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PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DO TRAÇO E DA ANEMIA FALCIFORME



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PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DO TRAÇO E DA ANEMIA FALCIFORME

NA CIDADE DE UBERABA-MG


Acadêmico: Cláudio Rezende dos Santos (Bolsista do PIC)

Orientador: Prof. Dr. Hélio Moraes de Souza

Co-orientadores: Profª Cristiane Coquejo de Souza

Prof. Gilberto Araújo Pereira

Prof. Walter Antônio Cunha



Instituição: Universidade de Uberaba - Curso de Medicina

As hemoglobinopatias estão emergindo como um dos mais importantes problemas de saúde pública dos países em desenvolvimento, o que motivou a Organização Mundial da Saúde e a Academia de Ciências do Terceiro Mundo a estimular o desenvolvimento de programas de investigação e controle desse grupo de doenças. Dentre as hemoglobinopatias, há a anemia falciforme (HbSS) que é uma anomalia genética de caráter homozigoto e recessivo, ocorrendo em indivíduos que herdam dois genes mutantes (um do pai e outro da mãe) e é o distúrbio mais comum resultante da produção de uma variante da hemoglobina. Essa doença ou associação de uma hemoglobina S com outras hemoglobinas anômalas (HbC, HbD) ou ainda com as talassemias resulta formas geralmente mais brandas da doença e são todas identificadas como doença falciforme. Os portadores heterozigotos do gene S (HbA1S) são conhecidos como traço falciforme. No estado de Minas Gerais, um indivíduo em cada 998 nascidos vivos tem a doença falciforme, 3,3% são portadores do traço. No Brasil, a incidência da doença é de 1 para cada 1000. O conhecimento de traço falciforme em Uberaba permite a implementação de medidas preventivas e curativas precoces, pois dessa forma podem-se orientar esses portadores sobre o risco de transmitirem o gene beta S à sua prole, conseqüentemente, diminuindo a incidência dessa hemoglobinopatia. Como um passo inicial para obtenção do perfil epidemiológico do traço da anemia falciforme na cidade de Uberaba, fez-se um levantamento de todas as crianças nascidas na cidade, no período de 1999 a 2000, quanto aos resultados da eletroforese das hemoglobinas, através de fichas do teste de triagem neonatal conseguidas na Secretaria de Saúde e no Núcleo de Pesquisas em Apoio ao Diagnóstico (NUPAD). Após a análise desses dados, pôde-se observar que 84,45% das crianças nascidas vivas realizaram o teste do pezinho (teste este, que permite detectar a presença do gene beta S), observando nessas, 4 portadores da doença (1:707), sendo 3 em 1999 e 1 em 2000 e 187 portadores do traço falciforme (2.74 %).Todos os portadores do traço, bem como da doença falciforme, foram localizados, geograficamente, num mapa do município de Uberaba, observando-se que nas regiões periféricas da cidade há um maior número de casos heterozigotos quando comparados à área central. A partir desses dados, fez-se uma comparação de indivíduos portadores de, pelo menos, um alelo beta S, nascidos em 1999 e 2000 na cidade de Uberaba e região. Constatou-se que na cidade de Uberaba, houve uma diminuição desse gene, tanto para a doença quanto para o traço falciforme, porém somente neste último os resultados foram estatisticamente significantes. Na região de Uberaba, observou-se também diminuição do número de casos, porém essa não foi estatisticamente significante. Os autores concluem entretanto que, para se estabelecer com maior segurança o perfil epidemiológico da doença e do traço falciforme na cidade de Uberaba, faz-se necessário ampliar o presente estudo por, pelo menos, cinco anos.

Área de conhecimento: Ciências da Saúde

Palavras-chave: Traço falciforme e doença falciforme

PERFIL GENÉTICO DOS FAMILIARES DE PORTADORES DO GENE BETA S NA CIDADE DE UBERABA: DADOS PRELIMINARES

Acadêmico: Daniel Capucci Fabri (Bolsista do PIC)

Orientador: Prof. Dr. Hélio Moraes de Souza

Co-orientadores: Profª Cristiane Coquejo de Souza

Prof. Gilberto Araújo Pereira

Prof. Walter Antônio Cunha

Instituição: Universidade de Uberaba - Curso de Medicina

À medida que as doenças infecciosas e a desnutrição vêm sendo controladas, as hemoglobinopatias (as mais freqüentes doenças genéticas do homem), estão emergindo como um dos mais importantes problemas de saúde pública dos países em desenvolvimento. Em conseqüência disso, a evolução de programas de investigação e controle de hemoglobinopatias nesses países vêm sendo estimulados por organismos internacionais como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Academia de Ciências do Terceiro Mundo. Segundo a OMS, a necessidade de implantação de serviços de controle de doenças genéticas surge quando a mortalidade infantil torna-se superior a 60/1000 nascidos vivos. Em Minas Gerais, o Programa de Triagem Neonatal foi instituído em 1993 para pesquisa da fenilcetonúria e hipotireoidismo congênito e, em março de 1998 foi introduzida à rotina a pesquisa do traço e da doença falciforme. No período de março de 1998 a agosto de 2000, o NUPAD (Núcleo de Pesquisas em Apoio Diagnóstico), responsável pela realização dos testes, processou 705.167 exames, tendo registrado uma incidência inicial do traço falciforme de 3,3% e da doença falciforme de 0,10% (1/988, sendo que a anemia falciforme ocorreu em 1/1844 recém nascidos). O programa de Triagem Neonatal de Minas Gerais não contempla, no momento, a orientação e\ou o aconselhamento genético dos familiares dos portadores do traço falciforme, subprograma que o Curso de Medicina da Universidade de Uberaba realiza a partir do segundo semestre de 2001. No período de março e junho do corrente ano, foram visitados 19 domicílios de crianças portadoras do traço falciforme, nascidas e diagnosticadas nos anos de 1999 e 2000. Nessas visitas, procedeu-se ao registro das características raciais dos pacientes e familiares, bem como dos ocupantes de três domicílios vizinhos e, ainda, à coleta de sangue dos pacientes, irmãos e pais, para eletroforese de hemoglobinas. A característica racial dos primeiros (pacientes e familiares) evidenciou 59,45 % de perfil negróide, enquanto a incidência desse perfil na população controle foi de 46,90 %. Observou-se também que o traço falciforme está presente em 68,42 % das mães, 37,05 % dos pais e em 50,00 % dos irmãos. Em uma família foi evidenciada a presença do traço em ambos os pais. O encontro do traço falciforme em irmãos de portadores do gene beta s está dentro dos níveis esperados (50,00%). Observou-se maior incidência do referido traço nas mães comparado aos pais. No Entanto, sem ignificância estatística. Os autores se propõem a ampliar a cobertura do presente estudo para os anos de 1998 e 2001 e, ainda, proceder a orientação e/ou aconselhamento genético dos pais de todas as crianças portadoras do traço falciforme estudadas. A ampliação do presente estudo permitirá definir melhor o perfil racial da comunidade.

Área do conhecimento: Ciências da Saúde

Palavras-chave: Gene Beta S, Perfil Genético, Doença Falciforme



PROJETO E DESENVOLVIMENTO DE EQUIPAMENTO PARA MEDIR FORÇAS MUSCULARES

Acadêmico: Fabiano Pinheiro de Lemos Masson (Bolsista do PIC)

Orientador: Prof. Dr. Antônio Carlos Shimano

Co-orientador: Prof. Ms. Jorge Alfredo Leo

Instituição: Universidade de Uberaba - Curso de Fisioterapia

A medidas das forças isométricas dos membros inferiores são importante para realizar a quantificação e diferenciação entre os membros com algum tipo de patologia. O objetivo deste trabalho foi projetar e desenvolver um equipamento para realizar medidas de forças isométricas de membros inferiores, principalmente as forças musculares do quadriceps. O equipamento basicamente é constituído de 4 partes: A parte 1: estrutura do equipamento - que é constituída pela base e pelas colunas. A parte 2: assento - que é constituída pelo assento e encosto para a coluna. Este assento é regulável. A parte 3: pedais - são constituídas por dois apoios para as pernas e pés. Este sistema pode realizar medidas variando o ângulo da perna de 90 até próximo de 180, simplesmente mudando os cabos de aço. A parte 4: células de cargas – são utilizadas duas células de cargas uma para cada lado do equipamento, uma para a perna esquerda e outra para a perna direita. Para conversão dos dados em valores de forças, é utilizado uma ponte de extensiometria portátil. Medidas básicas do equipamento: A base tem 100cm de comprimento por 60 cm de largura. As colunas tem 190 cm de altura. O assento tem 50cm de comprimento por 43cm de largura fixo as colunas por um sistema regulável de altura. Os pedais estão fixos na extremidade do assento. Para regulagem das angulações são utilizados cabos de aço de comprimentos diferentes, de acordo com o ângulo desejado. Estes cabos de aço são fixos nos pedais e nas células de cargas Kratos, com capacidade de medir carga até 200Kgf. Para validar e conhecer a eficiência do equipamento, foram realizadas as calibragens das duas células de cargas, dos comprimentos dos cabos de aço associado as angulações dos pedais e a altura do assento, de acordo com a altura do indivíduo. Este equipamento esta sendo importante para o desenvolvimento de outros tipos de experimentos, como avaliar o progresso de um determinado tratamento dos quadríceps com estimulação elétrica para ganho de forças musculares. Uma das vantagens importantes deste equipamento é o seu baixo custo e sua eficiência para realizar medidas de forças.

Área de conhecimento: Ciências da Saúde

Palavras-chave: forças isométricas, forças musculares, quadríceps.



QUANDO É PRECISO MUDAR: RECONSTRUINDO TRAJETÓRIAS DE VIDA ATRAVÉS DA CONTRIBUIÇÃO DA TERAPIA OCUPACIONAL

Acadêmica: Heloisa Casquel Lopes Silva

Orientadora: Profª Ms. Débora Couto Melo

Instituição: Universidade de Uberaba – Curso de Terapia Ocupacional

Um dos objetivos gerais da terapia ocupacional é a habilitação e reabilitação para a inclusão social do indivíduo que apresenta limitações no desempenho das suas atividades cotidianas, sendo que, para isso, utiliza-se das atividade como recursos terapêutico. Busca-se, com este estudo de um caso clínico, apresentar a relevância deste profissional para contribuir na (re)construção da vida das pessoas atendidas pela terapia ocupacional, uma vez que faz-se necessárias mudanças e ajustes, tanto físicos quanto emocionais, para lidar com a seqüela, que, transitória ou permanentemente, afetam rotina, papeis sociais e valores da pessoa acometida. Assim, para identificar como esta prática ocorre e para reconhecer as repercussões desta intervenção na vida do indivíduo, este estudo de caso apresenta uma leitura pormenorizada dos procedimentos utilizados e a eficácia destes para o alcance dos objetivos terapêuticos ocupacionais. O caso do Senhor ML, 46 anos, que sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) em 2001 vem sendo acompanhado na Clínica Escola de Terapia Ocupacional da Universidade de Uberaba, desde o segundo mês após o acometimento com freqüência semanal. Em busca da possibilidade à (re)construção de uma nova vida, identificou-se sua história pregressa, incluindo o conhecimento de sua rotina, atividades profissionais, de lazer, seus papeis sociais e, em seguida, identificou-se como o comprometimento atual de mobilidade, comunicação, cognição e emoção contribuíram para as mudanças que o indivíduo obteve, nos campos anteriormente identificados, além da relevância que crenças, valores sociais, auto-estima e auto-confiança têm neste processo de enfrentamento. O tratamento terapêutico ocupacional, ao trabalhar com as atividades de vida diária (AVD) e atividades de vida prática (AVP), adaptações para que estas se desenvolvam, valorização das aquisições, instrumentalização pela educação e orientações familiares, contribuiu para recuperação motora, modificação de crenças e valores e percepção frente às suas capacidades e nova forma de lidar com as seqüelas remanescentes. Esta mudanças foram identificadas através de novas posturas e atitudes, incorporação do uso dos dispositivos indicados e incorporação de mudanças na rotina, orientadas durante as sessões. Assim, evidencia-se a contribuição da intervenção terapêutica ocupacional para a reinserção e inclusão do indivíduo adulto após uma lesão com comprometimento motor em seu meio através das estratégias utilizadas.

Área de conhecimento: Ciências da Saúde

Palavras-chave: Reabilitação, acidente vascular cerebral, reinserção, terapia ocupacional

SUCATA: UMA ALTERNATIVA PARA ESTIMULAÇÃO DE BEBÊS NA

COMUNIDADE ALFREDO FREIRE

Acadêmicas: Heloisa Casquel Lopes da Silva (Bolsista do PIC)

Orientadora: Profª Ms. Ana Claudia Pinto Bredariol

Colaboradora: Andresa Vaz Oliveira



Instituição: Universidade de Uberaba - Curso de Terapia Ocupacional

Este estudo teve como objetivo propor e analisar estratégias, recursos simples e de baixo custo para estimulação de bebês considerados de risco em comunidades carentes. Teve como finalidade analisar as atividades inerentes no primeiro ano de vida e buscar recursos do domicílio e da comunidade para a confecção e elaboração de brinquedos e atividades facilitadoras do desenvolvimento neuropsicomotor. O brincar tem sido considerado por diferentes autores como a linguagem universal das crianças (Velasco,1996; Kishimoto,1994; Oliveira,1997; Kishimoto,1999). Assim quando se quer conhecer bem um grupo de crianças e seu desenvolvimento, deve-se estar atento aos seus brinquedos e brincadeiras que realizam. O brincar caracteriza-se pela principal atividade infantil, pois toda criança brinca, independente da idade, classe social ou cultural a qual participa. È uma atividade natural, espontânea e necessária ao desenvolvimento sadio da criança. Segundo Bueno (1998), o cérebro da criança recebe desde o nascimento, todos os tipos de informações internas ou interoceptivas como sensação de fome, frio, desconforto, dor, etc, e externas ou exteroceptivas que são as sensitivas (olfativa, visual, tátil e paladar), através das experiências obtidas desde o nascimento. A sucata é um recurso potencial para atividade infantil, pois pode dar acesso a criança ao mundo infantil, uma vez que a mesma pode ser transformada em diferentes recursos de estimulação. Garrafas plásticas, copos, tampas, caixas, pedaços de tecidos e papéis, muitas vezes descartáveis podem se tornar excelentes recursos para o mundo infantil. Porém alguns cuidados devem ser tomados para confecção de brinquedos com sucata, desde a seleção dos materiais até a limpeza dos mesmos. Neste sentido a proposta da Terapia Ocupacional foi trabalhar com essas comunidades carentes valorizando aspectos da realidade em que vive, reutilizando materiais do cotidiano para o enriquecimento do universo infantil, e mostrando a importância e o valor do brincar no primeiro ano de vida. Para a Terapia Ocupacional a atividade é algo inerente ao homem desde o seu nascimento, devendo ser compreendida de acordo com Emmel (1994), não de forma isolada, mas associada às condições sócio-históricas às quais o homem está submetido. Analisar a atividade e sua aplicação, tem sido o procedimento básico utilizado pelo terapeuta ocupacional para configurar cientificamente o uso da mesma. As ações deste estudo foram desenvolvidas junto a comunidade Alfredo Freire, no município de Uberaba. Foram utilizados durante o estudo: Escala de Avaliação Neuroevolutiva (Heloísa Marinho), Check list para a detecção dos recursos disponíveis no ambiente que possam ser utilizados como estratégias de estimulação. Os recursos levantados foram analisados através de modelos de análise de atividades aplicados na Terapia Ocupacional, para que finalmente pudessem ser transformados e utilizados efetivamente em formas de atividades lúdicas destinadas à comunidade em questão. Os resultados finais ofereceram possibilidades para que fossem identificados e selecionados materiais recicláveis (sucatas) na comunidade estudada, que pudessem ser transformados em recursos alternativos de estimulação neuropsicomotora (KITs de estimulação para bebês considerados de risco) e consequentemente prevenir possíveis atrasos no desenvolvimento de bebês considerados com risco potencial para o instalação de deficiências em seu desenvolvimento, seja de natureza cognitiva, física ou sensorial. Acredita-se que essa estratégia possa ser estendida para diferentes comunidades carentes efetivando o papel da prevenção de deficiências preconizado pela CORDE.

Área de Conhecimento: Ciências da Saúde

Palavras-chave: Sucata, desenvolvimento neuropsicomotor, estimulação precoce.

TESTES PRELIMINARES DA UTILIZAÇÃO DO EQUIPAMENTO PARA

MEDIR FORÇAS MUSCULARES
Acadêmicos: Leandro Sérgio da Silva

Leonardo César Carvalho

Fabiano Pinheiro de Lemos Masson

Orientador: Prof. Dr. Antônio Carlos Shimano

Co-orientador: Prof. Ms. Jorge Alfredo Leo

Instituição: Universidade de Uberaba - Curso de Fisioterapia

Apoio do CNPq

Todo equipamento após a sua confecção é importante que se realize testes para verificar a sua eficácia a fim de validar a sua utilização a que inicialmente foi proposto. Um equipamento foi desenvolvido para medir as forças musculares dos quadríceps. As medidas das forças isométricas foram realizadas em ambas as pernas para duas angulações, uma com o joelho fletido em 90 e a outra com 65. Cada pessoa realizou pelo menos 3 medidas para cada ângulo proposto, fazendo-se posteriormente o cálculo do valor médio da força isométrica exercida pela musculatura do quadríceps. Para as medidas das forças, os músculos foram mantidos 5 segundos de contração e um tempo de 15 segundos de relaxamento entre cada medida. Na realização das medidas foi utilizado uma cinta na altura do quadril para que o teste tivesse ação somente da musculatura dos quadríceps. Para os testes iniciais foram utilizados um grupo de 6 pessoas de ambos os sexos, com idade média de (231)anos. A altura média foi de (1,750,5)m, com peso médio de (805)Kgf. Os valores médios das forças isométricas obtidas foram: 1- Perna direita: A força média exercida pelo joelho em 90 foi de (448)Kgf e o joelho em 65 foi de (497)Kgf. 2- Perna esquerda: A força média exercida pelo joelho em 90 foi de (365)Kgf e o joelho em 65 foi de (377)Kgf. Pelos resultados observados verifica-se que as medidas realizadas no joelho direito foram maiores para o ângulo de 65 quando comparado ao de 90, provavelmente, foi devido ao maior braço de alavanca existente na angulação de 65. Observando os valores das forças exercidas pelo joelho da perna esquerda verificou-se que não houve diferença nas medidas mesmo variando as angulações. Mas, se compararmos os valores entre as pernas direita e esquerda verificou-se que foi maior do lado direito, provavelmente, devido as pessoas avaliadas serem todos destros. Estes testes preliminares mostraram que o equipamento foi capaz de medir as diferenças das forças isométricas das musculaturas do quadríceps.

Área de conhecimento : Ciências da Saúde

Palavra- chave: musculatura, quadríceps, forças isométricas



VERIFICAÇÃO DA RELAÇÃO ENTRE A NEUROCISTICERCOSE E A OBESIDADE EM PACIENTES AUTOPSIADOS COM NEUROCISTICERCOSE E SEM CISTICERCOSE

Acadêmicos: Ana Carolina G. Faleiros

Orientador: Prof. Dr. Vicente de Paula Antunes Teixeira

Co-orientador: Prof. Ruy de Souza Lino Júnior

Profª Marlene Antônia dos Reis

Instituição: Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro - Ciências Biológicas- Modalidade Médica

Apoio: CNPq; FUNEPU; FAPEMIG.

Entre as doenças mais freqüentes no Sistema Nervoso Central (SNC), a neurocisticercose (NCC) é responsável por vários fenômenos tais como encefalite, hidrocefalia e epilepsia. O peso corporal é mantido pelo equilíbrio entre aporte energético e a energia consumida em processos metabólicos. Foram descritos dois casos de obesidade com índice de massa corporal (IMC) maior do que 30kg/m2 e se relacionavam à NCC hipotalâmica. Descrições na literatura mostram a existência de mecanismos hipotalâmicos que regulam a ingestão alimentar, através de núcleos responsáveis pelo controle da fome e saciedade. A obesidade é considerada uma doença crônica, que contribui para o desenvolvimento de outras doenças podendo causar a morte precoce. O objetivo desse trabalho foi comparar o IMC dos pacientes autopsiados que apresentavam NCC com um grupo sem cisticercose. Foram revistos 2639 protocolos de autopsias realizadas no Hospital Escola, da Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro, Uberaba, Minas Gerais, no período de 1970 à 2001. Registrou-se informações relativas a idade, cor, sexo e IMC. Excluiu-se os protocolos de pacientes que apresentaram doenças que poderiam interferir no IMC, inclusive os dois casos de NCC com localização hipotalâmica. Destes foram selecionados dois grupos, sendo o primeiro de pacientes que apresentaram NCC (n=6) e o segundo de pacientes sem cisticercose (n=144). Não houve diferença estatisticamente significante na comparação do IMC entre o grupo com NCC (mediana=20,5kg/m2, variando de 18 kg/m2 a 26 kg/m2) e o grupo sem cisticercose (mediana=20kg/m2, variando de 18kg/m2 a 33,3kg/m2). Concluímos que a NCC por si só não poderia ser considerada como possível causa de obesidade, exceto quando o cisticerco está localizado em regiões correspondentes aos centros da fome e saciedade no SNC, provocando lesões, semelhante ao observado em neoplasias.

Área de conhecimento: Ciências da Saúde

Palavras chave: Neurocisticercose, Obesidade, Autópsia





1 Diagnóstico para Resolução de Problemas.


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