Detalhamento da estrutura



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Encontro28.07.2016
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  1. DETALHAMENTO DA ESTRUTURA

    1. Abertura.

                  1. Instalação e abertura dos trabalhos do Seminário. Nessa sessão serão lançados o livro e o CD-ROM do projeto “Sentimento de reforma agrária, sentimento de República”.

    1. Sessões de reconstrução historiográfica e análise conceitual

      1. Mesa Utopias agrárias e republicanismo

                  1. O problema da terra atravessa os imaginários utópico e republicano na modernidade. Afinal, terra, direitos legais e armas são requisitos fundamentais da República, ou melhor, bases da independência e da virtude cívica do sujeito. Por outro lado, no livro fundador de Morus sobre a Utopia, também se lê sua crítica à posse privada das antigas terras comunais, com a conseqüente expulsão de camponeses e destruição das bases de sua existência. Talvez por isso, uma utopia republicana sempre parece se defrontar com a questão agrária. Interpretar os modos e o alcance desse confronto pode ser, quando pouco, um passo inequívoco de um país como o Brasil, onde os caminhos da República ainda encontram-se abertos e por se fazer.

      1. Mesa Experiências de vida comum no campo

                  1. Já se disse que quando a capacidade de dar início a algo novo não encontra sua instituição apropriada, não há nada que possa compensar o fracasso definitivo senão a recordação. No mundo rural brasileiro, não foram poucas as experiências de vida comum que, embora evanescentes, inventaram novas formas de sociabilidade, de produção e de organização política. Quilombolas, colônias anarquistas e comunidades milenaristas são apenas algumas dessas experiências. Escavar o solo da memória e buscar a expressão que possa traduzir o significado político desses eventos é o que se pretende discutir nessa mesa.

      1. Mesa Estado e cidadania para o sertão

                  1. Certamente, um projeto republicano para o campo deveria assegurar a lei como ponto de referência e de memória para transformação da realidade cotidiana. Ao mesmo tempo, esse projeto deveria garantir ao trabalhador rural o sentimento de pertencer à sociedade política, o que constitui a própria definição moderna do conceito de cidadania. Mas, como garantir esse duplo registro? Estendendo direitos ao mundo rural? Garantindo, via reforma agrária, a propriedade da terra e a participação dos camponeses no mercado? Democratizando o acesso à educação pública e à infra-estrutura básica? Reabrir essas e outras questões é o caminho dessa mesa para se pensar a relação entre um Estado republicano e a cidadania no campo.

      1. Mesa Imaginação brasileira e sentimento de reforma agrária

                  1. Superar um mundo ainda feudal e atrasado; modernizar as relações trabalhistas e redistribuir a terra; colonizar os espaços vazios do Brasil, atenuando pressões demográficas e os conflitos pela posse da terra; reformar radicalmente a estrutura agrária; ou simplesmente esquecer o mundo rural, perante um país que se urbaniza e industrializa: estas são apenas algumas de tantas respostas ao problema da terra no Brasil. Estes são temas particularmente enfrentados por artistas e intelectuais, quando foi o caso de compreendê-los em imagens ou conceitos. Pois, entre outros, personagens como Celso Furtado ou Caio Prado Júnior, instituições como a CEPAL, o ISEB e o CPC, artistas como Graciliano Ramos, Guimarães Rosa ou Glauber Rocha ou músicos como Chico Buarque, Noel Rosa e Tom Jobim souberam articular, cada qual ao seu modo, a relação entre questão agrária, cidadania e revolução. Dotar de sentido ou significado a particular trama que traçaram é o desafio desta mesa.

      1. Mesa Utopias agrárias e questão ambiental

                  1. Se à natureza fosse dada a palavra, talvez ela não cansasse de se lastimar. Depredação das matas, poluição das águas, caça predatória e tráfico de animais comporia apenas alguns tons do seu lamento. Mas, nem sempre os homens pensaram a natureza como se esta fosse um objeto gratuito, à disposição. Há momentos em que muitos souberam tecer com o meio ambiente encontros harmoniosos, pautados pela celebração. Pois, para romeiros, ambientalistas, posseiros – entre outros tantos – a natureza é também um espaço vital. Particularmente, a terra é onde se vive e onde foram enterrados os antepassados; onde se planta e onde se tira o sustento do corpo; ela é um lugar sagrado, para ser contemplado e cuidado; nela, os homens também descansam e celebram as divindades. Enfim, não seria o meio ambiente outra coisa que lugar de danação, posse ou propriedade privada?

    1. Depoimentos

                  1. Muitas foram os personagens que enfrentaram diretamente os desafios da questão agrária. Alguns foram homens de ação, cuja iniciativa soube enfrentar a fragilidade dos negócios humanos, os riscos de uma aventura rumo às incertezas da história. Outros foram homens de palavras, que, com uma luz singular e poética, dotaram de sentido e preservaram do esquecimento iniciativas memoráveis. Por esses motivos, o Seminário pretende relembrar essas ações e essas palavras, convidando para a discussão aqueles que foram seus autores.

    1. Apresentações artísticas.

      1. Mostra de cinema

                  1. A história do cinema brasileiro reconheceu na terra um dos temas de sua formação. A questão agrária atravessa desde obras clássicas e fundadoras da cinematografia nacional, como Humberto Mauro, até produções mais recentes, como Guerra de Canudos, de Sérgio Rezende. O Seminário produzirá, durante a semana anterior ao evento, uma mostra de filmes que tratem desse tema em espaços da Universidade. Nesse sentido, a mostra tem por objetivo abrir a discussão para um público não necessariamente ligado às abordagens acadêmicas sobre as utopias agrárias.







  1. PROGRAMAÇÃO

                  1. Data

                  1. Horário

                  1. Atividade

                  1. Participantes Propostos

                  1. 07/11

                  2. (3ª)

                  1. 19:30

                  1. Abertura e lançamento do livro e do CD-ROM Sentimento de reforma agrária, sentimento de república, Editora UFMG

                  1. Ronaldo Tadêu Pena (Reitor UFMG)



                  2. Guilherme Cassel (Ministro do Desenvolvimento Agrário)



                  3. Marina Silva (Ministra do Meio Ambiente)



                  4. Fernando Haddad (Ministro da Educação)

                  1. 08/11

                  2. (4ª)





                  1. 09:30

                  2. 12:00

                  1. Mesa Utopias agrárias e republicanismo

                  1. Marcelo Jasmin (IUPERJ/PUC-Rio)

                  2. Leonardo Boff

                  1. 14:00

                  2. 17:00

                  1. Mesa Experiências de vida comum no campo

                  1. Flávio dos Santos Gomes (UFRJ)

                  2. Paulo Cunha (UNESP)

                  3. Carlos A. Leite Brandão (UFMG)

                  1. 19:30

                  1. Depoimento

                  1. Manoel Conceição Santos

                  1. 09/11

                  2. (5ª)



                  1. 09:30

                  2. 12:00

                  1. Mesa Estado e cidadania para o sertão

                  1. Leonardo Avritzer (UFMG)

                  2. Cícero Araújo (USP)

                  3. Newton Bignotto (UFMG)

                  1. 14:00

                  2. 17:00

                  1. Mesa Imaginação brasileira e sentimento de reforma agrária

                  1. Maria Rita Kehl (psicanalista)

                  2. Wander Miranda (UFMG)

                  3. Juarez Rocha Guimarães (UFMG)

                  4. Robert Wegner (FIOCRUZ)

                  1. 10/11

                  2. (6ª)

                  1. 09:30

                  2. 12:00

                  1. Mesa Utopias agrárias e questão ambiental

                  1. Hugo Achugar (Universidad Nacional de la República, Uruguay)

                  2. Jean Hebette (NAE/Amazônia)



                  1. INSCRIÇÕES: PROJETO REPÚBLICA – (31) 3499-5513 – 14h a 18h – A PARTIR DE 30/10 ATÉ O PREENCHIMENTO DAS VAGAS



                  1. LOCAL: AUDITÓRIO DA ESCOLA DE CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO CAMPUS PAMPULHA/UFMG




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