Definição Psicologia – Conceito e Definição



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Definição - Psicologia

Psicologia – Conceito e Definição

A palavra psicologia é derivada de duas palavras gregas: psique, que significa alma, e logia, que significa “estudo de”. Então, podemos dizer que a psicologia é o estudo da alma, da essência do ser humano.

Etimologicamente significa “estudo da alma”, pois os gregos, ao se debruçarem sobre tal estudo, acreditavam que o ser humano possuía uma parte material (corpo) e uma imaterial (alma). A pré-história da psicologia como ciência mistura-se com a história da filosofia, pois foram os filósofos os primeiros a tentar entender a “alma” humana. Quem rompeu este conceito foi Descartes, ele considerava o humano sendo composto por corpo e mente (não alma), daí a psicologia passou a ser o “estudo da mente” ou “da consciência”. A mente passou a ser preocupação dos filósofos, nos séculos XVIII e XIX, e este estudo era dominado por duas grandes teorias: o empirismo inglês, que dizia que ao vir ao mundo nossa mente não passa de uma folha em branco (tabula rasa), que a consciência se constitui a partir da experiência sensorial e associações da memória; o racionalismo alemão pregava que a mente poderia produzir idéias, e reduzi-la a elementos não dava uma visão de como ela seria realmente. Esta briga ainda acontece na psicologia, representada pelos vários modelos teóricos.Para ser considerada ciência, é necessário o método experimental. O primeiro que submeteu a isto a psicologia foi Wundt, que em 1879 criou o primeiro laboratório de estudos psíquicos. A psicologia então é considerada ciência e tem seu campo de estudo definido: o Homem, e este campo se mistura tanto com a Biologia como com as Ciências Sociais, pois o homem é biopsicossocial (corpo, mente e sociedade). A psicologia estuda também o comportamento animal, pois estes nos oferecem importantes subsídios sobre a base do comportamento humano. São variadas as questões pertinentes à psicologia, e ela, como ciência, procura alcançar três objetivos: 1. descrição do comportamento, tomando cuidado para não ser parcial ou subjetiva; 2. predição do comportamento: quando uma hipótese é comprovada e é certeza que o comportamento ocorrerá de tal maneira; 3.controle do comportamento, seja para eliminar algo ruim, promover algo bom, a até (no caso da publicidade) induzir padrões de comportamento.

O Homem é um ser especial, sem instintos que o guiem sobre como sobreviver, ele terá que aprender quase tudo e apreender as regras da sociedade. Ao contrário dos outros animais, que contém tudo o que precisam já programado e previsto em sua genética, o ser humano necessita aprender muitas coisas que tornarão possível e aceitável sua vida em sociedade. Para isto ele usa a linguagem. A cultura somente é possível através da linguagem, e pela cultura, o que uma geração aprende ou descobre é transmitido para a geração seguinte, sem necessidade de alterações no DNA.



O Comportamento: Toda vez que estamos insatisfeitos, sentimos tensão, esta tensão leva à ação visando um objetivo, quando o objetivo é satisfeito, a tensão diminui e alcançamos a homeostase. O mundo nem sempre corresponde àquilo que desejamos, por isto é necessário o ajustamento. O comportamento vai se ajustando, assim, às demandas sociais. Além dos determinantes genéticos e sociais, há experiências particulares. Da combinação destes três fatores resulta a personalidade.

Frustração, conflito e ansiedade: Toda vez que um objetivo não é alcançado, experimenta-se frustração. Há frustração por demora, por contrariedade e por conflito. E reagimos às frustrações através dos mecanismos de defesa, que são: agressão, agressão deslocada, fantasia, regressão, fixação, apatia, esforço intensificado, mudança dos meios e substituição de objetivos. Freud também formulou outros mecanismos de defesa, como: racionalização, compensação, projeção, identificação, fuga e negação. É reagindo às frustrações através destes mecanismos, que conseguimos levar a vida. O conflito se apresenta quando nos vemos diante de duas exigências e só podemos atender uma, conflitos não resolvidos causam extrema ansiedade. A ansiedade é semelhante ao medo, porém a diferença entre este e a ansiedade é que sentimos medo diante de perigo real, concreto, enquanto a ansiedade é uma reação diante de perigo oculto, imaginário ou subjetivo. A ansiedade prolongada pode causar reações adversas ao indivíduo que dela sofre, de psico a biológicas, senão ambos. Porém, conflitos, ansiedade e frustrações fazem parte da vida normal, só são prejudiciais em excesso.

Panorama da psicologia: A psicologia já nasceu polêmica, e ainda hoje a polêmica é viva. As escolas atuais de maior força: Psicanálise, fundada por Sigmund Freud, cria a estrutura psíquica (id, ego, superego), afirma que a parte consciente de nossa mente é só a ponta do iceberg e que nossa vida é comandada por desejos inconscientes. Teorias humanistas: afirmam que todos os seres humanos nasceram com uma potencialidade ilimitada para ser feliz e realizar-se, caberia ao psicólogo eliminar entraves que não permitem à pessoa atingir a realização plena.Behaviorismo: a psicologia linha dura, afirma que só deve ser levado em conta o que pode ser visto e medido, tudo se explica pelo estímulo-resposta.


O papel do psicólogo e questionando a psicologia: há psicólogos experimentais, clínicos, pesquisadores, sociais, industriais, educacionais e etc. Atualmente, o indivíduo além de estar constantemente sob pressão, perdeu também sua unidade, pois a moral religiosa prega uma salvação pelos bons princípios, enquanto que para sobreviver, o indivíduo tem de esquecê-los, cabe ao psicólogo aliviar a tensão e restaurar a unidade perdida. Quanto à psicologia em si, atualmente ¾ dos profissionais se dedicam à prática, porém cada um a seu modo, a psicologia não tem metodologia nem terminologia
comum, muitas vezes é usada em favor do capitalismo, não em favor do homem. A psicologia ainda é uma ciência-criança, e muita coisa ainda há de ocorrer.

“Um sábio da antiguidade já vos disse: conhece-te a ti mesmo".

A psicologia é a ciência que estuda o comportamento e os processos mentais dos indivíduos (psiquismo), cabe agora definir tais termos:

Dizer que a psicologia é uma ciência significa que ela é regida pelas mesmas leis do método científico as quais regem as outras ciências: ela busca um conhecimento objetivo, baseado em fatos empíricos. Pelo seu objeto de estudo a psicologia desempenha o papel de elo entre as ciências sociais, como a sociologia e a antropologia, as ciências naturais, como a biologia, e áreas científicas mais recentes como as ciências cognitivas e as ciências da saúde.



Comportamento é a atividade observável (de forma interna ou externa) dos organismos na sua busca de adaptação ao meio em que vivem.

Dizer que o indivíduo é a unidade básica de estudo da psicologia significa dizer que, mesmo ao estudar grupos, o indivíduo permanece o centro de atenção - ao contrário, por exemplo, da sociologia, que estuda a sociedade como um conjunto.

Os processos mentais são a maneira como a mente humana funciona - pensar, planejar, tirar conclusões, fantasiar e sonhar. O comportamento humano não pode ser compreendido sem que se compreendam esses processos mentais, já que eles são a sua base.

Como toda a ciência, o fim da psicologia é a descrição, a explicação, a previsão e o controle do desenvolvimento do seu objeto de estudo. Como os processos mentais não podem ser observados mas apenas inferidos, torna-se o comportamento o alvo principal dessa descrição, explicação e previsão (mesmo as novas técnicas visuais da neurociência que permitem visualizar o funcionamento do cérebro não permitem a visualização dos processos mentais, mas somente de seus correlatos fisiológicos, ou seja, daquilo que acontece no organismo enquanto os processos mentais se desenrolam). Descrever o comportamento de um indivíduo significa, em primeiro lugar, o desenvolvimento de métodos de observação e análise que sejam o mais possível objetivos e em seguida a utilização desses métodos para o levantamento de dados confiáveis. A observação e a análise do comportamento podem ocorrer em diferentes níveis - desde complexos padrões de comportamento, como a personalidade, até a simples reação de uma pessoa a um sinal sonoro ou visual. A introspecção é uma forma especial de observação (ver mais abaixo o estruturalismo). A partir daquilo que foi observado o psicólogo procura explicar, esclarecer o comportamento. A psicologia parte do princípio de que o comportamento se origina de uma série de fatores distintos: variáveis orgânicas (disposição genética, metabolismo, etc.), disposicionais (temperamento, inteligência, motivação, etc.) e situacionais (influências do meios ambiente, da cultura, dos grupos de que a pessoa faz parte, etc.). As previsões em psicologia procuram expressar, com base nas explicações disponíveis, a probabilidade com que um determinado tipo de comportamento ocorrerá ou não. Com base na capacidade dessas explicações de prever o comportamento futuro se determina a também a sua validade. Controlar o comportamento significa aqui a capacidade de influenciá-lo, com base no conhecimento adquirido. Essa é parte mais prática da psicologia, que se expressa, entre outras áreas, na psicoterapia.

Para o psicólogo soviético A. R. Luria, um dos fundadores da neuropsicologia a psicologia do homem deve ocupar-se da análise das formas complexas de representação da realidade, que se constituíram ao longo da história da sociedade e são realizadas pelo cérebro humano, incluindo as formas subjetivas da atividade consciente sem substituí-las pelos estudo dos processos fisiológicos que lhes servem de base nem limitar-se a sua descrição exterior. Segundo esse autor, além de estabelecer as leis da sensação e percepção humana, regulação dos processos de atenção, memorização (tarefa iniciada por Wundt), na análise do pensamento lógico, formação das necessidades complexas e da personalidade, considera esses fenômenos como produto da história social (compartilhando, de certo modo com a a proposição da Völkerpsychologie de Wundt (ver mais abaixo "História da Psicologia") e com as proposições de estudo simultâneo dos processos neurofisiológicos e das determinações histórico-culturais, realizadas de modo independente por seu contemporâneo Vigotsky).

Conceito de personalidade

Personalidade é um tema complexo. Conceitua-lá de um modo útil e compreensivo é uma tarefa para os estudiosos do assunto. Se desejarmos realizá-la, devemos, de inicio considerar alguns itens fundamentais. Assim, sabemos que não há duas personalidades idênticas como não existem duas pessoas idênticas, embora muitas pessoas possuam traços em comum. A personalidade é temporal, pertence a uma pessoa que nasce, vive e morre. Na sua temporalidade, não pode ser considerada como uma simples soma de funções vitais mas uma integração dinâmica cuja resultante se expressa pelo comportamento individual frente a estímulos de variada natureza.

A personalidade, obviamente, existe em função de um meio no qual procura adaptar-se e pertencendo a um ser vivo, tem sofrer um processo de desenvolvimento. Nesse sentido, cada indivíduo tem sua história pessoal e esta é a unidade básica a ser levada em conta no estudo da personalidade.

Na história pessoal devemos considerar: os dados biopsicológicos herdados; o meio, isto é, as condições ambientais, sociais e culturais nas quais o indivíduo na interação hereditariedade – meio; as características e condições de funcionamento do indivíduo nessa interação, possibilitando previsões a respeito do seu comportamento em situações futuras.


Considerando-se a personalidade como a unidade individual que se desenvolve em um determinado meio toda manifestação daquela sob forma de diferentes tipos de comportamento, resulta de experiências passadas e de estímulos atuais do meio portanto, deve ser estudada através de dois prismas: um longitudinal, isto é; o da sucessão de diversas faces do comportamentos atuais sob as influências do meio.

Com esses elementos podemos ensaiar uma definição simplificada de personalidade.

Personalidade é a resultante psicofísica:

Personalidade é a resultante psicofísica da interpretação da hereditariedade com o meio, manifestada através do comportamento, cujas características são peculiares a cada pessoa.



Constituição, temperamento e Caráter


O desenvolvimento da personalidade está intimamente associado ao desenvolvimento físico. Entretanto, as pessoas tendem a dissociar o psíquico do físico, supervalorizando funções físicas como, por exemplo, a afetividade e subestimando funções físicas como por exemplo a excreção. Sabe-se, porém que as primeiras motivações e ansiedades do ser humano estão ligadas aos processos fisiológicos.

Seja qual for a fase de desenvolvimento, a personalidade apoia-se na estrutura física do indivíduo, a qual chamamos constituição. Nessa há um conjunto de características individuais hereditárias que podem ou não se desenvolver nas interações com o meio. A este conjunto da se o nome de genótipo. Por outro lado existem características individuais adquiridas basicamente por influência do meio e que no conjunto são chamadas de paratipo. Entretanto quando se observa uma pessoa, ela apresenta-se com sua estrutura fenotípica que é o resultado da integração genótipo paratipo.

Sem aprofundar o significado dos conceitos acima, por analogia podemos relacionar, no plano psicológico, temperamento com genótipo, caracter com paratipo e personalidade com fenótipo. Temperamento é a tendência herdada do indivíduo para reagir ao meio de maneira peculiar. Assim, desde o nascimento, entre os indivíduos verificam-se diferentes limitares de sensibilidade frente aos estímulos internos ou externos, diferenças no tom afetivo predominante variações no ritmo, intensidade e periodicidade dos fenômenos neurovegetativos etc. Caracter é o conjunto de formas conteporamentais mais elaboradas e determinadas pelas influências ambientais, sociais e culturais, que o indivíduo usa para adaptar-se ao meio. Ao contrário do temperamento, o caráter é predominante volitivo e intencional. Entretanto de modo geral, temperamento e caráter estão intimamente associados podendo estar tão imbricados que se torna difícil sua distinção. Portanto, personalidade é a integração dos aspectos físicos, temperamentais e caracterológicos. Esta integração é dinâmica e evolutiva.

Assim, ao mesmo tempo que seus componentes interagem ativamente em diferentes proporções, segundo as condições de cada acontecimento de que participa, a personalidade vai adquirindo variadas e sucessivas modalidades durante a vida embora conserve características que lhe conferem consistência e continuidade.


Enfoque psicodinâmico da personalidade


Numerosas teorias têm sido elaboradas buscando linhas diretivas para o estudo da personalidade. Entre elas a teoria psicodinâmica é de fundamental importância na compreensão de conduta humana. Sem conhecer as bases desta teoria, as pessoas já adotaram uma atitude psicodinâmica quando tratam com seus semelhantes. Pois, quando alguém deseja compreender o comportamento de outrem , em determinada circunstancia, esforça-se por descobrir a motivação de suas atitudes e opiniões, sentimentos e crenças. Isto é, procuram relacionar a conduta com impulsos, emoções, pensamentos e percepções que a determinaram e atua do mesmo modo na previsão de novos comportamentos. No decorrer dos séculos numerosas pessoas, entre escritores, filósofos, artistas e leigos, tem evidenciado capacidade para a compreensão da conduta humana, mas cabe a Freud o mérito de Ter estabelecido as bases cientificas desta compreensão, suprindo a falta de um denominador comum teórico que possibilitasse um sistema organizado de encontro das diferentes observações individualizadas.

Este denominados comum., Percebido por Freud, ampliado por seus seguidores que constitui o que chamamos de enfoque psicodinâmico da personalidade é o ponto de vista sob o qual são formulados os conceitos apresentados neste livro.


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