Curso de Especialização Latu Sensu em Gerência Contábil, Financeira e Auditoria



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Fonte: Lopo et al apud Lima, 2003, p. 98.

2.5.3.2 Análise horizontal


A análise horizontal tem o objetivo de mostrar a evolução dos itens das demonstrações financeiras no decorrer dos anos, analisando assim o desempenho de das contas ou grupos. De acordo com Ribeiro (2004, p. 176).

A Análise Horizontal, também denominada por alguns analistas, Análise por meio de números – índices têm por finalidade evidenciar a evolução dos itens das demonstrações financeiras ao longo dos anos. Este tipo de análise possibilita o acompanhamento do desempenho de cada uma das contas que compõe a demonstração em questão, ressaltando as tendências evidenciadas em cada uma delas, seja de evolução ou de retração.


O cálculo para obtenção desse coeficiente através do balanço patrimonial é:
Conta ou Grupo de Contas x 100 ou Conta ou Grupo de Contas x 100

Ativo Total Passivo Total


O cálculo para obtenção desse coeficiente através da demonstração do resultado do exercício é:
Conta ou Grupo de Contas x 100 ou Conta ou Grupo de Contas x 100

Receita Bruta Conta ou Grupo anterior


A análise horizontal tem o objetivo de evidenciar a evolução dos itens de demonstrações financeiras ao longo dos anos, acompanhando, assim, o desempenho de cada conta em questão, seja a evolução ou retração. Tal análise possibilita verificar a evolução de cada conta em relação à evolução do conjunto e concluir se o Lucro líquido comportou-se da mesma maneira no período.

Sanvicente (1997, p. 90) descreve o método da análise horizontal de demonstrações financeiras como o acompanhamento da evolução de um dado item de uma demonstração no decorrer de um determinado tempo. Para ele, este tipo de análise envolve o cálculo de porcentagens de variação de cada item levado em consideração entre um período e outro. A função da análise horizontal, bem como da vertical, é possibilitar a comparação de dados obtidos com algum outro indicador.

A análise horizontal permite ao analista verificar os pontos que impediram o crescimento da empresa, assim como tendências de aumento ou diminuição de custos, despesas ou receitas. Esta análise é feita através de números-índices, que consistem em substituir os valores constantes das contas por números percentuais, que facilitam sua subsequente comparação. Tal comparação se dá por meio da escolha de um exercício como base, atribuindo a seus valores o percentual de 100 e comparando os demais períodos com este, utilizando-se a regra de três.

No caso da análise horizontal, é interessante relacionar variações de itens tais como vendas, patrimônio, lucros custos de produtos vendidos, por exemplo, a indicadores com taxas de crescimento de economia como um todo, do setor ao qual pertence a empresa, taxas de inflação, ou a evolução dos mesmos itens nos concorrentes mais próximos da empresa. (SANVICENTE, 1997 p. 173)


Tabela 7 – Análise horizontal

ANÁLISE HORIZONTAL

 

2006

A.H.

2007

A.H.

2008

A.H.

VENDAS

R$ 500,00

100%

R$ 568,00

11,36%

R$ 689,00

13,78%

CUSTO DAS VENDAS

R$ 300,00

100%

R$ 355,00

11,83%

R$ 477,00

15,90%

LUCRO EM VENDAS

R$ 200,00

100%

R$ 213,00

10,65%

R$ 212,00

10,60%

Fonte: Lopo et al apud Lima, 2003, p. 101.

Para Matarazzo (1998, p. 202), a análise vertical se baseia em valores percentuais de demonstrações financeiras. Para isto, é calculado o percentual de cada conta em relação a um valor base. Como objetivo da análise vertical, o autor cita: “mostrar a importância de cada conta em relação à demonstração financeira a que pertence e, através da comparação com padrões do ramo ou percentuais da própria empresa em anos anteriores, permitir inferir se há itens fora das proporções normais” (MATARAZZO, 1998 p. 255).

No que diz respeito à análise horizontal, o autor fala que seu objetivo é demonstrar a maneira como cada conta das demonstrações financeiras evolui, percebendo, assim, o desenvolvimento da empresa.

Observando os objetivos da análise vertical e horizontal, percebe-se que estes dois métodos são complementares, sendo recomendável ao analista que relacione as demonstrações financeiras obtidas pelos dois processos. Ainda com base nas ideias de Matarazzo, isto pode ser confirmado quando o autor diz que:

É desejável que as conclusões baseadas na análise Vertical sejam complementadas pelas da Análise Horizontal. Na demonstração do resultado pequena percentuais podem ser significativos, visto que o lucro líquido costuma representar também percentual muito pequeno em relação às vendas. […] o analista para um item que pode estar fora do controle, a Análise Horizontal estará cumprindo o seu papel. Em resumo, a Análise Vertical e a Análise Horizontal devem ser usadas como uma só técnica de análise, por isso a denomina Análise Vertical/Horizontal (MATARAZZO, 1998. p. 255).
2.6 Importância da análise de balanços
A partir de dados coletados no balanço patrimonial, é realizada a análise de balanços. Após o encerramento do processo contábil, é extraído do mesmo, números para elaboração das demonstrações, conforme mostra Ribeiro (2004, p. 14 e 15) nas figuras do anexo IX processo contábil e anexo versus processo de análise de balanços.

É de extrema importância que seja feita à análise de balanço, seja a empresa, micro, pequena, média ou de grande porte. Após coletar e analisar dados, o analisa calcula os quocientes, índices ou coeficientes, para que seja feita uma avaliação geral da organização, conforme diz Ribeiro (2004, p. 13).

O analista de Balanços não é vidente nem adivinho. O que ele faz é analisar dados concretos aplicando fórmulas de acordo com sua experiência contábil e, a partir disso, é capaz de avaliar o presente com base no passado e projetar o futuro, fundamentando-se sempre no desempenho dos últimos períodos analisados.
2.7 Avaliação conjunta
Ao avaliar uma empresa, o controller não pode usar somente um índice ou conhecer somente o processo da organização, mas sim utilizar todos os métodos e mecanismos possíveis, pois todos formam um conjunto para uma avaliação. Na utilização dos índices o resultado será preciso para o analista nas tomadas de decisões.

CAPÍTULO III

ESTUDO DE CASO: EMPRESA FICTICIA LABORATORIO DE ANALISES CLINICAS LTDA.

Com a expansão do mercado e o aumento da competitividade mundial é necessário maior conhecimento da vida financeira, econômica e patrimonial pelos seus gestores, muitas das vezes a forma de controle não é muito conhecida pelos mesmos, nesse instante é necessário o conhecimento de uma especialista em consultoria de negócios. Em avaliações abrangentes e especificas em algumas fontes de informação do negócio, além de novas definições para o desenvolvimento das atividades da empresa, contribuindo assim para avaliação dos processos adotados pela organização.

Quando um empresário inicia um projeto para a abertura de um negócio, precisa fazer uma profunda avaliação do mercado e do negócio; com o consultor não é diferente. Para realização do trabalho de consultoria, o ideal é que a empresa procure o consultor. Porém, em muitos casos, o consultor pode procurar uma empresa para oferecer seus serviços.

Dessa forma buscando melhor desenvolver a pesquisa será apresentado um balanço patrimonial e, também, a demonstração de resultado fictícios dos exercícios de 2007, 2008 e 2009. Os resultados dessas demonstrações auferidos por todas as fórmulas financeiras apresentadas serão analisados e utilizados para que se proceda às análises intrínseca e extrínseca.


1 DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS


    1. Balanço Patrimonial

No Balanço Patrimonial da Empresa Fictícia Laboratório de Análises Clínicas Ltda., constam as seguintes contas nos exercícios de 2007, 2008 e 2009, os mesmos foram padronizados para garantir maior clareza.



Nessa primeira parte será demonstrado o grupo do ativo:


LABORATÓRIO FICTÍCIO DE ANALÍSES CLÍNICAS LTDA.

31/12/2007

31/12/2008

31/12/2009

CIRCULANTE







 

FINANCEIRO







 

Disponível

35.888,15

45.710,21

57.162,25 

Aplicações Financeiras

0,00

0,00

0,00 

SOMA

35.888,15

45.710,21

57.162,25 

OPERACIONAL







 

Clientes

17.760,28

13.816,66

13.874,91 

Estoques

0,00

0,00

0,00 

Outros Créditos

7.769,12

17.787,04

2.817,90 

SOMA

25.529,40

31.603,70

16.692,81 

TOTAL ATIVO CIRCULANTE

53.648,43

77.313,91

73.855,06 

NÃO CIRCULANTE







 

Realizável a longo prazo

15.137,65

15.137,65

15.161,22

Investimentos

1.478,10

1.898,10

2.567,69 

Imobilizado

71.761,26

67.835,11

93.580,48 

Intangível

0,00

0,00

0,00 

TOTAL DO ATIVO NÃO CIRCULANTE

88.377,01

82.972,76

111.309,39 

TOTAL DO ATIVO

142.025,44

160.286,67

185.164,45 

O ativo é composto por dois grandes subgrupos o circulante e não circulante, que apresentam características financeiras, operacional e patrimonial e suas evoluções.




LABORATÓRIO FICTÍCIO DE ANALÍSES CLÍNICAS LTDA.

31/12/2007

31/12/2008

31/12/2009

PASSIVO







 

CIRCULANTE







 

OPERACIONAL







 

Fornecedores

44.087,39

40.246,77

58.756,06 

Outras Obrigações

59.125,16

63.930,07

64.163,72 

SOMA

103.212,55

104.176,84

122.919,78 

FINANCEIRO







 

Empréstimos Bancários

64.124,82

736,59

26.612,47 

Duplicatas Descontadas

0,00

0,00

0,00 

SOMA

64.124,82

736,59

26.612,47 

TOTAL PASSIVO CIRCULANTE

167.337,37

104.913,43

149.532,25 

NÃO CIRCULANTE










Exigível a Longo Prazo

14.637,65

14.637,65

14.637,65 

TOTAL PASSIVO NÃO CIRCULANTE

14.637,65

14.637,65

14.637,65 

PATRIMÔNIO LÍQUIDO







 

Capital

500,00

500,00

500,00 

Reservas

0,00

0,00

0,00

Prejuízos ou Lucros Acumulados

- 40.449,58

40.235,59

 20.494,55

TOTAL DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO

- 39.949,58

40.735,59

20.994,55

TOTAL DO PASSIVO

142.025,44

160.286,67

 185.164,45
Na segunda parte será demonstrado o grupo do passivo:
O ativo é composto por dois grandes subgrupos o circulante e não circulante, que apresentam características financeiras, operacional e patrimonial e suas evoluções.
1.2 Demonstrações do Resultado do Exercício
A Demonstração do Resultado do Exercício tem como objetivo principal apresentar de forma vertical resumida o resultado apurado em relação ao conjunto de operações realizadas num determinado período, normalmente, de doze meses.

Na determinação da apuração do resultado do exercício serão computados em obediência ao princípio da competência.



Dessa forma, a Demonstração do Resultado do Exercício da Empresa fictícia Laboratório de Analises Clinicas Ltda., constam as seguintes contas nos exercícios de 2007, 2008 e 2009, as mesmas foram padronizadas para garantir maior clareza.


LABORATÓRIO FICTÍCIO DE ANALÍSES CLÍNICAS LTDA.

31/12/2007

31/12/2008

31/12/2009

RECEITA LÍQUIDA

1.291.344,28

1.441.544,33

1.523.252,43

(-) Custo das Mercadorias Vendidas

753.469,95

1.045.837,42

1.158.890,40

= Lucro Bruto

537.874,33

395.706,91

364.362,03

(-) Despesas Operacionais

395.680,34

108.213,81

244.459,24

(+/-) Outras Rec. ou Desp. Operacionais.

0,00

0,00

0,00

= Lucro Operacional

142.193,99

287.493,10

119.902,79

(+) Receitas Financeiras

8.967,42

6.630,59

4.086,47

(-) Despesas Financeiras

30.437,17

42.721,27

22.157,75

= Lucro Operacional

120.724,24

251.402,42

101.831,51

(+/-) Resultado não Operacional

29.400,00

4.200,00

0,00

= Lucro Antes do IR e CSLL

150.124,24

255.602,42

101.831,51

(-) Provisão p/ IR e CSLL

130.562,06

136.503,15

35.703,54

= LUCRO LÍQUIDO

19.562,18

119.099,27

66.127,97


2. AVALIAÇÃO FINANCEIRA
Através da análise por quocientes endividamento e liquidez é que se torna possível obter os índices que fornecem, através de sua interpretação, os resultados necessários para responder a questão de pesquisa. Tais índices podem ser interpretados individualmente e, em um segundo momento, como um todo.

Portanto, foram escolhidos vários índices, para a análise financeira da Empresa Fictícia Laboratório de Análises Clínicas Ltda.:



  1. Participação de capitais de terceiros;

  2. Composição de endividamento;

  3. Imobilização do patrimônio líquido;

  4. Imobilização de recursos não correntes;

  5. Liquidez geral;

  6. Liquidez corrente;

  7. Liquidez seca;

  8. Liquidez imediata;

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