Departamento de teologia



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Porque ainda chegam a tanto a ternura e a verdade de amor com que o imenso Pai regala e engrandece a esta humilde e amorosa alma – ó coisa maravilhosa e digna de todo o temor e admiração! –, que se sujeita a ela verdadeiramente pra a engrandecer, como se ele fosse seu servo, e ela fosse seu senhor, e está tão solícito em a regalar, como se fosse escravo e ela fosse seu Deus. Tão profundas são a humildade e a doçura de Deus!” Cf. JOÃO DA CRUZ, Cántico espiritual, c. 27 n.1; Vida y obras completas, Madri: BAC, 1964, p. 704 (apud TORRES QUEIRUGA, A., Um Deus para hoje, op.cit., p. 27). Veja também em id., Fim do cristianismo pré-moderno, op.cit., p. 35.

476 id., Creio em Deus Pai, op.cit., p. 87.

477 id., Um Deus para hoje, op.cit., p. 26-27.

478 id., O cristianismo no mundo de hoje, op.cit., p. 18-20.

479 id., Um Deus para hoje, op.cit., p. 28.

480 id., O cristianismo no mundo de hoje, op.cit., p. 21.

481 id., Um Deus para hoje, op.cit., p. 28.

482 id., Recuperar a Criação, op.cit., p. 81.

483 A título de exemplo apontamos a idéia objetiva que veicula certas expressões das liturgias eucarísticas. Tem efeito contrário ao que pretendem. Em primeiro lugar, quando no início da liturgia eucarística lemos “E nosso dever e nossa salvação dar-vos glória...”, compreender a salvação em termos de “dever” afeta de modo indelével a compreensão primeira da experiência cristã, ou seja, a gratuidade da autocomunicação amorosa e salvífica de Deus e a nossa gratuidade em louvá-lo por seu amor infinito e libertador por nós. Outra, “Lembrai-vos, o Pai, dos vossos filhos...”, faz parecer que somos nós os preocupados, os ativos, os que tomamos a iniciativa da salvação. E o que é pior, faz parecer que Deus pode esquecer alguns dos seus filhos e precisa ser lembrado.

484 Explicitar-se-á, no próximo tópico, as conseqüências dessa tomada de consciência para a compreensão e vivência da vida cristã. Há muitas práticas, gestos e expressões religiosas, dos fiéis que encontram sentido dentro de certo horizonte ou ambiente religioso, mas que caducam e ficam contraditórias no contexto atual em relação à lídima experiência cristã.

485 TORRES QUEIRUGA, A., Recuperar a Salvação, op.cit., p. 14-16.

486 id., ibid., p. 21.

487 TORRES QUEIRUGA, A., Fim do cristianismo pré-moderno, op.cit., p. 45-47.

488 Cf. ESTRADA, J. A., A impossível teodicéia, op.cit., p. 242. - O que Estrada criticou da posição de Queiruga sobre milagre pode ser afirmado para a oração de petição. Para ele a reflexão de Queiruga, na verdade, não propõe respostas, mas a pura e simples desmistificação, por conceber a oração de petição como mero resquício arcaico de uma antiquada imagem de Deus. Afirmou que os pressupostos filosóficos de Queiruga, mais do que os teológicos, leva-o a contestar tradições bem consolidadas e constantemente atualizadas no cristianismo. E sustenta ironicamente que ele não as reinterpreta, e, sim, as elimina, simplesmente por não saber o que fazer com elas, à luz de suas premissas sobre a inevitabilidade do mal em um mundo criado e finito.

489 TORRES QUEIRUGA, A., ibid., p. 23.

490 TORRES QUEIRUGA, A., Fim do cristianismo pré-moderno, op.cit., p. 93.

491 id., ibid., p. 94.

492 id., ibidem.

493 Cf. id., ibid., p. 40-41. - Os grifos são nossos.

494 id., Recuperar a Salvação, op.cit., p. 208-209.

495 A intencionalidade da reflexão de Queiruga sobre a oração cristã pode ser vista no artigo citado. Cf. id., “Más allá de la oración de petición”, in: Iglesia Viva, nº 152, (1991), p. 157-193.

496 TORRES QUEIRUGA, A., Recuperar a Salvação, op.cit., p. 84

497 id., ibid., p. 207-208.

498 TORRES QUEIRUGA, A., Fim do cristianismo pré-moderno, op.cit., p. 41-41.

499 id., Um Deus para hoje, op.cit., p. 21-22.

500 id., Recuperar a Criação, op.cit., p. 25

501 TORRES QUEIRUGA, A., Recuperar a Salvação, op.cit., p. 208.

502 id., ibid., p. 209-211.

503 Cf. MIRANDA, M. F., Libertados para a práxis da justiça, op.cit.

504 TORRES QUEIRUGA, A., Recuperar a Criação, op.cit., p. 25.

505 id., Um Deus para hoje, op.cit., p. 28.

506 TORRES QUEIRUGA, A., O cristianismo no mundo de hoje, op.cit., p. 20.

507 id., Um Deus para hoje, op.cit., p. 28-29.

508 Cf. ESTRADA, J. A., A impossível teodicéia, op.cit., p. 242. Estrada afirma ser necessária a desmistificação da linguagem religiosa, mas que isso não implica, o que segundo ele faz Queiruga, a pura e simples adoção do racionalismo metafísico como eixo de interpretação.

509 Digno de nota é o caso da Dei Verbum. A dificuldade da aceitação no Concílio Vaticano II aponta para a complexidade da questão e para o tamanho da contribuição de outra compreensão da linguagem religiosa. Cf.: Especialmente o cap. III (DV nº 12). Compêndio do Vaticano II, op.cit., p. 119-139.

510 TORRES QUEIRUGA, A., Fim do cristianismo pré-moderno, op.cit., p. 46-47; id., Recuperar a Criação, op.cit., p.16.

511 TORRES QUEIRUGA, A., Fim do cristianismo pré-moderno, op.cit., p. 85-86. - Queiruga defende a necessidade para o cristianismo de profunda reconfiguração, dos hábitos mentais, usos lingüísticos e programas piedosos, já que a maior parte dos conceitos e expressões, em que nos chegou verbalizada a fé – na piedade, na liturgia, na pregação e, inclusive, na teologia –, pertence ao contexto cultural anterior ao Iluminismo.

512 id., Recuperar a Salvação, op.cit., p. 80; id., Fim do cristianismo pré-moderno, op.cit., p. 71.

513 id., ibid., p. 85.

514 id., ibid., p.52.

515 Nota-se, nos grandes teólogos, certa resistência em falar de Deus ou mesmo a necessidade de, depois de seus longos vôos catafáticos, se corrigirem, explicitando a relativização, pelos limites ou mesmo impossibilidade da linguagem humana expressar o mistério de Deus.

516 TORRES QUEIRUGA, A., Fim do cristianismo pré-moderno, op.cit., p. 74-76.

517 id., ibid., p. 78. Essa linguagem aparece, especialmente, no espaço litúrgico até os dias atuais. São as chamadas “graças alcançadas” depois de promessa, novena ou sacrifício.

518 TORRES QUEIRUGA, A., Fim do cristianismo pré-moderno, op.cit., p. 78-81. - Há inúmeros textos bíblicos que sustentam essa concepção. Cf. Sl 127, 1; Jo 15, 5, e especialmente, cf.: Rm 8, 26.

519 id., Um Deus para hoje, op.cit., p.29.

520 id., Fim do cristianismo pré-moderno, op.cit., p. 78-79. - Queiruga encontra forte sintonia entre sua posição e a intuição de Nicolau de Cusa, segundo a qual Deus é distinto enquanto não distinto. Veja nota 11.

521 id., ibid., p. 80-81.

522 TORRES QUEIRUGA, A., Fim do cristianismo pré-moderno, op.cit., p. 87

523 id., ibid., p. 87-88; id., Recuperar a Criação, op.cit., p. 23

524 id., Recuperar a Salvação, op.cit., p. 184.

525 Entre os semeadores citamos o “movimento bíblico” e a “nouvelle théologiae”, entre os que cuidaram do broto a recepção dos documentos do Concílio e a promoção da eclesiologia “rede de Igrejas particulares”, entre os primeiros frutos citamos as conferências episcopais de Puebla e Medellín e a Teologia da Libertação.

526 Para o próprio Queiruga a experiência de Deus como salvador é a principal chave de leitura de sua teologia e fonte de inspiração sobre a revelação. Cf. TORRES QUEIRUGA, A., Recuperar a Salvação, op.cit., p. 9.

527 Cf. TORRES QUEIRUGA, A., Recuperar a Salvação, op.cit. - Para a temática da salvação, o autor dedica grande energia. O título de seu livro básico sobre a temática indica, na verdade, seu itinerário teológico.

528 A percepção e análise dessa deformação, bem como a busca de sua superação constitui um dos eixos estruturantes do itinerário teológico de Queiruga.

529 Delas decorrente porque já mostramos nessa dissertação as implicações entre visão de Deus e experiência religiosa.

530 id., Creio em Deus Pai, op.cit., p. 194-195.

531 id., ibid., p. 43-45.

532 id., Recuperar a Salvação, op.cit., p. 39-43.

533 TORRES QUEIRUGA, A., Recuperar a Salvação,op.cit., p. 9.

534 id., ibid., p. 20. 27-28.

535 id., ibid., p. 65.67.153.

536 id., ibid., p. 30.32.34.65.

537 TORRES QUEIRUGA, A., Creio em Deus Pai, op.cit., p. 191.201.

538 id., ibid., p. 197-200.

539 TORRES QUEIRUGA, A., Creio em Deus Pai, op.cit., p. 201.

540 id., ibid., p. 16-19.

541 id., Fim do cristianismo pré-moderno, op.cit., p. 44.

542 id., Creio em Deus Pai, op.cit., p. 17-18.

543 id., Fim do cristianismo pré-moderno, op.cit., p. 43.

544 TORRES QUEIRUGA, A., Fim do cristianismo pré-moderno, op.cit., p. 41-42; id., Um Deus para hoje, op.cit., p. 25.

545 id., Recuperar a Salvação, op.cit., p. 48.

546 TORRES QUEIRUGA, A., Recuperar a Salvação, op.cit., p. 49-53.

547 id., ibid., p. 53.

548 id., ibid., p. 56.

549 id., ibid., p. 61.

550 id., ibid., p. 62-63.

551 id., ibid., p. 63-64.

552 TORRES QUEIRUGA, A., Recuperar a Salvação, op.cit., p. 67-68; id. Creio em Deus Pai, op.cit., p. 195-197.

553 id., Recuperar a Salvação, op.cit., p. 70-73.

554 TORRES QUEIRUGA, A., Recuperar a Salvação, op.cit., p. 75-80.

555 id., A Revelação de Deus na realização humana, op.cit., p. 14. Segundo o próprio Queiruga, o autor que mais forte influência exerceu sobre ele foi Amor Ruibal, mas percebe-se também outros grandes interlocutores em sua reflexão teológica, fato que ele não nega, teólogos como K. Barth, W, Pannenberg, P. Tillich, H. U. von Balthasar, H. de Lubac, K. Rahner, J.L. Segundo, dentre outros, estão presentes de alguma forma, uns mais outros menos, em sua teologia da Revelação.

556 id., ibid., p. 408.

557 Cf. TORRES QUEIRUGA, A., A Revelação de Deus na realização humana, op.cit., p. 408.

558 id., Recuperar a Criação, op.cit., p. 33.

559 id., A Revelação de Deus na realização humana, op.cit., p. 409.

560 Cf. id., ibid, p. 408.

561 TORRES QUEIRUGA, A., Fim do cristianismo pré-moderno, op.cit., p. 63.

562 id., A Revelação de Deus na realização humana, op.cit., p. 409.

563 id., ibid., p. 408.

564 id., ibid., p. 15.411.

565 id., Recuperar a Criação, op.cit., p. 57-58.

566 id., A Revelação de Deus na realização humana, op.cit., p. 414.

567 TORRES QUEIRUGA, A., A Revelação de Deus na realização humana, op.cit., p. 80.

568 id., ibid., p. 88-94.

569 id., ibid., p. 95.

570 id., Fim do cristianismo pré-moderno, op.cit., p. 47.

571 As tentativas de solução, talvez limitadas pela forte tendência apologética não conseguiram superar as dificuldades. Para um maior aprofundamento veja a pertinente análise de Libanio, no capítulo II de sua obra sobre a revelação, id., Revelação a partir da modernidade, op.cit., p. 31-49.

572 Cf. DV nº 2. - A Revelação se concretiza através de acontecimentos históricos e palavras, manifestada plenamente por meio de Jesus Cristo. Veja também DV nº 12. - Deus revelou-se através de homens e de modo humano.

573 TORRES QUEIRUGA, A., Fim do cristianismo pré-moderno, op.cit., p. 47-49.

574 TORRES QUEIRUGA, A., Diálogo das relixións e autocomprensión cristiá, Vigo: Xeira Nova, 2005. - A fundamentação teológica desses conceitos, bem como as alvissareiras possibilidades de avanço na autocompreensão da identidade cristã e na busca de profícuo diálogo inter-religioso podem ser vistas nesse recente livro. Para o conceito de “inreligionação” veja especialmente no capítulo III, p. 112-128. Para a compreensão da “particularidade como estratégia necessária do amor universal” veja especialmente no capítulo I, p. 29-35. Para o conceito de “pluralismo ou universalismo assimétrico” veja especialmente no capítulo II, p. 48-74, e finalmente, para o conceito de “teocentrismo jesuânico” veja especialmente no capítulo II, p. 74-86.

575 id., Fim do cristianismo pré-moderno, op.cit., p. 50.

576 id., A Revelação de Deus na realização humana, op.cit., p. 99-138. - Para apropriação da riqueza da intuição de Queiruga sugerimos a leitura do cap. 4 do livro sobre a revelação; - Veja também, id., Fim do cristianismo pré-moderno., p. 50. - A leitura, a apresentação das fontes de inspiração, a novidade da apropriação teológica e a síntese compreensiva que Roberlei faz dessa importante contribuição de Queiruga são muito esclarecedoras. PANASIEWICZ, Diálogo e revelação, op.cit., p. 84-96.

577 TORRES QUEIRUGA, A., A Revelação de Deus na realização humana, op.cit., p. 15.114-115.

578 id., ibid., p. 410.

579 id., ibid., p. 115.411.

580 id., ibid., p. 116-117.

581 RAHNER, K., Curso fundamental da fé, op.cit., p. 37-113.145-165. O uso da expressão rahneriana objetiva ter presente aqui a concepção antropológica bíblica da “Criação em Cristo”, captada de modo rico pela categoria transcendental desse autor.

582 TORRES QUEIRUGA, A., Fim do cristianismo pré-moderno, op.cit., p. 51.

583 TORRES QUEIRUGA, A., Fim do cristianismo pré-moderno, op.cit., p. 51. É iluminador o capítulo 4 do Evangelho de João, no qual os samaritanos depois de receberem o anúncio primeiro da mulher, verificam, por si mesmos, o conteúdo do que lhe foi anunciado e são capazes de dizer “já não é por causa do que tu falaste que cremos. Nós próprios o ouvimos, e sabemos que esse é verdadeiramente o salvador do mundo”. Cf. Jo 4, 42. A intuição de Queiruga é confirmada, em outras palavras por J.L. Segundo, quando caracteriza esse processo de apropriação do receptor da revelação de “aprender a aprender”. O próprio Segundo constata e assinala em nota (Veja nota 12) uma real coincidência de seu pensamento com a categoria de “maiêutica histórica”. Cf. SEGUNDO, J.L., O dogma que liberta. Fé, revelação e magistério dogmático, São Paulo: Paulinas, 2000, p. 281.

584 Essa intuição está explicitamente presente na “teologia do Caminho” do Evangelho de Marcos, na qual somente seguindo a Jesus da Galiléia até Jerusalém, é possível compreender o “segredo messiânico”, quem ele é ou o que significa ser seu discípulo. Cf. KONINGS, J., Marcos, São Paulo: Loyola, 1994, p. 7-8.

585 id., Fim do cristianismo pré-moderno, op.cit., p.52.

586 id., Revelação de Deus na realização humana, op.cit., p. 412-413.

587 TORRES QUEIRUGA, A., A Revelação de Deus na realização humana, op.cit., p. 415.

588 id., ibid., p. 415-416.

589 TORRES QUEIRUGA, A., A Revelação de Deus na realização humana, op.cit., p. 414-415.

590 A Teologia da Libertação é apenas um exemplo vivo de que força de vontade da comunidade de fé, vigor teológico e criatividade do Espírito fazem a diferença na realização coletiva da utopia cristã.

591 Cf.: TORRES QUEIRUGA, A., Fim do cristianismo pré-moderno, op.cit., p. 253.

592 Para além dos diversos cristianismos confessionais ou dos movimentos de “volta à grande disciplina”, devido ao crescimento da consciência cultural plural, preferimos usar o termo plural dentro de uma mesma confissão religiosa. Em nosso caso, dentro do Cristianismo católico é legítimo falar de “cristianismos” quando descemos ao nível das diversas culturas e movimentos eclesiais.

593 Cf.: LIBANIO, J.B., Olhando para o futuro, op.cit., p. 5-6.

594 Queiruga denomina atitudes como essas de “elitismo egoísta” ou “particularismo provinciano”. Cf. TORRES QUEIRUGA, A., Um Deus para hoje, op.cit., p. 33

595Para o autor, o cristianismo que aprendeu a humildade de própria história, não poderá mais se compreender de modo exclusivista. Cf.: id., Fim do cristianismo pré-moderno, op.cit., p. 254.

596 Os limites dessa dissertação fizeram-nos optar por deixar de fora a rica e fértil contribuição da reflexão eclesiológica de Queiruga. Para um aprofundamento, desde o nosso continente latino-americano, na direção dessa intuição presente na obra do autor, recomendamos o livro de Casaldáliga e Vigil. Cf. CASALDÁGLIA, P. e VIGIL, J. M., Espiritualidade da Libertação, Petrópolis: Vozes, 1994.

597 Cf. VIGIL, J. M., “Espiritualidade do pluralismo religioso. Uma experiência espiritual emergente” in: DAMEN, F., et al., Pelos caminhos de Deus. Desafios do pluralismo religioso à Teologia da Libertação, Goiás: Rede, 2003, p. 123.

598 TORRES QUEIRUGA, A., Um Deus para hoje, op.cit., p. 31.

599 id., ibid., p. 34-35.

600 id., ibid., p. 33-34.

601 id., Diálogo das relixións e autocompreensión cristiá, op.cit., p. 11-27.

602 id., ibid., p. 29-36.

603 Queiruga valoriza essa importante contribuição da reflexão teológica de Schillebeeckx. Cf. SCHILLEBEECKX, E., Cristo y los cristianos. Gracia y liberación, Madri: Cristiandad, 1982 (Apud TORRES QUEIRUGA, A., Um Deus para hoje, op.cit., p. 34).

604 id., ibidem.

605 Concretamente, um budista pode ajudar ao cristão a ser melhor cristão, e este ajudar o budista ser melhor budista. Uma tradição pode ajudar a outra a perceber aspectos que já estavam presentes, mas que não emergiram ainda à consciência histórica dessa tradição. Nesse sentido, cada tradição religiosa pode ser valorizada com patrimônio da humanidade.

606 Cf. id., ibid., p. 35-36. - Para visualizar esse modo de conceber a convicção da plenitude da revelação em Cristo, o autor dá o exemplo do professor que percebe em um estudante a estratégia para chegar a todos. Digno de nota é que a reflexão de Queiruga, não obstante sua postura aberta e inclusiva, recebe forte crítica de Fraijó. Este caracteriza a postura do autor de “explícito etnocentrismo”. Além disso, acusa o pensamento de Queiruga de atribuir valor absoluto às religiões, hipertrofiando a iniciativa gratuita e salvífica de Deus, para além dos limites das religiões. Cf. FRAIJÓ, M., Fragmentos de Esperança, op.cit., p.194.209-211.

607 TORRES QUEIRUGA, A., Um Deus para hoje, op.cit., p. 31-39.

608 id., ibid., p. 24-30.

609 TORRES QUEIRUGA, A., Um Deus para hoje, op.cit., p. 36-39.

610 A firmação completa de Küng é “Todas as religiões do mundo devem hoje reconhecer a sua co-responsabilidade pela paz mundial. Por isso, deve-se repetir sempre de novo a tese, para a qual eu tenho encontrado em todo o mundo cada vez maior apoio: Não haverá paz entre as nações sem uma paz entre as religiões. Em resumo: sem paz entre as religiões não haverá paz no mundo”. Cf. KÜNG, H., Projeto de ética mundial. Uma moral ecumênica em vista da sobrevivência humana. São Paulo: Paulinas, 1992, p. 108-109. A pertinente afirmação de Küng tem como fundamento a universalidade do humano como critério ético geral. As religiões não podem continuar sendo empecilho para a convivência fraterna entre os homens. Cf. KÜNG, R., Teologia a Caminho. Fundamentação para o diálogo ecumênico, São Paulo: Paulinas, 1999, p. 274-280.

611 TORRES QUEIRUGA, A., Um Deus para hoje, op.cit., p. 39-45.

612 id., Fim do cristianismo pré-moderno, op.cit., p. 254.

613 TORRES QUEIRUGA, A., Recuperar a Salvação, op.cit., p. 22.

614 id., Um Deus para hoje, op.cit., p. 45.

615 Queiruga reconhece, e explicita inúmeras vezes ao longo de seus livros, o papel da Teologia Política e da Teologia da Libertação na concretização histórica na atualidade dessa dimensão esquecida da práxis de Jesus. Cf. id., ibid., p. 47-49.

616 TORRES QUEIRUGA, A., Recuperar a Salvação, op.cit., p. 22-23.



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