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Acadêmico: Fernanda de Oliveira e Lucas



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Acadêmico: Fernanda de Oliveira e Lucas


Orientador: Prof. Dr. Geraldo Thedei Júnior

Co-orientadora: Profª Ms. Giuliana C. M. B Thedei (UNIUBE)

Colaborador: Tony de Paiva Paulino (FFCLRP-USP)

Instituição: Universidade de Uberaba – Curso de Farmácia Industrial

Entre os microrganismos que formam a placa dental, destacam-se os estreptococos, lactobacilos e actinomices como as espécies com maior potencial gerador de ácidos que contribuem para a desmineralização do esmalte dental, iniciando, assim, o processo de cárie. Streptococcus mutans é uma bactéria Gram positiva, que cresce em formas de cocos enfileirados. A maltose e a sacarose são os principais fatores etiológicos na iniciação da cárie dentária. A sacarose é muito mais cariogênica que outros açúcares igualmente fermentáveis devido ao fato de ser capaz de induzir um significativo aumento de volume da placa bacteriana, bem como a produção de glicanos de adesão ao esmalte dental. O presente trabalho teve como objetivo determinar o efeito da sacarose e do flúor no crescimento, produção de ácido e produção de polissacarídeos intracelulares por S. mutans. A metodologia consistiu em avaliar o efeito da glicose, da sacarose e da adição de flúor sobre (i) a morfologia das colônias e (ii) o crescimento e produção de ácido em meio liquido. A dosagem de polissacarídeos foi feita rompendo as células por lise alcalina e detecção dos polissacarídeos por reação com iodo. Os resultados mostraram que na ausência de fonte de carbono, o crescimento de S. mutans é pequeno e o pH do meio não chega a atingir valores menores do que 6,0, padrão não afetado significativamente pela adição de flúor. Quando o cultivo é feito na presença de glicose, observa-se um crescimento bastante significativo, bem como uma grande acidificação do meio de cultivo. Na presença de sacarose observamos uma significativa acidificação do meio de cultivo, mostrando que houve o metabolismo, embora o crescimento celular não se dê do mesmo modo que o crescimento com glicose. O flúor induziu uma significativa diminuição no crescimento e na acidificação, tanto na presença de glicose quanto de sacarose. Em meio sólido, a bactéria cresceu com forma lisa e regular na presença de glicose e também na ausência de fonte de carbono. Já com sacarose a colônia cresceu de forma irregular. Quando cultivado em meio sólido na presença de flúor, observou-se que a concentração de 1mM não afeta significativamente o tamanho da colônia. Já com 3mM houve redução significativa, mas não observou-se alteração morfológica. A adição de 5mM praticamente bloqueou o crescimento. A dosagem de polissacarídeos intracelulares mostrou que, após 24hs de cultivo, houve maior acúmulo em meios cultivados com glicose como fonte de carbono. Os dados obtidos até o momento nos permitem concluir que (i) tanto a glicose quanto a sacarose são fontes de carbono para S. mutans, (ii) que a sacarose afeta a morfologia da colônia, (iii) que o flúor atrapalha o crescimento mas não a morfologia da colônia e (iv) que a glicose permite maior acúmulo de polissacarídeos intracelulares após 24 horas de cultivo.
Área de Conhecimento: Ciências Biológicas / Bioquímica de Microrganismos

Palavras-Chave: Streptococcus mutans, sacarose, glicose, morfologia, flúor




INFLUÊNCIA DO USO DE AGENTES DESSENSIBILIZANTES NA RESISTÊNCIA ADESIVA DE CIMENTO RESINOSO À DENTINA

Acadêmicos: Bruno de Castro Ferreira Barrreto

Gisele Rodrigues da Silva

Michele Couto Abdalla

Orientador: Prof. Dr. Carlos José Soares

Co-orientador: Prof. Paulo Sérgio Quagliatto

Instituição: Universidade Federal de Uberlândia

Órgão Financiador: CNPq - FAPEMIG

Os autores propõem avaliar a influência do uso de dessensibilizante prévio ao sistema adesivo na resistência de união do cimento resinoso à dentina. Foram utilizados 135 incisivos bovinos, recém-extraídos, tiveram a porção central da coroa embutida em resina e a dentina superficial desgastada com lixas de carbeto de silício de granulação, 100, 320 e 600. Uma área de 3 mm2 foi isolada na superfície dentinária que recebeu os seguintes tratamentos: 1) One Step Plus e fixação do cilindro de resina (RI) com RelyX; 2) Gluma One Bond e fixação (RI); 3) Single Bond e fixação (RI); 4) AquaPrep + One Step Plus e fixação (RI); 5) Gluma Desensitizer + Gluma One Bond e fixação do (RI); 6) Gluma Desensitizer + Single Bond e fixação do (RI); 7) Gluma Desensitizer + One Step Plus e fixação do (RI); 8) AquaPrep (Bisco) + Gluma One Bond e fixação (RI); 9) AquaPrep + Single Bond e fixação do (RI). Após 24 horas em umidade relativa a 37ºC as amostras foram submetidas ao ensaio de cisalhamento em máquina de ensaio universal, EMIC 500 DL com velocidade de 0,5 mm/minuto. Os dados Foram submetidos à análise estatística fatorial 4 X 3, e teste de Tukey. Os resultados em MPa foram de: G6: 11,82 (4,14)a; G3: 11,63 (4,59)a; G4: 10,93 (4,88)a; G1: 10,75 (2,64)a; G9: 10,62 (2,83)a; G2: 10,28 (2,58)a; G5: 10,15 (3,95)a; G7: 9,85 (2,15)a; G8: 5,48 (1,94)b. A resistência do adesivo Gluma One Bond foi influenciada negativamente pelo uso do Aqua-Prep. O emprego de dessensibilizante compatível com o sistema adesivo parece não influenciar a resistência de união na cimentação adesiva com cimento resinoso.

Área de Conhecimento: Ciências da Saúde

Palavras-chave: Agentes dessensibilizantes Adesão Sistemas adesivos Dentina bovina




INFLUÊNCIA DO PERÍODO ENTRE A APLICAÇÃO E ATIVAÇÃO DO ADESIVO NA RESISTÊNCIA DE UNIÃO DE CIMENTO RESINOSO À DENTINA


Acadêmico: Gisele Rodrigues da Silva

Bruno Guardieiro

Orientador: Prof. Dr. Carlos José Soares

Co-orientadores: Prof. Dr. Henner Alberto Gomide

Prof. Alfredo Júlio Fernandes Neto

Prof. Rodrigo Borges Fonseca

Instituição: Universidade Federal de Uberlândia

Órgão Financiador: FAPEMIG

Os autores propõem avaliar a influência do tempo decorrido entre a aplicação e a fotoativação do adesivo na resistência de união do cimento resinoso à dentina. Foram utilizados 180 incisivos bovinos, recém-extraídos, que tiveram a porção central da coroa embutida em resina e a dentina superficial exposta com lixas granulação 100, 320 e 600. Uma área de 3 mm foi isolada na superfície dentinária e recebeu a aplicação dos adesivos: Single Bond (SB); Excite (Ex); Prime & Bond 2.1 (PB) e One-Up Bond F (OB), empregados em três modos de aplicação: aplicado e fotoativado imediatamente; aplicado e fotoativado após 10 segundos; aplicado e fotoativado após 20 segundos (12 grupos de estudos). Cilindros de resina composta foram fixados com cimento resinoso sob carga de 500 gramas por 5 minutos. Após 24 horas em umidade relativa a 37ºC, as amostras foram submetidas ao ensaio de cisalhamento em máquina de ensaio universal, EMIC 500 DL com velocidade de 0,5 mm/minuto. Os dados foram submetidos à análise de variância e teste de Tukey (p < 0,05). Os resultados em MPa foram: SB20- 18,9(3,2)a; SB10- 15,5(5,8)a; SB0- 11,3(3,2)b; Ex 20- 17,1(5,7)a; Ex 10- 14,4(4,3)a; Ex 0- 2,5(1,5)b; PB20- 11,7(2,2)a; PB10- 9,6(2,3)b; PB0- 7,1(2,0)c; OB20- 14,7(3,0)a; OB10- 13,5(3,4)ab; OB0- 11,5(3,1)b. O tempo de espera e composição do sistema adesivo são fatores de influência significativa na resistência de união à dentina. A negligência do tempo de espera de 20 segundos recomendados pelos fabricantes interfere negativamente na união do cimento resinoso à dentina.


Área de Conhecimento: Ciências da Saúde

Palavras-chave: Adesão Sistemas adesivos Restaurações indiretas Dentina bovina

INFLUÊNCIA DO REAPROVEITAMENTO DE UMA LIGA NÍQUEL-CROMO NA RESISTÊNCIA

DE UNIÃO COM A CERÂMICA

Acadêmico: Antonio Fernando Borges de Almeida (Aluno do PIC-UNIUBE)

Orientador: Prof. Dr. Gilberto Antônio Borges

Co-orientador: Prof. Dr. Luís Henrique Borges

Instituição: Universidade de Uberaba – Curso de Odontologia

Órgão Financiador: PAPE-UNIUBE

O objetivo deste trabalho foi de avaliar a influência do reaproveitamento de uma liga Níquel-Cromo na resistência de união com a cerâmica. Foram confeccionadas 150 tiras metálicas medindo 25x3x0.5mm, as quais foram divididas em cinco grupos de 30 cada. No primeiro grupo os corpos-de-prova foram confeccionados com liga nova; no segundo 75% de liga nova e 25% de liga reutilizada uma vez; no terceiro 50% de liga nova e 50% de liga reutilizada; no quarto 25% de liga nova e 75% de liga reutilizada e no quinto 100% de liga reutilizada. Foram confeccionados padrões de cera medindo 25x3x1mm. O enceramento foi realizado dispondo-se cinco padrões sobre uma placa de vidro. Os padrões foram incluídos em revestimento aglutinado por fosfato (Bellavest, Bego). Após a eliminação da cera, a liga VeraBond 2 (AAlbaDent) foi fundida em maçarico gás/ar. A fundição foi desincluída e jateada com óxido de alumínio 110 m. Os condutos de alimentação foram cortados. As tiras metálicas foram retificadas em uma retífica plana (Ferdimatk N80 - Kristavorts - Brëmen - Alemanha) para padronização da espessura de 0.5mm. Após o tratamento do metal, foi realizada a aplicação da cerâmica (Vita Ômega 900) sobre uma das faces de cada tira, somente na parte central das mesmas, nas dimensões de 8x3x1mm em uma matriz metálica e queimada seguindo as recomendações do fabricante. Para a avaliação da resistência de união cerâmica/substrato metálico, todas as amostras foram submetidas ao ensaio de flexão de 3 pontos numa máquina de ensaios universal EMIC LD3000 (São José dos Pinhais, PR, Brasil), equipada com célula de carga de 50Kg. Os dados foram submetidos à análise de variância e ao teste t (p<0.05%). Os resultados mostraram que: as ligas, 100% nova (35,99 a 36,80 MPa), 25% (31,80 a 32,44 MPa) e 50% (25,14 a 26,19 MPa) reutilizadas apresentaram valores de resistência de união com a cerâmica acima do valor mínimo aceitável (25 MPa). Para os grupos de 75% reutilizada (21,41 a 23,95 MPa) e o grupo com 100% de reutilização (17,51 a 17,56 MPa), não apresentaram resistência de união dentro do mínimo aceitável. A termociclagem não influenciou na resistência de união.

Área de Conhecimento: Ciências da Saúde

Palavras-chave: reaproveitamento deLiga Ni-Cr / união à Cerâmica


MENINGITE CRYPTOCOCICA EM PACIENTES IMUNOCOMPROMETIDOS DO HOSPITAL ESCOLA (HE) DA FACULDADE DE MEDICINA DO TRIÂNGULO MINEIRO (FMTM)

Acadêmico: Tatiane Marques

Orientadora: Profª Ana Paula Sarreta Terra

Instituição: Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro



Órgão Financiador: Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro
A criptococose é uma infecção oportunista, geralmente associada à imunodepressão, sendo rara em pacientes com imunidade normal. O agente etiológico C. neoformans é uma levedura encapsulada, transmitida por inalação, comprometendo inicialmente o pulmão, seguida do sistema nervoso central (meninges). Antígenos solúveis tornam-se rapidamente detectáveis no soro e no local da infecção: líquido cérebro-espinhal (LCE). O diagnóstico laboratorial da cryptococose é baseado no achado microscópico de leveduras capsuladas, e na detecção do antígeno capsular em fluidos biológicos. Observou-se que, em pacientes aidéticos, o isolamento de C. neoformans var. neoformans é predominante, mesmo em regiões tropicais e subtropicais. A identificação de meningite criptocócica por C. neoformans var. neoformans e C. neoformans var. gattii em pacientes imunossuprimidos, relatando o fungo responsável pelas meningites fúngicas na nossa região constitui o objetivo deste trabalho. O líquido cefalorraquidiano (LCR) de 21 pacientes imunossuprimidos do HE da FMTM foram estudados. Após o exame direto com tinta nanquim, as amostras foram cultivadas em ágar Sabouraud e mantidos à temperatura ambiente. Colônias sugestivas de C. neoformans foram repicadas nos meios de cultura CGB e uréia para detectar a atividade da fenoloxidase e da urease, respectivamente. As variedades foram determinadas com base nas características de reação das cores no meio de L-canavanina-glicina-azul de bromotimol (CGB). Das 21 amostras de C. neoformans, 19 (90%) foram identificadas como C. neoformans var. neoformans e 2 (10%), como C. neoformans var.gattii, através do seu crescimento e modificação da cor do meio CGB. A var. gattii transforma a cor do meio para azul cobalto. A faixa etária dos pacientes foi de 25 a 60 anos, com maior número de casos entre 30 e 50 anos (52%). Houve predominância do sexo masculino sobre o feminino em 90% dos casos. Em pacientes aidéticos verifica-se o predomínio de C. neoformans var. neoformans como agente etiológico da doença. Das 21 amostras de C. neoformans isoladas, foram observados dois casos de C. neoformans var.gattii. Esta variedade tem sido raramente correlacionada com a doença em indivíduos portadores do vírus HIV, mesmo em regiões consideradas endêmicas. A idade adulta entre 30 e 50 anos apresentou-se com 52% dos casos de criptococose nos pacientes estudados. A exposição ao agente etiológico não pôde, neste estudo, explicar os dois casos de C. neoformans var. gattii. Os pacientes em que se verificou esta etiologia eram procedentes de Uberaba, sendo estes habitantes da zona urbana. O hábitat natural deste agente é provavelmente de origem vegetal e tem sido correlacionado com Eucalyptus camaldulensis, enquanto C. neoformans var. neoformans encontra-se em zonas urbanas. A associação de criptococose decorrente do contato com fezes de pombos representa um fator de risco para adquirir a doença. Apesar do grande número de isolados de var. neoformans, o encontro de var. gattii em dois casos notifica que ambos os agentes podem ser responsáveis por criptococose do SNC, mesmo nos pacientes imunocomprometidos.

Área do conhecimento: Ciências da Saúde


Palavras-chave: C. neoformans var. neoformans, C. neoformans var. gatti, imunossupressão, líquor

MICRORGANISMOS TOTAIS PRESENTES EM ESCOVAS DENTAIS DESCONTAMINADAS POR IMERSÃO EM SOLUÇÃO SANITIZANTE DE USO DOMÉSTICO

Acadêmico: Wilsione José Carneiro (Aaluno do PIC-UNIUBE)

Orientador: Prof. Ms. Marcelo Sivieri de Araújo

Co-orientador: Prof. Dr. Geraldo Thedei Júnior

Instituição: Universidade de Uberaba

Órgão Financiador: PAPE-UNIUBE


Há evidências de que escovas dentais em uso regular podem tornar-se bastante contaminadas por microorganismos. Dependendo das condições de armazenagem podem até servir de reservatório para reintrodução de agentes patogênicos, podendo ser fonte ou vetor para transmissão ou reinfecção de doenças (ABRAHAM et al., 1990; TAJI & ROGERS,1998; FILHO et al.,2000). Atualmente, ênfase tem sido dada ao estudo de métodos de controle do desenvolvimento e proliferação da microbiota patogênica que pode ser transmitida pela escova de dente. Devido a escassez de trabalhos que abordam a descontaminação de escovas dentais quando do uso de uma solução de baixo custo, e que seja acessível a todas as classes sociais, o presente trabalho teve como objetivo analisar a presença de microrganismos em escovas dentais em uso superior a 30 dias, imersas em solução diluída de água sanitária em tempos pré determinados, a fim de analisar qual o tempo de imersão seria eficaz na eliminação dos microrganismos presentes nas escovas dentais. Cinqüenta escovas de dente em uso há mais de 30 dias, foram recolhidas de alunos da Universidade de Uberaba, encaminhadas para análise microbiológica, e distribuídas aleatoriamente em 5 grupos. Quatro grupos de 10 escovas cada, foram mergulhados em tubos Flacon estéril contendo 40 ml de água destilada estéril com 600l de água sanitária, nos tempos de 5 minutos, uma hora, seis horas e oito horas. Um grupo (controle) de 10 escovas dentais foi mergulhado em 40 ml de água destilada estéril por 5 minutos. Após a imersão de cada grupo de escovas no tempo determinado, as mesmas foram transferidas com auxílio de pinças estéreis para um tubo Falcon estéril, contendo 20 ml de solução tamponada (PBS) estéril, sendo cada uma agitada em Vórtex. Em seguida efetuou-se diluições sucessivas de 0, 10, 100, 1.000 vezes em solução de PBS. O material assim diluído foi espalhado com alça de Drigalski em placas de Petri contendo meio sólido Tryptic Soy Agar. Foi procedido o cultivo em microaerobiose por 48 horas para obtenção de colônias visíveis. O número de UFCs (Unidades Formadoras de Colônia) foi determinado em cada placa, utilizando-se as placas onde pode ser observado número adequado de colônias individualizáveis a olho nu, variando entre 30 e 300 colônias. Verificamos que a imersão da região das cerdas das escovas dentais na solução diluída de água sanitária por um tempo mínimo de 8 horas, é um método válido na descontaminação das cerdas impregnadas por inúmeros microrganismos que mostraram-se sensíveis à solução em teste (60% das escovas quando imersas por 8 horas foram descontaminadas). Por isso, a validação deste método de descontaminação de uso doméstico, utilizando solução água sanitária diluída, o torna de grande utilidade como auxiliar no controle e prevenção do desenvolvimento e instalação de infecções, e ainda pelo seu baixo custo e por ser encontrada facilmente em qualquer residência, sendo acessível a todas as classes sociais.

Área de Conhecimento: Ciências da Saúde

Palavras-chave: Escova dental, descontaminação, água sanitária, microrganismos



O PAPEL DA TERAPIA OCUPACIONAL NO ENFRENTAMENTO DA DEFICÊNCIA FÍSICA

Acadêmico: Maíla de Oliveira Facuri

Orientadora: Profª Ms. Débora Couto Melo

Instituição: Universidade de Uberaba - UNIUBE



Esta pesquisa caracteriza-se como uma etapa do Estágio de Observação em Terapia Ocupacional(T.O.) quando se realiza um trabalho de conclusão desta disciplina. O objetivo da pesquisa é identificar, dentre os pacientes com Ataque Vascular Cerebral(AVC) atendidos no setor de T.O. das Clinicas Integradas da UNIUBE como ocorre o processo de enfrentamento da deficiência caracterizando as intervenções Terapêuticas Ocupacionais que contribuem nesse processo. ANDRÉ (1999), aponta que dentre os pacientes que não vão a óbito após o AVC, a maioria exibirá deficiências neurológicas e significativas incapacidades residuais. LIANZA (1995) aponta algumas incapacidades decorrentes do AVC como: hemiplegia, comprometimento da motricidade ocular, mastigatória, hipotonia ou hipertonia, incoordenação, reações associadas, alterações sensitivas e sensoriais dentre várias outras. Sabendo disto, considerando que grande parte dos pacientes que sofreram AVC estão na fase adulta intermediária, ou seja, entre os 50 e 75 anos, é importante ressaltar que nessa fase geralmente esses encontram-se casados, exercendo a função de pais e mães e que possuem um vida profissional relativamente estável. Após o casamento dos filhos, de acordo com BEE(1997), os conjugues passam a se dedicar mais um ao outro em decorrência das alterações de papeis na vida familiar e profissional. Durante essa fase da vida podem ocorrer fatos como se tornar avô ou avó, a preparação para a aposentadoria, mudanças na personalidade, divórcio e desemprego que são importantes causas extressoras. Sobre o enfrentamento da deficiência, VASH(1988) afirma que o primeiro estágio ou fase de aceitação da deficiência é o estágio de choque, onde a pessoa ainda não compreende realmente o fato de que ela esta doentes ou deficiente, depois disso freqüentemente, ocorre a expectativa de recuperação, em seguida pode ocorrer o estágio de luto onde há uma depressão aguda, " prontidão para desistir e pensamento suicida". Muitas outras pessoas progridem para o estágio de defesa que segundo VASH (1988), é caracterizado pelo esforço em enfrentar e pelo interesse em aprender a ser tão normal quanto possível. Segundo a mesma autora, há ainda as pessoas que atingem o estado de ajustamento ou aceitação da deficiência quando não consideram suas deficiências barreiras contra as quais irá lutar e sim encontram formas de satisfazer suas necessidades e se sentem pessoas adequadas. Para este estudo utilizou-se de observações sistemáticas e entrevistas com os usuários do Serviço de Terapia Ocupacional das Clinicas Integradas da Uniube, afim de identificar como se evidenciam estas etapas, construindo assim uma proposta de intervenção Terapêutica Ocupacional que produza evolução na passagem por estas etapas. Os resultados desta estão sendo analisados e apontam inicialmente que não há relação direta entre a incapacidade motora causada pelo AVC e o quanto o sujeito se percebe mutilado pela lesão, havendo então, outros determinantes como reações emocionais, suportes sociais e familiares que influenciam na aceitação da deficiência. Identificou-se também a relação com o desenvolvimento entre o tipo e a quantidade de atividades que o indivíduo executa e sua relevância na expressão dos sentimentos do indivíduo. É importante que o profissional da saúde saiba sobre estas etapas e em qual o sujeito de sua intervenção se encontra a fim de adequá-la e ter um tratamento mais efetivo.
Área de Conhecimento: Ciências da Saúde

Palavras-chave: Ataque Vascular Cerebral(AVC), Terapia Ocupacional, enfrentamento da deficiência



O PERFIL DO DEPENDENTE QUÍMICO QUE BUSCA RECUPERAÇÃO EM UM INSTITUIÇÃO DE APOIO AO DROGADO E ALCOÓLATRA EM UBERABA-MG

Acadêmicos: Liliane Cristina de Além-Mar e Silva (Bolsista do PIC-UNIUBE)

Orientador: Prof. Dr. João Eduardo Caixeta Ribeiro

Co-orientador: Prof. Ms. Gilberto de Araújo Pereira

Instituição: Universidade de Uberaba - UNIUBE

Órgão Financiador: PAPE-PIC/ UNIUBE

Segundo a OMS, dependência de drogas é um estado mental e físico, caracterizado por comportamento que inclui uma compulsão de tomar a droga para experimentar seu efeito psíquico e, às vezes, evitar o desconforto provocado por sua ausência. É um padrão desadaptado de uso de drogas psicoativas que leva a perturbações clinicamente importantes, tendo origem multicausal, com inevitável envolvimento da estrutura familiar na morbidade. Foi visada no presente estudo a caracterização clara e confiável dos fatores relacionados ao uso abusivo de drogas de indivíduos que buscaram recuperação em uma Instituição de Uberaba-MG. Para isso foi realizada uma entrevista descritiva e dirigida em 43 pessoas que se encontraram em regimes de residência terapêutica entre os períodos de Março de 2002 a Março de 2003. 33 iniciaram o uso de subtâncias entre os 11 e 20 anos; 22 possuíam 1º grau incompleto e 33 eram desempregados. Metade dos sujeitos iniciaram o uso com maconha e 44% com o álcool. 27 buscaram tratamento em função do uso de crack e 18 têm preferência por essa droga, seguida pela maconha (14); álcool (8); cocaína; heroína e merla (somando 5). Observamos uma associação significativa do uso de crack com o furto (p=0,009), sendo que 77,4% dos usuários de crack já furtaram e 46,6% dos usuários de outras drogas o fizeram. Quando questionadas sobre sua saúde, 2 têm certeza do diagnóstico de SIDA, 3 desconfiam que são soro positivo, 3 estavam em tratamento psiquiátrico e 10 já passaram por alguma cirurgia decorrente do uso de drogas. 41 entrevistados vivenciaram casos de adição na família. Os resultados do trabalho evidenciam a multifatoriedade da dependência química. Além dos prejuízos sociais diretos dessa morbidade, traçados pelo alto nível de desemprego e baixo nível de instrução dos pacientes da Instituição, percebe-se o abaixamento da propriocepção do indivíduo. Ele não mais se percebe como dotado de vida, de família e sequer de um corpo. Foi detectado elevado grau de preferência e uso do crack, o que também é socialmente justificável. Em termos técnicos pode-se referir à teoria Lacaniana que traz a toxicomania como um lado autístico do sintoma. O indivíduo investe em si próprio para a obtenção de prazer tentando prescindir do meio que o frustra. Passa a perceber seu corpo como fonte única de satisfação e perde-se em uma relação doentia - dependência química. Nesses termos o trabalho contribuiu fornecendo subsídios para a sociedade elaborar serviços públicos-sociais para prevenção, tratamento e recuperação de dependentes químicos.

Área de Conhecimento: Ciências da Saúde

Palavras-chave: Dependência química; psicologia; recuperação

PREVALÊNCIA DA DOENÇA DE CHAGAS EM PACIENTES AUTOPSIADOS COM CISTICERCOSE

Acadêmicos: Ivonete Helena Rocha

Ana Carolina Guimarães Faleiros

Orientador: Prof. Dr. Vicente de Paula Antunes Teixeira

Co-orientador: Prof. Ruy de Souza Lino Júnior

Profª Marlene Antônia dos Reis

Instituição: Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro

Apoio: CNPq, FAPEMIG, FUNEPU, CAPES.

A cisticercose (CC) é uma alteração produzida pela forma larvária da Taenia solium, que afeta comumente o homem como hospedeiro intermediário anômalo. Ocorre um polimorfismo clínico, pois as manifestações são inespecíficas e variam de acordo com o local de infecção, com o número e as características das lesões, com a fase de desenvolvimento do parasita e com a intensidade da resposta imune-inflamatória do hospedeiro frente ao cisticerco A doença de Chagas (DC) é uma zoonose causada pelo Tripanosoma cruzi e se caracteriza por provocar lesões em vários órgãos e sistemas do hospedeiro. Os objetivos desse trabalho foram analisar se existe uma maior ocorrência de pacientes com CC e DC concomitantemente, quando comparado com um grupo sem essas doenças. Foram revistos 2617 protocolos de autopsias realizadas no Hospital Escola da Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro, Uberaba, MG, no período de 1970 à 2002. Destes foram selecionados quatro grupos, sendo o primeiro de pacientes que apresentavam CC e DC, o segundo de pacientes com CC e sem DC, o terceiro de pacientes sem CC e com DC e o quarto de pacientes sem CC e sem DC. Foram registradas informações relativas a idade, a etnia, e ao gênero. Não houve uma diferença estatisticamente significante na comparação das proporções entre os quatro grupos, assim como na etnia e no gênero. No entanto, na idade a diferença foi estatisticamente significante entre o grupo com CC e com DC e o grupo sem CC e sem DC (medianas 57,5 versus 46 anos, respectivamente), assim como entre o grupo sem CC e com DC e o grupo sem CC e sem DC (medianas 49 versus 46 anos, respectivamente). Embora tenha sido descrito que a coexistência natural de infecção por dois ou mais patógenos em um mesmo indivíduo implica que a presença do primeiro alteraria a suscetibilidade a uma infecção subseqüente por outros patógenos, no presente estudo não encontramos maior prevalência de DC entre os casos de CC, assim como na comparação da etnia e do gênero. Porém, podemos concluir que a concomitância de ambos patógenos aumentaria a sobrevida do indivíduo quando comparado com aqueles que não os apresentam.
Área de Conhecimento: Ciências da Saúde

Palavras-chave: Cisticercose, Doença de Chagas, autopsia.



PROGRAMA DE ATIVIDADES FÍSICAS RECREACIONAIS PARA IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS

Acadêmicos: Bruna Martins Lobo (Bolsista do PIC-UNIUBE)

Orientadora: Profª Ms. Lidiana Simões Marques

Co-orientadora: Profª Ms. Fabiana Pavan Vianna

Instituição: Universidade de Uberaba – Curso de Fisioterapia

Órgão Financiador: PIC-PAPE/ UNIUBE

Atualmente a faixa etária que tem crescido na população brasileira é a dos idosos, sendo que no ano 2025 a expectativa é de 30 milhões de indivíduos com 60 anos ou mais. Este aumento da população idosa está principalmente relacionado com os crescentes avanços científicos e tecnológicos, permitindo maior controle das doenças e amenizando o processo de envelhecimento. No Brasil são as instituições filantrópicas, chamadas de asilo, que abrigam os idosos que se encontram à margem da sociedade. Uma vez institucionalizados, os idosos têm uma rotina diária de cuidados pessoais, alimentação e repouso com poucas variações ou interrupções. O objetivo deste trabalho foi de verificar o nível de independência para a realização de atividades de vida diária de idosos institucionalizados antes e após um programa de atividades de caráter recreativo por um período de seis meses. Um número de 12 idosos foi selecionado para participar das atividades propostas, com média de idade de 75,25 ± 12,06 anos. A seleção foi baseada em critérios de condições físicas para a prática das atividades. O protocolo para a realização das atividades foi montado e diversificado para englobar principalmente o treino de equilíbrio, coordenação motora e propriocepção. As atividades atingiram um período de 45 minutos. A prática das atividades físicas foi iniciada com o relaxamento e alongamento por 10 minutos e posteriormente à prática de exercícios ativo-assistido e ativo livre englobando a maior parte das articulações corporais por 15 min, com baixíssimo componente aeróbico, posteriormente foi realizado exercícios respiratórios por 10 min e os minutos restantes foram realizadas atividades como dançar, cantar e representar. A metodologia que foi utilizada seguiu os princípios de Marquez (1999): sócio-interacionista onde o enfoque das atividades foi direcionado para a formação de um grupo. Através também da intervenção não-diretiva em que o princípio vem despadronizar o movimento, induzindo o praticante à busca da construção de seus próprios padrões, resgatando a sua autopercepção corporal. E o princípio sociocultural que desenvolve a comunicação corporal, privilegiando a gestualidade cotidiana. Os resultados demonstram que o nível de independência para a realização de atividades de vida diária, de idosos institucionalizados, não modificou após um programa de atividades de caráter recreativo por um período de seis meses. Sugere-se uma avaliação mais específica para detectar possíveis modificações como da força muscular, flexibilidade e equilíbrio que estão diretamente relacionadas com o grau de independência desses idosos.

Área de Conhecimento: Ciências da Saúde


Palavras-Chave: recreação, idosos institucionalizados.


PROJETO E DESENVOLVIMENTO DE UMA MÁQUINA UNIVERSAL DE ENSAIO

Acadêmico: Rodrigo César Rosa (Bolsista do PIC-UNIUBE)

Orientador: Prof. Dr. Antônio Carlos Shimano

Co-orientador: Prof. Ms. Jorge Alfredo Léo

Instituição: Universidade de Uberaba – Curso de Fisioterapia

Órgão Financiador: PIC-PAPE/ UNIUBE




A idéia desse projeto surgiu da necessidade de se ter uma Máquina Universal de Ensaio para realizar ensaios mecânicos em materiais biológicos, afim de auxiliar as aulas práticas de biofísica, biomecânica e biomateriais ministradas na Universidade de Uberaba, bem como proporcionar outros projetos de pesquisa científica em que o conhecimento das propriedades mecânicas dos materiais é fundamental e importante para o desenvolvimento da metodologia a ser adotada no trabalho. Institutos e laboratórios de pesquisas de outros centros como universidades e empresas já dispõem desse tipo de equipamento importado ou nacional, para realização dos testes mecânicos de materiais biológicos ou não. Na Universidade de Uberaba, com a implantação do Laboratório de Bioengenharia, que dará apoio técnico as diversas áreas do conhecimento, esta máquina será importante, mesmo com algumas limitações poderá ser utilizada para realizar ensaios de materiais biológicos e não biológicos. O alto custo desses equipamentos foi primordial para a elaboração desse projeto de pesquisa. As máquinas universais de ensaios importadas por exemplo, Instron e MTS tem seu valor alto (entre 80 e 250 mil dólares), depende da capacidade e dos acessórios envolvidos. Existem também fabricantes nacionais de máquinas universais de ensaios como por exemplo: Kratos, Emic e Panambra, que tem custos menores do que as importadas, mas ainda são relativamente altos (entre 50 e 100 mil reais). Por exemplo, uma máquina universal de ensaio do fabricante Emic com alguns acessórios básicos, com capacidade de até 10 toneladas tem seu preço estipulado em 65 Mil Reais. Assim sendo, o objetivo deste trabalho foi de projetar e desenvolver uma máquina universal de ensaio para materiais biológicos e não biológicos. Após o dimensionamento geral e verificado os principais mecanismos do equipamento foi avaliado os materiais a serem utilizados na sua confecção. Basicamente, o equipamento foi dividido em 03 três partes: a base de sustentação, coluna e o sistema elétrico eletrônico do equipamento. Após a confecção do equipamento foi feito a calibração das velocidades de subida e descida. A maior velocidade de subida é de 2,3 mm/min e a menor é de 1,75 mm/min. A maior velocidade de descida é de 3,15 mm/min e a menor é de 1,76 mm/min. A célula de carga (Kratos) utilizada tem capacidade de medir carga de até 200Kgf. Para realização das medidas é utilizada uma ponte de extensiometria portátil também da Kratos. Na calibração realizada da célula de carga foi verificado que a cada 20 dígitos observado no analisador de sinal da ponte de extensiometria corresponde a 1 Kgf. A máquina desenvolvida pode realizar ensaios de tração, compressão e de flexão, desde que mude o acessório. Para isso foram desenvolvidos alguns acessórios básicos para realizar ensaios mecânicos de tração para materiais moles, como de músculos, tendões e ligamentos, realizar ensaios de compressão em corpos de prova de ossos, realizar ensaios de flexão em três pontos em ossos longos de animais de pequeno porte como ratos. Os testes preliminares realizados em corpos de prova em ossos de ratos mostraram que a máquina foi eficaz na realização dos ensaios.
Área de Conhecimento: Ciências da Saúde

Palavras-chave: Máquina Universal de Ensaio, ensaios mecânicos, Ensaios de tração, ensaios de flexão.




RADIOPACIDADE DE ESMALTE E DENTINA HUMANO, BOVINO E SUÍNO

Acadêmicos: Natércia Rodrigues da Silva

Gustavo Seabra Barbosa

Orientador: Prof. Dr. Carlos José Soares

Co-orientadores: Prof. Rodrigo Borges Fonseca

Prof. Alfredo Júlio Fernandes Neto

Prof. Francisco Haiter Neto

Instituição: Faculdade de Odontologia - UFU

Órgão Financiador: FAPESP

O objetivo deste estudo foi avaliar a radiopacidade de esmalte e dentina humana, bovina e suína. 10 molares humanos, 10 incisivos bovinos e 10 incisivos suínos, saudáveis, recém-extraídos, foram utilizados. 5 espécimes de esmalte e 5 de dentina, com 2 mm de diâmetro, foram obtidas de dentes humanos, bovinos e suínos, e posicionadas em uma placa de fósforo do Sistema Digora para captação de imagens radiográficas digitais. As radiografias foram transferidas das placas de fósforo para o computador através de um scanner próprio do sistema Digora, sendo o cursor do computador posicionado de forma a delimitar a área central da amostra para fornecer sua radiopacidade. Os dados obtidos referentes a radiopacidade dos grupos foram posteriormente submetidos a análise estatística através do teste ANOVA e teste de Tukey ao nível de 5% de probabilidade. Os resultados demonstraram valores de radiopacidade de esmalte humano (70,52a) e bovino (66,94a) semelhantes e estatisticamente superiores ao esmalte suíno (45,77b); já em dentina houve semelhança entre dentina bovina (45,24-a) e suína (42,36-a), sendo estas estatisticamente inferiores à dentina humana (50,37-b). No aspecto radiopacidade o dente bovino é o que mais se assemelha ao humano.

Área de Conhecimento: Ciências da Saúde

Palavras-chave: Radiopacidade; dente bovino; dente suíno; dente humano; esmalte; dentina



REAPROVEITAMENTO DE LIGA Ni-Cr NA UNIÃO COM A CERÂMICA USANDO

TESTES DE FLEXÃO

Acadêmicos: Ana Claudia Neves Vanderley (Aluna do PIC/UNIUBE)

Orientador: Prof. Dr. Gilberto Antônio Borges

Co-orientador: Prof. Dr. Luís Henrique Borges

Instituição: Universidade de Uberaba

Órgão Financiador: PAPE-UNIUBE

O objetivo deste trabalho foi de avaliar a influência do reaproveitamento de uma liga Níquel-Cromo na união com a cerâmica por meio de teste de flexão e exame em microscópio de varredura. Foram confeccionadas 150 tiras metálicas medindo 25x3x0.5mm, as quais foram divididas em cinco grupos de 30 cada. No primeiro grupo os corpos-de-prova foram confeccionados com liga nova; no segundo 75% de liga nova e 25% de liga reutilizada uma vez; no terceiro 50% de liga nova e 50% de liga reutilizada; no quarto 25% de liga nova e 75% de liga reutilizada e no quinto 100% de liga reutilizada. Foram confeccionados padrões de cera medindo 25x3x1mm. O enceramento foi realizado dispondo-se cinco padrões sobre uma placa de vidro. Os padrões foram incluídos em revestimento aglutinado por fosfato (Bellavest, Bego). Após a eliminação da cera, a liga VeraBond 2 (AAlbaDent) foi fundida em maçarico gás/ar. A fundição foi desincluída e jateada com óxido de alumínio 110 m. Os condutos de alimentação foram cortados. As tiras metálicas foram retificadas em uma retífica plana (Ferdimatk N80 - Kristavorts - Brëmen - Alemanha) para padronização da espessura de 0.5mm. Após o tratamento do metal, foi realizada a aplicação da cerâmica (Vita Ômega 900) sobre uma das faces de cada tira, somente na parte central das mesmas, nas dimensões de 8x3x1mm em uma matriz metálica e queimada seguindo as recomendações do fabricante. Para a avaliação da resistência de união cerâmica/substrato metálico, todas as amostras foram submetidas ao ensaio de flexão de 3 pontos numa máquina de ensaios universal EMIC LD3000 (São José dos Pinhais, PR, Brasil), equipada com célula de carga de 50Kg. Após os ensaios, os dados foram submetidos à análise estatística e os tipos de falhas entre cerâmica e metal foram observadas em microscópio eletrônico de varredura. Os resultados mostraram que: as ligas, 100% nova (35,99 a 36,80 MPa), 25% (31,80 a 32,44 MPa) e 50% (25,14 a 26,19 MPa) reutilizadas apresentaram valores de resistência de união com a cerâmica superiores aos grupos de 75% reutilizada (21,41 a 23,95 MPa) e o grupo com 100% de reutilização (17,51 a 17,56 MPa). As falhas foram classificadas em: adesiva (sem remanescente de cerâmica sobre o metal), coesiva na cerâmica(com remanecente de cerâmica sobre o metal). As imagens demonstraram que houve falhas do tipo coesiva na cerâmica nas ligas novas, com 25% e 50% de reutilização. Nas ligas com reutilização de 75% e 100% as falhas foram predominantemente adesivas.

Área de Conhecimento: Ciências da Saúde

Palavra-chave: Metalocerâmica


RESISTÊNCIA MECÂNICA DA TÍBIA E FÊMUR DE FRANGO

Acadêmicos: Patrícia Silva

Fausto Fernandes de Almeida Sousa

Rodrigo César Rosa

Orientador: Prof. Dr. Antônio Carlos Shimano

Instituição: Universidade de Uberaba – Curso de Fisioterapia

Em animais quadrúpedes há uma distribuição de carga nas 4 patas, já nos bípedes esta distribuição ocorre em duas pernas, como no caso do homem e no frango. O fêmur é envolto por uma musculatura do quadríceps e no caso da tíbia está pelo gastrocnêmio e sóleo, estes músculos estão inseridos nestes ossos e tem um papel importante que auxilia principalmente na movimentação do animal. O fêmur e a tíbia são dois ossos longos que suportam cargas de compressão e de flexão. O objetivo deste trabalho é avaliar comparativamente a resistência mecânica da tíbia e fêmur de frangos, pareadamente. Para isto, foram utilizados 10 tíbias e 10 fêmures de frangos congelados. Os ossos foram dissecados e limpos, retirando-se as parte moles, e posteriormente foram realizadas as medidas de comprimento e peso, utilizando um paquímetro Mitutoyoe uma balança Gehaka – BG 400.O comprimento médio das tíbias é de (104,6  9,9)mm e seu peso médio é de (21,1  6,4)g, e para os fêmures o comprimento médio é de (72,2  4,9)mm e seu peso é de (14,4  2,8)g. Os ensaios mecânicos de flexão em três pontos foram realizados na Máquina Universal de Ensaio do Laboratório de Bioengenharia da UNIUBE, máquina está construída com apoio do PIC-UNIUBE (ICBS-028/02). Para a realização dos ensaios foi utilizado uma célula de carga (Kratos) com capacidade de medida de carga de até 200 Kgf. A deflexão foi medida por um relógio comparador Mitutoyo, acoplado à um suporte magnético. A velocidade de aplicação de carga utilizada foi de 0,79 mm/min, com uma pré-carga de 1Kgf e tempo de acomodação de 30 segundos. Os valores das cargas aplicadas foram observados diretamente na ponte de extensiometria portátil (Kratos). Na realização dos ensaios foram medidas simultâneas dos valores da deflexão a cada 0.05 mm, e a sua correspondente carga aplicada. Com os valores das cargas aplicadas e das deflexões foram confeccionadas as curvas carga aplicada versus deflexão. A comparação estatística entre os grupos de fêmures e tíbias foi utilizado o teste t de Student, tomando como referência um nível de significância de 5%. A média da carga máxima aplicada para os fêmures foi de (192,146,8)N, e a sua deflexão máxima foi de (3,95  0,83)mm. A média da carga máxima aplicada para as tíbias foi de (202,5  26,4)N, e a sua deflexão máxima foi de (2,8  0,6)mm. A comparação realizada entre a carga máxima dos fêmures e tíbias não foi verificado diferenças estatisticamente significativa (p=0,5300), mas em valor absoluto a média da carga máxima aplicada sobre as tíbias foi superior aos dos fêmures. A comparação das deflexões máxima mostraram que houve diferenças estatisticamente significativas (p=0,0049). Este resultado, se deve provavelmente ao fêmur apresentar maior flexibilidade devido ao seu alto grau de mobilidade junto a articulação do quadril.

Área de Conhecimento: Ciências da Saúde

Palavras-chave: Tíbia, fêmur, frango, ensaios de flexão, propriedade mecânica


Streptococcus mutans PRESENTES EM ESCOVAS DENTAIS DESCONTAMINADAS POR IMERSÃO EM SOLUÇÃO SANITIZANTE DE USO DOMÉSTICO

Acadêmico: Sheila Mara Parreira Lobato (Aluna do PIC-UNIUBE)

Orientador: Prof. Ms. Marcelo Sivieri de Araújo

Co-orientador: Prof. Dr. Geraldo Thedei Júnior

Instituição: Universidade de Uberaba

Órgão Financiador: PAPE-UNIUBE



Atualmente, ênfase tem sido dada ao estudo de métodos de controle do desenvolvimento e proliferação da microbiota causadora da cárie transmitida pela escova de dente. Têm-se demonstrado que escovas de dente podem ser causas de repetidas infecções na boca, sendo as mesmas fontes potenciais de contaminação pelo Streptococus mutans, após 24 horas de uso, já que os microorganismos não somente aderem e reproduzem nas escovas como também tem a capacidade de causar doenças sistêmicas (GLASS &LARE 1986; SVANBERG,1978, FILHO et al., 2000). Devido a escassez de trabalhos que abordam a descontaminação de escovas dentais quando do uso de uma solução de baixo custo, e que seja acessível a todas as classes sociais, o presente trabalho teve como objetivo analisar a presença do Streptococcus mutans em escovas dentais em uso superior a 30 dias, imersas em solução diluída de água sanitária em tempos pré determinados, a fim de analisar qual o tempo de imersão seria eficaz na eliminação destes microrganismos presentes nas escovas dentais. Cinqüenta escovas de dente em uso há mais de 30 dias, foram recolhidas de alunos da Universidade de Uberaba, encaminhadas para análise microbiológica, e distribuídas aleatoriamente em 5 grupos. Quatro grupos de 10 escovas cada, foram mergulhados em tubos Flacon estéril contendo 40 ml de água destilada estéril com 600l de água sanitária, nos tempos de 5 minutos, uma hora, seis horas e oito horas. Um grupo (controle) de 10 escovas dentais foi mergulhado em 40 ml de água destilada estéril por 5 minutos. Após a imersão de cada grupo de escovas no tempo determinado, as mesmas foram transferidas com auxílio de pinças estéreis para um tubo Falcon estéril, contendo 20 ml de solução tamponada (PBS) estéril, sendo cada uma agitada em Vórtex. Em seguida efetuou-se diluições sucessivas de 0, 10, 100, 1.000 vezes em solução de PBS. O material assim diluído foi espalhado com alça de Drigalski em placas de Petri contendo meio sólido Mitis Salivarus Bacitracina Sacarose, meio seletivo para Streptococcus mutans. Foi procedido o cultivo em microaerobiose por 48 horas para obtenção de colônias visíveis. O número de UFCs (Unidades Formadoras de Colônia) foi determinado em cada placa, utilizando-se as placas onde pode ser observado número adequado de colônias individualizáveis a olho nu, variando entre 30 e 300 colônias. Verificamos que as escovas submetidas a tempos maiores de imersão (seis e oito horas) em solução diluída de água sanitária, apresentaram uma menor contaminação por Streptococcus mutans, quando comparadas com escovas que ficaram imersas apenas em água estéril. O grau de descontaminação foi proporcionalmente maior quanto maior foi o tempo de imersão, onde pode-se perceber que as escovas submetidas a oito horas de tratamento apresentaram uma descontaminação mais eficiente (90%). Por haver vários microrganismos importantes no desenvolvimento e instalação de um processo carioso, a imersão da região das cerdas de escovas dentais em uso diário em solução diluída de água sanitária por um tempo mínimo de 8 horas, é um método válido na descontaminação das cerdas impregnadas por inúmeros microrganismos, em especial o Streptococcus mutans. Por isso, a validação deste método de descontaminação de uso doméstico, utilizando solução de água sanitária diluída, torna este método de grande utilidade como auxiliar no controle e prevenção do desenvolvimento e instalação da cárie dental, e ainda pelo seu baixo custo, por ser encontrada facilmente em qualquer residência, sendo acessível a todas as classes sociais.

Área de Conhecimento: Ciências da Saúde

Palavras-chave: Streptococcus mutans, descontaminação, escova de dente, água sanitária


UTILIZAÇÃO DE UM EQUIPAMENTO PARA AVALIAÇÃO DA FORÇA MUSCULAR DO MÚSCULO QUADRICEPS PRÉ E PÓS RECONSTITUIÇÃO DO LIGAMENTO CRUZADO ANTERIOR

Acadêmico(s): Leandro Sérgio da Silva (Aluno do PIC-UNIUBE)

Orientadora: Profª Ms. Alessandra da Cunha

Co-orientadoras: Profª Ms. Adriana Edler Macagnan

Profª Ms. Marise Perez Lopes

Instituição: Universidade de Uberaba – Curso de Fisioterapia

Órgão Financiador: PAPE-UNIUBE

O presente estudo teve como objetivo avaliar a força isométrica do músculo quadríceps pós reconstituição do ligamento cruzado anterior (LCA). Três pacientes do sexo masculino (1, 2 e 3), com média de idade de 28  6,93 anos, com lesão de LCA foram submetidos à avaliação de força isométrica nos períodos pré e pós-operatórios de 15 e 45 dias, por meio de um equipamento desenvolvido no Laboratório de Biomecânica desta Universidade. Os pacientes realizaram 06 medidas de esforços isométricos em cada membro inferior, sendo 03 medidas com angulação de 90 de flexão do joelho e as outras 03 medidas com angulação de 60 de flexão do joelho. As medidas foram realizadas com intervalo de 01 minuto entre uma e outra, com duração de 5 segundos de contração isométrica. Os resultados observados das forças isométricas exercidas pelos pacientes sempre foram superiores aos do lado contralateral, não lesado, nas duas angulações analisadas, tanto no período pré-operatório quanto no pós-operatório de 45 dias. As medidas realizadas com os joelhos a 90, tanto no pré-operatório como nos pós-operatórios, foram maiores que as medidas realizadas pelos joelhos a 60, provavelmente, isto se deve ao maior braço de alavanca do membro inferior quando nesta angulação. No 15o pós-operatório observou-se uma diminuição da força isométrica no membro inferior esquerdo, 57 e 46 N a 90o e 60o respectivamente (paciente 1) em relação ao período pré operatório, 230 e 197 N, sendo que aos 45 dias, houve um ganho de força, 182 e 145 N comparado aos valores do 15o dia. Valores reduzidos de força isométricas no lado afetado também foram observados nos pacientes 2 e 3 no período pós-operatório de 45 dias, entretanto, não foi possível verificar se houve ganho de força em relação ao 15o dia pós-operatório, pois não houve registro neste período em função da queixa dolorosa. O equipamento conseguiu medir as diferenças das forças musculares existentes entre as duas angulações propostas dos membros inferiores (esquerdo e direito) e entre os diferentes tempos de reabilitação (15 e 45 dias), demonstrando ser um equipamento útil para a avaliação da evolução dos pacientes submetidos a um protocolo de tratamento, dando resultados mais precisos e quantitativos de força muscular. Os resultados de força muscular demonstraram uma diminuição no pós-operatório imediato e um ganho gradual durante o período de reabilitação, desta forma, as medidas de recuperação funcional utilizadas parecem ser capazes de analisar o sucesso relativo do tratamento da reconstrução do ligamento cruzado anterior.

Área de Conhecimento – Ciências da Saúde

Palavras Chaves – Força isométrica de quadríceps, reconstituição de Ligamento cruzado anterior.







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