Curso de Língua Portuguesa e Oratória Ceres, 11 de outubro de 2008



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Programa Institucional de Linguagem e Comunicação Científica

Curso de Língua Portuguesa e Oratória

Ceres, 11 de outubro de 2008.




COESÃO E COERÊNCIA
Professora Inez Rodrigues Rosa

EXERCÍCIOS




1- De acordo com os recursos coesivos que conferem unidade textual, responda: que elemento, na tira a se­guir, garante a coesão textual e que efeito de sentido ele atribui ao pensamento.da esposa do general?

2- Observe que, na tira transcrita abaixo, há uma situação de interlocução: José da Silva escreve uma declaração de amor a Maria da Conceição.



a) Que elementos lingüísticos são responsáveis pela manutenção da interlocução?

b) O que provoca estranhamento com relação a esta carta?
c) O que provoca o riso na leitura do último qua­drinho?
3- (Unicamp-SP) Leia a tira abaixo e responda em seguida às perguntas:

a) A história contém no total cinco falas. Transcreva aquela que instaura o impasse do diálogo.

b) O dono do bar propõe-se a satisfazer qualquer desejo dos clientes. Transcreva a frase que indica essa possibilidade.


4- As frases abaixo apresentam problemas de coesão textual. Identifique o problema e depois reescreva-as tornando-as coesas.

a) Mais de cinqüenta mil pessoas compareceram ao estádio para apoiar o time onde seria disputada a partida final.
b) Não concordo em nenhuma hipótese com seus argumentos, pois eles vão ao encontro dos meus.

c) A casa, que ficava em uma região em que fazia bastante frio durante o inverno.

d) A platéia, conquanto reconhecesse o enorme talento do artista, ao final do espetáculo aplaudiu-o de pé por mais de cinco minutos.

e) Durante todo o interrogatório, em nenhum momento o acusado não negou que tivesse sido ele o autor do delito.


Nas questões abaixo, apresentamos alguns segmentos de discurso se­parados por ponto final. Retire o ponto final e estabeleça entre eles o tipo de relação que lhe parecer compatível, usando para isso os elementos de coe­são adequados.


1- O solo do Nordeste é multo seco e aparentemente árido. Quan­do caem as chuvas, imediatamente brota a vegetação.

2- Uma seca desoladora assolou a região sul, principal celeiro do país. Vai faltar alimento e os preços vão disparar.

3- Inverta a posição dos segmentos contidos na questão 2 e use o conetivo apropriado:

Vai faltar alimento e os preços vão disparar. Uma seca deso­ladora assolou a região sul, principal celeiro do país.

4- O trânsito em São Paulo ficou completamente paralisado dia 15, das 14 às 18 horas. Fortíssimas chuvas inundaram a cidade.

As questões de 5 a 8 apresentam problemas de coesão por causa do mau uso do conectivo, isto é, da palavra que estabelece a conexão. A pala­vra ou expressão conectiva inadequada vem em destaque. Procure desco­brir a razão dessa impropriedade de uso e substituir a forma errada pela correta.

.. . .

5- Em São Paulo já não chove há mais de dois meses. Apesar de que já se pense em racionamento de água e energia elétrica.


6- As pessoas caminham pelas ruas. Despreocupadas, como se não existisse perigo algum, mas o policial continua folgadamente tomando o seu café no bar.


7- Talvez seja adiado o jogo entre Botafogo e Flamengo, pois o estado do gramado do Maracanã não é dos piores.


8- Uma boa parte das crianças mora muito longe, vai à escola com fome, onde ocorre o grande número de desistências.



Exercícios:




a) A fala de Helga no segundo quadrinho indica um pres­suposto sobre os homens. Explicite-o.

b) Que opinião sobre o casamento fica implícita a partir da identificação deste pressuposto?





(Unicamp-SP) Na tira abaixo. a lesma Flecha manifes­ta duas opiniões contraditórias. uma explícita e uma im­plícita (isto é. subentendida).


a) Explicite a opinião que Flecha deixa implícita.


b) Segundo esse texto, em qual das duas opiniões Fle­cha realmente acredita?

.

c) Qual é a passagem da tira que permitiu que você chegasse a essa conclusão? Justifique.



Nestas questões ocorrem alguns fragmentos narrativos que apresentam algum tipo de incoerência. Tente identificar e explicar o tipo de incoerência que você vê.
1- Devo confessar que morria de Inveja de minha coleguinha por causa daquela boneca que o pai lhe trouxera da Suécia: ria, chorava, balbuciava palavras, tomava mamadeira e fazia xixi. Ela me alucinava. Sonhei com ela noites a fio. Queria dormir com ela uma noite que fosse.

Um dia, minha vizinha esqueceu-a em minha casa. Fui dor­mir e, no dia seguinte, quando acordei, lá estava a boneca no mes­mo lugar em que minha amiguinha havia deixado. Imaginando que ela estivesse preocupada, telefonei-lhe e ela mais do Que de­pressa veio buscá-la.

2- Conheci Sheng no primeiro colegial e aí começou um namo­ro apaixonado que dura até hoje e talvez para sempre. Mas não gosto da sua família: repressora, preconceituosa, preocupada em manter as milenares tradições chinesas. O pior é que sou brasileira, detesto comida chinesa e não sei comer com pauzinhos. Em ca­sa, só falam chinês e de chinês eu só sei o nome do Sheng.

No dia do seu aniversário, já fazia dois anos de namoro, ele ganhou coragem e me convidou para jantar em sua casa. Eu não podia recusar e fui. Fiquei conhecendo os velhos, conversei com eles, ouvi multas histórias da família e da China, comi tantas coi­sas diferentes que nem sei. Depois fomos ao cinema eu e o Sheng.


3- Era meia-noite. Oswaldo preparou o despertador para acor­dar às seis da manhã e encarar mais um dia de trabalho. Ouvin­do o rádio, deu conta de que fizera sozinho a quina da loto. Fora de si, acordou toda a família e bebeu durante a noite inteira. Às quinze para as seis, sem forças sequer para, erguer-se da cadeira, o filho mais velho teve de carregá-lo para a cama. Não tinha mais força nem para erguer o braço.

Quando o despertador tocou, Osvaldo, esquecido da loteria, pôs-se Imediatamente de pé e, ia preparar-se para ir trabalhar. Mas o filho, rindo, disse: pai, você não precisa trabalhar nunca mais na vida.

O quarto espelha as características de seu dono: um esportis­ta, que adorava a vida ao ar livre e não tinha o menor gosto pelas atividades Intelectuais: Por toda a parte, havia sinais disso: raque­tes de tênis, prancha de surf, equipamento de alpinismo, skate, um tabuleiro de xadrez com as peças arrumadas sobre uma mesi­nha, as obras completas de. Shakespeare.

Os textos seguintes são trechos de redações de alunos citados por Maria Thereza Fraga Rocco em seu livro Crise na linguagem; a redação no vestibular. Neles há algum tipo de incoerência. Aponte-a e comente-o.
a) "Pelo tarde chegou uma carta a mim endereçada, abri-a correndo sem nem tomar fôlego. O envelope não tinha nada dentro, estava vazio. Dentro só tinha uma folha, em branco."
b) "Eu não ganhei nenhum presente, só ganhei uma folha em bronco, meu retra­to de pôster e um disco dos Beatles.”.
c) "Pela manhã recebi uma carta repleta de conselhos. Era uma carta em branco e não liguei para os conselhos já que conselhos não interessam para mim pois sei cuidar da minha vida."


A morte da tartaruga

O menininho foi ao quintal e voltou chorando: a tartaruga tinha morrido. A mãe foi ao quintal com ele, mexeu _______________ com um pau (tinha nojo) e constatou que ________________ tinha morrido mesmo. Diante da confirmação da mãe, o garoto pôs-se a chorar ainda com mais força. A mãe a princípio ficou penalizada, mas logo começou a ficar aborrecida com o choro do menino. “Cui­dado, senão você acorda o seu pai”. Mas o menino não se conformava. Pegou ________________ no colo e pôs-se a acariciar-lhe o casco duro. A mãe disse que comprava __________________, mas ele respondeu que não queria, queria ____________________, viva! A mãe lhe prometeu um carrinho, um velocípede, lhe prometeu uma surra, mas o pobrezinho parecia estar mesmo profundamente abalado com a morte ___________________.

Afinal, com tanto choro, o pai acordou lá dentro, e veio, estremu­nhado, ver de que se tratava. O menino mostrou-lhe __________________. A mãe disse: "Está aí assim há meia hora, chorando que nem maluco. Não sei o que faço. Já lhe prometi tudo, mas ele continua berrando desse jeito." O pai examinou a situação e propôs: "Olha, Henriquinho. Se_________________ está morta não adianta mesmo você chorar. Deixa _________________ aí e vem cá com o pai". O garoto depôs cuidadosamente ___________________ junto do tanque e seguiu o pai, pela mão. O pai sentou-se na poltrona, botou o garoto no colo e disse: "Eu sei que você sente muito a morte _________________. Eu também gostava muito ________________ . Mas n6s vamos fazer pra _________________ um grande funeral." (Empregou de prop6sito a palavra difícil.) O menininho parou imediatamente de chorar. "Que é funeral?". O pai lhe explicou que era um enterro. "Olha, nós vamos à rua, compramos uma caixa bem bonita, bastantes balas, bombons, doces e voltamos pra casa. Depois botamos _______________ na caixa em cima da mesa da cozinha e rodeamos de velinhas de aniversário. convidamos os meninos da vizinhança, acendemos as velinhas, cantamos o 'Happy­-Birth-Day-To-You' pra ________________ e você assopra as velas. Depois pegamos a caixa, abrimos um buraco no fundo do quintal, enterramos ____________________ e botamos uma pedra em cima com o nome _______________e o dia em que ________________morreu. Isso é que é funeral! Vamos fazer isso?" O garotinho estava com outra cara. "Vamos, papai, vamos! _________________vai ficar contente lá no céu, não vai? Olha, eu vou apanhar _________________. " Saiu correndo. Enquanto o pai se vestia, ouviu um grito no quintal. "Papai, papai, vem cá, ___________________está viva!" O pai correu pro quintal e constatou que era verdade. _________________ estava andando de novo, normalmente. "Que bom, hein?" - disse -" ________________ está viva! Não vamos ter que fazer o funeral!" "Vamos sim, papai" - disse o menino ansioso, pegando uma pedra bem grande - "Eu mato ___________________ ."

Moral: O importante não é a morte, é o que ela nos tira.



(Fábulas fabulosas. Rio de Janeiro, Nórdica, 1979).

Construa uma nova versão para o texto a seguir, utilizando, em relação à palavra baleia, os mecanismos de coesão que julgar adequados.


Todos os anos dezenas de baleias encalham nas praias do mundo e até há pouco ne­nhum oceanógrafo ou biólogo era capaz de explicar por que as baleias encalham. Segundo uma hipótese corrente, as baleias se suicidariam ao pressentir a morte, em razão de uma doença grave ou da própria idade, ou seja, as baleias praticariam uma espécie de eu­tanásia instintiva. Segundo outra, as baleias se desorientariam por influência de tempes­tades magnéticas ou de correntes marinhas.




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