Descreva o hemograma mais compatível com o caso



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Encontro29.07.2016
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Caso I – Homem, 5 anos, história de fraqueza progressiva há 4 meses, com piora importante há 2 semanas quando iniciou sangramento gengival, epistaxe (sangramento nasal), hematúria e melena (sangramento intestinal). Sente muito cansaço, com fraqueza no corpo e dores nas pernas tonturas e taquicardia Perda de peso neste período, febre há dois dias.

Ao exame está emagrecido, descorado severo, petéquias e equimoses pelo corpo todo, sangramento gengival intenso, Fc 130 (n 60-100), com adenomegalia, e baço aumentado de tamanho.



  • Descreva o hemograma mais compatível com o caso

  • Qual o mecanismo mais provável para explicarmos o sangramento?

  • Que exame definiria sua suspeita diagnóstica? Qual o resultado que se esperaria encontrar?

R: Anemia normocromica e normocítico, leucopenia, baixa de hemácias e plaquetopenia devido ao comprometimento da Steam cell devido a queda da maturação das hemácias. O propósito apresenta anemia a longo prazo, devido a baixa taxa de hemácias e sangramentos que explicam a pancitopenia. Não se trata de uma anemia ferropriva da fase de maturação; a ocorrência de hematúria sugere uma anemia da fase hemolítica intravascular. A febre explica a leucocitose e Observa-se também uma pancitopenia com comprometimento da Steam cell. A ocorrência de esplenomegalia e adeno megalia e o baço aumentado indicam anemia da fase de diferenciação celular. O que sugere um caso de leucemia (LLC e LLA). Os exames mais indicados seriam um mielograma e biópsia da medula óssea, para diagnosticar o tipo celular presente. Sendo uma leucemia, ocorreriam células neoplásicas (blastos) e uma grande leucopenia.


Caso II – Homem, 15 anos, descendente de negros, conta história de anemia de longa data, com fraqueza e dores intensas nas pernas e dores abdominais, sonolência, enfraquecimento da memória, tontura e úlceras das pernas. História semelhante na família. Internado para investigação de icterícia várias vezes na vida. Ao exame, Fc 90 (nl), Fr 25(nl), PA 10/4(nl), descorado +++, icitérico ++, esplenomegalia discreta. Colhido hemograma que mostrou anemia normo, normo, discreta leucocitose, plaquetas normais. Hiperbilirrubinemia às custas de bilirrubinas indiretas.

  • Descreva o hemograma mais compatível com o caso.

  • Que exame definiria a suspeita diagnostica? Qual seria o resultado esperado?

R: Deveriam ser realizados um teste de falcilização positiva e de eletroforese de hemoglobina. O fato de ser negro sugere uma anemia hemolítica extravascular por anemia falciforme hereditária. O baço está aumentado devido à grande captura de células anormais para destruição. No hemograma observaria-se uma leucocitose devido ao recrutamento de células para destruição da hemoglobina. É reconhecível pelo SI pois é uma reação imunológica.


Caso III – Mulher, 5 anos, origem mexicana, conta história de anemia desde que nasceu, acompanhada por episódios de icterícia, tendo sido tratada com ferro via oral por vários anos, sem melhoria clínica significativa. Ao exame clínico apresentava-se descorada ++/+++, icterícia +/+++, esplenomegalia. Conta casos semelhantes na família, com diagnostico de hemoglobinopatia D (mutação para a codificação da cadeia globina beta).

  • Qual o hemograma mais compatível com o caso?

  • Qual o mecanismo fisiopatogênico para esta anemia?

R: O hemograma do caso mostraria anemia microcística e hipocrômica, baixa hemoglobina, aumento de bilirrubina, urobilirrubina e éster colalinogênico, indicando uma anemia hemolítica extravascular. O que ocorre é que a pessoa tem uma suspeita de talassemia, devido a um erro na formação da cadeia globínica beta, acarretando no caso observado.


Caso IV – Homem, 7 anos, febre, vômitos, cefaléia. Líquor compatível com meningite.

  • Qual o hemograma mais compatível com o caso?

R: O hemograma apresentaria leucocitose, desvio para esquerda, hemácias microcíticas e normocrômicas.
Caso V – Mulher, 20 anos, anemia de longa data, sangramento ginecológico (menstrua de 7-10 dias) com fraqueza, cansaço fácil, tem comido arroz cru e reclama de unhas fracas.

  • Qual o hemograma mais compatível com o caso?

  • Qual o mecanismo fisiopatogênico para esta anemia?

  • Que exame definiria a suspeita diagnostica? Qual seria o resultado esperado?

R: O hemograma apontaria uma anemia hipocrômica e microcítica. Sugerindo uma anemia de longa data devido a sangramentos crônicos. A presença de unhas fracas também indica uma anemia ferropriva, da fase de maturação celular. A falta de amido justifica a alimentação por arroz cru. O hemograma não apresentaria plaquetopenia pois o sangramento é natural, já que é menstrual. O que ocorre, é que a falta de ferro sangüíneo aumenta os níveis de transferrina no sangue e baixa os níveis de transferritina, hemolisina e mieloglobina, não ocorre a formação de hemoglobina e as hemácias tornam-se microcitica e hipocrômicas. Seria indicado um hemograma com dosagem de ferro sangüíneos. O resultado esperado seria uma baixa quantidade de ferro no sangue.


Caso VI – Mulher, 6 anos, dor abdominal tipo cólica e anemia discreta. Protoparasitológico + para áscaris.

  • Qual o hemograma mais compatível com o caso?

  • Qual o mecanismo fisiopatogênico para esta anemia?

R: O hemograma mostraria leucocitose, devido a infestação de vermes, plaquetopenia, devido a perda de sangue e anemia microcítica e hipocrômica, da fase de maturação celular por perda sangüínea e de ferro. Um hemograma com dosagem de ferro, mostraria baixa concentração de ferro sangüíneo, baixa hemoglobina, alta tranferrina, baixa transferritina, hemolisina e mieloglobina. Isso tudo devido a falta de ferro por perda sangüínea que atrapalham a formação normal das hemoglobinas. O tratamento indicado seria a aplicação de drogas para combater a verminose e a administração de ferro.


Caso VII – Homem, 46 anos com anemia moderada e história de gastrectomia há 10 anos.

  • Qual o hemograma mais compatível com o caso?

  • Que exame definiria sua suspeita diagnostica? Qual seria o resultado esperado?


R: O hemograma poderia mostrar anemia microcítica e hipocrômica devido a falta de ferro, ou no caso da deficiência de ácido fólico e B-12, poderia ser observada uma baixa das hemácias, hipersegmentação do segmentado, anemias macrocística, leucopenia, plaquetopenia, metamielócitos e bastonetes gigantes. A gastrectomia pode predispor a anemia por diferentes motivos. Se a região retirada for o jejuno e o íleo, será anemia por não absorção de ferro (já que esta ocorre nesta região); se for retirada a região distal do íleo, poderá haver deficiência de ácido fólico e se for a região distal do íleo, ocorrerá deficiência de vitamina B-12. Um hemograma com dosagem de ferro ajudaria a diagnosticar o caso. O que se esperaria seria uma baixa concentração de ferro sangüíneo, baixa hemoglobina, alta tranferrina, baixa transferritina, hemolisina e mieloglobina, devido a não absorção de ferro pelo organismo. A administração de ferro, B-12 e/ou ácido fólico resolveriam o problema.


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