Daniel capítulo onze (quarta parte) Em Dan. 11: 44



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DANIEL CAPÍTULO ONZE (QUARTA PARTE)

Em Dan. 11:44: “Mas, pelos rumores do Oriente e do Norte, será perturbado e sairá com grande furor, para destruir e exterminar a muitos”. (ARA).
A expressão hebraica: (wû shemu‘ôt), é: e noticias” (“informe, nova, anúncio, mensagem; rumores, fama; lição”.) – (SCHÖKEL, Luis Alonso, o autor do DICIONÁRIO BÍBLICO HEBRAICO PORTUGUES. 1ª Ed. São Paulo – SP, Editora PAULUS, 1997. p. 678.).
Um detalhe impressionante e preciso dessa profecia é a descrição que os rumores vêem do Oriente e do Norte. A Rússia é um país que pertence tanto à Europa quanto à Ásia.
Sobre o Irã e os rumores do Oriente:

“Aproveitando a confusão existente no Irã, a Rússia e a Turquia fizeram um acordo para desmembrar o país. Um exército nacional iraniano, liderado pelo caudilho que expulsou os afegãos em 1729 e que, em 1736, tomou posse com o nome de Nadir Xá, expulsou os russos e os turcos, terminando com a ocupação estrangeira em território iraniano. Nadir Xá reinou entre os anos 1736 e 1747.



Os séculos XIX e XX testemunharam a luta entre a Grã-Bretanha e a Rússia pela hegemonia sobre o Irã.” – ("Irã," Enciclopédia® Microsoft® Encarta. © 1993-1999 Microsoft Corporation. Todos os direitos reservados.).
Sobre a Moldávia e os rumores do Oriente:

“Durante séculos, a Moldávia englobava a região que compreendia a Bessarábia e se estendia do mar Negro até Bukovina e entre os rios Siret e Dniester.

Desde o século XV, a Moldávia tem tido uma longa história de dominações: do império otomano no século XVI e do austríaco (ver Áustria) no século XVIII. Desde 1812, a Rússia e a Romênia disputam o território. Em 1924, foi criada a República Socialista Soviética Autônoma (RSSA) da Moldávia dentro da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).” – ("Moldávia," Enciclopédia® Microsoft® Encarta. © 1993-1999 Microsoft Corporation. Todos os direitos reservados.).
Sobre a Rússia e os rumores do Oriente:

“Nicolau I expandiu o Império em direção ao Mediterrâneo. Após a guerra russo-turca obteve, mediante o Tratado de Adrianópolis (1829), soberania sobre os povos do Cáucaso e estabeleceu um protetorado sobre os novos principados da Moldávia e da Valáquia, assim como a liberdade de comércio no império Otomano. Mas as potências européias temeram um excessivo poderio russo sobre o decadente estado turco, o que levou à guerra da Criméia (1853-1856), em que a Rússia enfrentou a uma coalizão formada por Turquia, Grã-Bretanha, Piamonte e França, e foi duramente humilhada.” – ("Rússia," Enciclopédia® Microsoft® Encarta. © 1993-1999 Microsoft Corporation. Todos os direitos reservados.).


Sobre a Geórgia e os rumores do Oriente:

A Geórgia foi colonizada pelos gregos no século VI a.C. Por volta do século IV a.C., os reinos de Cólquida e da Ibéria se unificaram em um reino. No século IV d.C., o cristianismo foi introduzido na região. Até o século VII, os impérios bizantino e persa disputaram o controle da Geórgia. Os árabes conquistaram a região no século VII e os turcos, no XI. Do século XIII ao século XVIII, a Geórgia foi controlada pela Pérsia e pelo império otomano. Em 1801, passou a fazer parte do império russo.” – ("Geórgia (país)," Enciclopédia® Microsoft® Encarta. © 1993-1999 Microsoft Corporation. Todos os direitos reservados.).


Sobre o Azerbaijão e os rumores do Oriente:

A região foi povoada no século VIII a.C. pelos medos e conquistada no final do século VII d.C. pelos árabes, que introduziram a cultura islâmica. As tribos turcas controlaram o território nos séculos XI e XII e os persas no século XVII, embora tenham cedido o território para a Rússia mediante tratados (1813 e 1828). ...” – (Ibidem.).


Um historiador escreveu o seguinte:

A ambição suprema da Rússia era obter o controle do Bósforo e dos Dardanelos. Desde o começo do século XIX considerava isso como a sua ‘missão histórica’. O cumprimento dessa missão impediria que a sua frota ficasse engarrafada no Mar Negro em caso de guerra com uma potência naval. Dar-lhe-ia, ademais, o acesso indisputado ao Mediterrâneo e provavelmente a posse de Constantinopla. A Turquia seria eliminada da Europa e a Rússia herdaria os Bálcãs. Acresce que, se os agentes do czar alcançassem Constantinopla antes dos alemãs, poderiam converter num sonho vão a estrada de ferro Berlim-Bagdá. Mas a Rússia imperial tinha ainda outras ambições. Cobiçava o acesso ao Golfo Pérsico e ao Oceano Índico, e durante anos tentou converter a Pérsia em protetorado russo. Esforçava-se também por obter melhores saídas para o Pacífico e procurou, como já vimos, estender o seu controle à Manchúria. Aspirava finalmente por desempenhar através do pan-eslavismo, o papel de guia e protetora de todos os povos eslavos da Europa Oriental, inclusive os que se achavam sob o domínio da Áustria-Hungria. ...” – (BURNS, Edward Mcnall. HISTÓRIA DA CIVILIZAÇÃO OCIDENTAL. Vol. 1. 3ª ed. Porto Alegre – RS, Editora Globo, 1975. pp. 759-760.).


Em outro lugar, escreveu:

Mais ou menos ao tempo em que a Inglaterra ia enfraquecendo os laços que a prendiam ao Concerto da Europa, a Rússia começou a alimentar ambições que ameaçavam a supremacia do sistema de Metternich. Havia alguns anos que os russos aguardavam ansiosamente a desagregação do Império Otomano, da qual dependeria a sua fácil expansão nos Bálcãs. A oportunidade surgiu para eles depois de 1821, quando os gregos desencadearam uma rebelião contra o governo turco. Todavia, como o czar Alexandre I ainda estivesse preso pela lealdade à doutrina legitimista, nenhuma iniciativa se tomou antes da sua morte, em 1825. Seu sucessor, Nicolau I, não tinha escrúpulos dessa sorte. Especialmente ao observar, na Inglaterra e na França, expressões da mais profunda simpatia pelos gregos na sua luta contra um opressor de outra religião, resolveu acudir-lhes em auxílio. Em 1828 declarou guerra à Turquia, e em pouco mais de um ano um exercício russo chegava quase até as portas da capital otomana, forçando o sultão a assinar o Tratado de Andrinopla. Pelos termos desse tratado a Turquia reconhecia a independência da Grécia, concedia autonomia à Sérvia e permitia o estabelecimento de um protetorado russo sobre as províncias que mais tardes viriam a formar o reino da Rumânia. Contribuindo, destarte, para desmembrar o império de um governante ‘legítimo’, a Rússia, bem encorajada pela Inglaterra e pela França, desferiu um poderoso golpe no sistema de estagnação política que Metternich se esforçava por manter. Para todos os fins práticos, o império dos czares deixava de pertencer à Quíntupla Aliança.” – (Ibidem. pp. 642-643.).


E sairá com grande furor, para destruir e exterminar a muitos”.
O historiador, ainda escreveu:

Nas terras balcânicas, durante o século XIX, os acontecimentos mais dramáticos foram antes exemplificativos de nacionalismo que de democracia. As raras manifestações da segunda constituíram simples decorrências de expressões do primeiro. Antes de 1829, toda a península balcânica – banhada pelos mares Egeu, Negro e Adriático – estava sob o domínio dos turcos. Mas durante os oitenta e cinco anos seguintes ocorreu um desmembramento gradual do império turco dos Bálcãs. Em alguns casos a subtração de territórios foi perpetrada por potências européias rivais, em particular pela Rússia e pela Áustria; mas em geral resultou de revoltas nacionalistas por parte dos súditos cristãos do sultão. Em 1829, ao concluir-se a primeira guerra russo-turca, o Império Otomano foi obrigado a reconhecer a independência da Grécia e a conceder autonomia à Sérvia e às províncias da Valáquia e da Moldávia, sob a proteção da Rússia. Como conseqüência da Guerra da Criméia a Rússia teve de renunciar ao domínio sobre a Moldávia e a Valáquia, donde resultou unirem-se as duas províncias em 1862 numa Rumânia virtualmente independente. Com o decorrer dos anos espalhou-se em outros territórios balcânicos o ressentimento contra o governo otomano. Em 1875-76 ocorreram insurreições na Bósnia, na Herzegovina e na Bulgária, as quais foram reprimidas com sanguinária violência pelo sultão. Relatos de atrocidades contra os cristãos ortodoxos deram pretexto à Rússia para renovar a sua luta secular pela dominação dos Bálcãs. Nessa segunda guerra russo-turca (1877-780) os exércitos do czar conseguiram uma vitória esmagadora. Pelo Tratado de San Stefano, que pôs termo ao conflito, ficou estabelecido que o sultão entregaria quase todo o seu território europeu, com exceção de um remanescente em redor de Constantinopla. Nessa conjuntura, porém, as grandes potências intervieram. A Áustria e a Inglaterra, sobretudo, opunham-se vigorosamente a que a Rússia assumisse jurisdição sobre uma parte tão extensa do Oriente Próximo. Conseqüentemente, o czar foi obrigado a submeter o Tratado de San Stefano a uma revisão no Congresso de Berlim, em 1878. O Tratado de Berlim, que foi então firmado, restituiu grande parte do território conquistado à Turquia, permitindo no entanto que a Rússia conservasse a Bessarábia; a Tessália foi dada à Grécia e a Bósnia e a Herzegovina colocados sob o controle administrativo da Áustria. Sete anos mais tarde os búlgaros, a quem o Tratado de Berlim concedera certo grau de autonomia, tomaram à Turquia a província da Rumélia Oriental e, em 1908, fundaram o reino independente da Bulgária.



No ano em que ocorreu este último desmembramento a própria Turquia foi submergida pela maré do nacionalismo. Havia já algum tempo que os seus cidadãos mais esclarecidos vinham-se desgostando cada vez mais com a fraqueza e a incompetência do governo do sultão. Sobretudo entre aqueles que tinham sido educados nas universidades da Inglaterra e da França, crescia de ano para ano a convicção de que o seu país precisava ser rejuvenescido pela introdução das idéias ocidentais de ciência, patriotismo e democracia. Organizando-se numa sociedade conhecida como os ‘Jovens Turcos’ forçaram em 1908 o sultão a estabelecer um governo constitucional. No ano seguinte, como se concretizasse um movimento reacionário, depuseram o sultão reinante, Abdul Hamid II, e colocaram no trono, como soberano titular, o seu desmiolado irmão Maomé V. Os verdadeiros poderes do governo foram então enfaixados nas mãos do grão-vizir e de ministros responsáveis perante um parlamento eleito. Infelizmente, essa revolução não trouxe nenhum acréscimo de liberdade aos súditos não-turcos do império. Pelo contrário, os Jovens Turcos lançaram um poderoso movimento para otomatizar os súditos cristãos do sultão. Ao mesmo tempo, os distúrbios que precederam e acompanharam a revolução abriram caminho para novos desmembramentos. Em 1908 a Áustria anexou as províncias da Bósnia e da Herzegovina, que o Tratado de Berlim lhe permitia unicamente administrar, e em 1911-12 a Itália fez guerra a Turquia pela conquista de Trípoli.” – (Ibidem. pp. 743-745.).

Na História temos outros registros:

“No século XIX, despontou o nacionalismo entre os povos não-turcos. A Grécia foi o primeiro país a lutar por sua independência em 1829, e estouraram diversas revoltas por parte de sérvios, búlgaros, albaneses e armênios da Anatólia oriental (ver Questão Oriental).



Durante os reinados de Mahmud II e Abdülhamit II, a classe dominante otomana implantou um movimento reformista pró-ocidental (1839-1876), conhecido como Tanzimat, que incluía a eliminação das minorias e provocou o genocídio de muitos milhões de armênios entre 1894 e 1918.

O autoritarismo da nova e moderna burocracia levou a um amplo movimento de oposição, os Jovens Turcos. Na Grécia, Sérvia e Bulgária, nasceram sociedades secretas que lutavam por meio de ações terroristas. Com a morte dos principais dirigentes do movimento Tanzimat por volta de 1870, o regime de corrupção voltou a grassar.

O Império Otomano perdeu seus domínios europeus, exceto Istambul, embora no Congresso de Berlim de 1877 tenha recuperado as suas províncias trácias e macedônias. Em 1878, o sultão Abdülhamit instaurou um governo extremamente autocrático. A reação veio com um novo movimento liberal de oposição dirigido pelos Jovens Turcos, que forçou o restabelecimento da Constituição e do Parlamento. No exterior, a Áustria anexou a Bósnia e a Herzegovina, a Bulgária ocupou o leste da Romênia e as ações terroristas continuaram na Macedônia e na Anatólia oriental.” – ("Turquia," Enciclopédia® Microsoft® Encarta. © 1993-1999 Microsoft Corporation. Todos os direitos reservados.).


Sobre esses acontecimentos de Daniel 11:44, Ellen G. White escreveu o seguinte:
No ano de 1840 outro notável cumprimento de profecia despertou geral interesse. Dois anos antes, Josias Litch, um dos principais pastores que pregavam o segundo advento, publicou uma explicação de Apocalipse 9, predizendo a queda do Império Otomano. Segundo seus cálculos esta potência deveria ser subvertida ‘no ano de 1840, no mês de agosto’; e poucos dias apenas antes de seu cumprimento escreveu: ‘Admitindo que o primeiro período, 150 anos, se cumpriu exatamente antes que Deacozes subisse ao trono com permissão dos turcos, e que os 391 anos, quinze dias, começaram no final do primeiro período, terminará no dia 11 de agosto de 1840, quando se pode esperar seja abatido o poderio otomano em Constantinopla. E isto, creio eu, verificar-se-á ser o caso.’ - Josias Litch, artigo no Signs of the Times, and Expositor of Prophecy, de 1º de agosto de 1840.

No mesmo tempo especificado, a Turquia, por intermédio de seus embaixadores, aceitou a proteção das potências aliadas da Europa, e assim se pôs sob a direção de nações cristãs. O acontecimento cumpriu exatamente a predição. Quando isto se tornou conhecido, multidões se convenceram da exatidão dos princípios de interpretação profética adotados por Miller e seus companheiros, e maravilhoso impulso foi dado ao movimento do advento. Homens de saber e posição uniram-se a Miller, tanto para pregar como para publicar suas opiniões, e de 1840 a 1844 a obra estendeu-se rapidamente”. – (WHITE, Ellen G. O Grande Conflito. 33ª ed. Tatuí – SP, CPB, 1987. pp. 334-335.).
Embora, esses acontecimentos tenham sido declarados como cumprimento da profecia de Apocalipse 9, Ellen G. White, também escreveu o seguinte:

Solenes acontecimentos ainda ocorrerão diante de nós. Soará uma trombeta após a outra; uma taça após a outra será derramada sucessivamente sobre os habitantes da Terra. – 3ME, 426 (1890).” – (Idem. Eventos Finais. 7ª ed. Tatuí – SP, CPB, 1997. p. 205.).


Essa citação não está contradizendo àquela. A primeira, diz respeito à profecia de Daniel 11:44. Contudo, também, foi citada como cumprimento das profecias de Apocalipse 9. Portanto, a segunda, está enfatizando, que “as sete trombetas” de Apocalipse, ainda estão no futuro, o que está indicando, possivelmente, “um duplo cumprimento para as sete trombetas”. Sendo, assim, o primeiro cumprimento, relacionados aos conflitos militares. E o segundo, será relacionado às sete pragas do Apocalipse, ao “tempo de angústia qual nunca houve” ou “a grande tribulação”, antes da Segunda Vinda do Messias. Porque a citação diz: “Soará uma trombeta após a outra; uma taça após a outra será derramada sucessivamente sobre os habitantes da Terra”.
Em Dan. 11:45: E armará as tendas do seu palácio entre o mar grande e o glorioso monte santo; contudo virá ao seu fim, e não haverá quem o socorra”. (AVR).

Em Dan 11:45: “Armará as tendas do seu palácio entre os mares e a montanha do santo Esplendor. E chegará a seu termo, sem que ninguém lhe venha em auxílio”. (BJ).

Em Dan 11:45: “Armará as suas tendas palacianas entre os mares contra o glorioso monte santo; mas chegará ao seu fim, e não haverá quem o socorra”. (ARA).
Literalmente: “Entre os mares”.
A preposição: le, alguns tem traduzido pela palavra “contra”, mas não tem este sentido.

“... (le) para, em, com relação a, de, por, etc.. Em traduções recentes, de vez em quando, desde.” – (HARRIS, R. Laird, ARCHER, Gleason L. Jr., WALTKE e Bruce K. Dicionário Internacional de Teologia do ANTIGO TESTAMENTO. 1ª ed. Sociedade Religiosa Edições Vida Nova. São Paulo – SP, 1998. p. 759.).


(ben yamîm le har–tsebî–qōdesh ) – “Entre os mares, com relação ao monte da glória, do Santo”.
Em Dan 11:45: Então, “armará as suas tendas palacianas entre os mares”, com relação ao monte da glória, do Santo (e a montanha do santo Esplendor - BJ); “mas chegará ao seu fim, e não haverá quem o socorra”. (ARA).
Porque que é tão importante, entendermos, esta expressão: “Então, “armará as suas tendas palacianas entre os mares”, com relação ao monte da glória, do Santo (e a montanha do santo Esplendor - BJ)”?
É justamente para não confundirmos o Rei do Norte, de Dan. 11:40-45, com Roma Pagã ou com Roma Papal, que também têm suas tendas palacianas entre: O Mar da Ligúria, o Mar Tirreno, o Mar Mediterrâneo, o Mar Jônico e o Mar Adriático. No entanto, não está próxima ao Monte Santo (Jerusalém).
Outro detalhe importante nesta profecia, é a localização geográfica do Chipre, que é uma extensão do território turco:

“A ilha esteve sob o controle de todos os impérios que dominaram sucessivamente o mediterrâneo oriental. O império otomano conquistou a ilha em 1571, mantendo-a sob seu controle até 1878, quando foi derrotado na Guerra Turco-russa de 1877-1878 (Ver Guerras Turco-russas). Temendo a expansão russa, a Turquia induziu a Inglaterra a administrar o Chipre.



De acordo com o Tratado de Lausanne (1923), a Turquia reconheceu formalmente a soberania britânica sobre o Chipre. Dois anos mais tarde, a ilha se tornou uma colônia britânica.” – ("Chipre," Enciclopédia® Microsoft® Encarta. © 1993-1999 Microsoft Corporation. Todos os direitos reservados.).
Com todos esses detalhes, não tem como interpretarmos, o Rei do Norte, como sendo Roma Pagão ou Roma Papal, em Daniel 11:40-45, e muito menos Antíoco IV Epifânio, que jamais armou “as suas tendas palacianas entre os mares”.
Então, “armará as suas tendas palacianas entre os marescom relação ao monte da glória, do Santo (e a montanha do santo Esplendor - BJ); “mas chegará ao seu fim, e não haverá quem o socorra”. (ARA).
A atual Turquia, está estabelecida entre os Mares: Mediterrâneo, Egeu e o Mar Negro. Sua localização geográfica é: está à sudeste da Europa e à sudoeste da Ásia. Limite-se com a Grécia e a Bulgária, á noroeste. Tem o Mar Negro como limite ao norte. A nordeste, com a Armênia e com a Geórgia. Com o Irã a leste. Com o Iraque, a Síria e o Mar Mediterrâneo ao sul. E a oeste com o Mar Egeu.
Depois da tentativa contra-revolucionária comandada pelo sultão em 1909, este foi destronado pelo exército da Macedônia; os sultões otomanos se mantiveram no trono, mas seu poder de governo era nulo.

Os primeiros anos do período dos Jovens Turcos (1908-1918) constituíram a etapa mais democrática da história otomana. Organizaram-se vários partidos políticos, como o Partido da União e do Progresso, e a indústria e a agricultura receberam forte impulso. A primeira das Guerras dos Balcãs levou ao triunfo do setor mais autoritário do Partido da União e do Progresso, que impôs um triunvirato no governo, dirigido por Enver Paxá.

A Turquia entrou na I Guerra Mundial motivada pela oferta alemã de recuperar as províncias perdidas na Europa. Depois de um brilhante desempenho das Forças Armadas turcas na campanha de Gallípoli, as forças britânicas invadiram a Síria e ocuparam o sul da Anatólia. Os russos invadiram a Anatólia oriental e central em 1915 e 1916. Um quarto da população morreu, e sobreveio grave crise econômica.

Com a rendição, o governo turco foi entregue às forças de ocupação aliadas. O Tratado de Sèvres (1920) determinou que o território turco englobava parte da Anatólia central e setentrional, estabeleceu zonas de influência francesa e italiana, autorizou a criação de uma Armênia independente e um Curdistão autônomo, internacionalizou a zona dos estreitos e deu à Grécia a Trácia e a região ao redor de Esmirna. O exército grego ocupou Esmirna em 1922. Na Anatólia, sob o comando de Mustafá Kemal Atatürk, ressurgiu o movimento nacionalista turco. Na Guerra da Independência turca (1918-1923), Atatürk expulsou as forças de ocupação gregas, inglesas, francesas e italianas. As zonas turcas da Trácia oriental e da Anatólia passaram a formar um único Estado. Proclamou-se a república com capital em Ancara, e em 1923 o sultanato foi abolido.” – ("Turquia," Enciclopédia® Microsoft® Encarta. © 1993-1999 Microsoft Corporation. Todos os direitos reservados.).
Um escritor registrou o seguinte:

“Eventos em sucessão têm revelado de modo ainda mais maravilhoso a verdade da profecia bíblica. Quando a Palestina caiu nas mãos dos aliados, durante a I Guerra Mundial, o sultão, sentindo o seu iminente perigo, buscou proteção numa canhoneira britânica e fugiu de Constantinopla para Alexandria. Com sua saída da capital, saíram também os últimos remanescentes do velho Império Otomano. De suas ruínas, ergueu-se a nova República da Turquia, com Mustafá Kemal como seu primeiro ditador. Constantinopla é ainda ocupada por turcos, mas a nova Turquia é vastamente diferente do velho Império Otomano. Ela ocupa hoje um lugar nas Nações Unidas; mas o império dos sultões entrou em colapso em 1917.” – (ANDERSON, Roy A.. REVELAÇÕES DO APOCALIPSE. 1ª Ed. Tatuí - SP, CPB, 1988. p. 109.).


Um jornalista escreveu o seguinte:

“Muito embora a história moderna da Turquia – a Togarma da Bíblia – tenha tido início em 1918, quando caiu o Império Otomano diante das forças aliadas, vale a pena rebuscar um pouco o passado dessa tão disputada região, considerada ponto central do encontro entre a Europa e a Ásia, a ponte que une esses dois continentes e o campo de batalha das culturas oriental e ocidental.

Ocupando uma área de 776.980 km2 e com uma população de aproximadamente 35 milhões de habitantes, a Turquia atual localiza-se nos estreitos do Mar Negro – os Dardanelos, o Mar de Mármara e o Bósforo – ocupa uma posição altamente invejável entre dois continentes. A parte européia limita-se a oeste pela Grécia e pelo Mar negro; ao norte pela Bulgária e a nordeste pelo Mar Egeu, ao sul pela Síria, Iraque e Mediterrâneo, a leste pelo Irã e a nordeste pela União Soviética. O monte Ararat, de 5.165 metros de altitude, é o pico mais elevado do país e ergue-se entre as fronteiras da Turquia, Irã e URSS. Nele pousou a Arca de Noé, ao baixarem-se as águas do Dilúvio.

Pela história de apenas uma de suas cidades, Istambul, pode-se ter uma idéia da importância dessa região no mundo moderno. Edificada em 667 A. C., com o nome de Bizâncio, nos montes que dominam o Bósforo, essa famosa cidade tem sido, durante os últimos vinte e cinco séculos, o alvo dos conquistadores na sua marcha para o leste ou oeste, através dos estreitos do Mar Negro. Em 330 A. D., ela foi rebatizada por Constantino com o nome de Constantinopla e, em 1453, foi tomada pelos turcos otomanos, fato que fez a Europa estremecer.

Opondo-se à aceitação da trégua que fazia da Turquia um diminuto país, Kemal Ataruk, em fins da Primeira Grande Guerra, estabeleceu um governo rival em Ancara e declarou deposto o sultão Mohammed VI, o último governante otomano. Em 1922, Ataruk repeliu um ataque dos gregos, apoiados pelos aliados, e no ano seguinte foi proclamada a república e um novo tratado estabelecia a atual fronteira turca.

Em 1924 o presidente Ataruk aboliu o antigo califado, promulgou uma nova constituição, e efetuou uma revolucionária transformação do país, de sultanato oriental a uma república ocidental. A religião islã foi desoficializada e amplas reformas sociais foram introduzidas. Constantinopla teve o seu nome mais uma vez mudada, desta feita para Istambul.

Na Segunda Guerra Mundial, a Turquia só se definiu a favor dos aliados em 1945, quando já se antevia o resultado final do conflito, mas acabou sofrendo forte pressão dos russos, interessados num livre acesso aos Dardanelos. E de 1955 até hoje, ela e a Grécia têm estado envolvidas numa acirrada disputa sobre a ilha de Chipre, que fica a 65 km ao sul da costa turca. Em 1964 uma luta cerrada estourou entre gregos e turcos cipriotas, estremecendo as já precárias relações entre os dois países. E a situação agravou-se sobremaneira em 1974, quando a Turquia invadiu Chipre, provocando uma das mais sérias crises na OTAN”. – (ALMEIDA, Abraão. ISRAEL, GOGUE E O ANTICRISTO. 8ª ed. Rio de Janeiro – RJ, Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 1989. pp. 135-137.).
Naquela época (Dan. 11:15), quando Antíoco III,o Grande, ainda era o Rei do Norte, os romanos surgiram, e conquistou dele a Ásia Menor. Os Antíocos deixaram de ser chamados de “Rei do Norte”. Eles não mais dominaram a Ásia Menor. A Síria (em 64 a. C.) passou a ser uma província romana.
Sendo assim, Dan. 11:40, também, não pode ser interpretado como sendo Antíoco Epifânio. Simplesmente, porque Antíoco IV Epifânio, jamais conquistou a Ásia Menor.
Portanto, nos dias atuais, esse título, também não pode ser interpretado como sendo Roma Papal, nem os Estados Unidos, nem a Rússia, como alguns imaginam. Porque tanto geograficamente quanto historicamente, “o Rei do Norte” (Dan. 11:40) sempre foi um título dado ao soberano que dominava sobre a Ásia Menor (hoje a atual Turquia), que estava literalmente ao Norte do Egito. Além do mais, Dan. 11:45, dá as coordenadas geográficas do “Rei do Norte”, um inimigo do povo de Elohym que já chegou ao seu fim, conforme a profecia.
Quando Ellen G. White, escreveu:

A luz que Daniel recebeu de Deus foi dada especialmente para estes últimos dias. As visões que ele viu às margens do Ulai e do Hidéquel, os grandes rios de Sinear, estão agora em processo de cumprimento, e logo ocorrerão todos os acontecimentos preditos.”

Considerai as circunstâncias da nação judaica ao serem dadas as profecias de Daniel.” – (WHITE, Ellen G. Testemunhos Para Ministros e Obreiros Evangélicos. Tatuí – SP, CPB, 1993. pp.112-113.).
Essa citação é não está datada, mas deve encontrar-se entre os anos de 1890 e 1900. (Copilado de várias publicações e manuscritos de ampla circulação.).
O mundo está excitado pelo espírito de guerra. A profecia do capítulo onze de Daniel atingiu quase o seu cumprimento completo. Logo se darão as cenas de perturbação das quais falam as profecias.” – (Idem. Testemunhos Seletos. Vol. 3. 5ª ed. Santo André – SP, CPB, 1985. p. 283. Cf. Serviço Cristão. pp. 54-55.).

Essa citação é datada do ano 1909 (Vol. 9, págs 11-17.).



Estas são afirmações verdadeiras. O problema é que muitas pessoas não souberam interpretá-las. As profecias do capítulo 11 de Daniel, como vimos, cumpriram-se, pode se dizer em 1923. A Primeira Guerra Mundial, começou em 28 de julho de 1914. Ellen G. White, morreu em 16 de julho de 1915.
O cumprimento completo, do qual ela escreveu, diz respeito apenas a Dan. 11:44 e 45, conforme já foi visto acima, que culminou com a Primeira Guerra Mundial, o final do Império Otomano e, conseqüentemente, a instalação da República da Turquia.
Guerra Mundial, Primeira, conflito militar (1914-1918), iniciado por um confronto regional entre o Império Austro-Húngaro e a Sérvia, em 28 de julho de 1914. Confronto que se transformaria em luta armada, em escala européia, quando a declaração de guerra austro-húngara foi estendida à Rússia em 1º de agosto de 1914. E que finalmente passaria a ser uma guerra mundial da qual participaram 32 nações: 28 delas, denominadas ‘aliadas’ ou ‘potências coligadas’, entre as quais se encontravam a Grã-Bretanha, a França, a Rússia, a Itália, e os Estados Unidos, lutaram contra a coligação dos chamados impérios centrais, integrada pela Alemanha, pela Áustria-Hungria, pelo império otomano e pela Bulgária.” – ("Guerra Mundial, Primeira," Enciclopédia® Microsoft® Encarta. © 1993-1999 Microsoft Corporation. Todos os direitos reservados.).
Por isso, devemos ficar bem mais atentos, pois já estamos vivendo nos últimos dias da História dessa Terra de pecado. Já estamos nos dias do primeiro verso de Daniel 12:1.





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