Daniele cavaliere brando



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DANIELE CAVALIERE BRANDO

ESTUDO DO SISTEMA DE RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO E SEUS POSSÍVEIS IMPACTOS NA GESTÃO DOS SERVIÇOS DE ARQUIVOS: O CASO DO PROGRAMA DE HISTÓRIA ORAL DO CENTRO DE PESQUISA E DOCUMENTAÇÃO DE HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA DO BRASIL (CPDOC) DA FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS (FGV)

Rio de Janeiro

2006
DANIELE CAVALIERE BRANDO


Estudo do sistema de recuperação da informação e seus possíveis

impactos na gestão dos serviços de arquivos: o caso do Programa de História Oral do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC) da Fundação Getulio Vargas (FGV)

Anteprojeto apresentado à banca de mestrado do curso de Ciência da Informação do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação - PPGCI desenvolvido no âmbito do convênio entre o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia e a Universidade Federal Fluminense.

Rio de Janeiro

2006

SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO 3



2. OBJETIVOS 7

2.1 Objetivo Geral 7

2.2 Objetivos Específicos 7

3. JUSTIFICATIVA 8

4. MARCO TEÓRICO-CONCEITUAL 10

4.1 Histórico da Fundação Getulio Vargas 10

4.1.1 A entidade 11

4.2 Histórico do Programa de História Oral do Centro de Pesquisa e

Documentação de História Contemporânea do Brasil – CPDOC 12

4.3 O Setor de Documentação................................................................ 13

4.4 O Programa de História Oral do CPDOC....................................... 14

4.5 A metodologia de História Oral...................................................... 16

4.6 Ciência da Informação e História Oral........................................... 18

5. METODOLOGIA ............................................................................. 22

6. REFERÊNCIAS................................................................................. 24

1. INTRODUÇÃO

O presente anteprojeto de pesquisa se propõe a atender as exigências do processo seletivo para o ingresso no curso de Mestrado do Programa de Pós- Graduação em Ciência da Informação (PPGCI), desenvolvido no âmbito do convênio entre o Instituto Brasileiro de Informação Ciência e Tecnologia (IBICT) e a Universidade Federal Fluminense (UFF).

Preservar e possibilitar acesso a entrevistas de história oral é uma tarefa difícil.

O acervo de entrevistas do Programa de História Oral do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC) da Fundação Getulio Vargas (FGV) tem por volta de cinco mil horas gravadas com depoimentos produzidos desde 1975, como parte de diversos projetos relativos à história contemporânea do Brasil. Há diferentes variáveis distinguindo as entrevistas: entrevistados, projetos, duração, assuntos, data, suportes, formas de tratamento e acesso, entre outras. Foi desenvolvido um sistema informatizado para facilitar o controle dessas variáveis e o acesso às informações sobre cada entrevista. Os dados podem ser reunidos em catálogo e acessados via internet, de modo que os usuários possam ser informados sobre o conteúdo do acervo.

Mas como fazer com que o acervo do Programa de História Oral do CPDOC seja mais explorado, em seus variados aspectos – não só no que diz respeito à história política, mas aos modos de vida e costumes, à linguagem, aos temas característicos de gerações ou grupos profissionais etc? Mesmo que essas informações possam ser recuperadas pelos instrumentos de auxílio à consulta, muitas vezes não são sequer procuradas. Como fazer com que essa riqueza ajude a ampliar o conhecimento sobre nossa realidade? Este é um desafio para o gestor de um acervo de história oral, e possivelmente de todo acervo histórico.1

Pretende-se estudar o CPDOC e outras instituições que mantêm em seus acervos registros orais, através de visitas técnicas e entrevistas com os gestores de informação. Vale ressaltar a importância do diálogo entre os acervos de programas de história oral, para o exercício da ampliação de suas potencialidades de conteúdo, para que, dessa forma, os mesmos estejam aptos a se socializar e a se tornarem acessíveis.

Pelo fato de esses acervos terem a característica de gerar um fluxo informacional intenso, sugiro o estabelecimento de uma política que favoreça os instrumentos de busca a essas informações e a aplicação de métodos de representação e recuperação da informação, que tornem acessíveis aos usuários a riqueza das informações que se encontram contidas nos acervos dos programas de história oral.

Alguns exemplos observados no Programa de História Oral do CPDOC podem ilustrar a questão aqui colocada. O usuário externo que consulta a base de dados das entrevistas pelo Portal do CPDOC pode realizar a busca através de duas formas: pelo nome do entrevistado ou por assunto. Fazendo uma simulação de busca pelo assunto “cinema” foram localizados dois registros: a entrevista de Alex Periscinoto e a de Gilberto Velho I. Ao consultarmos a entrevista de Mário Lago, constatamos que o entrevistado fala mais de uma vez sobre cinema, mas esse assunto não foi selecionado na hora da indexação desta entrevista.2 Há uma possibilidade de pesquisa que não será explorada pelo fato de não se poder recuperá-la.

Outro caso também é a pesquisa por “origens familiares” ou “formação escolar”. Ao realizarmos a busca por “origens familiares”, não encontramos esse assunto e, ao buscarmos por “formação escolar”, foram localizados três registros. Num acervo tão vasto e rico, é improvável que haja apenas três entrevistados que falem da formação escolar em seus depoimentos.

Um terceiro exemplo ilustra como o conteúdo de acervos de história oral são vastos. Ao consultarmos a entrevista de Nelson Muniz Guimarães, realizada em 1999 pelo projeto “Pioneiros e construtores da Companhia Siderúrgica Nacional”, encontramos um relato sobre a gripe espanhola no Brasil em 1918. Por este exemplo pode-se verificar quanta diversidade de informação podemos encontrar na fonte da entrevista de história oral: uma entrevista que, em princípio, versaria sobre a fundação da Companhia Siderúrgica Nacional, na década de 1940, remonta, por reminiscências do entrevistado, a fatos ocorridos no início do século.

As entrevistas de história oral são fontes riquíssimas para resgatar o cotidiano, um terreno bastante interessante para ser explorado, mas como essas informações podem ser localizadas? A história do cotidiano se perde nos grandes temas. A história oral pode nos fornecer conteúdos que não estão em documentos: como se formam as redes de gerações, história política, do cotidiano, de comunidades, de instituições, biografias e histórias de experiências, registros de tradições culturais, história de memória etc.

Esta riqueza de informações está inserida em um universo que, na maioria dos programas e instituições, é inexplorado. Como criar mecanismos e metodologias capazes de suprir essas necessidades de informação dos usuários que se deparam com acervos, que, no limite, podem ser considerados mudos por dizerem muito pouco do que realmente detêm em seu conteúdo?

Considero altamente necessário uso de instrumentos que auxiliem na recuperação dessas informações e, desta maneira, possibilitem o uso, a potencialização e a dinamização desses acervos para que possam servir à sociedade de forma eficaz e democrática. A importância do estudo do sistema de recuperação da informação ao qual se destina este anteprojeto reside no fato de que, num programa de história oral, pode ser um meio de identificar as necessidades de informação e as lacunas existentes na catalogação e recuperação das informações contidas no acervo. Isso possibilita viabilizar a interface entre o programa de história oral de uma instituição e seus usuários internos e externos, propiciando a melhoria da qualidade dos serviços prestados.

A história oral é uma ferramenta que tem sido cada vez mais explorada, mas há ausência de estudos que sirvam de referência para padronização e uniformização da organização desses acervos. A Ciência da Informação pode ajudar na descoberta dessas fontes de pesquisa, que são muito mais ricas do que aparentam. Como tirar desses acervos toda sua capacidade? Pode-se pensar nas fontes contidas nos acervos dos programas de história oral como instrumentos quase inesgotáveis de pesquisa, devido às possibilidades que uma entrevista (fonte oral) gera.

Como fazer com que as entrevistas cheguem a um público mais amplo? Como fazer com que essas informações não se percam?

Este anteprojeto visa a um levantamento da situação atual da gestão de acervos de história oral, considerando especificamente as questões relacionadas à recuperação de seu contéudo.

2. OBJETIVOS

2.1 Objetivo Geral:
Estudar a questão da especificidade da entrevista de história oral como fonte de pesquisa muito difícil de ser representada, porque, por mais que seja indexada, ela é quase inesgotável. Procurar sugestões que possam ajudar os gestores de acervo de história oral a enfrentar essas dificuldades.

2.2 Objetivos Específicos:




  • Identificar como os programas de história oral catalogam seu acervo;

  • Identificar como o acervo é disponibilizado e como a informação produzida é utilizada;

  • Identificar as necessidades de informação dos usuários internos e externos;

  • Promover instrumentos que possam enriquecer as possibilidades de uso e disseminação da informação de forma eficaz e, nesse sentido, contribuir para a implantação de metodologias de tratamento do acervo que possam ser utilizadas por programas de história oral.

3. JUSTIFICATIVA

Devido à diversidade de usuários e de instituições que procuram o Programa de História Oral do CPDOC da Fundação Getulio Vargas em busca de informações e instruções para que possam constituir ou aprimorar seus respectivos acervos e programas, percebe-se a necessidade de aprofundarmos o estudo da área da recuperação da informação.

Atualmente o Programa de História Oral tem um acervo de mais de cinco mil horas gravadas com depoimentos produzidos desde 1975 como parte de diversos projetos relativos ao estudo da história contemporânea do Brasil.

A excelência de um centro de documentação está diretamente relacionada ao conhecimento que este possui das necessidades de informação dos usuários que utilizam seus serviços e da forma pela qual as informações estão disponíveis para consulta.

Através do estudo do sistema de recuperação da informação pode-se avaliar e planejar os serviços e sistemas de representação/recuperação da informação, levando-se em conta a satisfação das necessidades de informação e melhoria do sistema de busca e disseminação da informação.

Após a conclusão do estudo do sistema de recuperação da informação do Programa de História Oral do CPDOC e do levantamento dos procedimentos empregados em outras instituições, pretende-se, com este resultado, analisar os possíveis impactos desse estudo na gestão do acervo do Programa de História Oral e verificar efetivamente se há modificações que devem ser feitas ou não.

Ao pensar sobre o fato de a Ciência da Informação ter como objetivo trabalhar a informação e a construção do conhecimento, abrangendo o tratamento, a recuperação e a disseminação da informação, pode-se dizer que a mesma pode servir de instrumento para elucidação das lacunas existentes no campo da História Oral.

Este projeto pretende discutir o acesso e a disseminação da informação para a construção social do conhecimento, em especifico através de um acervo de História Oral. Considera-se de grande valor reconhecer as informações contidas neste acervo e elaborar ferramentas de acesso que possibilitem e colaborem para a construção do saber. A interlocução entre a produção científica da Ciência da Informação e dos programas de história oral pode fazer com que a riqueza contida nos acervos deixe de ser muda para ser explorada e utilizada.

Pretende-se levantar debates e teorias que favoreçam a aplicabilidade de metodologias próprias da Ciência da Informação na História Oral, para enriquecer as formas de uso da fonte oral e assim explorar novos caminhos em seus diversos campos de pesquisa.

4. MARCO TEÓRICO-CONCEITUAL

4.1 Histórico da Fundação Getulio Vargas:


A Fundação Getulio Vargas consolidou-se ao longo da segunda metade do século XX como uma das mais importantes e respeitadas instituições de ensino e pesquisa do país no campo das Ciências Sociais, particularmente em Economia, Administração e História. Com sede no Rio de Janeiro, instalada na Praia de Botafogo em um prédio projetado por Oscar Niemeyer, a FGV formou profissionais que há mais de 60 anos vêm se destacando na área acadêmica, no mercado financeiro, na iniciativa privada e na administração pública.

Há cerca de um quarto século, foi acrescida a seus objetivos a memória nacional e mais recentemente o problema ambiental.

Ao ingressarmos no terceiro milênio, a Fundação Getúlio Vargas enfrenta novos desafios: os diversos tipos de ensino que o progresso tecnológico oferece e cujas vantagens devem ser aproveitadas; a necessidade de uma produtividade bem maior no País para fazer face à concorrência da globalização; a atuação internacional levando ao exterior o prestígio de sua marca; a ampliação territorial no País de suas atividades de consultoria e educação continuada; a expansão de suas fontes de receita, para o seu equilíbrio financeiro; e, sobretudo, o aprimoramento acadêmico cada vez maior de suas escolas, institutos e centros.

O pioneirismo sempre foi a marca da FGV, uma entidade que está na vanguarda do pensamento científico desde a sua criação. Seja no campo da educação, das pesquisas e análises de dados econômicos, a Fundação apresentou-se, a partir do início, como uma instituição séria, competente e que, por isso mesmo, tornou-se sinônimo de credibilidade. Os primeiros cursos de pós-graduação em Administração Pública, Economia e Administração de Empresas do país foram criados pela FGV, que foi também a primeira a reunir, sistematicamente e de forma científica, praticamente todos os indicadores e índices estatísticos da economia nacional.

A FGV, por seu pioneirismo na coleta e análise de dados da economia brasileira, tornou-se o principal referencial de qualquer estudo mais profundo que se faça sobre a realidade brasileira nos últimos 60 anos.

4.1.1 A entidade:

A excelência das escolas de pós-graduação em Administração e Economia da FGV é reconhecida na comunidade acadêmica em todo o mundo. O mestrado e o doutorado credenciam seus alunos a participarem, com bolsistas ou professores, das mais exigentes universidades de vários países. A mesma competência acadêmica está presente também nos serviços de consultoria, pesquisa e treinamento de mão-de-obra que a entidade oferece aos governos federal, estaduais e municipais e à iniciativa privada em todo o país. Para isto, a instituição conta com filiais em São Paulo e Brasília e opera em diversas cidades mediante convênios firmados com outras instituições.

A FGV também se dedica ao estudo e à preservação da memória do país, particularmente da década de 30 em diante. A entidade tem a mais completa documentação da Era Vargas, incluindo o arquivo pessoal do ex-presidente Getulio Vargas e de outras personalidades importantes de seus dois governos. Depoimentos em áudio e vídeo de diversos projetos de pesquisa foram produzidos pelos pesquisadores da Fundação e estão à disposição de estudantes, historiadores, jornalistas e outros profissionais interessados em estudar a história recente do Brasil.

Todo o trabalho da FGV é realizado pelas cinco unidades: Instituto Brasileiro de Economia (IBRE), Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas (EBAPE), Escola de Administração de Empresas de São Paulo (EAESP), Escola de Direito do Rio de Janeiro (DIREITO RIO), Escola de Direito de São Paulo (EDESP), Escola de Economia de São Paulo (EESP), Escola de Pós - Graduação em Economia (EPGE) e Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC).

4.2 Histórico do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC) da Fundação Getulio Vargas:


O Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC) da Fundação Getulio Vargas foi criado em 1973 com o objetivo de abrigar conjuntos documentais relevantes para a história recente do país e desenvolver pesquisas históricas, tendo inicialmente seu próprio acervo como fonte privilegiada de consulta. Os conjuntos documentais doados ao CPDOC, que podem ser conhecidos no Guia dos Arquivos, constituem, atualmente, o mais importante acervo de arquivos pessoais de homens públicos do país, integrado por mais de 170 fundos, totalizando cerca de 1,8 milhão de documentos. A organização desses arquivos e sua abertura à consulta pública, hoje totalmente informatizada por meio do sistema Accessus, são tarefas primordiais do Centro.

Ainda com o intuito de preservar a história contemporânea brasileira foi iniciado, em 1975, o Programa de História Oral que, desde então, vem recolhendo depoimentos de personalidades que atuaram no cenário nacional. Contando atualmente com mais de cinco mil horas de gravação, correspondentes a cerca de 1.400 entrevistas, boa parte aberta à consulta no Portal do CPDOC (www.cpdoc.fgv.br), o acervo de história oral do CPDOC pode ser mais bem conhecido em consulta à base de dados do Programa de História Oral.

Em 1974, o CPDOC deu partida ao projeto de elaboração do Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro, obra de referência voltada para a história do Brasil no período pós-1930. Foi publicado em 1984. Sua nova versão foi lançada em 2001 em cinco volumes, com cerca de 6.600 verbetes, e a versão multimídia, em CD-Rom, foi lançada em junho de 2002.

Desde a criação do CPDOC, algumas linhas de investigação vêm sendo desenvolvidas, e permanecem como pontos de referência e identidade de seu grupo de pesquisadores. Elites políticas, História institucional e Pensamento social brasileiro são áreas de interesse que se mantêm, quer como escolhas intelectuais dos profissionais da casa, quer como projetos institucionais que recebem apoio de agências de financiamento. Essas grandes áreas desdobraram-se em outros recortes de pesquisa, que incluem como objetos de estudo biografias, intelectuais, educação e matrizes institucionais de políticas públicas, sempre na perspectiva multidisciplinar que o CPDOC tradicionalmente vem adotando, e que se reflete em uma equipe de pesquisadores de distinta extração no mundo acadêmico e intelectual.

Em 1988 o CPDOC lançou o primeiro número da revista Estudos Históricos, publicação semestral e regularmente editada. Desde 1994 o CPDOC edita os Informativos Eletrônicos de Ciências Sociais, História e Arquivologia com o objetivo de divulgar as atividades dessas áreas.

Em dezembro de 1996, com o projeto “Brasil em transição: um balanço do final do século XX”, o CPDOC foi reconhecido como núcleo nacional de excelência na área de história contemporânea do Brasil, dentro do Programa de Apoio a Núcleos de Excelência (Pronex) do Ministério da Ciência e Tecnologia. No final do ano de 2003, o CPDOC foi mais uma vez reconhecido como instituição sede de um novo projeto Pronex, intitulado “Direitos e cidadania”. Reunindo 31 profissionais de instituições do Rio de Janeiro e sob a coordenação de Angela de Castro Gomes, o projeto teve início em 2004 e deverá prosseguir até o final de 2006.3

4.3 O Setor de Documentação
O Setor de Documentação, constituído no formato atual a partir de abril de 1999, congrega as atividades e serviços que dizem respeito ao acervo histórico depositado no CPDOC. O Setor é constituído pelo Programa de Arquivos Pessoais, responsável pelo tratamento e divulgação dos arquivos doados ao Centro, e o Programa de História Oral, responsável pela produção, preservação e acesso das entrevistas realizadas pelos pesquisadores da equipe.

É no âmbito do Setor de Documentação que são discutidas questões relativas à preservação e ao acesso a essas diferentes fontes de pesquisa, bem como são desenvolvidos projetos que envolvem o tratamento e a referenciação de acervos arquivísticos e a constituição de bancos de entrevistas.

4.4 O Programa de História Oral do CPDOC
O Programa de História Oral do CPDOC foi criado em 1975, no momento em que a metodologia da história oral se firmava como novidade em instituições de pesquisa e arquivos da América do Norte e da Europa. O objetivo era realizar entrevistas sobre o passado e tratá-las seguindo técnicas que permitissem guardar e divulgar o testemunho vivo dos entrevistados.

As primeiras entrevistas do Programa de História Oral do CPDOC começaram a ser realizadas em 1975, seguindo em grande parte as orientações do I Curso Nacional de História Oral, organizado pelo Subgrupo de História Oral do Grupo de Documentação em Ciências Sociais (GDCS), que havia sido formado em dezembro do ano anterior por representantes da Biblioteca Nacional, do Arquivo Nacional, da Fundação Getulio Vargas e do Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação. Os professores convidados eram George P. Browne, do Departamento de História da Seton Hall University, Nova Jersey; James e Edna Wilkie, do Latin American Center da Universidade da Califórnia, e Eugênia Meyer, do Instituto Nacional de Antropologia do México.4 O curso foi extremamente importante para estabelecer determinadas técnicas de História Oral no CPDOC e aumentar o intercâmbio científico com pesquisadores brasileiros e estrangeiros.

Desde então, o CPDOC vem produzindo um acervo de depoimentos de importância reconhecida tanto no Brasil como no exterior. No que diz respeito à constituição do acervo, ele reflete a diversidade de projetos de pesquisa que dão origem, hoje, às entrevistas. Nos primeiros dez anos de existência do Programa de História Oral, muitas entrevistas resultaram da proposta fundadora do Programa, de estudar a trajetória e o desempenho das elites brasileiras desde os anos 1930. Tinha o objetivo de examinar o processo de montagem do Estado brasileiro, como forma, inclusive, de compreender como se chegara ao regime militar então vigente. Com as entrevistas, procurava-se conhecer os processos de formação das elites, as influências políticas e intelectuais, os conflitos e as formas de conceber o mundo e o país. Para alcançar esse objetivo, o mais apropriado era realizar entrevistas de história de vida, que se estendem por várias sessões e acompanham a vida do entrevistado desde a infância, aprofundando-se em temas específicos. Esta linha de acervo continua em vigor até hoje e abarca políticos, intelectuais, tecnocratas, militares e diplomatas, entre outros, desde os que ocuparam cargos formais no Estado até os que, fora do Estado, com ele cooperaram ou lhe fizeram oposição.5

Com o tempo, o acervo do Programa de História Oral foi sendo enriquecido também com entrevistas que pretendiam compreender acontecimentos e conjunturas específicas da história do Brasil. Surgiram então os conjuntos de depoimentos sobre a formação e a trajetória de agências e empresas estatais, sobre os governos militares e sobre a trajetória de instituições de ensino, entre outros. Esses projetos produzem em geral entrevistas mais curtas, chamadas temáticas por se voltarem prioritariamente para o envolvimento do entrevistado no assunto em questão. Atualmente mais de 60 projetos que geraram e geram entrevistas estão cadastrados da base de dados do Programa, número que aumenta a cada ano.

Existem três formas de consulta às entrevistas do acervo do Programa: em texto, em áudio e em audiovisual. A entrevista em texto pode estar disponível em arquivo digital para download no portal, em texto editado publicado em livro, e em texto datilografado (as entrevistas mais antigas), que pode ser solicitado em cópia xerox porque não está disponível no portal. As entrevistas em áudio e audiovisual só podem ser consultadas nos CPDOC.

Os depoimentos cuja liberação foi formalmente autorizada pelos entrevistados encontram-se abertos à consulta no portal e/ou no CPDOC.

Os depoimentos que se encontram abertos à consulta tiveram sua liberação formalmente autorizada pelos entrevistados.

Após 30 anos de existência, o Programa de História Oral do CPDOC tem uma trajetória consolidada, nas áreas de acervo, pesquisa, publicações e consultorias, além de presença ativa nas associações de História Oral, no Brasil e no exterior, mantendo-se sempre afinado com as novas tendências e servindo de referência para outras instituições nacionais e internacionais.6

4.5 A metodologia de história oral

A história oral é uma metodologia de pesquisa e de constituição de fontes para o estudo da história contemporânea surgida em meados do século XX, após a invenção do gravador de fita. Consiste na realização de entrevistas gravadas com pessoas que participaram de, ou testemunharam, acontecimentos, conjunturas, instituições, modos de vida ou outros aspectos da história do presente e do passado. Após a invenção do gravador (1948), formou-se o Columbia University Oral History Research Office, nos Estados Unidos; na Europa surgiram experiências com a coleta de relatos de chefes da Resistência Francesa no imediato pós-guerra, e no México o Instituto Nacional de Antropologia começou a registrar as recordações da Revolução Mexicana (1910-1911) e, desde então, difundiu-se bastante. Ganhou também cada vez mais adeptos, ampliando-se o intercâmbio entre os que a praticam: historiadores, antropólogos, cientistas políticos, sociólogos, pedagogos, teóricos da literatura, psicólogos e outros.

Em meados da década de 1970, precisamente em 1975, a História Oral chegou ao Brasil. E metodologia foi introduzida quando foi criado o Programa de História Oral do CPDOC. A década de 1980 assistiu a um processo de consolidação da metodologia. Houve implantação de programas, publicação de revistas especializadas, manuais etc. A partir dos anos 1990, o movimento em torno da história oral cresceu muito e ampliou-se a preocupação com os novos objetos, novas mídias e tecnologias. Em abril de 1994, durante o II Encontro Nacional de História Oral, realizado no Rio de Janeiro, foi criada a Associação Brasileira de História Oral, que congrega membros de todas as regiões do país, reúne-se periodicamente em encontros regionais e nacionais, e edita uma revista e um boletim. Dois anos depois, em 1996, foi criada a Associação Internacional de História Oral, durante o IX Congresso Internacional de História Oral, na Suécia. A Associação realiza congressos bianuais e também edita uma revista e um boletim. No mundo inteiro é intensa a publicação de livros, revistas especializadas e artigos sobre história oral. Há inúmeros programas e pesquisas que utilizam os relatos pessoais sobre o passado para o estudo dos mais variados temas.

As entrevistas de história oral são tomadas como fontes para a compreensão do passado, ao lado de documentos escritos, imagens e outros tipos de registro. Caracterizam-se por serem produzidas a partir de um estímulo, pois o pesquisador procura o entrevistado e lhe faz perguntas, muitas vezes depois de consumado o fato ou a conjuntura que quer investigar. Além disso, fazem parte de todo um conjunto de documentos de tipo biográfico, ao lado de memórias e autobiografias, que permitem compreender como indivíduos experimentaram e interpretam acontecimentos, situações e modos de vida de seu grupo ou da sociedade em geral. Isso torna o estudo da história mais concreto e próximo, facilitando a apreensão do passado pelas gerações futuras e a compreensão das experiências vividas por outros. 7

O trabalho com a metodologia de história oral compreende todo um conjunto de atividades anteriores e posteriores à gravação dos depoimentos. Exige, antes, a pesquisa e o levantamento de dados para a preparação dos roteiros das entrevistas. Quando a pesquisa é feita por uma instituição que visa a constituir um acervo de depoimentos aberto ao público, é necessário cuidar da duplicação das gravações para formação do acervo de segurança, promover o tratamento, a conservação e a preservação do material gravado.

4.6 Ciência da Informação e História Oral


Muitos autores consideram o ano de 1962 e a conferência realizada no Geórgia Institute of Tecnology o ano e local de nascimento formal da área entendida então como “a ciência do armazenamento e recuperação da informação”. 8

A definição que teve origem nesta conferência é considerada uma das mais antigas definições de ciência da informação, e conquistou aceitação básica, uma vez que a maioria das outras tem como origem variações da mesma:


“Ciência que investiga as propriedades e o comportamento da informação, as forças que governam o fluxo de informação e os meios de processar a informação para ótima acessibilidade e uso. O processo inclui a origem, a disseminação, a coleta, a organização, o armazenamento, a recuperação, a interpretação e o uso da informação. O campo está relacionado com matemática, lógica, lingüística, psicologia, tecnologia da computação, pesquisa operacional, artes gráficas, comunicação, biblioteconomia, administração e algumas outras áreas.” Shera e Cleveland, 1977: 265
Dessa forma pode-se considerar a Ciência da Informação uma ciência interdisciplinar que pode contribuir com o campo da História Oral e permitir frutíferas relações com outras áreas, como gerenciamento eletrônico de documentos, organização da informação etc.

O estudo da Ciência da Informação vinculado à História Oral poderá suscitar reflexões que venham contribuir para desenvolvimento da História Oral como campo de conhecimento e para estabelecimento de suas relações acadêmicas e epistemológicas com a Ciência da Informação e as demais áreas do conhecimento.

Os acervos dos Programas de História Oral contêm verdadeiros tesouros, quando se vislumbra a riqueza das informações ali contidas. Um mesmo depoimento pode ser tratado de várias formas e apresentar visões diferentes de um mesmo momento. Assim, torna-se necessária a realização de um estudo para o maior entendimento e exploração dessas fontes, com o intuito de tratar e recuperar as informações dos relatos orais, de modo que os mesmos possam representar toda sua potencialidade informacional e serem vistos como importantes fontes documentais. Uma vez tratados, poderão ser disponibilizados à sociedade, de forma que os programas permitam acesso gratuito e eficaz.

Segundo Alberti (2005) pode-se verificar as diversas áreas em que a metodologia de História oral pode ser aplicada.


“O trabalho com História oral se beneficia de ferramentas teóricas de diferentes disciplinas das Ciências Humanas, como a Antropologia, a História, a Literatura, a Sociologia e a Psicologia, por exemplo. Trata-se, pois, de metodologia interdisciplinar por excelência. Além dos campos mencionados, ela pode ser aplicada nas mais diversas áreas do conhecimento: na Educação, na Economia, nas Engenharias, na Administração, na Medicina, no Serviço Social, no Teatro, na Música... Em todas essas áreas já foram desenvolvidas pesquisas que adotaram a metodologia da História oral para ampliar o conhecimento sobre experiências e práticas desenvolvidas, registrá-las e difundi-las entre os interessados.” Alberti, 2005
Mas o sistema de representação não atende a todas as necessidades de informação do programa e dos usuários. Mais uma vez, vale ressaltar que os programas dispõem de um rico acervo e os sistemas de representação e recuperação da informação não alcançam toda sua potencialidade, devido à riqueza das possibilidades de pesquisa que a especificidade da fonte oral pode gerar.

Considera-se necessária a análise de teorias que favoreçam a aplicabilidade de metodologias próprias da Ciência da Informação no universo metodológico da História Oral.

Nos programas de História Oral as informações partem dos relatos orais, sendo assim, torna-se necessária a aplicação da teoria da Ciência da Informação, como observa Michel Marie Le Ven:

“Há dois pontos que constituem a originalidade dos acervos dos Programas de História Oral: primeiro a gente fala do que viveu, então é sempre subjetivo, é uma experiência contada, portanto tem a relevância da memória. Precisamos considerar o quê, para quem e o que estão fazendo com aquilo que se fala. Informação é formação...mas também é deformação, é conformação, é reformulação... mas a Ciência da Informação é quem detém essa forma (...)”.9

Torna-se necessário verificar como são representadas as informações contidas nas entrevistas, para poder recuperá-las com maior precisão, pois a especificidade da fonte oral torna difícil a indexação.

A indexação do CPDOC foi estabelecida para atender às necessidades de informação de um perfil de usuário, mas com o passar dos anos abriu-se um leque de possibilidades de exploração dessas informações contidas no Centro, aumentando o público e multiplicando o perfil dos usuários que consultam e/ou procuram o CPDOC para servir de referência para suas instituições ou para atender suas pesquisas.

A identificação dos usuários desses acervos é imprescindível para que favoreçam a escolha (o mapeamento) de novas ferramentas de busca e acesso aos conteúdos informacionais disponíveis nestes acervos. Para que deixem de ser acervos direcionados a poucos e passem a servir como instrumento (ou fonte) de pesquisa para mais usuários, alcançando dessa forma a democratização da informação e o desenvolvimento da sociedade. Através da interlocução entre a produção científica da Ciência da Informação e dos acervos dos programas de história oral, pode-se enriquecer essas possibilidades de disseminação e acesso a essas informações de forma quantitativa e qualitativa.

Tendo como objetivo trabalhar a informação e a construção do conhecimento na sociedade, vejamos abaixo a consideração de Saracevic:


“A ciência da informação é um campo devotado à investigação científica e à prática profissional, dedicando-se a problemas de comunicação efetivos do conhecimento e de seus registros entre humanos, no que se refere às necessidades e ao uso da informação nos níveis individual e social”. (Saracevic, Tefko.1996:p.52)

Cada vez mais pesquisadores e profissionais de diversas áreas, convencidos da importância dos registros orais, têm aplicado essa metodologia de pesquisas em seus trabalhos. Pode-se dizer que há uma inquietação quanto aos destinos que vêm sendo dados a esses depoimentos e aos cuidados que são necessários para sua organização, preservação e acesso.

Atualmente os procedimentos de organização e descrição dos documentos orais nos programas de história oral e em centros de documentação têm seguido orientações variadas. Acredita-se que o tratamento desses acervos seja pouco discutido entre os mesmos; então, a maioria realiza seus próprios catálogos. “Boa parte deles recorre a critérios da Biblioteconomia catalogando peça a peça e outros adotam princípios da Arquivologia descrevendo os conjuntos documentais nos quais preservam informações sobre cada um dos registros.” (Khoury, 2005)

Percebe-se a necessidade de um investimento mais amplo e efetivo nos programas de História Oral, tanto no campo acadêmico como no campo institucional. Dessa forma resultados mais positivos poderão ser alcançados na medida em que houver maior consciência da importância do desenvolvimento e da aplicação de sistemas de recuperação da informação direcionados para esses registros/acervos.

Nesse sentido espera-se levantar um debate para essas questões, com o intuito de estar sempre avaliando os significados e instrumentos atribuídos à produção, organização, tratamento e difusão dessa documentação, procurando destacar a importância que o direito à informação assume, hoje, e suas implicações nas propostas de ampliação dos horizontes da democratização e do acesso a essas fontes.

5. METODOLOGIA

Para alcançar os objetivos expostos acima, pretende-se realizar um levantamento de dados e propostas através de pesquisa documental, pesquisa bibliográfica e visitas técnicas.

As pesquisas documental e bibliográfica serão feitas no acervo do Programa de História Oral do CPDOC da Fundação Getulio Vargas e na bibliografia já publicada que tenha relação com o tema em estudo.

O método a ser empregado nesta pesquisa será de indução por amostragem representativa, partindo para o estudo de campo nas instituições que mantêm em seus acervos registros orais. O procedimento a ser utilizado nessa investigação para a coleta de dados e para ajudar no diagnóstico será a realização de entrevistas com profissionais e gestores da informação de instituições que fazem parte da dinâmica dessa pesquisa. Pretende-se estudar o Arquivo Sonoro da Fundação Casa de Oswaldo Cruz10, o Centro de Documentação e Informação Científica “Prof. Casimiro dos Reis Filho”-CEDIC/PUC-SP11, o Programa de História Oral do Centro de Estudos Mineiros da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas – Universidade Federal de Minas Gerais – PHO-CEM/Fafich -UFMG12 e o Centro de Memória – Unicamp13, através de visitas seguidas de entrevistas com seus gestores de informação. As instituições a serem estudadas podem mudar ao longo da pesquisa.

A amostra a ser utilizada será a não probabilísta, intencional, onde a opinião dos gestores e de demais profissionais da área de informação que trabalham com entrevistas de História oral será observada.

Será realizado um levantamento mensal nos relatórios estatísticos de acesso às entrevistas consultadas no portal do CPDOC.

Através deste estudo pretende-se:



  • Identificar como as instituições catalogam seus acervos;

  • Identificar se o acervo é disponibilizado e como as informações produzidas são utilizadas;

  • Identificar as necessidades de informação dos usuários internos e externos;

  • Promover instrumentos que possam enriquecer as possibilidades de uso e disseminação da informação de forma eficaz.

6. REFERÊNCIAS
ALBERTI, Verena. “Histórias dentro da história.” In: Pinsky, Carla (org.) Fontes Históricas. São Paulo, Contexto, 2005, p.155-202.
ALBERTI, Verena. Manual de História Oral. 2. ed. rev. atual. - Rio de Janeiro: Editora FGV, 2004. 236p.
ARQUIVO NACIONAL (Brasil). Dicionário brasileiro de terminologia arquivística. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2005.232p.:30cm.-Publicações Técnicas; nº.51
CPDOC 30 anos/ Textos de Célia Camargo...[et al.] – Rio de Janeiro: Editora FGV: CPDOC, 2003. 192p.
FIGUEIREDO, Nice Menezes de. Estudo de Usos e Usuários da Informação. Brasília: IBICT, 1994. 154p.
FONSECA, Maria Odila. Arquivologia e Ciência da Informação. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2004. 124p.
KHOURY, Yara Aun. “Documentos orais: da produção a preservação, uma inquietação presente.” Anais do IV Congresso de Arquivologia do Mercosul. I Encontro de Documentação oral do Mercosul. Primeira sessão: Documentos orais nas políticas de preservação. Campos do Jordão, SP. 17 a 20 de outubro de 2005. 7p.
LE CODIAC, Yves-François. A Ciência da Informação. / Ives-François Le Coadic; tradução de Maria Yêda F. S. de Filgueiras Gomes. – Brasília, DF: Briquet Lemos/Livros, 1996.
SARAKEVIC, Tefko. “Ciência da Informação: origem, evolução, relações. Perspectivas em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v.1, n.1, p.41-62, jan./jun. 1996.
SHIKIDA, Aparecida Maciel da Silva. Informação, história e memória [manuscrito]: a constituição social da informação em relatos orais / Aparecida Maciel da Silva Shikida. – 2005. 157.:il.
. Acesso em: 15 jul. 2002.
. Acesso em: 15 jul. 2002.
. Acesso em: 14 ago. 2006.
. Acesso em: 24 ago. 2006.
. Acesso em 24 ago. 2006.
. Acesso em 24 ago. 2006.
. Acesso em 24 ago. 2006.

1 ALBERTI, Verena. Tratamento das entrevistas de história oral no CPDOC. Rio de Janeiro:CPDOC,2005.11f. Trabalho apresentado à Mesa II " Perspectivas e desafios no tratamento dos documentos orais" do I Encontro de Documentação Oral do Mercosul, realizado durante o VI Congresso de Arquivologia do Mercosul em Campos de Jordão(SP), de 17 a 20 de out. de 2005.

2 Essa entrevista foi realizada para a elaboração do livro Mário Lago: boemia e política, de Mônica Velloso (Rio de Janeiro, Ed. FGV, 1997).

3 Fonte: Disponível em: www.cpdoc.fgv.br . Acesso em 14/08/2006.

4 Verena Alberti, “O acervo de história oral do CPDOC: trajetória de sua constituição”. Rio de Janeiro: CPDOC, 1998. 18f. (disponível para download em www.cpdoc.br ).

5 Fonte:Disponível em: www.cpdoc.fgv.br . Acesso em 24/08/2006.

6 Ver também Janaína Amado. “Conversando: o CPDOC no campo da história oral.” 59-83, Textos de Célia Camargo, Eduardo Escorel, Elide Rugai Bastos, Francisco J. Calazans Falcon, Gilberto Velho, Janaína Amado, João Trajano Sento-Sé, José Sérgio Leite Lopes, Kenneth P. Serbin, Marieta Moraes Ferreira e Michael L. Conniff. CPDOC 30 anos. Rio de Janeiro: FGV, 2003. 192p.

7 Ver também Verena Alberti. “Histórias dentro da história.” In: Pinsky, Carla (org.) Fontes Históricas. São Paulo, Contexto, 2005, p.155-202.

8 Maria Odila Kahl Fonseca. Ciência da informação e Arquivologia. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2004.124p.

9 Entrevista concedida a Aparecida Maciel da Silva Shikida e ao Programa de História Oral do Centro de Estudos Mineiros da UFMG. Apud. Shikida, 2005, p.136.

10 O Arquivo Sonoro foi criado para proceder à reunião, guarda e disponibilidade de registros sonoros que em sua maioria resultam das iniciativas empreendidas pela Casa de Oswaldo Cruz (COC) no sentido de, através de novas abordagens, ampliar as fontes documentais já existentes, incorporando a elas um acervo de documentos orais. Reunindo registros produzidos entre agosto de 1968 e dezembro de 2000, o acervo possui 2.347 fitas que têm cerca de 1.950 horas gravadas, e em sua maior parte com transcrição e cópias de segurança. Deste acervo aproximadamente 1.390 horas, ou 1.634 fitas, são resultado de depoimentos oriundos de projetos desenvolvidos na COC, utilizando a história oral. Compõem o restante do acervo, além de depoimentos avulsos, registros sonoros de congressos, seminários, solenidades e outros eventos de caráter político-institucional e técnico-científico. Disponível em www.coc.fiocruz.br . Acesso em 24/08/2006.

11 O CEDIC foi criado em 1980, na PUC/SP. Constitui-se num espaço de preservação de diferentes tendências e expressões da memória social brasileira. Desde 1986 seu acervo vem reunindo conjuntos documentais de movimentos sociais ligados à Igreja e à educação. Nos últimos anos, acompanhando as tendências de reflexão da Universidade, seu perfil temático vem sendo ampliado em torno de questões sociais, políticas e culturais. Reúne documentos textuais, orais e iconográficos gerados por movimentos e organizações, por projetos de pesquisa, ou pelas próprias atividades acadêmicas da PUC/SP. O programa de Documentação Oral foi criado em 1993, visando subsidiar a investigação acadêmica e reunir registros orais produzidos pelos projetos de pesquisa; vem aplicando tratamento e descrição arquivística a esse tipo de acervo e estimulando a discussão a respeito da sua preservação e divulgação. Disponível em http://www.pucsp.br/cedic. Acesso em: 24/08/2006.

12 Criado em 1990, o Programa de História Oral da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Minas Gerais, integra o Centro de Estudos Mineiros e reúne pesquisadores de várias unidades acadêmicas da UFMG. O núcleo pesquisa e documenta a vida política, econômica, social e cultural de Minas Gerais. O acervo do Programa é composto por entrevistas de história de vida e temáticas divididas em História das cidades, História das elites e História dos partidos políticos e sindicatos. Disponível: http://www.fafich.ufmg.br/cem .Acesso em: 24/08/2006.

13 O Centro de Memória – Unicamp (CMU) foi criado em 1985, diretamente subordinado à Reitoria da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), tem como objetivo promover e integrar estudos e pesquisas interdisciplinares voltados à reconstrução da memória histórica e sócio-cultural de Campinas e região. Para a realização desse trabalho, o Centro conta com acervos documentais e bibliográficos, cuidando, ainda, de sua restauração, organização, conservação e divulgação. Está dividido nas seguintes áreas: Arquivos históricos, Biblioteca, Laboratório de História Oral, Laboratório de iconografia e Laboratório de conservação e restauração.O CMU realiza pesquisas próprias e/ou em convênios com outras instituições, presta assessoria a projetos ligados à memória histórica e ao patrimônio sócio-cultural, organiza e promove eventos de ordem acadêmica, cursos, treinamentos e/ou estágios voltados à preservação da memória nas áreas de Arquivologia, Biblioteconomia, Restauração de Documentos, História Oral e Iconografia. Disponível em: http://www.centrodememoria.unicamp.br . Acesso em 24/08/2006.




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