Decreto Regulamentar n.º 90/84, de 26 de Dezembro



Baixar 435.15 Kb.
Página8/24
Encontro29.07.2016
Tamanho435.15 Kb.
1   ...   4   5   6   7   8   9   10   11   ...   24

Artigo 44.º


Ligação de condutores

  1. Na ligação de condutores deverá observar-se o seguinte:

  1. A ligação será feita por meio de ligadores apropriados, robustos e resistentes à corrosão pelos agentes atmosféricos;

  2. Os ligadores deverão assegurar contacto eléctrico eficiente por forma que a sua temperatura, em serviço normal, não exceda a dos condutores;

  3. A torção directa dos condutores entre si, ou a soldadura, não será permitida;

  4. Os ligadores, quando destinados a ligar metais diferentes, deverão ser concebidos e instalados de modo a evitar a corrosão electrolítica.

  1. Quando os ligadores desempenharem funções de uniões, isto é, se destinarem a ligar mecanicamente dois traços de condutor, deverão assegurar uma resistência à tracção não inferior a 90% da dos condutores.

Comentários:

  1. Sendo o cobre, o alumínio e o ferro zincado os metais mais utilizados em condutores, recomenda-se particular cuidado nas ligações a efectuar e nos ligadores utilizados, uma vez que estes metais possuem potenciais electroquímicos muito diferentes, susceptíveis de originarem corrosão electrolítica.

  2. Na execução de ligações em condutores de alumínio, recomenda-se a limpeza adequada das superfícies e a aplicação de massa neutra de elevado ponto de gota (a operação de limpeza deve ser simultânea com a de aplicação de massa neutra).


Artigo 45.º


Derivação de condutores

  1. Nas redes em condutores nus as derivações serão realizadas nos pontos de fixação dos condutores ou junto daqueles por forma que as ligações não fiquem sujeitas a esforços mecânicos.

  2. Nas redes em cabos auto-suportados, suspensos de fiadores ou assentes sobre braçadeiras nas fachadas dos edifícios, as derivações serão realizadas em caixas adequadas.

  3. Nas redes em condutores isolados em feixe (torçada) as derivações serão realizadas nas condições fixadas nos projectos tipo elaborados ou aprovados pela fiscalização do Governo.

Artigo 46.º


Inacessibilidade dos condutores nus e dos condutores isolados em feixe (forçada)

  1. Os condutores nus não deverão ser atingíveis, sem meios especiais, de quaisquer lugares acessíveis a pessoas, devendo observar-se a distância mínima de 2,50 m dos condutores a esses lugares, se outra não estiver fixada neste Regulamento.

  2. Para os condutores isolados em feixe (torçada) a distância mínima será a fixada nos projectos tipo ou recomendações elaborados ou aprovados pela fiscalização do Governo.


Artigo 47.º


Distância dos condutores ao solo

  1. A distância dos condutores ao solo não deverá, com excepção do disposto no artigo 73.º, ser inferior a 5 m.

  2. Quando um ramal estiver situado, no todo ou em parte, por cima do terreno do prédio a abastecer, poderá a distância prevista no número anterior, relativamente àquele, reduzir-se a 3 m.

  3. Nos ramais constituídos por condutores isolados em feixe (torçada) estabelecidos nas fachadas dos edifícios a distância ao solo poderá reduzir-se a 2,25 m.

  4. Nos ramais constituídos por cabos estabelecidos nas fachadas dos edifícios a distância ao solo poderá reduzir-se a 2 m.


Artigo 48.º


Distância dos condutores nus e dos isolados em feixe (torçada) aos edifícios

  1. Na proximidade dos edifícios, com excepção dos afectos a serviços eléctricos, os condutores nus não deverão penetrar na zona de protecção definida pelas distâncias mínimas seguintes:

  1. A coberturas de inclinação até 45º: 2 m na vertical ;

  2. A coberturas de inclinação superior a 45º : 1 m na perpendicular do telhado;

  3. A coberturas horizontais: 3 m acima do pavimento;

  4. A paredes: 0,20 m;

  5. A chaminés: 1,20 m, na horizontal, em relação às partes mais salientes, e 2,50 m acima do topo:

  6. A beirais: 2 m acima da origem do telhado; 0.80 m, na horizontal, em relação à origem do telhado ou à platibanda; 0,15 m abaixo do beiral ou da cornija;

  7. A janelas: 0,20 m acima da verga; 1 m de afastamento lateral em relação a cada ombreira; 1,20 m de afastamento da parede até 0,80 m abaixo do peitoril, seguido de 0,80 m de afastamento até 2 m abaixo do peitoril;

  8. A varandas ou paredes de sacada: 2,50 m acima do pavimento; 1,20 m de afastamento horizontal em qualquer direcção até 0,80 m abaixo do parapeito seguido de 0,80 m de afastamento até 2 m abaixo do parapeito; no caso de a varanda ou janela da sacada ter grade, dever-se-á manter o afastamento de 1,20 m até 0,80 m abaixo da soleira.

  1. Para os condutores isolados em feixe (torçada) as distâncias aos edifícios serão as fixadas nos projectos tipo elaborados ou aprovados pela fiscalização do Governo.

Comentário: – Representa-se nas figuras 2 e 3 a zona de protecção definida no n.º 1.


Artigo 49.º


Distância dos condutores a árvores e ramadas, latadas ou parreiras

  1. Os condutores nus não terão em relação a árvores e ramadas, latadas ou parreiras distâncias inferiores às seguintes:

  1. A árvores que não seja de prever o escalamento por necessidade de trabalhos inerentes às próprias árvores: 1 m;

  2. A árvores a que seja de prever o escalamento por necessidade de trabalhos e a ramadas, latadas ou parreiras: 2 m.

  1. Os condutores isolados em feixe (torçada) e os cabos auto-suportados ou suspensos de fiadores poderão ser estabelecidos com distâncias diferentes das fixadas no número anterior, mas de forma que as árvores ou o seu tratamento fito-sanitário não possam danificar o isolamento dos condutores ou a bainha dos cabos.

Comentário: – No que se refere à existência de plantações que possam prejudicar a exploração das redes de distribuição deve observar-se o disposto no Regulamento de Licenças para Instalações Eléctricas.

Catálogo: Historico -> Lists -> Contedos%20EDAInside -> Attachments
Attachments -> Decreto Legislativo Regional N.º 19/A/2003, de 23 de Abril
Historico -> Anexo à instruçÃo n.º 6/2013 bO n.º 4
Historico -> Anexo à instruçÃo n.º 6/2013 bO n.º 4
Historico -> Instrução n o 32/2014
Historico -> Lógica Matemática Notas sobre a história da Lógica[1]
Historico -> Histórico funcional – modelo magistério nº
Historico -> InstruçÃo n.º 33/2012 bO n.º 10
Historico -> Histórico das tentativas de negociação da Associação dos Funcionários da Fundação itesp – afitesp- com a Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania e Diretoria Executiva da Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo “José Gomes da
Attachments -> Decreto-Lei N.º 069/2002, de 25 de Março Extensão das Competências de Regulação da erse às Regiões Autónomas
Attachments -> Decreto-Lei N.º 178/2006, de 5 de Setembro


Compartilhe com seus amigos:
1   ...   4   5   6   7   8   9   10   11   ...   24


©principo.org 2019
enviar mensagem

    Página principal