De Volta ao Estudo Bíblico 4 objectivo: que tinha jesus nosso senhor para dizer, e como isso nos afecta?



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De Volta ao Estudo Bíblico - 4

OBJECTIVO: QUE TINHA JESUS NOSSO SENHOR PARA DIZER, E COMO ISSO NOS AFECTA?

Qual é a mensagem de Jesus Cristo?

Jesus disse que as Suas palavras eram as palavras de vida (João 6:63). “A Sua doutrina” era de Deus o Pai (3:34; 7:16; 14:10), e o Seu desejo era que as Suas palavras permaneçam no crente 15:7).

João, o qual foi o último dos apóstolos a morrer, tinha isto a dizer àcerca do ensinamento de Jesus: “Todo aquele que vai além do ensino de Cristo e não permanece nele, não tem a Deus; quem permanece neste ensino, esse tem tanto ao Pai como ao Filho” (2João 9).

Cristo disse: “E por que me chamais: Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu vos digo?” (Lucas 6:46). Como pode um Cristão afirmar que se rende ao senhorio de Cristo e ao mesmo tempo ignorar as Suas palavras? O Cristão, deve obediência ao nosso Senhor Jesus Cristo e ao Seu evangelho (2 Corintíos 10:5; 2 Tessalonicenses 1:8).



REFLEXÃO: Como é que alguém transgrede a doutrina de Cristo?



O Sermão do Monte

O Sermão do Monte (Mateus 5:1 7:29; Lucas 6:20 49) regista alguns dos grandiosos ensinamentos de Jesus.

Cristo começa por explicar em detalhe as atitudes espirituais que os seus seguidores deveriam adoptar. Os pobres em espírito, aqueles que são tocados por conflitos dos outros e choram, os que são mansos, os que tem fome e sede de justiça, os que são misericordiosos, os limpos de coração, os pacificadores, os que são perseguidos por causa da justiça, tais pessoas são espiritualmente ricas e abençoadas, e são o “sal da terra”, e eles glorificam o Pai (Mateus 5:1 16).

Jesus compara então instruções do Antigo Testamento (o que “foi dito aos antigos”) com o que Ele está a dizer aos Seus crentes para fazerem (“Eu, porém, vos digo”). Notem as frases comparativas em Mateus 5:21 22, 27 28, 31 32, 33 34, 38 39, e 43 44.

Ele inicía esta comparação ao dizer que Ele não veio para destruir a Lei mas para cumprir (Mateus 5:17). Tal como debatido no Estudo Nº 3, Mateus usa esta palavra “cumprir” numa forma profética, não no sentido de “guardar” ou “observar”. Se Jesus não tivesse cumprido todo o jota e til (5:18) das profecias messiânicas, então Ele era um impostor. Tudo o que foi escrito na Lei, nos Profetas e nos Escritos que dizem respeito ao Messias tinham que receber um cumprimento profético em Cristo (Lucas 24:44).

As palavras de Jesus são mandamentos para nós. Ele refere-se a “estes mandamentos” em Mateus 5:19: estes significam o que Ele estava prestes a ordenar como oposição a “aqueles”, que significavam mandamentos previamente afirmados.

A Sua preocupação está no foco central da fé e obediência do crente. Usando a comparação Jesus comanda os Seus seguidores a obedecer o que Ele diz em vez de aderirem aos aspectos da Lei de Moisés os quais são ou insuficientes (ensinamentos de Moisés sobre assasinar, adultério e divórcio em Mateus 5:21 32), ou irrelevantes (ensinamentos de Moisés sobre os juramentos em 5:33 37), ou contra a Sua moral (ensinamentos de Moisés sobre a justiça e comportamento para com os inimigos em 5:38 48).

Em Mateus 6 o nosso Senhor, o qual “modela a forma, o conteúdo e ultimamente a meta da nossa fé” (Jinkins 2001:98), vai ao ponto de diferenciar Cristianismo de religiosidade.

A verdadeira caridade não expõe os seus bons actos de forma a ser enaltecido mas serve de forma não egoista (Mateus 6:1 4). A oração e jejum não são uma disposição pública de santidade, mas uma disposição humilde e divina (6:5 18). O que desejamos e conseguimos não é nem o objectivo nem a preocupação da vida recta. O objectivo é procurar a rectidão que Cristo começou por descrever no capítulo anterior (6:19 34).

O sermão termina vigorosamente em Mateus 7. Os cristãos não devem condenar outros julgando-os porque também somos pecadores (7:1 6). Deus nosso Pai quer abençoar-nos com boas dádivas, e a intenção detrás do que foi dito àqueles de velho na Lei e os Profetas é que devemos tratar outros como nós gostaríamos de ser tratados (7:7 12).

A vida do Reino de Deus é fazer a vontade do Pai (Mateus 7:13 23), que é ouvir e realizar as palavras de Cristo (7:24; 17:5).

Construir a fé em alguma outra coisa do que as Suas palavras é como construir uma casa na areia, que cairá quando as tempestades vierem. A fé construída nas palavras de Cristo, contudo, é como uma casa construída numa rocha, uma fundação sólida que resiste os testes do tempo (Mateus 7:24 27).

Aos ouvintes este ensino foi chocante (Mateus 7:29) porque a lei do Antigo Testamento era considerada como a rocha de fundação na qual os escribas e os Fariseus tinham construído a sua rectidão. Cristo está a dizer que os Seus seguidores devem ir para além disso e construir a sua fé somente Nele (5:20). Cristo, e não a Lei, é a Rocha sobre a qual Moisés cantou (Deuteronómio 32:4; Salmos 18:2; 1 Coríntios 10:4). “Porque a lei foi dada por meio de Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo (João 1:17).

REFLEXÃO: Explica o Sermão do Monte quem ou o que deve ser o foco da fé e obediência do crente?

Qual o aspecto do Sermão do Monte significa mais para ti pessoalmente?



Tens que nascer de novo

Em vez de magnificar a Lei de Moisés, que é o que se esperava dos Rabis (professores religiosos Judeus), Jesus ensinou como Filho de Deus, desafiando as imaginações da audiência e a autoridade dos seus professores.

Ele foi tão longe ao ponto de proclamar: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna; e são elas que dão testemunho de mim; mas não quereis vir a mim para terdes vida!” (João 5:39 40).

Uma interpretação correcta tanto das Escrituras do Antigo como do Novo Testamento, embora sejam inspiradas para compreender a salvação e como expressão da fé (como debatido no Estudo Nº 1), não traz vida eternal. Temos que chegar a Jesus para receber vida eterna.

Não existe outra fonte de salvação. Jesus é “o caminho, e a verdade, e a vida” (João 14:6). Não existe caminho para o Pai excepto através do Filho. A salvação é àcerca de chegar ao homem conhecido como Jesus Cristo.

Como chegamos a Jesus? Em João 3 Nicodemos foi ter com Jesus de noite para saber mais àcerca do que Ele ensinou. Nicodemos ficou surpreso quando Jesus disse-lhe “nascer de novo” (3:3-7). “Como pode um homem nascer”, perguntou Nicodemos, “pode tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer?”

Jesus estava a falar àcerca de uma transformação spiritual, um renascimento de proporções supernaturais, ser nascido “do alto”, que é uma tradução complementar da palavra Grega “de novo” nesta passagem. Este nascimento começa pela nossa crença pessoalmente em Jesus. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna(João 3:16).

Jesus continuou dizendo que tanto aquele ou aquela “quem ouve a minha palavra, e crê Naquele que me enviou, tem a vida eterna” (João 5:24).

É um acto da fé. João Baptista disse que a pessoa “quem crê no Filho tem a vida eterna” (João 3:36).

Acreditar em Cristo é o ponto de partida de ser “renascido, não de semente corruptível, mas de incorruptível” (1 Pedro 1:23), o início da salvação.

Acreditar em Cristo significa aceitar quem Jesus é, que Ele é “o Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mateus 16:16; Lucas 9:18 20; Actos 8:37), o qual tem “as palavras da vida eterna" (João 6:68 69).

Acreditar em Cristo significa aceitar que Jesus é Deus, o qual



  • se fez carne e habitou entre nós (João 1:14)

  • foi crucificado por nós para que Ele “pela graça de Deus, provasse a morte por todos” (Hebreus 2:9)

  • morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou” (2 Coríntios 5:15)

  • de uma vez por todas morreu para o pecado” (Romanos 6:10) e “em quem temos a redenção, a saber, a remissão dos pecados” (Colossenses 1:14)

  • morreu e tornou a viver, para ser Senhor tanto de mortos como de vivos” (Romanos 14:9)

  • que está á destra de Deus, tendo subido ao céu; havendo-se-lhe sujeitado os anjos, e as autoridades, e as potestades” (1 Pedro 3:22)

  • foi elevado “para o céu” e “há de vir assim como para o céu o vistes ir” (Actos 1:11)

  • que há de julgar os vivos e os mortos, pela sua vinda e pelo seu reino” (2 Timóteo 4:1)

  • regressará à terra para receber crentes (João 14:1 4).

Ao aceitar em fé Jesus Cristo tal como Ele se auto revelou nós somos “nascidos de novo”.

REFLEXÃO: Que significa acreditar em Cristo?

Como pode alguém nascer de novo?



Arrepende e sê baptizado…

João Baptista proclamou “Arrependei-vos, e crede no evangelho” (Marcos 1:15).

Jesus ensinou que Ele, o Filho de Deus e Filho do Homem, “tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados” (Marcos 2:10, Mateus9:6). Isto era o Evangelho, que Deus tinha enviado o Seu Filho para a salvação do mundo.

Incluída na Sua mensagem àcerca da salvação estava o arrependimento, “Porque eu não vim chamar justos, mas pecadores(Mateus 9:13). Paulo esclarece qualquer confusão: “Não há justo, nem sequer um” (Romanos 3:9). Somos todos pecadores os quais Cristo chama ao arrependimento.

O arrependimento é a chamada a retornar a Deus. Biblcamente falando a humanidade está num estado de afastamento de Deus. Tal como o filho pródigo na história em Lucas 15, homens e mulheres afastaram-se do Pai. Também, tal como nessa história, o Pai está ansioso que nós retornemos de novo a Ele. Afastar do Pai é o começo do pecado. Os assuntos do pecado e responsabilidade Cristã serão debatidos num próximo Estudo Bíblico. O único caminho de retorno para Deus o Pai é através do Filho. Jesus disse, Todas as coisas me foram entregues por meu Pai; e ninguém conhece plenamente o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece plenamente o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar” (Mateus 11:27).

Portanto o início do arrependimento é afastar de outros caminhos aprendidos para a salvação, e voltar-se para Jesus. Reconhecer Jesus como Salvador, Senhor e Rei vindouro é assim testemunhado através da cerimónia do baptismo. Cristo instrui que os Seus discípulos sejam baptizados “em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mateus 28:19). O baptismo é uma expressão externa de um compromisso interno de seguir Jesus.

Em Mateus 28:20 Jesus continua “ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Na maioria dos exemplos do Novo Testamento, o ensinamento seguia o baptismo. Notem que Jesus disse claramente que Ele deixou mandamentos para nós, como ilustrado no Sermão do Monte.

O arrependimento continua na vida do crente quando ele ou ela se aproxima de Cristo. E, como diz Cristo, Ele está connosco sempre. Mas como? Como pode Jesus estar connosco e como pode o arrependimento sincero vir? Estes serão debatidos no próximo estudo.



REFLEXÃO: O que é o início do arrependimento?

Como é o baptismo uma expressão externa de um compromisso interno? (Vejam Romanos 6:1 10)



Conclusão

Jesus explicou que as Suas palavras são as palavras de vida, e elas afectam o crente já que informam ele ou ela àcerca do caminho para a salvação.



Da Síntese Doutrinal da Igreja de Deus Mundial:

http://www.idm.pt/doutrina/doutrina.html

O Evangelho


O Evangelho é a mensagem das boas novas acerca da salvação pela graça de Deus através da fé em Jesus Cristo. É a mensajem de que Cristo morreu pelos nossos pecados, que foi sepultado, que foi levantado de entre os mortos no terceiro dia, de acordo com as Escrituras, de que apareceu aos seus discípulos e que Ele ascendeu para a direita de Deus. É a mensagem das boas novas de que através da obra salvadora de Jesus Cristo nós podemos entrar no Reino de Deus.

(1 Coríntios 15:1-5; Actos 5:31; Lucas 24:46-48; João 3:16; Mateus 28:19-20; Marcos 1:14-15; Actos 8:12; 28:30-31)



Leitura adicional

Vejam a lista de artigos fornecidos pela Igreja de Deus Mundial em:



http://www.wcg.org/lit/gospel/default.htm

Jinkins, Michael. Invitation to Theology. 2001. USA: InterVarsity Press


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