Depart. De propriedade intelectual e tecnologia agropecuaria



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MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUARIA E ABASTECIMENTO.

SECRETARIA DE DESENVOLVIMENTO AGROPECUÁRIO E COOPERATIVISMO

DEPART. DE PROPRIEDADE INTELECTUAL E TECNOLOGIA AGROPECUARIA

SERVIÇO NACIONAL DE PROTEÇÃO DE CULTIVARES






ANEXO III

CULTIVARES-EXEMPLO PARA ENSAIOS DE DISTINGUIBILIDADE, HOMOGENEIDADE E ESTABILIDADE DE CULTIVARES DE SOJA (Glycine max (L.) Merrill)




I. OBJETIVO

Esta lista de cultivares exemplo deve ser utilizada na execução dos ensaios de distinguibilidade, homogeneidade e estabilidade – DHE para cultivares de soja [Glycine max (L.) Merrill] (documento disponível na página do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento em www.agricultura.gov.br>Serviços>Proteção de Cultivares> Formulários para Proteção de Cultivares).

Cultivares Exemplo, diferenciadas por macrorregião, devem ser utilizadas, quando apropriado, como testemunhas visando esclarecer os níveis de expressão de cada característica utilizada em ensaios de DHE.

É importante ressaltar que a lista aqui apresentada é fruto de trabalho conjunto iniciado em agosto de 2006, em função da necessidade de revisão e harmonização dos protocolos de avaliação de características utilizadas nos ensaios de DHE. Concomitantemente, foram realizados plantios de ensaios para validação destes protocolos durante as safras 2006/07, 2007/08 e 2008/09 nas estações de pesquisa das instituições que participaram do trabalho, sob coordenação deste SNPC.

Participaram do trabalho: Embrapa Soja, (Londrina/PR); Embrapa Cerrados (Planaltina/DF); Pioneer (Formosa/GO); Monsanto (Morrinhos/GO e Sorriso/MT); Fundação Mato Grosso (Rondonópolis/MT); TMG (Cambé/PR); UFV (Viçosa/MG); COODETEC (Cascavel/PR), Fundacep FECOTRIGO (Cruz Alta/RS); Wehrman Sementes (Cristalina/GO), Syngenta (Cascavel); EPAMIG (Uberlândia/MG), FTS Sementes S.A. (Ponta Grossa/PR), Embrapa Balsas (Balsas/MA), Embrapa Agropecuária Oeste (Dourados/MS) e Fundação Bahia (Barreiras/BA).

Paralelamente, foram realizadas reuniões para atualização dos participantes e compilação dos dados obtidos, a saber:



  • Reunião para Revisão dos Descritores Mínimos para Proteção de Cultivares de Soja - 3 de agosto de 2006 - Casa do Folclore em Uberaba, MG, por ocasião da XXVIII Reunião de Pesquisa de Soja da Região Central do Brasil;

  • Reunião para Revisão dos Descritores Mínimos para Proteção de Cultivares de Soja - dia 02 de agosto de 2007, no auditório do Hotel Jandaia em Campo Grande, MS, por ocasião da XXIX Reunião da Pesquisa de Soja da Região Central do Brasil;

  • Reunião de Nivelamento para Descrição de Cultivares de soja - 26 e 27 de outubro de 2006 - LADIC, Brasília/DF;

  • 2ª Reunião com Avaliadores de D.H.E. de Soja - dia 14 de setembro de 2007, no auditório da Embrapa CENARGEN, na Fazenda Sucupira, em Brasília-DF;

  • 3ª. Reunião Técnica de Avaliadores de Soja – Rio Verde/GO - 19 de agosto de 2008, nas instalações da Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano – COMIGO, em Rio Verde/GO, previamente à XXX Reunião de Pesquisa de Soja da Região Central do Brasil, realizada no mesmo local;

  • 4ª. Reunião Técnica de Avaliadores de Soja –18 de maio de 2009 - Centro de Convenções de Goiânia /GO.

Os protocolos para avaliação de características morfológicas foram submetidos à aprovação do grupo durante a 4ª. Reunião Técnica de Avaliadores de Soja, realizada em Goiânia em 18/05/2009 e publicados no Diário Oficial da União em 19/10/2009.

É importante notar também que a presente lista não é exaustiva e não pretende, necessariamente, substituir as cultivares testemunhas utilizadas corriqueiramente pelas instituições de melhoramento. Seu objetivo principal é permitir uma maior harmonização nas cultivares utilizadas como padrões de comparação para características de DHE nos diferentes programas de melhoramento, aumentando, consequentemente, a confiabilidade e qualidade dos dados encaminhados ao SNPC.


II. LISTA DE CULTIVARES EXEMPLO DE SOJA (Glycine max (L.) Merrill)











Característica

Cultivares Exemplo

(S) Sul / (C) Centro / (N) Norte

(...)



4.

(+)


VG

R4

Folha: intensidade da cor verde


Informação: “este descritor sofre grande influência ambiental”

QN




fraca

BRS 214(S)







média

BRS 255RR(S), A 7004(C,N), A 7006(C), P98C81(C), BRSGO CAIAPÔNIA(C)







forte

BRS 257(S), BRSMT UIRAPURU(C), BRS SILVÂNIA RR(C)

5.

(+)


VI

Folha: forma do folíolo lateral





PQ

R4

lanceolada estreita


-







lanceolada


-







triangular


-







oval-pontiaguda


CD 219RR(S), BRS 243RR(S), A 7004(C), A 7006(C), BRSGO MINEIROS(C), P99R1(N)







oval-arredondada


BRS PIRAÍBA(C), P98N71(C)

6.

(+)


VG

R4

Folha: tamanho do folíolo lateral





PQ




pequeno

CD 215(S) e NK412113(S)







médio

CD 210(S)







grande

BRS 257(S)

7.




VG

R8

Planta: tipo de crescimento




(+)




determinado

BRS 213(S), BRS SILVÂNIA RR(C,N), BRS PIRAÍBA(C), BRS DIFERENTE(N)

QL




semideterminado

-







indeterminado

M-Soy 6101(S), NK412113(S), A 7004(C,N)

8.

MI

Planta: altura




(+)

R8

baixa

M-Soy 7501(S), BRSGO CHAPADÕES (C), IAC 100 (C), BRSGO INDIARA(N)

QN




média

MG/BR 46 CONQUISTA(C)







alta

M-Soy 6101(S), A 7004 (C), A 7006 (C,N)

9.

(+)


VI

R8

Planta: hábito de crescimento (inclinação dos ramos)




PQ




ereto

M-Soy 5942(S), A 7004(C), BRSGO CHAPADÕES(N)







semi-ereto

M-Soy 6101(S) e BRS 232(S), BRSMT UIRAPURU(C)







horizontal

BRS PIRAÍBA(C)

10.

(+)


VI

R8

Planta: cor da pubescência na haste principal




QL




cinza

CD 219RR(S), M-Soy 5942(S) e BRS 213(S), P98N71(C, N), BRS TIANÁ(C,N), BRSMT PINTADO (C,N)







marrom clara

AS 7307RR(S)







marrom média

MG/BR 46 Conquista(S), Fundacep Missões(S) e M-Soy 7373RR(S), IAC 100(C), BRSGO CHAPADÕES(N)

11.

(+)


VI

R8

Planta: densidade da pubescência na haste principal




QN




baixa

Não foi possível estabelecer cultivares exemplo







média

devido às divergências nas avaliações







alta

mesmo entre parcelas plantadas no mesmo local

12.

VI

Vagem (com pubescência): cor




(+)

R8

cinza clara

BRS 256RR(S), A 7002(C, N), A 7006(C, N)

QL




cinza escura

BRS 214(S), CD 204(S), BRSMT PINTADO (C, N)







marrom clara

AS 7307RR(S)







marrom média

M-Soy 7373RR(S), BRS 255RR(S), BRS PIRAÍBA(C, N), BRSGO CHAPADÕES(C, N)







marrom escura

Fundacep Missões(S), M-S0Y 7900 (C)

13.

MG

Ciclo vegetativo: emergência à floração




(+)




precoce

M-Soy 5942(S) e NK412113(S), BRSGO MINEIROS (C, N), M-S0Y 7900(C)

QN




médio

M-Soy 7501(S), M-Soy 7373RR(S), M-SOY 8000 RR(C), P98C81(N)







tardio

BRS 256RR(S), MG/BR 46 Conquista(S), A 7006(C), BRSMT PINTADO(C), M-Soy 9001(N), BRS BARREIRAS(N)

14.

MG

Ciclo total: emergência à maturação






R8

precoce

M-Soy 5942(S) e NK412113(S), BRSGO MINEIROS (C, N),

(+)




semiprecoce

-

QN




médio

M-Soy 7501(S), M-Soy 7373RR(S), BRS DIFERENTE(N), BRSMT UIRAPURU(C)







semitardio

-







tardio

BRS 256RR(S), MG/BR 46 Conquista(S), BRS TIANÁ(C), M-Soy 9001(N)

15.

(+)

MG


Grupo de Maturidade Relativa





QN




Grupo de Maturidade Relativa

Utilizar cultivares exemplo descritas no final deste Anexo

(...)



19.

(+)

MI



Semente: intensidade do brilho do tegumento




QN




baixo

BRS 243RR(S), BRS 256RR(S), BRSMT PINTADO(C,N), BRSGO MINEIROS(C,N)







médio

M-SOY 5942(S), BRS DIFERENTE (C, N)







alto

M-Soy 6101(S), BRS PIRAÍBA (C, N)

(...)



21.

VI

Semente: cor genética do hilo









cinza

BMX Energia RR

PQ




amarela

BRS 213(S), BRS 216(S)








marrom clara

CD 219RR(S), BRS 240(S), A 7006 (C, N), BRSMT UIRAPURU (C, N)








marrom médio

CD 205(S), BRS Pampa RR(S), BRSGO MINEIROS (C, N), BRS SILVÂNIA RR (C, N), M-S0Y 7900(C)







preta imperfeita

CD 215(S), M-SOY 8000 RR(C)







preta

CD 210(S), M-Soy 7373RR(S), BRSGO CHAPADÕES (C, N), BRS DIFERENTE (C, N)

(...)


III. INSTRUÇÕES PARA EXECUÇÃO DE ENSAIOS PARA CÁLCULO DO GRUPO DE MATURIDADE RELATIVA EM CULTIVARES DE SOJA (Glycine max (L.) Merrill)


OBJETIVO: A característica “Grupo de Maturidade Relativa” é obtida por meio do cálculo do valor relativo do ciclo total.


PROTOCOLO: O ensaio deve ser implantado em, no mínimo, três locais distintos, comparando a nova cultivar com outras de grupo de maturidade relativa já conhecida, selecionadas dentre as listadas na tabela em anexo.


  1. Delineamento estatístico: no mínimo 2 blocos completos casualizados.

  2. Parcelas: 4 linhas de 5 m, sendo avaliadas as 2 fileiras centrais. Espaçamento de 0,40 a 0,50cm. Densidade de semeadura ajustada por região de cultivo.

  3. Semeadura: primeira quinzena de novembro, preferencialmente na primeira semana.

  4. Testemunhas: colocar nos ensaios testemunhas com grupo de maturidade segundo a tabela em anexo em intervalos de maturidade de no mínimo 0,5 unidades que representem o ciclo das linhagens testadas

  5. Controle de doenças: preventivo com, no mínimo, 2 aplicações de produtos adequados.

  6. Avaliação: Anotar os números de dias para maturidade desde a emergência até 95% das vagens na parcela com cor natural – R8 na escala de Fehr.

  7. Cálculo do valor final: calcula-se por comparação com as testemunhas ou pela estimativa da regressão do número de dias para maturidade das testemunhas pelo grupo de maturidade correspondente, aplicando-se a fórmula de regressão para as linhagens, para obter-se o respectivo grupo.

  8. Caso algum fator externo abrevie o ciclo normal de alguma cultivar do ensaio, esta não deverá ser considerada para fins de cálculo.




Tabela 1 – Cultivares para Região Sul




Tabela 2 – Cultivares para Região Centro-Oeste








Adaptado de Alliprandini et al., CROP SCIENCE, VOL. 49, MAY–JUNE 2009




Adaptado de Alliprandini et al., CROP SCIENCE, VOL. 49, MAY–JUNE 2009


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