David a morte de Sócrates



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Conclusão


O problema da imortalidade da alma, que outrora pertencia à alçada da Filosofia, pôde, nos dias atuais, ser atacado pelo método positivo. Já observamos uma orientação nova, criada pela pesquisa experimental. O hipnotismo prestou serviço imenso à Psicologia, com o facultar que se dissecasse, por assim dizer, a alma humana e fecundo foi o emprego que dele se fez, para obter-se o conhecimento do princípio pensante em suas modalidades conscientes e subconscientes. A isso, entretanto, não se reduziu o seu papel; ele deu ensejo a que se pusessem em foco fenômenos mal conhecidos, quais os da sugestão mental a distância, da exteriorização da sensibilidade e da motricidade, que levam diretamente à telepatia e ao Espiritismo.

Essa evolução lógica mostra que a Natureza procede por transições insensíveis. Há certos fenômenos em que a ação extracorpórea da alma humana se pode explicar por uma simples irradiação dinâmica, produzindo os fenômenos telepáticos propriamente ditos, ao passo que outros absolutamente necessitam, para serem compreendidos, da exteriorização da inteligência, da sensibilidade e da vontade, isto é, da própria alma.

Assinalamos, de passagem, essa sucessão das manifestações anímicas e, embora fôssemos constrangidos a resumir extremamente os fatos, temos para nós, contudo, que a atenção do leitor foi atingida por essa continuidade, que de modo ainda mais empolgante ressalta quando se chega às manifestações extraterrestres. São preciosas as observações dos sábios da Sociedade de Pesquisas Psíquicas, no sentido de que fazem se apreenda bem a notável semelhança que existe entre as aparições dos mortos e as dos vivos. Melhor então se compreendem as narrativas de que são copiosos os anais de todos os povos. Chegamos a persuadir-nos de que, se a vida de além-túmulo foi negada com tanta fúria por muitos espíritos bons, é que ela era incompreensível, quer fizessem da alma uma resultante do organismo, quer a supusessem formada de uma essência puramente espiritual.

Pudemos, com efeito, convencer-nos de que a alma humana não é, conforme o julgam os materialistas, uma função do sistema nervoso; que ela é um ser dotado de existência independente do organismo e que se revela precisamente com todas as suas faculdades: sensitivas, inteligentes e voluntárias, quando o corpo físico se tornou inerte, insensível, completamente aniquilado. A alma humana não é, tampouco, qual o afirmam os espiritualistas, uma entidade imaterial, um ser intangível. Ela possui um substratum material, porém formado de matéria especial, infinitamente sutil, cujo grau de rarefação ultrapassa de muito todos os gases até hoje conhecidos.

Se bem, desde o instante do nascimento, alma e corpo se achem intimamente unidos, de maneira a formarem um todo harmonioso, não é tão profunda essa união, nem tão indissolúvel quanto se pensava. Sabemos, por fatos de observação e de experiência, que o princípio pensante se evade por vezes da sua prisão carnal e percebe a natureza, com exclusão do ministério dos sentidos. Os casos de Varley, do Dr. Britten, do jovem gravador citado pelo Dr. Gibier são, a esse respeito, inteiramente probantes. O desprendimento anímico pode ser provocado, como vimos nas pesquisas do Sr. de Rochas, nas quais apanhamos ao vivo o processo de desintegração que, quando se completa, dá lugar à formação de um fantasma que reproduz com exatidão o corpo físico. Aliás, as experiências dos magnetizadores conduzem ao mesmo resultado. Os casos do negro Lewis e da Sra. Morgan estabelecem, com caráter de certeza, que é possível à alma separar-se voluntariamente do corpo.

Foi sempre experimentalmente que se observou ter esse corpo da alma uma realidade física, pois que ele pode ser visto (caso de Lewis e do Dr. Britten) e não raro fotografado, conforme o demonstramos várias vezes (casos do capitão Volpi, do Sr. Stead, do Dr. Hasdeu, etc.). Finalmente, a realidade física do desdobramento está inteiramente provada com a Sra. Fay e o médium Eglinton, de cujo duplo a materialização se tornou irrecusável por um molde em parafina.

Esse duplo, sósia do ser vivo, não é, pois, uma miragem, uma imagem virtual, ou uma alucinação. É a própria alma que se revela, não só pela sua aparição, mas também intelectualmente, por mensagens que lhe atestam a individualidade. O que reproduzimos de forma experimental se deu naturalmente e foi observado grande número de vezes, porquanto os sábios da Sociedade de Pesquisas Psíquicas reuniram considerável acervo de documentos acerca desse assunto, tão eminentemente instrutivo e interessante. O cepticismo, em verdade, não pode sentir-se à vontade diante desses dois mil casos perfeitamente comprovados. É fora de dúvida que a incredulidade sistemática surge aqui com tara cerebral, como um caso patológico, ao qual não há porque dar atenção.

A identidade física e intelectual das manifestações fantasmáticas provindas de indivíduos vivos, ou mortos há mais ou menos tempo, patenteia a sobrevivência da atividade anímica após a morte corporal. Os fenômenos extremamente numerosos e variados do Espiritismo confirmam os fatos de observação. Possuímos provas de todos os gêneros, atestando que o ser pensante resiste à desagregação física e persiste na posse integral de suas faculdades intelectuais e morais. Ainda a esse respeito são abundantes e precisos os documentos.

A fotografia permite se afirme com segurança absoluta que os impropriamente chamados mortos são, ao contrário, perfeitamente vivos. Os testemunhos de Wallace, do Dr. Thomson, de Bromson Murray, de Beattie não consentem dúvidas. Embora remonte por vezes a uma época distante o momento da sua desencarnação, o ser que vem dar o seu retrato nenhum traço revela de decrepitude. Em geral, mostra-se mesmo rejuvenescido, isto é, gosta de ser representado na fase da sua existência em que dispunha do máximo de atividade física. Também nas descrições dos médiuns videntes temos excelentes meios de convicção e bastará lembremos o caso de Violeta, citado pelo Sr. Robert Dale Owen, para pormos em evidência todos os recursos encontráveis nesse gênero de investigações.

Vimos igualmente que o grau de objetividade do Espírito pode chegar até a uma verdadeira materialização.

Opera-se então o magnífico fenômeno mediante o qual ressuscita, por assim dizer, um ser desaparecido de há muito do mundo dos vivos. Sabemos de quantas precauções se cercam os experimentadores, para não serem iludidos pelos médiuns ou pelos seus próprios sentidos. Apesar do número considerável das narrativas, a despeito da autoridade dos sábios, que controlaram os fenômenos, indispensáveis se tornaram testemunhos materiais da realidade deles, para que se desse crédito a tão singulares relatos. Só depois das fotografias de Katie King se formou a convicção de que os espectadores não tinham sido vítimas de sugestões vígeis, convicção que ainda mais se robusteceu quando, pelas moldagens, como as que obtiveram os Srs. Reimers e Oxley, se fizeram certo que havia ali uma realidade esplêndida, uma grandiosa evidência.

Surgiram então todas as teorias imaginadas para combater essa demonstração que embaraçava os incrédulos. Já não podendo negar os fatos, tentaram eles desacreditá-los, atribuindo-os ao desdobramento do médium; a criações de seu cérebro objetivadas diante dos espectadores; a intervenções de elementais ou elementares, etc. Sabe-se, porém, quanto são inadmissíveis todas essas hipóteses e, assim, a convicção se impõe de que a morte não é o fim do ser humano, mas um degrau da sua vida imperecível.

A conservação do perispírito após a morte faculta se compreenda que a integridade da vida psíquica não se destrói, apesar do desaparecimento do cérebro material que parecia indispensável à sua manifestação. Durante a vida, o perispírito existe, sabemo-lo sem sombra de dúvida, e desempenha papel notável na vida fisiológica e psíquica do ser, pois, desde que ele sobrevive ao organismo, é que era absolutamente diferente deste. O ser humano então nos aparece qual realmente é: uma forma, pela qual passa a matéria. Quando se acha gasta a energia que fazia funcionar essa máquina; quando, numa palavra, a força vital se transformou completamente, a matéria fica sem poder mais incorporar-se, o corpo físico se desagrega, seus elementos voltam à terra e a alma, revestida sempre de sua forma espiritual, continua no espaço a sua evolução sem fim.

As materializações, suficientemente objetivadas para deixarem traços materiais da sua realidade por meio de impressões e moldes, mostraram que o perispírito é a forma ideal sobre que se constrói o corpo físico. Ele contém todas as leis organogênicas do ser humano e, se essas leis se encontram em estado latente no espaço, subsistem, no entanto, prontas sempre a exercer a ação que lhes é própria, desde que para isso se lhes forneça matéria e essa forma da energia a que se dá o nome de força nervosa ou vital.

A existência desse corpo espiritual é conhecida de toda a antigüidade, mas apenas vagas e incompletas noções se possuíam sobre a sua verdadeira natureza. Não temos a pretensão de afirmar que já se fez luz completa sobre esse assunto; já principiamos, todavia, a estabelecer melhor os termos do problema. As modernas descobertas da ciência permitem mesmo se acredite que a sua solução está porventura mais próxima do que geralmente se imagina.

Procuramos mostrar que a existência de uma substancialidade etérea não é incompatível com os nossos conhecimentos atuais sobre a matéria e a energia. Cremos que essa tentativa não parecerá demasiado temerária, pois que a ciência positiva se encaminha para esse domínio do imponderável, que inúmeras surpresas lhe reserva. Diremos, pois, com o Sr. Léonce Ribert, que temos hoje nas mãos todos os elementos para a solução do grande problema dos nossos destinos.

Depois dos luminosos trabalhos de Helmholtz, de Sir William Thomson (que se tornou Lorde Kelvin), de Crookes, de Cornu, sobre a constituição da matéria ponderável e do imponderável éter; depois dos de Kirkof e de Bunsen, de Lockyer, de Huggins, de Deslandes, sobre as revelações do espectroscópio; dos de Faye, de Wolff e de Croll, sobre a constituição, a marcha e o encontro dos gigantes celestes; aos de Claude Bernard, de Berthelot, de Lewes, de Preyer, em Química orgânica e em Fisiologia; dos de Pasteur sobre os infinitamente pequenos da vida; dos de Darwin e Wallace, sobre a origem das espécies; dos de seus discípulos e continuadores, quais Huxley, na Inglaterra, Hœckel, na Alemanha, Ed. Perrier, na França; dos de Broca e Ferrier, sobre as localizações cerebrais; dos de Herbert Spencer, de Bain, de Ribot, em Psicologia; dos de Taine, sobre a inteligência; dos de toda uma plêiade de sábios sobre a pré-história; enfim, depois das grandes descobertas de Mayer, de Joule, de Hirn, sobre a conservação da energia, podemos inteirar-nos, mais exatamente do que outrora, dos novos fatos que as pesquisas contemporâneas revelam.

Quem não vê as relações que existem entre a sugestão mental à distância e a telegrafia sem fio? Como não compreender que a vista sem o concurso dos olhos já não é incompreensível, após a descoberta dos raios X e quem não percebe as íntimas analogias que o corpo perispirítico apresenta com a matéria ultra-radiante? Sem dúvida, ainda são meras aproximações, mas a estrada está toda traçada e a ciência de amanhã por ela necessariamente enveredará, acompanhando os Crookes, os Wallace, os Lodge, os Barrett, e os de Rochas, que levantaram o véu da grande Ísis.



Revelar-se-á então, em toda a sua grandeza, a lei evolutiva que nos arrasta para destinos cada vez mais altos. Do mesmo modo que o planeta se elevou lentamente da matéria bruta à vida organizada, para chegar à inteligência humana, também compreenderemos que a nossa passagem por este mundo mais não é do que um degrau da eterna ascensão. Saberemos que somos chamados a desenvolver-nos sempre e que o nosso planeta apenas representa uma etapa da senda infinita. O infinito e a eternidade são domínios nossos. Assim como certo é que não se pode destruir a energia, também de certo uma alma não pode aniquilar-se. Semeemos profusamente em todas as inteligências estas consoladoras verdades que nos rasgam maravilhosos horizontes do futuro, mostrem que existe para todos os seres uma igualdade absoluta de origem e de destino e veremos efetuar-se a evolução espiritual e moral que há de acarretar o advento da era augusta da regeneração humana, pela prática da verdadeira fraternidade.

FIM


Notas:


1Gabriel Delanne, A Evolução Anímica.

2Prevenimos o leitor de que consideramos expressões equivalentes as palavras alma e espírito.

3Ferdinando Denis, Universo pitoresco. Consultar, para o estudo dessas crenças, os trabalhos publicados sobre as tribos da Oceania, da América, da África, t. I, 64-65. Consultar também Taylor, Civilizações primitivas, t. I, pág. 485; Taplin, Folklore Manners of Australian aborigenes.

4Fogo aéreo. O fogo era representado sob três modalidades: Agni, fogo terrestre. Surya ou Indra, o sol; Vayú, fogo aéreo. (Rigveda, 513, nº 4, tradução de A. Langlois.)

5Marius Fontanes, Índia Védica, págs. 327 e seguintes.

6“Os cânticos védicos exprimem, na sua origem, uma confiança ingênua, um otimismo natural, um sentimento de verdade que pouco a pouco se alteram, sob a influência sacerdotal.” (A. Langlois, Rigveda, t. I, pág. 24.)

7Maspéro, Arqueologia Egípcia, pág, 108, e História antiga dos povos do Oriente, pág. 40.

8G. Pauthier, A China, VI, pág. 13.

9Léon Carre, O antigo Oriente, pág. 386

10G. Pauthier, Ob. cit. VII, pág. 369.

11G. de Lafond, O Mazdeísmo e o Avestá, págs. 137 e 159.

12Marius Fontanes, Os Iranianos, págs. 163 e 164.

13Eugène Burnouf, A ciência das religiões, pág. 270. Ver também, para esclarecimentos, Anquetil-Duperron, Zend-Avestá, t. II, pág. 83.

14A. Maury, A Terra e o Homem, pág. 595: “Os hebreus não criam nem na alma pessoal, nem na sua imortalidade”; Levítico, XVII; E. Reuss, A História, pág. 263.

15Maury, A Magia e a Astrologia, pág. 263.

16Diog. Laertius, libro I, nº 27.

17Dicionário universal, histórico, crítico e biográfico, t. XVII. Ver: “Thales”.

18Fénelon, Vida dos filósofos da antigüidade.

19Fédon, Timeu, Fedro.

20E. Bonnemère, A alma e suas manifestações através da história, págs. 109 e seguintes. Ver também: Rossi e Gustianini, O demônio de Sócrates.

21Lamartine, A morte de Sócrates, poema. Advertência.

221ª Epístola aos Coríntios, cap. XV, v. 44.

23Pezzani, A Verdade (jornal, de 5 de abril de 1863).

24Santo Agostinho, Manual, cap. XXVI.

25Bourdeau, O problema da morte, págs. 36 e seguintes e 62 e seguintes.

26Tertuliano, De carne Cristi, cap. VI.

27Santo Agostinho, Scap. Cen. ad litt., t. III, cap. X.

28Homília X, In Evang.

29Sup. Quantie, Homília X.

30Abraham, t. II, cap. XIII, nº 58.

31Plotino, Enéade primeira, livro I: Ver: Enéades, 3 volumes, in-8º, 1857-1860.

32Plotino, Enéade segunda.

33A Divina Comédia, “Purgatório”, XXV. (Tradução de Florentino.)

34Leibnitz, Novos ensaios, Prefácio.

35Charles Bonnet, Ensaio analítico, págs. 528 e seguintes. Ver também: Palingenesia, t. II.

36A teoria da evolução faz-se compreenda muito bem como a função criou o órgão. Veja-se: G. Delanne, A Evolução Anímica, cap. III: “Como o perispírito pôde adquirir propriedades funcionais”.

37O perispírito já contém em si todos os sentidos. O corpo apenas possui os instrumentos que servem ao exercício das faculdades. Quem vê não é o olho, é a alma; o ouvido não escuta, é mero instrumento da audição, porquanto, se interromper a comunicação entre o cérebro e o olho ou o ouvido, embora permaneça intacto o aparelho, a percepção não se dá. Aliás, a visão e a audição podem verificar-se, sem participação do olho ou do ouvido, como nos casos de lucidez sonambúlica.

38A matéria radiante, os raios X e o espectroscópico justificam plenamente estas intuições de gênio.

39Os estudos e as fotografias dos “Canais de Marte” já permitem se creia que esse mundo é habitado. Isso confirma plenamente as judiciosas induções de Charles Bonnet e nos incita a acreditar que todos os mundos são ou serão povoados por seres inteligentes.

40Pezzani, A pluralidade das existências da alma. Consultem-se os numerosos escritores modernos que afirmam sua crença no perispírito: Dupont de Nemours, Pierre Leroux, Ballanche, Fourier, Jean Reynaud, Esquiros, Flammarion, etc.

41Toda gente conhece as aparições públicas de Castor e Pólux, o fantasma de Brutus, a vigília de Farsália, a casa mal-assombrada de Alexandre, de que fala Plínio, etc.

42Steki, O Espiritismo na Bíblia.

43Vela-se a tradução francesa, feita pelo Dr. Dusart, da obra do Dr. Kerner.

44Correspondência sobre o magnetismo vital, etc., por G. Billot, doutor em medicina, Paris, 1839.

45Billot, Correspondência, t. I, pág. 37.

46Correspondência, t. I, pág. 93.

47Correspondência, t. I, nota 2, pág. 305.

48Correspondência, t. II, págs. 18 e 137.

49Fenômenos de transporte – Passagem da matéria através da matéria. Verifica-se esse fenômeno quando qualquer objeto material é transportado para dentro (apport) ou para fora (asport) de um recinto, por meios supranormais. (Vide Ernesto Bozzano, Fenômenos de Transporte.) (Nota do Revisor.)

50O Dr. Billot residia em Mont-Luberon, perto de Apt.

51Chardel, Fisiologia do Magnetismo, págs. 85, 87 e 328.

52Não se diga, a este propósito, que a sonâmbula estava sugestionada pelo seu magnetizador, pois este ignorava a existência dos eflúvios. Consulte-se Albert de Rochas, Exteriorização da sensibilidade. Vejam-se as experiências em que ele determinou a objetividade desse fenômeno, com um paciente cuja visão era controlada pelo estudo espectroscópico da refração e da polarização dos eflúvios que se desprendiam dos dedos do magnetizador. Os comprimentos de onda indicados pelo vidente eram os que correspondiam ao vermelho e ao violeta, cores vistas como a emanarem do magnetizador.

53Dr. Bertrand, Tratado de Sonambulismo, caps. III e V.

54Du Potet, Jornal do Magnetismo, 1862, 1ª semana.

55Du Potet, A Magia desvendada.

56General Noizet, Memórias, pág. 128. Citado por Ochorowicz, pág. 279.

57Cahagnet, Os Arcanos da vida futura desvendados, t. III, Págs. 80-81.

58Antes da sua conversão

59Cahagnet, Arcanos, t. II, pág. 94 e seguintes.

60A sonâmbula emprega a palavra céu para designar a erraticidade, isto é, o espaço que cerca a Terra.

61Cahagnet, Arcanos, V, págs. 98-99.

62Mais tarde, esse senhor me disse que reconhecera inteiramente exatos todos os detalhes da aparição de seu irmão; outros, porém, lhe tinham lançado dúvidas no espírito, dizendo que essas aparições eram simples transmissão de pensamento. Para se convencer do contrário é que pedira fosse chamada uma pessoa que lhe era desconhecida. (Nota de Cahagnet.)

63Cahagnet, Arcanos, t. III, págs. 75 e seguintes.

64Consultem-se, a esse respeito: o relatório do Dr. Husson, de 28 de junho de 1831, à Academia das Ciências; Deleuze, Memória sobre a clarividência dos sonâmbulos; Rostan, artigo Magnetismo, no Dicionário das ciências médicas; Lafontaine, A arte de magnetizar; Charpignon, Fisiologia, Medicina e Metafísica do Magnetismo; Os casos citados nos Proceedings da Sociedade Inglesa de Pesquisas Psíquicas; Gabriel Delanne, O Espiritismo perante a Ciência, cap. III; Vejam-se igualmente: As aparições materializadas dos vivos e dos mortos, t. I e II.

65Allan Kardec, Revue Spirite, outubro de 1864, outubro de 1865, junho de 1867. Veja também, em A Gênese, o cap. “Dos fluidos”.

66O termo “fluido” não designa uma matéria particular. Significa um movimento ondulatório do éter, análogo aos que dão origem à eletricidade, à luz, ao calor, aos raios X, etc.

67Allan Kardec, Revue Spirite, junho de 1867, págs. 173-174.

68Revue Spirite, ano de 1861, págs. 148 e seguintes.

69O Salvador dos Povos (diretor o Sr. Lefraire, advogado), nº 6, fevereiro de 1864.

70Annali dello Spiritismo in Italia.

71O desgraçado sempre crê facilmente no que deseja.

72Bossi Pagnoni e Dr. Moroni, Alguns ensaios de mediunidade hipnótica, tradução francesa da Sra. Francisca Vigné. Vejam-se: Págs. 10 e seguintes e pág. 102.

73Mediunidade hipnótica, pág. 113. É este o relato:

“No mês de novembro último, um estrangeiro ilustre assistiu a algumas sessões do nosso círculo e, depois de uma série de experiências mediúnicas, desejou observar outras de clarividência terrestre. Esse desejo me desagradava, porque tais experiências não entravam no quadro dos nossos estudos. Havia em mim o temor natural de que, a esse respeito, o nosso médium fosse inferior a muitos, se bem eu o considere superior a mil outros, em matéria de mediunidade.

“Entretanto, vendo que o Dr. Moroni aquiescia de boamente, calei-me e me pus de lado, sem tomar parte na experiência, de cujos bons resultados duvidava.




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