Descrição Sumária



Baixar 92.94 Kb.
Encontro04.08.2016
Tamanho92.94 Kb.

FÀ B R I C A DE M O V I M E N T O S




Projecto de motivação e formação de novos públicos para a dança

NOVAS DANÇAS / NOVOS PÚBLICOS

Descrição Sumária

Este Projecto pretende abordar a questão da formação e manutenção de novos públicos para a dança, nomeadamente, a três níveis: espectáculos transversais a todos os públicos, palestras e workshops com professores, monitores, animadores e profissionais da área da dança e por fim, actividades dirigidas ao público escolar infanto-juvenil.


Os três níveis a serem trabalhados são: abordagem às boas práticas e experiências já realizadas, envolvimento do meio escolar, através de palestra e workshop dirigido a professores; e workshops e espectáculos dirigidos ao público escolar e público geral.
Exposição do Projecto

A formação de novos públicos é uma matéria controversa pelas inúmeras possibilidades no desenvolvimento de projectos ligados à esta temática. Assim, vários exemplos poderiam ser citados e seus resultados analisados, sendo a conclusão lógica, a sua premente necessidade; sendo esta necessidade um factor de desenvolvimento económico, social, comunitário e possivelmente político (aspecto não levado em demasiada consideração neste projecto, porém transversal ao próprio tema).


Porém a formação específica de novos públicos para a dança toma outros contornos, que não a simples abordagem do ensino da dança. Parte da análise de uma série de factores que devem ser considerados:

- o movimento é algo inerente ao ser humano. É uma forma de manifestação, em algum sentido, até básica, pois à partida a linguagem não-verbal é anterior à linguagem verbal;

- também a sua abordagem como forma artística deve ser levada em consideração, no caso de projectos comunitários, primeiro como uma forma de comunicar uma maneira de ser e estar perante a vida, que posteriormente é re-elaborada como um produto artístico que aborda determinadas questões, sejam sociais, de identidade, género, culturais e históricas;

- “mover-se”, apesar de instintivo em cada ser humano, ao ser transposto para uma forma artística exige um trabalho prévio de organização de ideias, composição coreográfica e afinidade de objectivos. Uma pessoa cria uma determinada forma de mover que caracteriza sua abordagem do mundo, da mesma forma com que faz o seu corpo responder aos estímulos que o cercam.


Um qualquer projecto de formação de novos públicos para a dança deve implicar um contacto a diversos níveis com o movimento: explorando a “sua” particular forma de mover, abordagem junto aos responsáveis pelo desenvolvimento de projectos educacionais, de animação ou mesmo terapêuticos, e o visionamento de criações de outros artistas que usem a dança como abordagem do mundo que o rodeia.
Assim, pretende-se com este projecto, actuar a todos esses níveis. As actividades se dividirão por palestras dirigidas aos profissionais da área artística e educacional, workshops dirigidas ao público infanto-juvenil e a professores, animadores e pessoas interessadas, e por fim, espectáculos de dança transversais a vários públicos.

Objectivos

- desenvolver actividades como palestras, workshops e espectáculos, de forma a motivar e criar hábitos de fruição no campo da dança contemporânea;

- trabalhar vários aspectos do ensino, criação e programação de actividades relacionadas com a dança contemporânea, numa perspectiva de formação de novos público em meio escolar;

- apresentar um mapa de diversas abordagens sobre os vários possíveis caminhos que podem ser utilizados (análise de boas práticas) como propostas de formação de novos públicos para a dança, contextualização e avaliação do seu impacto nas comunidades onde foram desenvolvidos;

- sublinhar a importância da actividade artística como factor de exercício da cidadania.

Organização e Funcionamento

- Todas as actividades acontecerão entre os dias 17 e 22 de Novembro de 2008;

- este Projecto terá como co-produtores o Serviço Educativo do Teatro do Campo Alegre, a Fundação Instituto Politécnico do Porto/Teatro Helena Sá e Costa;

- terá como colaboradores a Escola de Dança Ginasiano, a DREN – Delegação Regional de Educação do Norte e a Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação/UP - CIIE




Proposta de Programação

Como foi dito atrás, as actividades se subdividirão por áreas que acabam todas por se interpenetrarem:

- workshops direccionados a docentes e profissionais das artes performativas, acompanhados por palestras. Os palestrantes serão Graça Passos (CENTA), Aldara Bizarro (Jangada de Pedra), Sophia Neuparth (CEM), Ana D’Andrea (representante da Escola de Dança Ginasiano), Dra Regina Almeida (DREN).
Além desta palestra, haverá um workshop dirigido a professores e profissionais das artes performativas, sobre questões como por exemplo, a abordagem da dança como processo de sensibilização artística e promoção da integração; workshops dirigidos ao público infanto-juvenil, elaborados a partir dos espectáculos assistidos. E a apresentação de espectáculos dirigidos a um público transversal (para todas as idades). Os espectáculos a serem apresentados são: “Subwoofer” de Sónia Baptista, “O Jardim Japonês” do grupo TPO e “Uma bailarina …” de Aldara Bizarro.


Justificação da programação

A programação das palestras foi pensada como uma oportunidade de dar a conhecer a docentes, profissionais das artes performativas, programadores a nível local e regional, responsáveis pela programação cultural de diversas entidades, e pessoas interessadas; as experiências e boas práticas existentes de formação de novos públicos. Ao mesmo tempo, promover uma troca de experiências sobre as possibilidades de concepção e promoção de projectos de sensibilização de novos públicos para a dança.


Os espectáculos foram seleccionados pelas suas características extremamente apelativas a nível do movimento, da cenografia, da música e do uso de novas tecnologias.

Sendo um factor transversal a todos eles, a facilidade em atingirem todos os públicos, proporcionando um chamariz para um primeiro contacto e usufruto da dança contemporânea, sem perder o aspecto do “espectáculo”.



PROGRAMAÇÃO

– “O Jardim Japonês” – TPO (IT) – dia 21.11.08 (para escolas) – às 10H 30 e às 15H (mediante marcação prévia)

-dia 22.11.08 (público em geral) – às 16H

Teatro do Campo Alegre
Uma actriz conta uma história no começo; depois ela convida os jovens particpantes para explorar o jardim, deixando-os á vontade para explorarem seus próprios caminhos. O projecto CCC, do qual faz parte este “Jardim Japonês” é um ambiente natural-digital criado para dar um sentido teatral ao movimentos e acção espontâneo.
Direcção: Francesco Gandi e Davide Venturini

Bailarinos: Anna Balducci e Viola Exposti Ongaro

Produção: Companhia TPO em co-produção com Teatro Metastasio Stabile della Toscana

Participação: Mané Carvalho



- “Subwoofer” – Sónia Baptista – dia 22.11.08 (público em geral) – 21H30

– Teatro Helena Sá e Costa
Subwoofer é uma fábula de um desamor amoroso de desajeitada aparência | Subwoofer é uma história “subgrave” de uma gravidade profundamente grave …
Neste espectáculo complexo e cheio de humor vivo e rico em relações entre vídeo e palco, Sónia Baptista usa de uma forma extraordinária a voz, imagem e som criando um bizarro personagem ao mesmo tempo sólido e enigmático, fatal e feminino.
Texto, concepção e performance - Sónia Baptista

Vitima - Rogério Nuno Costa

Video - Rui Ribeiro

Música - Sónia Baptista

Banda sonora - Alex Alves Tolkmitt

Desenho de luz Pedro Machado

– “Uma bailarina” – de Aldara Bizarro/Jangada de Pedra (PORT)

– dia 19.11.08 (para escolas)

– às 10H 30 e às 15H

Teatro Helena Sá e Costa (mediante marcação prévia)
Uma Bailarina… é um espectáculo/atelier que foi concebido para ser apresentado a crianças dos 7 aos 12 anos em contexto escolar ou familiar. Num formato que reúne aspectos inerentes ao espectáculo de dança e aspectos pertencentes à oficina de dança procura proporcionar novas leituras do espectáculo, suscitando a reflexão sobre matérias relacionadas com o corpo, enquanto objecto de saber e de sentir diferente do corpo habitual, dado no contexto escolar.
Concepção e direcção Aldara Bizarro

Interpretação/co-criação Ainhoa Vidal (a interpretação é alternada com Ainhoa Vidal, Yola Pinto e Susana Mendes)

Concepção Musical Anthony Wheeldon e Jesse Chandler

Concepção plástica Teresa Caria (manutenção e adaptação final Mathieu Crespin)

Fotografia António Rebolo e Nuno Neves

Concepção do suporte didáctico Sara Barriga

Grafismo e ilustração do suporte didáctico Margarida Botelho e André da Loba

Produção executiva Tânia Guerreiro

Produção Jangada de Pedra

Apoio Centro Cultural de Belém

Projecto financiado pelo Ministério da Cultura/ Direcção Geral das Artes

PALESTRA – “PRÁTICAS NA FORMAÇÃO DE NOVOS PÚBLICOS PARA A DANÇA”


Dia 21.11.08

- das 10H às 13H

Auditório do Planetário do Porto

Programação
- 10H00 – recepção
- 10H15 – abertura – Alberto Magno/Fábrica de Movimentos
- 10H25 – apresentação – Sophia Neuparth / CEM (Lisboa)
- 10H45 – apresentação – Ana D’Andrea/Escola de Dança Ginasiano (Vila Nova de Gaia)
- 11H05 / 11H15coffee-break
11H15 - apresentação – Aldara Bizarro – Jangada de Pedra (Lisboa)
- 11H35 – apresentação – Graça Passos – CENTA (Vila Velha de Ródão)
- 11H55 – 12H05 – coffee-break
- 12H05 – apresentação – DREN/Dra Regina Almeida
- 12H30 – perguntas e participação da audiência
- 12H55 – término das participações
- 12H55 – 13H - encerramento

SOPHIA NEUPARTH

Investigadora, professora de corpo e criadora seguiu um percurso de crescimento artístico próprio tendo tido a oportunidade de desenvolver trabalho com formadores, criadores e pensadores como Simone Forti, Steve Paxton, Tony Hulbert, Mary Fulkerson, Bonnie Cohen, Bragança de Miranda ou José Gil fundamentando o seu desenvolvimento em profundidade na relação que estabelece com as pessoas que cruza oriundas das mais diversas realidades culturais ou sociais. Professora de dança desde 1980. Em 1990 abriu os Laboratórios de Composição e em 1993 o Espaço Experimental (espaço quinzenal para mostra e debate de trabalhos artísticos) e as 100 horas de Conversa (espaço mensal para conversas abertas sobre Arte, Ciência e Comunidade), áreas chave para a criação do c.e.m – centro em movimento (1997).

Tem ensinado, apresentado o seu trabalho coreográfico e participado em conferências e debates por todo o país e no estrangeiro (Holanda, França, Inglaterra e Brasil).

Acompanha intensivamente percursos artísticos e colabora com criadores que integraram a Zona Z (área de desenvolvimento da criação e investigação artística) onde destaca Ainhoa Vidal, Alex Campos, André Castro, Laura Bañuelos, Margarida Agostinho e Yola Pinto.

Membro fundador da APPD tem sido parte activa de grupos de análise e reflexão política e, enquanto fundadora e ex-membro da direcção da REDE – Associação de Estruturas para a Dança Contemporânea, tem organizado e participado em encontros e debates sobre várias áreas da Política Cultural desde 2003.

GRAÇA PASSOS

Licenciada em Biologia pela Faculdade de Ciências da Universidade Clássica de Lisboa, é professora efectiva actualmente na E.B.2/3 de Vila Velha de Ródão. Trabalha em produção cultural desde 1978, tendo trabalhado com o Teatro Emarginato, o Grupo Monumental/Galeria Monumental e a Galeria Monumental/Bertrand. É  membro co-fundador  do Centro de Estudos de Novas Tendências Artísticas – CENTA (1989), que dirige desde então. Dos projectos concebidos destaca: Lisboa Fora de Horas, Projecto Salgueiral, Núcleo de Arte Contemporânea [NAC], Projecto de Formação Artística Contínua para o 1º ciclo e o Projecto Paisagens. Representa o CENTA, membro fundador, na REDE - associação de estruturas para a dança contemporânea



ALDARA BIZARRO 

Nasceu em 1965 em Moçambique.

Estudou dança desde 1979, em Lisboa, Nova Iorque e Berlim.

Como intérprete, trabalhou com Rui Horta, Paulo Ribeiro, Francisco Camacho, Joana Providência, Paula Massano e Madalena Victorino.

Com “Me Myself and Influências”, a sua primeira criação coreográfica, foi premiada no IV Workshop Coreográfico de Lisboa (1990) e, desde então, tem dirigido e interpretado os seus trabalhos: “As Marias e os Papelinhos”  (Europália 91 - Festival de  Klapstuck / Bélgica), “I’m a man”  (Maratona para a Dança, 1992),  “Tríptico Flagelo”  (Culturgest - O que pode um corpo, 1994),  “Love Series  not talking about perfection”  (Centro Cultural de Belém, 1995),  “Love Series ritual de amor e morte”  (Acarte/Teatro da Comuna, 1998),  “O Encaramelado, uma dança brincadeira”  (Centro Cultural de Belém, 1998),  “Bruxarias reality check” (Festival Mergulho no Futuro- Expo’98), “A Vingança Serve-se em Prato Frio” (Teatro Taborda, 2000), “O Poço” (Festival Percursos Centro Cultural de Belém Coimbra Capital Nacional de Cultura, 2003), LOVE SERIES The Room” (Centro Cultural de Belém, 2003) e Valentim e Valentina (Centro Cultural de Belém, 2005), Uma Bailarina…(Centro Cultural de Belém/CPA, 2006) e A Preguiça Ataca ? (Centro Cultural de Belém/CPA, 2007).

Em 2005 colaborou com Fernanda Fragateiro no projecto “Caixa para guardar o vazio” estreado em Outubro, do mesmo ano, no Teatro Viriato.

Em 1999, em associação com Rui Nunes, fundou a Jangada de Pedra, estrutura subsidiada pelo Ministério da Cultura. Juntos conceberam o Festival W.A.Y. que teve, em 2006, a sua terceira edição. Em 2007 iniciou o Projecto Respira, criação de um espectáculo de dança com 3 turmas de 6ºano de 3 escolas de diversos pontos do país, num trabalho articulado com as diversas comunidades locais. 

Tem igualmente desenvolvido trabalho na área do ensino de dança em várias instituições. Essa actividade permitiu-lhe adquirir uma vasta experiência pedagógica que se tem reflectido no seu trabalho, com o desenvolvimento de uma actividade intensa na criação de espectáculos para crianças com apresentação nas melhores salas do País (Serviços Educativos de Teatros, Museus e Centros Culturais) e na organização de oficinas para o público jovem.




ANA D’ANDREA / Escola de Dança Ginasiano


Nasceu no Brasil. Iniciou o percurso profissional no âmbito artístico em Brasília, como bailarina e assistente de coreografia da Companhia Asas e Eixos (1981-1984) e em montagens teatrais dos encenadores João Antonio e Fernando Vilar, onde actuou e realizou a preparação corporal dos elencos (1981-1984). Também nesta cidade, iniciou o seu trabalho no campo da Arte-Educação, nas Escolas Cresça (em ateliers de Movimento-Expressão Plástica, 1979-1984) e no Cinarte (como professora de Dança, 1980-1984).

Possui formação técnico-artística em Dança Clássica e Contemporânea (Release, Contacto-Improvisação, entre outras abordagens). Frequentou em São Paulo o Curso de Formação de Actores (Teatro Vento Forte), Composição Coreográfica / Método Doris Humphrey - (Escola de Dança Ruth Rachou) e o Curso de Especialização em Análise do Movimento / Método Laban (Universidade de São Paulo). Na mesma cidade, realizou, entre outros, o espectáculo Pequena Nau, Prêmio Mambembe na categoria Revelação em Encenação. Também em São Paulo, exerceu docência nos Oficinas de Teatro para crianças e jovens do Teatro Vento Forte (1985-1991).

Em 1992, foi convidada a integrar o corpo docente do Ginasiano Escola de Dança (Vila Nova de Gaia), onde é professora de Dança Moderna e Contemporânea (Curso Vocacional de Dança). É docente desde 1998 na Escola Superior de Educação Santa Maria no Porto (Licenciatura em Educação da Infância). Foi formadora no Curso Profissional - Teatro de Formas Animadas, no âmbito da disciplina de Preparação Corporal e Movimento para Actores (Vila do Conde, 1998 - 2001).

Realizou a direcção artística e a coreografia das dez produções do Núcleo Arquipel de Criação, do qual é fundadora, junto ao músico Tilike Coelho). O Núcleo Arquipel foi apoiado pelo MC-IPAE e pela Câmara Municipal do Porto nos seguintes projectos de Criação Coreográfica: A mais velha das estrelas (1998), Cavalos (1999) e Sopro (2000), desenvolvendo paralelamente aos espectáculos, actividades de formação de públicos juvenis.

Realizou a coreografia e a assistência de encenação da Ópera infantil O Cabula, (1993, produção do Círculo Portuense de Ópera, encenação de José Cayola) e a preparação corporal e assistência de movimento dos espectáculos teatrais Auto do Boi (1995, produção Teatro Bruto) e A Menina de lá (1996, Produção Teatro Nacional São João), encenações de José Caldas.

Em Vila do Conde, foi responsável pela preparação corporal dos actores do espectáculo Auto da Barca do Inferno, encenado por Marcelo Lafontana (2002, produção TFA e Câmara Municipal de Vila do Conde).

Actou como intérprete nos espectáculos de Dança-Teatro, Os convidados (2000) e Isto é...o que é isto? (2002), da coreógrafa Andrea Gabilondo (produção La Marmita).

Frequentou o Encontro da Escola Internacional de Antropologia Teatral em Portugal (coordenada por Eugénio Barba, 1998).

É licenciada em Ciências da Educação pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto e doutoranda em Ciências da Educação pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Realiza neste âmbito, um estudo sobre o ensino e profissionalização nas Artes Cénicas.

WORKSHOP DE MOVIMENTO

dia 18.11.08

Workshop de Movimento – por Sophia Neuparth

Horário: 10H às 14H – Local: Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação
O ensino regular da dança pressupõe uma preparação específica e uma disponibilidade nem sempre possível. Porém, o interesse no desenvolvimento de actividades ligadas ao movimento pode ser um foco de interesse partilhado por educadores (e futuros educadores), animadores, e profissionais da área artística.

Objectivando mostrar algumas possíveis direcções, será ministrado este Workshop especialmente pensado para quem deseja desenvolver um trabalho ainda que inicial e básico, ligado ao movimento. Terá uma vertente teórico-prática, onde serão abordadas algumas questões da elaboração de actividades, e uma parte prática, onde cada um possa “mover-se” e perceber a implicação do movimento em si próprio.

Neste workshop pretende-se dar algumas ferramentas aos professores para a criação de actividades ligadas ao movimento.
Dirigido a educadores, estudantes da área do ensino, animadores sócio-culturais e profissionais das artes performativas

EXPOSIÇÃO PÚBLICA PFAC

(Projecto de Formação Artística Contínua para p 1º Ciclo)
18 a 22 de Novembro.2008
Planetário do Porto

Das 09H30 às 13H / das 14H às 17H30

(a exposição têm entrada livre. Recomenda-se que seja feita uma marcação prévia, caso queira uma visita guiada)


SOBRE O PROJECTO

O Projecto de Formação Artística Contínua para o 1º Ciclo [PFAC], que este ano lectivo, se desenvolveu na EB1 de Nisa, com duas turmas do 1º ano nas áreas da Dança e Artes Plásticas, contou com a colaboração das professoras Graça Matutino e Graça Charneco, em conjunto com a equipa do CENTA, constituída por Drª Graça Passos (Directora), Lara Soares (Artes Plásticas), Maria Belo Costa (Dança) e Daniela Craveiro (Psicologia Social).


Este projecto desenvolveu-se ao longo de quatro anos (2003/04 a 2006/2007) em todas as E.B.1º Ciclo do Concelho de Vila Velha de Ródão tendo-se verificado resultados muito positivos na evolução dos alunos.
O projecto propõe a utilização da linguagem da Arte Contemporânea nas áreas da Dança e das Artes Visuais como estímulo à criatividade e à interiorização dos conteúdos programáticos das disciplinas de Português, Matemática e Estudo do Meio. O projecto funciona em regime de monodocência coadjuvada o que significa que a área das Expressões é trabalhada por especialistas dentro da sala de aula, em sessões de 2h semanais/ turma. Os conteúdos artísticos são articulados com os conteúdos curriculares através da planificação conjunta com os professores. O desenvolvimento de competências dos alunos e o reforço da sua identidade são a base da preparação das aulas. É um trabalho que parte das características individuais, num processo “de dentro para fora”, daquilo que cada um tem de particular e especial, valorizando as diferenças.
As formadoras envolvidas são criadoras o que significa que dominam a linguagem e os processos que utilizam estando em contacto directo com referências artísticas pertinentes e actuais. O projecto inicia-se, em cada ano, com formação para os professores e termina com uma apresentação pública e com a edição de uma publicação bilingue sendo avaliado ao longo do ano por uma psicóloga social.
Existem muitos projectos de Educação Artística (E. A.) por todo o país e muitos de qualidade, no entanto a maioria é pontual ou envolve apenas os alunos interessados, sendo o teatro e a música as áreas mais comuns. O PFAC é contínuo, o professor e o artista trabalham em conjunto, abrange todos os alunos da turma, trabalha a Dança e as Artes Plásticas, envolve as famílias e a comunidade e é avaliado externamente o que o torna único no panorama nacional. O PFAC foi apresentado no Congresso Ibero-Americano de E. A. (Maio 2008) e na Conferência Nacional de E. A. (Outubro de 2007) integrando o documentário sobre boas práticas produzido pela Conferência, que será estreado em breve.

A prática desenvolvida ao longo destes anos aponta para a imprescindibilidade da qualidade dos formadores e do trabalho conjunto com os professores ressaltando daí a pertinência das estruturas de criação independentes que, como o CENTA, têm os recursos humanos e a plasticidade necessária para desenvolver este trabalho.

É urgente reconhecer, a nível político, que a E.A. é fundamental para trabalhar o Corpo. Não o corpo actor de habilidades que se exibem (muitas vezes nas festas do final de ano) mas o Corpo Total onde radica a identidade de cada um e se constrói os alicerces do adulto crítico e saudável tão valorizado nos programas do Ministério da Educação.
Graça Passos
SOBRE A APRESENTAÇÃO PÚBLICA
Formato:

A Apresentação tem um formato expositivo, documental, de todo o projecto desenvolvido desde Janeiro a Junho de 2008. É apresentado o trabalho desenvolvido pelos alunos e contextualizado tendo em conta os objectivos do projecto, nomeadamente a articulação com a componente curricular.

Desta forma foi construída uma ficha pedagógica que o visitante recolhe ao entrar na exposição e devolve preenchida no final. A exposição tem um percurso definido a seguir que é orientado pela ficha pedagógica e os textos explicativos. Por outro lado há ao longo deste percurso uma série de exercícios/jogos interactivos onde o visitante poderá explorar na prática o que durante as aulas foi construído.

Será do nosso interesse organizar uma conversa/apresentação (normalmente acontece no dia da inauguração) de forma a serem discutidas diferentes perspectivas sobre a educação artística em geral e sobre este modelo de funcionamento em particular que se apresenta com o PFAC.


SOBRE O CENTA

O CENTA é uma estrutura profissional pluridisciplinar de criação contemporânea na área das residências artísticas. Assegura as condições de trabalho necessárias ao processo de criação e divulga-o junto das populações. Funciona nas instalações cedidas pela Tapada da Tojeira, casa agrícola com lagar de azeite e modo de produção biológico. É financiado desde 2000 pelo Ministério da Cultura como estrutura de Dança mas alargou o seu trabalho às Artes Plásticas, Design e Música.

Ao longo destes 19 anos tem-se constituído como uma estrutura/recurso à disposição da comunidade artística e das populações locais, concebida à volta dos criadores e direccionada para a valorização das áreas invisíveis da investigação/pensamento e educação artística desenvolvendo um trabalho meticuloso, rigoroso e muito pouco mediático em que o ser é mais importante do que o ter/parecer.

Na área da formação artística/ educação artística estão em curso 3 projectos: o [PFAP] Programa de Formação Artística Pontual e os projectos de formação contínua [®existir] e [PFAC].

O PFAP iniciado em 1999 integra ateliês de curta duração. Pensado inicialmente para o público escolar abrange qualquer público a partir dos 3 anos e contempla a possibilidade de se organizarem ateliers por encomenda. O projecto ®existir, iniciado em 2001, foi concebido pela coreógrafa Filipa Francisco para o Estabelecimento Prisional de Castelo Branco.

Para além dos projectos na área da Educação Artística e do Programa de Residências está em curso a organização do Centro de Documentação e vários projectos de criação, mapaprovisorio na área das Artes Plásticas, Concertos Improváveis e powerTrio na área da Música e Experimenta o Campo [EXOC] na área do Design estando previsto para Novembro, no Porto, e para Dezembro, em Lisboa, o lançamento da marca EXOC. Estes projectos serão apresentados num evento cultural que se está a organizar a 13 e 14 de Setembro o CENTAMOSTRA em Vila Velha de Ródão.

O CENTA tem desenvolvido uma rede de relações. Temos parcerias com escolas do ensino superior - Mestrado de Criação Contemporânea da Universidade de Aveiro, ESAD [Escola Superior de Artes] das Caldas da Rainha - e mais recentemente fortalecemos relações com a Câmara Municipal do Fundão, com a ESE [Escola Superior de Educação], a ESART [Escola Superior de Artes Aplicadas] de C. Branco e ainda um protocolo de colaboração com a ETEPA [Escola Tecnológica e Profissional Albicastrense].

Projecto Novas Danças / Novos Públicos

Concepção e Produção

Alberto Magno


Assistência de Produção

Elena Castro


Designer gráfico

Miguel Januário


Webdesigner

Sérgio Bessa


Co-produção

Teatro do Campo Alegre


Apoios

Ministério da Cultura

Direcção Geral das Artes
Colaboração

Fundação Instituto Politécnico do Porto / Teatro Helena Sá e Costa

Faculdade Psicologia e Ciências da Educação / CIIE

Escola de Dança Ginasiano

DREN – Delegação Regional de Educação do Norte

FÁBRICA DE MOVIMENTOSwww.fabricademovimentos.pt - é uma associação cultural sem fins lucrativos sediada no Porto, que desde 1999 desenvolve actividades de concepção, produção e promoção de projectos artísticos ligados à dança contemporânea, teatro, artes plásticas, literatura e fotografia.
Promove o Festival da Fábrica – festival internacional de dança contemporânea (já na sua 10ª Edição), FRAME – Festival Internacional de Vídeo-Dança (já na sua 7ª Edição), Dos 06 aos 16 e Projecto Arte-Educação (Projecto Educacional), entre outros. Em 2007 organizou um Encontro sobre Crítica de Dança (em colaboração com a Fundação de Serralves)


______________________________________________________________________

FÁBRICA DE MOVIMENTOS NC 504296582

Rua do Almada, 424 – 2º esq. Frt - 4050-032 – Porto – Portugal tel: +351 222011362 / fax: +351 222033090



www.fabricademovimentos.pt e-mail: fabricamovimentos@hotmail.com



©principo.org 2016
enviar mensagem

    Página principal