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A HISTÓRIA DO MOVIMENTO ESTUDANTIL EM UBERABA DURANTE A DITADURA MILITAR (1964/1985)
Acadêmico(s): Mozart Lacerda Filho

Orientador(a): Profª. Ms. Eliane Mendonça Marquez de Rezende

Co-orientador(a): Sandra Mara Dantas

Instituição: Universidade de Uberaba


Este trabalho objetiva apresentar os resultados parciais de uma pesquisa sobre a participação dos estudantes uberabenses (secundaristas e universitários) durante a ditadura militar. Representados pela UEU – União Estudantil Uberabense e pelo DCE – Diretório Central dos Estudantes, eles deixaram claro, através de documentos produzidos à época, seu repúdio ao regime autoritário que se instalara no Brasil a partir de 31 de março de 1964. Participando dos Congressos Nacionais, Estaduais, as sucessivas diretorias estudantis uberabenses levaram ao conhecimento nacional as idéias que eram defendidas em suas assembléias locais. Num desses Congressos, o estudante de odontologia, Alduísio Moreira de Souza torna-se membro diretor da UEE – União Estadual dos Estudantes. As discussões pautavam por assuntos de real interesse dos estudantes. Podemos destacar as manifestações contra os alunos excedentes de outras universidades transferidos para Uberaba, a criação da Faculdade Federal do Triângulo Mineiro (quando o presidente do DCE, Oscar Gardiano, foi recebido pelo Presidente Costa e Silva, em 1967), os festivais de música e teatro, entre outros. Mas nem só de discussões teórico-culturais vivia o Movimento Estudantil. Estudantes uberabenses participaram do célebre Congresso da UNE (União Nacional dos Estudantes), em Ibiúna. Foram presos lá: Gilberto Vasconcelos, Vicente Braga, Helmer Goulart e Gildo Lacerda. Prisões em Uberaba também ocorreram: as estudantes, Marilete, Tânia e Ana Marta foram levadas para o 4º BP (Batalhão de Polícia), onde foram torturadas. O bancário José Raimundo, em 1968, foi preso, torturado e demitido do Banco Brasil por participar do Movimento Estudantil. Em função de não haver bibliografia sobre o assunto, a pesquisa está sendo realizada com base em depoimentos orais, pesquisas no Arquivo Público Municipal e manuseio de documentos particulares. Do ponto de vista metodológico, há um pormenor a ser acrescentado: o Arquivo Público não possui jornais de 1964 a 1974, o que tem dificultado, em parte, este trabalho. O referencial teórico é a micro-história. Para essa corrente historiográfica, o homem não pode formular sistemas mentais, sem recorrer à orientação de modelos de emoção públicos e coletivos, pois esses modelos são os elementos essenciais com que se percebe o mundo. Dessa forma, por meio da história oral, está sendo possível reconstruir momentos históricos que, de outra forma, estariam condenados ao esquecimento. Podemos afirmar, portanto, que trazer à luz a história do Movimento Estudantil Uberabense contribui para que possamos refletir sobre o processo de formação de nossa identidade, tanto individual, quanto coletiva.
Área de Conhecimento: Ciências Humanas

Palavras-chave: movimento estudantil, Uberaba, ditadura militar, micro-história, história oral.


DÁDIVA E AUTO-AJUDA NO UNIVERSO DO CONSUMO EM UBERLÂNDIA
Acadêmico(s): Carolina Rezende Pereira

Érico Rodrigo Brasileiro

Thays Cabral Alvares

Orientador(a): Prof. Paulo Roberto Albieri Nery

Instituição: Universidade Federal de Uberlândia
O grupo de pesquisa sobre literatura de auto-ajuda do curso de Ciências Sociais (Antropologia) ligado ao Nupecs/UFU foi estabelecido no início do ano letivo de 2004 com o propósito de familiarizar os alunos no processo de produções acadêmicas. Essas atividades consistem na preparação do projeto de pesquisa com a realização de trabalho de campo até a análise dos dados colhidos. O ponto principal da pesquisa funda-se na relação entre o universo simbólico da literatura de auto-ajuda com as relações capitalistas, caracterizadas pelo exagero do individualismo. Através do “Princípio da Dádiva” de Marcel Mauss estudado nas sociedades “primitivas”, sua teoria consiste em dar-receber-retribuir causando um forte vínculo social entre as pessoas devido a rede de obrigações promovidas na troca de regalos, o que exalta a noção holista das relações. A partir de Mauss apresentamos uma indagação teórica quanto à presença ou não do princípio da dádiva aplicada no contexto da sociedade contemporânea, sobretudo no que diz respeito à significação que é atribuída a essa modalidade de leitura. Em relação ao método, dividiu-se o grupo, sendo que cada um estaria responsável em dirigir-se a estabelecimentos comerciais como livrarias, bancas de revistas, sebos e grupo de alcoólicos anônimos, o qual este está inserido em uma categoria diferente de estudo. Além disso, foi possível analisar uma multiplicidade de discursos desse gênero de leitura, por exemplo, empresarial, afetivo, educacional etc. Os pesquisadores freqüentaram em dias aleatórios esses ambientes observando a freqüência dos usuários de literatura de auto-ajuda. Então, interessa-nos saber como essas pessoas atribuem significados e valores ao uso do conteúdo, tentando descobrir se é possível estabelecer alguma relação entre a leitura e o princípio da dádiva. Portanto, é fundamental realizarmos entrevistas informais para lidar-se com os discursos construídos pelos leitores quanto aos valores. Resultados: Vimos então que a literatura de auto-ajuda expressa valores individualistas a ponto de uma pessoa a qual busca essa ajuda não reconhecer suas “fraquezas”, fato oposto aos grupos de ajuda mútua (alcoólicos anônimos) em que a pessoa estabelece uma relação de troca de experiências com o grupo, voltada então, para uma perspectiva holista de mundo. Nos foi possível analisar que a a literatura de auto-ajuda apresenta-se como um mecanismo de mediação para o sujeito, visando primeiramente o aperfeiçoamento pessoal deste possibilitando mudanças em seu comportamento o que conseqüentemente estenderia ao seu meio de convívio social (individualismo  holismo).
Área de Conhecimento: Ciências Humanas

Palavras-chave: dádiva; individualismo; auto-ajuda.


HISTÓRIA E FORMAÇÃO POLÍTICA DO INTELECTUAL-GUERRILHEIRO ERNESTO “CHE” GUEVARA
Acadêmico(s): Jamil Idaló Júnior

Orientador(a): Profª. Ms. Heladir Josefina Saraiva e Silva

Instituição: Universidade de Uberaba
Ernesto Guevara de La Serna (1928-1967), popularmente conhecido como “Che”, é um mito da esquerda revolucionária. Em toda parte do planeta, jovens ostentam vestimentas com a imagem de seu ídolo estampada nelas. Em manifestações públicas sua face aparece em bandeiras, toalhas, etc. Este rosto, mundialmente conhecido do jovem guerrilheiro (morreu com 39 anos) tornou-se símbolo da luta contra a opressão. E, por mais paradoxal que possa parecer, estas mesmas pessoas que carregam sua imagem, não sabem quem foi verdadeiramente “Che”. Considerando que o mito carrega em si uma mensagem cifrada, precisando ser interpretada, pois apela ao imaginário para existir, o objetivo deste trabalho é o de desvendar o mito “Che”, ou seja, dar uma forma humana, revelar o homem: Ernesto Guevara, que se esconde atrás do ídolo. Por meio de leituras sobre sua vida e suas convicções, de seus próprios escritos (diários, anotações e livros) e de várias reportagens nos diferentes meios de comunicação, foi possível observar a magnitude de sua existência. A análise de sua trajetória de vida, desde sua infância problemática (devido à asma) em Missiones, até seu covarde assassinato na Bolívia, nos revela uma personalidade intrigante. O corpo frágil e o espírito poderoso do médico argentino rompeu fronteiras, não somente territoriais, como também pessoais. Abandonou seu grande amor (Chichina), sua família, seu país e sua profissão (tida como uma das mais nobres), para lutar em prol dos oprimidos de toda América Latina. Com as várias andanças que realizou em todo o continente latino-americano, sua consciência política foi se formando gradativamente, e sua revolta contra o imperialismo se acentuando, motivando-o a se tornar um guerrilheiro. Exemplo de vida, tanto nas suas concepções teóricas, haja vista o conceito de “homem novo” (aquele que busca menos o interesse privado e mais o público), quanto na prática, como exemplo, sua participação na luta de guerrilhas, Ernesto foi definido pelo filósofo francês Jean-Paul Sartre como “o ser humano mais completo de nossa época”, e personifica no seu sentido mais pleno a frase enunciada por Karl Marx na décima primeira tese sobre Feuerbach: “Os filósofos têm se limitado a interpretar o mundo; trata-se, no entanto, de transformá-lo”.
Área de Conhecimento: Ciências Humanas

Palavra-chave: história, filosofia, política, revolução.


PERSPECTIVAS DO MERCADO TURÍSTICO DO BRASIL NOS PRÓXIMOS ANOS
Acadêmico(s): Amanda Cunha de Freitas

Ellen Cristina Lima

Monalisa Paroneto de Oliveira

Nubiana Gomes de Oliveira

Orientador(a): Cássio Silveira da Silva

Instituição: Universidade de Uberaba/Curso de Turismo


O turismo é uma das atividades econômicas com maior expansão nas últimas década, e o Brasil pode ser considerado uma ilha de oportunidades neste setor uma vez que, existe um grande potencial de mercado pouco explorado, e inúmeras variáveis que compõem o sistema turístico brasileiro que podem ser melhoradas. A capacidade turística brasileira pode ser vendida com uma nova embalagem e uma nova concepção de qualidade, fazendo do produto "Brasil" um objeto de desejo, não só para o turista estrangeiro, como também do turista interno que poderá redirecionar seus recursos financeiros dentro da própria economia. Desta forma, este trabalho tem como objetivo avaliar algumas dessas variáveis como a capacidade receptora, o potencial brasileiro enquanto destino turístico e questões que envolvem a hospitalidade e, ainda, evidenciar a importância da mobilização dos profissionais da área, as campanha publicitárias, a qualidade dos cursos de turismo oferecidos pelas faculdades e universidades brasileiras, bem como os serviços e infra-estrutura existentes. Através desta avaliação será possível visualizar algumas oportunidades que podem ser aproveitadas ou exploradas de forma mais otimizada, fortalecer os pontos fracos existentes, melhorando a performance brasileira neste importante seguimento econômico.
Área de Conhecimento: Ciências Humanas

Palavra-chave: turismo receptivo, hospitalidade, qualificação profissional, infra-estrutura, investimentos.


ROUSSEAU E A CRÍTICA À SOCIEDADE
Acadêmico(s): Ciro Lourenço Borges Júnior

Orientador(a): Luiz Felipe Netto de Andrade e Silva Sahd

Instituição: Universidade Federal de Uberlândia / UFU
Através de uma análise atenta das duas primeiras obras de Rousseau – Discurso sobre as ciências e as artes e Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens – pode-se perceber que ele estabelece sua mais veemente crítica à sociedade e aos valores que a edificam. Nestas duas obras, encontram-se duas críticas principais: a primeira crítica, estabelecida no segundo Discurso, funda-se sob a depravação do homem, em sua passagem de indivíduo natural para indivíduo social, isto porque o homem conforme se socializa, forma-se um novo e diferente mundo, um mundo que se institui cada vez mais longe de sua natureza humana originária, ou seja, mais longe de si mesmo. Portanto, há um processo de desnaturalização do homem, isto é, de negação de sua natureza. Somando a essa negação, encontra-se no primeiro Discurso sua segunda crítica, que está voltada para o imponente desenvolvimento das ciências e das artes. Esta crítica parte de um pomposo elogio às ciências e às artes, ou seja, um elogio ao próprio êxito humano referente ao desenvolvimento tecnológico. Apesar disso, este desenvolvimento tecnológico ocasionou depravação da humanidade, e proporcionará seu próprio extermínio. Assim, pode-se deduzir que Rousseau estabeleceu que como a socialização, o desenvolvimento científico e cultural também propicia somente o agravamento desta desnaturalização do homem, deste afastamento do homem de sua própria natureza. Enfim, pode-se dizer que a crítica de Rousseau em relação à sociedade funda-se sob a contraposição entre o humano natural, pleno em sua natureza, e o homem social, que cria um mundo estranho a sua própria natureza com o desenvolvimento e aplicação das ciências e das artes. Desta forma, percebe-se também que mesmo sob essa intensa crítica, Rousseau está distante de querer acabar com a sociedade, com as ciências e as artes; ele quer realmente esclarecer seus verdadeiros papéis, repelindo tudo aquilo que nelas concorram para dissimular o que homem é de fato.
Área de Conhecimento: Ciências Humanas

Palavra-chave: sociedade; crítica; aparências.


PROJETO BEIJA-FLOR
Acadêmico(s): Sylvia Daniela Centeno Martins de Gouvêa

Orientador(a): Cássio Silveira da Silva

Instituição: Universidade de Uberaba/Curso de Turismo
Com a aceleração do processo de globalização, o turismo tem apresentado um desenvolvimento surpreendente, movendo milhares de dólares a cada ano. A importância econômica da atividade turística para os países é flagrante. Nesse processo, a educação é um fator primordial, pois é através dela que se pode resgatar e construir a autonomia dos cidadãos e com isso contribuir para o desenvolvimento do país. Segundo RIBEIRO (1999,p.46): “As atividades do educador terão como ponto de partida as experiências do cotidiano da criança, tendo em vista o seu universo cultural”. Ou seja, uma prática pedagógica construtivista pressupõe a atividade do sujeito, e que ele possa encontrar espaço para simulações e descobertas que facilitem a sua sociabilidade e interação com o grupo, que façam a problematização do real e que vivenciem as noções construídas no seu processo de aprendizagem; diante disso, optou-se realizar o trabalho baseado na teoria de Piaget aplicada à educação. O Turismo Educacional, composto basicamente por viagens de estudo ao meio, tem como objetivo transportar o conhecimento teórico, assimilado em sala de aula, para a realidade concreta. A realização de atividades educativas no meio natural ou cultural é importante pois visa aliar a teoria à prática, transpondo as barreiras dos muros escolares e vivenciando a realidade através de projetos e roteiros de cunho pedagógico e social, aliados ao lúdico. Quanto maior o número e a qualidade de relações que o aprendiz puder realizar melhor e mais rica será a sua aprendizagem. O estudo do meio, se constitui como elemento fundamental da interdisciplinaridade e interação do aluno com um meio qualquer. O presente projeto tem como objetivo desenvolver em Uberaba o Turismo Educacional, promovendo a diversificação da oferta turística do município, através de City Tour, bem como o desenvolvimento da consciência ambiental, social, cultural, histórica e turística, com os alunos do Ensino Fundamental da rede pública municipal. Através do City Tour é possível levar ao conhecimento do estudante os problemas ecológicos do município; estimular a consciência crítica sobre as questões sócio-ambientais; oportunizar ao educando maior conhecimento de sua região e história, bem como conhecer os atrativos turísticos de Uberaba; formar o turista do futuro, conscientizando-os sobre a importância da preservação dos recursos naturais e culturais; promover atividades que propicie o desenvolvimento pessoal e a integração com o grupo.
Área de Conhecimento: Ciências Humanas

Palavra-chave: turismo, educação, interdisciplinaridade, sustentabilidade.


ALFABETIZAÇÃO EM MATO GROSSO: UMA CONTRIBUIÇÃO DA HISTÓRIA ORAL NO PERÍODO DE 1971 A 2000
Acadêmico(s): Cristiane Alves Ferreira

Orientador(a): Cancionila Janzkovski Cardoso

Instituição: Universidade Federal de Mato Grosso

Órgão Financiador: CNPq/UFMT/FAPEMAT


Este estudo faz parte de um projeto de pesquisa Interinstitucional, denominado Cartilhas escolares: ideários práticas pedagógicas e editoriais (1870-1997), do qual participam a UFMG (Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita), UFPel (Centro de Estudos e Investigações em História da Alfabetização) e UFMT/CUR (Núcleo de Pesquisa em Educação). A finalidade de todo o programa de pesquisa é contribuir para a construção de uma história do livro didático e da alfabetização no Brasil. A presente pesquisa, enquanto desdobramento do projeto maior, tem por objetivo localizar sujeitos que trabalharam ou trabalham no ensino de primeiras letras no período de 1971 a 2000, com foco no professorado da alfabetização escolar. Reconstituirei as últimas três décadas do século XX, concentrando esforços na perspectiva da História Oral. Para a coleta dos dados elaborei roteiros de entrevista e utilizei o gravador. As colaboradoras relataram: suas experiências de vida desde o momento em que iniciaram a ter contato com o mundo da leitura e escrita, e consequentemente sua inserção no ambiente escolar; os motivos que as levaram a fazer o Magistério, englobando sua experiência com a primeira turma; os métodos e processos que utilizaram no ensino da leitura e escrita, juntamente com as orientações que recebiam acerca desse assunto, tanto no curso Magistério quanto por parte dos responsáveis pela orientação pedagógica escolar. Pôde-se verificar que o método utilizado na alfabetização das entrevistadas foi o sintético, notadamente o silábico e o alfabético. Um outro relato unânime foi à forma da aprendizagem, na qual lhes era imposta a decoração, metodologia que comentaram ser muito negativa. No entanto, no início da carreira, pelo despreparo metodológico das três que não tinham cursado ainda o Magistério, relataram ter utilizado essa mesma estratégia. Das cinco colaboradoras uma não se recorda do título da cartilha, duas citaram a “Vamos Estudar”, uma a “Alegria de Saber” e a outra o “ABC”. Notamos que quatro se sentiram inseguras ao lecionar ou mesmo despreparadas, pois a formação que possuíam era muito limitada: 4ª série, 7ª série, 8ª série e 2º ano do magistério. Entretanto, pelas dificuldades encontradas, buscaram melhor formação na área pedagógica. O resultado das entrevistas nos permitiu iniciar o processo de reconstrução das políticas pedagógicas com suas estruturas, e organizar os eventos ocorridos no decorrer de três décadas com seus processos evolutivos da educação nas suas políticas e práticas educacionais. Por meio das entrevistas pude coletar dados que contribuíram para a ampliação do conhecimento sobre o percurso da alfabetização no Mato Grosso. Com estes resultados alcançou-se uma meta de grande importância do projeto que é a de contribuir para a descrição dos processos educacionais mato-grossenses. O estudo terá continuidade, com vistas à uma melhor reflexão sobre os dados que são vastos e promissores para os nossos objetivos.
Área de Conhecimento: Ciências Humanas

Palavra-chave: história da alfabetização; cartilhas; práticas pedagógicas.


ALFABETIZAÇÃO EM MATO GROSSO: LEVANTAMENTO DE FONTES E DADOS PARA A CONSTRUÇÃO DE SUA HISTÓRIA (1940-1970)
Acadêmico(s): Marijâne Silveira da Silva

Orientador(a): Lázara Nanci de Barros Amâncio

Instituição: Universidade Federal de Mato Grosso/Curso de Pedagogia

Órgão Financiador: CNPq/UFMT


Nesta comunicação apresento dados de um projeto que se vincula a uma investigação mais ampla intitulada “Cartilhas escolares: ideários, práticas pedagógicas e editoriais: construção de repertórios analíticos e de conhecimento sobre a história da alfabetização e das cartilhas (MG/ RS/ MT, 1870-1997)” na qual estou inserida com o Grupo de Pesquisa Alfabetização e Letramento Escolar-ALFALE, no Núcleo de Pesquisa em Educação - NUPED e Centro de Documentação, cuja finalidade é estudar aspectos da alfabetização em Mato Grosso, mediante a análise da circulação de cartilhas e outros materiais usados nessa prática. O sub-projeto em foco, por sua vez, tem como objetivo localizar, reunir, recuperar, organizar, selecionar e analisar fontes documentais diversas para a compreensão/ construção de uma história da alfabetização no Mato Grosso, no período de 1940 a 1970. A localização de fontes tem sido possível por meio de consultas realizadas em acervos de bibliotecas municipais e escolares, acervo da secretaria de educação, acervo de jornais, contando ainda com doações pessoais, especialmente de professores, muitos deles já aposentados. Uma das dificuldades na localização de fontes, especialmente de cartilhas utilizadas no período citado, deve-se à ausência de uma cultura de preservação de material escolar, necessitando de maior sensibilização por parte da sociedade. Essa investigação justifica-se pela importância dos estudos históricos em alfabetização que são raros nessa área. Como resultado deste trabalho, elaboramos uma primeira versão de um Catálogo que contempla parte do acervo já constituído. Nele encontram-se mencionados documentos de caráter oficial (relatórios de diretores da instrução pública, mensagens de presidentes e/ou governadores do estado, livros de almoxarifado, atas de escolas e do Conselho Superior da Instrução Pública, propostas pedagógicas, diários de classe) e pré-livros, cartilhas, livros de leitura, manuais, livros de fundamentação teórica, periódicos, cadernos de alunos e professores, cartazes de alfabetização, etc, havendo ainda grande quantidade de doações a ser catalogada. Realizamos também a 1ª Exposição Iconográfica Memória da Escola, na qual expusemos todo o material adquirido até o momento. Os resultados apontam para a necessidade de continuidade da pesquisa, tendo em vista os poucos estudos históricos nessa área, o não esgotamento da localização de fontes e sua importância na contribuição da constituição de uma historiografia regional.
Área de Conhecimento: Ciências Humanas

Palavra-chave: localização de fontes, catalogação, história da alfabetização.


CONHECIMENTO SOCIAL E APRENDIZAGEM ESCOLAR: FUNDAMENTOS PARA UMA DIDÁTICA ATIVA
Acadêmico(s): Juliana Fernandes Rocha

Deborah Cristina de Assis

Orientador(a): Profª. Drª. Carmen Campoy Scriptori

Instituição: Universidade de Uberaba

Órgão Financiador: PAPE-UNIUBE
Esta pesquisa visa contribuir para uma didática das ciências sociais, especialmente da História e da Geografia, que promova o desenvolvimento integral do aluno, no sentido de que este possa exercer a cidadania de modo operante e construtivo. Para sua realização foram iniciados e concluídos procedimentos de estudos, na perspectiva psicogenética, sobre a construção do conhecimento social por parte de crianças e adolescentes, desenvolvidos por Juan Delval e sua equipe, bem como de algumas pesquisas brasileiras. Foram aprofundados os conceitos de investigação e pesquisa, métodos indiciário e qualitativo, diferentes tipos de conhecimento: conhecimento físico lógico matemático e social, e reflexões sobre a função das ciências sociais enquanto disciplinas pedagógicas. A coleta de dados sobre programas e projetos educacionais se deu em escolas públicas e privadas de Uberaba. Foram analisados conteúdos de livros, textos utilizados em algumas dessas escolas. Os resultados mostram textos incoerentes com o conteúdo estudado, exercícios de memorização que não estimulam o raciocínio e aprendizado da criança e do adolescente, atividades sem algo concreto que exploram apenas a imaginação, apontando assim uma necessária revisão da forma como a história e a geografia vêm sendo tratadas no ensino fundamental, quando se quer propiciar a construção de conhecimentos sociais e o exercício da cidadania. A pesquisa deverá ter continuidade no biênio 2004 / 2005.
Área de Conhecimento: Ciências Humanas

Palavra-chave: conhecimento social, aprendizagem escolar.


O TEATRO SAGRADO
Acadêmico(s): Diógenes Alexandro Marques

Orientador(a): Profª. Ms. Sandra Mara Dantas

Co-orientador(a): Profª. Maria Áurea Marques Aidar

Instituição: Universidade de Uberaba/Curso de História

Órgão Financiador: Universidade de Uberaba
Este trabalho refere-se a leituras e reflexões baseadas nos livros “Teatro Sagrado” de Anselmo José Frugerio, “Cenografia” de Anna Mantovani, “Biblioteca, Educação e Cultura–teatro/I” de Raymundo Magalhães Júnior, “Paroles sur le Mime” de Etienne Decroux e na carta do Papa João Paulo II aos artistas -1999. As indagações neste trabalho contidas tratam das religiões Católicas, Evangélicas e Espíritas, onde ambas estão se apropriando do teatro para cativar e evangelizar os seus fieis. Tanto o teatro quanto a religião nasceram do vazio do homem e o coloca em pleno contato com os seus sonhos, anseios e pulsões. A teatralização é antiga, desde a Idade Paleolítica se travestiam e usavam máscaras para suas danças. Essa teatralização era realizada em momentos importantes(sagrados) como nos ritos da puberdade, caças, oferendas a deuses e outros. Na Grécia antiga e antigo Egito essas representações tiveram origem religiosa, sendo destinadas a exaltar as principais divindades da mitologia. Durante a Idade Média depois do advento do cristianismo, o teatro sofreu acentuado declínio, foi combatido pela Igreja Católica, que não via com bons olhos a concorrência que os espetáculos, faziam às festividades religiosas e as atrizes passaram a ser equiparadas às prostitutas, atores proibidos da comunhão e padres excomungados. Já o Brasil foi conhecer o teatro dos homens “civilizados” por volta de 1530 quando os padres jesuítas José de Anchieta e Manuel da Nobrega apropriaram-se do teatro para domesticar e catequizar os índios. Depois de diversas perseguições e excomunhões a Igreja Católica da época, acabou utilizando o teatro como um meio de fazer proselitismo e de se comunicar com o povo. Hoje em dia por todo o Brasil a maioria da Igrejas utilizam do teatro principalmente para festejarem algum ritual de passagem. Na cidade de Uberaba é muito comum entrar em um templo religioso de qualquer religião e ver encenações da Palavra Bíblica. Na pesquisa observo que as religiões citadas acima mantêm um ministério de arte que têm o teatro como uma de suas manifestações. A arte é tida como uma liturgia, e leva a mensagem divina, como o pastor ou o padre. Em 1948 o ator e diretor Etienne Decroux descreve minuciosamente “O ator é ao mesmo tempo escultor e escultura de si mesmo”. Com estas palavras podemos afirmar que a arte não é apenas um hobby, e no teatro sacro é preciso buscar o sentido da personagem e/ou cena abordada. A utilização do teatro nos templos religiosos em Uberaba nos permite perceber que com esta prática os fiéis na maioria das vezes se transportam para as cenas, revivendo o mistério, por vezes fazendo uma reflexão de suas vidas, procurando respostas e remissões e ainda nos aponta a necessidade de compreendermos o seu alcance pedagógico.
Área de Conhecimento: Ciências Humanas

Palavra-chave: história cultural, teatro, teatro sacro, religiosidade, Uberaba.


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