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O Diabo Na História


Já vimos anteriormente que a maioria das Culturas Antigas acreditava em gigantes, era um traço comum e relativamente constante. Não é diferente do relato Bíblico, portanto agora vamos ver o que a Palavra tem a nos dizer sobre isso. E vamos começar do começo!

1) A Criação


  • Gn 5.1-2

A palavra hebraica traduzida por "Adão" (Adam) quer dizer "Homem"; em Gn 5.1-2 diz: "No dia em que Deus criou o homem, à semelhança de Deus o fez; homem e mulher os criou, os abençoou, e lhes chamou pelo nome de Adão, no dia em que foram criados".

O que chama a atenção neste texto, em oposição ao primeiro texto que fala da Criação, é que Deus chama de "Adão" tanto o homem quanto a mulher. Aparentemente, neste sentido, aqui o termo é empregado para designar a qualidade do Gênero Humano, os Seres Humanos em geral; e não uma pessoa em particular. Indo adiante pelo capítulo 5 de Gênesis, observamos uma das características constantes da Bíblia, que é a descrição de Genealogias.

Estas demonstram que Deus realiza o seu plano por meio de certas pessoas, pois a Genealogia não descreve todos os filhos e filhas que foram gerados pelo nome, porém destaca alguns.

É muito provável que Deus tenha criado vários homens e várias mulheres, pois conforme o texto acima, descobrimos que Adão não é um nome próprio, mas um termo que designa a Raça Humana. Antes de Gênesis 5, não é citado o termo Adão, mas sempre se fala "do Homem" e "da Mulher", até mesmo dando a impressão impessoal que o texto aparentemente cria... quer dizer, poderia ser "qualquer Homem" ou "qualquer Mulher". Talvez isso queira dizer que no Jardim - antes do pecado original - não existisse apenas um casal 2.


2. Estamos falando de uma possibilidade, sem tratar do assunto como uma doutrina já estabelecida. Muitas são as teorias sobre a criação, esta é uma delas.

"... de um só fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra, havendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites da sua habitação" (Atos 17.26).




  • Gn 2. 21-24

Logo após a criação da mulher, o Senhor a trouxe ao Homem. Sendo a mulher recém-criada, não havia ainda filhos, nem pais nem mães. Contudo, imediatamente após entregar a mulher ao homem, no v. 24, o Senhor diz "Por isso deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne". Aqui Deus está instituindo, logo de cara, o Matrimônio, ensinando ao homem como deveria ser seu relacionamento com aquela que lhe tinha sido dada. Pelo texto, depreende-se que nenhuma relação íntima tinham tido, e não havia ainda filhos, nem pais e mães para serem deixados. Tudo isso aconteceu ainda no Jardim. Deus apontava o caminho a ser seguido.

Repare... não se diz neste texto que o homem tinha nome de "Adão", muito menos que a mulher chamava-se "Eva". Este nome foi dado a ela depois do pecado original, em Gn 3.20: "por ser a mãe de todos os seres humanos". Provavelmente "Eva" foi a mãe de toda a raça pecaminosa que viria a seguir.

Mas não podemos afirmar qual mulher foi seduzida pela serpente, uma vez que cremos que Deus criou vários homens e mulheres, que habitavam no Jardim. Qual mulher parece ser de menor importância diante do fato em si - a Queda.

Ela somente foi nomeada após o fato consumado. Inclusive o "nome" Adão não é citado nestes primeiros capítulos do Gênesis; toda vez que se fala no homem, é apenas assim; "o Homem". Novamente, não importa qual homem era desposado com a que veio a se chamar "Eva", ficando em evidência apenas a sua culpabilidade com ela, e as terríveis conseqüências que esse casal trouxe a todas as futuras gerações da Terra. O nome "Adão" também aparece apenas nesse momento, tendo, agora, mais o sentido de um nome próprio. Assim, um homem qualquer tornou-se Adão, e sua esposa tornou-se Eva. A partir daí começa-se a falar em genealogias, e, em particular, da genealogia de Adão.




  • Gênesis 1

Um motivo a mais que nos leva a acreditar que Deus criou "Adão" - a Raça Humana - e não somente um único casal, pela própria maneira como toda a Criação se estabeleceu... observe: tudo o Senhor fez em abundância! Não havia apenas uma árvore frutífera, um peixe, um réptil, uma ave... nos céus, no Firmamento, não havia uma ou duas estrelas, mas um grande contingente delas formando o Universo. Gn 1.14-17:

"Povoem-se a terra de enxames de seres viventes; e voem as aves sobre a Terra, sob o firmamento dos céus. Criou, pois, Deus, os grandes animais marinhos e todos os seres viventes que rastejam, os quais povoavam as águas, segundo as suas espécies; todas as aves segundo as suas espécies; e viu Deus que isso era bom. E Deus os abençoou, dizendo: sede fecundos, multiplicai-vos e enchei as águas dos mares; e, na terra, se multipliquem as aves".

Repare: Deus criou uma grande quantidade de seres (enxame), mas ainda assim deu-lhes a ordem de aumentar ainda mais: após abençoá-los, diz "Multiplicai-vos... sede fecundos..." (Gn 1.20-23). Depois, Deus continua, dizendo para que a terra produza os animais domésticos, os selváticos e os répteis, segundo sua espécie. Antes da Criação dos seres viventes, à terra já tinha sido dada a ordem de produzir os mares e rios e lagos. Também relva e árvores frutíferas que continham nelas mesmas as sementes para continuar dando frutos e novas árvores! (Gn 1.9-12).

No final do capítulo 1: "Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. Houve tarde e manhã, o sexto dia". Observe a expressão "Isso era bom"... ela aparece pela primeira vez depois que Deus diz "Haja Luz" ( sobre a Terra, claro, pois Deus é Luz; ali foi criado um novo tipo de luz, a luz terrestre).

Esse foi o começo de tudo, pois sabemos que sem luz não haveria vida sobre a Terra, então Deus se alegrou dizendo que "a luz era boa". E como se Deus estivesse a antever um filme, o "Filme da Criação", e aquele era o primeiro passo.

No segundo dia, a coisa foi, digamos assim, "impessoal", pois Deus tão-somente preparava o ambiente Terrestre para o que viria, por isso Deus se poupa de dizer "é bom"; pois aquele momento não era tão sublime quanto seriam os demais.

Enfim...!!! Aquilo que Deus queria fazer podia começar!!!

No terceiro dia, quando surgem terras e mares, e começam a crescer a relva e as árvores, Deus se alegra com o seu "Filme" novamente, ansioso, cheio de expectativa, querendo ir adiante. E novamente fala, como uma cantilena de triunfo e aprovação, de alegria incontida pelo resultado...: "Viu Deus que isso era bom".

A partir de então, a cada etapa da Criação, a cada dia, Deus diz: "É bom!". Assim foi até o sexto dia. Deus se alegrou com a luz, pois sem ela nada poderia existir, por isso disse que ela era boa; mas em relação à Criação em si a expressão é mais enfática, repetitiva, deixando bem claro o Amor daquele que tudo Criou!

Deus não criou o Terra, os mares e os céus para deixá-los vazios! Deus amou a Natureza, pois abençoou os animais e permitiu que se multiplicassem. Era esse o desejo de Deus... que a natureza crescesse e vivesse em toda a sua exuberância e plenitude.

Porém, no final do 6o dia, "Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus os criou; homem e mulher os criou" (Gn 1.27).

Ao homem foi dada a mesma bênção que os animais receberam: "Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra...", mas foi um pouco além... "e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, e sobre todo animal que rasteja sobre a terra" (Gn 1.28). A diferença entre homens e animais não é o direito à vida, pois ambos receberam de Deus a bênção para viver e para multiplicar-se.



Note, porém, que a partir do momento em que Deus cria o Homem, o texto Bíblico não mais se refere a Deus como "Deus", e sim como "Senhor Deus".

Há uma implicação direta nesse termo que mostra uma diferença crucial no relacionamento do Homem com o seu Senhor, o que não acontece com todo o resto da Criação. Deus é o Senhor do Homem... e o Homem seria senhor da Terra segundo os preceitos recebidos do Criador, em seu espírito.

Quer dizer, quando Deus disse que o homem dominaria sobre a Terra e sobre os animais, inclusive usando-os para alimento, não queria dizer com isso que estava-lhe sendo dado o direito de destruir a Natureza e matar os animais de modo indiscriminado; Deus só aceita a morte dos animais como alimentação... jamais por esporte ou por pura maldade. Maus-tratos, nem pensar!

Pode ter absoluta certeza de que isso NÃO AGRADA a Deus.

O homem seria o "rei" da Criação, dominando sobre ela, reinando sobre ela como dádiva recebida do Pai. Como o homem foi criado à imagem e semelhança de Elohim, isto quer dizer que dentro dele foi introjetado o espírito, e este não poderia ser contra Deus e o que Ele fez, é incongruente!

Só podemos entender os "Gemidos da Criação", à espera da Redenção dos filhos de Deus, num Mundo como o nosso: corrompido e destruído pelo pecado. Mas ao Cristão, que foi restaurado em seu espírito, e que é dotado de consciência, vontade, inteligência, é inadmissível que aja como os ímpios sem Salvação e que têm prazer em destruir.

Justamente por ter sido feito à imagem e semelhança do Altíssimo é que Deus deu ao homem a guarda da Terra, a guarda dos recursos do Planeta, o que implica o uso responsável destes recursos. O texto que fala em domínio sobre a Criação não pretende, em hipótese alguma, ser uma licença para abusar do Meio Ambiente, desperdiçá-lo, levar os animais à extinção.

Se Deus pretendesse a extinção completa dos animais, não os teria salvado, um por um, casal por casal, de cada espécie, na época do Dilúvio. Se Deus não os levou à extinção, com que direito nós o fazemos???

Isso quer dizer que Deus, em momento algum, esperava que o homem destruísse Sua Criação!!! É como ganhar o maior e mais precioso presente de Alguém muito especial, e destruí-lo sem piedade alguma, mostrando quão pouco valor demos ao presente e também a Quem nos presenteou.

Mas... retomando... depois de tudo terminado, "Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom".

Sabe quando a gente vê um filme, e gosta de diversas partes... mas quando ele termina e temos a história inteira na cabeça, percebemos com maior clareza: "Puxa! Esse filme é muito bom!". Não apenas bom, mas muito bom. Acho que foi mais ou menos assim. Deus estava alegre, satisfeito... somente desta vez Ele diz que tudo era "muito bom".

Portanto, diante da exuberância com que Deus criou tudo que existe, seria de estranhar que apenas um casal de seres humanos fosse criado no meio de tudo aquilo. Certamente que não. Um casal não poderia dominar sobre toda a Criação!

Em Gn 2.1, ainda há uma referência à Criação, no sétimo dia, dia em que Deus descansou: "Assim, pois, foram acabados os céus, a terra e todo o seu exército": de plantas, de árvores, de animais e, assim creio, também de seres humanos (não podemos inferir que o exército a que Deus se refere seja o de anjos, porque, primeiro, os anjos já tinham sido criados, aos milhões, muito antes; segundo, porque todo o contexto se relaciona à Criação da Terra e da Raça Humana).

Outro detalhe: depois de expulsos do Jardim, quando Caim matou seu irmão e tornou-se fugitivo pela Terra depois de receber uma "marca" de Deus, ele temia que "quem o encontrasse o mataria"; mas Deus disse que ele não seria ferido de morte por quem quer que o encontrasse, visto haver nele uma marca.

Quem o matasse seria vingado sete vezes. Isso demonstra que havia mais pessoas vivendo na Terra e não somente a família Adão, Eva, Caim e Abel.

Observação interessante: o Jardim do Éden provavelmente se situava na região da Mesopotâmia, pois a Bíblia relata a presença de um rio que se repartia em quatro braços: Pisom, Giom, Tigre e Eufrates.




  • Os Sete Dias

Os dias da Criação, ainda que possam ser tomados em sentido literal (dias de 24 horas, pois "houve tarde e manhã") já que Deus tudo pode, é mais coerente que os dias representem Períodos da História, uma vez que a seqüência dos eventos é mais ou menos ordenada com o que a Ciência nos explica sobre a História da formação do nosso Planeta.

Os seres humanos foram dotados de inteligência e receberam de Deus o privilégio de explorar, pela investigação científica, parte do que Deus projetou, como esses acontecimentos aconteceram e quanto tempo Ele gastou para executá-los.


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