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CARINA CLARA DENEZ TROMBETTA

DIANA TALITA SIMONETTI

FERNANDA MORAES CARNEIRO

A PREOCUPAÇÃO COM A COMUNIDADE NO SICOOB NOROESTE SC
Projeto de pesquisa apresentado à disciplina Estágio Supervisionado I como requisito parcial à conclusão do Curso de Administração da Faculdade de Pato Branco – FADEP.
Orientador: Prof. Ms. Altevir Pivatto Junior

PATO BRANCO – PR

JUNHO/2010

Sumário

1 INTRODUÇÃO 3

2 APRESENTAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO 5

2.1 INFORMAÇÕES GERAIS 5

2.2 HISTÓRICO 5

3 DIAGNÓSTICO ORGANIZACIONAL 10

3.1 ESTRUTURA ORGANIZACIONAL 10

3.2 ÁREAS FUNCIONAIS 17

3.2.1 Produção ou operações 17

3.2.2 Materiais 19

3.2.3 Marketing 21

3.2.4 Recursos Humanos 21

3.2.5 Financeiro 23

3.2.6 Descrição do Ambiente Externo 25

4 SITUAÇÃO PROBLEMÁTICA 28

4.1 OBJETIVOS 28

4.1.1 Geral 28

4.1.2 Específicos 29

4.2 Justificativa 29

5 REFERENCIAL TEÓRICO 31

5.1 COOPERATIVISMO 31

5.1.1 História 33

5.1.2 Simbologia 35

5.1.3 Cooperativismo no Brasil 36

5.2 PRINCÍPIOS UNIVERSAIS DO COOPERATIVISMO 38

5.2.1 A Preocupação com a comunidade 40

5.2.1.1 Responsabilidade Social 43



6 METODOLOGIA 47

6.1 PLANO OU DELINEAMENTO DA PESQUISA 47

6.1.1 Classificação quanto à natureza 47

6.1.2 Classificação quanto à abordagem 48

6.1.3 Classificação quanto aos objetivos ou fins 48

6.1.4 Classificação quanto aos meios de investigação 50

6.2 UNIVERSO E AMOSTRA DE PESQUISA 51

6.3 INSTRUMENTOS DE COLETA DE DADOS 51

6.4 ANÁLISE DOS DADOS 53

7 CRONOGRAMA 55

REFERÊNCIAS 56

APÊNDICES 58

1 INTRODUÇÃO
Cooperar é praticar ações em conjunto com outras pessoas, com o mesmo objetivo, na busca de resultados comuns a todos, superando as dificuldades individuais.

Com base nestes ideais, o cooperativismo surge com a revolução industrial como resposta à exploração da mão de obra. No início, predominaram as cooperativas rurais, enquanto hoje, muito mais fortes e estruturadas estão as cooperativas de crédito, que refletem significativamente no desenvolvimento sócio econômico do país.

As cooperativas de crédito, embora sejam similar a outras empresas e associações, se diferem pela sua finalidade, forma de propriedade, controle e ainda na distribuição das sobras por elas geradas. Essas características foram organizadas para que se tornasse um sistema único. Para isso, foram estabelecidos os sete princípios do cooperativismo, os quais todas as cooperativas devem seguir.

Os princípios foram aceitos no mundo todo como base para o sistema e a formulação mais recente dos princípios aconteceu em 1995, pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI), que são eles: 1. Adesão livre e voluntária; 2. Controle democrático pelos sócios; 3. Participação econômica dos sócios; 4. Autonomia e Independência; 5. Educação, formação e informação; 6. Cooperação entre cooperativas e; 7. Preocupação com a Comunidade.

Como base deste trabalho está o sétimo princípio. Neste, as cooperativas trabalham para o desenvolvimento sustentado das suas comunidades por meio de políticas aprovadas por seus membros.

O presente projeto de pesquisa foi desenvolvido entre os meses de março e junho de 2010, tendo como organização em estudo a Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Associados Noroeste SICOOB Noroeste SC, uma instituição financeira, sociedade civil sem fins lucrativos, que tem por objetivo prestar serviços financeiros aos seus associados e contribuir para o desenvolvimento da região em que atua. O SICOOB Noroeste emprega, atualmente, 38 colaboradores e possui mais de sete mil associados.

A importância da pesquisa se dá pelo fato de a cooperativa não atender constantemente um de seus princípios, por isto percebesse a necessidade do desenvolvimento de projetos que demonstrem a estimação que a cooperativa tem pela comunidade. O sétimo princípio parte do pressuposto que as cooperativas devem ser o transformador do desenvolvimento social e da mudança social, por isso trabalhos que demonstrem interesse pela comunidade devem estar explícitos na cooperativa.

A partir deste contexto, o presente projeto apresenta como problema de pesquisa a discussão de quais ações são necessárias para o desenvolvimento do sétimo princípio do cooperativismo no SICOOB Noroeste SC, com o objetivo geral de identificar as ações para o desenvolvimento do sétimo princípio na organização em estudo, trazendo como objetivos específicos: identificar a opinião e o conhecimento dos diretores sobre o sétimo princípio do cooperativismo, preocupação com a comunidade, descrever as ações já realizadas pela cooperativa, listar as ações que são realizadas por outras cooperativas para a realização do sétimo princípio, sugerir políticas para que a cooperativa cumpra eficazmente o sétimo princípio de forma continuada.



Contudo, respondendo ao problema de pesquisa, a cooperativa terá maiores possibilidade de cumprir com o sétimo princípio e representar mais que a ação política de responsabilidade social, mas também potencializar o nome da cooperativa frente à comunidade onde atua.

2 APRESENTAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO EM ESTUDO
Esta seção tem como objetivo apresentar a organização que será pesquisada, sendo dividida em duas subseções, onde a primeira apresenta informações gerais sobre a mesma e a segunda discorre sobre a história da cooperativa.

2.1 INFORMAÇÕES GERAIS

A organização em estudo é a Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Associados Noroeste SICOOB Noroeste SC, uma instituição financeira, sociedade civil sem fins lucrativos que tem por objetivo prestar serviços financeiros aos seus associados e contribuir para o desenvolvimento da região em que atua.

Atualmente a Cooperativa emprega 38 colaboradores, possui sua sede em São Lourenço do Oeste – SC. Além disso, possui mais quatro unidades de atendimento (UA), instaladas nas localidades de Distrito São Roque, Campo Erê, Jupiá e Novo Horizonte, todas localizadas no Oeste de Santa Catarina. Seu quadro social é composto por mais de sete mil associados.

De acordo com o diretor-presidente Artêmio José Flach, a estrutura administrativa do SICOOB Noroeste SC está composta por dois conselhos: Fiscal e Administrativo. O Conselho Fiscal é composto pelos seguintes membros: Nelso Luiz Moresco, Alcindo Rodrigues Pereira e Ivalino Pontel, como efetivos; Olmiro Antônio Busin, Itamar Viero e Joni Helio Turazzi, como suplentes.

O Conselho de Administração da cooperativa está assim constituído: Artêmio José Flach – diretor presidente, Normides Scalsavara – diretor vice-presidente, Érico Ecker – secretário, e os conselheiros Ovildo Moschen, Ademir da Silva, Jocelino Antônio Fabris e Heinbert Sand.

Os principais produtos e serviços oferecidos pela cooperativa de crédito SICOOB Noroeste SC são: conta corrente, recebimentos de caixa, aplicações financeiras, poupança cooperada, diversas linhas de financiamentos, cartão de débito e crédito, talão de cheques, seguros, cobrança bancária, débito automático, internet banking, correspondente bancário, consórcio e plano de previdência.

A cooperativa de crédito SICOOB Noroeste SC considera como principais concorrentes todas as instituições financeiras que oferecem os produtos e serviços semelhantes aos seus, ou seja, bancos comerciais e as próprias cooperativas de crédito. Porém, baseando-se no sexto princípio cooperativista, que é cooperação entre cooperativas, o cooperativismo preza pela cooperação e não pela competição. Sendo assim, todas as cooperativas, independente de local, devem trabalhar juntas a fim de fortalecer o movimento cooperativo, atendendo todos os associados de qualquer cooperativa.

2.2 HISTÓRICO
De acordo com a ata de constituição e edital de convocação, no dia 20 de julho de 1988 foi publicado no jornal “Diário Catarinense” o edital de convocação da Assembléia Geral de Constituição da Cooperativa de Crédito Rural São Lourenço Ltda (CREDICASLO). Desta forma, a assembléia de constituição aconteceu no dia 04 de agosto de 1988, em São Lourenço do Oeste – SC, onde vinte e quatro pessoas reuniram-se com o propósito de fundar uma cooperativa de crédito. Os fundadores levaram em consideração o fato de que não existia nenhuma instituição desse gênero no município e perceberam a necessidade da constituição da mesma a fim de facilitar e melhorar as condições de trabalho dos agricultores da região, que tinham dificuldades em negociar com os bancos e outras instituições financeiras. Dentro deste contexto, consideraram que a cooperativa tem o objetivo de oferecer serviços aos seus associados.

Foi montada uma única chapa para compor o Conselho de Administração da cooperativa, que ficou assim constituído: Domingos Gava – presidente, Areovaldo José Filipini – vice-presidente, Zeno José Deves – secretário, e os conselheiros Martinho Tarso, Francisco Dalla Vecchia e Gomercindo Angonese. Foi composto também o Conselho Fiscal, constituído pelos seguintes membros: Valdir Nicolau Weirich; Círio Hipler; Antonio Arnaldo Ecker e Egidio Tadeu Jagusewski como conselheiros efetivos; José Jantsch e Antonio Alcides Cruzetta, como conselheiros suplentes.

Depois de constituídos os Conselheiros e eleitos os conselheiros, foi então declarada formalmente constituída a Cooperativa de Crédito Rural São Lourenço Ltda (CREDICASLO).

A partir da assembléia foram encaminhados os documentos e trâmites necessários para o registro da instituição. A cooperativa foi filiada à Cooperativa Central de Crédito Rural de Santa Catarina (COCECRER), que em 1996 filiou-se ao Sistema Cooperativo de Crédito de Santa Catarina (SICREDI/SC), e em 1998, por conta de um acordo dos Estados de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, as cooperativas catarinenses se filiaram ao Sistema de cooperativas de Crédito do Brasil (SICOOB), através da Cooperativa Central de Santa Catarina – SICOOB CENTRAL/SC. O Banco Central do Brasil homologou o funcionamento da cooperativa de crédito no dia 25 de janeiro de 1989. A primeira cota capital foi então integralizada no dia 05 de julho de 1989 sendo esta a data do início das atividades. No entanto a cooperativa só começou a atender os seus associados no dia 02 de outubro daquele ano.

A cooperativa teve sua primeira sede em uma sala de aproximadamente 30m² localizada na Avenida Brasil, nº 1700. O presidente participava em tempo integral das atividades na cooperativa e, de acordo com o livro de registro de funcionários, contava com a colaboração de mais três funcionários: um gerente, um caixa e uma escrituraria. Em 1994 houve a necessidade de um espaço físico maior para atender seus associados e, contando com cinco funcionários, a cooperativa mudou-se para a nova sede na Rua Ernesto Beuter, nº 210, em uma sala com aproximadamente 80m². Em 1998, sentindo novamente a dificuldade com o pequeno espaço físico, mudou-se para a Rua Ernesto Beuter, nº 592, contando na época com sete colaboradores.

No dia 05 de março 1998, através de consenso da diretoria e, posteriormente, aprovado em assembléia, a instituição teve seu nome alterado para Cooperativa de Crédito Rural São Lourenço - SICOOB São Lourenço.

Ao longo do tempo, o SICOOB São Lourenço foi aumentando e melhorando os serviços financeiros prestados aos seus associados, e a partir de 17 de dezembro de 2004 mudou novamente de sede e passou a atender na Rua Coronel Bertaso, nº 1244, onde está instalada atualmente. Em um espaço físico com três ambientes, destina dois ambientes para atendimento e um comporta a sala de reuniões, a controladoria/contabilidade e a tesouraria. A estrutura conta no total com 300 m².

Considerando a região em que atua no dia 25 de fevereiro de 2005 mudou sua razão social para Cooperativa de Credito Rural Noroeste – SICOOB/SC Noroeste. Desde a constituição atuava como cooperativa de crédito rural, realizando operações e prestando serviços financeiros somente para associados que desenvolviam atividades agrícolas, pecuárias ou extrativas. No entanto, em junho de 2007 sua atuação passou a se estender ao público em geral, atuando como cooperativa de crédito de livre admissão de associados, sendo sua razão social alterada para Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Associados Noroeste SICOOB Noroeste SC.

O cooperativismo de crédito ainda possui muito espaço para crescimento no Brasil. As cooperativas têm participação de apenas 3% do total de recursos administrados no mercado financeiro nacional. Contudo, elas vêm ganhando força nos últimos anos e estão sendo cada vez mais valorizadas pela sociedade, que por meio da informação passou a conhecer melhor este sistema.

As estratégias organizacionais da cooperativa são definidas através da realização de planejamentos estratégicos que tem uma vigência de quatro anos. Os planejamentos são divididos em duas etapas: primeiro com todos os encarregados das carteiras e num segundo momento com todo o quadro funcional. O planejamento consiste em definir estatísticas de crescimento, prospecção de mercado, padronização de unidades de atendimento, definição de ações para melhoria de atendimento e rotinas de trabalho.

A missão da cooperativa de crédito SICOOB Noroeste SC, é “valorizar o relacionamento e, com qualidade, agilidade e competência, buscar oferecer soluções financeiras para fazer do cooperado o nosso parceiro de negócios, aumentando a rentabilidade, destacar-se e ser percebido como líder no desempenho e na eficiência”.

Por sua vez, a visão consiste em “ser excelência em cooperativismo de crédito no sistema financeiro nacional com sustentabilidade e justiça social”.

No que tange os valores que orientam a gestão da cooperativa, percebe-se: cooperativismo, transparência, comprometimento, trabalho em equipe, igualdade, dignidade humana, liberdade, democracia, qualidade, segurança e resultado.

3 DIAGNÓSTICO ORGANIZACIONAL
O diagnostico organizacional, também conhecido como diagnóstico gerencial ou administrativo, busca identificar os principais problemas administrativos da empresa em seus diversos setores e manter informados os envolvidos da empresa a respeito destes, além de estudar a estrutura e processos que ocorrem na organização.

Tavares (2000), diz que o diagnóstico gerencial é um instrumento para auxiliar na tomada de decisões. Com ele, é possível avaliar a realidade da empresa, localizar as falhas e destacar as oportunidades. Dessa forma, a partir do diagnostico é possível determinar os tipos de capacidade, tecnologias, níveis de inovação, informações e desempenhos que serão exigidos pela organização em relação à sua realidade.

De acordo com Chiavenato (2004), o diagnóstico ou análise organizacional consiste no exame das condições atuais e futuras da organização, seus recursos disponíveis e necessários, potencialidades e habilidades, sua estrutura organizacional, assim como suas forças e fraquezas. A análise organizacional leva em consideração o que a organização produz, como ela produz, para quem produz e com quais recursos. Isso tudo demonstrará as vantagens competitivas da organização e como utilizá-las melhor.

Na análise organizacional é importante não só verificar aspectos tangíveis como recursos, finanças e disponibilidades, mas também avaliar aspectos intangíveis tais como arquitetura organizacional, cultura, e competências organizacionais, ou seja, o que a organização sabe fazer melhor que as outras (CHIAVENATO, 2004).

3.1 ESTRUTURA ORGANIZACIONAL
Atualmente a cooperativa de crédito SICOOB Noroeste SC está dividida em 6 (seis) carteiras/departamentos que são: Carteira de Crédito, Carteira de Serviços, Atendimento, Tecnologia, Tesouraria e Controladoria/Contabilidade. Seu quadro funcional está dividido da seguinte forma: um controller; um encarregado de tesouraria; treze auxiliares administrativos de caixa; um encarregado de crédito; seis auxiliares administrativos de crédito; um encarregado de seguros; um auxiliar administrativo de seguros; três encarregados de atendimento; cinco auxiliares administrativos de captação; um auxiliar administrativo de tecnologia; um auxiliar administrativo telefonista e quatro serventes.

O organograma funcional encontra-se demonstrado na figura 01:


Diretoria

Controladoria






Crédito


Serviços

Atendimento

Tesouraria


Aux. Adm. / Caixa



Aux. Adm. / Captação

Aux. Adm. / Crédito

Aux. Adm. / Tecnologia

Serventes



Telefonista

FIGURA 01 – Organograma da cooperativa de crédito SICOOB Noroeste SC.



Fonte: Dados de pesquisa realizada junto à empresa em Março/2010.
Diretoria: A diretoria é dividida em dois conselhos: conselho de administração e conselho fiscal. O conselho de administração tem o poder e a responsabilidade sobre as tomadas de decisões na cooperativa, realiza mensalmente reuniões para tratar assuntos que competem a uma análise mais criteriosa, fazem também o acompanhamento de todas as carteiras. O conselho de administração é representado em tempo integral na cooperativa pelo diretor presidente que é o responsável direto pela instituição. Por sua vez, o conselho fiscal tem a função de fiscalizar, é uma função de apoio, os membros fazem a conferência dos caixas uma vez por mês, acompanham os dados financeiros e dados da carteira de crédito. Este acompanhamento é feito por de reuniões mensais na primeira quinzena de cada mês.

Controladoria: É o órgão do sistema formal da cooperativa responsável pelo controle do processo de gestão e pela geração e fornecimento de informações de ordens operacional, econômica, financeira e patrimonial demandada para assessorar as demais unidades organizacionais durante todo o processo de gestão, que compreende o planejamento, execução e controle, buscando integrar os esforços dos gestores para que se obtenha um resultado organizacional sinérgico e otimizado, bem como pelos agentes externos que se relacionam com a empresa, para suas tomadas de decisões. Os trabalhos relacionados a recursos humanos são feitos pela controladoria, que controla toda a parte de documentação de funcionários, folha de pagamento e encaminhamento de licenças. O controller, juntamente com o diretor presidente, efetua também o processo de recrutamento e seleção, que é feito por meio da seleção de currículos entregues na cooperativa pelos candidatos, e posteriormente realizada uma entrevista para avaliar melhor o candidato e decidir sobre sua contratação.

Tesouraria: A tesouraria tem como principais responsabilidades: controlar o fluxo de numerários da cooperativa, coordenar as atividades executadas pelos caixas, formular e implementar procedimentos de trabalho que facilitem a rotina dos caixas e determinações que regulamentem as atividades dos mesmos, conferir formalísticas de cheques da compensação, fazer pagamentos de fornecedores, cumprir determinações do Banco Central no que diz respeito ao controle de movimentação em espécie, selecionar funcionários para a função de caixa e dar suporte para os funcionários de outras unidades de atendimento e da sede. A interação com as outras áreas é de extrema importância e acontece principalmente no que diz respeito a suporte operacional e gerencial, repasse de informações mais complexas, na resolução de problemas que fogem da alçada dos colaboradores que desempenham as atividades de atendimento direto ao associado.

Serviços: Os serviços oferecidos pela cooperativa são de seguros em geral e cobrança bancária. Esse setor é responsável por seguros no que tange cotações, emissões e transmissões de propostas, renovações e atendimento de sinistros. Todos os seguros vencidos no dia devem ser renovados no mesmo dia. Cotações fechadas com o segurado devem ser fechadas exatamente de acordo com a negociação. Pendências que comprometam a cobertura do seguro devem ser priorizadas. No serviço de cobrança são feitas emissões de boletos, baixa de parcelas, emissão de relatórios, instalação do cedente (programa para o associado utilizar em seu computador para a emissão dos boletos), e negociação do produto cobrança. Os Prazos de entregas de boletos devem ser cumpridos de acordo com o combinado com o associado. Instruções para uso do cedente podem ser concedidas via telefone ou no local onde está instalado o programa. As taxas referentes à cobrança devem ser claramente informadas. A interação da área de serviços com as outras áreas é de fundamental importância, já que, quando um associado financiar um carro ou uma casa, por exemplo, pode estar procurando um seguro para seu novo bem, ou mesmo quando as pessoas vêm para se tornarem sócias da cooperativa, no momento de fazer o cadastro pode-se verificar seus bens e já oferecer os serviços.

Atendimento: O encarregado de atendimento na cooperativa é o responsável direto pela unidade de atendimento, é quem faz o gerenciamento da UA, bem como produtos e serviços em geral, também desempenha uma tarefa importante para analisar e decidir no momento da concessão de crédito na sua unidade de atendimento. Além da responsabilidade e da tomada de decisão, o encarregado de atendimento é parte integrante do processo operacional. Como responsável pela UA, a integração com as outras áreas se torna fundamental, pois o processo precisa acontecer nas conformidades, ou seja, se não houver uma sintonia, uma boa comunicações entre uma e outra carteira,  não haverá eficiência nem eficácia no final do processo, ser ético sempre, ter agilidade, transparência  e segurança, atendendo sempre à legalidade com foco em resultado e crescimento para a cooperativa como um todo.

Crédito: A área de crédito da cooperativa SICOOB Noroeste SC conta com o acompanhamento dos conselhos e diretamente do diretor presidente. Financiamentos são liberados de acordo com a solicitação dos associados, sendo que a cooperativa possui um comitê de crédito que analisa e autoriza as liberações se necessário. Para tais liberações a cooperativa capta recursos de seus associados que chama de recursos próprios, e de outras instituições financeiras que apóiam o desenvolvimento urbano e rural, como o Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES). Suas atividades são executadas de acordo com o Manual de Operações de Crédito (MOC), que é um documento orientador das atividades relacionadas à carteira de operações de crédito. Essa carteira tem um papel muito importante no momento de fazer uma proposta de financiamento que é a atualização cadastral, assim colaborando com as outras áreas da cooperativa, mantendo sempre os cadastros dos associados atualizados.

Caixa: Os caixas trabalham diretamente com o associado/cliente, tendo basicamente as seguintes responsabilidades: fazer pagamentos e recebimentos no sistema, fechar o caixa no final do dia sem diferenças, caso ocorram diferenças regularizar em até 48 horas e manter os documentos arquivados. As atividades são gerenciadas pelo setor de tesouraria e realizadas em conformidade com as políticas gerais da cooperativa. São informações importantes todas que dizem respeito à execução das atividades desempenhadas pelos caixas, principalmente as de ordem operacional. A interação com as outras áreas é direta dentro da cooperativa, pois todas as operações realizadas nas outras carteiras (aplicações, empréstimos, seguros) de alguma forma necessitam de operações realizadas pelo caixa.

Tecnologia: Essa área é responsável por tudo o que é relacionado à tecnologia informacional na cooperativa, em relação à manutenção de computadores, caixas eletrônicos, impressoras, servidores, equipamentos em geral e instalação de softwares. A cooperativa não tinha um colaborador que cuidasse somente dessa parte, a oito meses foi contratado um responsável pela parte de tecnologia, mas a importância de ter alguém que desenvolva essa tarefa na cooperativa é grande, pois antes tinha um custo muito elevado com terceiros. Com a implantação de uma área específica para isso a cooperativa acaba reduzindo custos e trabalhando com mais segurança, tendo também a solução dos problemas quase que instantaneamente devido à presença de um profissional na cooperativa. Desde a parte de treinamentos que são recebidos pelo profissional de tecnologia e que são repassados na forma de melhorias dos serviços internos, há também a contribuição do profissional com a implantação de sistemas para associados fazendo visitas nas empresas sócias e para os cooperados instalando alguns programas que são desenvolvidos para melhorar e facilitar o dia-a-dia em relação à parte de pagamentos, recebimentos, transferências e consultas. A interação com as outras áreas da cooperativa é grande, pois todas elas de alguma forma dependem da área de tecnologia. Desde manutenção das máquinas até repasse de funcionamento de novos programas e sistemas internos. O Sicoob Brasil optou por cada cooperativa ter seu profissional na área de tecnologia, para o melhor desempenho dos serviços prestados por ela.

Captação: Área responsável por gerenciar as aplicações financeiras dos cooperados, efetuar aplicações, resgatar valores das aplicações, buscar novos investidores. O associado procura a cooperativa para aplicar os valores desejados, são apresentadas as taxas e os tipos de aplicações disponíveis, conforme os valores e as necessidades que o associado deseja. Os funcionários da carteira de captação buscam novos associados e novos aplicadores, oferecendo os produtos e apresentando as taxas disponíveis. A carteira de captação é muito importante para a cooperativa de crédito, visto que os valores arrecadados servem como base para a liberação de financiamentos. As receitas mantidas na carteira de captação são usadas para financiar bens para os próprios associados.

Telefonista: É responsável pela comunicação interna e externa, sendo suas atividades basicamente: atender e efetuar ligações, anotar e repassar recados, organizar malotes e distribuir correspondências. O bom atendimento do telefone é muito importante para entender o que a pessoa que está ligando deseja e passar a ligação para a pessoa responsável, para quem realmente possa ajudá-la no que ela precisa, seja qual for o assunto, evitando passar ligações para pessoas que não tratam sobre tal assunto, tornando o processo mais ágil e eficiente. Ser gentil, educada e simpática ao telefone é essencial para o bom relacionamento com os associados e clientes.

Serventes: Responsáveis pela organização e limpeza da Cooperativa, trabalham somente na parte da tarde.

Conforme o regimento interno da cooperativa, a regulamentação básica que disciplina a organização, o funcionamento e a administração da cooperativa de crédito SICOOB Noroeste SC, é composta dos seguintes instrumentos:

I – legislação específica e as instruções emanadas das entidades e dos órgãos normativos e fiscalizadores legais – Conselho Monetário Nacional (CMN) e Banco Central do Brasil (BACEN);

II – o Estatuto Social, o qual define a estrutura jurídica da Cooperativa de Crédito, estabelece as competências dos órgãos administrativos e regula demais aspectos societários;

III – o próprio Regimento Interno, o qual define os princípios, a estrutura organizacional, as competências dos órgãos estatutários, as atividades executadas pelas áreas, as atribuições dos componentes administrativos e dos demais integrantes, o processo eleitoral, os princípios éticos e de conduta profissional, organização do quadro social, os requisitos e os critérios para admissão, demissão, eliminação e exclusão de associados, das operações e disciplinamento operacionais da cooperativa de crédito;

IV – deliberações e diretrizes das Assembléias Gerais;

V – as normas complementares instituídas pelo Conselho de Administração da cooperativa de crédito.

A comunicação interna entre funcionários, carteiras e as outras unidades de atendimento da cooperativa de crédito é realizada a partir de ferramentas disponíveis a todos os colaboradores que são: telefone, e-mail e a circulação de malotes, já que a cooperativa possui unidades de atendimento em outros municípios/distritos, o que agiliza o processo de envio de documentos e informações. Para o envio de informações, determinações e alterações sobre o andamento da cooperativa é utilizado principalmente o e-mail, onde o responsável de carteira envia para todos os demais funcionários.

Para a comunicação com o público externo da cooperativa, ou seja, associados e comunidade, são utilizadas algumas ferramentas de comunicação como: propaganda em rádios AM, jornais e informativos anuais, possui também folder’s promovendo seus produtos. Os funcionários da cooperativa participam semanalmente de eventos como festas comunitárias e feiras nos municípios em que atua. Além disso, fornece patrocínios para eventos por meio de doação de brindes para sorteio e materiais promocionais como bobinas de papel para mesa com logo impressa, guardanapos, copos, bonés e canetas, o que facilita a comunicação direta com os cooperados e a comunidade.
3.2 ÁREAS FUNCIONAIS
Independente do porte, qualquer organização é composta por áreas funcionais que agrupam recursos especializados e realizam tarefas importantes. Nos próximos itens serão descritas as áreas funcionais da Cooperativa de Crédito SICOOB Noroeste SC, sendo dividida em dois setores: o comercial e o administrativo.

3.2.1 Produção ou operações


A área responsável pela produção na cooperativa é o departamento comercial, que envolve a prestação de serviços financeiros, ou seja, efetua a captação de recursos e reverte em empréstimos, agregando demais produtos e serviços que integram estas atividades.

Para possibilitar esta prestação de serviços são utilizados os seguintes equipamentos: computadores, impressoras, leitoras de códigos de barras, contadoras e identificadoras de cédulas, aparelhos de telefones e caixas eletrônicos. Estes são revisados por um técnico que faz a manutenção dos mesmos. O controle destes equipamentos é feito por meio de um software de controle de patrimônio, que registra os bens e é monitorado pelo SICOOB Central SC.

Para a prestação de serviços é utilizado o Sistema de Informática do SICOOB Brasil (SISBR). Todas as cooperativas que pertencem ao sistema SICOOB utilizam o mesmo programa e a base de dados está no servidor em Brasília, onde ficam armazenados os servidores com a devida segurança que o Branco Central exige.

Referente à ergonomia dos locais de trabalho, atualmente a cooperativa está dentro dos padrões utilizados pelas cooperativas do sistema SICOOB, as mesas e cadeiras são ergonomicamente projetadas para oferecer melhor conforto aos colaboradores. O layout da organização se encontra apresentado no apêndice A.

O SICOOB Brasil possui um setor comercial integrado também com o setor comercial do SICOOB Central SC, que elaboram e aprimoram produtos e serviços, fazem busca de fechamento de convênios para possibilitar as cooperativas oferecer o maior número possível de produtos de acordo com as necessidades de seus associados.

A criação de campanhas para os produtos e serviços é feita de acordo com a necessidade da cooperativa, e a pessoa responsável pela criação, é escolhida de acordo com o setor que necessita a campanha, que são o comercial, crédito e de seguros e cobrança. Após ser sugerida a idéia da nova campanha por parte da pessoa responsável, segue para aprovação do conselho de administração, para depois ser divulgada.

Como já citado, os serviços oferecidos pela cooperativa atualmente são conta corrente, recebimentos de caixa, aplicações financeiras, poupança cooperada, cartão de débito e crédito, talão de cheques, seguros, cobrança bancária, débito automático, internet banking, correspondente bancário, consórcio e plano de previdência, diversas linhas de financiamento, tendo como principais as de crédito rural, automóveis, bens duráveis e desconto de cheques. Porém, a atividade principal da cooperativa, enquanto instituição financeira é a captação de depósitos e o oferecimento de empréstimos, de acordo com a avaliação da atual administração, no momento a cooperativa consegue atender a demanda de serviços e produtos e o espaço disponível é suficiente para o atendimento de seus cooperados.

Com relação à preparação de colaborares da cooperativa de crédito, todos estão capacitados para realizar suas funções, são realizados constantemente treinamentos direcionados para cada área de atuação, a participação dos colaboradores em cursos e treinamentos tem o objetivo de oferecer melhor qualidade na execução das atividades. Não existe exigência de grau de instrução para contratação de funcionários, porém é utilizado como critério de análise o fato do candidato estar estudando.

A cooperativa não utiliza ferramentas administrativas formalizadas para execução de controle de qualidade dos produtos, serviços e atendimento. Quanto à pesquisa de satisfação, já foi realizada uma pesquisa acadêmica que mensurou o grau de satisfação dos associados em relação ao atendimento da cooperativa, porém no momento não é realizado acompanhamento quanto à satisfação dos cooperados.

O horário de atendimento do SICOOB Noroeste SC é diferenciado de todas as instituições financeiras dos municípios onde atua, a cooperativa inicia seu expediente externo às 09 horas da manhã e encerra às 15 horas da tarde. Porém o trabalho interno tem inicio às 08h30min. e término às 17h30min., com uma hora de intervalo para almoço alternado para cada colaborador.

Quanto a medidas de segurança de emergência, a cooperativa está preparada para eventualidades, como por exemplo, assaltos ou incêndios. Porém não se pode divulgar quais são estas medidas, justamente pela questão de preservar a segurança da instituição.

Percebe-se como um ponto forte na administração das operações/produção, a preocupação em atender a necessidade do associado da melhor maneira possível, oferecendo serviços financeiros com o menor custo possível não condicionando um serviço a outro para fazer parte do quadro de sócios. Um exemplo disto é que para a liberação de um empréstimo a cooperativa não impõe como condição ao associado à contratação de um seguro ou débito automático, o associado tem a sua disposição o produto, e contrata se julgar necessário ou viável à sua condição.

Pode-se considerar como um ponto fraco na gestão da cooperativa, a inexistência de aplicação de ferramentas de controle em relação à satisfação dos associados, não tendo desta forma informações de como a cooperativa está sendo vista pelos cooperados no que diz respeito aos serviços oferecidos e ao atendimento, e principalmente se estes estão suprindo suas necessidades.

3.2.2 Materiais


O setor responsável pelos materiais é o setor administrativo. Na cooperativa não existe uma política de compras, o material é comprado de acordo com a necessidade, pois na sua maioria são materiais de expediente interno. Não há banco de dados de fornecedores, para a compra de um determinado material é feita uma pesquisa procurando três orçamentos, e a partir destes é escolhido o fornecedor de acordo com o preço e principalmente com a qualidade do produto, tratando-se de máquinas e equipamentos.

Para o pedido de materiais e documentos utilizados para a realização dos trabalhos diários da cooperativa, é utilizado o e-mail interno, sendo feita uma solicitação para a unidade de controladoria ou tesouraria, que são os responsáveis por fazer a aquisição de tais materiais, o controle de estoque destes materiais é feito visualmente, quando se percebe que restam poucas unidades é feita a solicitação de compra por qualquer colaborador que trabalhe no setor que precisa de tal material.

O transporte de materiais do SICOOB Central para as singulares é feito por meio transporte interno de malotes, esse mesmo transporte é utilizado para transferência de malotes entre a sede do SICOOB Noroeste SC e suas unidades de atendimento. Para isso o próprio SICOOB Central possui encarregados que fazem esse transporte todos os dias.

Os documentos e relatórios utilizados para a conciliação do movimento diário são arquivados em caixas de arquivo morto que ficam no almoxarifado durante cinco anos, que é o tempo determinado pelo SICOOB Brasil, após esse tempo o arquivo morto é eliminado. O arquivamento de documentos dos associados, contratos de abertura de contas e contratos de financiamentos dos mesmos são arquivados em pastas compactas por ordem alfabética, e cada associado possui a sua, que também ficam em almoxarifado separado dos arquivos de movimentos.

O ponto forte da administração de materiais é que, acima de tudo, é prezado pela qualidade do produto comprado, sejam materiais de expediente, máquinas ou equipamentos, isso diminui gastos com manutenção de equipamentos ou mesmo com a recompra de material por não ter uma boa durabilidade.

Pode-se destacar como um ponto fraco da cooperativa, a falta de controle de materiais gastos, ou seja, a falta de controle de estoque, por exemplo, quantidade de papel A4 utilizado durante o mês, materiais de expediente são comprados conforme a necessidade, não são estocados e não é utilizada uma ferramenta formal para o controle destes materiais.





      1. Marketing

As atividades na área de marketing não têm um responsável direto, porém está inserida no setor comercial, os encarregados de cada setor se reúnem e planejam informalmente as ações para a divulgação dos produtos e serviços, conforme a necessidade dos mesmos.

Quando surge a necessidade de uma campanha de produto em determinado setor, o responsável é o voluntário para estar à frente da campanha, porém a dedicação para a campanha está dividida com a realização do trabalho no dia-a-dia.

Segundo o controller, a cobrança de taxas e tarifas não é baseada na concorrência, é calculada a partir da situação da cooperativa. Existem produtos com metas anuais, como por exemplo, seguros e aplicações. As metas atuais são baseadas na meta atingida no ano anterior, porém não é o ideal, pois varia de ano para ano de acordo com o que o mercado oferece. O controle de cumprimento de metas é feito mensalmente por planilhas, as metas de seguro são controladas através de software do SICOOB Central.

Como ponto forte na área de marketing analisou-se que a cooperativa investe em algumas propagandas em rádio, isso é um colaborador da cooperativa que faz, na maioria das vezes o responsável pela área de que faz parte o produto/serviço, também investe em um informativo anual, porém, este trabalho é terceirizado.

O ponto fraco da cooperativa no que diz respeito ao marketing, está na falta de uma pessoa responsável por essa área, pois com alguém tratando desse assunto, as campanhas seriam realizadas pelo responsável por marketing, não mudaria o dia-a-dia do colaborador responsável pelo setor que está ofertando o produto/serviço, e conseqüentemente não atrasaria o trabalho deste setor.

3.2.4 Recursos Humanos
As atividades de recursos humanos são executadas pela controladoria, portanto não há um responsável destinado exclusivamente para esta área, que faz parte do setor administrativo. Porém o controller já participou de cursos e treinamentos referentes à contratação, no que tange a parte jurídica e burocrática.

Para a contratação de novos colaboradores é utilizado o recrutamento externo, onde os próprios colaboradores indicam pessoas que possam se identificar com a vaga, também são consultados currículos disponíveis no arquivo da cooperativa e selecionados três, estas pessoas são chamadas para entrevista, a partir da entrevista é selecionado um candidato que posteriormente ocupará a vaga.

Segundo o controller, a rotatividade da empresa é considerada baixa, pois no período de um ano apenas três colaboradores foram desligados da cooperativa, enquanto outros doze foram admitidos.

Para qualificar os colaboradores, são oferecidos treinamentos pelo SICOOB Central SC. Existe um setor responsável somente por formular tais treinamentos, denominado Escola de Dirigentes e Executivos do SICOOB (EDEX). A metodologia adotada utiliza apostilas, slides e práticas dinâmicas. Para avaliar a aprendizagem no treinamento é realizada uma prova ao final do curso, onde, se o colaborador atingir a nota mínima estará aprovado, caso contrário, deverá fazer o treinamento novamente.

Os benefícios oferecidos aos colaboradores são seguro de vida, vale-alimentação, plano de saúde (UNIMED) e auxilio pós-graduação. Não existem planos de cargos e salários por função, pois estes são definidos pelo Conselho de Administração. O nível salarial da cooperativa está abaixo do nível salarial bancário, que por muitas vezes é confundido e, pela falta de conscientização das pessoas de que a cooperativa não é um banco e está financeiramente aquém de ter salários de nível bancário. Por outro lado, está acima do salário comercial.

Verifica-se como um ponto forte da organização na parte de recursos humanos, os benefícios oferecidos aos colaboradores, pois estes são fatores de motivação não monetários, que demonstram valor dos colaboradores para a organização e o desejo da mesma de que o colaborador de desenvolva profissionalmente.

Um ponto fraco da cooperativa com relação ao setor RH pode ser observado na falta de um plano de cargos e salários, ou seja, de um manual de descrição de cargos e uma avaliação de desempenho. Para o recrutamento e a seleção não é feita dinâmica de grupo para que seja escolhida a pessoa que mais se identifica com a vaga, pois não há como formular tais técnicas sem uma pessoa ou setor responsável somente por essa parte.

3.2.5 Financeiro


A área financeira do SICOOB Noroeste é dirigida pela controladoria, que conta com o acompanhamento dos conselhos administrativo e fiscal, e diretamente do diretor presidente. Considerando que o SICOOB Noroeste é uma instituição financeira que libera crédito aos seus associados, a carteira de maior volume financeiro é a carteira de crédito, que libera crédito aos associados conforme solicitação dos mesmos. Para tais liberações a cooperativa capta recursos de seus associados que chama de recursos próprios, e de outras instituições financeiras que apóiam o desenvolvimento urbano e rural. O planejamento financeiro é feito de acordo com exercícios anteriores analisando as tendências do mercado e da economia.

Todos os meses ao realizar o encerramento da contabilidade, o controller apresenta ao conselho de administração os dados financeiros, sempre em comparativo ao mês anterior, estes dados são considerados fatores para tomada de decisões, que são os seguintes: evolução de número de associados, patrimônio líquido, evolução dos depósitos a vista e depósitos a prazo vinculando ao limite de liberação de crédito, índice de devolução de cheques, capital social, ociosidade de valores no caixa, provisões de liberações de crédito duvidosas e dados das metas anuais. Por meio destas informações o conselho de administração toma decisões corretivas ou de manutenção.

A cooperativa possui contas bancárias em outras instituições, basicamente para tomada de crédito para repasse aos associados, a conta corrente que a cooperativa possui no SICOOB Central é utilizada para a liberação desses créditos e para aplicações financeiras.

Os custos não são controlados por de uma ferramenta administrativa formalizada, são analisados em comparativos com meses anteriores, procurando atingir o menor índice possível de despesas administrativas. As despesas são classificadas através de contas contábeis, são registradas através de empenho, que segundo o artigo 58 da Lei nº 4320 é "o ato emanado de autoridade competente que cria para o Estado obrigação de pagamento pendente ou não de implemento de condição". O empenho é controlado por meio de uma ferramenta em excel, criada pelo próprio controller, que facilita o controle das despesas pela controladoria e a classificação de cada despesa nas contas contábeis.

O fluxo de caixa é feito a cada 06 (seis) meses para ser publicado e apresentado ao Banco Central, juntamente com o balanço patrimonial e com o demonstrativo de resultados, porém, como já citado, todos os meses é feito um controle detalhado das operações no encerramento da contabilidade.

A entrada de recursos para a cooperativa se dá com a captação de depósitos, aplicações financeiras e recebimento de parcelas de financiamentos, a saída dos mesmos acontece quando o associado faz uma operação de crédito ou um saque.

A captação de depósitos é feita por meio do caixa, o dinheiro entra na conta corrente no momento da operação. Para sacar valores superiores a cinco mil reais, o associado deve programar com 48 horas de antecedência, pois a cooperativa não é autorizada a ter um alto valor de numerários em espécie disponível.

Para efetuar uma aplicação financeira o associado deve fazer um depósito na conta corrente, após o dinheiro estar disponível na conta corrente é necessário solicitar que seja aplicado.

Os pagamentos de parcelas de financiamentos também passam pelo caixa, pois o associado deve depositar o valor devido em sua conta corrente para que seja debitada a parcela.

Ao final de cada dia é feito o fechamento do sistema de caixa, onde cada uma das operações efetuadas pelo operador do caixa naquele dia são separadamente somadas e conciliadas com uma prévia emitida pelo próprio sistema de caixa, se ocorrer alguma diferença de valores ou de documentos, cada responsável pelo caixa responde por sua diferença e é encarregado de encontrá-la e acertá-la.

Todas as operações financeiras da cooperativa são auditadas por uma equipe de auditoria independente uma vez por ano, também é realizada auditoria interna por auditores do SICOOB Central a cada 06 (seis) meses, as auditorias emitem pareceres propondo medidas corretivas se necessário.

Considera-se como um ponto forte da cooperativa, o fato de ter um controle financeiro eficiente, pois tem um contador dentro da organização que também mantém sua situação fiscal em conformidade e atualizada.

Como ponto fraco pode-se considerar o fato de a cooperativa não possuir normas e procedimentos formalizados para o controle das operações financeiras, não há uma normatização escrita, ou seja, um padrão de como deve ser feita a liberação de recursos para financiamentos, por exemplo.

3.2.6 Descrição do Ambiente Externo


A cooperativa de crédito SICOOB Noroeste SC é uma cooperativa de livre admissão de associados, por isso tem como mercado consumidor todas as pessoas físicas e jurídicas, porém a maior parte de seu quadro de associados ainda é composta por agricultores.

São consideradas concorrentes todas as instituições financeiras que prestam os serviços similares aos da cooperativa de crédito, ou seja, bancos comerciais, financeiras e outras cooperativas de crédito. O relacionamento com a concorrência não é agressivo, não há uma disputa acirrada que seja percebida pela sociedade

A cooperativa se mantém sempre atualizada e tem investido em tecnologia. Segundo o responsável pelo departamento de tecnologia o SICOOB Noroeste SC está dentro dos padrões que o SICOOB Brasil exige, tanto dos equipamentos quanto dos sistemas de informática e de segurança.

A relação da cooperativa com seus associados e com a comunidade é próxima, pois tem um atendimento personalizado, procurando sempre atender as necessidades de cada associado, e preocupando-se com o desenvolvimento dos municípios onde atua, sempre colabora com os eventos realizados pelos mesmos com a doação de brindes e materiais para festas. Também já apoiou projetos que ajudaram no desenvolvimento da sociedade, como o projeto Sacola de benefícios, programa Qualidade Total Rural, um Natal de Sorrisos e a Copa SICOOB Noroeste de Futebol Suíço.

Atualmente a situação da cooperativa no mercado é vista de forma positiva pelos seus diretores, pois consegue manter-se sem cobrar tarifas de movimentação de conta corrente e juros elevados, também consegue valores consideráveis de terceiros para repasse aos associados.

Para o funcionamento legal da organização, são seguidas as regulamentações do Conselho Monetário Nacional (CMN) e do Banco Central do Brasil (BACEN), com base nestas determinações foram criados o Estatuto Social e o Regimento Interno, bem como outras normas operacionais que regem o dia-a-dia dos trabalhos realizados pela cooperativa.

Pode-se identificar como oportunidades no atual cenário da cooperativa de crédito, o fato de que para 2010 se prevê um crescimento econômico superior a 4,5 %, desemprego em queda, a inflação deve ficar sob controle e a produção nas indústrias deve ser retomada. Portanto a estabilidade econômica, aliada a baixa de juros, deve impulsionar a demanda de crédito, e conseqüentemente os investimentos e o consumo interno, este cenário deve também diminuir os riscos na liberação de crédito.

Durante a crise enfrentada no ano de 2009 as cooperativas de crédito conquistaram credibilidade por manter a oferta de crédito e baixos juros praticados, com isto conquistou novos adeptos que representam uma boa oportunidade de continuidade na parceria de negócios.

Uma melhoria na gestão da cooperativa poderá permitir a oferta de crédito com taxas mais atrativas, e seus associados podem continuar sendo beneficiados por menores juros e isenção de tarifas, por outro lado a cooperativa de crédito terá a oportunidade de aumentar seus resultados. O lançamento de novos produtos para possibilitar a diversificação das carteiras também representam oportunidades para ampliar suas sobras.

É possível identificar como uma ameaça ao sistema da cooperativa de crédito o fato da cultura cooperativista ainda ser pouco conhecida, impedindo desta forma a efetivação das práticas cooperativas, pois a visão da sociedade lançada sobre a cooperativa ainda é bancária, o que dificulta a realização do trabalho da cooperativa, pois tem inúmeras especificidades que podem surgir, como por exemplo, transtornos quando negociadas com pessoas que não conhecem como deve funcionar uma cooperativa de crédito.

Pode ser considerado como um ponto fraco o fato de a cooperativa não cumprir com os princípios do cooperativismo, e percebe-se que se tratando do sétimo princípio, que é preocupação com a comunidade, ela já praticou ações, mas atualmente não apóia nem lidera nenhum novo projeto social, e segundo o diretor presidente, estas ações são de grande importância para a instituição enquanto cooperativa.

4 SITUAÇÃO PROBLEMÁTICA
O SICOOB Noroeste SC está atento ao cumprimento do sétimo princípio do cooperativismo: preocupação com a comunidade, que diz: As cooperativas trabalham pelo desenvolvimento sustentável de suas comunidades, através de políticas aprovadas por seus membros.

Atualmente não apóia ou realiza nenhum projeto/política que atue no desenvolvimento da comunidade, também não possui nenhum programa que tenha continuidade para o cumprimento deste princípio. Diante destas constatações define-se o problema de pesquisa: quais ações são necessárias para o desenvolvimento do sétimo princípio do cooperativismo no SICOOB Noroeste SC?

4.1 Objetivos
De acordo com Silva e Menezes (2001), os objetivos informarão para que a pesquisa está sendo proposta, isto é, quais os resultados que a mesma pretende alcançar ou qual a contribuição que irá proporcionar.

Para Silva e Menezes (2001), o objetivo geral é a síntese do que se pretende alcançar. Roesch (1999) afirma que o objetivo geral atua como medida que indica o sucesso da pesquisa.

Segundo Silva e Menezes (2001), os objetivos específicos explicam os detalhes, são um desdobramento do objetivo geral. De acordo com Roesch (1999), os objetivos específicos servem como meios de entendimento e visualização das etapas a serem vencidas no decorrer do projeto.

4.1.1 Geral


O objetivo geral desta pesquisa é identificar as ações para o desenvolvimento do sétimo princípio do cooperativismo no SICOOB Noroeste SC.

4.1.2 Específicos


a) Identificar a opinião e o conhecimento dos diretores sobre o sétimo princípio do cooperativismo: preocupação com a comunidade;

b) Descrever as ações já realizadas pela cooperativa;

c) Listar as ações que são praticadas por outras cooperativas para a realização do sétimo princípio;

d) Sugerir políticas para que a cooperativa cumpra eficazmente o sétimo princípio do cooperativismo de forma continuada.

4.2 Justificativa
A escolha do tema desta pesquisa prende-se ao fato de a cooperativa não atender constantemente ao sétimo princípio cooperativista, havendo a necessidade do desenvolvimento de ações que demonstrem a preocupação da cooperativa com a comunidade.

O estudo será de grande importância para a cooperativa, pois servirá de subsidio para as ações de desenvolvimento da comunidade de acordo com o sétimo princípio cooperativista: preocupação com a comunidade, no SICOOB Noroeste SC. E mudanças benéficas e significativas se tornam visíveis com a prática de ações de responsabilidade social, tanto para a comunidade quanto para a cooperativa.



Os primeiros pontos fortes a serem observados na comunidade são o desenvolvimento e integração social. Com programas que estimulem a comunidade envolvendo associados e não associados, é possível resgatar na população a solidariedade e harmonia que são essenciais para o cooperativismo, possibilitando ainda o desenvolvimento econômico da cidade, promovendo melhor educação social. Como consequência, o nome da cooperativa ficará mais evidente na sociedade, tornando-se referência, conquistando novos associados e fortalecendo a fidelidade dos associados mais antigos.

Além disto, para a cooperativa, os resultados são satisfatórios quanto ao cumprimento do sétimo princípio, na prestação de serviços vai gerar qualidade e produtividade, demonstrando ainda real interesse pelo desenvolvimento da região onde se situa. Projetos que visam à preocupação e interesse pela comunidade irão tornar a cooperativa mais competitiva melhorando a imagem da organização, resultando em incentivo e motivação para outras cooperativas.

O presente projeto tem como pretensão a construção de um conhecimento referente às necessidades da organização, fornecendo às acadêmicas a possibilidade de desenvolver sugestões concretas para a real aplicação dentro da organização, fortalecendo os benefícios das ações do princípio na cooperativa, para, posteriormente obter melhores resultados por meio da visão dos associados e da comunidade.

Vale ressaltar a importância deste projeto para a FADEP, pois com a implementação das ações sugeridas pelas acadêmicas, a faculdade estará contribuindo também com o desenvolvimento da organização e fará jus a sua missão, que é: “formar e qualificar cidadãos produzindo conhecimentos, orientados para o desenvolvimento social, cultural, científico e tecnológico, mediante atividades de ensino, pesquisa e extensão, inseridas no contexto regional e global a partir de uma perspectiva latino-americana”. Bem como atenderá ao VI objetivo proposto por ela, que consiste em atuar para buscar possíveis soluções de problemas nacionais e regionais relacionados ou não com as disciplinas e objetivos dos diversos cursos, conforme os interesses da comunidade.
 

5 REFERENCIAL TEÓRICO
O referencial teórico apresenta alguns conceitos sobre cooperativismo e sua história, baseados em considerações de autores que possibilitam a clareza do assunto discorrido, tratando de forma mais aprofundada sobre o sétimo princípio do cooperativismo: preocupação com a comunidade

5.1 COOPERATIVISMO


O cooperativismo é uma doutrina, um sistema, um movimento ou, simplesmente, uma atividade que considera as cooperativas como forma ideal de organização da humanidade, baseado na economia solidária, democracia, participação, direitos e deveres iguais para todos, sem discriminação de qualquer natureza, para todos os sócios (SCHNEIDER, 1996).

Conforme Schneider (1996) cooperar é praticar ações em conjunto com outras pessoas, com o mesmo objetivo, na busca de resultados comuns a todos, superando as dificuldades individuais. Cooperado é toda pessoa que passa a ser membro de uma cooperativa, que participa das atividades econômicas, por meio de ajuda mútua. Cooperativa é uma união voluntária de pessoas com a finalidade de satisfazer aspirações e necessidades econômicas, sociais e culturais comuns, por meio de um empreendimento de propriedade coletiva e democraticamente gerido, é um meio para que um determinado grupo de indivíduos atinja objetivos específicos, por meio de um acordo voluntário para cooperação recíproca.

Sociedades cooperativas são sociedades de pessoas, com forma e natureza jurídica próprias, constituídas para prestar serviços aos associados, cujo regime jurídico, atualmente, é instituído pela Lei nº 5.764, de 16 de dezembro de 1971 (PINHEIRO, 2008).

Para Oliveira (1996, p.6):

As cooperativas são organizações onde o dono não tem um comportamento capitalista puro, visando tão somente a remuneração de seu investimento. A qualidade do associado demanda do processo econômico mais complexo para a cooperativa, visto que seus investimentos, estratégias e táticas empresariais tem como referencial sua clientela primaria e fundamental que é o associado.
O cooperativismo tem por princípio o mutualismo, uma forma de associação na qual grupos sociais constituem relação de trabalho organizada de que decorrem benefícios mútuos. O cooperativismo de crédito se caracteriza por promover acesso a serviços financeiros e intermediação de recursos, assumindo os riscos e gerando benefícios para a comunidade (SOBRINHO et al., 2009).

Irion (1997) apresenta o cooperativismo integrado com a economia social de forma mais ampla. Ele cita que o cooperativismo expressa o conteúdo ideológico de cooperação e refere-se ao envolvimento de pessoas cooperativistas, ou seja, associados, estudiosos e funcionários que buscam um mesmo objetivo. Ressalta ainda que o cooperativismo não deve ser visto como uma forma de vida, mas sim como um meio adequado para melhorar a situação econômica e social dos cooperados.

Para Rios (1998) o Cooperativismo é uma doutrina econômica, que por meio do livre associativismo entre pessoas que concordam em fundar uma cooperativa, em algum dos ramos permitidos pela legislação, geram riquezas, satisfazendo suas necessidades financeiras, pessoais e profissionais. Além disso, visam à valorização seguida de princípios morais condenando a exploração do homem pelo próprio homem.

Segundo Pinho (2004) foi após a revolução industrial, quando as cidades estavam empobrecidas, que surgiram as primeiras experiências cooperativistas. Naquela época, três correntes de pensamento prevaleciam: de um lado os liberais clássicos que valorizavam o mercado e o capital, de outro os socialistas preocupados em fortalecer o estado, e entre eles existia um terceiro grupo, que divergia do primeiro por entenderem o homem acima do mercado e diferente do segundo também, pois colocava o homem acima do estado. Estes foram então denominados cooperativistas. O cooperativismo não se afastava do mercado muito menos do estado, pelo contrário, era um instrumento de intervenção em determinado contexto social, atuava no mercado e estava condicionado as normas do estado.

No início, predominaram as cooperativas rurais, mas as cidades cresceram e surgiram problemas sociais maiores. Aconteceu então a expansão das organizações na área urbana. Dentre as cooperativas urbanas, evidencia-se a importância das cooperativas de crédito (COOPERATIVISMO..., 2010).

Agora, muito mais fortes e estruturadas, as cooperativas de crédito tem grande importância no desenvolvimento sócio econômico do país, enfatizando sempre a solidariedade e visando uma sociedade mais justa, livre e fraterna. A participação dos associados é indispensável nessa organização, pois sem eles a cooperativa não existe. Ela é formada por pessoas e não por capital, sua adesão é voluntária e envolve uma educação cooperativa voltada especialmente para conscientização política e social. Seu objetivo é a captação e administração de poupanças, empréstimos e prestação de serviços aos associados (PAGNUSSATT, 2004).

As cooperativas de crédito se diferenciam dos bancos comerciais por apresentarem baixa tributação, pois são entidades sem fins lucrativos. Sendo assim, apresentam uma prestação de serviços financeiros mais vantajosa aos seus associados, como por exemplo, empréstimos a menores taxas, remunerações de aplicações a maiores taxas, além de cobrarem menos tarifas e com menores exigências que um banco financeiro comercial. O modelo de cooperativismo pode ser aplicado em qualquer área (COOPERATIVISMO..., 2010).

O cooperativismo tornou-se um sistema de grande expansão de segmentos, e conseqüentemente foram surgindo os descaminhos de sua verdadeira essência, poucas cooperativas em todos os ramos, enfatizam claramente a doutrina cooperativista, o que vem ocasionando sérios problemas para as cooperativas e para o próprio sistema cooperativista (IRION, 1997).

Este fato pode ser considerado uma das maiores barreiras ao crescimento e correto desenvolvimento do sistema cooperativo. Por isso, é de extrema importância a abordagem apresentada sobre o sétimo princípio cooperativista, preocupação com a comunidade, pois esse princípio é um dos mais importantes e primordiais para que seja realmente praticado o cooperativismo em sua essência, demonstrando o valor do ser humano e o interesse para que a sociedade se desenvolva com cooperação.

5.1.1 História


O cooperativismo teve sua origem no cristianismo, época em que os cristãos cooperavam uns com os outros na busca pela sobrevivência. Tudo o que possuíam era colocado em uso para todos, nada era exclusivo. Portanto, não havia nenhum necessitado entre eles, os que tinham mais posses vendiam e entregavam os valores para os apóstolos, e estes efetivamente distribuíam conforme as necessidades (RIOS, 1998).

Embora já manifestasse características desde o período do cristianismo, o cooperativismo só foi legalmente constituído no século XIX, mais precisamente no início da revolução industrial. Com a revolução, a mão de obra foi desvalorizada, os salários baixos e as longas jornadas de trabalho acarretaram diversas dificuldades para a sociedade. Em conseqüência disso, foram criadas associações assistenciais, uma experiência mal sucedida (HISTÓRIA DO COOPERATIVISMO..., 2010).

Analisando experiências já realizadas, as lideranças da época buscaram novas formas e chegaram à conclusão de que, com uma organização intitulada cooperativa, seria possível proporcionar melhores condições, sem deixar de lado os valores humanos, princípios e regras.

Inúmeras formas de cooperação foram experimentadas desde a antigüidade. O cooperativismo moderno, no entanto, na forma como hoje são conhecidas as sociedades cooperativas, surgiu em 1844 (PINHEIRO, 2008).

A partir destas idéias e formas de cooperar, 28 trabalhadores de tecelagem reuniram-se para avaliar as possibilidades. Levando em consideração seus costumes e tradições, definiram metas e regras para a organização de uma cooperativa. Quando contabilizaram um ano de atividade, eles haviam acumulado um capital de 28 libras e, com isso, abriram um pequeno armazém, inaugurado no dia 21 de dezembro de 1844. A localização do empreendimento era no Bairro Rochdale, em Manchester, na Inglaterra (HISTÓRIA DO COOPERATIVISMO..., 2010).

Com esta conquista, consolidou-se a Sociedade dos Probos de Rochdale, classificada como a primeira cooperativa do mundo. Foi daí que surgiram os princípios morais e a conduta, considerados até hoje pelas organizações cooperativas.

No ano de 1948, a sociedade já era constituída por 140 membros e, após mais 12 anos de trabalho, atingiu o quadro de 3.450 associados, totalizando um capital de 152 mil libras (HISTÓRIA DO COOPERATIVISMO..., 2010).

5.1.2 Simbologia




FIGURA 02 – Símbolos do Cooperativismo.

Fonte: www.educredi.org. Acesso em 18/04/2010 às 19:00 horas.


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