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EFEITO DE ÁCIDOS ORGÂNICOS E MANANOLIGOSSACARÍDEOS NO CONTROLE DE Salmonella EM FRANGOS DE CORTE
Acadêmico(s): Mary Fernanda Lemes (bolsista do PIBIC-UNIUBE)

Evelyn Assad Rodrigues

Orientador(a): Profª. Drª. Alessandra Aparecida Medeiros

Co-orientador(a): Profª. Drª. Anna Monteiro Corrêa Lima

Instituição: Universidade de Uberaba/Medicina Veterinária

Órgão Financiador: PAPE – UNIUBE e PIBIC-UNIUBE


Salmonelas paratifóides são motivo de preocupação na etiologia do paratifo aviário e como causa de doença alimentar no homem através da ingestão de alimentos de origem animal contaminados. Diversas são as alternativas para controle de salmoneloses nas aves, entre elas o uso de antibióticos (promotores de crescimento), ácidos orgânicos, produtos de exclusão competitiva e substâncias derivadas de leveduras. O presente trabalho teve como objetivo verificar a capacidade de inibição da transmissão horizontal de Salmonella enteritidis, utilizando produto composto por ácidos orgânicos e mananoligossacarídeos. As cepas de Salmonella enteritidis foram inoculadas em caldo “Brain Heart Infusion” (BHI) e incubadas a 37ºC. A cultura que foi utilizada para infectar as aves possuía inóculo final de aproximadamente 106 UFC/mL. As aves foram divididas em quatro grupos: 1) grupo sem aditivos e sem inoculação de Salmonella (controle 1); 2) grupo com aditivos (0,10%) e inoculação de Salmonella (Teste 1); 3) grupo com aditivos (0,15%) e inoculação de Salmonella (Teste 2); 4) grupo sem aditivos e inoculação de Salmonella (controle 2). O desafio foi realizado com a inclusão de uma ave previamente infectada com uma cepa de Salmonella enteritidis, 24 horas após o fornecimento da ração, dentro da caixa contendo as aves não infectadas.O método de contagem de Salmonella foi o modelo empregado por BARROW et al. (1997). Foi retirado o conteúdo cecal e este diluído a 1:10 seguindo-se diluições decimais seriadas em tubos contendo salina tamponada, pH 7,4 (PBS) e plaqueamento em agar verde brilhante, para contagem de Salmonella. A leitura foi realizada 24 horas após a incubação a 37ºC. O sacrifício das aves foi realizado 4 e 8 dias após o início do consumo de alimento. Os resultados foram submetidos à Análise de Variância pelo Teste F e as médias de cada tratamento comparadas com as médias do grupo controle pelo teste de comparacão de duas médias (Teste de Tukey) a nível de 5% de probabilidade (p<0,05). Houve redução estatisticamente significativa no número de colônias isoladas do grupo Teste 1e 2 quando comparados com o grupo Controle 2. No grupo Controle 1 não houve isolamento de colônias de Salmonella. A partir dos resultados obtidos, conclui-se que a utilização de produtos naturais a base de ácidos orgânicos e mananoligossacarídeos conseguiu inibir a transmissão horizontal de Salmonella enteritidis, podendo ser utilizada como alternativa ao uso de antibióticos no controle da salmonelose.
Área de Conhecimento: Ciências Agrárias

Palavras-chave: frangos, mananoligossacarídeos, salmonela.


EFICIÊNCIA IN VITRO DE CARRAPATICIDAS NA REGIÃO DO TRIÂNGULO MINEIRO
Acadêmico(s): Pierre Andalécio Costa (bolsista do PIBIC-UNIUBE)

Orientador(a): MsC Susana Elisa Rieck

Co-orientador(a): Drª. Joely Ferreira Figueiredo Bittar

MsC Valdair Jósimo Carvalho Landim

Dr. Eustáquio Resende Bittar

Instituição: Universidade de Uberaba/Medicina veterinária

Órgão Financiador: PAPE-UNIUBE e PIBIC-UNIUBE
A utilização indiscriminada de produtos carrapaticidas tem provocado a resistência dos carrapatos perante os produtos disponíveis no mercado, sendo necessária a produção de novos produtos químicos pela indústria. O biocarrapaticidograma é um teste que indica quais os melhores produtos químicos a serem usados para o controle dos carrapatos. Foram analisadas pelo biocarrapaticidograma 14 amostras de carrapatos provenientes de fazendas do Triângulo Mineiro no período entre julho de 2003 e julho de 2004 com o objetivo de verificar se há resistência dos carrapatos frente aos carrapaticidas Nos testes utilizaram-se 12 produtos químicos diferentes encontrados no mercado: ethion + cipermetrina, amitraz, cipermetrina, diclorvós, diclorvós+cipermetrina, flumethrin+coumaphós, cipermetrina+tiazolina, deltametrina, cipermetrina 15%, DDVP+clorpirifós, DDVP+clorfenvinfós, cipermetrina+clorfenvinphos. Para a média da eficiência dos produtos testados nas propriedades foi utilizada a fómula Yijk =  + Gi + Pj + Ek. Apenas um produto foi eficaz, o DDVP + clorfenvinfós, demonstrando que nos rebanhos testados há uma grande resistência dos carrapatos a maioria dos produtos carrapaticidas.
Área de Conhecimento: Ciências Agrárias

Palavras-chave: carrapatos, bovinos, resistência, carrapaticidas


INFUÊNCIA DAS DEPS SOBRE OS PREÇOS DE VENDA DE BOVINOS DA RAÇA NELORE EM LEILÕES
Acadêmico(s): Carolina Vieira Milani

Orientador(a): Prof. Dr. João Cláudio do Carmo Paneto

Instituição: Universidade de Uberaba/Medicina Veterinária

Órgão Financiador: PAPE-UNIUBE


A DEP (Diferença Esperada na Progênie), que revela o potencial genético dos touros por meio de análises estatísticas, tornou-se uma aliada de grande importância para os criadores de bovinos de rebanhos de seleção. Seu uso minimiza os erros de seleção e, conseqüentemente, os riscos de perdas econômicas na atividade. Realizou-se uma pesquisa com o objetivo de analisar os efeitos dos valores das DEPs informadas nos catálogos, sobre os preços de venda de animais de seleção da raça nelore comercializados em leilões. Para isso, foram analisados os dados de 12 leilões, envolvendo um total de 1032 animais comercializados em 572 lotes de categorias diversas. Os efeitos das diversas DEPs informadas nos catálogos, sobre os preços de venda dos animais foram estimados através de análises de variância e regressão múltipla. Como resultado, foram observadas influências significativas da DEP para peso aos 365 dias e do MGT (Mérito Genético Total), quando estas avaliações eram apresentadas nos catálogos de vendas dos leilões. Concluiu-se que os compradores estão dispostos a pagar mais por animais que, na avaliação genética, são indicados como superiores.
Área de Conhecimento: Ciências Agrárias

Palavras-chave: bovinos, DEP, nelore, leilões, preços.


PONTOS DE PERDA DE QUALIDADE NA CARNE DE FRANGO DETECTADOS NO MANEJO
Acadêmico(s): Maria da Conceição dos Santos (bolsista do PIBIC-UNIUBE)

Orientador(a): Profª. Drª. Anna Monteiro Correia Lima

Instituição: Universidade de Uberaba/Curso de Medicina Veterinária, IMV

Órgão Financiador: PAPE-UNIUBE e PIBIC-UNIUBE


O aumento de produção que levou o Brasil a ocupar a posição de segundo maior produtor do mundo de frangos de corte se deve a intensificação de criação de frangos de corte. Essa intensificação teve como base vários aspectos que foram cuidadosamente controlados, dentre eles a nutrição, a genética e o manejo (sistemas de criação, ambiência, sanidade etc). A quantificação da inter-relação entre influências ambientais no campo e qualidade de produtos no abatedouro, pode resultar num grande avanço sob o aspecto econômico e sanitário do produto final. Este trabalho visou acompanhar duas doenças potencialmente perigosas ao consumidor, que reduzem o valor econômico (valor agregado) e a qualidade da carne. Em dois lotes de frangos de corte de 40 dias de idade, foram procedidas colheitas aleatórias de Suabe (Swab) de traquéia e de cloaca que foram encaminhadas para o setor de microbiologia do Laboratório de Medicina Veterinária Preventiva (LMVP) do Hospital Veterinário de Uberaba (HVU), para procura de Mycoplasma sp e Salmonella sp respectivamente. Vinte (20) amostras de sangue desses frangos foram colhidas e encaminhadas para o setor de sorologia do LMVP do HVU, para avaliação sorológica para Mycoplasma sp e Salmonella sp. Os dados de condenação de abate foram fornecidos pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF) que atua na granja estudada. Bactérias Gram-negativas mal coradas na traquéia, e na cloaca gera várias discussões, entre estas cabe destacar a possibilidade da presença de Mycoplasma sp e Salmonella sp, entre outras. Nos testes sorológicos ficou evidenciado a importância da micoplasmose, pois os índices de prevalência e incidência estão altos. Convém atentar mais para o ambiente onde essas aves estão vivendo. Dados de condenação de abate gerou preocupações no tocante a contaminação de caraças. Conclui–se que existem microorganismos nas aves que podem representar contaminações das carcaças durante ao abate. Os programas de sanidade animal e a tecnologia de abate devem seguir juntos de forma a se complementar, sempre se buscando meios para evitar condenações de abate, ainda no manejo.
Área de Conhecimento: Ciências Agrárias

Palavras-chave: frango de corte; carne; qualidade.


ANÁLISE DO COMPORTAMENTO DE TOUROS EM ALGUNS RODEIOS
Acadêmico(s): Patrícia Massuda

Mariana Rodrigues Moreira

Gabriel C. Cruz

Vannessa R. Rocha

Paula A. Colichini

Orientador(a): André L. Quagliatto Santos

Instituição: Universidade Federal de Uberlândia/ Medicina Veterinária
Um dos grandes eventos que acontece todo ano, não só no Brasil como em outros países, é o rodeio de touros e eqüinos. Observaram-se touros em rodeios das cidades de Tupaciguara, Monte Alegre de Minas e Uberlândia (MG) e Caldas Novas (GO), todos no ano de 2004, com o objetivo de verificar a mudança de comportamento dos animais durante os estágios que envolvem a montaria: brete – relacionado ao momento de preparo do animal para a montaria; trabalho – durante a montaria na arena; e retorno – após a montaria. Durante os estágios, o comportamento foi avaliado de acordo com os parâmetros: dócil, normal e agressivo. As porcentagens encontradas foram: 46,9%; 43,3% e 9,8% para comportamento dócil, normal e agressivo no brete, 4,6%; 78,6% e 16,8% para comportamento dócil, normal e agressivo na montaria (trabalho) e 33,7%; 54,1% e 12,2% para comportamento dócil, normal e agressivo no retorno, respectivamente. Observou-se ainda que, desses animais, 51% alteraram o comportamento aumentando a agressividade entre as fases brete e trabalho, 7,7% diminuíram a agressividade e 41,3% não mudaram de comportamento entre estas fases. Já, entre as fases de trabalho e retorno, 8,2% aumentaram a agressividade, 39,8% diminuíram a agressividade e 52,0% não alteraram o comportamento. Portanto, em relação aos touros observados, 70,9% alteraram o comportamento durante as fases da montaria.
Área de Conhecimento: Ciências Agrárias

Palavras-chave: comportamento, touro, rodeio.



ESTUDO DAS LESÕES CAUSADAS POR ESPORA EM TOUROS DE RODEIO
Acadêmico(s): Mariana Rodrigues Moreira

Patrícia Massuda

Gabriel C. Cruz

Vannessa R. Rocha

Paula A. Colichini

Orientador(a): André Luiz Quagliatto Santos

Instituição: Universidade Federal de Uberlândia- FAMEV
O Rodeio chegou no Brasil a mais de 50 anos e desde então, sua prática tem sido bastante difundida no país, sendo hoje considerado uma profissão. Este trabalho tem como objetivo observar as lesões ocasionadas pelas esporas nos touros de rodeio durante a montaria, pelas esporas utilizadas para a prática do mesmo. Foram observados 130 animais, sendo 26 touros no rodeio de Monte Alegre de Minas, MG, 26 em Tupaciguara, MG e 78 em Uberlandia, MG, todos no ano de 2004. Dos animais observados, notou-se que, no rodeio de Monte Alegre de Minas, MG, 34,61% dos animais tiveram lesões do lado esquerdo do corpo, 53,84% lesões do lado direito e 11,53% não tiveram lesões. No rodeio de Tupaciguara, MG, 23,07% dos animais tiveram lesões do lado esquerdo do corpo, 50,00% lesões do lado direito e 26,92% não tiveram lesões. Em Uberlândia, MG, notou-se que 23,08% dos animais tiveram lesões do lado esquerdo do corpo, 12,82% lesões do lado direito e 64,10% não tiveram lesões. No último rodeio (Uberlândia, MG) o número de animais que não tiveram lesões foi bem expressivo (64,10%) se comparado aos outros rodeios, que juntos somam um total de 28,84% de animais com lesões do lado esquerdo do corpo, 51,92% com lesões do lado direito e 19,23% de animais sem lesões. Em relação ao lado de queda dos peões observou-se que no rodeio de Monte Alegre de Minas, MG 26,92% caíram do lado direito,61,53% do lado esquerdo e 11,53% desceram do touro;em Tupaciguara, MG, 38,46% caíram do lado direito, 23,07% do lado esquerdo e 38,46% desceram do touro e Uberlândia, MG 55,13% caíram do lado direito, 28,20% do lado esquerdo e 16,66% desceram do touro. Estes dados nos permitem concluir que não há relação significativa entre o lado de queda dos peões e o lado que ocorrem as lesões.
Área de Conhecimento: Ciências Agrárias

Palavras-chave: rodeio, touro, espora.


AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DA BEBIDA DE CAFÉ PRODUZIDO EM DIFERENTES SISTEMAS DE IRRIGAÇÃO UTILIZANDO PROVADORES OFICIAIS E PROVADORES NÃO TREINADOS
Acadêmico(s): Camila Bitu Moreno Braga (bolsista do PIBIC-FAPEMIG)

Renea Barbosa Oliveira e Silva (bolsista do PIBIC-CNPq)

Orientador(a): Prof. Dr. André Luís Teixeira Fernandes

Co-orientador(a): Prof. Ms. Guilherme Pádua Rodrigues

Instituição: Universidade de Uberaba/Curso de Nutrição

Órgão Financiador: EMBRAPA-Café


Com a expansão da cafeicultura para regiões consideradas marginais em termos de déficit hídrico, a irrigação passou a ser tecnologia de fundamental importância na cultura do café. São poucos os trabalhos que abordam a qualidade da bebida do café obtido com irrigação, em diferentes sistemas, comparado com o café de sequeiro. Dentro dessa perspectiva, esse trabalho tem por objetivo avaliar a influência da irrigação na qualidade da bebida final do café, utilizando-se a classificação oficial do Ministério da Agricultura (provadores oficiais) e a classificação de consumidores (provadores não treinados). Para isso, colheu-se o café produzido no Campo Experimental da Universidade de Uberaba - MG, onde estão sendo estudados quatro sistemas de irrigação, sendo dois por aspersão (em malha e pivô central) e dois por irrigação localizada (gotejamento – convencional e autocompensante; tripa), além da testemunha, sem irrigação. O cultivar estudado é Catuaí vermelho IAC 144 no espaçamento de 4,0m entre ruas por 0,5m entre plantas. As amostras (1= gotejo autocompensante; 2 = tripa; 3 = testemunha; 4 = aspersão em malha; 5 = pivô; 6 = gotejo convencional) foram colhidas manualmente, sendo a secagem feita em terreiro de terra. Posteriormente o café foi beneficiado em máquina de benefício de amostras. Foram coletadas amostras de 100 g, que foi torrado a 220ºC e moído com moinho elétrico. Para a classificação da bebida, optou-se por utilizar dois métodos: a) a análise da renda, física e sensorial, padrão Ministério da Agricultura (provadores oficiais) e b) utilização de consumidores como provadores, com o objetivo de analisar a aceitabilidade da bebida, simulando uma situação de mercado. Os valores foram transformados em percentual de satisfação em função do comprimento da escala, padronizando os dados para a escala do ministério através de proporção. Entre as três bebidas consideradas duras pela avaliação dos provadores do ministério, amostras 01, 04 e 05, a média obtida pela avaliação dos provadores não treinados foi de 3,13, ao passo que a média das bebidas consideradas apenas mole (02, 03 e 06) foi de 2,90. Considerando ainda, o conceito geral das avaliações feitas pelos provadores do ministério, as bebidas apenas mole obtiveram média 2,66, sendo que as bebidas consideradas duras obtiveram média 2,83, ambas as médias consideradas iguais pelo teste de t ao nível de 5% de significância. Segundo a análise de variância dos percentuais de satisfação dos provadores não treinados, conclui-se que técnicas diferentes de irrigação produziram bebidas que apelam de maneira diferenciada à preferência do consumidor, não necessariamente condizendo com a avaliação oficial do Ministério da Agricultura. É clara a diferença entre os tratamentos no que diz respeito ao gosto do consumidor quanto à técnica de irrigação utilizada.
Área de Conhecimento: Ciências Agrárias

Palavras-chave: cafeicultura, irrigação, qualidade de bebida.


AVALIAÇÃO DE FERTIRRIGAÇÃO COM DIFERENTES FONTES DE FERTILIZANTES QUÍMICOS E ORGÂNICOS NA NUTRIÇÃO DO CAFEEIRO CULTIVADO EM CONDIÇÕES DE CERRADO
Acadêmico(s): Carmen de Almeida Martins

Orientador(a): Dr. André Luís Teixeira Fernandes

Co-orientador(a): Dr. Luís César Dias Drumond

M.Sc. Paulo Veloso Rabelo

Instituição: Universidade de Uberaba

Órgão Financiador: EMBRAPA-Café


A fertirrigação, que se constitui na técnica da aplicação simultânea de água e fertilizantes via água de irrigação, tem sido utilizada com certas restrições pelos cafeicultores irrigantes, devido às dúvidas que ainda surgem, em especial com relação aos tipos de fertilizantes utilizados. Dentro deste contexto, esse trabalho avaliou a fertirrigação em cafeeiro com a utilização de diferentes fontes de fertilizantes, tanto organominerais quanto químicas, comparando-se com a aplicação convencional, no solo. O experimento foi instalado na Fazenda Escola da Universidade de Uberaba (Uberaba – MG), em Latossolo Vermelho amarelo textura arenosa, a 850 metros de altitude, em lavoura de café Catuaí 144, plantado em dezembro de 1998 no espaçamento de 4,0 x 0,5 m. O sistema de irrigação utilizado no experimento foi o de gotejamento com emissores de vazão de 2,3 litros/hora, espaçados de 4,0 m entre linhas e 0,70 m entre plantas. Os fertilizantes foram injetados via água de irrigação com a utilização de um injetor tipo Venturi. Foram aplicados os seguintes tratamentos: a) Adubação de cobertura convencional química; b) Adubação de cobertura com adubos convencionais, via fertirrigação; c) Adubação de cobertura com adubos próprios para fertirrigação; d) Adubação de cobertura com fertilizantes organominerais sólidos; e) Adubação de cobertura com fertilizantes organominerais líquidos. Para comparação, foram mantidas para os diferentes tratamentos as mesmas dosagens de N, K2O e P2O5. O controle da irrigação foi realizado a partir de uma estação agrometeorológica automática. Foram avaliadas as produtividades de tratamentos em 4 safras consecutivas e a qualidade final da bebida, obtida a partir de análises sensoriais. As produtividades médias após 4 anos de experimento foram: 60,2; 58,7; 62,3; 63,7 e 59,4 sacas beneficiadas por hectare, respectivamente para os tratamentos químico importado (água), químico comum (água), organomineral (água), químico comum (solo) e organomineral (solo), sem diferenças estatísticas entre os mesmos, com comparação de médias pelo teste de Tukey (5%). Os coeficientes de variação foram de 17, 19, 13 e 34%, para os anos de 2001, 2002, 2003 e 2004. Pelo fato das fontes convencionais de fertilizantes apresentarem produtividades equivalentes às fontes importadas, é possível concluir que é viável a utilização das mesmas em fertirrigação, devido ao seu custo mais baixo, desde que se tomem os devidos cuidados com a manutenção do sistema de irrigação por gotejamento. Com relação à qualidade final da bebida, não se verificou diferença significativa entre os tratamentos. Após quatro safras, pode-se concluir que não há diferença na produtividade do cafeeiro quando se aplicam diferentes fontes de nutrientes, sejam eles orgânicos ou minerais. Embora sem diferença significativa (teste de Tukey a 5%), notou-se ligeira superioridade (de 1 a 4 sacas beneficidas/ha) das fontes químicas de fertilizantes, aplicadas no solo, ao contrário do que se esperava.
Área de Conhecimento: Ciências Agrárias

Palavras-chave: fertirrigação, cerrado, fertilizantes, nutrição.



COMPORTAMENTO DO CAFEEIRO ARÁBICA SUPERADENSADO, ADENSADO E LARGO SOB IRRIGAÇÃO POR PIVÔ CENTRAL EM PLANTIO CIRCULAR
Acadêmico(s): Carmen de Almeida Martins

Orientador(a): Dr. André Luís Teixeira Fernendes

Co-orientador(a): Dr. Luís César Dias Drumond

M.Sc. Paulo Veloso Rabelo

Instituição: Universidade de Uberaba

Órgão Financiador: EMBRAPA-Café


A irrigação do cafeeiro pelo sistema pivô central tem crescido nos últimos anos, em especial quando se utiliza o plantio circular do cafeeiro. Porém, são escassos na literatura trabalhos que abordam o estudo de diferentes espaçamentos entre linhas e entre plantas de café, no que diz respeito à produtividade e qualidade final dos frutos. Esse trabalho teve como objetivo estudar o comportamento vegetativo e produtivo do cafeeiro arábica Catuaí e Mundo Novo irrigado na região do Triângulo Mineiro, almejando reunir dados que subsidiem tecnologia suficiente para recomendações práticas para a cafeicultura irrigada nesta região. Para isso, instalou-se um experimento no Campo Experimental Fazenda Escola da Universidade de Uberaba-MG. O sistema de irrigação é o pivô central, com irrigação quantificada pelo balanço hídrico diário e local, a partir de informações meteorológicas coletadas em uma estação agrometeorológica automática. O pivô central é equipado com os emissores LEPA, que permitem a aplicação localizada de água sobre a copa das plantas promovendo economia na aplicação de água. No início de cada ano, o equipamento foi avaliado para a determinação da uniformidade de aplicação de água. O pivô foi dividido em três áreas, com emissores espaçados de 4,0; 2,0 e 1,0m, permitindo o plantio do cafeeiro nos espaçamentos largo, adensado e superadensado, variando também os espaçamentos entre plantas de 0,5; 0,75 e 1,0m, para as variedades Mundo Novo e Catuaí. As avaliações constaram de medidas biométricas (altura das plantas, diâmetro do caule e da copa) até a 1ª safra e colheitas de 4 safras consecutivas. Após 4 safras, verifica-se que nos espaçamentos largos (4.0 m entre linhas), a variedade Mundo Novo apresentou maiores produções, comparada com o Catuaí, de 21 a 25% superiores para os espaçamentos 4.0 x 1.0 e 4.0 x 0.75 m, respectivamente, e produções semelhantes no espaçamento 4,0 x 0,5 m (média de 55,5 sc. ben/ha). Já para os espaçamentos superadensados (1.0 m entre linhas), a variedade Catuaí obteve melhores rendimentos, com acréscimos de 5 a 33% em relação ao Mundo Novo. Este comportamento pode ser explicado pelo maior desenvolvimento vegetativo do Mundo Novo quando comparado com o Catuaí, que pode ter provocado maiores problemas de desenvolvimento, devido à menor insolação e maior competição entre as plantas. Comparando-se os diferentes espaçamentos, verifica-se que nas duas primeiras safras, em ambas as variedades, os espaçamentos mais adensados foram os responsáveis pelas maiores produtividades por área, chegando a valores superiores a 80 sc.ben/ha. Conclui-se que: a) nos espaçamentos largos (4,0m entre linhas) a variedade Mundo Novo apresentou maiores produções que o Catuaí; b) para os espaçamentos mais adensados (2,0 e 1,0m entre linhas) a variedade Catuaí obteve melhores rendimentos; c) após a 3ª safra, as produtividades, em especial do cafeeiro Mundo Novo, reduzem substancialmente nos cultivos super adensados.
Área de Conhecimento: Ciências Agrárias

Palavras-chave: espaçamentos, pivô central, variedades.



EFEITO DE DIFERENTES SISTEMAS DE IRRIGAÇÃO NA QUALIDADE DO CAFÉ
Acadêmico(s): Renea Barbosa Oliveira e Silva (bolsista do PIBIC-CNPq)

Camila Bitu Moreno Braga (bolsista do PIBIC-FAPEMIG)

Orientador(a): Prof. Dr. André Luís Teixeira Fernandes

Co-orientador(a): Profª. Ms. Guilherme Pádua Rodrigues

Instituição: Universidade de Uberaba/Curso de Nutrição

Órgão Financiador: EMBRAPA-Café


A qualidade do café é o fator chave para a valorização do produto. Vários autores já observaram os efeitos benéficos da irrigação no desenvolvimento e na produção do cafeeiro. É preciso, desta forma, estudar detalhada e comparativamente os diversos sistemas de irrigação para a cultura do café e sua influência na qualidade da bebida. Assim, o objetivo do trabalho foi avaliar a qualidade de bebida do café produzido em diferentes sistemas de irrigação, pela análise física. Foi colhido o café produzido no Campo Experimental da Universidade de Uberaba –MG, no ano de 2003, onde foram estudados quatro sistemas de irrigação, sendo dois por aspersão (em malha e pivô central) e dois por irrigação localizada (gotejamento –convencional e autocompensante; tripa), além da testemunha, sem irrigação, todos plantados no espaçamento 4,0 x 0,5m. O cultivar estudado foi Catuaí vermelho. Para pivô central, avaliou-se também, no mesmo espaçamento, o cultivar Mundo Novo. Todas as amostras (amostra 1 = gotejo autocompensante; amostra 2 = tripa; amostra 3 = testemunha; amostra 4 = aspersão em malha; amostra 5 = Catuaí – pivô; amostra 6 = gotejo autocompensante) foram colhidas manualmente, sendo a secagem feita em terreiro de terra, até que atingissem a umidade de 11,5%; depois o café foi beneficiado em máquina de benefício de amostras. Foram coletadas amostras de 100 g de café beneficiado, sendo torrado a 220ºC e moído com moinho elétrico, regulado para moagem fina de modo a se obter um tempo de extração médio de 15 a 20 segundos. Para a classificação da bebida, optou-se por utilizar a análise da renda (física: aspecto, seca, cor, tipo), padrão do Ministério da Agricultura (provadores oficiais). De posse dos resultados, verificou-se que a amostra que teve maior renda foi a Testemunha (sem irrigação) e a de menor foi a do sistema de irrigação tipo Tripa. Quanto ao aspecto, o café colhido da cultivar Mundo Novo (pivô central) recebeu melhor nota, enquanto a pior foi o café irrigado por Aspersão. A característica da seca revelou notas similares, com exceção do sistema Tripa, com conceito (má) para seca. As cores obtidas variaram de verde manchada à esverdeada manchada. Os conceitos dados para tipo foram: (mau) para Testemunha e Gotejo autocompensante, enquanto os outros receberam conceito péssimo. No conceito geral, a amostra que recebeu melhor nota foi a de Tripa, com nota 3,5 (bom). Na avaliação deste ano, conclui-se que o sistema de irrigação tipo Tripa apresentou-se no conceito geral com a melhor nota, porém esta superioridade não se repetiu em todos os quesitos. Quando comparado aos outros sistemas de irrigação, quanto à renda, a amostra teve a menor nota dentre as outras irrigações, assim como a seca, também com a pior nota (má). Dessa forma, torna-se necessário estudar o efeito da irrigação na cultura do café, com o intuito de se obterem subsídios que indiquem recomendações práticas ao cafeicultor irrigante.
Área de Conhecimento: Ciências Agrárias

Palavras-chave: irrigação, café, qualidade.


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