Custos diretos e indiretos campo grande



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UFMS – UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL

CCET – CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLOGIA

LUCAS WATANABE

PEDRO HENRIQUE INÁCIO PAZ

SUZANA ANDRADE PESSATTO



TRABALHO DE SEGURANÇA DO TRABALHO

CUSTOS DIRETOS E INDIRETOS

CAMPO GRANDE

2013

TRABALHO DE SEGURANÇA DO TRABALHO

CUSTOS DIRETOS E INDIRETOS

LUCAS WATANABE

PEDRO HENRIQUE INÁCIO PAZ

SUZANA ANDRADE PESSATTO




Trabalho apresentado à Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, para a obtenção da aprovação na cadeira Segurança do Trabalho, presente no curso de Engenharia Civil.

Orientador: Profº ELIZABETH SPENGLER COX DE MOURA LEITE

CAMPO GRANDE

2013

Custo Direto e Indireto



Existem dois tipos de custos diretos e indiretos ligados as atividades empresariais. Na área contábil está inserido todos os tipos de gastos relacionados aos empregadores, empregados e materiais, e dentre esses gastos estão os relacionados à segurança do trabalho que tem os custos diretos, ou segurados, e os custos indiretos, ou não segurados que serão estudado nesse trabalho.

Os custos ligados a segurança do trabalho visam a proteção do empregado tanto na área de prevenção de acidentes, quanto na parte pós acidente de trabalho.

A NBR 14280/2001 – Cadastro de acidente do trabalho – Procedimento e classificação antiga NB-18 define tais custo como:

- Custo Segurado (ou direto): Total das despesas cobertas pelo seguro de acidente trabalho.

- Custo não segurado (ou indireto): Total das despesas não cobertas pelo seguro de acidente do trabalho e, em geral, não facilmente computáveis, tais como as resultantes da interrupção do trabalho, do afastamento do empregado de sua ocupação habitual, de danos causados a equipamentos e materiais, da perturbação do trabalho normal e de atividades assistenciais não seguradas.

A combinação desses custos nos dará o que chamamos de Custo Total (CT) de acidente de trabalho.

CT = CD + CI

ESTUDO DE HEINRICH

Na década de 1930, H. W. Heinrich desenvolveu um importante estudo sobre os acidentes ocorrido na indústria norte-americana nos anos 20. Esse trabalho marca o início da diferenciação entre acidente e lesão, mudando o foco do gerenciamento da segurança para a prevenção do acidente e não apenas para a reparação do dano causado ao trabalhador. No estudo ele percebeu que a relação do custo direto e do indireto era 1:4, mas sua base era industria têxtil e nas outras áreas essa relação pode ser maior ainda.

CUSTO SEGURADO (OU DIRETO)

Para a determinação do custo direto não se faz uma associação com o acidente, e sim com os custos do seguro do acidente. Esse custo de seguro de acidentes do trabalho que o empregador paga ao Instituto Nacional de Seguridade Social – INSS, conforme determinado no artigo 26 do decreto 2.173, de 05 de março de 1997.

1. SAT – SEGURO DE ACIDENTE DE TRABALHO

Representa a contribuição da empresa, prevista no inciso II do artigo 22 da Lei 8212/91, e consiste em percentual que mede o risco da atividade econômica, com base no qual é cobrada a contribuição para financiar os benefícios previdenciários decorrentes do grau de incidência de incapacidade laborativa.

As contribuições quem fazem parte dele são o Seguro de Acidente do Trabalho (SAT) e alíquotas relacionadas a aposentadoria especial.

Essa contribuição é determinada de acordo com os riscos aos quais o empregado fica exposto, sendo o grau de risco da empresa denominado leve, médio ou grave, de acordo com sua atividade.

A base de cálculo dessa contribuição é o valor total da folha de pagamento dos empregados e trabalhadores avulsos, conforme com a alíquota correspondente.

Essa contribuição é calculada a partir do enquadramento da empresa em 3 níveis de riscos de acidentes de trabalho e da folha de pagamento de contribuição da empresa, da seguinte forma:

I - 1 % (um por cento) para a empresa cuja atividade preponderante o risco de acidente do trabalho seja considerado leve;

II - 2 % (dois por cento) para a empresa cuja atividade preponderante esse risco de acidente do trabalho seja considerado médio;

III - 3 % (três por cento) para a empresa cuja atividade preponderante esse risco de acidente do trabalho seja considerado grave.

A porcentagem é calculada em relação a folha de pagamento de contribuição e recolhida com as demais contribuições devidas ao INSS, sendo que a classificação da empresa é feita a partir de tabela própria, organizada pelo Ministério da Previdência Social e da Norma Regulamentadora NR4 da portaria 3214/78, do Ministério do Trabalho, na qual figuram o Código Nacional da Atividade Econômica (CNAE) e seu respectivo grau de risco. A determinação da alíquota será de acordo com a atividade preponderante.

A tabela do CNAE agrega todas as possíveis atividades que possam ser exercidas.

O enquadramento no correspondente grau de risco é de responsabilidade da empresa, observada a sua atividade econômica preponderante, e será feito mensalmente, cabendo ao INSS rever o auto enquadramento a qualquer tempo.

Abaixo uma parte dessa tabela com os graus de riscos ligados a áreas da construção.



O enquadramento no correspondente grau de risco é de responsabilidade da empresa, observada a sua atividade econômica preponderante, e será feito mensalmente, cabendo ao INSS rever o auto enquadramento a qualquer tempo.

Porém, a Instrução Normativa RFB nº 971/2009, em seu artigo 72, conceitua a atividade preponderante e regra o enquadramento da empresa quando há exercício de mais de uma atividade econômica ou mais de um estabelecimento da mesma empresa, conforme veremos a seguir.

2. ENQUADRAMENTO DA ALÍQUOTA SAT

2.1. Empresa com Um Estabelecimento e Única Atividade Econômica

A empresa com um estabelecimento e uma única atividade econômica se enquadrará na respectiva atividade.

2.2. Empresa com Estabelecimento Único e Mais de Uma Atividade Econômica

A empresa com estabelecimento único e mais de uma atividade econômica simulará o enquadramento em cada atividade, e prevalecerá como preponderante aquela que tenha o maior número de segurados empregados e trabalhadores avulsos.

2.3. Empresa com Mais de Um Estabelecimento e Diversas Atividades Econômicas

A empresa com mais de um estabelecimento e diversas atividades econômicas deverá somar o número de segurados alocados na mesma atividade em todos os estabelecimentos, prevalecendo como preponderante a atividade que ocupe o maior número de segurados empregados e trabalhadores avulsos, considerados todos os estabelecimentos.

3. ATIVIDADE PREPONDERANTE

É considerada preponderante a atividade econômica que ocupa, na empresa, o maior número de segurados empregados e trabalhadores avulsos, observado que:

a) apurado no estabelecimento, na empresa ou no órgão do poder público o mesmo número de segurados empregados e trabalhadores avulsos em atividades econômicas distintas, considerar-se-á como preponderante aquela que corresponder ao maior grau de risco;

b) não serão considerados os segurados empregados que prestam serviços em atividades-meio, para a apuração do grau de risco, assim entendidas aquelas que auxiliam ou complementam indistintamente as diversas atividades econômicas da empresa, tais como serviços de administração geral, recepção, faturamento, cobrança, contabilidade, vigilância, entre outros.

4. RAT – RISCO AMBIENTAL DO TRABALHO (aposentadoria especial)

O  RAT  se  refere  à  alíquota   adicional  do  SAT  e  custeia  a aposentadoria especial (junto com parte do SAT).

A contribuição da empresa para o RAT destina-se ao financiamento da aposentadoria especial e dos benefícios concedidos pela Previdência Social, em razão de incapacidade laborativa decorrente dos riscos presentes no ambiente de trabalho.

Desde a competência abril de 1999, a contribuição para o RAT, para custeio da aposentadoria especial, teve sua alíquota elevada. Essa elevação abrange apenas as empresas que têm presentes no ambiente de trabalho agente nocivo que gere aposentadoria especial.

Art. 202, § 1º, do Decreto nº 3.048/1999

A alíquota maior incidirá apenas sobre a remuneração dos empregados expostos aos agentes nocivos que geram a aposentadoria especial. Sobre a remuneração dos demais empregados, a empresa continuará pagando a alíquota de 1%, 2% ou 3%.

Para determinar se há presença de agente nocivo que gere aposentadoria especial no ambiente de trabalho, a empresa deverá:

a) realizar perícia técnica no ambiente de trabalho, a cargo de profissional especializado (engenheiro com especialização em Segurança e Medicina do Trabalho), para determinar quais os agentes nocivos presentes;

b) verificar se os agentes nocivos presentes geram aposentadoria especial, de acordo com o Anexo IV do Decreto nº 3.048/1999 (Regulamento da Previdência Social);

c) verificar se a aposentadoria especial gerada pelo agente nocivo será concedida após 15, 20 ou 25 anos de contribuição.

Abaixo algumas partes dessa tabela de classificação dos agentes nocivos.





Cabe ressaltar que agentes insalubres ou periculosos não são sinônimos de aposentadoria especial.

Portanto, no caso de pagamento de insalubridade ou periculosidade, não há a obrigação de pagamento da alíquota elevada.

Competência que é usada hoje em dia é a de março/2000, porém houveram outras antes com valores de alíquotas menores: menores:

1º) Competência abril/1999: Acréscimo de 4%, 3% ou 2%, de acordo com o tempo da aposentadoria especial que é gerada pelo agente nocivo presente na empresa.

2º) Competência setembro/1999: Acréscimo de 8%, 6% ou 4%, de acordo com o tempo da aposentadoria especial que é gerada pelo agente nocivo presente na empresa.

3º) Competência março/2000: Acréscimo de 12%, 9% ou 6%, de acordo com o tempo da aposentadoria especial que é gerada pelo agente nocivo presente na empresa.

Art. 6º da Lei nº 9.732/1998

Podemos determinar a elevação da alíquota de acordo com os seguintes quadros, que mostra os valores já somados da alíquota SAT e RAT e também mostra o desenvolvimento dos valores dessa alíquota:

Empresa com grau de risco leve - Alíquota de 1%



Empresa com grau de risco médio - Alíquota de 2%



Empresa com grau de risco grave - Alíquota de 3%



Portanto a empresa pagará ao INSS por mês uma alíquota referente ao grau de risco da atividade que exerce e será acrescida nela, para os trabalhadores que trabalhem expostos a agente nocivo, a alíquota da aposentadoria especial da classe que atividade exercida por esse trabalhador se enquadrar.

5. EXEMPLIFICANDO CUSTOS DIRETOS (CD)

Exemplo:


- Empresa A de construção de edifícios: grau de risco 3 – 3%

-1000 funcionários

750 funcionários trabalham em condições normais

Salário Médio: R$ 1500,00

100 funcionários trabalham com ruído

Salário Médio: R$ 2000,00

150 funcionários trabalham com vibrações

Salário Médio: R$ 2200,00

Custo Segurado funcionários em condições normais:

CD = (750*1.500)*0,03 = R$ 33.750,00

Custo Segurado funcionários em condições de ruído:

CD = (100*2.000)*(0,03+0,06) = R$ 18.000,00

Custo Segurado funcionários em condições de vibrações:

CD = (150*2200)*(0,03+0,06) = R$ 29.700,00

Custo Direto Total

CDt = (33.750,00 + 18.000,00 + 29.700,00) = R$ 81.450,00

6. FATOR ACIDENTÁRIO DE PREVENÇÃO

Existem programas de minimização de riscos que têm intuito de reduzir a ocorrência e gravidade dos acidentes de trabalho, contribuindo também para a redução de custos da empresa, pois, a ocorrência de um acidente envolve muitas perdas para empresa e trabalhador.

Com esse intuito de incentivar a redução de acidentes, o Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) aprovou nova metodologia para o cálculo do valor segurado, que tende a 'flexibilizar' as alíquotas pagas pelas empresas ao INSS. Criou-se a FAP – Fator Acidentário de Prevenção.

A Lei nº 10.666/2003 possibilitou a redução ou a majoração da contribuição recolhida pelas empresas, destinada ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho. A referida lei, em seu art. 10, prescreve que as alíquotas de 1%, 2% ou 3%, por empresa, poderão variar entre a metade e o dobro, de acordo com a metodologia aprovada pelo Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS).

Trata-se, portanto, da instituição de um Fator Acidentário de Prevenção (FAP), que é um multiplicador sobre as alíquotas de 1%, 2% ou 3%, correspondente ao enquadramento da empresa segundo a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) preponderante, nos termos do Anexo V do Decreto nº 3.048/1999. Esse multiplicador deve variar em um intervalo fechado contínuo de 0,5 a 2,0.

O objetivo do FAP é incentivar a melhoria das condições de trabalho e da saúde do trabalhador, estimulando as empresas a implementarem políticas mais efetivas de saúde e segurança no trabalho para reduzir a acidentalidade.

A lei estabelece que as alíquotas possam ser reduzidas à metade para empresas que investirem na prevenção, ou duplicadas para aquelas que deixarem de adotar medidas que conduzam à redução do número de acidentes.

De acordo com a Resolução nº. 1.308/2009 CNPS, o FAP será calculado de acordo com índices de freqüência, gravidade e custo, apurados da seguinte forma:

Índice de Freqüência - indica a incidência da acidentalidade em cada empresa. Para esse índice são computadas as ocorrências acidentárias registradas por meio de CAT e os benefícios das espécies B91 e B93 sem registro de CAT, ou seja, aqueles que foram estabelecidos por nexos técnicos, inclusive por NTEP. Podem ocorrer casos de concessão de B92 e B94 sem a precedência de um B91 e sem a existência de CAT e nestes casos serão contabilizados como registros de acidentes ou doenças do trabalho.

Índice de gravidade - indica a gravidade das ocorrências acidentárias em cada empresa. Para esse índice são computados todos os casos de afastamento acidentário por mais de 15 dias, os casos de invalidez e morte acidentárias, de auxílio-doença acidentário e de auxílio-acidente. É atribuído peso diferente para cada tipo de afastamento em função da gravidade da ocorrência. Para morte o peso atribuído é de 0,50, para invalidez é 0,30, para auxílio-doença o peso é de 0,10 e para auxílio-acidente o peso é 0,10.


Índice de custo - representa o custo dos benefícios por afastamento cobertos pela Previdência. Para esse índice são computados os valores pagos pela Previdência em rendas mensais de benefícios. No caso do auxílio- doença (B91), o custo é calculado pelo tempo de afastamento, em meses e fração de mês, do trabalhador. Nos casos de invalidez, parcial ou total, e morte, os custos são calculados fazendo uma projeção da expectativa de sobrevida a partir da tábua completa de mortalidade construída pelo IBGE, para toda a população brasileira, considerando-se a média nacional única para ambos os sexos.

Após o cálculo dos índices de freqüência, de gravidade e de custo, são atribuídos os percentis de ordem para as empresas por setor (Subclasse da CNAE) para cada um desses índices, conforme item 2.4 da Resolução nº. 1.308/2009 CNPS.

Desse modo, a empresa com menor índice de freqüência de acidentes e doenças do trabalho no setor, por exemplo, recebe o menor percentual e o estabelecimento com maior freqüência acidentária recebe 100%. O percentil é calculado com os dados ordenados de forma ascendente.

O percentil de ordem para cada um desses índices para as empresas dessa Subclasse é dado pela fórmula abaixo:

Percentil = 100x(Nordem - 1)/(n - 1)

Onde:

n = número de estabelecimentos na Subclasse;



Nordem = posição do índice no ordenamento da empresa na Subclasse.

A partir dos percentis de ordem é criado um índice composto, atribuindo ponderações aos percentis de ordem de cada índice.

O critério das ponderações para a criação do índice composto pretende dar o peso maior para a gravidade (0,50), de modo que os eventos morte e invalidez tenham maior influência no índice composto. A freqüência recebe o segundo maior peso (0,35) garantindo que a freqüência da acidentalidade também seja relevante para a definição do índice composto. Por último, o menor peso (0,15) é atribuído ao custo.

O índice composto calculado para cada empresa é multiplicado por 0,02 para a distribuição dos estabelecimentos dentro de um determinado CNAE-Subclasse variar de 0 a 2. Os valores inferiores a 0,5 receberão o valor de 0,5 que é o menor fator acidentário.

Assim, de acordo com o item 2.4 da Resolução nº. 1.308/2009, a fórmula para o cálculo do índice composto (IC) é a seguinte:

IC = (0,50 x percentil de gravidade + 0,35 x percentil de freqüência + 0,15 x percentil de custo) x 0,02

O resultado obtido seria o valor do FAP atribuído a essa empresa.

Após o cálculo do FAP, a empresa teria a alíquota individualizada do RAT multiplicando o FAP pelo valor da alíquota vigente.

7. CAT – COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE DE TRABALHO

A CAT é um documento usado para comunicar o acidente ou doença de trabalho ao INSS. Hoje em dia é emitida Online isso faz com que uma vez sendo emitida, vai imediatamente constar no banco de dados do INSS. Só após comunicar o acidente que o INSS poderá dar seguimento ao amparo dado ao trabalhador acidentado.



Muitas vezes as empresas têm uma ficha de investigação do acidente e uma ficha de norma de procedimentos, nas quais a empresa relata o acidente e o que aconteceu com o funcionário, ajudando assim no controle interno de acidentes da empresa. Essas fichas são repassadas ao RH da empresa que com base nelas preenche o CAT.





8. EXEMPLIFICANDO O FAP

Os valores e as empresas apresentadas são fictícios, sendo eles escolhidos apenas para exemplificar o modo de cálculo do FAP.

1° As empresas são separas pelo os CNAEs que representam elas.



2° As empresas são classificadas em ordem crescente de acordo com o índice de gravidade dela.



Ordem Crescente de IG

1° Empresa D

2° Empresa A

3° Empresa G

4° Empresa C

5° Empresa F

6° Empresa B

7° Empresa E

3° São feitos os cálculos dos percentis de gravidade de cada empresa



Percentil de gravidade = 100x(Nordem - 1)/(n - 1)

Empresa A – PG = 100x(2-1)/(7-1) = 16,67

Empresa B – PG = 100x(6-1)/(7-1) = 83,33

Empresa C – PG = 100x(4-1)/(7-1) = 50,00

Empresa D – PG = 100x(1-1)/(7-1) = 00,00 – 00,00

Empresa E – PG = 100x(7-1)/(7-1) = 00,00 – 100,00

Empresa F – PG = 100x(5-1)/(7-1) = 66,67

Empresa G – PG = 100x(3-1)/(7-1) = 33,33

4° São refeitos os mesmos procedimentos para os índice de freqüência e de custo.

Ordem Crescente de IF

1° Empresa F

2° Empresa D

3° Empresa B

4° Empresa E

5° Empresa G

6° Empresa A

7° Empresa C

Percentil de frequência = 100x(Nordem - 1)/(n - 1)

Empresa A – PF = 100x(6-1)/(7-1) = 83,33

Empresa B – PF = 100x(3-1)/(7-1) = 33,33

Empresa C – PF = 100x(7-1)/(7-1) = 00,00 – 100,00

Empresa D – PF = 100x(2-1)/(7-1) = 16,67

Empresa E – PF = 100x(4-1)/(7-1) = 50,00

Empresa F – PF = 100x(1-1)/(7-1) = 00,00 – 00,00

Empresa G – PF = 100x(5-1)/(7-1) = 66,67



Ordem Crescente de IC

1° Empresa B

2° Empresa G

3° Empresa A

4° Empresa C

5° Empresa D

6° Empresa E

7° Empresa F

Percentil de custo = 100x(Nordem - 1)/(n - 1)

Empresa A – PC = 100x(3-1)/(7-1) = 33,33

Empresa B – PC = 100x(1-1)/(7-1) = 00,00 – 00,00

Empresa C – PC = 100x(4-1)/(7-1) = 50,00

Empresa D – PC = 100x(5-1)/(7-1) = 66,67

Empresa E – PC = 100x(6-1)/(7-1) = 83,33

Empresa F – PC = 100x(7-1)/(7-1) = 00,00 – 100,00

Empresa G – PC = 100x(2-1)/(7-1) = 16,67

Com os valores dos percentis obtidos para cada índice, calcula-se o FAP da empresa:

IC = (0,50 x percentil de gravidade + 0,35 x percentil de freqüência + 0,15 x percentil de custo) x 0,02

Empresa A – IC = (0,50x16,67 + 0,35x83,33 + 0,15x33,33 )x0,02 = 0,85

Empresa B – IC = (0,50x83,33 + 0,35x33,33 + 0,15x00,00 )x0,02 = 1,06

Empresa C – IC = (0,50x50,00 + 0,35x100,0 + 0,15x50,00 )x0,02 = 1,35

Empresa D – IC = (0,50x00,00 + 0,35x16,67 + 0,15x66,67 )x0,02 = 0,32

Empresa E – IC = (0,50x100,0 + 0,35x50,00 + 0,15x83,33 )x0,02 = 1,60

Empresa F – IC = (0,50x66,67 + 0,35x00,00 + 0,15x100,0 )x0,02 = 0,97

Empresa G – IC = (0,50x33,37 + 0,35x66,67 + 0,15x16,67 )x0,02 = 1,00

Portanto o resultados obtidos (IC) para cada empresa será o valor do FAP delas. (Quando o IC<0,50, faz-se IC=0,50)

FAP Empresa A = 0,85

FAP Empresa B = 1,06

FAP Empresa C = 1,35

FAP Empresa D = 0,50

FAP Empresa E = 1,60

FAP Empresa F = 0,97

FAP Empresa G = 1,00

9. EXEMPLIFICANDO O CUSTO DIRETO COM O MULTIPLICADOR FAP.

Para este exemplo iremos adotar os valores obtidos na exemplificação do custo direto.

Empresa A de construção de edifícios: grau de risco 3 – 3%

Admitindo-se a alíquota do FAP de 0,85

O valor do custo direto que era de R$ 81.450,00 agora será de:

81.450*0,85 = R$ 69.232,25

- Portanto houve uma redução de 15% no valor pago, sem mensurar que como a sua alíquota do FAP está menor que 1, ou seja, o número de acidentes está baixo na empresa ela está gastando menos com acidentes de trabalho.

CUSTO NÃO SEGURADO (OU INDIRETO)

No Brasil, a ABNT por meio da NBR 14.280/2001 estabelece procedimentos normativos para o levantamento do custo não segurado dos acidentes do trabalho:

ABNT normatiza os seguintes parâmetros:

a) despesas com reparo ou substituição de máquina, equipamento ou material avariado;

b) despesas com serviços assistenciais não segurados;

c) pagamento de horas extras em decorrência do acidente;

d) despesas jurídicas;

e) complementação salarial ao empregado acidentado;

f) prejuízo decorrente da queda de produção pela interrupção do funcionamento da máquina ou da operação de que estava incumbido o acidentado, ou do impacto emocional que o acidentado causa aos companheiros de trabalho;

g) desperdício de material ou produção fora de especificação, em virtude de anormalidade no estado emocional causada pelo acidente;

h) redução da produção pela baixa do rendimento do acidentado, durante certo tempo, após regresso ao trabalho;

i) horas de trabalho despendidas pelos empregados que interrompem seu trabalho normal para ajudar o acidentado;

j) horas de trabalho despendidas pelos supervisores e por outras pessoas: na ajuda ao acidentado; na investigação das causas do acidente; em providências para que o trabalho continue a ser executado; na seleção e preparo de novo empregado; na assistência jurídica; na assistência médica para os socorros de emergência e no transporte do acidentado.

A NBR 14.280/2001, apesar de estabelecer os procedimentos normativos para o levantamento do custo não segurado dos acidentes de trabalho, indica em nota que tal levantamento de custos não deve se limitar aos itens cobertos pelo seguro, ficando a critério dos interessados a realização de estimativas do custo não segurado.

10. EXEMPLIFICANDO CUSTO INDIRETO

Hipótese:

Um colaborador de uma empresa localizada na cidade de Curitiba, com a função de Servente de Obras, acidenta-se com uma máquina de solda mig, em que foi solicitado o resgate com o auxílio de uma ambulância, o que paralisou a obra por cerca de 1 hora e resultou no afastamento de 90 dias do funcionário e perca total do equipamento.

Cálculos aproximados de custos indiretos mensuráveis da hipótese levantada:

Custo resultante da paralisação da obra por 60 minutos:

20 Serventes x 4,04 + 2 Contra-Mestres x 7,50 + 1 Mestre x 10,00 = R$ 105,80

Máquina de Solda Mig = R$ 870,00

Valor de horas extras pagas pela empresa para suprir a ausência de 1 Servente de Obras com jornada de trabalho de 8 horas diária.

Número de colaboradores x Custo de 1 hora da função solicitada x Coeficiente de 1 Hora Extra em relação a 1 Hora Normal x Quantidade de Horas Extras x Dias de trabalho em regime de Horas Extras.

4 x 4,04 x 1,5 x 2 x 60 = R$ 2908,80.

Total = 105,80 + 870,00 + 2908,80 = R$ 3884,60

11. EXEMPLIFICANDO CUSTO DIRETO E INDIRETO

Empresa de Pré-Moldado

Número de funcionários: 30

Salário Médio: R$ 1.200,00

Acidente: Durante o içamento de umA viga pré-moldada houve um rompimento de um dos cabos que gerou a queda da viga sobre a perna de um funcionário que estava no local.

Horário do Acidente: 9h

Consequências:

Os funcionários foram liberados das horas restantes de trabalho do turno da manhã, voltando apenas as 13h após o horário de almoço.

Turno da manhã: 7h as 11h – Portanto foram perdidos 2h de produção.

O funcionário ficou afastado por 3 meses

Demorou 5 dias para encontrar um funcionário apto a substituir a vaga do funcionário acidentado.

O novo funcionário demorou 4 dias para alcançar a produtividade do acidentado.

Cálculo custo direto:

- Folha de pagamento = 30*1.200,00 = R$ 36.000,00

- Alíquota SAT – 3%

- Custo Direto = (0,03*36.000) = R$ 1.080,00

Cálculo custo indireto:

Salário proporcional dos 15 primeiros dias pago pela empresa:

- Salário integral – R$ 1.200,00

15 dias = R$ 600,00

- Devido as leis sociais (INSS, FGTS, férias e etc...),vamos fazer um acréscimo de 32%

600 + 192 = R$ 792,00

- Custo com a contratação de um novo funcionário:

Custo com Anúncio de vaga = R$ 50,00

Treinamento = R$ 200,00

Uniformes, administração, EPIs = 200,00

Custo total com contratação = R$ 450,00

- Custo da perda dos materiais e manutenção:

Viga que caiu

R$ 4.000,00

Cabo de içamento que rompeu

R$ 150,00

Manutenção nos cabos

R$ 100,00

- Custo horas paradas:

R$ = 5,00/h x 30 funcionários x 2h = 300,00

Horas paradas = R$ 300,00

- Custo da perda da produtividade da empresa devido ao acidente:

Produção de 16 vigas em média a cada 5 dias

Nos 5 dias (contando o dia do acidente) sem o funcionário a produção foi de 14 vigas

Valor médio das vigas R$ 4.000,00

Perda de R$ 8.000,00

- Custo horas extras:

Devido ao novo funcionário ter um ritmo menor de produção foi necessário durante 5 dias após sua contratação a empresa trabalhar 2h a mais por dia para manter a produtividade de 16 vigas a cada 5 dias.

Hora normal: R$ 5,00/h

Hora extra (50%): R$ 7,50/h

R$ = 5 dias x 2h x 30 funcionários x 7,50 = 2.250,00

Custo total hora extra = R$ 2.250,00

Custo total do acidente:

CA = CD + CI

CA = 1.080 + (792 + 450 + 4.000 + 150 + 100 + 300 + 8.000 + 2.250)

CA = 1.080 + 16.042 = 17.122,00

Custo total do acidente R$ 17.122,00

CONCLUSÃO

Como podemos ver a relação do custo direto e indireto na construção civil é bem maior que o apontado no estudo de Heinrich, no nosso exemplo a relação chegou em 1:15, mas isso considerando apenas um acidente, ou seja, essa relação pode crescer muito mais.

A prevenção de acidentes ajuda na diminuição de custos que a empresa pode ter caso ela não invista o necessário para que esses acidentes não ocorram e o mais importante, salva vidas.

Bibliografia:

ASSUNÇÃO, Ana Maria Farhá. Requisitos de segurança no trabalho e sua influência na formação de preços de serviços de construção civil: estudo de caso em uma empresa petroquímica, 2006.

DAMASCENO, Luiz Augusto. Dicas de Prevenção de Acidentes e Doenças no Trabalho: SESI – SEBRAE Saúde e Segurança no Trabalho, Brasília:SESI-DN,2005.

HEINRICH, H. W. Industrial accident prevention. New York, McGraw-Hill Book Company, 1959.

MINISTÉRIO DA PREVIDÊNCIA SOCIAL. Disponível em . Acesso em Maio de 2013.

RAMAZZINI, Bernardino. As doenças dos trabalhadores. Tradução de Raimundo Estrela. 3ª ed. São Paulo: Fundacentro, 2000.

ROCHA, Daniel Machado. Direito Previdenciário, Aspectos Materiais, Processuais e Penais, 2ª edição, Porto Alegre: Editora Livraria do Advogado, 1999.

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SILVA, Fabiana Carvalho. Análise da sub-notificação de acidentes de trabalho no Brasil através de dados reais no município de São Bento do Sul, UFSC, 2004.

SILVA, Maria Lúcia Lopes. Previdência Social um direito conquistado: resgate histórico, quadro atual e propostas de mudança; 2ª edição, Editora do autor, Brasília, 1997.



Lucas

Pedro 27/05/2013



Suzana


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