Deus reúne sua comunidade eleita para a Vida Eterna desde o princípio do mundo até o fim Pr. Abram de Graaf



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-Deus reúne sua comunidade eleita para a Vida Eterna desde

o princípio do mundo até o fim-

Pr. Abram de Graaf


Palavras – chaves: Verdadeira igreja, Eleitos de Deus, Vida Eterna.
Domingo 21 CdH
P. 54. O que você crê sobre “a santa igreja universal de Cristo”?

R. Creio que o filho de Deus reúne, protege e conserva, dentre todo o gênero humano, sua comunidade eleita para a vida eterna. Isso ele faz por seu Espírito e sua Palavra, na unidade da verdadeira fé, desde o princípio do mundo até o fim. Creio que sou membro vivo dessa igreja, agora e para sempre.

Texto: Mateus 22, 1-14

Leitura: Domingo 21ª CdH

Queridos irmãos,


Hoje vamos falar sobre a IGREJA de Cristo. Como devemos observar a igreja de Cristo? Qual é a verdadeira igreja de Cristo? A igreja de Roma, com as suas igrejas luxuosas, com seus altares e estátuas; com a sua adoração à Maria e aos apóstolos? Ou as igrejas dos Neo-Pentecostais, como a Igreja Universal do reino de Deus, com a sua hierarquia, os seus bispos, as suas práticas de expulsar os demônios, o falar em línguas estranhas, a lavagem de dinheiro e as suas contas bancárias longe da Receita Federal nas ilhas tropicais. Ou as igrejas reformadas com as suas fraquezas, a falta de evangelização, a falta de uma boa comunhão dentro das igrejas, a falta de uma boa administração, a falta de cuidado pastoral. Qual é a verdadeira igreja de Cristo? Qual igreja pode servir como bom exemplo? Será que existe uma igreja que pode servir como bom exemplo? Será que existe uma igreja que é perfeita?
A confissão da igreja não se baseou nas observações das igrejas e comunidades religiosas, que se encontram na nossa sociedade. As confissões da igreja – o Credo Apostólico, mas também o Catecismo de Heidelberg – foram baseados na Palavra de Deus. Eles nos ensinam como a igreja deve ser conforme a Palavra de Deus.
O Credo Apostólico, por exemplo, fala sobre a igreja de Cristo, que é universal; a igreja de todos os tempos e de todos os lugares. A igreja que Deus reúne, protege e conserva desde o princípio do mundo até o dia final. Uma parte dessa igreja se encontra no céu, na glória e outra parte está na terra, espalhada nesse mundo inteiro. A parte que está no céu é invisível, mas a parte que está na terra não é invisível, escondida em várias comunidades religiosas, mas a igreja de Cristo é visível aqui na terra. Ela se encontra em redor da Palavra de Deus, ela administra os santos sacramentos: o Batismo e a Santa Ceia, ela é guiada pelo Espírito de Cristo e ela se reúne em paz com Deus e na unidade da verdadeira fé.
Teve momentos que essa igreja era grande, mas existiam também períodos que essa igreja era pequena, às vezes ela era forte, mas existiam também momentos em que a igreja era fraca ou doente. Ela sempre lutava contra o pecado e contra o diabo, que se encontra em redor da igreja, mas também dentro da igreja. Aqui na terra, a igreja tem muitas manchas, mas Cristo cuidará dela e quer vê-la como igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito (Ef. 5,27). Assim será o futuro da verdadeira igreja de Cristo.
Assim falam às sagradas escrituras, irmãos. Então quando nós queremos entender o que as nossas confissões confessam a respeito da IGREJA, devemos abrir a Palavra de Deus e observar o que a palavra de Deus diz a respeito da igreja. Hoje escolhi um texto, que mostra claramente vários detalhes que encontramos também no Catecismo, falando sobre a igreja. O texto é uma parábola que Jesus Cristo usou para nos mostrar que:
DEUS REÚNE A SUA COMUNIDADE ELEITA PARA A VIDA ETERNA DESDE O PRINCÍPIO DO MUNDO ATE O FIM.
ESSA COMUNIDADE ELEITA É COMPOSTA POR PESSOAS

  1. QUE VEM DA ALIANÇA ANTIGA;

  2. QUE VEM DA ALIANÇA NOVA;

  3. QUE SÃO LAVADAS PELO SANGUE DE CRISTO.

Então irmãos, vamos prestar atenção ao ensino do nosso Senhor Jesus a respeito da sua comunidade eleita e abrimos a Palavra de Deus em Mateus 22. Ali encontramos a parábola que fala sobre as bodas do Cordeiro; sobre a história da igreja, que é convidada para a Vida Eterna, para a festa das bodas do Filho de Deus. [leitura]


Logo devemos notar que o final dessa parábola é um pouco assustador, irmãos, porque o final nos mostra que um dos convidados foi expulso da sala da festa. E dizendo isso, Jesus concluiu o seguinte: muitos são chamados, mas poucos escolhidos.

Muitas pessoas, lendo essas palavras, ficaram assustadas e inquietas, se perguntando: sou chamado, mas sou também um dos escolhidos? Faço parte da comunidade eleita de Deus? Será que é possível que uma pessoa que ouvia o evangelho e participava toda a sua vida na igreja, mas no final pode ser expulsa da festa? O que isso quer dizer: muitos são chamados, mas poucos escolhidos? O que isso significa para a minha vida?


Para entender essa conclusão, irmãos, nós devemos observar e analisar bem o ensino de Jesus. Prestem atenção que essa parábola assustadora funcionou no primeiro lugar como resposta aos Fariseus, aos líderes dos Judeus, e assim ao povo de Israel. Jesus observou a atitude dos Judeus contra ele e ele sabia que eles o tinham rejeitado; eles já decidiram que queriam prender Jesus e acabar com ele. Então, por causa disso Jesus lhes contou essa parábola que fala sobre as conseqüências de tal atitude. Porque existem duas possibilidades: Amar Jesus ou rejeitar Jesus. Tem que escolher! Rigorosamente! Quem não ama Jesus rigorosamente, não entrará no Reino de Deus.
A parábola mostra isso. O reino dos céus é semelhante a um rei que celebrou as bodas do seu filho. O Reino de Deus é assim. Igual à festa de um casamento. Deus é o rei e o seu filho Jesus é o noivo e o povo de Deus é a noiva. Assim era a vida na aliança, que Deus tinha feito com o seu povo. A aliança de Deus era como um casamento. Qualquer casamento traz um compromisso para ambos os partidos. Assim é também a aliança da graça que Deus fez com seu povo santo desde o princípio.
Já desde o início Deus estava pensando nessa festa. Por causa disso ele prometeu o Salvador. O Salvador estabeleceria a paz com Deus. E nós sabemos que Jesus é este Salvador. E quando ele estava contando essa parábola, ele estava perto do momento de morrer na cruz; fazer o sacrifício que traria a paz com Deus; o sacrifício dele estabeleceria o fundamento para a festa do Cordeiro. Então podemos dizer: as preparações da festa estavam prontas. Os convidados podiam chegar. O Cristo chegou; o pão e o vinho da vida eterna estavam presentes para ser servidos. Chegou à hora da festa.
Então, o rei mandou os seus servos para chamar os convidados. Os primeiros convidados. A parábola fala sobre dois grupos de convidados. O primeiro grupo de convidados é o povo de Israel. O segundo grupo são os convidados dos gentios. A primeira parte fala sobre a história do Antigo Testamento em que Deus mandou os seus servos, os profetas, para chamar o seu povo Israel para se preparar para a festa da Salvação; eles prepararam Israel para a Vida Eterna.
A história de Israel é também a história da Salvação. As promessas que Deus deu a Adão, Noé e Abraão falaram sobre esta salvação; As cerimônias no templo e as sombras da lei, todas elas apontaram para o único sacrifício de Jesus Cristo e para a glória que vem depois disso. Os profetas falavam sobre isso; os Salmos glorificavam a Deus e convidaram o povo para a festa: Como por exemplo, Salmo 23: o Senhor é meu pastor nada me faltará; Ele me faz repousar em pastos verdejantes; leva-me para junto das águas de descanso; refrigera a minha alma; ele preparará uma mesa e habitarei na casa do Senhor para todo o sempre.
Então a festa estava pronta e o rei mandou os seus servos para chamar os convidados. Ele mandou João Batista, que disse: O Reino de Deus está perto. No meio de vós, está aquele que vem após mim, do qual não sou digno de desatar-lhe as correias das sandálias. Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Ele mandou também os setenta discípulos, que pregaram o mesmo evangelho dois a dois. Em outras palavras: os convidados foram chamados. Mas o que aconteceu? Os convidados recusaram o convite. Eles pensavam que tinham o direito de recusar o convite. Não observaram a misericórdia e a graça do rei que os convidou. Eles não observaram o milagre do convite. Eles não eram humildes. Ao contrario. Os convidados acharam os seus negócios mais importantes do que o convite do rei.
O rei ainda insistiu. Ele mandou outros servos que chegaram com uma ordem: eis que já preparei o meu banquete; os meus bois e cevados já foram abatidos, e tudo está pronto; vinde para as bodas. Eles, porém, não se importaram e se foram, um para o seu campo, outro para o seu negócio. Esta parte se refere às coisas que aconteceram depois da morte e ressurreição de Jesus Cristo. Tudo estava pronto. E o Senhor mandou os seus apóstolos. Eles foram para os Judeus, mas o que aconteceu? A maioria dos Judeus não queria ouvir a mensagem dos apóstolos; outros agarraram os apóstolos, os maltrataram ou até mataram.
Os Judeus eram o povo eleito de Deus, mas eles só queriam servir a Deus de acordo com os seus próprios desejos e pensamentos. Os negócios deles eram mais importantes do que o filho de Deus. Eles não estavam interessados na Vida Eterna, mas eles estavam interessados na vida real, nos seus negócios. Isso ocupava a mente deles e não o plano de Deus. Eles caíram nessa tentação: estavam completamente ocupados com a vida de dia em dia, com os seus negócios, com o seu trabalho, com as suas casas e campos. Isso ocupava a mente deles tanto que não tinham tempo para servir a Deus, não estavam interessados nas festas de Deus, no culto a Deus; não sentiram a alegria de estar com Deus; o coração deles não estava cheio com este desejo e com o júbilo “Mais perto quero estar de ti, meu Deus”. Eles foram selecionados e convidados, mas não reconheceram o grande privilégio do convite. Desprezaram o rei e o seu filho e a festa. Muitos foram chamados, mas poucos mostraram que foram escolhidos, pois não amavam o rei e nem aceitavam o convite.
O resto foi destinado para a destruição. O rei ficou irado e, enviando as suas tropas, exterminou aqueles assassinos e lhes incendiou a cidade. Tudo isso aconteceu uns trinta anos depois da morte de Cristo. As tropas de Roma chegaram e destruíram toda cultura de Israel. Destruíram a cidade de Jerusalém e todos os seus habitantes.
A maioria dos Judeus recusou o convite e sofreu por causa disso, mas a festa continuou. A parábola nos mostra que o convite foi enviado no primeiro lugar para as pessoas da antiga aliança, mas depois também para as pessoas da nova aliança. A nova aliança que Deus fez com Jesus e com todos que crêem nele. A parábola continua e diz:

O rei disse: Está pronta a festa, mas os convidados não eram dignos.

Ide, pois, para as encruzilhadas dos caminhos e convidai para as bodas a quantos encontrardes. E, saindo aqueles servos pelas estradas, reuniram todos os que encontraram, maus e bons; E a sala do banquete ficou repleta de convidados.
Esta parte fala sobre a obra missionária da igreja de Cristo no Novo Testamento, depois do dia de Pentecostes até o dia de hoje. Os apóstolos, os evangelistas e missionários saíram para as encruzilhadas deste mundo para convidar as pessoas para as bodas do Cordeiro. Eles chamaram e convidaram e reuniram as pessoas que encontraram. Assim o Filho de Deus está reunindo, protegendo e conservando dentre todo o gênero humano, sua comunidade eleita para a Vida Eterna. Ele fez isso por seu Espírito e por sua palavra. Guiados pelo Espírito Santo os apóstolos e os pregadores saíram e pregaram a palavra de Deus. Eles pregaram aos maus e bons e os reuniram na igreja.
Prestem atenção neste detalhe irmãos. O chamado é para os bons E os maus! Isso mostra que somos chamados conforme a misericórdia de Deus e não de acordo com o mérito das nossas boas obras como muitas pessoas dizem. Deus só escolheu as pessoas boas, aqueles que creram nele, dizem as igrejas pentecostais. Mas a bíblia não fala assim. Deus escolheu os bons e os maus, de acordo com a sua graça e misericórdia. Nós não somos escolhidos porque somos melhores do que as outras pessoas, mas porque Deus quer. O chamado é para os bons e os maus.
Nós não podemos selecionar as pessoas em nosso trabalho evangelístico. O evangelho deve ser pregado, tanto aos bons como aos maus. Ambos devem receber o convite do Senhor. E este convite é sério. Deus não está brincando. O convite é serio. A história dos primeiros convidados já mostrou isso.
O convite é sério e traz um compromisso. Quem recebe o convite, deve pensar bem sobre a sua reação. Não podemos aceitar o convite, como aceitamos um bilhete de um rapaz, quando estamos no carro esperando em frente do semáforo. Todo mundo pega, olha e joga fora. Mas não podemos fazer isso com o convite de Deus. Quem rejeitar o convite, rejeitará Deus mesmo. E quem rejeita Deus, será rejeitado por Deus. O convite não é uma oferta que podemos recusar de acordo com o nosso livre arbítrio. Muitas pessoas acreditam nisso, mas quem pensa assim, ele se engana.
Falando sobre o livre arbítrio, as pessoas pensam que elas têm o direito de tomar uma posição e de recusar o convite de Deus. Mas não é assim. Ninguém tem esse direito. O convite é sério; é como uma ordem: venha ou sofra as conseqüências!

O convite vem junto com uma ordem de arrependimento e com o aviso de sofrer as conseqüências, se não obedecer. O rei não estava suplicando, dizendo: por favor, venha para a minha festa. Nada disso, ele mandou os seus servos com uma ordem! A palavra de Deus é pregada com autoridade. Ninguém pode negar ou desprezar essa mensagem.


Quem entra na igreja deve sair do mundo e deve mudar a sua vida de acordo com a palavra de Deus. Aqui na igreja as pessoas se preparam para a festa do Cordeiro. Elas ouvem o evangelho, que transforma a sua vida. As pessoas são convertidas pelo Espírito de Deus e se arrependem; os verdadeiros crentes vêm e lavam as suas roupas no sangue de Cristo. Eles são justificados pelo sacrifício de Cristo e celebram isso na igreja, na Santa Ceia. Eles estão ansiosos e com boa esperança. Eles se preparam e se purificam cada vez mais, ouvindo a palavra de Deus. Ouvindo e cumprindo o que Ela esta dizendo. Assim eles se vestem com roupas brancas, que são os vestidos da festa. Só os verdadeiros crentes terão essas roupas brancas; só aqueles que pertencem a Cristo e são lavados pelo seu sangue.
Prestem atenção irmãos que a sala do banquete nessa parábola simboliza a igreja aqui na terra. Não é a festa do banquete do Cordeiro, que encontramos em Apocalipse 19. Naquela festa não entrará nenhum ímpio. Só aqueles que serão aprovados pelo Juiz no último julgamento; só aqueles que foram chamados para a vida eterna desde a criação do mundo.
Deve ser assim irmãos, porque nessa parábola acontece alguma coisa estranha. Houve uma pessoa que não estava com o seu veste nupcial. Ela foi chamada; ela recebeu um convite, foi para a sala e se assentou, mas falta alguma coisa na vida dela: ela não tem roupas que combinam com a festa. Ela ouviu o convite, mas não mudou a sua vida. Ela não foi convertida pela água e pelo espírito de Cristo. Ela não se arrependeu. Como muitas pessoas, ela queria participar da vida eterna, mas também continuar a sua vida pecaminosa no mundo. Ela está ali com roupas sujas, ela conhece a sua miséria, mas não quer lavar as suas roupas no sangue de Cristo. Quer entrar no céu, mas sem Cristo.
Essa pessoa representa as pessoas na igreja, que estão espiritualmente mortas. Isso existe, irmãos. Infelizmente. Existem irmãos, que foram batizados na igreja, cresceram na igreja como adolescentes, jovens; eles ouviram a pregação do evangelho. Receberam o convite, mas não vivem de acordo com este convite. Eles visitam a igreja, mas o coração está no mundo. Eles amam o mundo e fazem as obras do mundo, e no mesmo momento eles visitam a sala do banquete, pensando que podem entrar na Vida Eterna com as suas roupas, que não são lavados pelo sangue de Cristo.
O ensino de Jesus é bem claro sobre isso. O rei, observando este homem sem veste nupcial, ordenou aos seus servos: amarrai-o de pés e mãos e lançai-o para fora, nas trevas. Ali haverá choro e ranger de dentes. Quando lemos isso podemos pensar sobre o papel da igreja. Ela tem as chaves do Reino de Deus. Estas chaves são a pregação do santo evangelho e a disciplina cristã. Por esses dois meios se abre o reino dos céus para aqueles que crêem e se fecha para aqueles que não crêem.
A pregação do santo evangelho convida todas as pessoas, dizendo que todos os seus pecados realmente lhes são perdoados por Deus, pelo mérito de Cristo, sempre que aceitam a promessa do evangelho com verdadeira fé. Mas o evangelho avisa também os incrédulos e hipócritas e lhes diz que a ira de Deus e a condenação permanecem sobre eles, enquanto não se converterem.
O evangelho é para todos, mas a disciplina é sobre aqueles que estão dentro da igreja. A parábola mostra isso. O homem está dentro da sala. Ele já foi admitido, mas ele não pode ficar ali. Sabemos que conforme o ensino de Cristo, aqueles que, com o nome de cristãos, se comportam na doutrina ou na vida como não-cristãos, devem ser advertidos fraternalmente e várias vezes. E se não querem abandonar seus erros ou maldades, eles serão denunciados à igreja. Continuar-se-ão na sua vida pecaminosa, não são mais admitidos aos sacramentos e, assim, excluídos da congregação de Cristo e pelo próprio Deus do reino dos céus. Quem não quer viver uma vida cristã, quem não quer se arrepender, quem não quer lavar as suas roupas no sangue de Cristo, ele não pode ficar na sala do banquete, mas deve ser expulso da igreja. E se a igreja não faz isso, Deus certamente fará e o excluirá no dia final e junto com ele todos os presbíteros e pastores que ficavam calados e foram servos infiéis de Cristo. O homem morre na sua iniqüidade, mas o sangue dele cairá nas cabeças dos líderes da igreja.
A disciplina cristã é um das características da igreja Cristã. Junto com a pregação da Palavra de Deus e a administração dos sacramentos. A verdadeira Igreja de Cristo obedece a palavra de Deus e age de acordo com isso. Os servos nesta parábola agem de acordo com a ordem do rei. A disciplina é uma coisa séria e só pode ser administrada se estamos convencidos que uma pessoa não vive de acordo com a palavra de Deus. Por causa disso deve ser feito várias visitas e conversas para se convencer do pecado e da dureza do coração do pecador. Isso é uma coisa séria, porque o destino do pecador é horrível. Ele será lançado nas trevas onde haverá choro e ranger de dentes. Assim será o contraste com a vida eterna. Uma vida solitária nas trevas; sem comunhão, sem amizade, sem conhecer ninguém e longe da festa. Longe da luz, longe da alegria, longe do banquete; uma vida triste, com remorso, choro e ranger de dentes. Quem quer terminar a sua vida assim, irmãos?
Eu não. Por isso aceito a disciplina cristã na minha vida. Por isso não tenho problemas com uma igreja que administra a disciplina cristã. Ao contrario. Respeito o trabalho dos presbíteros e dos pastores que pregam seriamente a palavra de Deus. Que fazem a suas visitas domésticas e que nos exortam e até admoesta, de acordo com a palavra de Deus. Tem que respeitar o trabalho deles. A palavra de Deus diz: Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma, como quem deve prestar contas, para que façam isto com alegria e não gemendo; porque isto não aproveita a vós outros. Pois é, irmãos. A presença da disciplina cristã é um sinal que a igreja de Cristo está viva. Devemos reconhecer isso. Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles.
Por que estou dizendo isso? Porque eu gosto de poder? Eu gosto que todos me obedeçam? Não irmãos. Eu digo isso, porque sou pastor. E um bom pastor cuida do rebanho. Um bom pastor guia o rebanho para as fontes da água da vida. Se não faço isso, devo prestar contas a Jesus que o supremo pastor. Temo ao Senhor e quero que vocês temam ao Senhor, pois só assim seremos uma verdadeira igreja de Cristo. Acredito que a nossa igreja reformada é uma verdadeira igreja de Cristo. Uma igreja fraca. Uma igreja com manchas. Mas a sua comunidade eleita para a vida eterna. Creio que sou membro vivo dessa igreja, agora e para sempre.
Posso dizer isso. E vocês irmãos? Vocês também? Deixa me dizer alguma coisa: Tem que dizer isso, e se não pode dizer, aceita as conseqüências! Se você aceitou o convite para o banquete da vida, você não pode ficar parado ou morno na igreja. Naquele momento tem que dizer: Creio que sou membro vivo dessa igreja, agora e para sempre.
Quem crê nisso, ele muda a sua vida. Ele se tornará um membro vivo. Ele será ativo na igreja. Ele procura as coisas para fazer. Isso não é uma opção, irmãos. Quem não faz nada; quem está morto dentro da igreja, ele ou ela está sem amor. Quem ama, age.
Quem crê que está caminhando para a festa da vida, ele ou ela faz tudo para chegar lá. A parábola não nos mostra o rosto da pessoa que foi expulsa da sala, mas imagine que Jesus estava falando de você, irmão? Não seria uma realidade horrível? Você recebeu o convite, você foi avisado e no final foi expulso, porque não amava Jesus, porque não tinha lavado as suas roupas no sangue dele. Não conhecia o Senhor Jesus e nunca foi conhecido por ele. Uma pessoa sem amor, sem fé, sem obras da fé. Uma alma que não foi lavada pelo sangue de Cristo. Existem pessoas que vivem assim, irmãos! Mas oro que a sua vida não seja assim. Espero que repita comigo: Creio que sou membro vivo dessa igreja, agora e para sempre.

Que o hino 161 se torne uma realidade na nossa vida. Quando enfim chegar o dia da vitória do meu Rei, pela graça de Jesus nós lá estaremos!


Cântico: Hino 161: Quando lá descendo para os seus Jesus voltar.



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