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MÉTODOS PARA AVALIAR O EVEITO DO SILICATO DE ZIRCÔNIA NA RESISTÊNCIA À ABRASÃO DE CERÂMICAS DE PISO

Acadêmico: Rodrigo Andrade Rezende (Bolsista)

Orientador: Prof. Rafael Ariza Gonçalves

Instituição: Universidade Federal de Uberlândia - Faculdade de Engenharia Mecânica


Algumas cerâmicas de piso do tipo vidrado são constituídas de esmalte vitrocerâmico reforçadas com fases duras para aumentar a resistência ao desgaste. O desgaste por sua vez é causado pela ação de partículas duras, em geral o oxido de silício, que atua sobre a superfície das cerâmicas por ação dos pés, causando riscos que são os principais fatores de alteração da beleza dos pisos e indicadores de qualidade dos mesmos. A inserção da fase de reforço é no sentido de oferecer resistência ao riscamento e por conseqüência aumentar a vida destes produtos. No presente trabalho foi verificada a influencia do silicato de zircônia como fase de reforço. Foram testadas seis amostras cerâmicas com as combinações de duas granulometrias e três frações volumétricas do silicato de zircônia. A avaliação da resistência ao desgaste foi feita em um abrasômetro com a configuração três corpos por representar a condição abrasométrica que ocorre normalmente. O abrasivo utilizado foi a areia normal brasileira por ser constituída basicamente de oxido de silício e ser o maior causador de desgaste dos pisos. Os resultados não apresentaram correlação com as quantidades da fase de reforço. Em virtude disso, foram medidos os tamanhos e as frações volumétricas da fase de reforço das amostras para verificar se havia concordância com as quantidades adicionadas durante a produção. Este procedimento foi realizado utilizando-se um analisador de imagem após a devida preparação ceramografica. Foi verificado que os valores medidos não concordam com aqueles da formulação. Alem disso verificou-se uma variação das quantidades da fase de reforço para diferentes níveis abaixo da superfície das cerâmicas, indicando uma decantação das partículas e que a fase de reforço intencionalmente colocada não atua efetivamente no sentido de melhorar a resistência à abrasão das cerâmicas testadas.

Área de conhecimento: Engenharias

Palavras-chave: cerâmica, abrasão, Método PEI, silicato de zircônia



MODELAGEM DE SISTEMAS FISÍCOS REAIS PARA MICROCONTROLADORES

Acadêmico: Plínio Gustavo Branquinho

Orientador: Prof. Ms. Carlos Magno Medeiros Queiroz

Co-orientador: Prof. Marcelo Lucas

Instituição: Universidade de Uberaba – Curso de Engenharia Elétrica
Ao modelar matematicamente um sistema físico que se deseje efetuar um controle qualquer, por meio computacional é possível analisar as respostas à estratégia de controle usada. Este trabalho tem o objetivo de emular (com microcontroladores) o comportamento dos componentes físicos do processo que se deseja efetuar o controle, tornando possível a simulação real do sistema, com a vantagem de manipular os parâmetros físicos do sistema e não somente os controladores. Foram usados métodos matemáticos para modelagem de um sistema físico; num primeiro momento foi modelado um sistema de primeira ordem no domínio S com a transformada de Laplace, num segundo momento foi feita a transposição para o domínio Z com a transformada Z, posteriormente foi desenvolvido a Equação das diferenças, o algoritmo para análise no Matlab e a implementação deste algorítimo num microcontrolador PIC16F876. Feita a analise computacional e gráfica do comportamento e resposta do modelo a diversos estímulos com auxílio do MatLab, e feito a implementação com o microcontrolador e analisado a resposta aos estímulos analisados no MatLab, concluiu-se que o modelo implementado comportou-se de forma muito próxima ao modelo idealizado, sendo os erros de tempo de subida e de regime permanente desprezíveis; foi verificado que este tipo de microcontrolador apresenta velocidades de amostragem de sinais suficientemente altas para este tipo de aquisição de dados, mas possui uma velocidade de processamento baixo o que compromete não o tempo de execução do algorítimo e sua resposta aos estímulos aplicados, mas o tempo de estimação dos valores para a normalização das respostas. A grande vantagem de se implementar este processo “fisicamente” com o auxílio de microcontroladores, é o fato de ser possível analisar as respostas reais do controlador usado para a estratégia de controle adotada, mediante a alta flexibilidade de se efetuar alterações nas características “físicas” do sistema uma vez este emulado com microcontroladores; outra grande vantagem é que para fins didáticos, não mais seria necessário ter a planta real implementada para trabalhar com controladores, bastaria configurar a planta nos microcontroladores.
Área de conhecimento: Engenharias

Palavras-chave: Microcontroladores, Modelagem, Automação e Controle, Motores de Corrente Contínua



SELEÇÃO DE MUNIÇÃO PARA CARABINA CALIBRE .22 LR VISANDO OBTER MENOR GRUPAMENTO

Acadêmicos: Giovanni Iamin Kotinda (Bolsista)

Orientador: Prof. Dr. José Antônio Ferreira Borges

Co-orientadores: Prof. Rômulo Rossi Pinto Filho

Prof. Marcus de Freitas Leal

Instituição: Universidade Federal de Uberlândia - Faculdade de Engenharia Mecânica

Este trabalho propõe uma metodologia para a seleção de munição para carabina calibre .22 LR tendo como objetivo reduzir o grupamento (i.e., a dispersão entre as posições das impressões num alvo) de uma série de disparos visando a utilização do melhor conjunto arma-munição em competições de tiro esportivo, n modalidade de silhuetas metálicas. O grupamento é resultante da vibração do cano da arma, que pode ser descrito através de uma onda senoidal tridimensional. Os atiradores sabem que em uma certa faixa de velocidade do projétil, obtém-se um menor grupamento. Os praticantes da recarga de munições chamam esta faixa de nó harmônico, ou seja é a faixa de velocidade onde a “ponta do cano” apresenta o menor deslocamento, sendo que para algumas armas é possível encontrar mais de um nó. Para tal, foi desenvolvida uma bancada (estativa) que permite fixar a carabina e com isto eliminar a interferência do atirador no grupamento. Nos testes foram utilizadas 4 armas de modelos e fabricantes diferentes, sendo 2 semi-automáticas e 2 de repetição com ação por ferrolho. Os Grupamentos foram medidos em alvos de papel posicionados a 50 metros das armas. Cada medição correspondeu a uma série de 10 disparos, sendo a velocidade de cada projetil medida com cronógrafo. Uma vez que a munição calibre .22 LR não permite a recarga, a variação da velocidade foi obtida a partir do uso de 10 tipos diferentes de munições comerciais, sendo 6 nacionais e 4 importadas. Para aumentar ainda mais as possibilidades de velocidade de projetil e com isto enriquecer a análise, cada munição foi testada em 3 condições diferentes de temperatura: resfriamento com gelo, temperatura ambiente e aquecimento por meio de água quente. A partir das curvas obtidas, foi possível selecionar as munições mais adequadas às armas. Como conclusão interessante, nota-se que para cada arma existe uma munição diferente que proporciona os menores grupamentos.

Área de Conhecimento: Engenharias

Palavras-chave: Ensaios Experimentais, Armas de fogo, Dinâmica e Vibrações


SIRCAP - SISTEMA INTERATIVO PARA ENSINO DE REANIMAÇÃO CÁRDIO-PULMONAR
Acadêmicos: Marielle Furlaneto Saraiva

Lucimara Guimarães Ribeiro

Felipe Antônio Chegury Viana

Lamon Elias Ramos Filho

Cleidi Cristina Oliveira

Orientador: Prof. Alcimar Barbosa de Sousa

Co-orientador: Prof. Adriano de Oliveira Andrade

Instituição: Universidade Federal de Uberlândia - Faculdade de Ciência da Computação


A parada cardíaca e/ou respiratória é uma situação de emergência. Se o socorro não for iniciado em cinco minutos, poderá ocorrer a morte do paciente ou o desenvolvimento de graves seqüelas neurológicas. Assim sendo, os procedimentos de reanimação cárdio-pulmonar (RCP) são importante alvo de estudo em cursos como Medicina, Enfermagem e Odontologia; em Centros de Formação de Condutores; em treinamentos de Policiais, Salva-Vidas, Exército e Corpo de Bombeiros. O Sircap é um sistema integrado constituído por um manequim, fisicamente próximo de um humano adulto, sensores, hardware de interface com o PC, PC padrão IBM e software. É uma ferramenta de aprendizado de procedimentos de RCP, monitorando as ações realizadas durante a massagem cardíaca, a respiração boca-a-boca e o posicionamento da mão no tórax, e indicando o desempenho do usuário em tempo real através de animações gráficas. Desta maneira, auxilia o ensino e possibilita o aperfeiçoamento contínuo das técnicas do estudante. A elaboração do Sircap foi divida em três fases distintas, tanto para a parte de hardware, quanto para a de software: análise/projeto, implementação e instalação/calibração. O hardware se subdivide nos módulos de aquisição de dados, responsável pela captura dos sinais emitidos pelos sensores, e de condicionamento de sinais, responsável pelo tratamento dos sinais capturados e pelo seu envio ao software. A aquisição dos sinais tratados se dá via porta paralela do PC. Os sinais recebidos são compilados, calibrados e traduzidos em imagens, para que o usuário possa visualizar, através de animações gráficas, os efeitos do teste de RCP que está realizando no manequim. As imagens para as animações são buscadas em um repositório de imagens. A visualização dos resultados se dá por meio de uma interface gráfica. É apresentada a animação correspondente aos batimentos cardíacos do manequim, de forma que à medida que o socorrista for pressionando o tórax do mesmo, imagens de um coração vão simulando um batimento cardíaco. Outra animação corresponde ao enchimento dos pulmões: à medida que o socorrista realiza a respiração boca-a-boca, imagens de um pulmão simulam seu enchimento. A última animação corresponde ao posicionamento das mãos do usuário no tórax do manequim. Com a análise dos resultados apresentados pelas animações, o socorrista pode aprimorar suas técnicas de reanimação cárdio-pulmonar. O objetivo atingido com o desenvolvimento do Sircap foi o de poder oferecer à comunidade um sistema que fosse capaz de auxiliar e monitorar todo o processo de RCP, com o intuito de reduzir falhas no ensinamento de técnicas de primeiros socorros. Tendo a oportunidade de monitorar o treinamento, o usuário pode detectar os momentos durante o teste nos quais ele apresenta uma queda no desempenho, o que o possibilita buscar melhorias na prática de primeiros socorros em testes posteriores, a fim de atuar satisfatoriamente em situações reais.
Área de Conhecimento: Engenharias.

Palavras-chave: parada cardíaca e/ou respiratória, ferramenta de aprendizado de RCP, reanimação cárdio-

pulmonar, sistemas em tempo real.

VALIDAÇÃO EXPERIMENTAL DO MODELO CINEMÁTICO DE UM

ROBÔ MANIPULADOR 3R CARTESIANO

Acadêmicos: Davisson Humberto Sant’ana Dutra (Bolsista)

Luiz Alberto Carvalho Fernandes

Sigeo Kitatani Júnior

João Marcelo Vedovoto

Orientador: Profª Drª Sezimária F. Pereira Saramago

Instituição: Universidade Federal de Uberlândia - Faculdade de Engenharia Mecânica

Várias operações industriais no âmbito da automação robotizada podem ser caracterizadas por processos repetitivos, segundo pontos pré-determinados. Como exemplo destas aplicações, pode-se citar o transporte/montagem de objetos, pintura, soldagem, etc. A correta análise do desenvolvimento cinemático de robôs implica em movimentos mais suaves e precisos, que permitem seu maior controle e garantem economia de energia. Este trabalho apresenta uma introdução à cinemática de sistemas multicorpos, composto por partes rígidas (robô manipulador), através das seguintes etapas: Modelagem e Simulações. A Modelagem corresponde a toda parte teórica necessária para a realização de análises cinemáticas com auxílio de rotinas computacionais elaboradas no software Matlab. As Simulações correspondem aos ensaios experimentais utilizando-se de um robô didático, chamado Robix que apresenta parâmetros de movimento semelhantes à um robô industrial. O chamado problema cinemático em robôs é dividido em duas partes: direto e inverso. Para cumprir os objetivos deste trabalho, considerou-se apenas o problema cinemático direto que fornece a posição e orientação do efetuador do robô manipulador, desde que, se conheçam as variáveis das juntas. Para isto, utilizou-se matrizes de transformação homogênea e a representação proposta por Denavit-Hartenberg para escrever o modelo cinemático. Sejam i, di, ai, i, os parâmetros de Denavit-Hartenberg para a i-ésima junta de um robô manipulador. A transformação homogênea que descreve a translação e rotação relativa entre o sistema de coordenadas da junta i com o sistema de coordenadas da junta i–1, é dada pela seguinte equação:Tii-1=Rot(i , zi-1).Trans(0,0,di).Trans(ai,0,0).Rot(i, xi). Conhecendo-se as matrizes de transformação, o movimento cinemático de um robô manipulador , com n graus de liberdade (g.d.l.), é descrito pela relação: Tn0=T10.T21.T32...Tnn-1. Para a obtenção dos resultados teóricos, utilizou-se uma rotina computacional desenvolvida no Matlab, que implementa o modelo cinemático fornecendo as posições respectivas do efetuador do robô na forma matricial. Assim, viu-se necessária a comprovação experimental dos valores obtidos através da utilização do software que acompanha o Robix. Montou-se o robô cartesiano com três juntas rotacionais com um apontador à laser fixado na extremidade do último braço (efetuador), medindo-se os valores das coordenadas cartesianas (x,y,z), sendo z constante. Considerando que os atuadores do Robix (servo-motores) não proporcionam movimentos precisos e constantes, os resultados experimentais se mostraram bastante próximo do esperado.


Área de conhecimento: Engenharias

Palavras-chave: Robô Manipulador, Modelo Cinemático, Robix, Validação Experimental.

LINGÜÍSTICA, LETRAS E ARTES

DOMINAR A NORMA CULTA ATRAVÉS DA GRAMÁTICA NATURAL:

UMA ABORDAGEM PRÁTICA DA TEORIA DE CHOMSKY

Acadêmico: Antônio Carlos Tomás Fialho Magalhães

Orientadora: Profª Ms. Ormezinda Maria Ribeiro

Instituição: Universidade de Uberaba – Curso de Licenciatura em Letras (Habilitação em Português/Inglês)

Existe um sistema de regras que a criança internaliza na infância que é a verdadeira gramática da língua, a autêntica, que está engendrada na identidade de cada indivíduo. Todo ser humano possui esta “Gramática Natural” e a utiliza nas práticas sociais pela articulação dos elementos lingüísticos no processo da fala e, posteriormente, a partir da alfabetização, na escrita. Nessa pesquisa, procuramos aperfeiçoar as estruturas naturais adquiridas pelo ser humano no contexto social em direção às adotadas pela norma culta da Língua Portuguesa. Para desenvolver este trabalho, foram reunidas cinco crianças de 9 e 10 anos, que apresentaram problemas na aprendizagem da leitura e da escrita. Esse aprimoramento, foi feito através de processos práticos, ensinando-as como utilizar as regras que norteiam a norma culta, de forma natural, sem empregar as exaustivas nomenclaturas contidas nas Gramáticas da Língua Portuguesa. O objetivo foi fazer emergir, da identidade de cada criança, essa gramática natural, a partir da escrita e da leitura, experimentando, exercitando e praticando estruturas que as levaram a compreender melhor o mecanismo da língua materna. O método consistiu em vivenciar, por meio de dinâmicas, leituras e textos, a aquisição da teoria da linguagem, passo a passo, utilizando as idéias de Chomsky, dentro de um ambiente de solidariedade e valores humanos. Cada indivíduo possui uma forma particular de se expressar no cotidiano, nesse sentido, através dessa pesquisa, procuramos orientar as crianças a produzirem seus textos, com o cuidado de não modificar o seu estilo. Após quatro meses de aulas semanais, chegamos aos seguintes resultados: é possível trabalhar o método com crianças, adolescentes e adultos; resgatamos a gramática interna e natural das crianças, através de procedimentos criativos, além do simples exercício da correção de estruturas inadequadas. É possível incentivar o aluno a expressar suas idéias e a partir delas, orientá-los a utilizar a forma correta de coesão com o objetivo de alcançar a coerência. Descobrimos o quanto é importante aproveitar os processos de aquisição da linguagem, que o aluno aprende no seu meio social, antes e fora da escola, e então construir com a criança frases simples e complexas.

Área do conhecimento: Lingüística, Letras e Artes

Palavras-chave: gramática natural, crianças, teoria de Chomsky

PRODUÇÃO TEXTUAL: COESÃO, PARAGRAFAÇÃO E PROGRESSÃO TEMÁTICA

Acadêmica: Karine Bastos de Albuquerque (Bolsista)

Orientadora: Profª Drª Maura Alves de Freitas Rocha

Instituição: Universidade Federal de Uberlândia – Curso de Letras


Nossa pesquisa investigou os problemas referentes à produção textual, em redações de alunos do Ensino Médio, no quadro teórico da Lingüística Textual, com base em Koch 1987, 1989 e 1995, a partir da hipótese de que a categorização dos problemas possibilita a aplicação de metodologias diferenciadas, possibilitando, assim, o atendimento às especificidades dos alunos. Ou seja, o diagnóstico dos “problemas” referentes à produção textual possibilita propor metodologias adequadas para solucioná-los. Os objetivos desta pesquisa foram os seguintes: (i) investigar os problemas de produção textual, em redações de alunos pré-universitários; (ii) categorizar os problemas de produção textual, a partir de trabalhos desenvolvidos na Lingüística textual; (iii) viabilizar estudos posteriores quanto a metodologias diferenciadas para as categorias encontradas. Para a análise das redações foi utilizada a metodologia da teoria da variação laboviana, que prevê que o elencamento de fatores que foram analisados, parte do levantamento de hipóteses a respeito do tema a ser desenvolvido. A metodologia que foi adotada deu aos dados um tratamento apenas quantitativo. Isto significa que os grupos de fatores foram analisados como instrumento de organização/distribuição dos dados. Não foram considerados como condicionadores de ocorrência em relação à variável dependente. Tendo em vista a grande quantidade de tipos de “problemas” encontrados nas redações, referentes à coesão e coerência, enfocamos, em um primeiro momento, a coesão referencial, a coesão seqüencial, a paragrafação e a progressão temática. A análise dos resultados evidenciou que, em sua maioria, os referidos alunos não produzem textos adequados, em relação aos aspectos acima mencionados. O conhecimento dos fatores de Coerência Textual, dentre eles, os diversos tipos de conectores intra e interfrásticos e o seu emprego trazem contribuições valiosas no sentido de sanar dificuldades de leitura e produção de textos, relacionadas à explicitação e/ou ao reconhecimento de relações textuais marcadas por esses elementos. Além disso, estes resultados possibilitarão desenvolver estratégias sobre um modo de ensino eficaz à produção textual.

Área do conhecimento: Lingüística, Letras e Artes

Palavras-chave: coesão, produção textual, progressão temática.




VARIAÇÃO LINGUÍSTICA: UM REFLEXO DO MULTICULTURALISMO

Acadêmicas: Fabiene de Oliveira Santos

Azolina Auxiliadora Ribeiro Moreira

Cíntia Martins dos Reis

Rosana Agreli Melo

Zélia Aparecida Silva Martins

Orientadora: Profª Drª Ormezinda Maria Ribeiro.

Instituição: Universidade de Uberaba - Curso de Letras – (Habilitação Português/Inglês)

É notória a imensa variação lingüística existente em nosso meio. Essa pode ser dividida em variação dialetal e de registro. No âmbito das variantes relacionadas ao registro, encontra-se a variação do grau de formalismo, cuja presença é facilmente perceptível em qualquer comunicação. Com base nisto, procurou-se averiguar os diferentes graus de formalismo utilizados pelos universitários da UNIUBE, nos mais diversos cursos. Foram realizados no Campus II da universidade, entrevistas com alguns estudantes dos cursos de Direito, Fisioterapia, Turismo, Terapia Ocupacional, Engenharia Civil, Educação Física, Engenharia da Computação, Ciências Aeronáuticas, Odontologia, Farmácia, Biomedicina, Medicina e Psicologia, transcrevendo suas falas para uma análise lingüística fundamentada na teoria da sóciolingüística. Verificou-se que a variação utilizada pelos alunos é a coloquial, predominando a coloquial distensa, com uso freqüente de gírias tais como: “tipo assim”; “olha”; “sem comentários”; “ichi”; “nossa”; “ai”; “cara”, ... Nota-se, também, que a escolha de uma ou outra expressão varia de indivíduo a indivíduo. Desse modo, sendo a linguagem a base da condição humana, verifica-se que ela é resultado da interação da vivência do falante em todas as suas dimensões, não podendo ser relacionada diretamente com apenas uma de suas faces, como por exemplo, com sua idade ou curso de graduação.

Área de conhecimento: Lingüística, Letras e Artes

Palavras-chave: variação lingüística, multiculturalismo, coloquial distensa

CIÊNCIAS DA SAÚDE

A INCIDÊNCIA DE DOR NO OMBRO EM PACIENTES APÓS ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO

Acadêmicos: Leonardo Amancio de Azevedo

Juliana Pertile

Larissa Melo da Silva

Leandro Marques Cardoso Júnior

Luciana Thirone Silva

Luciana Rossetti de Oliveira Dahdah

Orientadora: Profª Ms. Lidiana Simões Marques

Co-orientadoras: Profª Cristina Cardoso de Sá

Profª Luciana dos Santos Sguilla

Instituição: Universidade de Uberaba

Em muitos hospitais e centros de reabilitação, no mundo todo, os pacientes após acidente vascular encefálico sofrem de forte dor no ombro, sendo um problema angustiante tanto para o paciente quanto para a equipe de reabilitação. A dor no ombro dificulta a capacidade de concentração na aprendizagem de novas habilidades, prejudica a aquisição das reações de endireitamento e proteção, além de retardar a recuperação da independência nas atividades da vida cotidiana. Este trabalho teve como objetivo investigar a incidência de dor no ombro de pacientes em tratamento na Clínica da Universidade de Uberaba no período de fevereiro até junho de 2002. Foram avaliados 42 pacientes com idade média de 57,3314,14 anos dos quais 23 homens e 19 mulheres. Os indivíduos foram submetidos a uma avaliação fisioterápica que constava de uma anamnese e exame físico. Os resultados demonstram que o tipo de acidente vascular encefálico predominante foi o isquêmico (78,57%). Os voluntários apresentam disfunção motora predominante no membro superior (54,76%). Os dados obtidos apontam que 33,33% dos pacientes apresentam queixa dolorosa no ombro do lado afetado. Postula-se que as alterações do alinhamento esquelético do complexo articular do ombro podem contribuir para o desenvolvimento da dor no membro superior. A dor também pode ser causada por padrões anormais de movimento, desequilíbrio muscular ou pode ter sua origem no sistema nervoso central. Portanto, sugere-se que uma avaliação minuciosa do tipo de dor e a exata localização anatômica podem contribuir para a elaboração de estratégias de tratamento.


Área de conhecimento: Ciências da Saúde

Palavras-Chave: dor no ombro, recuperação funcional, acidente vascular encefálico

A REALIDADE DO ALCOOLISMO ENTRE OS UNIVERSITÁRIOS

Acadêmicas: Ana Paula Ribeiro Faria

Michele Lemos Lobato

Paloma Perez Pinti

Taciana Cristina Bomfim Cherim

Orientador: Prof. Dr. Antônio Carlos Shimano



Instituição: Universidade de Uberaba – Curso de Fisioterapia

O uso de bebidas alcoólicas é tão antigo quanto à própria humanidade. Beber moderada e esporadicamente faz parte dos hábitos de diversas sociedades. Determinar o limite entre o beber social, o uso abusivo ou nocivo de álcool e o alcoolismo (síndrome de dependência do álcool) é por vez difícil, pois esses limites são tênues, variam de pessoa para pessoa e de cultura para cultura. A Organização Mundial da Saúde classifica a doença do alcoolismo como síndrome, de causas múltiplas. E, fora do âmbito da ciência, o termo mais usado é ainda o que mais fere e humilha é o alcoólatra - o vício. Em posição à virtude, sua forte conotação moral é demolidora e encontra eco na medicina. Durante o período de abstinência, período em que o indivíduo não faz uso do álcool o mesmo tende a desenvolver sintomas secundários agudos como crises convulsivas, insônia, vomito, acidente vascular encefálico entre outros, podendo até levar ao óbito. O trabalho apresentado teve como objetivo obter informações sobre qual seria o índice de jovens universitários que se relacionam de forma direta ou indireta com o alcoolismo. Utilizou-se para o estudo um questionário simples e direto. Foram entrevistados 50 universitários, dentre eles, 52% eram do sexo masculino e os demais do sexo feminino, sendo que 80% tinham abaixo de 35 anos de idade. Quanto à idade com que experimentaram pela primeira vez a bebida foram obtidos os seguintes dados: com menos de 6 anos 2,4%, de 6 aos 11 anos 21,5%, de 11 aos 16 anos 40,5%, de 16 aos 21 anos 31,0% e 4,6% das pessoas entrevistadas responderam que nunca haviam tomado qualquer tipo de bebida alcoólica. Das pessoas que consomem bebidas alcoólicas 83% tem o hábito de fazer uso da mesma. Quanto ao tipo de bebida mais consumida foram: 11,2% consomem bebidas destiladas, 62,0% bebidas não destiladas, e 26,8% outras opções. Segundo os motivos que levaram as pessoas a experimentarem a bebida alcoólica foram: curiosidade 26,0%, opção própria 33,3%, influência familiar 0%, influência de amigos 21,0%, algum refúgio 19,0% e por outros motivos 0,7%. De acordo com a freqüência do uso de bebida alcoólica 18,0% das pessoas ingerem em média de 1 a 3 vezes por semana, 14,0% de 3 a 4 vezes por semana, 12,0% todos os dias, 36,0% apenas nos finais de semana e 20,0% dos entrevistados nunca tomam este tipo de bebida. Os entrevistados quando questionados a respeito de algum familiar alcoólatra, 38% disseram que possuem e 57% disseram que não possuem e 5 % não opinaram; 28,5% dos indivíduos relataram que já tiveram algum tipo de problema, tanto social quanto de saúde, quando ingeriram algum tipo de bebida alcoólica e 66,6% disseram que não e 4,9% não opinaram. A última questão apresentada foi quanto ao local onde estas pessoas costumam beber, as respostas obtidas foram: 24% em boates, 26% em bares, 27% em casa de amigos, 15% em casa de familiares e 8% marcaram outra opção. Os resultados mostraram que os universitários de maneira geral tem o hábito de ingerir bebida não destilada, mais aos finais de semana. A maioria dos entrevistados experimentaram algum tipo de bebida ainda quando adolescente ou jovem. Entre os entrevistados não houve influência familiar para o início do consumo de bebida alcoólica, a maioria foi por opção própria, curiosidade, influência dos amigos e para se refugiar por um algum motivo.

Área de conhecimento: Ciências da Saúde

Palavras-chave: alcoolismo, bebida alcoólica, bebida destilada

A UTILIZAÇÃO DE ACRÍLICO AUTO POLIMERIZÁVEL PARA CONFECÇÃO DE UM SPLINT

Acadêmicas: Renata Gomes Brandão

Alessandro Pimenta Martins

Orientadora: Profª Ms. Lidiana Simões Marques

Co-orientadoras: Profª Adriana Edler Macagnan

Profª Luciana dos Santos Sguilla

Instituição: Universidade de Uberaba - Curso de Fisioterapia

A utilização de splints é um recurso amplamente conhecido na prática clínica e em diferentes áreas como neurologia, ortopedia e desportos. Esses dispositivos possuem a finalidade de diminuir a dor, proteger o segmento lesado e evitar contraturas. A durabilidade, a leveza e o custo são fatores importantes para a indicação dos splints. Desta forma, buscou-se neste trabalho demonstrar a viabilidade da utilização de materiais odontológicos, como acrílico auto polimerizável, para a confecção de um splint. Inicialmente a tala gessada foi moldada na face palmar da mão mantendo os dedos em abdução e o polegar em flexão horizontal. A partir do molde iniciou-se a confecção do splint recobrindo a face palmar do molde com alginato e imediatamente foi colocada a mão do modelo para dar a forma anatômica, sendo necessário cerca de 8 minutos para essa etapa. Manipulou-se em seguida o gesso pedra (tipo III) e colocou-o sobre o alginato previamente moldado. Após uma hora, o molde de gesso foi retirado do alginato. Para aumentar a espessura da região hipotenar e tenar e formar os sulcos entre os dedos utilizou-se bastões de cera utilidade. Em seguida a peça de gesso foi revestida com vaselina sólida para impedir a aderência com o acrílico que posteriormente foi colocado sobre o molde de gesso. O acrílico consiste de um polímero (polimetilmetacrilato) e um monômero (metilmetacrilato) sendo esses homogeneizados formando uma pasta que foi colocada sobre o molde através da “técnica do pincel”. A secagem do acrílico é imediata, favorecendo a retirada do molde e de partículas de cera e acrílico remanescentes. Alguns ajustes foram necessários como acréscimo de acrílico em regiões de maior pressão para aumentar a resistência do splint. Com a peça acrílica ajustada recobriu-se com borracha ortopédica da marca EVA e então foi realizado o polimento. Por último foram fixadas 5 faixas de velcro com cola acrílica e distribuídas em 5 pontos: antebraço, punho, metacarpofalangianas, interfalangianas proximais do 2º ao 5º dedo e polegar. A utilização do acrílico auto polimerizável para a confecção do splint demonstrou ser eficiente por proporcionar um dispositivo com custo relativamente baixo em relação aos demais splints encontrados no mercado. Além disso, esse material é resistente e apresenta grande durabilidade que são características amplamente conhecidas na prática odontológica.

Área de conhecimento: Ciências da Saúde

Palavras-chave: splint, mão, acrílico auto polimerizável



ALIMENTAÇÃO ALTERNATIVA: MUITO POR POUCO

Acadêmicas: Sheila Aparecida da Silva

Adriana Piedade Ferreira

Carla Nogueira Soares

Robéria Mota da Silva

Wanessa de Paula Menezes

Orientador: Prof. Dr. Antônio Carlos Shimano

Instituição: Universidade de Uberaba – UNIUBE - Curso de Fisioterapia

O panorama nutricional brasileiro mostra um aproveitamento insuficiente do potencial nutritivo dos alimentos. A fome é agravada pela ausência de iniciativas para uma melhor utilização das fontes de nutrientes disponíveis. Desperdiça-se os complementos alimentares de baixo custo que podem ser encontrados em folhas de hortaliças, vegetação expontânea e sementes. A alimentação alternativa permite um complemento nutricional de baixo custo e de fácil implantação. O princípio utilizado pela alimentação alternativa, é a multimistura. A multimistura é composta pela mistura de farinha de trigo, farelo de arroz ou de trigo e fubá. Esta multimistura geralmente, é adicionada a alimentação tradicional. Na alimentação alternativa a qualidade depende da variedade e não da quantidade. O tratamento das doenças associadas a desnutrição deve ser aliado com a utilização da alimentação alternativa, para que haja uma melhora no quadro nutricional dos indivíduos. Todas estas informações geralmente, não são conhecidas pela maioria da população. Portanto, este trabalho teve como objetivo observar entre os universitários da Universidade de Uberaba, o conhecimento da alimentação alternativa. Nesta pesquisa, foram avaliados 30 universitários de ambos os sexos, dos diversos cursos, através de um questionário. Neste questionário foi perguntado se conheciam a alimentação alternativa e a multimistura, se já utilizaram alguma vez a alimentação alternativa, se conhecem alguém que já fez uso da alimentação alternativa e a última pergunta foi o que achavam da utilização alternativa em pessoas com baixo índice nutricional. Os resultados desta pesquisa mostraram que 46% dos universitários entrevistados conhecem a alimentação alternativa, 77% nunca fizeram uso deste tipo de alimentação, 57% dos entrevistados não conhecem a multimistura, 54% dos entrevistados conhecem alguém que já utilizou este tipo de alimentação, 60% dos entrevistados acham que o uso da alimentação alternativa é bom para o desenvolvimento do desnutrido, 33% dos entrevistados não opinaram sobre o uso e 7% dos entrevistados acham que não têm conhecimento suficiente sobre o assunto para opinar. Através dos resultados obtidos observamos que mesmo entre os universitários ainda há pouco conhecimento sobre o assunto. O grande índice de universitários que não fizeram uso e nem conhecem a multimistura provavelmente, é devido ao poder aquisitivo ser alto. Mas, para a população de baixa renda o ganho com o uso da multimistura aliada as técnicas de prevenção das doenças, pode proporcionar uma alimentação mais mutritiva. Se existem componentes questionáveis na alimentação alternativa, estes devem ser abolidos da multimistura, mas não se deve fechar os olhos para os benefícios importantes alcançados com a utilização deste tipo de alimentação. A alimentação alternativa provavelmente, poderá solucionar muitos problemas da desnutrição da comunidade mais carente.

Área de conhecimento: Ciências da Saúde

Palavras-chave: Alimentação alternativa, multimistura, desnutrição, complemento nutricional

ANÁLISE DA QUANTIDADE DE Streptococcus mutans PRESENTES NA SALIVA DE CRIANÇAS ANTES E APÓS O SELAMENTO PROVISÓRIO DE LESÕES CARIOSAS E ORIENTAÇÕES DE HIGIENE E DIETA

Acadêmica: Nuciene Borges (Bolsista do PIC)

Orientador: Prof. Dr. Geraldo Thedei Junior

Co-orientadora: Profª Ms. Maria Cristina Vilela R. e Silva

Instituição: Universidade de Uberaba – Curso de Odontologia
Os estreptococos são as bactérias indígenas da cavidade oral mais intensamente estudadas, porque são de fácil cultivo e identificação pela morfologia colonial e um deles, o S. mutans, é capaz de produzir cárie dental. Segundo CORRÊA (1999), a adequação do meio, ou seja, a restauração provisória de lesões cariosas com ionômero de vidro (CIV), dá condições para que o paciente modifique seus hábitos e para que ocorra melhoria do meio bucal. A mesma autora afirma que a adequação do meio com CIV auxilia no condicionamento do paciente, nas condições de resposta da polpa e na diminuição de microorganismos, permitindo a remineralização da dentina eventualmente amolecida pela lesão cariosa. O objetivo do presente estudo é determinar a influência das orientações de higiene e do selamento de lesões cariosas na quantidade de S. mutans presente na cavidade oral de crianças atendidas na Policlínica da Universidade de Uberaba. Foram coletadas amostras de saliva estimulada com parafina de crianças atendidas na Policlínica Getúlio Vargas da Universidade de Uberaba. A saliva foi coletada em tubos Falcon estéreis, imediatamente submetidas a diluição seriada e em seguida plaqueadas em meio de cultura seletivo para S. mutans (MSBS). Após essa coleta, o meio bucal foi adequado com CIV e as crianças receberam orientações de higiene oral. As placas de MSBS inoculadas com as amostras de saliva diluídas foram incubadas a 37ºC em microaerobiose (técnica da vela) por 48 horas em estufa bacteriológica. Após esse tempo foi determinado o número de Unidades Formadoras de Colônia (UFCs) em cada placa. As placas foram então autoclavadas para descarte do material. A coleta de saliva e a determinação do número de UFCs foi repetido após 1 semana, 1 mês e 2 meses. Os resultados mostraram que, ao dar entrada no serviço de atendimento odontológico, todos os pacientes apresentaram um elevado número de UFCs, que se correlaciona com alto risco de cárie. A adequação associada a orientações de higiene levaram a um decréscimo no número de UFCs de S. mutans em 66,6% dos pacientes. No entanto, em casos onde a higiene não foi realizada adequadamente, a adequação não se mostrou suficiente para diminuir esse parâmetro. Essa situação se aplicou para 33,3% dos pacientes analisados. Conclui-se que, para que haja uma diminuição da quantidade de UFCs, deve haver uma associação da adequação do meio com a higiene bucal, já que somente a adequação do meio não foi suficiente para a diminuição de colônias de Streptococcus mutans.

Classificação: Ciências da Saúde - odontologia

Palavras chave: Streptococcus mutans, cárie, saliva, adequação do meio, ionômero de vidro, higiene.

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