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Área do conhecimento: Ciências Agrárias


Palavras-chave: semeadura, rodas compactdoras.

INIMIGOS NATURAIS DE LEPTOGLOSSUS ZONATUS (DALLAS, 1852) (HEMIPTERA: COREIDAE) COLETADOS EM ITUMBIARA, GOIÁS

Acadêmico: Marcio Cleiber Rabelo Costa (Bolsista)

Orientador: Prof. Dr. Carlos Henrique Marchiori

Co-orientadora: Profª Aldaisa Martins da Silva Oliveira

Instituição: Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-ILES-ULBRA - Curso de Agronomia

Órgão Financiador: CNPq



Dentre os Coreidae reconhecidos por causar danos econômicos em plantas cultivadas, muita atenção tem sido voltada na última década à espécie Leptoglossus zonatus (Hemiptera: Coreidae), abundante em culturas de milho, onde é considerada praga agrícola Leptoglossus zonatus é conhecido no Brasil como percevejo do milho, alimenta-se de diversas plantas (14 famílias de frutíferas, forrageiras e ornamentais), demonstrando características de polifagia e adaptação a diferentes recursos alimentares. Suga os grãos e frutos provocando murchamento e apodrecimento, reduzindo sua produção. É mais importante para o milho, onde os prejuízos podem chegar a 15%. O presente estudo tem como objetivo relatar a ocorrência de parasitóides de L. zonatus. As coletas foram realizadas semanalmente, na fazenda Curso de Agronomia (local 1) de janeiro a de fevereiro de 2002 e na fazenda Santa Maria (local 2 ) no período de dezembro de 2001 a fevereiro de 2002. As fazendas estão situadas no município Itumbiara (18º25’S e 49º13’W) no Estado de Goiás. A coleta de ovos de Hemiptera foi realizada em uma parcela de 44x20m no local 1 e no local 2 foi utilizada uma área de um hectare que foi dividida em 7 parcelas, cada uma contendo uma área de 44x20m. Coletaram-se, aleatoriamente, 50 espigas de milho, em cada local, as quais foram individualizadas em sacos plásticos e levadas ao laboratório do Instituto Luterano de Ensino Superior para obtenção dos ovos. Verificou-se a presença de ovos de Hemiptera (massa de ovos). Com a finalidade de obter parasitóides, essas massas foram colocadas junto a um pequeno pedaço da bainha foliar em frascos de vidro e mantidos no laboratório à temperatura ambiente até a emergência dos parasitóides e/ou de ninfas do inseto. Foram coletados um total de 113 ovos de Leptoglossus zonatus (Dallas) (Hemiptera: Coreidae), dos quais 40 ovos emergiram ninfas (35,4%), 64 emergiram cinco espécies de parasitóides (56,6%) e 09 não emergiram nem ninfas e nem parasitóides (8,0%). A prevalência de parasitismo registrada foi de 54,2%. No local 1 e 2 foram obtidos 41 e 72 ovos de L. zonatus, respectivamente. Apesar da área plantada no local 2 ter sido menor do que a do local 1, obtiveram-se uma maior quantidade de ovos no local 1. Dos parasitóides coletados, a espécie Gryon gallardoi (Bréthes) (Hymenoptera: Scelionidae) foi a espécie mais freqüente com 79,7% dos indivíduos coletados. Provavelmente, essa espécie de parasitóide é o mais importante inimigo natural de ovos de L. zonatus no município de Itumbiara, Goiás. A prevalência de parasitismo obtidas pelos parasitóides Anastatus sp. (Hymenoptera: Eupelmidae), Brasema sp. (Hymenoptera: Eupelmidae), Gryon gallardoi e Trissolcus sp. (Hymenoptera: Scelionidae) foi de 4,4%, 1,8%, 45,1% e 5,3%, respectivamente. A prevalência de parasitismo obtido por Gryon gallardoi no campo o torna forte candidato a ser utilizado em programas de controle biológico do hemíptero L. zonatus.

Área de conhecimento: Ciências Agrárias

Palavras-chave: controle natural, parasitóides, milho


MICROPLITIS SP. (HYMENOPTERA: BRACONIDAE: MICROGASTRINAE) PARASITANDO MANDUCA SEXTA PAPHUS (CR., 1779) (LEPITODTERA: SPHINGIDAE) EM ITUMBIARA, GOIÁS, BRASIL

Acadêmicos: Marcio Cleiber Costa Rabelo (Bolsista)

Rogério Carlos Ferreira (Bolsista)

Orientador: Prof. Dr. Carlos Henrique Marchiori

Co-orientadora: Profª Aldaisa Martins da Silva Oliveira

Instituição: Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-ILES-ULBRA - Curso de Agronomia

Órgão Financiador: CNPq
Os Microgastrinae constituem a maior subfamília de Braconidae com uma grande riqueza de espécies, muitas delas importantes parasitóides de diversas espécies de Lepidoptera, consideradas pragas de culturas. O objetivo dessa nota é relatar a ocorrência de Manduca sexta paphus parasitada por Microplitis sp. em cultura de soja (Glicine max L. Merr.).O experimento foi realizado na fazenda Santa Maria, no município de Itumbiara, Goiás. Itumbiara (Fig. 1) situa-se entre as coordenadas 18º25’S e 49º13’W, distando a 200 Km de Goiânia (Capital) e a 440 Km de Brasília (DF); apresenta grande importância econômica para a região do Sul Goiano por suas atividades agrícolas e industriais. O clima da região é do tipo AW, segundo a classificação de Köppen, com invernos secos e verões chuvosos. É um tipo de clima de savana, onde a precipitação anual é maior que dez vezes a precipitação do mês mais seco, sendo menor que 60 mm. A concentração das chuvas ocorre durante os meses mais quentes, intercalando-se um período de 4 a 5 meses secos, quando o déficit hídrico é acentuado. A fazenda possui 100 hectares destinados à plantação de soja, milho e à criação de bovinos leiteiros. O levantamento de pragas agrícolas foi realizado utilizando-se a área de um hectare, dividido em 7 parcelas cada uma contendo uma área de 44x20m. Coletou-se manualmente uma larva de Manduca sexta paphus (Cr., 1779) (Lepidoptera: Sphingidae) com pupários de parasitóides em sua parte dorsal. O material foi conduzido ao laboratório do Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara e deixado à temperatura ambiente. A larva foi mantida no laboratório dentro de um frasco de vidro vedado com organza até a emergência dos parasitóides. O experimento foi realizado de fevereiro a março de 2002. Obteve-se um total de 43 adultos de Microplitis sp. (Hymenoptera: Braconidae: Miscrogastrinae) que comportaram-se como parasitóides greagários com potencial para programas de controle biológico. Os Microgastrinae são endoparasitóides coinobiontes solitários ou gregários de larvas de quase todas as famílias de Lepidoptera. É a primeira citação sobre a ocorrência de Microplitis sp. parasitando Manduca sexta paphus em cultura de soja no Estado de Goiás.

Área de conhecimento: Ciências Agrárias

Palavras-chave: soja, parasitóide, inimigo natural

OCORRÊNCIA DE EIMERIOSE E SUA CORRELAÇÃO COM O QUADRO CLÍNICO DE DIARRÉIA EM BOVINOS DO MUNICÍPIO DE UBERLANDIA-MG

Acadêmicos: Daniel de Castro Rodrigues (Bolsista)

Rogério de Oliveira Rossi

Orientador: Profª Márcia Cristina Cury

Co-orientador: Prof. Francisco Sales R. Carvalho

Instituição: Universidade Federal de Uberlândia - Faculdade de Medicina Veterinária

A eimeriose, doença parasitária que tem como agentes etiológicos várias espécies de protozoários pertencentes ao gênero Eimeria Schneider, 1875, é uma infecção comum em bovinos jovens e adultos, sendo incriminada como causa de enormes prejuízos econômicos que refletem, principalmente, no aumento do índice de morbidade de bezerros e na baixa conversão alimentar nos animais infectados. Desta forma, este trabalho objetivou determinar a relação destes eimeriídeos com o quadro clínico de diarréia em bovinos. Foram analisadas 6 propriedades rurais, através da coleta de 168 amostras de fezes de animais com idade entre um e treze meses, da raça nelore e cruzado, do município de Uberlândia-MG. As amostras foram analisadas no Laboratório de Parasitologia da Universidade Federal de Uberlândia, através da técnica de flutuação em solução saturada de cloreto de sódio, e nas amostras positivas a contagem dos oocistos foi feita com o auxílio da câmara de MacMaster. Posteriormente os resultados foram submetidos a análise estatística utilizando o teste do Qui-Quadrado com nível de significância de 5%. Das 168 amostras analizadas, 52 (30,95%) foram positivas para oocistos de Eimeria spp, o número de eliminação de oocistos nas diferentes propriedades ocilou entre 100 e 1200 oocistos por grama de fezes e em relação a presença de diarréia e a infecção por Eimeria spp, verificou-se que dos 168 animais estudados 47 apresentavam sintomatologia clínica de diarréia, sendo destes apenas 13 positivos para eimeriose. Conclui-se, portanto, que foi verificada a presença do patógeno em todas as propriedades rurais estudadas, e que a presença ou não de diarréia independe da presença do protozoário.
Área do conhecimento: Ciências Agrárias

Palavras-chave: Eimeria, bovinos, diarréia



OCORRÊNCIA DE ENDOPARASITAS EM GATOS DOMÉSTICOS DA CIDADE DE UBERLÂNDIA-MINAS GERAIS

Acadêmicos: Daniel de Castro Rodrigues (Bolsista)

Tatiane Carmo Duarte Mundim

Laerte Ávila

Silvio D. Oliveira

Orientador: Profª Marcia Cristina Cury

Instituição: Universidade Federal de Uberlândia - Faculdade de Medicina Veterinária

A ocorrência de diversas parasitoses gastrointestinais em gatos, apresenta grande importância médico-veterinária, por estes provocarem patologias nos animais parasitados possuindo ainda, potencial infectante para o humano, na forma de Larva migrans visceral (Toxocara canis) e Larva migrans cutânea (Ancylostoma spp). Objetivando-se determinar quais espécies de parasitas gastrointestinais estavam presentes em gatos, foram necropsiados no período de Março a Dezembro de 2001, 50 animais doados pelo Departamento de Zoonoses de Uberlândia-MG, provenientes de várias partes do município. Estes eram de ambos os sexos e diferentes raças e faixas etárias. Desses animais foram analisados os pulmões, estomago, intestino delgado, intestino grosso, fígado e vias biliares. Os parasitas obtidos foram fixados em AFA e posteriormente analisados com o auxílio do microscópio óptico e identificados por chave taxonômica Satyu Yamaguti (1961). Da totalidade dos gatos analisados verificamos que 47 animais se encontravam positivos, ou seja, 94%. Os parasitas mais freqüentemente encontrados nos órgão foram: Pulmões, Aelurostrongylus spp 18%, estômago Physaloptera proeptialis 34%, intestino delgado Ancylostoma braziliense 38%, Ancylostoma caninum 14%, Dypilidium caninum 14%, Toxocara mystase 14%, Toxocara canis 10%, Spirometra mansanoides 4%, Toxocara leonina 4%, Taenia hydatigena 2%, Strongyloídes 2%, Taenia spp 2% e Hydatigera taeniformis 2%, intestino grosso Trichuris campanula 6% e Trichuris vulpis 2%, fígado e vias biliares Platynosomum fastosum 40%. Baseado nestes dados verifica-se que os principais parasitas do município de Uberlândia-MG, encontrados nos gatos são: Platynosomum fastosum, Ancylostoma brazilienses, Physaloptera proeptialis, Aelurostrongylus spp.

Área de conhecimento: Ciências Agrárias

Palavras-chave: gatos, endoparasitos, necrópsia




PADRONIZAÇÃO DO TESTE ELISA (ENZYME LINKED IMMUNOSSORBENT ASSAY) PARA O DIAGNÓSTICO DA BABESIOSE CANINA NA REGIÃO DE UBERABA – MG

Acadêmico: Eliana Cristina Gazoto (Bolsista do PIC)

Orientador: Profª Ms. Joely Ferreira Figueiredo Bittar

Co-orientadores: Prof. Ms. Eustáquio Resende Bittar

Prof. Valdair Jósimo Carvalho Landim

Instituição: Universidade de Uberaba – Curso de Medicina Veterinária




Babesia canis é um dos agentes etiológicos da babesiose canina, doença transmitida pelo carrapato Rhipicephalus sanguineus e de ocorrência em regiões tropicais, subtropicais e climas temperados. A sintomatologia mais comum é febre, anemia, icterícia, hemoglobinúria, anorexia, linfadenopatia e/ou esplenomegalia e a morte do animal. O diagnóstico da babesiose canina é baseado no histórico, sintomatologia e detecção do parasita em esfregaço de sangue periférico, porém este exame é falho, por não diagnosticar casos crônicos da doença. A reação de imunofluorescência indireta (RIFI) também tem sido utilizada no diagnóstico desta enfermidade porém apresenta algumas limitações no que se refere à interpretação dos resultados, como leitura subjetiva, análise de um número limitado de amostras e erros de leitura devido às reações inespecíficas. O teste de ELISA apresenta vantagens sobre a RIFI devido à alta especificidade e sensibilidade. Este trabalho objetivou padronizar o teste de ELISA para o diagnóstico da babesiose canina e conseqüentemente possibilitar o diagnóstico de casos crônicos e subclínicos. Para tanto, um cão esplenectomizado foi inoculado com B. canis por via subcutânea e intramuscular. Quando a parasitemia no sangue venoso alcançou o pico de 2,5%, o sangue foi colhido e lisado através de congelamento em Nitrogênio líquido e descongelamento em Banho-Maria. Após a lise, o material foi centrifugado para a obtenção do sobrenadante. Alíquotas desse material antigênico foram conservadas a -70oC. A padronização do teste foi feita utilizando soros de vinte e seis cães comprovadamente negativos e positivos pela RIFI. As placas de ELISA foram sensibilizadas com o antígeno durante 18 horas à 4oC. Após a incubação dos soros negativos, adicionou-se o anticorpo secundário anti-cão marcado com peroxidase na diluição de 1:20000 e incubação por uma hora. Posteriormente a placa foi lavada e adicionou-se o substrato e o cromógeno para a revelação da reação. A reação foi interrompida com ácido sulfúrico e em seguida a placa foi lida em leitor de microplacas com filtro de comprimento de onda de 492nm. O ponto de corte que melhor discriminou soros positivos de negativos foi de 0,432, obtido através da média dos soros negativos acrescida de dois desvios padrões. Os animais negativos apresentaram absorbâncias médias de 0,359 enquanto que os animais positivos tiveram absorbâncias médias de 0,897. O teste enzimático ELISA permitiu discriminar os animais positivos dos negativos sendo portanto adequado para o diagnóstico da babesiose canina.

Área de conhecimento: Ciências Agrárias

Palavras Chave: Babesia canis, enzyme linked immunossorbent assay, cão, ELISA.

UNIFORMIDADE DA IRRIGAÇÃO E FERTIRRIGAÇÃO POR GOTEJAMENTO NA CULTURA DO CAFÉ

Acadêmico: Rodrigo Domingos Pessoa

Leonardo Borges Pereira

Orientador: Prof. Dr. André Luís Teixeira Fernandes

Co-orientador: Prof. Ms. Luís César Dias Drumond

Instituição: Universidade de Uberaba / Faculdade de Agronomia e Zootecnia de Uberaba

A irrigação é definida como a aplicação de água no solo, suplementando a precipitação natural com o objetivo de fornecer a quantidade essencial de água para o crescimento vegetal. Apesar de ser conhecida como uma prática agrícola que promove o aumento de produtividade, é importante salientar que, sobre boas condições de irrigação, a produtividade das culturas não é proporcional ao volume de água utilizado. Em alguns casos a produtividade chega a reduzir, quando um excesso de água é aplicado. Com a escassez crescente dos recursos hídricos, tanto em qualidade quanto em quantidade, os agricultores irrigantes são obrigados a utilizar a água com maior eficiência, dentro das considerações econômicas que toda atividade produtiva requer. Com o objetivo de avaliar a uniformidade de aplicação de água e fertilizantes em um sistema de gotejamento para café, foram realizadas medidas no campo, e obtidos os seguintes coeficientes, tanto para irrigação quanto para a fertirrigação: coeficiente de uniformidade de Christhiansen (CUC), coeficiente de uniformidade de emissão (CUE), coeficiente de uniformidade absoluta (CUEa) e coeficiente de uniformidade estatística (Us). Para todos os coeficientes calculados, foram obtidos valores menores para a aplicação de fertilizantes via água de irrigação, mesmos estes produtos sendo solúveis, com diferenças de 10,5% (para a uniformidade estatística até 20,6% (para a uniformidade absoluta). A obtenção de menores valores dos coeficientes de uniformidade para os sistemas de irrigação com aplicação de produtos químicos pode estar relacionada ao entupimento parcial ou total dos emissores. Vários autores afirmam que um dos problemas sérios encontrados na utilização de sistemas de irrigação por gotejamento, que afeta sobremaneira a uniformidade de aplicação de água, é o entupimento dos gotejadores, sendo uma das causas principais de entupimento a presença de partículas minerais e orgânicas na água de irrigação. A obtenção de menores valores de uniformidade pode afetar diretamente a produtividade da cultura e a energia gasta no bombeamento de água. Com relação à classificação do sistema, de acordo com os coeficientes obtidos, verifica-se que, em geral, quando o sistema aplica água, pode ser classificado como bom para o CUC, o CUD e o US, apenas para o coeficiente de uniformidade absoluta o sistema é classificado como razoável. Já para a aplicação de fertilizantes, o sistema é classificado como razoável para CUC, bom para CUD, ruim para CUEa e bom para Us.

Área de conhecimento: Ciências Agrárias

Palavras-chave: irrigação, fertilização, gotejamento, café

USO DE ANABOLIZANTES NA ENGORDA DE BÚFALOS

Acadêmica: Ana Helena Machado Junqueira Cunha (Bolsista do PIC)

Orientadora: Profª Ms. Inês de Freitas Gomide

Instituição: Universidade de Uberaba - Grupo de Pesquisa em Sanidade e Produtividade Animal

A produção de bubalinos no Brasil tem crescido muito nos últimos anos, porém os trabalhos de pesquisa são poucos em comparação aos demais sistemas de produção animal. Grande parte dos criatórios de búfalos no país restringem-se à produção de leite devido ao grande mercado consumidor para a mussarela de leite de búfala, porém a utilização da carne de machos e fêmeas como fonte de proteína animal para o consumo humano tem se mostrado viável e econômica, visto que esses animais apresentam conversão alimentar superior à dos bovinos. Na bovinocultura de corte a muitos anos vem-se utilizando promotores de crescimento, na bubalinocultura não se tem dados disponíveis na literatura, tornando-se assim interessante avaliar o efeito desse promotor de crescimento. O objetivo deste trabalho foi comparar o ganho de peso de búfalos anabolizados e não anabolizados, mantidos em pastagens. O experimento foi conduzido na Fazenda Sertãozinho no município de Campo Florido, MG. Foram utilizados 30 búfalos da raça Murrah, machos e fêmeas, adultos e não castrados. Os animais permaneceram em piquete de Brachiaria decumbens, recebendo sal mineral e água a vontade. Os bubalinos foram divididos em dois (2) grupos aleatoriamente compostos por ambos os sexos. O primeiro grupo denominado T1, não receberam implantes hormonais e o segundo grupo, denominado T2 foram implantados no decorrer do experimento. O hormônio utilizado como anabolizante foi a testosterona (Durateston) O delineamento experimental utilizado foi blocos casualizados e o teste de média t de Student. Os animais foram pesados quinzenalmente em balança própria individualmente. As médias de ganho de peso dos animais implantados e não implantados foram comparadas, chegando-se à conclusão de que não houveram diferenças significativas (α=0,05).Analisando-se os ganhos através de um modelo que incluía os efeitos de implante e de sexo, observou-se uma tendência dos animais implantados em ganharem 9,78 Kg a mais de peso vivo no período, no entanto este efeito não foi estatisticamente significativo. Os resultados indicaram que não houve diferença significativa entre os animais anabolizados e não anabolizados, o que nos leva a considerar inviável o uso deste tipo de promotor de crescimento, devido ao seu alto custo do implante por animal e também devido a legislação proibitiva do uso de anabolizantes hormonais pela Organização Mundial de Saúde.

Área de conhecimento: Ciências Agrárias

Palavras-chave: anabolizantes, produção de búfalos, engorda

CIÊNCIAS BIOLÓGICAS

BRACHYMERIA PODAGRICA (HYMENOPTERA: CHALCIDIDAE) (FABRICIUS) COMO PARASITÓIDES DE DÍPTEROS COLETADOS EM DIFERENTES SUBSTRATOS EM ITUMBIARA, GOIÁS

Acadêmicos: Otacílio Moreira Silva Filho

Luiz Alex Pereira

Lalyne Cristhine Silva Ribeiro

Vanessa Rodrigues Borges

Orientador: Prof. Dr. Carlos Henrique Marchiori

Instituição: Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-ILES-ULBRA - Curso de Ciências

Biológica e Agronomia




Espécies do gênero Brachymeria Westood são importantes parasitóides primários de dípteros muscóideos, como da família Sarcophagidae e Calliphoridae. Algumas espécies são de importância econômica, pois atacam insetos pragas. O objetivo desta nota é ampliar o conhecimento da biologia do parasitóide Brachymeria podagrica no Brasil. O estudo foi realizado na Faculdade de Agronomia, localizada no município de Itumbiara-GO (18º 25´S – 49º 13´W). Procedeu-se a coleta de adultos de moscas através de armadilhas construídas com lata de coloração preta fosca, medindo cerca de 19 cm de altura por 9 cm de diâmetro, com duas aberturas tipo venezianas, localizadas no terço inferior, para permitirem a entrada dos insetos. Na parte superior das latas foram acoplados funis de nylon, abertos nas extremidades, com bases voltadas para baixo e envolvidos em sacos plásticos cuja remoção permitiria a coleta das moscas. Serviram como iscas, para atração das moscas, rins de bovino, fezes humanas, vísceras de frango e fígado de bovino depositados no interior das latas, sobre uma camada de terra. Utilizaram-se 4 armadilhas que foram penduradas em árvores de eucalipto a 1 metro do solo, a 2 metros uma das outras e a 50 metros do lixo doméstico. Os indivíduos coletados foram levados para o laboratório, sacrificados com éter etílico e conservados em álcool 70%, para posterior identificação. Para a obtenção dos parasitóides, o conteúdo das armadilhas foi colocado em recipientes plásticos contendo uma camada de areia para servir de substrato à pupação das larvas. Peneirada essa areia (após 15 dias de sua colocação no campo), dela se extraíram as pupas, posteriormente colocadas, individualmente, em cápsulas de gelatina (número 00), para obtenção de moscas e/ou parasitóides. No período de março de 2001 a abril de 2002, coletaram-se 1355 pupas de Diptera e 188 espécimes de Brachymeria podagrica (Fabricius) (Hymenoptera: Chalcididae) em cinco substratos diferentes. A prevalência de parasitismo observada foi de 13,8%. Rins de bovinos foi o substrato que atraiu maior número de B. podagrica com 36,2% dos indivíduos coletados e a maior prevalência de parasitismo foi obtida em fígado bovino com 46,6%. Brachymeria podagrica apresentou preferência por rins de bovinos e por frango. Em rins de bovinos, B. podagrica apresentou preferência por Oxysarcodexia thornax (Walker) e Peckia chrysostoma (Wiedemann) (Diptera: Sarcophagidae). No substrato frango, B. podagrica apresentou preferência por Chrysomya sp. (Diptera: Calliphoridae) e P. chrysostoma. Como possibilidade de controle desses artrópodes, podem ser usados os reguladores naturais como os parasitóides, que são agentes responsáveis pela redução de populações de moscas sinantrópicas.

Área de conhecimento: Ciências Biológicas



Palavras-chave: controle biológico, moscas, inimigos naturais, hospedeiros

COMUNIDADE BENTÔNICA COMO BIOINDICADORA: um caso de estudo no rio Uberaba

Acadêmicos: Antônio C. Borges; A. C. Carvalho; G. P. Garcia; F. B.; Junior; D. J. M. A. Marson;

G. A. N.; Rodrigues; V. S; Silva, M. A.

Orientador: Prof. Afonso Pelli

Instituição: Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro – Ciências Biológicas

Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro, Uberaba-MG . Ciências Biológicas - Modalidade Médica. O uso de bioindicadores em estudos da qualidade de água constitui importante ferramenta para a caracterização de ambientes. Muitas vezes, a poluição da água tem sido mensurada através de parâmetros físico-químicos, apesar de ser um problema essencialmente biológico. Os resultados de uma análise físico-química reflete as condições de uma amostra em determinado tempo; enquanto que o monitoramento biológico fornece um indicativo das condições passadas e atuais, sendo não somente uma medida instantânea, mas sim um registro do passado recente. No rio Uberaba, foi realizada uma coleta que consistiu na retirada de amostras da comunidade bentônica de duas estações: a primeira a montante do ponto de captação de água pelo CODAU, sendo esta a estação de referência ou Estação 1; a segunda, a jusante do ponto de desemboque de esgoto da cidade, na Univerdecidade - Estação 2. A finalidade dessa coleta foi identificar, quantificar e comparar a comunidade bentônica das duas estações. No laboratório as amostras foram triadas e o material identificado sob microscópio estereoscópico. A análise do material resultou nos seguintes índices: Índice de diversidade de Simpson: Estação 1 = 1,030 e Estação 2 = 1,003; EPT: Estação 1 = 4,88 e Estação 2 = zero e BMWP: Estação 1 = 70 e Estação 2 = 14. Os índices calculados demonstram bem as condições ambientais sendo confiáveis como referência para análise de qualidade de água. Dessa forma, constatou-se que a qualidade da água da Estação 1, a montante do despejo de esgoto, é superior ao trecho impactado - Estação 2.

Área de conhecimento: Ciências Biológicas

Palavras-chave: macroinvertebrados bentônicos, qualidade de água, limnologia.



Controle de qualidade físico-químico de extratos da planta Pfaffia glomerata (falso ginseng brasileiro) para utilização como potencial fitoterápico

Acadêmica: Eliane Ferreira Carrijo (Bolsista de IC)

Orientadora: Profª Drª Rosilene Moretti Marçal

Instituição: Universidade de Uberaba - Curso de Farmácia Industrial.

O uso de plantas medicinais pelo homem no tratamento das doenças remonta a mais remota antigüidade. Apesar do uso popular de plantas medicinais ser tradicional no Brasil e da biodiversidade brasileira per se já constituir um convite ao estudo destas plantas, os estudos fitoquímicos e farmacológicos de plantas medicinais são escassos. O Ministério da Saúde, por sua vez, tem buscado regularizar a comercialização de plantas medicinais exigindo que sejam realizados controle de qualidade bem como que sejam comprovadas a eficácia e a ausência de toxicidade das plantas medicinais comercializadas. Dentre as plantas brasileiras comercializadas, encontra-se a Pfaffia glomerata, conhecida como falso ginseng brasileiro a qual tem sido comercializada na forma de contaminante da espécie Pfaffia paniculata (Ginseng brasileiro). Os estudos relativos ao controle de qualidade e ensaios farmacológicos em músculo liso para a Pfaffia glomerata são escassos. No presente trabalho buscou-se estabelecer parâmetros para o controle de qualidade para a referida planta medicinal. As raízes de P. glomerata foram colhidas após 2,5 anos de cultivo, no final do outono (imediatamente após as folhas amarelarem e caírem). Foram então preparadas as alcoolaturas utilizando a planta fresca (2,5Kg) e triturada. Estas alcoolaturas foram preparadas em cinco frascos contendo 500g de planta em cada frasco e 2,5L de etanol (70GL) e ficaram em maceração durante 30 dias a temperatura ambiente e ao abrigo da luz. Procedeu-se então a filtração sobre papel de filtro e avaliação do pH e condutividade das alcoolaturas. O pH medido nas alcoolaturas foi de 6,47  0,01 e a condutividade de 31,56  0,65mV . Os resultados se encontram expressos através de média e desvio padrão. Estes resultados indicaram que para pH e condutividade não foram observadas diferenças significativas (p0,05) entre os extratos. Estes resultados fazem parte de um trabalho mais amplo que objetiva a avaliação farmacológica da planta em questão.
Área de conhecimento: Ciências Biológicas

Palavras-chave: Pfaffia glomerata; controle de qualidade; fitoterápicos.



CONTROLE SANITÁRIO DOS ANIMAIS DO BIOTÉRIO DA UNIVERSIDADE DE UBERABA - ASPECTOS IMUNOLÓGICOS



Acadêmico: Miriam Queiroz Braga (Bolsista do PIC)
Orientador: Profª. Ms. Simone Cardoso Leon
Co-orientador: Prof. Dr. Irineu José B. Camargo
Instituição: Universidade de Uberaba – Curso de Biomedicina.

Biotérios do tipo convencional de criação e manutenção de animais utilizados em aula prática e pesquisa, considerados ideais, devem dispor de condições físicas e sanitárias adequadas e de animais geneticamente controlados. Nesse sentido é desejável que os animais estejam acomodados em prédios com temperatura estável, com baixo nível de amônia, mantidos em gaiolas de polietileno com tampa de metal, disponibilidade de água e ração ad libidum ,serragem esterilizada em autoclave e manutenção das condições gerais de saúde e padrão genético determinado ( Fabris, V. E.,1998 ). O não estabelecimento de condições físico - sanitárias adequadas em biotérios favorece o aparecimento, entre as colônias de animais considerados sadios, de doenças causadas por microorganismos e parasitas que comprometem os resultados dos trabalhos experimentais ( Rangel, H. de A.; et al, 1994 e Torrecilhas A . C.; et al ,1999), bem como podem por em risco a saúde daqueles que eventualmente os manipulam ( Capuano, D.A .; et al, 1986 e Piper - Jenks N., Horowitz H., Schwartz, 2000). O objetivo do trabalho foi avaliar as condições sanitárias do ambiente do biotério e dos animais nele criados, a fim


de tornar os animais mais sadios para a utilização em laboratório de aulas práticas e em pesquisas. Na presente pesquisa foram analisados 30 camundongos Swiss e 30 ratos Wistar mantidos no biotério, dos quais colheu - se amostras sangüíneas do plexo orbital ou punção cardíaca. Para a coleta foram utilizados tubos capilares e frascos de micro - titulação e seringas com agulhas. Após a coleta o sangue foi centrifugado a 2500 rpm, durante 10 minutos e o soro separado e congelado a -20°C. Para identificação dos vírus foram utilizadas as técnicas de hemaglutinação, inibição da hemaglutinação, imunofluorescência e ELISA. Nos camundongos, pelo método de Imunofluorescência indireta, foram encontrados o Vírus da Hepatite murina, o Vírus da encefalomielite de Theiler cepa cd vii e Mycoplasma pulmonis, sendo este também detectado pelo método de ELISA. Nos ratos, pelo método de imunofluorescência indireta, foram encontrados o Vírus corona de rato, Vírus da encefalomielite de Theiler cepa cd vii, Mycoplasma pulmonis e Clostryddium piliformis, sendo o Mycoplasma pulmonis também detectado pelo método de ELISA. Encontrou - se , também, pelo método da inibição da hemaglutinação o Vírus minuto do camundongo, em títulos de 1/40, o Toolan H. 1 em títulos de 1/320 e o Kilhan rat em títulos de 1/320. Concluiu - se que os animais do biotério da Universidade de Uberaba apresentaram agentes etiológicos de transmissão vertical necessitando, assim, da substituição de suas matrizes para o controle da infecção e para torna - los mais sadios para serem utilizados em laboratórios de aula prática e pesquisa.
Área do conhecimento: Ciências Biológicas
Palavras - chave: Biotério; Camundongo; ELISA; hemaglutinação; Imunofluorescência indireta; inibição da
hemaglutinação.

CONTROLE SANITÁRIO DO BIOTÉRIO DA UNIVERSIDADE DE UBERABA - ASPECTOS MICROBIOLÓGICOS.

Acadêmica: Letícia Alves Silva (Aluna de IC )

Orientadora: Profª Ana Paula Sarreta Terra

Instituição: Universidade de Uberaba - Curso de Medicina



Biotérios de criação de animais a serem utilizados em pesquisas e aulas práticas devem possuir condições sanitárias adequadas e controle genético dos animais ali inseridos. A qualidade dos animais se faz pelo melhoramento genético através do uso de linhagens homogêneas e pela isenção de patógenos . O ideal seria manter os animais em gaiolas de polietileno com tampa de metal em prédios com temperatura estável , com baixo nível de amônia e ainda que todo material em contato com os mesmos passasse por autoclaves e fosse trocado todos os dias. Vários são os microorganismos que infectam o ambiente do biotério e animais os quais estão alojados e mantidos nesse para posterior manipulação e utilização, com fins educativos. A garantia de um experimento correto depende, significativamente, da qualidade de saúde dos animais a serem utilizados, fazendo-se portanto necessário a avaliação desses através de exames parasitológicos, virológicos e anatompatológicos. O não estabelecimento de condições sanitárias predispõe animais sadios a doenças causadas pela infecção de agente patogênicos, fato esse que ocassiona alteração dos resultados das pesquisas, além de comprometer a saúde dos indivíduos que manipulam esses animais. A coleta microbiológica objetivou conhecer os microorganismos presentes no ambiente do biotério da Universidade de Uberaba, pois os conhecendo, poderão ser feitas modificações que promoverão a saúde desses animais. Para a realização da coleta fizemos uso de placas de Petri contendo meios de cultura com ágar- sangue 5 % e ágar - Sabouraund , distribuídos em todas as salas do biotério, permanecendo no ambiente por 1 hora. Após o período de exposição, os mesmos foram recolhidos e incubados em estufa microbiológica a 37°C over night. Em seguida foi feito o exame macroscópico e microscópico das colônias. Os tipos bacterianos foram identificados de acordo com suas características metabólicas - provas bioquímicas - para os cocos Gram positivos utilizamos a prova de catalase, coagulase e novabiocina. Para os bacilos Gram negativos utilizamos os meios diferenciais, TSI, motil, lisina, fenilalanina, citrato e uréia. Os tipos bacterianos encontrados foram: Streptococcus pyogenes, Staphylococcus epidermidis, Staphylococcus aureus, Staphylococcus saprophyticus, Gênero Bacillus, Escherichia coli, Pseudomonas aerurginosa e Klebsiella pneumoniae. Os fungos encontrados foram : Aspergillus sp. , Penicillium sp. , Fusarinium sp. , Aspergillus nigro e Rhyzophus sp. Os achados ambientais fúngicos e bacterianos são normalmente encontrados em biotérios, entretanto deve-se estar atento as condições físicas e sanitárias do biotério, visto que um animal experimental, mesmo infectado pode não manifestar uma doença, fato que justifica o controle desses animais e do ambiente no qual estão inseridos permitindo adequação à pesquisa que se propõe .
Área do conhecimento : Ciências Biológicas

Palavras - chave : Biotério, microbiologia, bactérias e fungos



CONTROLE SANITÁRIO DOS ANIMAIS DO BIOTÉRI0 DA UNIVERSIDADE DE UBERABA:

ASPECTOS MORFOLÓGICOS

Acadêmico: Gisele Fernandez Uchôa (Aluna do PIC)

Orientador: Profª Ms. Denise Bertulucci Rocha Rodrigues

Co-orientadoras: Profª Ms. Sanívia Aparecida de Lima Pereira.

Profª Ms. Simone Cardoso Leon

Biotérios do tipo convencional de criação e manutenção de animais devem dispor de condições físicas e sanitárias adequadas e de animais geneticamente controlados. O não estabelecimento destas condições, favorece o aparecimento de doenças causadas por microorganismos e parasitas que comprometem os resultados dos trabalhos, bem como podem por em risco a saúde daqueles que eventualmente manipulam os animais. Este trabalho tem como objetivo avaliar as condições sanitárias do ambiente do biotério e dos animais nele criados, através do Estudo Anatomopatológico, caracterizando os processos patológicos gerais e relacionando-os com os resultados imunológicos, parasitológicos e microbiológicos. O estudo anatomopatológico foi realizado através da análise macroscópica e microscópica dos órgãos coletados nas necropsias dos animais. Estes fragmentos foram fixados em formol tamponado a 10%, desidratados em álcoois, diafanizados em xilol e incluídos em parafina, onde foram realizados 10 cortes seriados que foram corados pelas colorações HE (Hematoxilina e Eosina) e PAS (Ácido Periódico de Schiff). Foram avaliados o coração, o fígado e o intestino de 38 animais, destes, 17 foram ratos e 20 camundongos. O órgão mais acometido foi o fígado, sendo que, as degenerações foram encontradas em 17 (100%) nos ratos e 5 (25%) nos camundongos. Dessas degenerações, a esteatose foi encontrada em 3 (17%) nos ratos e 13 (65%) nos camundongos. Necrose em 2 (11,7%) nos ratos e 1 caso (5%) nos camundongos. Hiperemia em 8 (47%) nos ratos e 9 (45%) nos camundongos. Inflamação em 2 (11,7%) nos ratos e 15 (75%) nos camundongos. Associados a esses processos patológicos, através da sorologia, foram identificados vírus da hepatite murina em 3 camundongos (15%) e ainda vírus da encefalomielite de Theiler em 1 camundongo (5%). Em 2 casos a imunofluorescência/ ELISA foi positiva para Mycoplasme pulmonis. Desses 3 casos, o fígado foi o mais acometido, sendo que em 2 casos havia esteatose macro e microvesicular de forma moderada e 2 casos com degeneração hidrópica. Encontrou-se também em 1 caso áreas de necrose e processo inflamatório de forma moderada. Nos cortes histopatológicos do intestino dos ratos foram identificados infiltrado de eosinófilos, tanto na mucosa como na muscular. Dos 37 animais avaliados, os processos patológicos gerais mais encontrados foram as degenerações 16 (43,2%) e inflamação 17 (45,9%), sendo o fígado o órgão mais acometido. Esses resultados apontam como causa os agentes infecciosos detectados nos exames laboratoriais imunológicos, parasitológicos e microbiológicos.

Área de conhecimento: Ciências Biológicas

Palavras-chave: Biotério, Morfologia, Processos Patológicos Gerais



CONTROLE SANITÁRIO DOS ANIMAIS DO BIOTÉRIO DA UNIVERSIDADE DE UBERABA – ASPECTOS PARASITOLÓGICOS

Acadêmico: Alberto Pires (Aluno do PIC)

Orientador: Prof. Ms. Aldo Matos

Instituição: Universidade de Uberaba – Curso de Medicina

Biotérios de criação de animais a serem utilizados em pesquisas e aulas práticas devem possuir condições sanitárias adequadas e controle genético dos animais ali inseridos. A qualidade dos animais é resultante tanto do melhoramento genético, através do uso de linhagens homogêneas, quanto da isenção de patógenos. Vários são os microorganismos que são encontrados no ambiente do biotério, bem como infectando os animais nele mantidos, os quais são destinados a experimentação, quer em aulas práticas ou em pesquisas científicas. As fontes e veículos de contaminação são variados, incluindo-se o ar, a água, a ração e a serragem ou a palha utilizadas como cama para os animais, além de exemplares provenientes de outros locais de criação. Este projeto foi idealizado com o objetivo de detectar os patógenos encontrados no biotério da Universidade de Uberaba para orientar as modificações necessárias na rotina de criação e manutenção dos animais, sejam nas estratégias de manuseio, alterações estruturais ou no controle dos veículos de contaminação. Isto é justificado pela necessidade de minimizar os riscos de infecção para os colaboradores que exercem suas atividades no biotério, alunos de graduação e professores, bem como diminuir a interferência de agentes infecciosos nos resultados dos experimentos realizados em aulas práticas ou em projetos de pesquisa. Para avaliar o índice de infecção por protozoários e helmintos foram examinadas as amostras de fezes de 20 ratos e 20 camundongos adultos, através do exame a fresco e do método de Willis. Encontraram-se 10% dos ratos e 30% dos camundongos infectados por S. obvelata e infecção por Hymenolepis diminuta em 10% dos ratos. A pelagem e a pele dos animais foram observados para o diagnóstico de possíveis infestações. Em dois camundongos, foram observadas lesões superficiais hiperceratóticas, que ao exame do raspado de pele, foram diagnosticadas como sarna. Estes achados indicam a necessidade de implementar medidas de controle sanitário da água e da serragem utilizadas no biotério da Universidade de Uberaba.
Área do conhecimento: Ciências Biológicas

Palavras- chave: biotério, parasitologia, protozoários, ácaros, helmintos

‘’’GRYON GALLARDOI (BRÈTHES) (HYMENOPTERA: SCELIONIDAE) COLETADO NO MUNICÍPIO DE ARAPORÃ, MINAS GERAIS

Acadêmicos: Luiz Alex Pereira (B)

Otacílio Moreira Silva Filho

Marcos Henrique Oliveira e Silva

Lalyne Cristhine Silva Ribeiro

Bruno Martins Costa Brito

Vanessa Rodrigues Borges

Orientador: Prof. Dr. Carlos Henrique Marchiori

Instituição: Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-ILES-ULBRA, - Curso de Ciências

Biológica e Agronomia

Órgão Financiador: SECTEC-GO/PROINPE/003/2001

Gryon gallardoi (Bréthes) é parasitóide de ovos de hemípteros da família Coreidae que atacam, no Brasil, arroz, batata, tabaco, tomate e mamão. Essa espécie, segundo o autor, encontra-se na Argentina (Buenos Aires) e Brasil (Porto Alegre- Rio Grande do Sul). Nesse sentido, objetivo deste estudo foi relatar a ocorrência Gryon gallardoi no Triângulo Mineiro, no Estado de Minas Gerais, utilizando-se como armadilhas, bacias amarelas e Malaise. A coleta do material foi realizada, semanalmente, em área de mata nativa, através de armadilhas confeccionadas com bandejas amarelas, esféricas, com aproximadamente 30 cm de diâmetro e 12 de altura, contendo uma mistura de 2 l de água, 2 ml de detergente e 2 ml de formol. Essas armadilhas, em número de 10, foram colocadas ao nível do solo e distribuídas ao acaso em área de mata nativa. Três armadilhas de Malaise foram colocadas também na área de mata. Na parte superior dessa armadilha foram fixados dois frascos plásticos (200 ml), ligados entre si por uma tampa de rosca, contendo no frasco de baixo, solução de Dietrich. Os insetos foram coletados semanalmente, no período de janeiro a junho de 2002, na fazenda da usina Alvorada, em Araporã, Minas Gerais. Coletaram-se um total de 99 espécimes de Gryon gallardoi, utilizando-se os dois tipos de armadilhas. Nas armadilhas confeccionadas com bacias amarelas coletaram-se um 54 exemplares (55,0%), enquanto que nas armadilhas Malaise foram coletados 45 exemplares (45,0%). Essas armadilhas têm sido indicadas para captura de insetos das ordens Hymenoptera, Diptera e Thysanoptera.

Área de conhecimento: Ciências Biológicas

Palavras-chave: bacias amarelas, Malaise, controle biológico

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