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A citologia vaginal ou colpocitologia é um método diagnóstico utilizado amplamente na prática de reprodução canina. Pode ser empregada durante o ciclo estral, determinando a fase de estro, sendo esta a ideal para a cópula, além de ser meio de diagnóstico de várias enfermidades como ciclos reprodutivos anormais, problemas de infertilidade, vaginites, neoplasias, piometra e metrite, servindo como diferencial para os processos que ocasionam descarga hemorrágica. A data aproximada do parto pode ser determinada, uma vez que, identificando o 1º dia do diestro, normalmente o parto se dá no 57º dia da fase de gestação. A confirmação de cópula, através da presença de espermatozóides na lâmina, é utilizada para casos em que ocorre cópulas indesejadas, possibilitando que se tome os procedimentos adequados para interromper a gestação, ou ainda, para determinar se o coito foi fecundo ou não, avaliando a fase do ciclo em que se encontra a fêmea. A técnica de citologia vaginal não está padronizada, podendo ser utilizados vários tipos de colorações, apresentando-se como as mais importantes e utilizadas as colorações de Shorr, Azul de Metileno, Leishman, Diff-Quick e Papanicolau. Neste trabalho comparamos três colorações: Azul de metileno, Shorr e Panótico Rápido, no sentido de determinar a coloração que melhor caracteriza as estruturas observadas, oferece boa diafanização e identificação de contorno e forma das células. O método de colheita utilizado foi coleta por swab bacteriológico, sendo que o método de colheita também não está padronizado. Para avaliar a qualidade da coloração foram observadas células epiteliais, leucócitos e eritrócitos e ainda presença de bactérias. As colorações foram classificadas como não adequadas quando o resultado não permite uma caracterização da estrutura analisada; aceitável quando o resultado permite a caracterização e identificação da estrutura analisada e ótima quando a coloração permite visualizar e caracterizar com detalhes as estruturas analisadas. As lâminas foram confeccionadas a partir de material colhido de cadelas em cio, com histórico reprodutivo conhecido. Com a coloração de Azul de metileno as células ficaram totalmente coradas apenas pelo azul, com variações em sua tonalidade, com azul mais escuro no núcleo, citoplasma azul mais claro e membrana bem corada, permitindo uma boa caracterização do tipo de célula. Na coloração de Shorr podemos observar uma ótima diferenciação celular, com o núcleo apresentando coloração azul escura, o citoplasma coloração vermelho azulada.Com a coloração de Panótico as células ficaram bem coradas, com núcleo de coloração avermelhada e o citoplasma de coloração azulada. A partir desta análise podemos concluir que todas as colorações podem ser utilizadas com sucesso na citologia vaginal, porém algumas apresentam vantagens sobre as outras, além de exigirem cuidados especiais, como leitura no momento da confecção. Assim concluímos que a melhor coloração foi a de Shorr, porém estas colorações ainda devem ser padronizadas e aperfeiçoadas especificamente para a citologia vaginal.

Área do conhecimento: Ciências Agrárias

Palavras-chave: citologia vaginal, coloração.

AVALIAÇÃO TÉCNICA E ECONÔMICA DO CAFÉ IRRIGADO POR ASPERSÃO E GOTEJAMENTO NO CERRADO MINEIRO.

Acadêmicos: Adriano Pascoalim Borges

Wilson De Oliveira Santos

Orientador: Prof. Ms. Luís César Dias Drumond

Co-orientador: Prof. Dr. André Luís Teixeira Fernandes

Instituição: Universidade de Uberaba/ Faculdade de Agronomia e Zootecnia de Uberaba

Dentre os sistemas mais utilizados para a irrigação do café, destacam-se os seguintes: aspersão em malha e pivô central - irrigação por aspersão e gotejamento e tripa - irrigação localizada. Cada um desses sistemas tem suas vantagens e limitações, de ordem técnica e econômica. Dentro dessa perspectiva, esse trabalho tem por objetivo avaliar cada sistema citado, objetivando reunir subsídios técnicos e econômicos para recomendações práticas dentro da cafeicultura irrigada. Para isso, foi instalado um experimento no Campo Experimental da Universidade de Uberaba - MG, onde estão sendo estudados quatro sistemas de irrigação, sendo dois por aspersão (em malha e pivô central) e dois por irrigação localizada (gotejamento e tripa), além da testemunha, sem irrigação. O cultivar estudado é Catuaí vermelho H2077-2-5/144 no espaçamento de 4,0m entre ruas por 0,5m entre plantas. Os sistemas de irrigação em estudo são: a) Pivô Central de 12 ha, da marca Valmont, equipado com emissores LEPA, b) Sistema de irrigação por aspersão em malha de 2 ha, utilizando aspersores Naan 5035, bocais 5,0 x 2,5 mm, pressão de 280 kPa, vazão de 1,8 m3/h, instalados no espaçamento de 18 x 18 m. c) Tape Santeno de polietileno linear de baixa densidade (Tripa) instalado em uma área de 2 ha, modelo Santeno II, com emissores espaçados de 0,15 metros;d) Gotejamento autocompensante instalado em uma área de 2 ha, da marca Netafim, modelo Ram 17, com vazão de 2,3 l/h por gotejador e espaçamento de 0,75 m entre emissores; e) Gotejamento não autocompensante instalado em uma área de 2 ha, da marca Netafim, modelo Tiram 16, com vazão de 2 l/h por gotejador e espaçamento de 0,75 m entre emissores;f) Testemunha, com área de 0,5 ha – área não irrigada. A produção na safra de 2001, para os diferentes tratamentos aos 30 meses, foram tabulados para análise.

Assim, fica evidenciado a superioridade de forma significativa, dos tratamentos irrigados, quando comparados com a testemunha (sem irrigação). Nesta primeira safra, não houve diferença significativa entre os tratamentos irrigados por gotejamento e pivô central, sendo estes superiores estatisticamente em 5% em relação aos tratamentos irrigados por aspersão em malha e tape Santeno (tripa). A testemunha sem irrigação foi considerada o pior tratamento. Na região em que está sendo realizado o experimento, o cultivo de café em condições de sequeiro mostrou-se muito sensível ao déficit hídrico, com uma produtividade muito baixa.


Área de conhecimento: Ciências Agrárias

Palavras-chave: Análise técnico-econômica, Cafeeiro, irrigação.



comparação de testes de diagnóstico indiretos para mastite ovina: contagem de células somáticas, cmt e caneca telada.

Acadêmico: Dúlio Cesar de Sousa (Bolsista do PIC)

Orientador: Profª Ms. Anna Monteiro Correia Lima

Instituição: Universidade de Uberaba - Curso de Medicina Veterinária




A mastite ovina representa uma das principais causas de descarte nas ovelhas chegando a ser responsável por mortalidade de cordeiros ou uma redução no ganho de peso diário destes últimos. Muitas vezes a mastite subclínica é responsável por grande parte dos prejuízos, pois é aquela que não apresenta sintomatologia clínica. Diferentes técnicas têm sido sugeridas para a detecção das mastites subclínicas, como o teste da caneca telada, o California Mastitis Test (CMT), a Contagem Microscópica de Células Somáticas (CCS) e a detecção de microrganismos patogênicos. A técnica de CCS permite a diferenciação dos tipos celulares presentes nas amostras de leite, como por exemplo, os leucócitos sangüíneos. O CMT detecta, através de reações bioquímicas, o aumento de células somáticas, as alterações de pH e o fenômeno de witheside. A caneca telada facilita a visualização de grumos comuns no leite de glândula com mastite. A detecção precoce e diagnóstico da mastite, auxilia os profissionais a estabelecerem metas para o controle e monitoramento da doença nos rebanhos. Essa pesquisa teve por objetivo principal saber a distribuição de células somáticas em leite de ovelhas da raça Santa Inês em diferentes estágios da lactação visando um diagnóstico precoce para mastite. Bem como permite verificar a viabilidade do uso do CMT e Caneca Telada como diagnóstico à campo. Para tanto utilizou-se da técnica de coloração de BROADHURST - PALE, para esfregaço de leite de acordo com o método de BREED, recomendado para contagem de células somáticas. Cento e quarenta e duas (142) amostras de leite foram coletadas de ovelhas de 1,5 a 4 anos de idade, quatro vezes, no 5o , 20o, 30o e 60o dia de lactação respectivamente a 1o , 2o , 3o e 4o coleta. Tomando-se 1,0 x 106 como ponto de corte para mastite conforme a literatura, foram obtidos os seguintes resultados: Para 1o coleta 50% do leite apresentava-se entre 1,1 x 106 e 1,2 x 107; Na 2o coleta 24,5% estava entre 1,1 x 106 e 6,4 x 106; Na 3o coleta 22% estava entre 1,3 x 106 e 3,1 x 106 e na 4o coleta 31,6% apresentava-se entre 1,1 x 106 e 3,4 x 106. Concluindo-se portanto que a CCS não necessariamente deve ser padrão para espécie, mas sim para a fase de lactação. Quanto a 1a e 4a coleta considera-se que o aumento se deve a presença do colostro e células de descamação do final da lactação, respectivamente, não descartando a hipótese de que alguns animais sejam realmente portadores de mastite subclínica. Os índices da 2o e 3o coleta devem ser os mais indicados o diagnóstico da mastite subclínica. Com o CMT foi possível detectar casos de mastite com as seguintes porcentagens 45%, 37%, 21% e 32% para 1a , 2a , 3a e 4a coleta respectivamente, demonstrando ser uma técnica eficiente para diagnóstico de triagem. E o caneca telada não foi um bom teste, ficando muito distante dos resultados encontrados pelas outras técnicas descritas, praticamente insignificantes, acredita-se que esta técnica não seja adequada para esta espécie animal.
Área do conhecimento: Ciências Agrárias
Palavras-chave: Mastite ovina, células somáticas, diagnóstico de mastite.

CONTROLE DO BICHO MINEIRO DO CAFÉ ATRAVÉS DA INSETIGAÇÃO
Acadêmicos: Reinaldo Ferreira Paiva

Diogo Magalhães de Paula

Orientador: Prof. Dr. André Luís Teixeira Fernandes

Co-orientador: Prof. Ms. Luís César Dias Drumond

Instituição: Universidade de Uberaba – Faculdade de Agronomia e Zootecnia de Uberaba
O bicho mineiro tem se constituído na praga de maior importância para a cafeicultura nacional, e nas condições climáticas dos cerrados, em região de temperatura média anual ao redor de 22-23ºC, pode ocorrer durante todo o ciclo do cafeeiro, com ataque ou infestação nos períodos mais secos (março a setembro). Na cafeicultura do cerrado mineiro, por exemplo, prejuízos de aproximadamente 70% na produção de café foram quantificados em experimento desenvolvido pela EPAMIG, em 1997/1998. Atualmente, o controle predominante é feito através de inseticidas granulados sistêmicos via solo, e/ou complemento via foliar. Na cafeicultura irrigada, seja localizada como o gotejo ou por aspersão via pivô central em plantio circular, o emprego da técnica da insetigação, ou seja, aplicação de inseticida sistêmico via água, é uma alternativa nova de controle, e que começa a ser utilizada na cafeicultura empresarial. A aplicação de inseticidas na água de irrigação, técnica conhecida como insetigação, iniciou-se na década de 60, com os produtos azinphos methyl e carbaryl. No Brasil, essa técnica começou a ser utilizada na década de 80, havendo entretanto uma grande escassez de informações técnicas para as nossas condições. Em algumas regiões, com culturas específicas, o uso de inseticidas na água de irrigação, principalmente nos sistemas de pivô central e gotejamento, vem crescendo ao longo dos anos. Com o objetivo de avaliar a praticabilidade e a eficiência agronômica do inseticida sistêmico Actara 250 WG (Thiametoxan) no controle químico do Bicho-Mineiro do cafeeiro (Leucoptera coffeella), foi executado o presente ensaio, no Campo Experimental Fazenda Escola, na Universidade de Uberaba, no período de 20/11/2000 a 20/08/2001, em lavoura de café irrigada por pivô central equipada com emissores LEPA, com diferentes espaçamentos entre linhas e entre plantas. Após as avaliações, conclui-se que o Thiamethoxam pode ser recomendado para o controle do bicho-mineiro do cafeeiro (Leucoptera coffeella), sendo o mesmo aplicado via água de irrigação, através do sistema de pivô central, com emissores localizados tipo LEPA, em plantio circular, para espaçamentos superadensados, adensados e renque.
Área do conhecimento: Ciências Agrárias

Palavras-chave: bicho mineiro, insetigação, lavoura de café



DETERMINAÇÃO DE PARÂMETROS HEMATOLÓGICOS EM AVESTRUZES (STRUTHIO CAMELUS)

Acadêmico: Osvaldo Tiveron Júnior (Aluno de IC)

Orientador: Profª Ms. Alessandra Aparecida Medeiros

Instituição: Universidade de Uberaba - Curso de Medicina Veterinária

Nos últimos quatro a cinco anos, o setor agropecuário nacional tem vivenciado com entusiasmo a implantação no país de uma nova alternativa de exploração animal, a estrutiocultura. O avestruz fornece, ao atual mercado globalizado, produtos de alto valor agregado como: carne, couro, plumas e matéria-prima para a indústria de cosméticos e o mercado brasileiro já é o maior consumidor mundial de plumas de avestruzes. Apesar deste horizonte promissor, há no momento uma escassez de publicações disponíveis sobre o avestruz. Dentre os recursos que auxiliam no diagnóstico de doenças nas aves em geral, está a hematologia; porém, como em outros assuntos, as publicações referentes aos avestruzes são raras, sendo que no Brasil, não foi encontrada nenhuma referência a respeito. O crescente uso da hematologia para auxiliar no diagnóstico de doenças de aves pode ser atribuído a vários fatores, como: aumento no número de aves criadas em cativeiro tendo valor financeiro e sentimental alto (no caso de aves de estimação); além de que, em uma criação de avestruzes, o uso do exame de necrópsia em alguns exemplares, para o diagnóstico do plantel (prática comumente empregada em criação de frangos), não pode ser utilizado na criação de avestruzes, devido ao seu alto valor financeiro. Assim sendo, o presente estudo teve por objetivos: estabelecer parâmetros hematológicos de referência para avestruzes; verificar se há diferenças nos parâmetros estudados, com relação à idade do animal. Foram, então, colhidas amostras de sangue de avestruzes nas veias superficiais mais acessíveis, a jugular direita ou as braquiais. A contagem de eritrócitos e leucócitos foi feita ao mesmo tempo, em câmara de contagem de células de Neubauer, mediante o emprego de pipeta de Thomas e a solução de Natt & Herrick e o esfregaço corado pelo método de Giemsa. A determinação do volume globular foi feita por microhematócrito, e também foram determinados o VGM, o CHGM. Os valores encontrados para o hematócrito variaram de 30 48% e a contagem de eritrócitos teve média de 1,91x106/mm3. A média dos valores de VGM foi de 159 e de CHGM 32,5%. Já a contagem de leucócitos apresentou média de 21,4x103/mm3 . Na contagem diferencial de leucócitos foram observadas as seguintes médias: heterófilos 63,6%, linfócitos 39,8%, monócitos 1,9%, eosinófilos 0,1% e basófilos 0,3%. Os resultados obtidos corroboram aqueles já existentes na literatura, não sendo evidenciada nenhuma variação significativa com relação aos valores observados no presente experimento.

Área de Conhecimento: Ciências Agrárias

Palavras-chave: avestruz, hematologia, leucócitos

EFEITOS DA MASTITE SUBCLINICA SOBRE O GANHO DE PESO EM CORDEIROS DA RAÇA SANTA INÊS

Acadêmico: Klaus Saldanha Hellwig (Aluno de IC)

Orientador: Prof. Ms. João Cláudio do Carmo Paneto

Instituição: Universidade de Uberaba - Curso de Medicina Veterinária


A mastite é uma inflamação do úbere causada por infecção, estresse indevido do tecido mamário ou ambos. O conhecimento da prevalência de mastite subclínica em ovinos de corte pode permitir uma avaliação de seus efeitos sobre características de importância econômica, direta ou indireta, como ganho de peso pré-desmame dos cordeiros, produção de leite das ovelhas e mesmo taxa de sobrevivência de cordeiros. A diminuição do ganho de peso na fase pré-desmame pode trazer prejuízos econômicos, levando a um aumento no tempo necessário para os animais atingirem o peso de abate e mesmo aumentando a taxa de mortalidade dos cordeiros. O objetivo do presente trabalho foi avaliar o efeito da mastite subclínica sobre o ganho de peso dos cordeiros do nascimento até o desmame. A mastite, avaliada por teste microbiológico, recebeu um escore de zero a três para cada teto, e assim as ovelhas receberam escore de zero a seis de mastite ao se somarem os dois tetos. Foram avaliados os partos de 15 ovelhas, sendo que cada uma foi coletada cinco vezes, gerando cerca de 200 amostras de leite e o controle de desenvolvimento ponderal de 17 cordeiros do nascimento ao desmame. A estatística foi feita por meio de análise de variâncias e regressão múltipla, através do pacote estatístico SAS (1996), em um modelo que estimou o efeito quadrático do grau de mastite sobre o ganho de peso dos cordeiros do nascimento ao desmame, incluindo a idade dos cordeiros na pesagem ao desmame como covariável. Este modelo foi altamente significativo (p<0,01), com R2=0,54, e tanto o grau de mastite, quanto a idade do cordeiro foram significativos no modelo (p<0,05). Através desse modelo foi feita uma estimativa do efeito quadrático de diminuição, que varia de 0,55 kg a 1,97 kg para cada aumento de um ponto no grau de mastite das ovelhas, no valor esperado de ganho de peso dos cordeiros do nascimento ao desmame. A previsão de ganho de peso pelo modelo ficou em uma faixa que vai de 1,33 kg a 6,38 kg, variando de acordo com o grau de mastite. Foi concluído que a mastite subclínica teve um efeito importante sobre o ganho de peso pré-desmame dos cordeiros, e sua incidência pode prejudicar a lucratividade e a saúde do rebanho. Dada a importância do assunto, recomenda-se um estudo envolvendo um maior número de animais para permitir a avaliação da mastite sobre a mortalidade dos cordeiros, abrindo caminhos para a busca de soluções para esse problema cuja importância foi aqui detectada.

Área do conhecimento: Ciências Agrárias

Palavras-chave: ovinos, Santa Inês, mastite, ganho de peso

EFEITOS DA MASTITE SUBCLINICA SOBRE A PRODUÇÃO DE LEITE EM OVELHAS DA RAÇA SANTA INÊS

Acadêmico: Antônio José Mesquita (Aluno de IC)

Orientador: Prof. Ms. João Cláudio do Carmo Paneto

Instituição: Universidade de Uberaba - Curso de Medicina Veterinária


O número de rebanhos ovinos especializados na produção de carne vem aumentando, e com vistas à possibilidade de influência no desempenho e na eficiência desses animais, torna-se de grande importância o estudo da incidência e das conseqüências da mastite clínica e subclínica nas fêmeas destes rebanhos. O objetivo do presente trabalho foi avaliar o efeito da mastite subclínica sobre a produção de leite das ovelhas. Em um rebanho de corte, a importância da produção de leite das fêmeas reside no fato de que sua redução significativa pode trazer prejuízos ao desenvolvimento ponderal de suas crias e mesmo à sobrevivência das mesmas nos casos mais severos, resultando em sérias perdas econômicas para o criador. Foram avaliados os partos de 15 ovelhas, sendo que cada uma foi coletada cinco vezes, gerando cerca de 200 amostras de leite e o controle ponderal de 17 cordeiros. A habilidade de produção de leite das ovelhas foi avaliada da seguinte maneira: 1) os cordeiros eram separados de suas mães no período das 8:00 as 14:00 horas, sem receber água nem comida, sendo então pesados em balança com precisão de 20 gramas; 2) eram coletados aproximadamente dois gramas de leite de cada teto das ovelhas para as análises de mastite e, a seguir, estas eram colocadas com os cordeiros; 3) após um período de uma hora mamando, os cordeiros eram novamente pesados e a produção de leite da ovelha nesse período era avaliada pela diferença entre as duas pesagens dos cordeiros. A mastite, avaliada por teste microbiológico, recebeu um escore de zero a três para cada teto, e assim as ovelhas receberam escore de zero a seis de mastite ao se somarem os dois tetos. A estatística foi feita por meio de análise de variâncias e regressão múltipla, através do pacote estatístico SAS (1996), em um modelo que estimou o efeito quadrático do grau de mastite sobre a produção de leite das ovelhas. O modelo não foi estatisticamente significativo, e o efeito da mastite sobre a produção de leite não pôde ser avaliado. Concluiu-se que, apesar de não terem sido obtidos resultados significativos na produção de leite, este experimento deve ser repetido com alguns ajustes no sistema de coleta das informações. As coletas de leite podem ter sido causa de estresse para as fêmeas, influenciando na liberação do leite para os cordeiros, no período de uma hora avaliado. Assim, seria indicado que as coletas de leite e as pesagens dos cordeiros fossem realizadas em dias separados para obtenção de resultados significativos.

Área do conhecimento: Ciências Agrárias

Palavras-chave: ovinos, Santa Inês, mastite, produção de leite

INCIDÊNCIA DE MASTITE E GRAU DE INFECÇÃO EM OVELHAS SANTA INÊS CRIADAS NA UNIVERSIDADE DE UBERABA-MG

Aluno: Michelle Gomes Franqueiro da Silva (Aluna de IC)

Orientador: Prof. Ms. Byron José Figueiredo Brandão

Instituição: Universidade de Uberaba - Laboratório de Pesquisa em Clínica e Produção Animal.

A ovinocultura no Brasil tem assumido importante papel na atividade pecuária. As criações que antes se concentravam no Sul e Nordeste do País estão em expansão para outras regiões. Os ovinos são em sua grande maioria destinados a produção de carne, couro ou lã, não sendo comum à utilização do leite como ocorre em outros países. Entretanto, a presença de mastites clínicas ou subclínicas poderão contribuir para a redução de produtividade, aumentando a taxa de descarte das fêmeas, e ou influenciando diretamente no desenvolvimento dos cordeiros, bem como servir de reservatórios para microrganismos patogênicos. Este trabalho teve por objetivo verificar a incidência de mastite em ovinos da raça Santa Inês, através de culturas microbiológicas. Foram coletadas 189 amostras, sem contaminação externa, quinzenalmente, durante o período de outubro e novembro de 2001, em um rebanho de 25 ovelhas. As amostras com aproximadamente 10 ml de leite foram acondicionadas em tubos de ensaio esterilizados. Foram inoculados 20 L, através da técnica de espalhamento em superfície, no meio de cultura Ágar Sangue 5%. Após incubação de 24 a 48 horas, a 37ºC, verificou-se a presença de colônias bacterianas. Classificou-se como: placas sem crescimento, ausência de infecção, crescimento de uma até quatro colônias morfologicamente idênticas, grau leve de infecção, de cinco a nove colônias, morfologicamente idênticas, grau médio de infecção, acima de nove colônias, elevado grau de infecção. Das amostras coletadas e processadas 44 (23,28%) apresentaram ausência de infecção, 145 (76,72%) apresentaram infecção, sendo assim distribuídas: 53 (36,55%) apresentaram grau leve de infecção, 27 (18,62%) grau moderado e 65 (51,18%) grau elevado de infecção. Durante a identificação dos gêneros de microrganismos relacionados à mastite ovina não houve crescimento de fungos, dentre as bactérias, o principal gênero isolado foi o Staphylococcus spp., 126 amostras (86,9%), nestas 25 (19,8%) apresentaram coagulase positiva e 101 (80,2%) eram do grupo coagulase negativa. Foi observada alta incidência de mastite em ovinos, sendo que bactérias do gênero Staphylococcus spp foram os principais microrganismos relacionados a essa patologia, pesquisas subseqüentes poderão esclarecer melhor o padrão de resistência dessas bactérias isoladas em mastite ovina, contribuindo para na mensuração da importância desta patologia para na raça Santa Inês podendo colaborar para o aumento de produtividade da ovinocultura.

Área do conhecimento: Ciências Agrárias

Palavras-chave: mastite, ovelhas Santa Inês, infecção em ovinos

INFLUÊNCIA DO NÍVEL DE COMPACTAÇÃO SOBRE A SEMENTE NO DESENVOLVIMENTO INICIAL DO ALGODÃO

Acadêmicos: Bruno Belmiro

Diogo Magalhães de Paula

Wesley Ferreira de Paula

Orientador: Prof. Ms. Rouverson Pereira da Silva

Instituição: Faculdades Associadas de Uberaba – Curso de Agronomia


O presente trabalho foi desenvolvido com o objetivo de avaliar o desenvolvimento inicial da cultura do algodão (Gossypium hirsutum L.), quando submetida a três níveis de compactação sobre a semente (50, 100 e 150 N). A área experimental localiza-se na Fazenda-Escola das Faculdades Associadas de Uberaba - FAZU, sendo o solo classificado como LATOSSOLO VERMELHO distrófico. A compactação foi promovida pela passagem de uma roda compactadora duplo–angulada em “V”, em um experimento realizado em dois blocos ao acaso, totalizando três tratamentos com quatro repetições. Foram determinadas a marcha de emergência, o número médio de dias para a emergência das plântulas, e a massa seca da parte aérea das plântulas aos 45 dias após a semeadura. Os resultados indicam que o menor nível de compactação sobre a semente proporcionou a menor emergência das plântulas de algodão, enquanto que a massa seca da parte aérea das plântulas, uma maior emergência.






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