Décio Luis Semensatto-Jr



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Comportamento histórico da concentração de metais e não-metais em sedimentos do Reservatório Tanque Grande, Guarulhos (SP), a partir do estudo de testemunho
Décio Luis Semensatto-Jr. a *, Antonio Manoel dos Santos Oliveira a, Geórgia Christina Labuto Araújo b, Claudio da Silva a
a Centro de Pesquisa e Pós-Graduação (CEPPE), Programa de Pós-Graduação em Análise Geoambiental, Universidade Guarulhos (UnG). Praça Tereza Cristina, no 1, Centro, Guarulhos (SP), CEP: 07.023-070. djunior@prof.ung.br, aoliveira@prof.ung.br, silcla@uol.com.br

b Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH), Universidade de São Paulo (USP), Av. Arlindo Bettio, no 1000, Ermelino Matarazzo, São Paulo (SP), CEP 03828-000. georgialabuto@usp.br
* Autor correspondente: +55 11 2464 1665. djunior@prof.ung.br
Palavras-chave: metais, sedimento, reservatório, ambientes aquáticos, poluição.
Título abreviado: Metais no Reservatório Tanque Grande
ABSTRACT

The Tanque Grande Reservoir is located at Guarulhos (São Paulo Metropolitan Region) and it has been target of pressure by the advance of the urban zone towards it. The concentrations of metals and no-metals in sediments at the reservoir were analyzed from a core extracted at the delta in the head of the reservoir, with the goal of knowing the behavior of some elements during its history. The core was collected with a vibro-corer and the elements (Ba, Ca, Cd, Cr, Cu, K, Mg, Mn, Ni, P, S e Zn) were analyzed with an inductively coupled-plasma optical emission spectrometer (ICP OES). The core is 290 cm-deep and revealed three distinct phases, from the bottom to the top: (i) pre-dam, from 270 to 290 cm, with sediments of coarse sand and gravel and lower concentration of metals; (ii) earlier post-dam, from 90 to 240 cm, with dark grey mud-sandy sediments and high concentration of organic matter and metals; and (iii) deltaic, from 3 to 60 cm, with brown mud-sandy sediments and concentration of metals usually equal or lower than the previous phase. Most of concentrations are lower than the Brazilian legal limits, but attention may be given to the concentration of Cd, Cu and Pb because it is between the values of “reference” and “attention”, legally defined by the State of São Paulo.


RESUMO

O Reservatório Tanque Grande está localizado no município de Guarulhos (Região Metropolitana de São Paulo) e tem sido alvo de pressão pelo avanço da zona urbana em sua direção. As concentrações de metais e não-metais em sedimentos do reservatório foram determinadas em um testemunho localizado no delta da cabeceira da represa, com a finalidade de se conhecer o comportamento de alguns elementos ao longo da história do reservatório. O testemunho foi coletado com um equipamento “vibro-testemunhador” e os elementos (Ba, Ca, Cd, Cr, Cu, K, Mg, Mn, Ni, P, S e Zn) foram analisados por meio de um espectrômetro de absorção atômica com plasma induzido (ICP OES). O testemunho, com 290 cm de profundidade, revelou três fases distintas: (i) pré-barramento, entre 270 e 290 cm, com sedimentos de areia grossa e cascalho e baixa concentração de metais; (ii) pós-barramento inicial, entre 90 e 240 cm, com lama-arenosa cinza escura, alta concentração de matéria orgânica e de metais; e (iii) deltaica, entre 3 e 60 cm de profundidade, com lama-arenosa marrom e concentração de metais geralmente igual ou inferior à fase anterior. A maior parte dos metais encontra-se em concentrações inferiores ao limites legais brasileiros, embora atenção deva ser dada principalmente a Cd, Cu e Pb por se encontrarem entre os valores de referência e atenção, definidos pela legislação do Estado de São Paulo.


INTRODUÇÃO

Os metais estão amplamente distribuídos nos sistemas aquáticos, presentes em solução, compondo minerais, ou ainda, adsorvidos a partículas orgânicas e inorgânicas (e.g., ácidos húmicos, argilas e óxidos ou hidróxidos de Fe e Mn), podendo acumular-se diretamente nos sedimentos de fundo (Evans et al., 2003). O sedimento pode constituir-se como meio depositório de contaminantes e, em função da difusão, bioturbação ou ressuspensão do sedimento, observa-se a contaminação da coluna d’água e sua queda de qualidade, além de efeitos geralmente nocivos sobre a biota (CCME, 1999; Crabill et al., 1999; Van den Berg et al., 1999; Zoumis et al., 2001; An et al., 2002; Mozeto et al., 2003; Belzile et al., 2004; Bonnet et al., 2008). Considerando ainda a característica de acumulação, Salomons & Förstner (1984) afirmam que a análise dos sedimentos constitui-se em uma das ferramentas mais importantes na avaliação da contaminação dos sedimentos lacustres. Neste contexto, Silva & Rezende (2002) afirmam que o estudo de testemunhos pode ser aplicado em uma perspectiva histórica que busca relacionar as mudanças dos ecossistemas adjacentes com as possíveis fontes de emissão de metais.

Desde 1950, a cidade de Guarulhos tem experimentado um crescimento populacional vertiginoso, saltando de 35 mil habitantes para pouco mais de 1.2 milhão em 2007, de acordo com uma estimativa do IBGE (2009). Tal fenômeno causou intensa degradação ambiental, caracterizado por um processo de ocupação urbana desordenada. Nos últimos anos, a mancha urbana tem se expandido em direção a Serra da Cantareira (Graça, 2007), que concentra importantes mananciais da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP). A bacia do Reservatório Tanque Grande (Figura 1), objeto do presente estudo e responsável por cerca de 3% do abastecimento público de água do município, vem sofrendo significativa pressão da expansão imobiliária e do desenvolvimento atividades econômicas rurais (Saad et al., 2007).

Figura 1. Localização do Reservatório Tanque Grande, município de Guarulhos (SP).


Considerando a importância do Reservatório Tanque Grande para o município de Guarulhos e as diversas ações de governo e universidades no sentido de melhor compreender a dinâmica destes sistemas, o presente trabalho objetivou conhecer o comportamento histórico de diversos metais e não-metais no sedimento do reservatório, servindo como referência para o monitoramento, comparações com outros sistemas da RMSP e subsidiando as ações públicas de conservação e recuperação deste tipo de ambiente e estudos futuros sobre a bacia.
METODOLOGIA

A coleta de sedimentos foi realizada em 29 de abril de 2009 no ponto denominado Delta 1, por meio do procedimento do vibro-testemunhador (vibro-corer), em depósito que ocorre na desembocadura do córrego Tanque Grande na cabeceira do reservatório (coordenadas UTM 7.414.718 S e 350.671 W). Este depósito do tipo delta vem avançando para o interior do reservatório desde a época em que o córrego foi barrado, há cerca de 50 anos.

O procedimento utilizado proporciona a coleta de sedimentos, com pouca perturbação da coluna estratigráfica, mesmo quando são pouco consolidados e saturados de água, de acordo com Martin et al. (1995). O vibro-testemunhador permite obter uma coluna vertical de sedimentos pouco deformados, possibilitando a determinação da espessura do depósito, a análise das diversas camadas presentes e a coleta de amostras para diversas análises laboratoriais, físicas, químicas e de datação.

O vibro-testemunhador tem basicamente 3 componentes: um tubo de alumínio (testemunhador), um mangote vibratório, usado na construção civil para homogeneizar o concreto, e um motor que o faz vibrar. Para a operação do sistema, o mangote é conectado ao tubo por meio de uma braçadeira de aço. O tubo coletor é posicionado verticalmente e é iniciada a vibração. O tubo avança cravando-se no sedimento, sem esforço adicional se o sedimento for pouco consolidado. A extração do tubo é feita utilizando-se uma talha presa no topo de um tripé previamente montado para essa finalidade (Figura 2). Após sua extração, o tubo é nomeado, identificados o topo e a base, vedado e transportado ao laboratório para posterior abertura, descrição das camadas e amostragens para análises laboratoriais específicas.


Figura 2. Coleta do testemunho por meio de equipamento vibro-testemunhador.


Após a abertura do testemunho em laboratório, 11 amostras de sedimento foram retiradas aproximadamente a cada 30 cm, iniciando-se no topo com 3 cm de profundidade e chegando-se até a base, com 290 cm de profundidade.

Para cada amostra, separou-se triplicatas de 500 mg de sedimento previamente seco por 24 horas em estufa a 60°C. A extração dos elementos foi realizada empregando-se 2 alíquotas de 2 ml de água régia (1HNO3:3HCl) sob aquecimento de aproximadamente 80°C em banho de areia até a evaporação da mistura extratora. Após a evaporação da segunda alíquota, adicionou-se 5 ml de HCl e o volume das soluções foram elevados para 10 ml com água destilada-desionizada. Tal método extrai a fração de metais associados à matéria orgânica, carbonatos e hidróxidos de Fe e Mn, considerada potencialmente biodisponível (Preda & Cox, 2002; Teódulo et al., 2003). Esta fração também reflete a contribuição antropogênica eventualmente repassada para o meio aquático por processos de dessorção, solubilização e destruição de complexos (Jesus et al., 2004). Em seguida, as amostras foram analisadas em um espectrômetro de absorção atômica com plasma induzido (ICP OES) de visão radial, marca Varian, com nebulizador V-Groove. Os elementos determinados foram: Ba, Ca, Cd, Cr, Cu, K, Mg, Mn, Ni, P, S e Zn.

No Brasil não há legislação federal específica que determine os limites máximos admitidos para a concentração de metais em sedimentos. Assim, para efeito de análise, utilizaram-se os limites que servem como referência para dragagem e disposição de sedimentos de rios e reservatórios no Estado de São Paulo (São Paulo, 2004) e o “nível de efeito provável” (probable effect level – pel, em inglês), acima do qual as concentrações são altas o suficiente para causar efeitos deletérios sobre os organismos, estabelecido pela legislação ambiental canadense (CCME, 1999) e adotado por alguns órgãos ambientais brasileiros, como a CETESB.
RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os sedimentos coletados no testemunho podem ser divididos em três fases, da base para o topo. A primeira é a fase pré-barramento, representada pelas amostras 10 e 11, a 270 e 290 cm de profundidade, respectivamente. Do ponto de vista textural, os sedimentos caracterizam-se por areia grossa e cascalhos, típicos de leitos de ambientes lóticos com maior energia. A segunda fase é a pós-barramento inicial, com as amostras 04 a 09, entre 90 e 240 cm de profundidade, respectivamente. Nesta fase os sedimentos são formados por uma lama arenosa cinza escura, com grande concentração de matéria orgânica advinda do processo de decomposição de plantas que ocorreu logo após o barramento. A terceira fase é a pós-barramento deltaica, formada pelas amostras 01 a 03, de 3 a 60 cm de profundidade, respectivamente. Os sedimentos caracterizam-se por uma lama arenosa marrom, provindos principalmente da bacia contribuinte a montante, com a presença de fragmentos de raízes de macrófitas aquáticas. Como o testemunho está posicionado próximo ao extremo do delta, o pacote sedimentar desta fase é pouco espesso.

Considerando que o reservatório foi construído há 50 anos e que os sedimentos da fase pós-barramento inicial possuem o limite mais profundo a 240 cm, estima-se que a taxa de sedimentação deste ponto do reservatório é de 4.8 cm ano-1, embora deve-se ter em mente que a sedimentação não ocorre de forma regular no tempo (Birch et al., 2001). No caso do Reservatório Tanque Grande, em que a contribuição das chuvas no balanço hidrológico é muito maior que de águas subterrâneas, o aporte de sedimentos para o reservatório ocorre com maior intensidade no período chuvoso de verão. Contudo, a taxa ora estimada presta-se a algumas aproximações para datação. A fase de pós-barramento inicial durou cerca de 37 anos (entre 1959 e 1996), sendo que a fase deltaica iniciou-se neste ponto há cerca de 13 anos (a partir de 1996).

Em relação à concentração de metais, repete-se o padrão das três fases observadas com a textura dos sedimentos (Figura 3). Em geral, as concentrações da fase pré-barramento são menores, em comparação com as outras duas fases. Para os metais ora analisados com concentração máxima determinada pela legislação (Ba, Cd, Cr, Cu, Ni, Pb e Zn), em todos os casos as concentrações pré-barramento estiveram abaixo dos limites legais.


Figura 3. Concentração de metais e não-metais no testemunho. “vr”: valor de referência; “va”: valor de atenção; “pel”: probable effect level (nível de efeito provável). Os valores de referência e atenção constam em São Paulo (2004). Os valores de “pel” constam em CCME (1999).


A fase pós-barramento inicial apresenta, em geral, as maiores concentrações de metais do testemunho, principalmente para Cr, Ni e Zn, além de P e S. Maiores concentrações de metais nesta fase podem ser explicadas pela presença de sedimentos finos (Silva & Rezende, 2002) com maior concentração de matéria orgânica (Johansson et al., 1995; Li et al., 2007) e pelas mudanças na dinâmica de sedimentação e uso e ocupação da bacia contribuinte nos últimos 50 anos. Neste último aspecto, destaca-se o aumento constante da concentração de K, provavelmente relacionado à intensificação da atividade de agricultura e piscicultura a montante do reservatório, discutidos por Saad et al. (2007).

Em comparação com os dados de Silva et al. (2002), que estudaram os reservatórios Billings, Pirapora e Rasgão, todos na RMSP, as concentrações de metais ora encontradas são de 5 a 10 vezes menores. Este fato mostra que o reservatório ainda conserva características naturais relativamente preservadas.

Alguns metais apresentaram concentrações oscilantes ao longo da coluna, notadamente Cd, Cu e Pb. Estas oscilações podem estar associadas a uma maior dinâmica de sedimentação, que dificulta o estabelecimento de tendências mais precisas (Birch et al., 2001). Em estudos realizados na Escandinávia, pesquisadores associaram à deposição atmosférica o enriquecimento destes mesmos metais em sedimentos (Verta, et al., 1989; Johansson et al., 1995). Como o Reservatório Tanque Grande está localizado na região leste da RMSP, caracterizada por ser a mais industrializada, é possível que haja uma contribuição importante da poluição atmosférica como fonte destes metais nos sedimentos. Deste modo, é necessária maior atenção a esses metais porque suas concentrações enquadraram-se sempre entre o valor de referência (vr) e o valor de atenção (va), podendo constituir-se em um problema ambiental no futuro.
CONCLUSÕES

Os sedimentos do delta do Reservatório Tanque Grande apresentam três fases distintas, em que é possível observar variação na textura e concentração de metais e não-metais comparando-se a fase pré-barramento e as fases pós-barramento inicial e deltaica. A maior parte das concentrações encontra-se dentro dos limites estabelecidos pela legislação brasileira, embora alguns metais (Cd, Cu e Pb) estejam em níveis que demandam maior atenção das autoridades.

Os resultados aqui apresentados representam o primeiro registro da concentração de metais nos sedimentos deste reservatório, indicando condições de relativa boa conservação. Além disso, as concentrações constituem-se como referência para o monitoramento da qualidade ambiental do Tanque Grande, sobretudo em face e das mudanças no uso e ocupação e da crescente pressão imobiliária de seu entorno.
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AGRADECIMENTOS

Os autores agradecem ao Laboratório de Geociências da UnG e, especialmente, ao seu técnico, biólogo Ricardo Feiffer Nunes de Paula pelo apoio na execução das sondagens de vibro-core. Agradecimentos também são devidos ao GAIA (Grupo de Análise Instrumental Aplicada), UFSCar/EMBRAPA, pelo apoio na análise de metais.


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