Decreto Regulamentar n.º 90/84, de 26 de Dezembro



Baixar 435.15 Kb.
Página6/24
Encontro29.07.2016
Tamanho435.15 Kb.
1   2   3   4   5   6   7   8   9   ...   24

Artigo 28.º


Postaletes

Os postaletes serão, em regra, de aço, sob a forma de tubos ou perfilados, com as espessuras mínimas de 3 mm e 4 mm, respectivamente, não devendo, em regra, o seu comprimento exceder 6 m.



Comentário: – As normas NP- 335 e NP- 338 fixam as dimensões das cantoneiras de abas iguais e dos perfis em U, respectivamente.

Artigo 29.º


Consolas

As consolas serão, em regra, de aço, sob a forma de tubos ou perfilados, com as espessuras mínimas de 3 mm e 4 mm, respectivamente.


Artigo 30.º


Material das espias

  1. As espias serão constituídas por cabos ou varetas com elos de ligação robustos, de aço galvanizado, possuindo força de rotura mínima de 600 daN. Os arames ou fios constituintes dos cabos não terão um diâmetro inferior a 3 mm.

  2. Na parte enterrada das espias, e numa extensão de 0,50 m fora do solo, deverá ser utilizado varão de aço de diâmetro não inferior a 12 mm.

Comentário: – O recurso ao espiamento de postes é uma técnica que, salvaguardando as questões resultantes da dificuldade da sua implantação no terreno, pode conduzir a uma economia substancial, nomeadamente, nos casos seguintes:

  1. Apoios de ângulo de esforço à cabeça elevado;

  2. Apoios de fim de linha em que ampliações de rede possam transformá-los em apoios de ângulo ou de alinhamento;

  3. Apoios de alinhamento ou de ângulo em que se faça uma derivação.

Artigo 31.º

Fixação de espias


  1. As espias deverão ser fixadas aos apoios da seguinte forma:

  1. A um nível inferior ao do condutor mais baixo, para redes de condutores nus dispostos em quincôncio, em esteira horizontal e ainda em esteira vertical, quando a espia se situar do mesmo lado da fixação dos condutores;

  2. Ao mesmo nível do ponto de aplicação da resultante dos esforços que se exercem sobre o apoio, para redes de condutores isolados em feixe (torçada) ou para redes de cabos auto-suportados ou suspensos de fiadores e ainda para redes de condutores nus dispostos em esteira vertical, quando a espia se situar do lado oposto ao da fixação dos condutores.

  1. A fixação das espias far-se-á em condições que ofereçam garantia de duração e resistência, observando-se as distâncias de segurança relativamente aos condutores.

  2. Na parte enterrada será utilizada uma âncora ou maciço que assegure uma conveniente amarração da espia.


Artigo 32.º


Isolamento de espias

  1. Nas redes de distribuição em condutores nus as espias atingíveis sem meios especiais do solo, telhados, varandas, janelas ou outros lugares acessíveis a pessoas serão interrompidas por isoladores de retensão apropriados e colocados, pelo menos, a 0,50 m do condutor mais próximo, devendo a parte da espia compreendida entre o isolador de retenção e o apoio ficar, em relação aos edifícios, fora da zona de protecção definida no artigo 48.º e, em relação ao solo, a mais de 2,50 m de altura.

  2. Nas redes de distribuição em condutores nus em que se utilize o sistema «terra pelo neutro» será dispensável a utilização do isolador de retenção referido no número anterior desde que a espia seja ligada ao neutro.

Comentário: – O disposto neste artigo tem em vista reduzir a possibilidade de as espias transmitirem tensões perigosas, de contacto ou de passo, para lugares normalmente acessíveis.

Artigo 33.º


Interdição de espiamento

As espias não serão permitidas quando possam ser atingidas pela queda de condutores de linhas de alta tensão existentes na proximidade ou transmitir tensões à distância.



Comentário. – Um dos casos mais prováveis de transmissão de tensões à distância é o da fixação de espias a elementos de ramadas, latadas ou parreiras, que por esta disposição fica interdita.

Artigo 34.º


Escoras

As escoras terão resistência mecânica conveniente e serão fixadas tão próximo quanto possível do ponto de aplicação da resultante dos esforços sobre o respectivo apoio.


Artigo 35.º


Protecção dos apoios, espias e escoras contra a deterioração

Os apoios, espias e escoras, quando necessário, deverão ter protecção contra a corrosão adequada ao local e outras formas de deterioração.



Comentários:

  1. Para os apoios metálicos recomenda-se a sua protecção por galvanização por imersão a quente (norma I-1327), metalização por projecção à pistola (norma I-1369) ou por pintura de base metálica ou por outro processo conveniente.

  2. Para os apoios de betão armado ou pré-esforçado a qualidade do betão e a espessura do recobrimento das armaduras desempenham papel primordial, não se julgando, por isso, ser necessário adoptar precauções complementares de protecção.

  3. Para os apoios de madeira de pinheiro bravo o tratamento, quando por processos de vácuo e pressão, é o prescrito na norma NP- 267. Para os apoios de castanho e outras madeiras duras não se recomenda qualquer tratamento contra. a deterioração.

Para os postes de madeira recomenda-se ainda que a parte enterrada seja pintada com alcatrão ou submetida a outro tratamento adequado, devendo essa protecção ser feita até cerca de 0,50 m acima do terreno, a fim de ficar suficientemente defendida da humidade a zona do poste na proximidade do solo.

SECÇÃO II

Condições de estabelecimento

Artigo 36.º


Segurança mecânica

  1. Os condutores, os apoios e outros elementos das redes de distribuição deverão ser dimensionados para resistir às acções intervenientes previstas no Regulamento de Segurança de Linhas Eléctricas de Alta Tensão, salvo:

a) A pressão dinâmica do vento, que terá 75% do valor fixado naquele Regulamento;

b) A temperatura mínima fora das zonas de gelo será de 0º C em vez de – 5º C.



  1. Os valores do coeficiente de forma fixados no Regulamento referido no número anterior para os condutores isolados em feixe (torçada) e para os cabos auto-suportados do tipo VVS, LVVS e LSVVS (cabos tipo “8”) serão, respectivamente, de 1,3 e 1,8.

  2. A força de rotura dos condutores nus, do conjunto dos condutores isolados em feixe (torçada) ou dos tensores dos cabos auto-suportados não deverá ser inferior a 240 daN. No caso de tensores de aço galvanizado o diâmetro mínimo dos fios constituintes do cabo tensor não deverá ser inferior a 2 mm.

  3. Os apoios poderão ser reforçados por meio de espias ou escoras.

Comentário: – Os valores dos diâmetros médios máximos aparentes dos condutores isolados e dos cabos auto-suportados ou suspensos de fiadores estão indicados nos quadros 4.1 e 4.2, em anexo.

Catálogo: Historico -> Lists -> Contedos%20EDAInside -> Attachments
Attachments -> Decreto Legislativo Regional N.º 19/A/2003, de 23 de Abril
Historico -> Anexo à instruçÃo n.º 6/2013 bO n.º 4
Historico -> Anexo à instruçÃo n.º 6/2013 bO n.º 4
Historico -> Instrução n o 32/2014
Historico -> Lógica Matemática Notas sobre a história da Lógica[1]
Historico -> Histórico funcional – modelo magistério nº
Historico -> InstruçÃo n.º 33/2012 bO n.º 10
Historico -> Histórico das tentativas de negociação da Associação dos Funcionários da Fundação itesp – afitesp- com a Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania e Diretoria Executiva da Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo “José Gomes da
Attachments -> Decreto-Lei N.º 069/2002, de 25 de Março Extensão das Competências de Regulação da erse às Regiões Autónomas
Attachments -> Decreto-Lei N.º 178/2006, de 5 de Setembro


Compartilhe com seus amigos:
1   2   3   4   5   6   7   8   9   ...   24


©principo.org 2019
enviar mensagem

    Página principal