Da esquerda para a direita. Primeira fila: Seán Sammon, Emili Turú, John Thompson, Pedro Herreros, Michael de Waas, Michael Green, Julian Casey, Maurice Berquet, Tony Clark



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31-05-2004





Mittagong, NSW, Austrália – 12-15 de maio de 2004

CONSELHO GERAL AMPLIADO REGIÃO DA OCEANIA

Da esquerda para a direita. Primeira fila: Seán Sammon, Emili Turú, John Thompson, Pedro Herreros, Michael de Waas, Michael Green, Julian Casey, Maurice Berquet, Tony Clark. Segunda fila: Brendan Neily, Paul Gilchrist, Bill Senden, Tony Robinson, Antonio Ramalho, Luis García Sobrado, John McMahon. Terceira fila: Barry Burns, Darren Burge, Théoneste Kalisa, David Hall, Peter Rodney, David McDonald, Iulio Suaesi e Michael Sexton. Quarta fila: Nevil Bingley, Dominic O’Sullivan, Neville Solomon, Fergus Garrett, Ken McDonald, Henry Spinks, Carl Tapp. Fotografia: Lluís Serra.

NOSSA VIDA E MISSÃO MARISTAS NA REGIÃO DA OCEANIA
Três elementos relativos aos países que compõem nossa Região marista da Oceania:



PRESENÇA MARISTA NA REGIÃO DA OCEANIA

País

Área (km2)

População

Fundação Marista - Ano

  1. Austrália

7.682.300

20.065.717

1871, Sydney

  1. Nova Zelândia

267.990

3.837.065

1876, Wellington

  1. Fiji

18.270

831.641

1888, Suva

  1. Kiribati

730

85.198

1974, Bairiki

  1. Tonga

720

99.760

1978, Ha'Apai

  1. Samoa

2.830

159.353

1888, Apia

  1. Ilhas Salomão

27.990

478.565

1936, Marau

  1. Papua Nova Guiné

452.860

5.032.337

1959, Wewak

  1. Vanuatu

12.190

207.136

1981, Lololima

  1. Nova Caledônia

18.280

224.115

1873, Numéia

Países vinculados oficialmente com as Províncias da Oceania

Índia

2.973.190

1.041.143.988

1974, Trichy

Camboja

176.520

13.775.952

1995, Phnom Penh

Timor Este

14.870

778.505

2000, Baucau















Visita do Conselho geral

MARISTAS NA OCEANIA
Os Conselheiros gerais estão visitando os irmãos, comunidades e obras maristas da Austrália, Nova Zelândia e das Ilhas do Pacífico. Iniciaram sua visita em 18 de março e a concluirão em 7 de maio. Os Irmãos Théoneste Kalisa, Emili Turú e Michael de Waas (delegado do Superior geral) estão na Austrália (Província de Sydney); Maurice Berquet e Pedro Herreros visitam Austrália (Província de Melbourne) e Nova Zelândia; Luis García Sobrado e Peter Rodney, na Ilhas do Pacífico; e Antonio Ramalho e Ernesto Sánchez (Secretário das Comissões de Vida religiosa e Pastoral vocacional) visitaram já as casas de formação.
De 8 a 11 de maio, se realizará uma reunião para redigir os relatórios destas visitas. Finalmente, em Mittagong, Austrália, de 12 a 15 se ultimará o processo com a reunião do Conselho geral ampliado, integrado pelo Irmão Superior geral e seu Conselho assim como pelos Conselhos provinciais das três Províncias de Sydney, Melbourne e Nova Zelândia, e pelo Superior e um Conselheiro do Distrito da Melanésia.
O Conselho visitou até agora a África, Ásia, Brasil e o Cone Sul da América e Europa. O programa de sua visita compreende três momentos: realização de retiros, visita aos irmãos e comunidades e uma reunião final do Conselho geral ampliado. Seu objetivo é ajudar a viver o sonho de Deus para os maristas em cada região visitada. Neste caso, Oceania.
A história marista começou em Sydney, em 1871

PRESENÇA MARISTA NA AUSTRÁLIA
Austrália, cuja extensão geográfica atinge 7.682.300 km2, equivalente a dos Estados Unidos, está povoada por pouco mais de 20 milhões de habitantes. Os Irmãos Maristas se agrupam em duas Unidades administrativas: Melbourne e Sydney. A Província de Melbourne conta com 100 irmãos distribuidos em 18 comunidades. O sector da Índia, com 26 irmãos em três comunidades, está adscrito à Província de Melbourne assim como Timor Oriental, com uma comunidade. O Irmão Paul Gilchrist é o Provincial.
A Província de Sydney tem 217 irmãos distribuidos em 29 comunidades. O Distrito da Melanésia (da qual informaremos nas próximas notícias) depende desta Província assim como Camboja, onde há uma comunidade com dois irmãos. Seu Provincial é o Irmão John Thompson.
As duas Províncias têm muitos organismos de colaboração e realizam numerosos projetos conjuntos, entre os quais cabe destacar a ação no campo da solidariedade, a pastoral de jovens, a formação, as redes e programas educativos (se pode reler a entrevista realizada ao Irmão Michael Green, Presidente da Associação de Escolas maristas da Austrália no Boletim marista 129)… que enriquecem a presença marista na Austrália, e que partillham com outros países desta região marista.
Em janeiro de 1838, o Ir. Michel Colombon foi o primeiro irmão a pisar solo neozelandês.

PRESENÇA MARISTA NA NOVA ZELÂNDIA
Nova Zelândia se extende numa área de 267.990 km2 e conta com mais de 3.800.000 habitantes. A Província marista de mesmo nome tem 21 comunidades e 120 irmãos, 90 dos quais no país e 30 nas ilhas de Fiji (18.270 km2 e 831.000 habitantes), Kiribati (730 km2 e 86.000 habitantes), Samoa (2.830 km2 e 160.000 habitantes) e Tonga (720 km2 e 100.000 habitantes), que fazem parte da mesma Unidad administrativa. Dita Província se estrutura em duas regiões: região de Aotearoa Nova Zelândia e região das Ilhas do Pacífico. O Irmão Barry Burns é seu Provincial. O Irmão Henry Spinks é Superior regional da Nova Zelândia e o Irmão Iulio Suaesi, Superior regional das Ilhas do Pacífico.
Um mosaico de línguas e culturas diferentes integram a Província da Nova Zelândia, que responde aos desafios da educação cristã das crianças e jovens...
O Irmão Edward Clisby, que foi professor nos colégios da Nova Zelândia, Tonga e Kiribati, que investigou e traduziu a correspondência dos irmãos pioneiros na Oceania e é atualmente arquivista e historiador da Província da Nova Zelândia, nos descreve aspetos interessantes da presença marista nestes países (ver Boletim marista 123).
Presença marista nos rincões de sonho

DISTRITO DA MELANÉSIA
Quatro países integram o Distrito da Melanésia: Papua Nova Guiné (452.860 km2 e 5 milhões de habitantes), Ilhas Salomão 28.000 km2 e 478.000 habitantes), Nova Caledônia (18.280 km2 e 225.000 habitantes) e Vanuatu (12.190 km2 e 207.000 habitantes). O Distrito da Melanésia tem 64 irmãos, distribuidos em 11 comunidades.
O Distrito foi criado em 8 de dezembro de 2003 e está adscrito administrativamente à Província de Sydney. O Irmão Brendan Neily é seu Superior.
Como todo o continente da Oceania, a beleza natural destas ilhas constitui uma evidência. Um mosaico de línguas e culturas representa o desafio de inculturar a Boa Notícia de Jesus. A educação das crianças e jovens, especialmente os mais necessitados, constitui uma prioridade marista.

Ser marista hoje na Oceania

AS CASAS DE FORMAÇÃO
Marcelino, um coração sem fronteiras, chegou a dizer que “todas as dioceses do mundo entram em nossas perspectivas”. O tempo confirmou seu sonho. Nos cinco continentes, há jovens que sintonizam com sua espiritualidade (seguir a Jesus do jeito de Maria, isto é, seguir a Jesus escutando sua Palavra e pondo-a em prática, trabalhando no aconchego e discreção, abrindo os olhos às necessidades das pessoas, comprometendo-se com os que sofrem nas cruzes modernas de hoje…) e com sua missão (não posso ver uma criança, sem sentir o desejo de ensinar-lhe o catecismo, sem desejar fazer-lhe compreender quanto Jesus Cristo a amou).
Os Irmãos Antonio Ramalho, Conselheiro geral, e Ernesto Sánchez, Secretário da Comissão de Vida Religiosa, visitaram o pré-noviciado interprovincial de Fitzroy, Melbourne (um aspirante e um postulante), e os pré-noviciados de Honiara, nas Ilhas Salomão (10 postulantes) e de Wewak, em Papua Nova Guiné (16 postulantes), sem contar que além destes têm 7 postulantes nas comunidades. Visitaram também o noviciado de Lomeri, nas ilhas Fiji, onde há 14 noviços, procedentes das Ilhas do Pacífico, que se preparam para entrar na vida marista.
Estes jovens constituem o testemunho de que Deus continua chamando e que o sonho de Marcelino continua vivo.

12 DE MAIO DE 2004



O IRMÃO SEÁN SAMMON INAUGURA A REUNIÃO

Admiro a vitalidade dos irmãos maristas da Oceania e a missão que realizaram nesta região e no próprio Instituto”


O Irmão Seán Sammon, Superior geral, inaugurou na manhã de hoje, 12 de maio, a reunião do Conselho geral ampliado da região da Oceania. Depois de uma oração meditativa, na qual se fizeram leituras bíblicas em maorí e inglês, o Irmão Seán deu as boas-vindas aos participantes, que representam dez países da Oceania. Com esta reunião termina a visita que o Conselho geral realizou nestes últimos meses às Unidades administrativas maristas dessa região.
O Irmão Seán lembrou as linhas mestras do XX Capítulo geral assim como os cinco apelos capitulares mais importantes, inspirados na resposta que hoje daria Marcelino aos desafios atuais, e indicou quatro objetivos para esta reunião: a) proporcionar a cada Provincial, Superior de Distrito, Conselho e irmãos de sua Unidade administrativa os descobrimentos, palavras de estímulo e recomendações surgidas na recente visita; b) desenvolver como grupo uma maior compreensão e apreço das riquezas desta região do Instituto assim como dos desafios que enfrentam seus membros; c) explorar os meios a nossa disposição que possam contribuir para elaborar um plano nessa linha para o futuro; e d) incluir também nos pontos a tratar o tema da reestruturação.
UMA HISTÓRIA DE FIDELIDADE E EVANGELIZAÇÃO
A presença marista na Oceania iniciou em 1837, quando os primeiros irmãos acompanharam o padre Pedro Chanel, que seria o primeiro mártir cristão desse continente. Marcelino Champagnat ainda vivia e os irmãos que pisaram pela vez primeira a ilha de Futuna, tinham sido formados por ele. Na Nova Caledônia, se pode visitar hoje o túmulo de Tarsicio, irmão marista e sobrinho de Marcelino. A Sociedade de Maria, através de seus quatro ramos (padres, irmãs maristas, irmãs missionárias e irmãos maristas), contribuiu de forma decisiva na evangelização da Oceania. Como assinala uma mulher vinculada a nossas obras, na Oceania a Igreja tem sabor marista.
MOSAICO DE PAISES E CULTURAS
Os Irmãos Maristas agruparam-se em três Províncias (Melbourne, Nova Zelândia e Sydney) e o Distrito da Melanésia, que conta com a colaboração das duas Províncias australianas ainda está juridicamente adstrito à província de Sydney. Os dez países com presença marista são Austrália, Nova Zelândia, Fiji, Kiribati, Samoa, Tonga, Papua Nova Guiné, Ilhas Salomão, Nova Caledônia e Vanuatu. Cabe destacar a vinculação jurídica e a colaboração com a Índia, Camboja e Timor Oriental. Só na Austrália existem 250 línguas faladas por diversos grupos. As culturas autóctones apresentam nestes países uma grande riqueza e variedade.
Participam da reunião os seguintes irmãos:

  • Distrito da Melanésia: Brendan Nelly e Ken McDonald

  • Província de Melbourne: Paul Gilchrist (provincial), John McMahon, Julian Casey, Anthny Clark, Paul Kane e Michael Sexton.

  • Província da Nova Zelândia e ilhas nações do Pacífico sul: Barry Burns (provincial), Nevil Bingley, Fergus Garrett, Henry Spinks, David McDonald, Iulio Suaesi e Carl Tapp.

  • Província de Sydney: John Thompson (provincial), William Selden, Michael Green, Neville Solomon, Darren Burge, Mark Inkston, Anthony Robinson, David Hall e Dominic O’ Sullivan.

  • Conselho geral: Seán Sammon, Luis Garcia Sobrado, Maurice Berquet, Pedro Herreros, Theoneste Kalisa, Antonio Ramalho, Peter Rodney, Emili Turú e Michael De Waas (delegado do Superior geral)

  • Administração geral: Lluis Serra, Diretor de Comunicações.

  • Apoio: Terry Gilsenan.


MITTAGONG, O CENÁRIO
Mittagong encontra-se a 110 km. de Sydney, a cidade marista por excelência já que conta com 13 centros educativos pertencentes aos maristas. Os Irmãos chegaram a Mittagong em 1906. Pouco depois a casa acolheu o noviciado e o postulantado, equivalente ao que hoje chamamos pré-noviciado, da Austrália e Nova Zelândia até 1948 quando se criaram as Províncias de Melbourne, Nova Zelândia e Sydney, à qual pertence atualmente, já que está no estado australiano de New South Walles. Deixou de ser noviciado em 1984. Atualmente tem dois serviços: a) Farmhouse, para acolher adultos; e b) Marist Centre como casa de retiro para jovens e estudantes, com uma capacidade de 40 pessoas no primeiro caso e de 80 a 100 para o segundo. Para maior informação, pode-se consultar seu endereço web:

http://www.hinet.net.au/~frmhouse/index.htm
A propriedade tem 200 ha. Na Austrália, as distâncias adquirem outras dimensões. Há 12 ha. para o cultivo da videira, com a produção de excelente vinho, assim como também granja, com mais de 200 terneiros… Não falta o cultivo agrícola de oliveiras, batatas e produtos diversos.
Nesta época outonal, correspondente ao mês de maio no hemisfério sul, as cores ocres e avermelhadas alternam com os verdes permanentes e desenham paisagens de esplêndida beleza em Mittagong. Pela tarde, o céu apresentou um arco-íris de grande intensidade.
ESTUDO DOS RELATÓRIOS
Cada equipe de irmãos do Conselho geral que visitou as Províncias redigiu um relatório detalhado, que foi entregue aos respectivos Conselhos Provinciais, ao qual destinaram três sessões para sua leitura, estudo e debate. A oração delimitou vários momentos do dia, a primeira do encontro que finalizará no próximo sábado, 15 de maio, ao meio-dia.


13 DE MAIO DE 2004


RADIOGRAFIA DA REGIÃO
O Irmão Seán convidou no início do segundo dia os participantes a ampliarem seus horizontes para além de suas próprias Unidades administrativas, para estabelecer como primeiro objetivo uma visão da Região sob três distintas perspectivas: a formação, as forças e os desafios. O segundo objetivo visa oferecer uma compreensão do processo de reestruturação tal como foi originalmente concebido.
RELATÓRIO SOBRE A FORMAÇÃO
O Irmão Antonio Ramalho, Conselheiro geral, apresentou um resumo do relatório que redigiu juntamente com o Irmão Ernesto Sánchez, como síntese da visita que realizaram aos centros formativos da Região, cada um dos quais conta também com seu próprio relatório. Cabe ressaltar que a Oceania apresenta dois cenários distintos no campo vocacional. O primeiro corresponde à Austrália e Nova Zelândia, com uma sociedade fortemente secularizada e com escassez de vocações. O segundo se refere às Ilhas do Pacífico, com um notável crescimento vocacional. Esse relatório apresenta três aspetos de análise:
Sinais de esperança: estabelecimento de uma equipe interprovincial de formação; implicação satisfatória dos irmãos na pastoral de vocações e no acompanhamento pessoal; dedicação de recursos humanos e econômicos para manter os centros de formação do Distrito da Melanésia, da região das Ilhas do Pacífico, o Noviciado de Lomeri em Fiji e o MAPAC (Marist Asian Pacific Centre) eM Manila, Filipinas.
Preocupações: escasso crescimento vocacional apresar dos grandes esforços que se realizam num contexto secularizado, seja na Austrália como na Nova Zelândia; conveniência de melhorar a comunicação entre centros do mesmo nível, como os correspondentes à etapa do pré-noviciado e do noviciado; a preparação de futuros formadores, especialmente irmãos das ilhas do Pacífico; um plano de acompanhamento para irmãos de votos temporários.
Recomendações:

Às Províncias: continuar apoiando os programas de formação tais como a Comissão Interprovincial de Formação; maior envolvimento das comunidades de cada Província; criar uma rede de irmãos e leigos dedicados à pastoral vocacional; explorar novos campos de proposta vocacional e de partilhar a vida e missão maristas.

Ao Distrito da Melanésia e à região das Ilhas do Pacífico: continuar apoiando a Comissão de formação inicial do Pacífico; identificar e preparar futuros formadores; proporcionar mais anos de formação a alguns postulantes para que possam melhorar seu processo de discernimento antes de ingressar no Noviciado...
A exposição do relatório abriu um animado diálogo, que evidenciou o grande interesse dos participantes nos temas abordados.
FORÇAS E DESAFIOS PARA A REGIÃO
Este segundo passo realizou-se em três momentos consecutivos: a) reflexão pessoal a partir de um questionário com dois pontos referentes às forças e preocupações da própria Província ou Distrito; b) diálogo e intercâmbio em quatro grupos, constituídos por irmãos de diversas unidades administrativas, sobre o questionário anterior; e c) assembléia plenária, na qual de forma espontânea e num clima de escuta mútua, cada irmão teve a oportunidade de expor seu ponto de vista sobre os temas apresentados. A análise realizou-se a partir de uma perspectiva realista, humilde, alheia a qualquer triunfalismo e esperançosa.
À LUZ DAS ESTATÍSTICAS
Os dados estatísticos, que abrangem o período de 1967 a 2003 e que correspondem às Províncias de Melbourne, Nova Zelândia e Sydney foram coligidos numa publicação entregue aos participantes. O Irmão Seán apresentou os resultados do estudo, que inclui o total de irmãos (perpétuos e temporários), seu país de origem e a média de idade de cada Província.

O PROCESSO DE REESTRUTURAÇÃO
A reestruturação do Instituto Marista seguiu distintos ritmos mas terminou na maioria das regiões. Em todos os casos, buscou-se tanto a viabilidade das novas unidades administrativas como sua vitalidade ao serviço do Instituto e da Igreja. A região da Oceania refletiu em seu momento oportuno mas não se deram as circunstâncias que permitiram concretizar seu processo de reestruturação.
Os Irmãos Seán e Luis García Sobrado proporcionaram os elementos para uma compreensão do dito processo tal como foi concebido originalmente e traçaram algumas linhas para o futuro. O tema continuará amanhã.
O Irmão Barry Burns, num clima de oração, fez a síntese deste segundo dia. O almoço teve uma nota festiva com a celebração do aniversário do Irmão Brendan Nelly, Superior do Distrito da Melanésia, que apagou as velinhas do bolo ao ritmo comunitário do “Happy birthday to you...”.
Diversas notícias sobre este encontro e a região da Oceania podem ser consultadas no arquivo da web: www.champagnat.org

14 DE MAIO DE 2004

O terceiro dia da reunião em Mittagong apresentou três aspetos principais: a conferência do Irmão Seán, a reflexão e o diálogo sobre a viabilidade e a vitalidade da vida e missão maristas na Região da Oceania e um encontro fraterno festivo.


EXTRATOS DO PRONUNCIAMAENTO DO IRMÃO SEÁN SAMMON AOS PROVINCIAIS DA OCEANIA E A SEUS CONSELHOS

Alguns extratos do discurso que o Irmão Seán proferiu na primeira sessão e que constituiu uma fonte de referência para os participantes.


Irmãos, se o XX Capítulo geral me convenceu de uma foi a de que a vida religiosa e nosso Instituto em particular, se mantêm hoje numa encruzilhada muito importante. Porque ? Por que os riscos e as conseqüências são imensos. Nós capitulares o vimos como uma escolha capital entre a vida e a morte.
Assim, quando eles chegaram ao fim da estadia em Roma em 2001, os capitulares difundiram o clamor que um novo capítulo da vida marista iria iniciar. Um capítulo marcado sob o signo da paixão de Jesus e de sua missão, do espírito de sacrifício que nos levaria a nos transformar e a nos consagrar novamente aos ideais que estiveram sempre no coração da vida religiosa. Nosso XX Capítulo geral nos recorda bem simplesmente tudo o que somos e tudo que somos chamados a ser.
Solidário com os capitulares e com sua Mensagem muito exigente, devo dizer que acredito sempre mais que a renovação à qual aspiramos tão fortemente acontecerá em nossa vida e nossa missão quando recomeçaremos a ser o que devemos ser : irmãos, homens da Igreja, precursores da bondade e da Boa Nova de Jesus Cristo.
Acrescerei que também estou convencido que nós chegamos hoje ali onde deveríamos estar em nosso processo de renovação. Sofremos numerosas perdas no decorrer dos quarenta últimos anos, e como o foi muito bem dito ontem, por vezes fomos humilhados. Talvez nos tenhamos tornado muito auto-suficientes e é preciso nos lembrar que Jesus Cristo veio como Servidor Sofredor e não como rei conquistador.
Mas porque falei que chegamos onde devemos estar neste processo de renovação ? Porque nos baseando em estudos de épocas anteriores, durante as quais nosso modus vivendi estava em crise, encontramos uma constante que nos ensina que é preciso ao menos de 40 a 50 anos para que um grupo se desintegre suficientemente, antes que ele empreenda um processo de renovação. Hoje, estamos num umbral : o segundo dos três capítulos que compõem o livro da renovação está para se abrir.
Nos recordamos todos também do tema do XX Capítulo geral : Escolhamos a vida ! Lastimo, entretanto, que escolhendo o versículo do Deuteronômio onde o buscamos, pouca atenção tivemos sobre o versículo precedente. Com efeito, esta passagem nos diz que Javé circuncida antes nossos corações. Uma pequena imagem poderosa porque nos relembra que, como ocorreu com o jovem pastor David que tornar-se-ia rei de Israel, nossos corações devem ser atormentados antes que o espírito de Deus deles se apodere.
…e assim, no decorrer dos próximos anos, teremos difíceis decisões a tomar, mas são decisões que sempre estiveram no coração da vida religiosa. Devemos ler com coragem e precisão os sinais de nosso tempo, reclamar o sonho e o carisma de Marcelino para nosso tempo e segundo nossas circunstâncias, e centrar particularmente nossas vidas em Jesus se seu Evangelho. Esta conversão profunda e a base sobre a qual tudo repousa, sem ela, corremos o risco de ler os sinais de nosso tempo através do prisma de nossos próprios temores e inquietudes, antes que através dos planos de Deus e de adaptar nossos próprios fins o carisma que veio em nossa Igreja por um simples sacerdote do interior e Pai Marista que chamamos Marcelino Champagnat.
Irmãos, tendo este programa em mãos, devo dizer que não posso pensar em nenhum melhor momento de viver e de viver a vida religiosa em nosso Instituto. Mas os desafios que nos esperam são enormes, a tarefa formidável, os sacrifícios importantes. Não escuteis os profetas do mal que existem no mundo, na Igreja e no Instituto Marista. Alguns nos encorajam já a penetrar docemente na noite tranqüila. Apresento-vos um ponto de vista diferente : com toda sinceridade, se nosso Instituto e sua missão não forem renovados, não teremos senão que nos lastimar nós mesmos. Porque Deus realmente fez horas suplementares para trazer esta mudança de coração da qual temos tanta necessidade.
No outro dia mencionei que seguidamente me questiono sobre o que passou na cabeça de Marcelino, na tarde de 2 de janeiro de 1817, quando voltava da pequena casa de Lavalla para o seu presbitério. Tinha passado semanas reparando a casa ; havia contraído dívidas com o Padre Courveille que lhe havia permitido contrair um empréstimo para a adquirir. Retornado ao presbitério, o Padre Rebod tomava seu vinho e as funções de jovem vigário as desempenhavam já com azedume. Entre os dois primeiros recrutados, encontramos Jean-Maria, antigo soldado da Guarda imperial de Napoleão, que mais tarde se tornaria excêntrico e deixaria o Instituto.
Neste dia Marcelino tinha poucos bens materiais. Tinha apenas uma casa que carecia de reformas. Nela viviam dois jovens campesinos com poucos conhecimentos e tinha outrossim dívidas. Mas o que o Fundador tinha também, era um sonho e um sonho que o dominava, como ele deveria nos dominar igualmente. Um sonho que girava em torno de três ideais : o amor a Jesus e seu Evangelho, o ardente desejo de evangelizar as crianças pobres e os jovens, e a intenção de criar uma comunidade de irmãos que seriam os testemunhos vivos da Boa Nova de Cristo. Com o passar dos anos, este sonho expandiu-se pelo mundo e mobilizou a vida de inumeráveis jovens ; ele fez uma diferença, ele transformou a vida de tantas pessoas.

Ergamo-nos e trabalhemos. O novo dia do qual Basílio falou tantas vezes está para nascer. Temos uma tarefa a realizar e com a graça de Deus nós a cumpriremos humildemente e com êxito.


Obrigado.
A VIDA E MISSÃO MARISTAS NA REGIÃO DA OCEANIA
A reflexão e o diálogo sobre a viabilidade e a vitalidade maristas na Região da Oceania ocuparam as três restantes sessões do dia. A assembléia plenária, o trabalho em grupos, a reflexão individual e a oração pessoal seguiram caminhos diferentes para chegar ao tema de atualidade e do futuro.

O Irmão Darren Burge, Província de Sydney, orientou a síntese final do dia com a qual encerraram-se os trabalhos.

Após a janta, destinou-se um tempo ao social, expressão que na cultura inglesa tem um caráter de conversa informal e espontânea, enquanto se toma alguma bebida.

15 DE MAIO DE 2004


ULURU, O CORAÇÃO DA AUSTRÁLIA
A reunião de Mittagong, que concluiu hoje, sábado 15 de maio, permitiu auscultar o pulso vivo e palpitante da presença marista na Região da Oceania. Está claro que sua complexidade geográfica, cultural, lingüística...constitui seu valor e seu desafio. Os desafios na Austrália e Nova Zelândia são diferentes dos que se vivem nas ilhas do Pacífico. Nos primeiros países, a vida religiosa – e a vida marista dentro dela –atravessa zonas de deserto e dificuldade pese que no campo da missão suas contribuições são altamente qualificadas, como ocorre na educação dentro da escola católica, na pastoral, na solidariedade, na missão partilhada com os leigos... Nos restantes países, a presença marista tem um forte impacto na sociedade e apresenta uma fisionomia dinâmica da Igreja em cujo seio as vocações maristas surgem em abundância.
Uluru, em língua aborígine, é uma montanha que se eleva no centro da Austrália no meio de uma região desértica. Em inglês, recebe o nome de Ayer’s Rock. Ao por do sol, adquire uma coloração vermelha de grande beleza. Por isso e por sua localização, se a considera o coração do país. Para chegar ao centro, com freqüência é preciso atravessar largas áreas de deserto. Assim acontece com amplos setores da vida religiosa e assim ocorre em alguns momentos da vida do Padre Champagnat. Os Irmãos Maristas da Região da Oceania estão conscientes de que, seja o ambiente mais ou menos favorável, desejam continuar caminhando para o coração de seu compromisso vocacional. O sonho de Marcelino tem uma grande atualidade e vale a pena dedicar-lhe à vida para torná-lo realidade.
UMA PROPOSTA E UM PASSO MAIS NO CAMINHO
Os irmãos da Oceania estão adquirindo cada vez mais consciência de pertencer a uma mesma Região, com desafios comuns aos quais desejam apresentar soluções conjuntas. Os organismos interprovinciais são numerosos e eficazes. Não obstante está-se vivendo a necessidade de encontrar novos caminhos para as três Províncias (Melbourne, Nova Zelândia e Sydney) e o Distrito da Melanésia a fim de favorecer a viabilidade e a vitalidade da vida e missão maristas na Região da Oceania.
Aprovou-se a seguinte proposta: “ Nos comprometemos a progredir para um modelo de regionlaização. Conseqüentemente, sublinhamos nosso desejo de colaborar com os outros de nossa região a fim quais novas estruturas surgirão.”

Para realizar este acordo os três irmãos Provinciais e o Superior do Distrito nomearam uma equipe de três membros com a tarefa exclusiva de elaborar uma proposta que conduza ao objetivo acima apresentado.


ESCOLHAMOS A VIDA
Uma oração comunitária, em clima de agradecimento e alegria, encerrou esta reunião, com a qual também terminou esta visita do Irmão Superior geral e seu Conselho à Região da Oceania. O Irmão Seán lembrou que a força do carisma de Champagnat está na paixão por Cristo e no serviço às crianças pobres e à juventude como membros da Igreja e agradeceu a Deus a liderança dos que exercem sua responsabilidade de animação e governo assim como a entrega dos irmãos com os quais numerosos e entusiastas leigos partilham a missão. O Irmão Seán entregou a todo irmão participante uma pequena recordação com a imagem da Boa Mãe. O canto final We choose life (Escolhamos a vida) foi um hino de esperança e de compromisso, que ressoou como um eco das inquietudes e esperanças do último Capítulo geral.

E aqui concluímos nossas crônicas diretas da reunião realizada em Mittagong.








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