Design Pedagógico do Módulo Tópico: Engenho Canavieiras



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Encontro04.08.2016
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Design Pedagógico do Módulo
Tópico: Engenho Canavieiras
O objeto “Engenho” retrata a rotina de trabalho num Engenho de Açúcar no Brasil durante o período colonial no século XVII, pelo sistema de plantation (latifúndio, monocultura, trabalho escravo) exportador que movimentou a economia colonial. O açúcar, durante todo o período tratado e mesmo no período imperial, foi um dos principais produtos da economia exportadora.

O presente objeto de aprendizagem destina-se principalmente à 5ª série do Ensino Fundamental (10 – 12 anos) da disciplina de História do Brasil Colonial e tem por finalidade esboçar sob a forma de animações a estrutura do Engenho, com suas instalações (Casa Grande, Moenda, etc) e as relações de trabalho na produção açucareira. Pode-se explorar aspectos como a complexidade do espaço do latifúndio, onde grande parte de seus moradores tinha o engenho como o ‘mundo conhecido’. A questão do trabalho em si pode se contrapor ao mundo atual – que posição os negros da colônia e os de hoje ocupam no mercado de trabalho? Quem tinha melhores condições de trabalho e quem era melhor remunerado? Qual o papel da qualificação para os senhores e como isso é encarado no momento atual?

O conhecimento desse conteúdo é relevante no momento em que se pode explorar uma das causas que originaram a desigualdade social em nosso país, a escravidão negra e suas implicações nos modos de se produzir riqueza e desigualdade ao mesmo tempo. Pode-se debater a respeito da idéia colonial do escravo-mercadoria, da “inferioridade negra” e suas implicações no Brasil contemporâneo, em que existe racismo velado e onde os negros somente um século após a Abolição estão começando a transpor a defasagem social que os acompanha desde a escravidão.omeçando a transpor a defazagem social que os acompanha desde a escravidram a desigualdade social em nosso pa

Ao abranger também os trabalhadores livres, o objeto desmistifica a idéia de que no Brasil Colônia só havia senhores e escravos, dando visibilidade, então, às camadas intermediárias que dividem os mais ricos dos mais pobres.


Escopo do Módulo

O objeto consiste basicamente na estrutura do Engenho e as pessoas que nela vivem e/ou trabalham. Abrangem as relações de trabalho, a descrição das ocupações dos trabalhadores e o mecanismo do funcionamento do Engenho para fazer açúcar.

Não se ocupa das relações políticas nem dá ênfase à diversidade cultural existente no Engenho, tão pouco de sua ligação com outras partes da colônia como cidades ou portos. Alguns sites foram encontrados acerca do tema. Eis eles:

http://www.multirio.rj.gov.br/historia/modulo01/eng_colonial.html

http://paginas.terra.com.br/arte/mundoantigo/colonial/engenhos.htm
Interatividade

Por se tratar de um objeto com público alvo de 10 a 12 anos, ele dá apenas noções iniciais dos conceitos propostos para o conteúdo de Brasil Colônia, como o trabalho escravo dentro da plantation e a importância do açúcar. Como esse assunto será revisto de forma mais complexa durante o ensino médio, é importante que os alunos já estejam familiarizados com esses conceitos e em seu real contexto e significado para o entendimento nos moldes coloniais.

O objeto consiste numa “planta” com as estruturas do Engenho – capela, Casa Grande Senzala, plantações de cana e alimentos, moenda, fornalha – cada uma com a descrição das atividades ali desempenhadas. Há também uma “lista” de trabalhadores daquele Engenho (senhor, escravo da moenda, escravo da fornalha, escravo da roça, mestre do açúcar e feitor). A partir dessas descrições espera-se que o aluno consiga associar os trabalhadores a seus respectivos trabalhos, “arrastando-os” da “lista” até seus locais de trabalho.

O computador proporciona a movimentação dessas engrenagens do sistema de trabalho, por seus recursos ele dá uma visão mais ampla do conjunto das relações e da interdependência dessas funções para se atingir o objetivo. Esse objetivo é fazer com que o Engenho funcione perfeitamente. Dependendo das possibilidades de programação pode-se mostrar como cada um desempenhava o trabalho. Após colocar todos os personagens em seus lugares o utilizador do objeto será convidado a escrever um texto acerca das relações de trabalho observadas no decorrer da utilização do mesmo.


Atividade

A utilização do objeto poderá ser individual ou em grupo, dependendo da estrutura da escola em que se for trabalhar. Com a utilização desse objeto o aluno visualizará o funcionamento do Engenho, possibilitando a ele melhor compreensão e fixação do tema abordado.


Equipe História – UNIFRA
Conteúdo Pedagógico:

Paula Simone Bolzan Jardin

Dílson Vargas Peixoto

Fabiula S. Martins


Equipe de Apoio Técnico

Alex Marin

Fabrício Bohrer

Rafael Diel

Henrique Telles Neto

Vitor Bertoncelo







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