiras para ser utilizado. A fim de se obter um bom diagnóstico quanto à situação econômica e financeira de uma entidade, é aconselhável que o analista utilize um número pequeno de quocientes, evitando o acúmulo poderá levá-lo a distorções, causando-lhe sérios transtornos na elaboração de suas conclusões. Recomenda-se analisar a situação financeira separadamente da situação econômica, para que em um segundo estágio os resultados obtidos em cada uma dessas duas análises sejam conjugados, a fim de compor um quadro geral da situação patrimonial da entidade. A situação financeira é evidenciada pelos quocientes de estrutura de capitais e de liquidez, enquanto a situação econômica é ressaltada por meio dos quocientes de rentabilidade.


A maneira de se interpretar os quocientes depende das fórmulas que serão aplicadas e que darão os resultados. Todas essas fórmulas dependem de valores que são extraídos das demonstrações contábeis que variam de empresa para empresa.

Os quocientes que podem melhor expressar e oferecer diagnósticos precisos de qualquer organização é os Quocientes de Estrutura de Capitais que é composto pelos seguintes índices: quocientes de participação de capitais de terceiros, composição do endividamento, imobilização do patrimônio líquido e imobilização dos recursos não recorrentes. Os quocientes de liquidez que são compostos pelos seguintes índices: liquidez geral, liquidez seca, liquidez corrente e liquidez imediata. E por fim, os quocientes de rentabilidade que é composto pelos seguintes índices: giro do ativo, margem líquida, rentabilidade do ativo e rentabilidade do patrimônio líquido.


2.5.1.1 Quocientes de estrutura de capitais
Estes quocientes indicam o nível de endividamento da empresa em consequência da procedência dos capitais investidos no patrimônio empresarial. Eles mostram a harmonia entre os capitais próprios e os capitais de terceiros que são calculados com base nos números contidos no balanço patrimonial.

O passivo tem a obrigação de mostrar os capitais que foram arrecadados pela empresa e consequentemente a sua origem, já o ativo expõe onde estes recursos foram investidos, conforme diz Ribeiro (2004, p.133) No Balanço Patrimonial, o lado do Passivo mostra a origem dos capitais que estão à disposição da empresa, enquanto o lado do Ativo mostra em que esses capitais foram aplicados.

Desta forma fica fácil identificar quem mais investiu na empresa, se foram os proprietários ou pessoas/entidades externas a empresa.

A avaliação deste índice se dá da seguinte forma: se o capital próprio é quem movimenta os investimentos da empresa, significa que a mesma possui situação financeira favorável, porém se o investimento for através do capital de terceiros, significa que a mesma se encontra endividada, pois a maior parte investida advém de uma capital que não está ligado aos proprietários.


2.5.1.1.1 Participação de capitais de terceiros

Este índice manifesta a equivalência existente entre capital próprio e capital de terceiros, ou seja, quanto à organização utiliza de capitais de terceiros a cada um real do capital próprio. O capital de terceiros é compostos pelas contas do passivo circulante mais o exigível a longo prazo que é igual ao exigível total.

Segundo Ribeiro (2004, p. 134) se multiplicarmos este quociente por 100, obteremos a resposta em porcentagem, ou seja, quanto à empresa utiliza de Capitais de Terceiros para cada R$ 100 de Patrimônio Líquido.
Participação de capitais de terceiros = Exigível Total x 100

Patrimônio Líquido


Este quociente é do tipo quanto menor, melhor.


2.5.1.1.2 Composição do endividamento

Este índice manifesta a equivalência existente entre as obrigações de curto prazo e as obrigações totais, ou seja, quanto à organização terá que desembolsar para efetuar o pagamento das contas a curto prazo para cada um real das obrigações totais.

Segundo Ribeiro (2004, p. 135) se multiplicarmos este quociente por 100, obteremos a resposta em porcentagem, ou seja, quanto à empresa terá de pagar a curto prazo para cada R$ 100 do total das obrigações existentes.
Composição do endividamento = Passivo Circulante x 100

Exigível Total
Este quociente é do tipo quanto menor, melhor.
2.5.1.1.3 Imobilização do patrimônio líquido
Este índice manifesta a parte do patrimônio líquido que foi aproveitado para financiar a compra do ativo permanente, ou seja, quanto à organização possui imobilizado no ativo permanente para cada um real de patrimônio líquido.

Segundo Ribeiro (2004, p. 136) se multiplicarmos este quociente por 100, obteremos a resposta em porcentagem, ou seja, quanto por cento do Patrimônio Líquido foi aplicado no Ativo Permanente.


Imobilização do patrimônio líquido = Ativo Permanente x 100

Patrimônio Líquido


Este quociente é do tipo quanto menor, melhor.
2.5.1.1.4 Imobilização dos recursos não correntes
Este índice manifesta a equivalência existente entre o ativo permanente e os recursos não correntes, ou seja, quanto à organização empregou no ativo permanente a cada um real do patrimônio líquido mais o exigível a longo prazo.

Segundo Ribeiro (2004, p. 138) se multiplicarmos este quociente por 100, obteremos a resposta em porcentagem, ou seja, quanto por cento do Capital Próprio mais Exigível a Longo Prazo a empresa empregou no Ativo Permanente.


Imobilização dos recursos não correntes = Ativo Permanente x 100

Patrimônio Líquido + Exigível a Longo Prazo


Este quociente é do tipo quanto menor, melhor.

Para Gitman (1997, p. 115) A situação de endividamento de uma empresa indica o montante de recursos de terceiros que está sendo usado, na tentativa de gerar lucros.


2.5.1.2 Quocientes de liquidez - solvência
Os índices de liquidez ajudam a visualizar a capacidade de pagamento de suas obrigações assumidas com terceiros.

Ribeiro (2004, p. 140) explica que:

Estes quocientes mostram a proporção existente entre os investimentos efetuados no Ativo Circulante e no Ativo Realizável a Longo Prazo em relação aos capitais de Terceiros (Passivo Circulante e Passivo Exigível a Longo Prazo). São calculados com base em valores extraídos do Balanço Patrimonial.
Como regra geral, podemos dizer que, quando a análise dos Quocientes de Estrutura de Capitais indicarem a existência de um grau de endividamento aceitável, provavelmente a análise dos Quocientes de Liquidez também revelará existência de grau de solvência satisfatório. Para que se possa obter um diagnóstico mais completo acerca da solidez financeira da empresa, vários aspectos precisam ser relevados:


  1. Alto grau de endividamento nem sempre é sinônimo de insolvência – a empresa poderá estar endividada, mas pagar seus compromissos em dia. Isto é possível, por exemplo, nos casos em que a empresa consegue renegociar facilmente suas dívidas;

  2. A empresa poderá apresentar abaixo grau de liquidez a curto prazo, porém um bom grau de liquidez a longo prazo e vice-versa;

  3. A empresa poderá contar com alto grau de liquidez, mas não dispor de dinheiro para pagar seus compromissos imediatos.

2.5.1.2.1 Liquidez geral


Este quociente mostra claramente se os recursos aplicados no ativo circulante e no ativo realizável a longo prazo são capazes de pagar todas as suas obrigações de curto e longo prazo assumidas com terceiros, ou seja, quanto à organização possui de ativo circulante mais realizável a longo prazo a cada um real das obrigações totais.
Liquidez Geral = Ativo Circulante + Ativo Realizável a Longo Prazo

Passivo Circulante + Passivo Exigível a Longo Prazo


Este quociente é do tipo quanto maior, melhor.
2.5.1.2.2 Liquidez corrente
Este quociente mostra a competência financeira da empresa de honrar seus compromissos de curto prazo, ou seja, quanto à empresa possui de ativo circulante a cada um real de passivo circulante.
Liquidez Corrente = Ativo Circulante

Passivo Circulante


Este quociente é do tipo quanto maior, melhor.
2.5.1.2.3 Liquidez seca

Este quociente mostra a competência financeira líquida da empresa de honrar seus compromissos de curto prazo, ou seja, quanto à empresa possui de ativo circulante líquido a cada um real de passivo circulante.


Liquidez Seca = Ativo Circulante – Estoques

Passivo Circulante


Este quociente é do tipo quanto maior, melhor.
Ribeiro (2004, p. 144) explica que existem duas maneiras de se apurar o índice de liquidez seca.

  1. Subtraindo-se do Ativo Circulante os valores que não representam conversibilidade garantida, como os estoques, os Impostos a Recuperar e as Despesas do Exercício Seguinte;

  2. Somando-se às disponibilidades os valores dos Investimentos Temporários a Curto Prazo e as Contas a Receber de Clientes.

Portanto, a fórmula para se apurar o Quociente de Liquidez Seca poderá ser apresentada no início deste item, desde que já estejam deduzidos do Ativo Circulante os valores dos Impostos a Recuperar e as Despesas do Exercício Seguinte. Há, ainda, outra fórmula que pode ser usada:
LS = Disponibilidades + Investimentos Temporário a Curto Prazo + Contas a Receber de Clientes


Passivo Circulante


Este índice deve ser verificado juntamente com o índice de liquidez corrente, para que se tenha uma análise mais precisa.
2.5.1.2.4 Liquidez imediata
Este tipo de índice mostra a liquidez imediata que a empresa possui para cumprir com seus deveres e obrigações no curto prazo. São considerados apenas saldo de caixa, bancos e em aplicações financeiras de liquidez imediata, a cada um real do passivo circulante.
Liquidez Imediata = Disponibilidades

Passivo Circulante


Este quociente é do tipo quanto maior, melhor.

Ribeiro (2004, p. 145) diz que A interpretação deste quociente deve ser direcionada a verificar se existe ou não necessidade de recorrer a algum tipo de operação visando obter mais dinheiro para cobrir obrigações vencíveis a curto prazo.

A partir dos resultados obtidos podemos fazer as seguintes análises:


  1. Maior que um: resultado que demonstra folga no disponível para uma possível liquidação das obrigações.

  2. Se igual a um: os valores dos direitos e obrigações a curto prazo são equivalentes.

  3. Se menor que um: não haveria disponibilidades suficientes para quitar as obrigações a curto prazo, caso fosse necessário.

2.5.1.3 Quocientes de rentabilidade


Para uma avaliação econômica os quocientes de rentabilidade são utilizados para determinar a capacidade econômica da organização, ou seja, mostram o nível de excelência econômica conquistado pelo capital investido na organização, conforme diz Ribeiro (2004, p. 146) Os quocientes de rentabilidade servem para medir a capacidade econômica da empresa, isto é, evidenciam o grau de êxito econômico obtido pelo capital investido na empresa.

O lucro obtido do capital investido na organização é visualizado de acordo com a diferença entre contas ou grupos da demonstração do resultado do exercício ou unindo-as com grupos de contas do balanço patrimonial.


2.5.1.3.1 Giro do ativo
Este índice coloca em evidência a harmonia que deve existir entre o volume de vendas e os investimentos totais realizados na organização, ou seja, quanto à organização vendeu a cada um real de investimento total.
Giro do Ativo = Vendas Líquidas

Ativo Total


Este quociente é do tipo quanto maior, melhor.

2.5.1.3.2 Margem operacional


Para análise do desempenho de uma organização, é muito utilizada a margem operacional. Seu cálculo se dá pela divisão do lucro operacional pela receita liquida. O nível de margem oscila de setor para setor, e quanto maior, mais rentável é a organização. Porém, na análise de períodos mais curtos, sua redução não indica uma piora. Alguns analistas, ao avaliar resultados de um período curto, como em um trimestre, punem a organização que apresentam margem inferior as anteriores. Isto não é correto, pois a queda nos índices pode ser um impacto de curto prazo. Essa redução pode ser proveniente de vários fatores, tais como:

  1. Aumento de segmentos com menor margem operacional;

  2. Crescimento do mercado externo, com um momento de valorização cambial;

  3. Aumento de custos não repassados no preço.

Uma empresa com boa parte de seus custos variáveis, como empresas de serviços, encontram barreiras para aumentar suas margens e mesmo assim não deixam de ser boas opções de investimento.
Margem Operacional = Lucro Operacional

Receita Líquida

Este quociente é do tipo quanto maior, melhor.
2.5.1.3.3 Margem líquida
Este índice evidencia o lucro conquistado pela organização com relação ao seu faturamento, ou seja, quanto à organização alcançou de lucro líquido a cada um real de vendas.

Margem Líquida = Lucro Líquido



Vendas Líquidas
Este quociente é do tipo quanto maior, melhor.
2.5.1.3.4 Rentabilidade do ativo - ROA
O Retorno sobre o Ativo mostra o desempenho da organização em sua totalidade, e é tido como um dos quocientes individuais mais significativos da análise de balanço. Esse quociente deve ser usado pelas organizações como um teste geral de desempenho, aonde irá se comparar os resultados encontrados e o retorno esperado. O Retorno sobre o Ativo mostra a capacidade que a empresa tem de gerar lucros, quanto conseguiu lucrar em relação ao que foi investido.
Rentabilidade do Ativo = Lucro Líquido

Ativo Total

O processo de avaliação dos resultados obtidos é interpretado da seguinte maneira:


  1. Até 8%, rentabilidade baixa;

  2. De 8% a 14%, rentabilidade normal;

  3. De 14% a 20%, rentabilidade boa;

  4. Acima de 20% rentabilidade excelente.

2.5.1.3.5 Rentabilidade do patrimônio líquido - ROE


Este quociente é visto pelos analistas como principal índice de rentabilidade, representando a medida geral de desempenho da empresa. A rentabilidade do patrimônio líquido – ROE - é de extrema importância para os analistas, pois através dele é possível demonstrar a rentabilidade em torno dos recursos dos acionistas em relação aos recursos totais da empresa. Segundo Grapelli (1998, p. 67) O índice do Retorno Sobre o Patrimônio Líquido – ROE - mede a taxa de retorno para os acionistas. Os analistas de mercado de capitais, tanto quanto os acionistas, estão especialmente interessados nesse índice. Em geral, maior o retorno, mais atrativa é a ação.
Rentabilidade do patrimônio líquido = Lucro Líquido

Patrimônio Líquido


Seu processo de avaliação da seguinte maneira:

  1. Até 2%, rentabilidade péssima;

  2. De 2% a 10%, rentabilidade baixa;

  3. De 10% a 16%, rentabilidade boa;

  4. Acima de 16% rentabilidade excelente.

2.5.1.3.6 Retorno sobre investimento - ROI
Este quociente é muito utilizado pelos gestores, pois relaciona rendimentos obtidos por um investimento. Segundo Padoveze (1997, p. 174), o retorno sobre investimento permite avaliar o investimento na mesma linha de avaliação que é feita pela análise de balanço, através dos quocientes de rentabilidade do ativo e rentabilidade do patrimônio líquido.

O retorno sobre o investimento é um índice de rentabilidade simples, porém eficiente, que relaciona os lucros obtidos com o valor do investimento. Seu cálculo é de fácil entendimento, sua base se dá nas informações gerenciais obtidas nos demonstrativos contábeis.


Retorno sobre o investimento = Resultado Líquido

Investimento


2.5.2 Avaliação patrimonial
Avaliação patrimonial tem por objetivo estabelecer os valores atuais de reposição, depreciação e mercado de todos os itens que compõem o patrimônio da entidade, para determinar seu valor patrimonial.

A avaliação patrimonial proporciona uma visão real e atualizada através do balanço patrimonial e da demonstração de resultado do exercício.


2.5.3 Análise vertical e análise horizontal
A análise vertical e horizontal do balanço patrimonial e demonstração do resultado do exercício devem ser analisadas em conjunto, é por isso que é considerada uma só técnica de análise, e são utilizadas como complemento das análises realizadas através dos quocientes, mas diferente da análise dos quocientes as análises vertical e horizontal são mais exploradas, porque envolvem todos os itens das demonstrações e apontam os erros responsáveis pelas deficiências da organização.

2.5.3.1 Análise vertical

Análise vertical é a forma mais eficaz de se fazer uma análise de estrutura patrimonial, pois permite a avaliação do percentual de cada conta ou grupo existente no balanço patrimonial relacionado ao ativo ou passivo.

Na demonstração do resultado do exercício a análise vertical tem a função de mostrar a proporção das contas ou grupo com relação às receitas líquidas de vendas. Além disso, esses percentuais podem ser comparados com exercícios anteriores ou futuros para avaliar o crescimento ou dispêndio da organização.

E uma ideia para avaliar a sua situação empresarial diante da concorrência, através da comparação dos coeficientes caso a mesma divulgue seu balanço patrimonial e sua demonstração do resultado do exercício.

O cálculo para obtenção desse coeficiente através do balanço patrimonial é:


Conta ou Grupo de Contas x 100 ou Conta ou Grupo de Contas x 100

Ativo Total Passivo Total


O cálculo para obtenção desse coeficiente através da demonstração do resultado do exercício é:

Conta ou Grupo de Contas x 100 ou Conta ou Grupo de Contas x 100

Receita Bruta Conta ou Grupo anterior

Ribeiro (2004, p. 174) explica que:

A porcentagem encontrada corresponde ao percentual de participação das Despesas Administrativas em relação ao volume da Receita Líquida das Vendas. No Balanço Patrimonial, a Análise Vertical abrange cálculos de percentuais de todas as contas, podendo relacioná-las tanto com os grupos que a pertencem com o total do Ativo e/ou do Passivo [...].
Segundo Schrickel (1999, p. 120), a análise vertical e horizontal trata-se de um bom passo iniciais para se analisar diversos balanços de uma empresa. Além disso, este método consiste em uma forma simples e eficaz de se adquirir uma ampla visão sobre os demonstrativos econômico-financeiros da empresa.

A análise vertical permite, inicialmente, que o analista avalie a estrutura do balanço - Balanço Patrimonial e Demonstração de Resultados, o que chamamos de lógica de balanço, isto é, se a proporcionalidade dos diferentes componentes patrimoniais e de resultados se mantém ao longo dos anos, ou se existem desequilíbrios importantes, que devem merecer uma avaliação mais minuciosa. (SCHRICKEL, 1999, p. 132).


Quando falamos em análise vertical, nos preocupamos com a participação de cada item no total, ou seja, com a porcentagem da composição de uma demonstração. (SANVICENTE, 1997, p 55). O autor afirma, também, que a análise vertical faz referência a um determinado período, o que torna necessário que se compare com outras análises verticais para se chegar a uma explicação segura dos fatos observados. Schrickel (1999, p. 135) cita que uma das vantagens deste tipo de análise é o fato de que ela não se fixa apenas em números absolutos - valores em moeda, considerando, além disso, os percentuais relativos.

Tabela 6 – Análise vertical



 

2003

A.V.

DISPONIBILIDADES

R$ 20,00

6%

RECEBÍVEIS A CURTO

R$ 90,00

27%

ESTOQUES

R$ 60,00

18%

RECEBÍVEIS A LONGO

R$ 10,00

3%

IMOBILIZADO

R$ 150,00

44%

INVESTIMENTOS

R$ 5,00

1%

INTANGÍVEL

R$ 3,00

1%

TOTAL DO ATIVO

R$ 338,00

100%
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