Custo x Despesa – regra simples Todos os gastos realizados com o produto até que este esteja pronto são custos



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Módulo: Lucros Cessantes Prof. Maps




Custo x Despesa regra simples

Todos os gastos realizados com o produto até que este esteja pronto são custos; a partir daí, são despesas. Gastos com embalagens são custos se realizados no âmbito do processo produtivo (o produto é vendido embalado); são despesas se realizados após a produção (o produto pode ser vendido com ou sem embalagem).



  • PERDA – gasto não intencional decorrente de fatores externos fortuitos ou da atividade produtiva normal da empresa.

Exemplos: perdas com incêndio, obsoletismo de estoques etc.

  • RECEITA entrada de elementos para o ativo sob a forma de dinheiro ou direitos a receber, correspondente normalmente à venda de bens ou serviços.




  • Custos Fixos: são aqueles cujo total não varia proporcionalmente ao volume produzido. Os custos fixos são fixos em relação ao volume de produção, mas podem variar de valor no decorrer do tempo. O aluguel da fábrica, mesmo quando sofre reajuste em determinado mês, não deixa de ser considerado um custo fixo, uma vez que terá o mesmo valor qualquer que seja a produção do mês. Exemplos: aluguel, seguro de fábrica, imposto predial, salários de vigias e porteiros da fábrica, prêmios de seguros da fábrica etc.

  • Custos Variáveis: são os que variam proporcionalmente ao volume produzido. Se não houver quantidade produzida, o custo variável será nulo. Os custos variáveis aumentam à medida que aumenta a produção. Exemplos: matéria-prima, embalagem, materiais indiretos consumidos, gastos com horas extras na produção etc.


IMPORTANTE:

Os custos variáveis variam conforme o volume de produção e costumam ser fixos por unidade de produção.

Os custos fixos não variam de acordo com o volume de produção, mas os custos fixos unitários são variáveis conforme o volume de produção, pois quanto maior a produção, menor será o custo fixo unitário. Os custos fixos são denominados custos de capacidade.


  • Custos semivariáveis: são custos que variam com o nível de produção, mas que, entretanto, têm uma parcela fixa que existe mesmo que não haja produção. Como exemplo, a conta de energia elétrica da fábrica, na qual a concessionária cobra uma taxa mínima mesmo que nada seja gasto no período, embora o valor total da conta dependa do número de quilowatts consumidos e, portanto, do volume de produção da empresa. Outro exemplo: gasto com combustível para aquecimento de uma caldeira, que varia de acordo com o nível de atividade, mas que existirá, mesmo que seja num valor mínimo, quando nada produza, já que a caldeira não pode esfriar.


Atenção: Todos os custos podem ser classificados em Fixos e Variáveis ou em Diretos e Indiretos ao mesmo tempo. Exemplos:

  • Matéria-prima: custo direto e variável.

  • Material de consumo: custo indireto e variável.

  • Seguro da fábrica: custo indireto e fixo.

OBS: Os custos diretos são variáveis, quase sem exceção, mas os Indiretos são fixos como variáveis, apesar da geral predominância dos primeiros (Indiretos e Fixos).
Variações nas Quantidades Produzidas

Normalmente, no processo produtivo, ocorrem perdas no volume de matéria-prima trabalhada, em função das características de problemas físicos e químicos que ocorrem durante a produção.

Nesses casos, os produtos acabados devem ser avaliados em função das quantidades existentes no final do processo e não pela quantidade de matéria-prima requisitada. As perdas decorrentes do processo serão incorporadas ao custo da “produção boa”.

Exemplo: Para fabricar o metal X, temos as seguintes informações:

Matéria-prima: 100.000 toneladas(t) ao custo de $1.000.000

Mão-de-obra e gastos gerais de fabricação: $ 500.000

Total $1.500.000

No processo de fundição da matéria-prima ocorre uma perda de 50% do volume

Cálculo do produto acabado:

Custo Total $1.500.000

Produção final (100.000 x 50%) 50.000

Custo unitário do produto acabado $ 30.000/t

Os desperdícios com material, durante o processo de fabricação, sofrem dois tratamentos contábeis distintos, em função de sua origem.


  • Perdas Normais

São as perdas inerentes e já previstas no processo de fabricação, tais como: evaporação; reações químicas (fusão de produtos); tratamento térmico; e perdas no corte.

Os custos das perdas desses materiais devem fazer parte do custo total do produto fabricado. Obtém-se esse custo dividindo-se o custo total do material requisitado para a produção pelo número de unidades, quilogramas, etc. de “produção boa”, conforme o exemplo acima.

As perdas normais de materiais possuem como características:


  • São inerentes ao próprio processo de fabricação.

  • São previsíveis e já fazem parte da expectativa da empresa.

  • Constitui-se um sacrifício que a empresa sabe que precisa suportar para obter o produto.

  • Essas perdas fazem parte do custo do produto elaborado.

  • Outros exemplos:

1. Se requisitarmos 10.000 kg de matéria-prima para a produção, mas só são aproveitados apenas 9.300 kg, em condições normais, serão apropriados ao produto o valor total de 10.000 kg. O custo total da matéria-prima fará parte do produto fabricado.

2. Se para a fabricação de uma determinada quantidade de produtos são utilizados 200 metros de tecido e aproveitados apenas 197 metros, a apropriação desta matéria-prima será efetuada integralmente em relação aos 200 metros, pois o custo dos 3 metros desperdiçados normalmente no processo de fabricação faz parte do custo do produto fabricado.




São as perdas involuntárias ou extraordinárias no processo normal de fabricação, tais como: perda de produção por incêndio e enchentes; perda de produção por greve; e perda com produtos defeituosos por falha no processo (máquina/homem).

Os custos decorrentes dessas perdas devem ser contabilizados contra o resultado do exercício, pois não devemos onerar o custo unitário da “produção boa”, uma vez que as perdas ocorreram por motivos alheios ao processo normal de fabricação. Portanto, o custo unitário do processo será o mesmo do produto fabricado.

Suponhamos que a empresa Jota fabricou o produto Y, o qual recebeu 100.000 toneladas de matéria-prima e um custo de produção de $200.000. Durante o processo ocorreu uma perda anormal em 20% da matéria-prima alocada ao produto, o custo unitário do produto Y será:

Quantidade de matéria-prima alocada ao processo 100.000 toneladas

% de perdas anormais 20%

Quantidade líquida alocada ao processo 80.000 toneladas

Custos de produção $200.000

% de perdas anormais 20%

Valor líquido dos custos de produção $160.000

Comparação entre custos unitários:



Antes das perdas

$200.000  100.000 toneladas = $2,00/tonelada



Após as perdas

$160.000  80.000 toneladas = $2,00/tonelada

As perdas anormais de materiais possuem como características:


  • Ocorrem de forma involuntária e não representam sacrifício premeditado.

  • Por serem aleatórias e involuntárias, deixam de fazer parte do custo do produto elaborado.

  • São tratadas como perdas do período, sendo lançadas na apuração do resultado, sem se incorporarem ao custo do produto.

  • Só deixam de ser assim tratadas se o valor envolvido for irrelevante.



  • Sucatas

Normalmente, um sistema de produção gera sucatas, decorrentes ou não do processo produtivo normal. Os resultados decorrentes das vendas destes itens são geralmente irrelevantes para as Companhias. Por este motivo, é adotada como prática contábil reconhecer tais valores como Receita Não-Operacional.

As sucatas possuem como características:



  • Compreendem os materiais desperdiçados durante o processo de fabricação.

  • Itens cuja venda são esporádicas e de pequenos valores.

  • Não são consideradas como redução do custo de fabricação.

  • Não devem ser contabilizadas em conta de estoque, ainda que apareçam em quantidades razoáveis.

  • Ocorrendo vendas de sucatas, as receitas devem ser contabilizadas como Receitas Eventuais (Não –Operacionais), pelo valor alcançado no mercado.



  • Margem de Contribuição: a análise da margem de contribuição é outro instrumento que os gerentes usam para tomar decisões. Do ponto de vista da análise da margem de contribuição, as despesas são classificadas como fixas ou variáveis. Os custos e despesas variáveis são deduzidos das vendas para obter a margem de contribuição. Os custos e despesas fixas são então subtraídos da margem de contribuição para obter a renda líquida. Essa informação ajuda o gerente a (1) decidir sobre se deve diminuir ou expandir uma linha de produção, (2) avaliar alternativas provenientes da produção, de propagandas especiais, etc., (3) decidir sobre estratégias de preço, serviços ou produtos e (4) avaliar o desempenho. Por exemplo, a análise da margem de contribuição indica como melhorar a utilização da capacidade da empresa, como formular preço para uma concorrência e se deve aceitar um pedido mesmo que o preço de venda seja menor do que o preço normal.

Margem de Contribuição é um conceito de extrema importância para o custeio variável e para a tomada de decisões gerenciais. Em termos de produto a margem de contribuição é a diferença entre o preço de venda e a soma dos custos e despesas variáveis.

Suponhamos que um produto X cujo preço de venda unitário seja $15,00 e cujos custos variáveis sejam $3,00 de matéria-prima e $4,00 de mão-de-obra direta. Além desses custos variáveis, a empresa, por ocasião da venda, incorre no pagamento de comissões aos vendedores, à base de 5% do preço de venda e de impostos, à base de 15% do mesmo.

A margem de contribuição unitária é dada pela fórmula:


MC = PV – CV - DV


Onde: MC é a margem de contribuição,

PV é o preço de venda,

CV é a soma dos custos variáveis e

DV é a soma das despesas variáveis

Em nosso exemplo, aplicando a fórmula, teríamos a margem de contribuição de $5,00.

MC = 15,00 – (3,00 + 4,00) – (2,25 + 0,75) = $5,00.

Podemos entender margem de contribuição como a parcela do preço de venda que ultrapassa os custos e despesas variáveis e que contribuirá (daí o seu nome) para a absorção dos custos fixos e, ainda, para formar o lucro.

Se a empresa estiver produzindo e vendendo 300 unidades por período, a margem de contribuição total desse produto será igual $ 1.500,00 (300X $5,00). Isso quer dizer que cada unidade vendida contribui com $5,00 para absorver os custos fixos e gerar lucros. Se a empresa estiver produzindo e vendendo 300 unidades por período, a margem de contribuição total desse produto será igual a $1.500 (300 X $ 5,00). Ou seja, o produto contribui com $1.500 para absorção dos custos fixos e para a formação do lucro.
MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO E O FATOR LIMITATIVO DA PRODUÇÃO

Nas indústrias que fabricam simultaneamente diversos produtos, uma das formas de maximizar o resultado é encontrar o melhor mix de produção, ou seja, determinar o conjunto de produtos para produção e venda que permitirá a obtenção do lucro máximo. Essa tarefa pode ser simplesmente efetuada com base na análise das diversas margens de contribuição de cada produto.



No entanto, se houver restrições nos processos de produção – ou qualquer fator limitativo da produção – o analista de custos e demais responsáveis por estabelecer o mix de produção deve analisar com cuidado uma possível nova composição dos produtos fabricados e vendidos. Em resumo, há necessidade de analisar a chamada margem de contribuição por fator limitativo da produção, quando houver qualquer restrição ao uso dos fatores produtivos.






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