Depoimento: a delícia de alfabetizar



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Depoimento: A delícia de alfabetizar

Autor: Eloah Bridger Lima Pinheiro

Flávio José dos Santos Lima

Faculdade de Educação- USP

Graduandos do curso de pedagogia

End. eletrônico: eloah.pinheiro@usp.br ; flavio.jose.lima@usp.br
Resumo

Esse depoimento apresenta de forma sucinta a aula aplicada entre os dias dezessete e vinte e oito de outubro de 2011, na escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Teófilo Benedito Ottoni localizada na R. Inácio Cervantes, 490 bairro Parque Ipê, zona Oeste de São Paulo. Para turma de primeiro ano com 16 alunos e a professora da classe, como proposto inicialmente nas aulas de disciplina Metodologia e fundamentos da alfabetização em países de língua oficial portuguesa – uma introdução, ministrada pela professora doutora Nilce.




Palavras-chave: alfabetização, letramento, contos.

Depoimento

Ao iniciar a disciplina optativa com a professora Nilce da Silva, tivemos a agradável e inesperada notícia que teríamos que elaborar um plano de aula. Agradável, pois sempre tivemos vontade de elaborar e aplicar um plano de aula e inesperada porque achamos que seria difícil ter algo tão prático no curso.

Preferimos ampliar o repertório de leitura dos alunos, os inserido no mundo de contos africanos e incentivando o letramento e a criatividade. Para a elaboração do plano de aula, usamos nossos alunos como parâmetro, seus gostos e as histórias que mais gostam.

Após a decisão pela leitura de contos africanos, iniciamos a pesquisa por títulos que atendesse a nossos objetivos: aventuras e uma narração que fossem atraentes aos ouvidos das crianças, uma vez que seria uma contação. Encontramos um livro sobre contadores de histórias africanos e o surgimento das histórias no mundo “Anansi”. Elaboramos o plano de aula, levando em conta a idade e a proposta oferecida pela professora doutora Nilce.

Depois de muitas correções e modificações o plano ficou pronto e certo para ser aplicado. No dia da aplicação da aula, apresentamo-nos aos alunos e eles se apresentaram dizendo qual personagem dos contos de fadas eles mais gostavam. Pedimos as 16 crianças que fizessem um grande círculo para que pudéssemos contar a história e para que todos pudessem participar.

Perguntamos se eles conheciam muitos contos, e se eles sabiam o que sempre se repetia em todos os contos que conheciam, formando os elementos básicos dos contos. Pegamos a tabela em que já havíamos montado o esqueleto, na qual deveria ser preenchida com os principais elementos e tópicos dos contos. Começamos a preencher a tabela com as crianças.

Após fazermos esta avaliação sobre o que sabiam sobre os contos, dissemos que leríamos um livro diferente daqueles que citamos, mas que tal material não deixava de ser um conto. Apresentamos a capa, questionando-os sobre o que era esta história, se pela capa conseguiriam adivinhar a história, cada criança disse o que imaginava sobre o livro, alguns disseram que era de uma aranha, outros de um Homem-Aranha, mas explicamos que mais tarde poderíamos saber.

Apresentamos a capa, o autor e a editora, pois desta forma já iniciam alguns reconhecimentos feitos por leitores e podem identificar os seus autores prediletos e diferenças entre editoras, formando características de leitores.

Depois iniciamos a contação, tentando sempre manter as vozes dos personagens e respeitando o tempo dos alunos para questionarem e imaginarem a história. Em determinadas páginas, já escolhidas com antecedência, páginas de clímax, perguntávamos se tinham alguma ideia do que aconteceria nas próximas páginas, se Anansi conseguiria realizar as provas e obter as histórias que até então pertenciam ao deus dos céus, se ele conseguisse o baú com as histórias, o que faria com elas e assim por diante, mantendo as crianças sempre atentas. Em determinados momentos do livro, os personagens repetiam algumas frases, depois que as crianças identificaram esta característica fazíamos uma pausa na contação e deixava que eles contassem e dissessem as frases.

Após a leitura do livro, as crianças disseram que amaram o livro e que queriam ler sozinhas. Depois, respondemos que daríamos um tempo para que fizessem isto. Neste momento informamos as crianças que haviam figuras espalhadas pela sala e que elas deveriam achar. Depois que cada criança achou a figura, explicamos que nós também ajudaríamos Anansi a contar as histórias do baú, mas que para isto nós faríamos a história antes, para incluir no “baú dos contos da aranha”. Entregamos duas folhas, uma com linhas para a criança que quisesse escrever e outra em branco para aqueles que ainda não dominavam a escrita. Explicamos que deveriam imaginar como a figura que acharam se originou e contar/desenhar a história da figura escolhida.

Cada criança elaborou sua própria história para inclui-la em uma caixa que dissemos que era o baú do Aranha, conforme a história do livro.

Por fim, pedimos a cada criança que viesse à frente e retirasse sua história do “Baú dos Contos do Aranha” e lesse para os amigos compartilhando com as criança a sua história.



A oportunidade de colocar um plano de aula em prática nos forneceu uma pequena demonstração do dia a dia na sala de aula, dos desafios e da reação das crianças com o trabalho proposto sendo fundamental para nossa formação.

Bibliografia
Kaleki. Anansi, O velho sábio. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2007
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