Departamento de comunicaçÃO – Área de língua portuguesa e literatura aluno (A): No.: Turma: data: / /2011 professor



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DEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO – ÁREA DE LÍNGUA PORTUGUESA E LITERATURA
ALUNO (A): _____________________________________________________________________ No.: _______

TURMA: ______ DATA: ____/____/2011 PROFESSOR: Adauto Locatelli Taufer


















ANÁLISE DO CONTO O TIQUE, DE GUY DE MAUPASSANT – 3º TRIMESTRE – 8ª SÉRIE
Ao analisarmos o conto O Tique, de Guy de Maupassant, é interessante centrarmos nossa análise em relação aos principais elementos da narrativa e à estrutura do conto tradicional, uma vez que esse autor é mestre no que tange a este último aspecto:
ELEMENTOS DA NARRATIVA:

  1. Narrador:

No referido conto, percebemos um jogo de narradores que se enunciam em 1ª pessoa do singular (eu) e em pessoa do plural (nós). Há nesse texto, portanto, dois narradores que contam a mesma história, sob diferentes pontos de vista. O primeiro narrador (1ª pessoa do plural e 1ª pessoa do singular) narra os acontecimentos que presenciou: Um forte desejo circula em nossa alma: o desejo de encontros agradáveis, de relações cordiais e, quem sabe, de novos amores. (...) Depois do jantar, fui dar uma volta no parque do hotel. O segundo narrador (1ª pessoa do singular) é uma personagem da história contada pelo primeiro narrador: Quantas horas transcorreram? Eu continuava ali, sem dormir, abatido, destruído, os olhos abertos, as pernas esticadas, o corpo enfraquecido, morto, o espírito tomado de desespero. Subitamente, a grande sineta da porta de entrada tocou.


  1. Personagens:

  • Hóspedes do hotel.

  • Garçons do restaurante do hotel.

  • Os banhistas mais antigos (também hóspedes do hotel).

  • O pai: muito alto e magro, um pouco encurvado, cabelo extremamente branco, com fisionomia jovem, comportamento austero, possuía um tique nervoso na mão.

  • A filhaJulieta: baixa e bem magra, muito pálida, cansada e deprimida, com aproximadamente 24-25 anos, bastante bonita, de aparência frágil e doente.

  • Próspero: mordomo do pai de Julieta.




  1. Espaço:

  • O espaço descrito em O Tique é o hotel com seus arredores e a casa do pai de Julieta.




  1. Ambiente:

  • O ambiente, que é a psicologia do espaço, em O Tique é descrito como certo suspense e ares de mistério. Por se tratar de uma história aterrorizante – a moça que foi enterrada viva – uma atmosfera misteriosa paira sobre o conto.




  1. Tempo:

  • Neste conto, não há nenhum marco temporal, uma data que indique precisamente quando os fatos ocorreram. Mas os hotéis voltados para banhistas é uma prática típica do século XIX. Há uma nota de rodapé na página 59 do livro explicando isso.




  1. Linguagem:

  • A linguagem presente no conto é formal e, além disso, está de acordo com a norma culta padrão.




  1. Enredo:

  • Esta parte deixo para vocês a fim de garantir que vocês leiam o conto. O enredo, na verdade, é a história. Sugiro, então, que vocês façam um pequeno resumo, recuperando os aspectos mais importantes presentes na história de O Tique.


ESTRUTURA DO CONTO TRADICIONAL:

Guy de Maupassant foi um dos grandes mestres do conto tradicional. Esse escritor foi seguido por outros grandes nomes expressivos da literatura, tais como Edgar Alan Poe, Simões Lopes Neto, Lígia Fagundes Telles, entre outros. O conto tradicional obedece à seguinte estrutura: situação inicial, complicação, clímax, desfecho e situação final. No conto O Tique, percebemos essa estrutura dessa forma:




ESTRUTURA DO CONTO TRADICIONAL PRESENTE EM

O TIQUE, DE GUY DE MAUPASSANT

  1. Situação Inicial

História inicial em equilíbrio

O narrador apresenta a história, descreve algumas personagens e conhece duas personagens novas no hotel: Julieta e seu pai. O narrador leva Julieta e seu pai para um passeio curto rumo ao vale.

  1. Complicação/

Conflito


Algum fato desencadeia o desequilíbrio na história

No vale, o pai de Julieta revela ao narrador o motivo pelo qual passou a desenvolver o tique de sua mão: a possível morte de Julieta devido a complicações cardíacas.

  1. Clímax




Ponto máximo de desequilíbrio

Ao narrar a história da morte de sua filha, o pai de Julieta revela como sua filha “ressuscitou”. A sineta da porta toca. O pai de Julieta vai abrir a porta e descobre que sua filha não está morta. Ela desperta quando cortam seu dedo para lhe roubar o anel.

  1. Desfecho




Momento de resolução do conflito.

A descoberta de que fora Próspero que violara o túmulo de Julieta e cortara seu dedo para roubar-lhe o anel. A morte de Próspero ao ver Julieta viva.

  1. Situação Final




Reestabelecimento do equilíbrio inicial.

Depois de ouvir a história relatada pelo pai de Julieta, o narrador, Julieta e seu pai deixam o vale solitário e triste e retornam ao hotel.




[MATERIAL DE APOIO – Estrutura do Conto – 3º Trimestre – 8ª Série] Página



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