Denise Fujihara Piccoli Maria Rosa Rodrigues Martins de Camargo Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho – unesp



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A UTILIZAÇÃO DOS CONTOS DE FADAS, COMO ALTERNATIVA PARA A PRODUÇÃO DE TEXTOS, POR ALUNOS DAS SÉRIES INICIAIS: UM ESTUDO

Denise Fujihara Piccoli


Maria Rosa Rodrigues Martins de Camargo

Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho – UNESP


Instituto de Biociências – Campus de Rio Claro

O texto que ora apresentamos origina-se de um trabalho de conclusão de curso, realizado em 2002 na Unesp – Rio Claro, a partir de um estudo sobre produção de textos utilizando para isso os contos de fadas, desenvolvido com 30 crianças de 7 a 8 anos de uma segunda série, ou seja, ainda iniciantes na escrita, em uma escola municipal de ensino fundamental de Piracicaba.

Diante das dificuldades inerentes ao ato de escrever textos, decorrentes da exigência de articular vários aspectos, principalmente para os alunos iniciantes na escrita, surgiu a proposta para a produção de textos a partir de histórias já criadas e escritas visando oferecer aos alunos a oportunidade de perceberem e apropriarem-se, aos poucos, das características de um texto narrativo. Entre essas características e que, ao mesmo tempo, o torna instigante, destaca-se o conflito entre personagens que praticam e sofrem ações.

Observando os alunos, notamos o quão angustiante é para algumas crianças desenvolver um texto. Foi buscando amenizar estas dificuldades, visando a produção de textos, que a proposta de trabalhar com os contos de fadas, como desencadeadores, foi construída.

Para a realização do estudo foi utilizada a pesquisa-ação por meio da qual, a partir do planejamento da ação didática e execução, houve a reorientação do trabalho e o acompanhamento da proposta de produção de textos a partir da narração dos contos. Permeando o estudo estava a reflexão da prática com um planejamento de intervenção, registro dos dados (caderno de campo) e análise dos textos criados pelas crianças, fundamentada nos aportes teóricos.

De acordo com ANDRÉ (1995) a pesquisa-ação caracteriza-se como um processo pelo qual o próprio pesquisador desenvolve uma ação sistemática e controlada, objetivando estudar cientificamente seus problemas com um planejamento de intervenção, coleta sistemática de dados, análise fundamentada na literatura pertinente e relato dos resultados de modo a orientar, corrigir e avaliar as ações e decisões.

Os objetivos traçados nesta pesquisa visaram: a realização de um estudo do gênero contos de fadas, buscando levantar as características do mesmo que pudessem contribuir com a produção de textos dos alunos iniciantes na escrita; o desenvolvimento da prática escrita sendo os contos de fadas os desencadeadores, levando-os a articularem o conteúdo com a forma; e o acompanhamento da proposta de produção de textos levantando e analisando as características que surgem na escrita das crianças.

Uma preocupação foi quanto à apresentação dos contos para as crianças, pois o estudo realizado sobre a produção de textos a partir dos contos de fadas poderia proporcionar o contato das crianças com a história tanto por meio da leitura, quanto do contar. Entretanto optamos pela leitura em voz alta para que a narração ocorresse integralmente e preservássemos a escrita do autor, possibilitando a aproximação do ouvinte com o texto, numa tentativa de criar condições para a produção de textos.

Os contos de fadas, cuja origem remonta a séculos antes de Cristo, com os mitos, vindos de fontes orientais e célticas, e que historicamente tornaram-se conhecidos no século XVII por meio das publicações de Charles Perrault, seguido mais tarde pelos irmãos Grimm e outros escritores, se propagaram por toda parte do mundo e sofreram algumas variações, assumindo características peculiares nos países em que foram narrados, e em suas transformações evidenciaram o contexto histórico no qual estavam inseridos. Apesar de terem tornado-se mais conhecidos desde que o francês Perrault (1628 – 1703) recolheu esses contos da tradição oral popular “como quem salva um tesouro para as crianças” (MEIRELES, 1984), foram encontradas histórias antiqüíssimas que mostram extraordinárias semelhanças com as narrativas modernas, e seus enredos se repetem em alguns contos.

De acordo com COELHO (1991) as raízes dos contos que remontam a séculos antes de Cristo, provindos de fontes orientais e célticas foram assimiladas, na Idade Média, por textos de fontes européias sendo impossível detectar os textos-matrizes, frente a sua fusão com outras narrativas. No entanto, houve um fundo comum a todas elas, caso contrário não se explicaria as inúmeras semelhanças de episódios e motivos entre os contos tão distantes geograficamente e com culturas distintas.

Assim, os contos de fadas que para COELHO (1991) nasceram para falar aos adultos, foram fundidos, confundidos, transformados, se espalharam por toda parte do mundo e permanecem até hoje assumindo em cada local uma característica diferente.

Cabe lembrar, com DARNTON (1996), que os contos transmitidos pelos camponeses - e que foram registrados anos mais tarde - para divertir os adultos, assustar ou advertir às crianças pertenceram a uma cultura popular que os camponeses acumularam através dos séculos, sendo difícil datar e situar sua origem. Rejeitar os contos porque não podem ser datados, nem situados com precisão, é ignorar o universo mental dos camponeses do Antigo Regime. Ao mesmo tempo, penetrar nesse mundo exige ultrapassar alguns obstáculos, entre eles, e talvez o maior, é a impossibilidade de escutar as narrativas como eram realizadas pelos contadores de histórias, pois as versões escritas dos contos não transmitem os efeitos que possivelmente deram vida às histórias.

Segundo DARNTON (1996), embora as histórias se prendam à mesma estrutura, as versões produzem efeitos inteiramente diversos assumindo, cada uma, características peculiares, apresentando variações, e confirmando as transformações.

Dessa forma, as versões francesas, alemães e italianas dos contos de fadas trazem um estilo próprio. Com a finalidade de comparar as variações existentes no clássico Chapeuzinho Vermelho entre as versões francesas, alemãs e italianas, a partir das características apontadas por DARNTON (1996), foi realizado um levantamento com as traduções das obras, comprovando sua existência nas histórias e como estas vão se relacionando com o seu contexto histórico.

Para DARNTON (1996), os contos franceses revelam um modelo educativo e moralizante - imposto a ele e a sua época devido a repressão religiosa da Contra-Reforma e a necessidade de educar e controlar o povo, que encontrou respaldo na literatura infantil - juntamente com o canibalismo, o realismo e o grosseiro. Por isso conservou-se na história o castigo da menina que transgrediu a regra ao dialogar no meio da floresta com um estranho, indicando a ele caminho que irá fazer e aonde sua avó mora, em um diálogo que revela a esperteza (astúcia) do lobo.

Nos contos alemães sobressai-se, de acordo com DARNTON, características como o poético “... o sol piscava ao atravessar a irrequieta ramaria, fazendo cintilar as flores de tão variadas cores que a menina resolveu levar um ramo de flores fresquinhas...”; o sobrenatural “... o que será que está acontecendo? Nunca senti um medo assim tão grande...”, os aspectos moralizantes e educativos que também aparecem no início da história na forma de advertência da mãe “... vá antes que fique tarde e esfrie, não deixe o caminho e não invente de correr pela mata, você pode cair e quebrar a garrafa e a vovó ficará sem o vinho, chegando lá, não se esqueça de lhe dar bom-dia, e nada de mexer nos guardados da sua avó...”. Outro traço marcante é a crueldade e a violência “... Ah! É você que está aí seu patife! E apontando a espingarda já ia mandando o tiro quando lembrou que ele talvez tivesse engolido a velhinha e poderia salvá-la, assim preferiu abrir a barriga do lobo com um facão...”, e “... Chapeuzinho Vermelho saiu correndo pegou três pedras grandes e colocou dentro da barriga do lobo e costurou-a...” aqui não só o caçador agiu violentamente como também a ingênua, meiga e encantadora menina apresentou indícios de crueldade ao vingar-se do lobo que quase tirou sua vida e a de sua avó.

Já os contos italianos enfatizam características mais burlescas (cômico), maquiavélicas e o engodo. Nessa versão, a protagonista, não só ignora a advertência da mãe de não desviar do caminho e não conversar com estranhos, como também indica o caminho para a casa da avó ao lobo que, astucioso, resolve comê-la também. Para DARNTON (1996), o aspecto maquiavélico, burlesco e o engodo manifestam-se com força maior quando a Chapeuzinho italiana engana o lobo atirando-lhe um bolo cheio de pregos.

Registra-se, também, que escritores brasileiros (Chico Buarque de Holanda - “Chapeuzinho Amarelo”, Guimarães Rosa - “Fita verde no cabelo”, Mário Prata – “Chapeuzinho Vermelho de Raiva”, entre outros) já reescreveram os clássicos, sob outro enfoque, atualizando-os de acordo com elementos modernos e o contexto histórico em que estavam inseridos.

Na trajetória de estudos dos contos de fadas até aqui traçada, podem ser apontadas transformações que estão postas desde sua origem, passando pelas adaptações decorrentes dos diferentes contextos históricos. Várias características foram apontadas, levantadas por estudiosos dos contos de fadas, sendo que algumas permaneceram e outras mudaram.

A leitura desses contos em voz alta constituiu um elemento desencadeador para a produção de textos por alunos das séries iniciais, uma vez que permitiu a criança o contato com histórias já criadas e escritas, oferecendo aos alunos a oportunidade de apropriarem-se e perceberem, aos poucos, as características de um texto narrativo. Além de contribuírem com o desenvolvimento da produção de textos, os contos de fadas, propiciaram a escrita de textos criativos e com características próprias, já que permitiu à criança penetrar no mundo da fantasia, e funcionando como uma ponte entre o real e o imaginário.

De acordo com TEBEROSKY (1997), as situações que propiciam o contato com as histórias, sejam elas contadas ou lidas em voz alta pelos adultos, ou pela consulta aos objetos escritos, favorecem a produção de texto; na aula as situações de imitação de textos-modelo constituem uma estratégia que pode contribuir para o desenvolvimento da produção de textos pelas crianças.

De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais de Língua Portuguesa (Brasil, 1997), para aprender a escrever é necessário que a criança tenha contato com a diversidade de textos escritos, defrontando-se com as questões que a escrita coloca a quem se propõe a produzir, arriscando a fazer como consegue e recebendo auxílio de quem já sabe escrever; dessa forma, cabe à escola aproximar a criança da escrita.

Outro fato que podemos considerar relevante ao escrever uma história refere-se a imaginação e criatividade de quem escreve.

Ao todo as crianças produziram individualmente 29 versões para O Pequeno Polegar, reescreveram em duplas ou trios 11 novas histórias para Branca de Neve, trilharam 27 novos caminhos para Chapeuzinho Vermelho que adquiriu novas cores e 03 produções foram feitas a partir de outros contos de fadas (Bela Adormecida e Cinderela).

A partir da narração dos contos de fadas escolhidos pelos alunos, foram propostas atividades que contribuíram para a produção de textos, acreditando-se que o que deve ser valorizado na produção escrita do aluno é o seu significado, aquilo que a criança construiu em seu pensamento antes da escrita propriamente dita. À medida em que esta proposta foi sendo concretizada, foi realizado um acompanhamento e uma análise das características que apareciam nos textos produzidos pelas crianças.

A esteira de possibilidade de trabalho com os contos de fadas abriu-se no momento em que a história foi narrada. Assim, ao propormos que as crianças reescrevessem novas versões para os contos, pode-se observar que algumas características foram transcritas - astúcia e engodo “O lobo que não era bobo foi correndo para a casa da vovo. Bateu na porta disfarçou a vos...”; realismo “O ladrão queria roubar a casa da vovó...”; advertência “... não fale com amigos e nem com estranhos”; travessura e bom-humor “a linda menina brincando de avião, boneca, balanço ou pique esconde”; e os aspectos moralizantes e educativos “Obrigada mais não posso aceitar coisas de estranhos”, e, “tem um espelho mágico que só fala a verdade” - ao mesmo tempo em que elementos peculiares sofreram modificações. Novos elementos foram criados e inseridos nas produções infantis, além da inclusão de alguns momentos marcantes da atualidade e seu cotidiano, trazendo à tona fatos reais, como o divórcio, problemas financeiros, desaparecimentos, violência e a copa do mundo.

No ano de mil novessentos e sessenta a rainha moreu em um maior ataque terrorista do ano e o rei ficou ferido” (M.,8 anos)

Depois do casamento a vida não foi muito feliz. Branca de neve chorava muito porque o pincipe ficava chingando ela porque ela foi na caza da mãe dela.” (C. 7 anos, A.7 anos e J. 8 anos)

Ela teve muitos filhos e estava cansada, todos os dias os dois brigavam Chapeuzinho Vermelho foi para a casa da vovó e elas conversaram...” (C. 8 anos)

... o pequeno Polegar pegou a bota que o passarinho falou e encontrou o caminho de sua casa e sua família nunca mais pasaram fome” (F. 7 anos)

... falarão que não tinha mais comida e o pequeno Polegar escutou...” (D. 8 anos)

A mãe dela gostava que ela saísse com sua vizinha, um dia as duas se perderão e branca de Leite ficou chorando...” (L. 8 anos)

Quando acabou a aula as amigas dela convidou para brincar. Suas amigas entraram para dormir e Chapeuzinho ficou só e foi embora num caminho muito perigoso e quando ela se lembrou que ia escurar ela teve medo de enfrentar o caminho.” (J. 7 anos)

Depois do casamento eles tiveram uma filha que se chamava Estrela e um filho que se chamava Cacá. Estrela virou princesa e Cacá virou jogador de futebol da seleção brasilera.” (F. 7 anos e G. 8 anos)

Muito tempo depois ela morreu num assalto e o pai da Branca de Neve se casou com uma bruxa chamada Cruela.



Tempos depois o pai dela também morreu com uma bala perdida...” (M. 8anos)

As reescritas trouxeram, ainda, elementos cotidianos das crianças, suas guloseimas e brincadeiras. As protagonistas continuaram triunfando no final, após percorrerem outros caminhos e enfrentarem novos obstáculos, mas já não apresentaram características excessivas e o tradicional bem versus mal demasiadamente demarcado nos contos de fadas clássicos aparece diluído. Assim as personagens, especialmente as protagonistas, não são exageradamente bondosas, e nem as antagonistas excessivamente más “Mas a Branca do Céu tinha um quarto secreto e ninguém atrevia entrar no quarto porque senão ela fazia um feitiço dava para a pessoa sem ela perceber e quando eles comiam alguma coisa acontecia que a pessoa quase morria...”, e, “o tempo passou e Bronca de Neve sujava a casa e não limpava, comia e o dormia, escutava som alto e brigava com os anões. Eles acharam que ela estava mentindo e foram saber a verdade”. E a expressão “viveram felizes para sempre” foi questionada em algumas produções, principalmente quando a felicidade dá-se após o casamento Depois do casamento a vida não foi muito feliz. Branca de neve chorava muito porque o pincipe ficava chingando ela porque ela foi na caza da mãe dela...” .

Transformando, acrescentando ou eliminando trechos do conto, os alunos criaram a sua história e renovaram os clássicos. Pode-se notar, portanto, que os contos de fadas representaram um importante meio para a imaginação e inserção dos fatos atuais que estavam ocorrendo nas produções escritas.

Segundo VIGOTSKY (1987)1[...] as maiores fantasias não são mais que novas combinações dos mesmos elementos tomados, afinal de contas, da realidade, submetidos simplesmente a modificações e reelaborações em nossa imaginação. A fantasia é construída sempre com materiais tomados do mundo real, a imaginação pode criar novas grades de combinações, mesclando primeiramente elementos reais, combinando depois imagens da fantasia e assim sucessivamente. Os últimos elementos que integram as imagens da realidade constituem-se impressões dessa mesma realidade.

Desde os primeiros anos de infância encontramos processos criativos que refletem, sobretudo, nos jogos. Como a criança, reproduz muito do que vê, a imitação desenvolve um papel fundamental. Esta é, freqüentemente, simples reflexo do que vêem e ouvem dos adultos, mas tais elementos da experiência social não são levados pelas crianças a seus jogos como acontecem na realidade. Elas não se limitam a recordar experiências vividas, mas as reelaboram criativamente, combinando-as entre si e construindo com elas novas realidades de acordo com suas preferências e necessidades. A situação criada pela criança necessita de sua experiência anterior, todos os elementos de sua fabulação: de outro modo não era possível inventar; mas a combinação desses elementos constitui algo novo, criador que pertence à criança, sem que seja simples repetição das coisas vistas e ouvidas. Esta faculdade de compor um edifício com esses elementos, de combinar o antigo com o novo, sustenta as bases da criação.

As trinta crianças que participaram do estudo chegaram ao final do semestre escrevendo e imaginando longas histórias, principalmente se comparadas à primeira. Textos que não apresentam problemas do ponto de vista organizacional? Evidentemente que sim que os apresentam e, certamente, as futuras produções das crianças exigirão intervenções do professor. Entretanto não se pode negar o avanço ocorrido, e a imaginação que vai abrindo fronteiras para as crianças contarem em suas próprias histórias. E o fundamental, elas não se preocupavam em concluir rapidamente o texto para se livrar da tarefa, muito pelo contrário, a cada nova história demonstravam-se interessadas e motivadas a escrever.

Detectou-se a presença nos textos produzidos pelas crianças de elementos reais no processo de criação de uma nova versão. Esses elementos legitimaram os textos produzidos pelas crianças como um material, no qual é possível ler um acontecimento do cotidiano, determinado em um contexto e que é datado.

O texto escrito é expressão de idéias, sentimentos e experiências internalizadas e vividas, a escrita, por sua vez, pode manifestar o conteúdo que está na mente da pessoa. É o que justifica a inserção de fatos cotidianos e momentos vividos pelas crianças nas suas produções, que trouxeram, ainda, indícios de uma época, de uma vivência...

Nas produções infantis, detectou-se características do conto, recortados do estudo teórico e que se confirmaram, algumas tornando-se evidentes nos textos infantis, principalmente no que se refere ao realismo, nas suas mudanças e permanências.

Ao final, constatou-se que as crianças escreveram, inventaram o que dizer e, ao inventarem novas versões escreveram sem medo de dizer, ao que parece sem medo de errar. Inventaram, criaram e ao inverterem a história, a escreveram a partir do que viram, do que sentiram e do que ouviram, o final transformou-se em início para dar continuidade a uma história aparentemente acabada, e a história recomeçou...

Confirmou-se que a proposta de ler contos de fadas funcionou como desencadeadores da produção escrita. Os contos de fadas considerados pelos camponeses na França de Luís XIV, no século XVII, como “bons para pensar” e, que mostravam “como o mundo é feito”, chegaram ao século XXI sendo escritos pelas crianças que inseriram fatos cotidianos e mostraram a realidade nas suas produções de textos, transformando-os em histórias “boas para pensar” e que mostram “como o mundo está”.

REFERÊNCIAS

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1 In: VIGOTSKY, L.S. Imaginacion y arte em la infância. México: Hispânicas, 1987. A tradução do espanhol para a língua portuguesa, dos trechos apresentados, é de nossa inteira responsabilidade.

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