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A Diferença Entre Os Predestinados E Os Eleitos (Chamados)

Vamos entender, contudo, uma grande verdade! Deus predestinou alguns (Selados), mas muitos foram chamados (Eleitos)!

No Novo Testamento, a Irmandade considera como Selados apenas João Batista e Jesus. Mas muitos outros foram ícones da História da Igreja e dos primórdios do Cristianismo, como nós muito bem sabemos. Certamente havia Selados entre eles. Agora, entenda a diferença, tomemos por exemplo os Apóstolos.

Eles foram "Chamados", foram "Eleitos", e nessa condição poderiam ter escolhido seguir Jesus ou não. Sempre fui levado a acreditar que Paulo deveria ter um "Big Selo", tal seu raio de ação e influência, que foi fundamental para a existência do Novo Testamento e da explicação de enormes Verdades do Cristianismo. Ou Pedro, ou João... homens simples... homens de coragem!

Mas o próprio Paulo define sua Missão: "Fui chamado para ser Evangelista e Apóstolo". Observe: "Chamado". Ele poderia ter apenas continuado como Saulo de Tarso, embora salvo e Cristão. Poderia não se submeter às "leves e momentâneas tribulações", às viagens, às privações, às humilhações por amor ao Chamado, à entrega incondicional a Cristo. Mas usou bem seu livre-arbítrio, e aceitou seu Chamado.

Quem é maior? Moisés ou Paulo? Não podemos medir desta maneira. Um era Predestinado... o outro "combateu o bom combate, completou a carreira e guardou a fé". Cumpriu seu Chamado! Não há maior ou menor quando se está perfeitamente no centro da Vontade de Deus e se cumpre o seu Destino Espiritual.

A diferença está em que uns poucos não podem fugir deste Destino, para que a História se cumpra. Quanto aos demais... se quiserem perder a bênção, morrer no deserto, deixar de conquistar, de obedecer, de amar o Pai... continuam salvos e filhos, mas experimentam pouco da vida Cristã e das suas conquistas.

Dentro da Irmandade, crê-se que Judas, por exemplo, Deus escolheu de fato. Mas, segundo a visão do Satanismo, eles conseguiram alterar a "polaridade" de Judas e ele passou a ser uma ferramenta, um instrumento nas mãos do Inferno.

Então, embora Deus o tivesse escolhido, eles cancelaram isso e aquele que poderia ser bênção tornou-se instrumento de maldição... o mesmo se deu com muitos outros chamados por Deus: perderam sua bênção, não cumpriram a carreira: a primeira geração dos Israelitas que saíram do Egito; Nadabe, Abiú; até mesmo Moisés, que teria não somente contemplado a terra, mas habitado nela; Saul; muitos Profetas do Antigo Testamento, que optaram por profetizar segundo a alma e não segundo o Espírito; a maior parte dos irmãos de Jesus, que teriam outra vida se tivessem crido Nele; Ananias, Safira... tantos e tantos!

A julgar pelas exortações do Apóstolo Paulo às Igrejas... muitos, embora salvos, preferiam viver segundo a carne e não segundo o espírito. Não muito diferente do que acontece hoje em dia...

No entanto, como os Selados estarão, em um momento de suas vidas com um "alvo no meio das costas", é claro que a esses o Pai terá, muitas vezes, de usar de estratégias diferentes para treiná-los e prepará-los para a Missão que lhes cabe. "Diferentes", essa é a palavra; se haverá muito ou pouco do sobrenatural de Deus, não sabemos... Davi era Selado e não viu anjos, não presenciou grandes "efeitos sobrenaturais" como Moisés, por exemplo.

Paulo não tinha Selo, e experimentou uma vida inteira de sobrenaturais por causa da Nova Dispensação da qual fazia parte e do Ministério recém-chegado do Espírito Santo; João Batista tinha o Selo... mas terá ele visto muitos milagres? É relativo. O Treinamento depende da Missão.

O que os Selados têm que o resto não tem, ou isso não tem fundamento?

Falamos tudo isso para evitar um "delírio coletivo" dentro da Igreja, porque temos percebido que muitas pessoas estão divagando, acreditando que têm o Selo, quando isso não é verdade. E qualquer tropeção na rua já é sinal de que a Irmandade as está perseguindo. Isso decididamente não é bom.

O que interessa é que cada um ocupe, no Final dos Tempos, o seu lugar correto dentro do Corpo de Cristo, e não venha a perder tempo com futilidades que somente o afasta do verdadeiro propósito de Deus. Como foi possível perceber até agora, existem evidências comprováveis e muito específicas. Não se pode sair por aí simplesmente dizendo: "Eu tenho o Selo".

Embora no final dos Tempos venham a existir muitos Selados, como nunca houve na História, o seu número é bastante pequeno em relação ao número de filhos de Deus.

É uma mínima porcentagem, e isso não digo para vangloria de ninguém, nem enfurecimento de outros, mas para que a Verdade seja conhecida e aqueles que desejam realmente servir ao Pai possam fazê-lo sem cometer enganos em relação ao seu Destino Espiritual. Não é hora para divagações, e quem for maduro e realmente sábio saberá entender o que estamos dizendo.

Apenas para que você tenha uma idéia dos números: hoje somos cerca de 26 milhões de Evangélicos apenas no Brasil (segundo dado da Revista Veja/ 2004). Podemos afirmar que os Selados que Deus já recrutou e ainda vai recrutar até 2006 (depois disso, não mais), cuja Missão é de Restauração da Noiva para a volta de Jesus (isso é bastante abrangente), é um Exército cujo número já foi Predeterminado.

A Irmandade espera, para o final dos Tempos, que esse Exército seja erguido. Não sabem qual o número exato que Deus predeterminou, mas pela sua "Chave de Tempo" e conhecimentos específicos, sabem que serão muitas pessoas e estas, as que têm o Selo para o final dos Tempos, na maioria (mas não na sua totalidade, obviamente), em 2006 deveriam oscilar entre 35 e 40 anos. Claro que alguns serão mais novos, ou mais velhos, mas trata-se de pequena, pequena, muito pequena minoria.

Mas quantos são esses?

Observe a seguinte conta, levando em consideração tão somente 3% dos Evangélicos Brasileiros:
26.000 + 26.000 + 26.000 = 78.000
O número de Selados que Deus separou, em TODO O MUNDO, é menor do que esses 3% de Brasileiros!

Portanto, deixemos de divagar, perdendo com isso de exercer o que Deus tem para cada um de nós! Algo, no entanto, podemos dizer àqueles que já passaram pelos nossos Seminários e receberam a Unção. Sob direção de Deus, em alguns Seminários foi determinado que se liberasse sobre uns poucos a mesma Unção que foi derramada sobre nós (leia Guerreiros da Luz). Hoje sabemos que todos os que receberam a Unção são Selados de Deus!

Sabemos também que para cada casal de Selados será dado mais onze casais de Eleitos, para totalizarem doze homens e doze mulheres. Esses onze serão como um Corpo Vivo junto com o casal de Selados, como os valentes de Davi.

Contudo, como serão Chamados, poderão aceitar ou não o Chamado, permanecer nele ou não. A vontade perfeita de Deus é que todos permaneçam até o fim... mas isso irá do livre-arbítrio de cada um.

Quando o Selado for um homem apenas, ele terá mais onze homens com ele; se for uma mulher, terá mais onze mulheres com ela.

Poderá haver casais onde apenas um dos dois é Selado, e o outro pode ser Eleito; ou até mesmo uma obediente Ovelha. Isso não denigre ninguém, por favor, que fique bem claro. Muitas Ovelhas obedientes serão honradas e ocuparão lugares e verão coisas que os falsos "Profetas", falsos "Levitas", falsos "Apóstolos" nem sonham. Estes perceberão, tarde demais, que a Ovelha se foi - arrebatada com o Noivo - e eles ficaram, para contemplar face a face o anticristo e experimentar os horrores do Apocalipse.

Os Satanistas sabem destas coisas pautados na "Chave de Tempo", que no final dos Dias haverão muitos Selados (em comparação aos que já tinham surgido até então); um verdadeiro Exército, erguido para o Fim, em todo o Globo. Isso é motivo de muita atenção deles, pois o tempo já chegou.

A monitoração é muito importante porque, contando com o livre-arbítrio do ser humano, eles esperam poder impedir o reavivamento, impedir a Restauração da Noiva! O maior prazer do Diabo seria, quando Jesus voltar, não haver praticamente ninguém digno de ser levado, e dizer a Ele: "Destruí toda a Sua Criação, não sobrou pedra sobre pedra! Todos aqueles que Você criou, e esperava grandes coisas deles... veja só! Eles me servem, e Você será obrigado a mandá-los para o Lago de Fogo e Enxofre comigo!!!".

É claro que o que Satanás ensina aos seus filhos é que, quando houver a Batalha Final, eles (Irmandade, todas as legiões rebeldes e o próprio Lucifér) serão os vencedores, neutralizando esses que têm o chamado para o Final dos Tempos.

Pergunta-se... já não é sem tempo... será que Satanás ainda não percebeu que quem tem um Selo não arrefece nunca? E predestinado mesmo?

Entenda o seguinte. Ele não é onisciente. Várias vezes observou alguém que estava indo muito bem. Atacou, atacou... nada! Será que tem o Selo? É provável... olham, olham, esperam confirmação. Por algum motivo, eles sabem que nem sempre conseguem ver o Selo, sabem que Deus esconde essas pessoas. Então, de repente... Pimba! Conseguem derrubar o tal. Era um Selado mesmo? Não era? Fica a dúvida. Então, Satanás não tem preguiça. Ele sempre, sempre, sempre irá contar com o livre-arbítrio dos homens. Para ele, ainda resta a dúvida se os Selados podem mesmo se desviar ou não. Mas a resposta é não. Não podem.

Então, irmãos, por favor... sejam sábios! Está havendo uma torrente de histórias cuja interpretação é errônea. Pessoas têm sido atacadas por demônios, sim, mas na sua grande maioria é em decorrência das brechas e ilegalidades que têm em suas próprias vidas. Nada tem a ver com a Irmandade, nem todo ataque espiritual tem a ver com a Irmandade!

Aliás, em se tratando de 26 milhões de Evangélicos, podem ter certeza de que é uma pequena minoria que é alvo real dos verdadeiros Satanistas. Eles sabem que esse número é virtual. Não faz muito tempo e um Sumo Sacerdote da Irmandade, pelo telefone, rindo, nos disse que nem 1% destes 26 milhões de fato é comprometido com Deus.

Cada um que julgue por si se a afirmação dele tem fundamento ou não.

Enquanto isso, ficamos a nos vangloriar contando histórias mirabolantes, procurando com isso chamar atenção para nós mesmos! No fundo, no fundo, essa é a realidade: parece que ser alvejado pela Irmandade tornou-se um símbolo de "orgulho", de pessoas que estão querendo dizer, em outras palavras: "Olhe para mim, veja como sou bom, veja minha espiritualidade... por isso o Diabo está interessado em mim!".

Sinceramente, irmãos... e isso dizemos pois muitos de vocês são os Líderes da Igreja Brasileira... de todas as infindáveis histórias que ouvimos e recebemos por e-mail... quase nada tem a ver com a Irmandade. O problema real, a verdade nua e crua é que os demônios fazem festa em pessoas, casamentos, famílias, empregos e ministérios por falta de compromisso com Deus. Com esses, não há porque a Irmandade intervir, concordam? Não aprenderam o básico ainda.

A seguir, para sua curiosidade e aprendizado, há um resumo da vida e do Ministério de Jesus. Analisamos seu nascimento, Ministério, estratégias contra o inimigo etc... porque, se alguém foi de fato alvo exclusivo do Diabo, essa pessoa foi Jesus! Ele é exemplo para nós!
Quanto A Vida De Jesus Na Terra
Jesus = nome da pessoa do nosso Senhor

Cristo = designa o título da sua pessoa (Crhistos - Grego; Mashiah Hebraico)


A) Nascimento - Data X Dados Históricos:

O nosso Calendário é o Calendário Gregoriano, e ele teve sua origem pouco antes de meados de 556 d.C, criado por um Abade Romano que tomou por ponto de partida o ano da encarnação, isto é, o ano do nascimento de Cristo. E o ano I da nossa Era, segundo ele, coincidiu com o ano 754 da fundação de Roma.

Já sabemos que Jesus não nasceu em 25 de dezembro. Sabemos que foi durante a Festa dos Tabernáculos, no ano seguinte à anunciação da concepção de João Batista pelo Arcanjo Gabriel. Vamos agora determinar em que ano isso aconteceu, e logo você entenderá porque estamos batendo tanto nesta tecla.

Houve um erro por parte do Abade Romano, e vamos ver com calma isso agora. Segundo o conhecido Historiador Josefo, analisemos alguns eventos históricos:

- A morte de Herodes, o Grande: foi pouco depois do nascimento de Jesus. A História nos conta que isso aconteceu alguns anos antes do ano 754 da fundação de Roma. Portanto, o ano I da nova Era não pode coincidir com o ano 754 (Mt 2.19-22).

- A duração do seu Reinado: Herodes, o Grande, esteve sobre o trono da Judéia como Rei durante 37 anos; sabemos pela História que esta nomeação, instituída pelo Senado Romano, deu-se em 714. Portanto: 714+ 37 = 750 ou 751.

- O Eclipse Lunar: pouco antes da morte de Herodes, o mesmo Josefo conta que ele mandou executar dois rabinos judeus, e na noite da execução ocorreu um eclipse lunar. Cálculos astronômicos evidenciam um eclipse parcial da lua na noite de 12 ou 13 de março de 750, ao passo que nada aconteceu em 751.

- A Páscoa: narra também Josefo que a morte de Herodes aconteceu pouco antes da Páscoa. Naquele ano, esta festividade aconteceu em 12 abril do ano de Roma 750.

- Em resumo: a morte de Herodes aconteceu menos de um mês após a execução dos rabinos, no início de abril de 750; portanto, 4 anos antes do marco da Era Cristã, cujo início ficou datado em 754, e não 750.
É fácil concluir que se Jesus nasceu alguns meses antes da morte de Herodes, o Grande, é muito provável que tenha sido no final do ano 5 a.C, ou o ano 749 de Roma!

Puxa, parece confuso?! Está claro até aqui? Tudo isso foi uma pequena confusão de datas, mas leia com atenção e entenderá melhor. Em breve você verá qual a importância de conhecermos exatamente a data correta do nascimento do Messias. Não é meramente uma cultura inútil!

Vai nos ajudar a compreender como se manifesta o Selo Espiritual, e como esse tipo de conhecimento influencia e fornece ferramentas importantes nas mãos de nossos inimigos, pois este é um conhecimento que eles dominam (em parte).

O TODO somente o Senhor Altíssimo, Onisciente, conhece. Ele é o Senhor da História, mas há sinais que se podem aprender a conhecer, e com base neles, fazer predições com extrema exatidão. A Irmandade sabe e utiliza estes sinais.

Por isso, vamos adiante!
- O Batismo de Jesus: Este é mais um dado que facilita e sustenta a nossa hipótese do nascimento de Cristo ter-se dado antes do demarcado início da Era Cristã. Lc. 3.23 diz que o batismo de Jesus aconteceu quando ele tinha quase 30 anos. Pelo que vimos anteriormente, Jesus completaria 30 anos em final de 25 d.C. Portanto, foi batizado e iniciou seu Ministério antes de setembro de 25 d.C.
- A reconstrução do Templo feita por Herodes: durou 46 anos. Dados Históricos provam que isso começou cerca de 19 ou 20 anos antes do início da Era Cristã. Novamente: 20 + 26 = 46. Supondo que o término fosse recente ou estivesse decorrendo quando os judeus fazem esta citação, isso novamente nos leva para meados do ano 26 d.C, quando Jesus já estava em pleno Ministério e tinha seus discípulos.
- O décimo quinto ano de Tibério César: conforme afirmação em Lc 3.1, João Batista iniciou seu Ministério neste período, e sabe-se que Tibério esteve associado com Augusto César no início do seu governo do Império Romano, em 11 a 12 d.C Some-se: 12 + 15 = 27 d.C. Isto aparentemente não confirmaria nossos cálculos, pois João Batista começou seu Ministério antes de Jesus; mas nos esquecemos que a contagem deles (no momento em que foi escrito o Evangelho) não confere com a nossa devido à mudança de Calendário! O 15o ano de Tibério César aconteceu alguns anos antes de 27 d.C, pela contagem do nosso calendário. Aí, tudo volta a bater corretamente. 27 - 5 = 22; dependendo do mês, isso pode cair tanto no ano 22 d.C, como já em 23 d.C. Se Jesus começou seu Ministério antes de setembro de 25 d. C, dá aí uma diferença de mais ou menos dois anos, dois anos e meio, até três anos entre o início do Ministério de João e o Ministério de Jesus. O que é aceitável, pois João precisava de um mínimo de tempo para "preparar o caminho do Senhor".
- O ano da morte de Jesus: determinado pelo número de Páscoas de que fala o Evangelho de João. Ele menciona três Páscoas (Jo 2.13; 6.4; 13.1). A Páscoa acontece no início do ano, como já vimos, em meados de Março. Jesus completaria 34 anos em Setembro/Outubro de 29 d.C, pois 29 + 5 = 34. Isso coincide com o início do Ministério em 25 d.C. E sua morte teria acontecido na Páscoa de 29 d.C, quando ele estaria com 33 anos.

Agora que determinamos perfeitamente a data do nascimento de Cristo, podemos analisar o último fator que a Irmandade cita como sendo uma parte fundamental da Fórmula para identificar um Selado: o fenômeno Astrológico, ou Astronômico. Se a Chave de Tempo estava correta, os cálculos Numerológicos... algo tem que ter acontecido nos Céus! Em relação a outros personagens Bíblicos, não vamos encontrar referências na Bíblia, mas a Ciência aponta para algumas coisas interessantes.

A Bíblia nos traz relato sobre a "Estrela de Belém" em uma única ocasião, em Mt 2.1-16.
B) O Que Era A Estrela De Belém???

1) Temos as opiniões simplistas:

- Trata-se de um Milagre, portanto não há explicação possível.

- Não se deve tomar a Bíblia ao pé da Letra, fazendo dela uma Verdade Histórica em todos os sentidos; portanto, nunca houve uma "Estrela de Belém".
2) Temos o fruto das imaginações populares, que confundem o que é Bíblico com o que não é: — Por exemplo, ao longo do tempo, os Magos foram transformados em Reis, seu número era de três, e até nome receberam. Nada disso condiz com a Bíblia. O número 3 foi estipulado devido à natureza de seus presentes, mas segundo a tradição Oriental foram 12 os Magos que visitaram Jesus.

- A Estrela passou a ser retratada sobre a manjedoura; e acabou transformada num Cometa, como vemos no célebre quadro de Giotto, pintado em Pádua, no Século XIV; detalhe: esse quadro foi feito depois de uma passagem espetacular do Cometa Halley!

Haverá algo de concreto e verdadeiro na Estrela de Belém?

Tem de haver, para comprovar parte da Teoria dos Satanistas, de que "Os Céus apontam" para esses enviados de Deus. Mas que tipo de fenômeno é? Já dissemos que são fenômenos raros, não se trata de qualquer coisa.


3) Vamos ver o que diz a Ciência:

- Quanto aos Magos:

terão vindo provavelmente de regiões da Babilônia ou Pérsia. O termo "Mago" é referente a homens sábios, astrônomos, astrólogos; dominadores das Ciências da época. Não estava necessariamente ligado a qualquer tipo de Magia, e eram bastante respeitados em todo o Médio Oriente. Aliás, chamá-los de "Reis" apenas poderia ser uma maneira de refletir sua importância na Sociedade da época. Isso já foi comentado antes, em algum lugar....
- Quanto ao fenômeno Celestial:

• Uma das primeiras Hipóteses: proposta por Orígenes (183 - 254 d.C), ele supôs que o agora conhecido cometa de Halley teria sido o astro visto pelos Magos; contudo, se levarmos essa explicação como correta, iríamos conflitar com registros chineses — notáveis observadores do Céu — e teríamos um erro de mais de 11 anos na data atribuída ao nascimento de Jesus. Mas ficou a hipótese da Estrela de Belém ter sido um cometa não periódico, de intenso brilho.

• Final de 1572: Tycho-Brahe, astrônomo dinamarquês, descobriu uma estrela muito brilhante na Constelação de Cassiopéia, cujo brilho era tão grande que o novo astro pôde ser visto mesmo à luz do dia, durante quase 20 meses. Mais tarde, esse fenômeno seria conhecido como Nova e Supernova, terminologia empregada em Astronomia para designar estrelas que explodem, aumentando assustadoramente de brilho (podem chegar a ser até 10 bilhões de vezes mais brilhantes que o Sol), para depois de algum tempo praticamente desaparecer do Firmamento.

O núcleo da estrela, que sobra após a explosão, se transforma geralmente em uma Anã Branca. Astrônomos de fato encontraram ocorrências de Novas no ano 5 a.C, o que não se contrapõe à data do nascimento de Cristo. A hipótese da Nova ou Supernova encontra adeptos até os dias de hoje para explicar a Estrela de Belém.

• 1603: J. Kepler, Astrônomo e Astrólogo Imperial, além de falar na Supernova, citou uma conjugação prévia de Júpiter e Saturno; eles apareceram no mesmo meridiano celeste, um debaixo do outro, e isso foi seguido por um agrupamento de ambos os planetas com Marte de maneira que os três ficaram muito perto um do outro. Astros brilhantes como Saturno, Júpiter e Vênus (a conhecida Estrela Dalva) podem aparecer no céu em posições que dão realmente a idéia de proximidade entre eles.

Essa é a chamada conjugação de que falou Kepler, e uma conjugação tríplice poderia ter sido a Estrela de Belém. Só que a partir daí ele imaginou que essa disposição dos planetas teria criado a Supernova brilhante. Seria um avanço a mais, no entanto hoje sabe-se que essa explicação é impossível.


• Depois de Kepler: levando em conta a conjugação de Planetas, alguns admitiram que os Magos até poderiam tê-la visto, mas esse não é um fenômeno raro e espetacular a ponto de despertar tanto interesse. Embora haja registro da conjugação de planetas, como Kepler já havia demonstrado, não há qualquer registro de uma Supernova espetacular na data compatível com o nascimento de Cristo, apesar dos registros citados antes. Nem toda Nova vai causar uma comoção...!

• Cometa? Mas por que não haveria registro dele em nenhuma outra cultura contemporânea à época?...

A verdade é que estas explicações possuem duas grandes falhas: primeiro que nenhum dos fenômenos celestes citados poderia apresentar o estranho "comportamento" da Estrela de Belém. Pois ela teria precedido os Magos na viagem, depois os teria orientado de Norte para Sul, tendo parado no local onde estava Jesus. Segundo: os Judeus de Jerusalém deveriam igualmente ter visto um fenômeno tão ímpar e estranho no Céu, fosse ele estrela, ou cometa, ou seja lá o que quer que fosse! E teriam sua atenção despertada. A não ser que os Judeus não tivessem qualquer noção de que aquilo fosse algo importante, que estivesse sinalizando algo importante...
4) A atual perspectiva do fenômeno:

• Mark Kidger: Astrônomo Britânico, seu livro foi editado pela Princeton University Press, e ele lançou a "Teoria das várias Estrelas de Belém", ou seja, a Estrela de Belém não foi um evento único, mas uma seqüência de eventos. Foi justamente isso que possibilitou a interpretação dos Magos e a localização do lugar onde Jesus tinha nascido.


• Primeiro Sinal: tripla conjugação de Júpiter e Saturno, que se registrou no ano 7 a.C, na Constelação de Peixes. Ridger argumenta que Peixes é o signo da Judéia, sendo que qualquer fenômeno aí registrado imediatamente reportaria os Magos à região. Os Magos da Babilônia e da Pérsia viviam sob influência da Astrologia Grega, Romana e Zoroastrista.
• Segundo Sinal: agrupamento dos planetas Júpiter, Saturno e Marte, que se registrou em fevereiro do ano seguinte, 6 a.C, igualmente em Peixes (até aí, palmas para Kepler).
• Terceiro Sinal: conjugação de Júpiter e da Lua, que se realizou em fevereiro de 5 a.C, na mesma Constelação (não se esqueça que, segundo o que foi discutido até então, Jesus teria nascido em setembro de 5 a.C). => Quarto Sinal: aí vem a diferença fundamental com Kepler, pois Ridger afirma o aparecimento de uma Supernova, mas não tão espetacular que pudesse despertar interesse na Judéia, onde aparentemente esse tipo de conhecimento não era chegado.

Portanto, simplesmente passou despercebido, mas para os Magos Orientais, aquele evento seria complementar dos outros três, e teriam se colocado a caminho para a Judéia. Chegando a Jerusalém, pelo movimento natural dos Céus, a Nova que teriam visto a Oeste durante a madrugada, apareceria agora a Sul, indicando o caminho para Belém.

A Teoria é bastante interessante mas não esclarece a linha de raciocínio que eles usaram, porque o aparecimento da Nova teria apontado caminho para a Judéia, ou porque teria relação com os eventos anteriores observados na constelação de Peixes. Nem nos dá qualquer dica de por que aqueles fenômenos indicavam o "nascimento do Messias, do Rei dos Judeus". Pois, segundo Mt 2.1-2, os Magos do Oriente chegaram a Jerusalém perguntando onde estava o "Rei dos Judeus, pois viram a Sua Estrela no Oriente e vieram adorá-lo".

Claro está que o conhecimento que eles tinham sobre o Mapeamento Espiritual que se podia observar nos Céus está além da compreensão da Ciência!


• Michael Moinar: Astrônomo Norte-americano, teve sua obra publicada pela Rutgers University Press, e apresentou um argumento bombástico contra a teoria de Ridger ao afirmar que segundo dezenas de estudos e autores da Antigüidade, inclusive o renomado Ptolomeu, o signo da Judéia não era Peixes, e, sim, Carneiro.

Sua própria explicação da Estrela de Belém é inovadora e baseou-se em leituras das edições mais antigas do Evangelho de Mateus, escritas em Grego.


• Júpiter teve conjugação com a Lua em 17 de abril de 6 a.C. Mas essa conjugação não seria visível a olho nu, pois aconteceu perto do Sol. Apenas Astrônomos e Astrólogos poderiam tê-la calculado.
• Então, o texto de Mateus poderia ser traduzido de uma forma bem mais simples: Júpiter nasce a Oriente do Sol seguindo movimento de Leste para Oeste no Céu (movimento chamado retrógrado), e depois estaciona. Isso teria acontecido em 19 de dezembro de 6 a.C, oito meses depois do conjugação, o que cairia em junho/julho de 5 a.C. pelo Calendário Judaico Depois recomeçou o movimento habitual dos planetas, ou seja, de Oeste para Leste.

Dado que não sabemos quanto tempo é possível que Júpiter tenha permanecido estacionado, a verdade é que bem poderia ter ficado até setembro de 5 a.C, data do nascimento de Jesus.

Resta saber se tal fenômeno seria incomum o suficiente para que os Magos o associassem ao nascimento de um Rei. Mas a verdade é que, para eles, não havia a menor sombra de dúvida, uma vez que vieram muito bem provisionados, a julgar pelos presentes caros que foram dados àquela família tão simples. O que estava escrito nos Céus, fosse lá como fosse que tenham lido e chegado às suas conclusões, era de tal maneira forte e tão absolutamente significativo que a aparência das circunstâncias em nada mudou as convicções dos Magos!

Talvez... veja bem... somente talvez, em suma, possamos acreditar que a explicação para a estrela de Belém não esteja exatamente no fenômeno celeste em si, mas no simbolismo e na interpretação que pode ser dada a ele, ou eles, de acordo com conhecimentos que vão além da nossa compreensão humana.

Falta ainda uma explicação sobre o fenômeno que aconteceu sinalizando o nascimento de Jesus: a que é dada pelos Satanistas .

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