Decreto Regulamentar n.º 90/84, de 26 de Dezembro



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Comentários


  1. A divergência entre as condições fixadas na alínea a) do artigo e no n.º 1 do artigo 571.º do Regulamento de Segurança de Instalações de Utilização de Energia Eléctrica resultou de alterações introduzidas na regulamentação internacional.

  2. O disposto no artigo f traduzido esquematicamente na figura 4.



  1. Quando um mesmo aparelho de protecção proteger uma canalização constituída por vários condutores em paralelo, o valor de Iz a considerar será a soma dos valores de I, dos condutores.

  2. Para os aparelhos de protecção habitualmente utilizados nas redes de distribuição são indicados nos quadros 13.1 e 13.2, em anexo, os valores das intensidades convencionais de funcionamento.

  3. Como exemplo de aplicação no caso de se pretender proteger contra sobrecargas uma canalização constituída por cabo L VAV 3 x 120+70 enterrado directamente no solo, temos:

Iz=270 A

1,45 Iz= 392 A

Se o aparelho de protecção for um corta-circuitos fusível, a corrente nominal do elemento de substituição deve ser de 200 A (If =320 A).

Se o aparelho de protecção for um disjuntor, a sua corrente nominal deve ser 250 A (If =338 A). [O disjuntor If =315 A não verifica a condição da alínea a) do artigo.]



  1. Outro exemplo: se se tratar de uma canalização constituída por condutores nus de cobre de 35 mm2 de secção, temos:

Iz=175 A

1,45 Iz=254 A

Se o aparelho de protecção for um corta-circuitos fusível, a corrente nominal do elemento de substituição deve ser de 160 A (If = 256 A). [O fusível In = 200 A não verifica a condição da alínea a) do artigo.]

Se o aparelho de protecção for um disjuntor, a sua corrente nominal deve ser 160 A (If =216 A). [O disjuntor In =200 A não verifica a condição da alínea a) do artigo.)


Artigo 129.º


Localização dos aparelhos de protecção contra sobrecargas

No ponto onde a intensidade de corrente máxima admissível de uma canalização sofrer redução em resultado de uma mudança da sua secção nominal, da natureza, do tipo ou do modo de estabelecimento deverão ser colocados aparelhos de protecção contra sobrecargas, a não ser que a canalização de menor corrente máxima admissível esteja protegida contra sobrecargas e curto-circuitos por aparelhos colocados a montante.


Artigo 130.º


Características de funcionamento das protecções contra curto-circuitos

  1. A intensidade nominal dos aparelhos de protecção contra curto-circuitos deverá ser determinada de modo que a corrente de curto-circuito seja cortada antes de a canalização poder atingir a sua temperatura limite admissível.

  2. A determinação referida no número anterior deverá ser efectuada por comparação entre a característica de funcionamento do aparelho de protecção e a característica de fadiga térmica da canalização, considerando-se cumprido o disposto no número anterior se o tempo de corte do aparelho de protecção for inferior ao calculado pela expressão:

=k.

em que:


t é o tempo de corte do aparelho de protecção, expresso em segundos, com o máximo de 5 s.

k é uma constante, cujo valor é:

Para condutores com alma de cobre isolada a policloreto de vinilo: 115;

Para condutores de alma de cobre isolada a borracha natural, borracha butílica, polietileno recticulado ou etileno-propileno: 135;

Para condutores nus de cobre: 159;

Para condutores com alma de alumínio isolado a policloreto de vinilo: 74;

Para condutores com alma de alumínio isolada a borracha natural, borracha butílica, polietileno recticulado ou etileno-propileno: 87;

Para condutores nus de alumínio: 104;

Para condutores nus de liga de alumínio: 97;

Para ligações dos condutores de cobre soldadas a estanho (correspondente a uma temperatura de 160º C): 115.

S é a secção dos condutores, expressa em milímetros quadrados;

Icc é a corrente de curto-circuito mínima, isto é, a corrente que resulta de um curto-circuito franco verificado no ponto mais afastado do circuito considerado, expressa em amperes.

Comentários:


  1. Recomenda-se escolher o aparelho de protecção de uma canalização contra curto-circuitos, de modo que a sua intensidade nominal não seja superior a 2,5 vezes a do aparelho que protege a mesma canalização contra sobrecargas.

  2. A expressão indicada no n.º 2 do artigo, que dá a relação entre o tempo de corte, a corrente de curto--circuito e a secção nominal dos condutores da canalização, pressupõe que, durante o tempo de passagem da corrente de curto-circuito, o aquecimento desses condutores é adiabático.

  3. A escolha dos aparelhos de protecção contra curto--circuitos pode ser feita, tendo em conta que:

  1. No caso de fusíveis, a corrente de curto-circuito mínima prevista (Icc) não deve ser inferior a Ia ou Icc(5 s) da característica do fusível, tomando-se o maior dos dois valores (v. figura 5).

C é a curva de fadiga térmica admissível na canalização protegida ( = K )

F é a curva de fusão do fusível (limite superior da zona de funcionamento).


  1. No caso de disjuntores, devem observar-se as duas condições seguintes:

A corrente de curto-circuito mínima prevista (Icc) não deve ser inferior a Ia tal como se mostra na figura 6.

A corrente de curto-circuito prevista no ponto de instalação do disjuntor deve ser inferior a lb, deduzida da intersecção das curvas C' e D2, tal como se mostra na figura 7.





C é a curva de fadiga térmica admissível na canalização protegida ( = K )

Di é a curva de disparo do disjuntor.



C' é a curva admissível I2t dos condutores.

D1 é característica I2t do disjuntor.

  1. Quando a protecção for assegurada por um disjuntor temporizado, é preciso verificar se, durante o tempo de funcionamento do disjuntor, a passagem da corrente de curto-circuito máxima não eleva demasiadamente a temperatura dos condutores na vizinhança do disjuntor.

  2. Quando a característica de funcionamento (F na figura 5 ou D1 na figura 6) do aparelho de protecção se encontrar abaixo da curva C dos condutores para qualquer intervalo de tempo inferior a 5 s, a corrente Ia é a corrente de funcionamento do aparelho de protecção em 5s.

  3. Para correntes de curto-circuito de duração superior a vários períodos, a energia (I 2 t) que atravessa o aparelho de protecção pode ser calculada multiplicando o quadrado do valor eficaz da intensidade da característica de funcionamento I(t) do aparelho de protecção pelo tempo de funcionamento t.

  4. Para correntes de curto-circuito de curta duração, devem consultar-se as características I 2 t fornecidas pelo fabricante.

Para que o aparelho de protecção funcione de forma adequada, a corrente de curto-circuito deve, de acordo com o comentário anterior, ter um valor mínimo, isto é, o circuito de defeito não deve ter uma impedância superior à que conduz àquele valor de Icc.

A partir do valor de Icc determinado como se indica nos comentários anteriores, é, pois, possível determinar o valor máximo que a impedância do circuito pode ter e, consequentemente, o valor do comprimento máximo admissível nessa canalização. Para isso, pode ser usada a fórmula aproximada:



em que:


U é a tensão entre condutores (220 V se houver neutro na canalização e 380 V no caso contrário).

QF e QN são as resistividades dos condutores de fase e neutro da canalização, para a temperatura média da duração do curto-circuito (Q =1,5 Q 20ºc isto é q=0,026 mm-/m para o cobre e 0 =0,042 mm2/m para o alumínio).

LF e LN são os comprimentos máximos dos condutores de fase e neutro da canalização protegida.

SF e SN São as secções dos condutores de fase e neutro da canalização protegida.



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