Curso: Pratica etnográfica, memória social e processos de patrimonialização



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PPGA 2o.semestre 2010
Universidade Federal Fluminense

Programa de Pós-Graduação em Antropologia

Curso: Pratica etnográfica, memória social e processos de patrimonialização

Código: EGH00081

Profa. Lygia Segala

Horário: sextas-feiras de 9:00 às 13:00


Ementa:

Nas últimas décadas, no âmbito de disputas teóricas, técnicas e políticas, alargaram-se os sentidos da noção de patrimônio nas perspectivas cronológica, topográfica, categorial e conceitual. Interessa no curso explorar alguns pontos implicados nesses debates: processos de patrimonialização, relações entre etnografia, sistemas de valores e procedimentos de inventario – descrição, prescrição, avaliação; certificação patrimonial, retórica da autenticidade e estetização da perda; transmissão como objeto patrimonial; territórios e paisagens como patrimônio; “lugares etnográficos”, usos sociais do patrimônio e turismo cultural; espaço-tempo da perda, fotografia, memória portátil; pratica etnológica e expertise cultural.

Duas aulas do curso serão realizadas fora da UFF. Uma no Arquivo Noronha Santos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), outra no Acervo Sonoro-visual do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular do IPHAN.
Programa:
Aula 1. Apresentação do curso
Aulas 2 e 3. Dar, trocar, guardar para transmitir

. MAUSS, M. “Essai sur le don. Forme et raison de l’échange dans les sociétés archaiques”. Sociologie et Anthropologie. Paris: Presses Universitaires de France, 1973: 145- 279. [“Ensaio sobre a dádiva: forma e razão da troca nas sociedades arcaicas.” Sociologia e Antropologia. São Paulo: Cosac Naify, 2003: 183-294].

. GODELIER, M. “Des Choses que l’on donne, des choses que l’on vend et de celles qu’il ne faut ni vendre ni donner, mais garder pour les transmettre”. Au Fondement des sociétés humaines: ce que nous apprend l ‘anthropologie. Paris: Albin Michel, 2007: 67-88. 1
Aula 4 e 5 . Observação, coleção, etnografia.

MAUSS, M. Introducción a la Etnografia. Madrid: Ediciones ISTMO, 1967: caps. 1 e 2, pp. 11-30.

GRIAULE, M. e LEIRIS, M. Instructions sommaires pour les collecteurs d’objets ethnographiques. Paris: Musée de l’Homme, 1931.

CLIFFORD, J. “Poder e dialogo na etnografia: a iniciação de Marcel Griaule”. A experiência etnográfica: antropologia e literatura no século XX. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 1998 179- 226.

CIARCIA, G. “Le Mythe Ethnologique Dogon comme bien culturel”. De la Mémoire ethographique: l’exotisme du pays Dogon. Paris: EHESS, 2003: 186.

Leitura complementar:

POMIAN, K. “Coleção”. Enciclopédia Einaudi, vol. 1. Memória- História. Porto: Imprensa Nacional/ Casa da Moeda, 1984: 51- 86.
Aula 6 . Museu de etnografia, “humanismo colonial”, magia das artes primeiras

L’ESTOILE, B. De . Le Goût des autres: de l’exposition colonial aux arts premiers”. Paris : Flammarion, 2007: Introdução, Cap. IX, conclusão. [palestra do autor em português]

Leitura complementar: JAMIN, J. “Aux origines du Musée de l’Homme; la mission ethnographique et linguistique Dakar-Djibouti”. Cahiers Ethnologiques. La Mission Dalkar-Djibluti 1931-1933. Université de Bordeaux II, n. 5, 1984: 7- 73.

Aulas 7, 8 . Processos de patrimonialização, sistemas de valores e procedimentos de inventario

HEINICH, N. La Fabrique du Patrimoine: de la cathédrale à la petite cuillère. Paris: Éditions de la Maison des Sciences de l’Homme, 2009. Introdução, cap. 12, conclusão.

Leitura complementar: BONNOT,T. La Vie des objets: d’ustensiles banals à objets de collection. Paris: Éditions de la Maison des Sciences de l’Homme, 2002: cap. 3


Aulas 9 e 10 – Etnografia, coleções fotográficas e processo de patrimonialização.

As aulas serão realizadas no Arquivo Noronha Santos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e no Acervo Sonoro-visual do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular do IPHAN.

Texto de referência: TORNATORE, J-L. “Impressions patrimoniales. Topologie de la perte et photographie”. In: La Sociologie dans le vif du monde. La Tour d’Aigues: Éditions de l’Aube, 2006: 281-297.
Aula 11 - Territórios e paisagens como patrimônio. Palestra da Profa. Ana Maria Daou (PPGG-UFRJ).

BOURDIEU, P. “A identidade e a representação. Elementos para uma reflexão critica sobre a idéia de região”. O Poder simbólico. Lisboa: Difel/ Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1989

Outro textos de referência serão divulgados oportunamente.
Aulas 12 , 13, 14 : “A busca de si e a pratica dos outros”. Sustentabilidade econômica, turismo cultural, expertise cultural.

SALAZAR, N.B. “Imaged or imagined? Cultural representations and the ‘tourismification’ of peoples and places”. Cahiers d’Études Africaines, XLIX (1-2), n. 193-194, 2009: 49 - 70.

BONDAZ, J. “Imaginaire national et imaginaire touristique. L’artisanat au Musée national du Niger”. Cahiers d’Études Africaines, XLIX (1-2), n. 193-194, 2009: 365- 388.

FORTE, J.R. “Marketing Vodun. Cultural tourism and dreams of succes in contemporary Benin”. Cahiers d’Études Africaines, XLIX (1-2), n. 193-194, 2009: 429- 450.

QUASHIE, H. “Désillusions et stigmates de l’exotisme. Quotidiens d’immersion culturelle et touristique au Sénégal”. Cahiers d’Études Africaines, XLIX (1-2), n. 193-194, 2009: 525- 548.
CLIFFORD, J. “Museum as contact zones”. Routes: Travel and Translation in the late Twentieth Century. Cambridge, Harvard University Press, 1997: 188-219.

TORNATORE, J-L “L’Ethnologue et les musées: l’ethnologie comme expertise culturelle”.


Leitura complementar: RÉAU, B. E POUPEAU, F. “L’enchantement du monde touristique”. Actes de la Recherche en Sciences Sociales n. 170, 2007: 5-10.
Aula 15.

Discussão do filme etnográfico Shijie de Jia Zhang- Ke, China, 2004.



Discussão dos projetos de trabalho dos alunos.



1 As discussões dos textos do curso em língua francesa serão precedidas de aula expositiva.


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