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5) O Modo De Agir Do Diabo


A intenção de Satanás era não deixar pistas ao longo da História.

Depois da Queda, não sendo Onisciente como Deus, não imaginou que Deus criaria o Homem, feito à Sua Imagem e semelhança. Foi, sem duvida, uma surpresa para ele dar de cara com a Raça Humana no Jardim. E ali certamente ele se pôs a observar. E, mais certamente ainda... a arquitetar.

Lucifér 4 foi banido porque queria ser semelhante ao Altíssimo, ser adorado como Ele era, e é, e sempre vai ser.

Quando deparou-se com a Criação Humana, reacendeu-se a chama da sua "esperança". Pelo menos temporariamente ele poderia ter o que tinha em mente: seu objetivo era ser adorado. Logo intentou um jeito de corromper a Criação que tinha livre acesso e comunhão com o Pai. Depois disso, impedindo esse livre acesso a Deus, talvez no seu entender "a coisa ia ficar mais fácil!".


4. Utilizamos a palavra Lucifér, com acentuação na última sílaba, em caráter informativo, para mostrar o modo como os satanistas se dirigem a ele.
Sabemos que os Povos Antigos ofereciam sacrifícios aos deuses. Mas, ficamos pensando... por que Satanás pensaria em estabelecer Cerimônias e Rituais, Sacrifícios e Oferendas, uma vez que Deus somente iria instituir os Ritos do Tabernáculo, o sistema de Sacerdócio e Sacrifícios muito tempo depois, apenas após a saída do Povo do Cativeiro Egípcio? É que Satanás conhecia algumas Leis Espirituais... sabia que certas coisas não iriam mudar. Portanto, ele poderia adiantar-se, ganhar a "dianteira" em relação a Deus.

Depois que o Homem e a Mulher foram expulsos do Paraíso, Satanás, tendo vencido a primeira batalha, pôde começar a observar melhor qual seria o comportamento do ser humano depois do pecado original. Seriam fáceis de manejar, ou não? Será que a essência Divina dentro deles faria muita diferença, mesmo depois da perda do "Elo"?

O que foi que o Diabo viu? Bem... muita coisa, mas a Bíblia destaca a história de Caim e Abel. Sem dúvida, esse foi o segundo ódio incontestável e incomensurável de Satanás! Não bastasse o sucesso com a corrupção do gênero humano, e agora aqueles dois irmãos, Caim e Abel, ofereciam ofertas ao Senhor, o que era uma forma de adoração. Ah, como o Diabo odiou aquilo!

Como que depois do que tinha acontecido, aqueles homens jovens, filhos de uma primeira geração, cujos pais ainda certamente se lembravam de como era a vida e o relacionamento com Deus no Éden, tinham desejo de agradar Àquele "Ser cruel" que os havia amaldiçoado? Sinal que, mesmo fora da presença permanente de Deus, e agora como mortais, ainda assim o Amor de Deus estava sobre - e dentro — da sua Criação. De uma maneira diferente, mas ainda o Senhor amava e se manifestava aos seus. E os seus, pelo que estava parecendo... ainda buscavam a Sua Face!!!

Satanás precisava agir novamente. Observou a atitude de Caim e Abel, e logo conheceu o coração do mais velho, por causa das suas atitudes. Óbvio era que o que contava naquela oferenda a Deus era a intenção do coração.

Abel ofereceu a si mesmo, ofereceu das primícias do rebanho, e da gordura deste, sinal que houve um holocausto. Somente um coração puro e inclinado ao Senhor poderia, naqueles momentos tão iniciais da História, oferecer ao Senhor a gordura de um cordeiro!

Caim, por sua vez, apenas ofereceu uma oferta do fruto da sua terra. Não era nada especial. Era, talvez um protocolo a cumprir, uma vez que talvez Caim talvez soubesse que Abel queria honrar ao Senhor com aquilo que tinha. Se seu desejo fosse realmente agradar ao Senhor, e não apenas motivado pela competição e inveja (coisa comum entre irmãos que não são bem criados), não ficaria tão irado quando Deus lhe falou, ensinando-lhe o bom caminho e dando-lhe a garantia de que seria tão bem aceito quanto Abel.

Em Gn 4A-7, observamos a seqüência do episódio:

"(...) Agradou-se o Senhor de Abel e da sua oferta; ao passo que de Caim e de sua oferta não se agradou. Irou-se, pois, sobremaneira, Caim, e descaiu-lhe o semblante. Então, lhe disse o Senhor: Porque andas irado, e por que descaiu o teu semblante? Se procederes bem, não é certo que serás aceito? Se, todavia, procederes, mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo".
Este episódio, por mais antigo e aparentemente sem tanta importância quando comparado à expulsão do Jardim e à morte espiritual do ser humano, não é tão inócuo assim. A maioria de nós nem lembra que Caim matou Abel, com tantas coisas mais importantes a serem compreendidas no Gênesis...afinal, era só uma rixa de irmãos, a primeira de muitas, muitas e muitas. Mas não foi uma rixa sem conseqüências desastrosas - novamente - para toda a Humanidade.

Você pensa que não? Quer saber como a Irmandade interpreta esses fatos?

Imagine só o Diabo observando isso! Quando a Palavra fala que "Caim andava irado" é sinal que era uma ira que vinha há vários dias e, certamente, em estado crescente porque bem sabemos a que fim nos levou esse episódio. O coração de Caim, inclinado naturalmente para o orgulho e a inveja, especialmente por ser o Primogênito, transformou-se num terreno farto para a ação do Maligno. Era muito fácil para Satanás ver... e entender o que acontecia.

Caim não "dominou o pecado" como lhe aconselhou o Senhor, aparentemente não fez a menor questão, pois se julgava injustiçado. Ele se comportou exatamente da maneira como a maioria de nós se comporia hoje: se Deus não diz o que queremos ouvir ficamos de bico, emburrados, e, por orgulho fazemos do nosso jeito mesmo, abrindo as portas para o pecado que jaz ali mesmo, à porta, esperando para entrar, contaminar o coração e fazer com que tomemos as atitudes erradas.

Assim Caim fez. A Palavra de Deus, o conselho, a exortação feita com Amor e as advertências de nada serviram. Tudo entrou por um ouvido e saiu pelo outro. Deus havia dito que "o pecado estava à porta; o desejo de Caim seria contra ele". Que desejo? Estaria Deus falando daquele escuso desejo que crescia dia-a-dia, o desejo de livrar-se de Abel?! "A ti cumpre dominá-lo".

Mas Caim não ligou, não obedeceu, deu vazão à ira, ao pecado, ao desejo de matar. Satanás apossa-se de Caim, e usa da sua fúria utilizando para isso a porta aberta que tinha ele em seu coração: a inveja. O orgulho. O ódio. Caim matou seu irmão - não por acaso, mas de maneira premeditada, dando vazão "ao desejo do seu coração". Porque era demais para ele conviver com o objeto da sua inveja e da sua ira.

Nem mesmo depois de matá-lo, Caim demonstrou o menor arrependimento, o menor remorso nem que fosse: "Por acaso sou eu tutor do meu irmão?", responde ele a Deus, grosseiramente, quando inquirido por onde andava Abel. Continuava a ira, continuava o orgulho, continuava igual... ou melhor... muito pior do que antes!

Podemos tomar esse relato como pouco relevante, mas Satanás conseguiu, mais uma vez, o que queria. Imagine a sua exultação ao perceber como era fácil corromper a Criação de Deus, feita à sua imagem e semelhança. A Bíblia não relata, mas é quase certo que o inimigo durante muitos dias alimentou aquela ira, falou e falou como Deus era injusto, cruel, desprezando o que, com tanto carinho, havia entregado em forma de adoração. Que Abel não era melhor do que ele, e já que Deus o amava tanto, porque não facilitar as coisas e enviá-lo logo para os braços do Senhor?!!

Caim foi amaldiçoado e recebeu uma marca de Deus, uma marca em conseqüência do que tinha feito. Como a Irmandade explica isso? Segundo eles, o que foi a marca de Caim?

Aparentemente, a marca de Caim era visível, até a Bíblia dá a entender isso por causa do medo que Caim passou a ter de ser morto por quem o encontrasse. Era como se agora houvesse alguma coisa nele, alguma coisa "estranha", tão estranha que seria passível de morte! Mas o negócio vai além.

Segundo os preceitos da Irmandade, a tal marca de Caim se estendeu para todo homem; todo homem passou a ter. Todo homem tem. Veja só: "Adão",

a raça humana pura, que habitou o Éden, era feita à imagem e semelhança de Deus.

Embora essa semelhança fosse espiritual, não deixava de ser também emocional e física pois, afinal, o homem também é um ser triúno: corpo, alma e espírito. Portanto, não há sombra de dúvida de que, como os anjos de Deus, a beleza destes primeiros seres humanos deveria ser incomparável, perfeita, espetacular! De fazer babar qualquer modelo fotográfico de hoje em dia (sem querer desmerecê-los, é claro)!

Desde o tempo dos Gregos e dos Romanos, procura-se desvendar o segredo da beleza... o que torna alguém bonito, ou não? Segundo os antigos, é a simetria facial e corpórea. Existem desenhos, modelos do que seria o homem perfeito, a mulher perfeita, e que medidas teriam eles, que proporções teriam eles.

A Irmandade em especial dá valor primordial à simetria do rosto. De nada adianta o corpo bonito se o rosto for desagradável; e o que traz essa sensação de alguém ser "agradável" avista é a simetria. Por exemplo, existem pessoas que são ícones de beleza em todo o Mundo; admirados por todos, praticamente sem exceção alguma. Ou seja, não faz parte de um padrão de beleza regional, mas mundial. Quer ver? Todo mundo acha alguns atores e atrizes de Hollywood muito bonitos, e isso vai além da telinha, entendem? O Japonês acha, o Africano acha, o Europeu acha, os Americanos, então... sem comentários! Vai além da Mídia e do que ela possa produzir. Parece ser um "Padrão de Beleza Universal", assumido e reconhecido por todos.

É como ver um anjo. Mas quem vê um anjo em sua forma original é imediatamente impressionado fortemente pela beleza indescritível, incomensurável, perfeita, em todos os sentidos: o rosto, os olhos, o cabelo, o corpo, a musculatura, a pele, o porte físico...

Assim, diz a Irmandade (não se esqueça de que agora estamos não mais falando de História, mas tratando de preceitos do Satanismo): depois do feito de Caim a situação piorou um pouco mais para toda a Humanidade. A marca e a maldição de Deus abriram espaço para ser lançada uma contaminação nele. Uma contaminação diferente.

Perceba: desde a expulsão do Jardim, Satanás já tinha conseguido grandes feitos em relação à Criação. Aliás, é interessante perceber que ele tinha acesso ao Éden, e também ao homem. Mas note qual o único lugar, a única "porta de entrada" de Lucifér àquele intocado Paraíso: justamente o lugar onde Deus havia dito: "Não vá!". Ali era perigoso.

Deus não podia simplesmente extinguir o Mal, uma vez que ele já existia. Haveria tempo certo para isso! Mas o Senhor alertou sua Criação quanto aos perigos de acercar-se da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal, e comer do seu fruto. O resultado seria a morte. A Bíblia é sucinta, mas tenho certeza de que Deus foi bastam e claro, bastante específico, bastante amoroso e explicou muito bem que... "Lá não, meus filhos!".

Uma vez que isso aconteceu, todo ser humano não somente passou a ter o conhecimento do Bem e do Mal, como também tornou-se habitat do Bem... e do Mal! Ou seja... todo homem é Bom e Mau ao mesmo tempo. Desde que absorveram, introduziram, "comeram" da Arvore, todas as Gerações posteriores daqueles que tinham sido criados à imagem e semelhança de Deus tinham, lá no fundo do ser... uma essência maligna.

Todo ser humano é capaz de matar, todo ser humano é capaz de destruir, todo ser humano é capaz de roubar... desde que as condições sejam favoráveis para isso. Não foi muito difícil para Satanás e todos os Demônios que o acompanhavam perceberem a fragilidade do Homem afastado de Deus. Todo ser humano "comeu", "absorveu" uma essência do Diabo ao comer do fruto da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal.

Antes, detentores apenas do Bem em seus corações e em sua essência, agora a coisa tinha mudado de figura. Deus foi obrigado a expulsar o homem do Jardim, antes que, agora contaminado, comesse da Arvore da Vida e vivesse eternamente naquela situação inglória!

Essa contaminação com a essência do Diabo gerou uma seqüela não somente espiritual, mas em todos os âmbitos. Emocional, mental, e também física. Começou apenas espiritualmente.

Mas depois que Caim matou Abel... isso se ampliou, atingindo até o corpo físico. Se ele tivesse obedecido a Deus e procurado se acertar, mudar de rumo seu coração... mas não foi o que aconteceu. Amaldiçoado, sem a proteção de Deus... Caim foi tocado, contaminado pelo Diabo... a mesma perda de beleza que Lucifér e os anjos rebeldes receberam, Caim também recebeu de Satanás.

Foi uma conseqüência natural da manifestação do Mal, e Caim pediu por isso. Depois de amaldiçoado por Deus em conseqüência do assassinato de Abel, da terra que lavrava não conseguiria tirar mais o seu sustento, sendo errante e fugitivo pela terra, lançado longe da presença do Senhor. Ainda que não fosse mais como no Éden, havia a presença do Senhor próxima à Sua Criação, mas ao que parece, sem demonstrar arrependimento algum quando lhe cabia fazê-lo, Caim agora colhia conseqüências irreversíveis em sua vida. E Deus nada mais podia fazer por ele, pois foi alertado e desobedeceu; ficou à mercê dos demônios, de Lucifér... e sofreu uma alteração que se perpetuaria para todo o sempre.

Mas... por que fugitivo? Por que Caim tinha tanta certeza de ser morto por qualquer que o encontrasse? Indo para longe, não necessariamente as pessoas saberiam quem ele era e o que tinha feito. Então... matá-lo por quê ???

De acordo com a Irmandade, a contaminação visível que Caim recebeu foi a perda da beleza, a perda da simetria facial, alterações de pele... ou seja... tornou-se um ser bastante "esquisito" para os padrões da época, um ser que talvez assustasse, e portanto, merecesse a morte.

Mas Deus não queria mais mortes, mais assassinatos, mesmo o de Caim. Por isso, Deus colocou um sinal nele, um sinal que dizia (não sei como, mas assim foi), que quem matasse Caim seria vingado sete vezes.

Dessa maneira, embora com nossa mente humana talvez achássemos que Deus deveria ter permitido a morte de Caim, fato é que isso não aconteceu. E Caim teve filhos, gerou uma descendência, e repassou a semente que tinha recebido, uma alteração genética por causa da contaminação de Satanás; que foi "homicida desde o princípio".

Caim também... ele foi o primeiro homicida da História. Mas teve um filho, e em homenagem a ele edificou uma cidade. A semente da maldade de Caim se espalhou, pois na sua quinta geração, Lameque, descendente de Caim, matou dois homens "um porque o feriu, o outro porque o pisou (...)". E esse Lameque já tinha, certamente, recebido Juízo de Deus, pois ao contar suas "proezas" às duas esposas que tinha, diz: "Sete vezes se tomará vingança de Caim, porém de Lameque, setenta vezes". (Toda esta história, desde Caim e Abel, está narrada em Gênesis 4).

A semente de Caim se espalhou; a sua contaminação, que gerou uma deformidade física, tornou-se genética, permanente. Exatamente como aconteceu com os Demônios que, embora possam por algum tempo expor-se de maneira bela, hoje têm como estado original as deformidades físicas características daqueles que deixaram a presença de Deus através da rebelião.

A Irmandade afirma que se usarmos de um experimento simples podemos ver a "Marca" em todo ser humano. Usando de um espelho, se observarmos apenas um lado do rosto, termos a impressão de placidez, de bondade; e o outro lado apresenta-se maldoso, cruel.

Então, essa alteração genética de Caim, e também alterações genéticas outras geradas aos poucos através da corrupção do Gênero Humano começaram a fazer com que, gradativamente, surgissem pessoas mais feias, pessoas deformadas, com um organismo que não é mais perfeito, sujeito cada vez mais a doenças.

Em outras palavras, queremos dizer que a Marca de Caim é visível, sim, no indivíduo, mas ela é enxergada bem melhor na Sociedade como um todo. É como jogar um grão de açúcar sobre uma mesa; não se vê o grão isoladamente, mas se derramarmos o açucareiro todo, é fácil perceber que a mesa está branca.

A decadência a que foi-se submetendo o homem, e os horrores da História, segundo a Irmandade, é a Marca visível - totalmente visível- de Caim. Talvez isso não tivesse acontecido de forma tão intensa e a desgraça do ser humano não fosse tão completa se o erro tivesse permanecido apenas no pecado original. Mas a atitude de Caim gerou mais uma maldição irreversível.

Contudo, a Adão e Eva nasceu outro filho, Sete, que o Senhor lhes concedeu no lugar de Abel. A Sete também nasceu um filho, Enos. E diz a Palavra que "a partir daí começou-se a invocar o Nome do Senhor" (Gn 4:25-26).

Claro que Abel deve ter orado ao oferecer sua oferta, todavia, este parece ser o primeiro momento em que o Nome do Senhor - Yahweh - foi empregado.

É interessante notar que a Bíblia separa os descendentes de Caim dos descendentes de Adão, como se Caim já não fizesse parte daquela família.

Tudo começa de novo no início do capítulo 5 de Gênesis, dizendo que Adão tinha 130 anos quando gerou um filho à sua semelhança, Sete. Esse é o primeiro filho da genealogia de Adão, pois Caim foi boicotado dela, e Abel tinha morrido; depois de Sete, Adão e Eva tiveram "filhos e filhas"; sinal que a ordem de multiplicar-se e povoar a Terra continuava, e Deus abençoou os filhos de Adão e Eva; De Sete veio, futuramente, Enoque, que, por sua vida íntima com Deus não conheceu a morte, pois "Deus o tomou para si".

Noé foi bisneto de Enoque, e tanto ele quanto seu pai, Lameque, tinham vida com Deus, num mundo em que já imperava a corrupção, a violência, a degradação, a depravação sexual, a bigamia, a mortandade (Gn 5.3-4, 21-29).

No meio de tanto "açúcar" em cima da mesa, foi possível que alguns poucos tivessem conhecimento, agradassem e vivessem com o Senhor.

Entretanto... eram minoria. Pouquíssimos homens estavam dispostos a servir a Deus, ao passo que Satanás triunfava diante dos homens, com suas artimanhas e enganos. Se seria algo permanente, era questão de somenos; naquele momento estava recebendo o que queria: adoração! A adoração maior era ver e ouvir da boca da Criação de Deus, e perceber por suas atitudes... que pouco estavam se lixando para o Criador. Adoração por meio de deuses e deusas feitas pelas mãos humanas, "em quem não há fôlego".

Mas por trás destes, lá estava ela... a Serpente! Mas ainda era pouco.....o

objetivo de Lucifér sempre foi um só: ser adorado como Deus! Mesmo tendo sido lançado à Terra esse desejo permanente do seu coração não esmaeceu, e ele queria receber a veneração de um deus.

Seu intuito era estabelecer um reino sobre a Terra. Se fosse possível a Satanás apropriar-se da Criação de Deus... então estaria tudo realizado! No entanto, ainda nestes primórdios de Abel e Caim, esse reino não estava estabelecido; havia pouco sobre o que reinar.

Para reinar ele teria - era preciso - que ele se revelasse progressivamente ao homem. A observação do que aconteceu com aquela mulher que recebeu nome de "Eva" por ter sido a Mãe de todos os seres humanos, e posteriormente com seu marido, que foi por ela influenciado a despeito do contato íntimo que tinham com Deus, mostrou muito ao inimigo sobre a natureza humana. Depois... Caim. Depois... deuses e deusas, e Ritos de fertilidade. E Gigantes!

Quer dizer... se bem manipulados... estava óbvio que os seres humanos, a menina dos olhos de Deus, o mais belo exemplar da Criação podia "mudar de lado". Eles podiam ser seduzidos, podiam desobedecer... podiam se esquecer completamente de Deus.

Lucifér conhecia a questão do livre arbítrio, pois ele mesmo e a terça parte dos anjos do Céu fizeram uso dele. E logo ficou muito claro que, em se tratando do Homem, as conseqüências desastrosas e aparentemente irreversíveis do pecado original só facilitariam sua tarefa.

Satanás percebeu que bastava um "pequeno empurrão" e a Criação poderia ser dele. O Homem que Deus criou poderia realmente ser inclinado a fazer o que o Diabo queria. Essa seria, sem dúvida, a maneira de começar o seu reino na Terra! A sua vingança!

Foi o que ele fez, sem perda de tempo. Para isso, em sua astúcia, era necessária a personificação tanto do Bem quanto do Mal. A Bíblia diz que Deus colocou no coração de todo homem uma revelação de Si mesmo. Mas não adiantou muito; a História nos relata o que aconteceu:

"Porque os atributos de Deus, assim o Seu Eterno Poder como também a Sua própria Divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do Mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. (Os) homens são por isso indesculpáveis; porquanto tendo o conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato. Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos, e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis" (Rm 1.20-23).

Em suma, a Criação foi atrás das revelações e enganos do Diabo, pois não foi com Deus que aprenderam a fazer seus ídolos, adorando o pau e a pedra. ("Imagens do Homem Corruptível" = Antropomorfismo; ou seja, formas de materialização demoníaca; "aves, quadrúpedes e répteis" = Zoomorfismo; ou seja, formas de Licantropia e a própria materialização de Demônios).

Isto não ficará impune, por certo: "A ira de Deus se revela do Céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a Verdade pela injustiça.; porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou" (Rm 1.18-19).

A Palavra nos garante que a Criação oferece provas - para quem está disposto a aceitá-las - de um Poderoso "Alguém" por trás de tudo. Há evidências insuperáveis a favor de um Criador. A beleza intrincada e a complexidade de tudo que existe, desde as partículas subatômicas e os componentes moleculares básicos da vida, até o Universo infinito repleto de corpos celestes dos mais variados, que seguem seu curso demonstrando a presença invisível de um "Arquiteto" que tudo planejou.

Ou seja, os homens não foram simples joguetes nas mãos de Satanás e dos Demônios, muito mais inteligentes e astutos do que eles. Deus garante que revelou no interior de todo homem a sua Glória e Supremacia, dizendo inclusive que os homens são indesculpáveis por terem feito o que fizeram. Não fomos abandonados à nossa própria sorte, mas como vemos, tudo o que se colheu até o momento atual da nossa História foi conseqüência do livre-arbítrio humano, e não fruto de ignorância, e isso mesmo depois do pecado original.

Entende agora porque era necessário ao Diabo personificar tanto o Bem quanto o Mal? Por causa desta revelação interna do Bem, de Deus, do Criador que todo ser humano tinha no seu íntimo, era preciso que Satanás, para consolidar com força o seu engano e o seu lugar, oferecesse tanto figuras do Bem - o que ele fez em maior quantidade - mas também do Mal, pois os seres humanos precisavam de uma explicação para a existência dele. Era a melhor maneira de ludibriar o ser humano e confundi-lo. Foi uma técnica de sedução interessante que deu tremendos resultados.

A personificação do "Malvado" e do "Bonzinho" é mais ou menos o que fazem os policiais, em suas técnicas para enganar aqueles de quem querem extrair confissões. Imagine a seguinte situação: dois policiais abordando uma pessoa; um deles faz o papel do "Malvado": "Vou te matar, vou arrancar a sua pele, você não sai vivo daqui se não fizer como eu estou dizendo"; tem crises histéricas, enfia o revólver na boca da vítima, aterroriza ao máximo, pressiona, faz o mal, ameaça. O outro policial faz o papel do "Bonzinho", aparentemente ficando contra o outro e contra a sua violência.

Um aparente defensor, que enfrenta o outro na base do "Deixa disso, já chega!". E conversa tom a vítima em outro tom: "Conte pra mim o que você fez; se você confessar, eu vou te ajudar, nada de mal vai te acontecer". Técnica comum, pelo menos aqui no nosso País.

Mas o que a vítima não sabe é que os dois estão mancomunados, todo o "teatro" é um ensaio para que os dois se beneficiem. Não há o "mau" e o "bom"; é simplesmente uma técnica para confundir, enganar... e levar ao resultado que eles desejam; uma confissão, um suborno.....algo que beneficie a eles e não à vítima.

Sei que a analogia é fraca, mas serve para fazê-los entender que não havia Entidades boas e ruins na Antigüidade.

Eram todas Entidades demoníacas, recebendo suas oferendas, suas cerimônias e seus rituais de adoração! Estavam de comum acordo - como os policiais -, mas não podiam simplesmente aparecer todos soltando fogo pelas ventas, é claro, pois então não encontrariam adeptos. Ou, pelo menos, não muitos.

E a intenção do Diabo era ter muitos, muitos, muitos seguidores. O engano sempre foi a maior arma de Satanás, e isso começou desde que o Mundo é Mundo, desde que surgiram os primeiros seres humanos.

Foi exatamente o que a Serpente fez no Jardim: enganou! Foi o que o Diabo fez com Caim, induzindo-o àquele absurdo, algo nunca feito antes, uma atrocidade que ainda não existia no Mundo... em nome de quê? De provar que ele era melhor que o irmão, e para ser reconhecido como tal era necessário que Abel desaparecesse... novas e severas conseqüências para a Humanidade!...

Daí para a frente foi uma descida na ribanceira tão grande que chegou o ponto de saturação de Deus, que decidiu trazer sobre a Raça Humana o Dilúvio.

Depois, conforme as Civilizações foram crescendo e se desenvolvendo, observamos pelo estudo das Culturas Antigas que eram todos Politeístas, desde os Povos Mesopotâmicos, as primeiras Culturas de que temos notícia. Tanto Satanás quanto os Demônios que com ele foram expulsos da presença de Deus foram aprisionados em cadeias, à espera do Juízo, à espera do Tempo do Fim.

Mas a maior parte deles se libertou, e não foi Deus que os soltou. A intenção de Deus não era - nunca - misturar o Homem com os Demônios. Mas aconteceu, e você vai entender como, só que, uma vez livres na Terra... vieram pra dominar. E estavam indo bem, inegavelmente. Por isso, como aprendemos, não era incomum que milhares de deuses fossem adorados. Afinal, havia milhares de Demônios rondando a terra, observando os homens e influenciando-os. Por trás destes ídolos, mesmo que fossem representação de uma Entidade "Boa", como os deuses do Sol, do Amor, da Beleza etc... a verdade é que desde que as primeiras Civilizações surgiram, surgiu também o engano do Politeísmo.

A personificação pura do Mal, o entendimento de Um deus totalmente maligno em sua essência aparece pela primeira vez apenas na figura de Seth, Entidade Egípcia.

Embora os Ritos da Mesopotâmia (e isso engloba, principalmente, a Babilônia, a Assíria, os Caldeus e os Persas), sejam de pouca importância para a Irmandade de hoje, foi assim que começou a revelação de Satanás e os seus planos de ser adorado como deus. E, mais ainda, de construir na Terra um Reino maior que o do Deus Verdadeiro.

Esses povos antigos têm sua importância na nossa história porque foi aí que começou a revelação do Diabo ao Mundo, ao ser Humano.

Assim como Deus trouxe a revelação de Si mesmo e do Plano da Salvação de maneira progressiva ao ser humano depois da Queda, o mesmo aconteceu no modo de agir de Satanás.

A revelação do Mal também foi progressiva, nem poderia ser diferente. É preciso preparar a mente das pessoas, incutir idéias profundamente, torná-las parte da Cultura, incrustar o engano de tal modo que não possa ser arrancado.

Naqueles primórdios, talvez ele estivesse apenas "sentindo o terreno", familiarizando-se com o Homem, observando até que ponto poderia ir. Para isso, como já foi dito, ele precisava tanto da personificação do Bem quanto da personificação do Mal.

Na Antiga Babilônia, observamos que os deuses comportavam-se de maneira estranha, eram "meio de Lua", quer dizer... se de bom humor, causavam o Bem. Se irados, causavam o Mal. O Bem e o Mal podiam residir numa mesma Entidade, e isso era uma maneira de sutilmente Satanás introduzir sua doutrina relativista de que Bem e Mal não são Absolutos.

No período Neobabilônico, aprendemos sobre os Zigurates, cujo maior deles fez alusão à famosa Torre de Babel. Lembram-se do que havia no topo do Zigurate? Um Templo a céu aberto, cheio de salas, e onde estava o Trono de Marduk, principal Entidade Babilônica. Quem seria Marduk, não? É relativamente fácil de adivinhar: o próprio Lucifér.

Que faziam os homens ali a não ser querer chegar aos céus, e serem, de algum modo, semelhantes aos deuses? Cometiam o mesmo pecado de Satanás! Os Assírios cultuavam milhares de Entidades... por trás de cada uma, um Demônio que se deliciava com a adoração que recebia. A Cultura grega é especialista em personificar deuses sujeitos às mesmas paixões que os seres humanos, podendo sentir ódio, amor, ciúmes, inveja, orgulho, desejo de matar; alguns são altruístas, outros maquiavélicos.



Os deuses gregos podiam ter seus filhos com as mulheres mortais, dando origem aos semideuses. Vê como esse tipo de relação é antiga?!

Por que isso tudo aconteceu? Não do ponto de vista Bíblico, mas do ponto de vista Satânico....

Uma vez que os homens tornaram-se habitat do Bem e do Mal, e são como que "meio filhos de Deus" e "meio filhos do Diabo", agora eles podem, através do seu livre-arbítrio, fazer sua própria escolha. A que Deus querem servir... se ao Senhor... se a Lucifér! E se o Diabo conseguir ter um contingente maior de adeptos... se o seu reino for maior... ele é deus! Uma sutileza nada sutil, mas uma linha de raciocínio bem interessante.

SE Deus criou o Homem para compartilhar com Ele a Sua Glória, e ser pelos homens adorado, e ter comunhão tão estreita a ponto de poder ser chamado "Pai" pelos seus filhos... mas, de repente esses que Deus criou preferirem servir e cultuar milhares de outros deuses, e, sendo influenciados por estes, tornaram-se mais à imagem destes do que à imagem de Deus... então Lucifér venceu. Por isso a Terra se corrompeu tanto! Satanás acabou tomando a Criação de Deus para ele mesmo.

Portanto, ao longo da História, usando de todo artifício de engano, Satanás convenceu o Homem e este perdeu completamente contato com o Deus verdadeiro. Logicamente que alguns poucos continuaram, mesmo no caos espiritual reinante, fieis ao Senhor.

Além do Politeísmo religioso, como aprendemos antes, quando uma Civilização era conquistada por outro povo mais forte, isso significava que seus deuses também tinham sido derrotados. Grande gracejo do Diabo e dos Demônios, uma vez que os nomes das Entidades e a forma de Culto iam mudando, mas os que eram adorados, seja sob o nome que for, continuavam sendo os mesmos: Lucifér e seus Demônio de alta hierarquia.

Claro que não havia espaço para todos... por mais deuses que fossem cultuados, a terça parte dos anjos caídos certamente não conseguiria encaixar-se nesta listagem.

O Sincretismo Religioso foi muito intenso, e, embora a Irmandade não entre em detalhes a respeito dos antigos Ritos da Mesopotâmia, a verdade é que foram, aos poucos, incutindo na mentalidade humana, ao longo das Gerações, a necessidade dos Ritos, das Cerimônias, das oferendas de sacrifício. Uma revelação progressiva de que era importante, e cada vez mais um pouco...procedimentos cabalísticos, astrológicos etc...

Isso tudo chegou a um ponto de fato importante com dois Povos: os Egípcios e os Celtas. Pode parecer estranho que um povo que construiu algo semelhante à Torre de Babel não tenha sido citado como importante pela Irmandade.

Ainda mais porque a Bíblia fala bastante em Babilônia, como representante de um sistema mundano, totalmente decaído e desviado de Deus e da Verdade. Mas podemos dar um exemplo para facilitar a sua compreensão:



Os Romanos, do ponto de vista Histórico, impactaram sobremaneira com o domínio exercido pelos Imperadores. Já do ponto de vista espiritual, nem tanto... você estudou a Religião deles. Nada de muito especial. Bem diferente dos seus precursores Egípcios, e também dos Celtas.

Do ponto de vista espiritual, pode-se dizer que Egípcios e Celtas impactaram muito mais, pois influenciaram profundamente o comportamento de pessoas à sua volta... pessoas que faziam a História acontecer!

Como já foi comentado, o Diabo não pretendia deixar seus rastros ao longo do Tempo. Sabemos que muita História dos Egípcios se perdeu; sua Religião era complicada e esquisita para nossos costumes, quase que inteiramente voltada a mumificar defuntos e buscar a eternidade. Os Druidas poucos manuscritos deixaram, praticamente nada escrito.

Mas não é o que aconteceu de verdade.

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