Digitalização: Sandra



Baixar 1.56 Mb.
Página28/33
Encontro29.07.2016
Tamanho1.56 Mb.
1   ...   25   26   27   28   29   30   31   32   33

Lugares Onde Paulo Andou Neste Segundo Período De Sua Vida

Informações geográficas, além de poucas, não são muito certas. A Bíblia teve por objetivo narrar o período de Apostolado de Paulo, momento em que se tornou líder. O Líder nem sempre precisa ter multidões à sua volta. Seguindo-o, como teve Moisés, nem valentes e exércitos e súditos como Davi. Paulo foi líder de um pequeno grupo que viajou com ele nas suas 3 viagens Missionárias.

Depois, tornou-se o Líder por excelência das Comunidades que fundou, mas não estava sempre lá. Contudo, mesmo distante, sabia tudo a respeito de todos, estava sempre em contato, sempre sendo o verdadeiro responsável pelo que ocorria, tomando sobre seus ombros o bom ou mau andamento das coisas, ensinando, exortando, disciplinando e formando novos líderes locais, capazes de gerir bem a Comunidade.

Num tempo como aquele, em que as viagens eram longas, perigosas, e não havia correios e e-mails, é de admirar como Paulo conseguiu ser um verdadeiro Líder para toda essa gente, tão distante umas da outras. Hoje em dia - perceba que falaremos muito no HOJE - muitos dos nossos Líderes moram do lado da Igreja e nem se consegue falar com eles!...

Mas, bem, vamos lá... onde esteve Paulo depois da sua conversão???

Ele queria pregar, isso é fato! Queria imediatamente sair gritando aos quatro cantos que Jesus era o Messias! Parece que se esqueceu total e completamente da vida que tinha em Jerusalém, pois ainda em Damasco, ele começou o anúncio das Boas Novas. Naturalmente, provocou um conflito com os Judeus, pois todos sabiam quem era o temível Saulo de Tarso! Aquela historinha para boi dormir só podia ser alguma artimanha suja para descobrir os verdadeiros Cristãos e degolá-los!!!

Tudo o que aquele homem fazia era devastar as Comunidades de Judeus Cristãos que começavam a surgir. Era só o que faltava, aquele homem tinha de ser expulso dali o quanto antes! Ou... melhor ainda! Sozinho e desguarnecido, por que não matá-lo de uma vez?!

Logo que se sentiu refeito depois dos três dias de jejum, e que voltou a enxergar, Paulo logo pregava nas Sinagogas; mas todos que o ouviam ficavam atônitos. "Não é este aquele que exterminava os Cristãos em Jerusalém??! E que aqui chegou para levar amarrados os que invocam o nome de Jesus aos principais sacerdotes?!". Bem ao jeito determinado e característico do antigo Saulo, ele continuou pregando que Jesus era o Filho de Deus, e confundia os Judeus de Damasco.

Apesar de Paulo ser muito convincente no que dizia, para todos aquilo era inconcebível! Agindo de modo irracional, tudo o que viam em Paulo era um inimigo, independente do discurso. Logo, em dias, estavam dispostos a tirar-lhe realmente a vida. Mas Paulo acabou por descobrir o plano, só que dia e noite as portas da cidade estavam guardadas! (At 9.20-24)

Paulo já devia ter alguns discípulos que criam nele, e foram esses que o tiraram da cidade, de noite, naquele célebre episódio do cesto. Foi uma fuga desesperada e perigosa, pela primeira vez Paulo sentia na pele o terror de ser perseguido por quem quer a sua morte. E isso poucos dias depois da conversão! Temos a tendência de não contextualizar muito bem certos textos da Bíblia, e por vezes dá-se a impressão que esse episódio aconteceu muito depois, quando Paulo estava já "acostumado" às perseguições. O ato da fuga foi arriscado. Ele corria o risco de ser interceptado por uma turba assassina e ser linchado. Mas fugindo à noite, pela muralha, havia o perigo de cair e se machucar seriamente, pois as muralhas das cidades antigas eram altas, provavelmente vários andares.

Dali Paulo foi para a Arábia, onde ficou por três anos. Ele mesmo conta, mais tarde, na sua carta aos Gálatas, que não mais voltou a Jerusalém depois de sua fuga de Damasco, nem procurou os que já eram Apóstolos antes dele, tal sua convicção do chamado (e, talvez, pela péssima recepção dos Judeus de Damasco, achou melhor não correr riscos desnecessários).

Não sabemos o que ele fez durante esse tempo, mas é certo que Deus deve ter operado muito, quer Paulo o percebesse, quer não. Acabou então voltando para Damasco, e enfim foi para Jerusalém (Gl 1.15-18). Procurou, então, os Apóstolos — não por orgulho ou presunção, mas certamente por reconhecer neles uma autoridade especial, pois tinham andado com o Senhor. Esteve 15 dias com Cefas, e era de se esperar que os demais viessem vê-lo. Mas ninguém foi; Paulo tão-somente conheceu Tiago, irmão de Jesus (Gl 1.19).

Bem, aparentemente ele não foi acolhido pela Comunidade de Jerusalém. Que haveria de fazer? Todos o temiam e não acreditavam que ele fosse realmente Cristão. Não ali, em Jerusalém, depois de tudo o que tinha feito, à vista de todos! (At 9.26)

Paulo estava sozinho; não tinha ninguém, não tinha nada. Somente o chamado e a presença do Senhor Jesus. Se Paulo visitou algum amigo pessoal ou membro do Sinédrio não sabemos. Mas creio que, se o fez, deve ter sido tachado de louco e abandonado por todos.

Ora... não havia muito mais o que perder, só a roupa do corpo...

Mas então um "milagre aconteceu"! Depois daqueles três anos de isolamento na Arábia e de sua tentativa frustrada de aproximar-se dos Discípulos, Barnabé, crendo na sua sinceridade, o levou consigo e o apresentou aos Apóstolos e contou-lhes o testemunho de Paulo. Ali ele ficou, pregando com os Apóstolos, entrando e saindo da cidade.

Mas o caráter colérico e impulsivo de Paulo ainda tinha que ser trabalhado. Talvez ele pudesse ter permanecido mais tempo em Jerusalém, e aprendido mais com aqueles que já eram Apóstolos; talvez não tenha sido a perfeita vontade de Deus que Paulo novamente tivesse que partir. Mas criou confusão com os chamados Helenistas, e estes acabaram por querer — novamente - tirar-lhe a vida.

Ao que parece, nesse começo o fervoroso Cristão recém- convertido queria praticamente impor sua crença de qualquer modo, a qualquer preço, e na sua ânsia acabava gerando conflitos e discussões de porte. Quando isso chegou ao conhecimento dos Apóstolos, tiraram Paulo de Jerusalém e o enviaram a Cesaréia, cidade próxima. Mas depois o mandaram novamente para Tarso.

Ao que parece, no fundo, no fundo, preferiam ver longe aquele homem. Talvez não tivessem realmente conseguido perdoá-lo pelos danos que causou, assolando a Igreja e até mesmo invadindo as casas com a ferocidade de um animal, arrastando homens e mulheres e os encerrando no cárcere.

Enfim... lá estava Paulo... novamente em casa. Em Tarso!

Acho que não era bem ali que ele gostaria de ficar, e deve ter-se sentido extremamente insatisfeito e irrequieto, típico da juventude que se lhe aflorava no corpo e invadia a alma, ambos "contaminados" por um espírito recém-vivificado. Como conseguir ficar quieto? Não consigo imaginar Paulo quietinho, conformado, desanimado. Desanimado, só se fosse com a impossibilidade de sair de pronto em viagem pelos quatro cantos do Mundo.

Bem, uma coisa acho que ele teve de fazer, e isso foi visitar a família para dar-lhe alguma satisfação do que estava acontecendo! Coisa que novamente a Bíblia não relata.... a coisa que com certeza não foi das melhores experiências de sua vida. Imagine! O antigo e pressuroso e responsável e irrepreensível Saulo certamente tornou-se motivo de imenso desgosto. De filho promissor, estudante em Jerusalém, que em breve assumiria os negócios do Pai e seguiria sua carreira "político-religiosa" como Fariseu, de repente retorna à casa como um dos seguidores daquele bando de lunáticos, os Discípulos de Cristo!! Era o fim da picada!

Sem sombra de dúvida, Paulo deve ter sido rejeitado, literalmente excomungado da família. A julgar pelo seu caráter ilibado e criação excelente, devia ter um pai austero que enchia o peito só pelo fato de ser cidadão de Roma e dono de prósperos negócios... que vergonha... que vergonha inimaginável seu filho o fazia passar!!! Depois de tanto esforço e dedicação por parte da família, era assim que ele agradecia????. Pois que fosse procurar ajuda noutra paróquia!

Agora era fato... já não havia mais o que perder. Mesmo durão, esse talvez tenha sido momento de muitas lágrimas escondidas...

Pobre Paulo... ali ficou ele, em Tarso, submisso às ordens da Igreja de Jerusalém. Pouco sabemos o que fez ali... talvez tendas, para sobreviver, ter o que comer e vestir... mas não creio que ligado aos negócios do pai e da família. Porém deve mesmo ter ido dar umas bandas me outra paróquia, pregando, sim, do seu jeito, sozinho.

Ao que parece, ele não ficou todo o tempo em Tarso, mas andou por regiões da Síria e Cilícia, onde não era conhecido de vista e, portanto, não o temiam. Deve ter participado da vida nestas Comunidades e contribuído para a expansão do Reino nestas regiões. Ainda assim, existe um vácuo na Bíblia sobre este período. Aparentemente Paulo não arrumou mais nenhuma confusão e talvez, com o passar dos anos, tenha pensado que ali era seu lugar. Afinal... já estava entre os Gentios. Ou não... quem o saberá senão o Senhor?

Talvez Paulo soubesse que o seu dia chegaria, o dia de ir embora, de servir completa e integralmente ao Senhor Jesus. Ele não constituiu família. Esperou. O cerne deste período de sua vida não está nas viagens e nos grandes acontecimentos, mas na nova experiência de vida através e com o Senhor. Deus não se olvidou de seu filho, a quem tinha escolhido e eleito desde o nascimento.

Talvez esse período tenha sido recheado de intensas experiências pessoais com Deus, o que o capacitariam a estar pronto e confiar inteiramente no Senhor dos Exércitos quando o dia de partir enfim chegasse. Ele continua vendo as mesmas coisa de antes: o Povo, a Sinagoga, a Lei, a Cidade, o trabalho, os conflitos, os lugares... tudo que pertencia ao seu Mundo. Mas agora, ele via tudo com novos olhos, via com os olhos de Jesus. E a experiência do amor de Jesus o ajudou a enxergar o que antes não via e a descobrir novos valores. Os valores do Reino! Só então estava pronto, só então o treinamento findou...

E chegou, enfim! Chegou o momento de começar sua verdadeira Missão! E veio de maneira bem inesperada.

Catorze anos se passaram até que Barnabé veio à procura de Paulo (Gl 2.1). Paulo era carta fora de jogo havia muito tempo, e se Barnabé o achou, é porque foi em Tarso que o achou. Mas tinha um propósito esta visitinha!

O que estava acontecendo com a pregação do Evangelho era estranho. Tudo tinha começado bem, mas depois que a perseguição começou, com a morte de Estêvão, houve grande dispersão dos Cristãos e todos, exceto os Apóstolos, saíram de Jerusalém para outras regiões da Judéia e Samaria (At 8.1). Os Judeus, povo acostumado às perseguições, trataram de continuar pregando o Evangelho na Judéia e em Samaria. Mas ainda era a Palestina, e o problema era que este estava sendo anunciado tão-somente aos Judeus.

Decididos a sobreviver como Nação, não podiam "exceder os limites do aceitável". Depois, os da Dispersão se espalharam também até a Fenícia, Chipre e Antioquia (importantíssima cidade do Império Romano Oriental). Mesmo assim, continuavam anunciando o Evangelho somente a Judeus. Entretanto, alguns mais corajosos foram a Antioquia e falaram aos Gregos de lá, e muitos aceitavam a Palavra, convertendo-se, pois o Senhor era com aqueles valentes (At 11.19-21).

Não foi predeterminado, simplesmente foi acontecendo, tanto é que os Apóstolos não estavam informados de nada. Foi um começo realmente corajoso, pois o Evangelho, de origem "rural" agora tinha que se adequar à realidade de grandes metrópoles. Para que você forme uma idéia aí na sua cabeça, imagine que Antioquia, na Síria, tinha cerca de 500.000 habitantes; Éfeso, pouco menos; Corinto, um pouco mais, cerca de 600.000. Roma, já beirava 1.000.000!

Naquelas cidades juntava gente do Mundo inteiro. Sem dúvida, foi preciso coragem. E o Evangelho se espalhou rápido entre os Gentios, pois havia um "vácuo religioso", essa era a verdade. O politeísmo e a Filosofia Grega não podiam satisfazer a ânsia interna do ser humano. As massas escravizadas da periferia viviam abandonadas, à deriva, à procura de quem as acolhesse. As estradas do Império viviam cheias de Missionários e Filósofos ambulantes, e muitas seitas do Oriente vinham chegando também. Uma bela confusão! Nesse contexto, a religião revelada dos Judeus atraía muita gente.

A notícia sobre a conversão destes Gregos chegou até os ouvidos da Igreja de Jerusalém; e Barnabé foi enviado até Antioquia para dar uma espiada. Ali tinha-se formado uma Comunidade, e Barnabé, homem bom e cheio do Espírito, encorajou-os a se manterem firmes (At 11.22-24). Sem dúvida, Barnabé recebeu de Deus o chamado para permanecer ali, pois o Evangelho precisava ser anunciado aos Gentios, e essa era tarefa perigosa que ninguém estava muito a fim de fazer. Daí a "visitinha" em Tarso. Quem era "louco" o suficiente, corajoso, determinado, intrépido, que não tinha medo de dar a cara para bater, e nada a perder? Claro! Aquele lá! Saulo de Tarso!

Desta vez a Igreja de Jerusalém lembrou da existência dele, afinal, Barnabé não podia ir sozinho, o trabalho era muito. Paulo haveria de servir (At 11.25). E Barnabé, creio eu, muito se alegrou, pois desde o princípio acho que ele "foi com a cara do homem"!

Aí está prestes a começar o Ministério de Paulo, Ministério voltado aos Gentios, conforme a Palavra do Senhor em Damasco, tantos e tantos anos antes. Era o trabalho que ninguém queria fazer, mas Paulo o faria, pois para tanto tinha sido eleito. Então, em Antioquia, durante um ano, Paulo e Barnabé se reuniram e ensinaram naquela Igreja a numerosa multidão!

Foi a primeira coroa que Paulo recebeu, pois nessa cidade os Discípulos foram chamados de "Cristãos" pela primeira vez! (At 11.26). Depois de breve saída para ajudar a Igreja de Jerusalém, que era pobre e passava necessidades, Barnabé e Paulo voltaram a Antioquia trazendo com eles João Marcos, primo de Barnabé, autor do segundo Evangelho. A despeito da confusão gerada com a entrada dos gentios na Comunidade Judaica, por causa da Lei e da circuncisão, no que Paulo foi extrema e terminantemente irredutível em impor tais coisas aos gentios.

Dividiu-se a Igreja; e para resolver o problema, convocou-se uma reunião que entrou para a História como o Primeiro Concilio Ecumênico de Jerusalém (At 15.6-21; Gl 2.1-10). A contribuição de Paulo no Concilio foi decisiva; depois de tantos anos comparando as Escrituras que tão bem conhecia com a mensagem do Evangelho, já tinha chegado a conclusões que, para ele, futuro Apóstolo dos Gentios, eram óbvias.

Ele movimentou a opinião pública e ajudou Pedro a decidir a favor da entrada direta dos Gentios, sem imposição da observância da Lei de Moisés e da circuncisão. Tudo terminou bem. Pedro, Tiago e João foram designados para os da circuncisão, e Paulo, para os da incircuncisão, pois o seu chamado foi reconhecido pelo principais dos Apóstolos.

Assim acordados, o trabalho de cada lado continuou por si. Mesmo assim, um problema prático ainda se impunha, que era a convivência entre os Judeus convertidos e os gentios dentro da mesma Comunidade (como esses tipos de problemas, e sectarismos e discriminações e pré-julgamentos são antigos, não?!). Assim, já que os Judeus abriram mão de um ponto que consideravam importante (ainda que totalmente sem sentido, como é difícil se livrar das tradições herdadas! Era Paulo quem tinha absoluta e total razão), eles achavam que os gentios também podiam ceder um pouco nos seus costumes em nome da boa convivência, e observar alguns costumes próprios só dos Judeus (At 15.19-21), o que foi escrito num documento enviado às Comunidades (At 15.23-29).

O Concilio foi um importante marco na História e um início para a solução de um conflito que poderia nem ter existido se eles se lembrassem de histórias como a da Samaritana, dos leprosos, dos publicanos, das prostitutas e do exemplo de Jesus; mas o ser humano é sectário por natureza e arrogante por natureza, e egoísta por natureza. Mesmo assim, é dentro deste contexto que ocorre a briga entre Pedro e Paulo. Paulo estava com a razão. Se Pedro não mais vivia como Judeu, por que obrigar os Gentios a fazê-lo? Até Barnabé vinha se deixando ludibriar pela hipocrisia que Pedro apresentou certa ocasião (Gl 2.11- 14). Embora Pedro não negasse a Letra do Concilio, na prática estava a negar o Espírito do mesmo!

Paulo agora tinha entre 41 e 44 anos. Estava bem mais maduro em todos os sentidos. A Bíblia fornece muitos dados sobre este período, porque este é o período do Apostolado de Paulo. Ele não se tornou Apóstolo na estrada de Damasco, do mesmo jeito que Davi não se tornou Rei no dia seguinte à sua Unção por Samuel, e igualmente Moisés levou 40 anos para retornar ao Egito exibindo o título de Libertador.

Quando Deus nos dá uma promessa, um Ministério, um chamado... nunca se esqueça disso! Se você aceitar o chamado, o Ministério, se crer na Promessa... isso implica que deu licença ao Senhor para fazê-lo passar pelo treinamento. Deus não quer Líderes despreparados, que vão tropeçar na primeira pedra, ou recuar no primeiro impasse, ou não discernir a Sua Voz e a sua Direção em momentos cruciais!

Ninguém vira Líder de nada, de NADA, num cursinho de fim de semana, num ano de Seminário... leva um certo tempo. Você só irá ao campo de trabalho que o Senhor lhe determinou depois de receber a sua marca de Formatura, depois de vencer todas as provas que lhe forem propostas. E tenha certeza de que será testado muitas vezes.

Continuemos nossa história... voltando Paulo e Barnabé de Jerusalém, observamos como era próspera, espiritualmente falando, a Igreja de Antioquia, tendo ali Profetas e Mestres, e um serviço sincero e legítimo ao Senhor. Pelo que, certo dia, em meio ao serviço e ao jejum, o Espírito Santo se pronunciou dizendo: "Separai-me, agora, a Barnabé e a Saulo para a obra que os tenho chamado". Assim foi feito, e, pela imposição das mãos, pelo jejum e oração, os comissionaram como Igreja para a obra, e os enviaram.

Guarde isso também: ninguém vai ao campo sozinho. Ninguém vai ao campo sem cobertura da Igreja. Ninguém vai ao campo sem o chamado do Espírito, e sem a testificação das demais figuras de autoridade da Igreja. Ninguém vai ao campo sem a unção do Alto manifesta pela imposição de mãos e unção das figuras de autoridade da Igreja. Se assim não for, cuidado.... pode ser aquele Fogo Estranho1.

Por esquecer destes princípios básicos, muitos "pseudoministérios", "pseudoprofetas", "pseudolíderes" naufragam em suas "pseudo-obras", levando muitos a naufragar junto! Que o Senhor nos ensine a ter mais zelo, a esperar o tempo e o modo certo. Se Paulo insistisse em sair antes, teria perecido. Esperou, e não foi pouco tempo. Um dos grandes problemas das nossas Igrejas de hoje é a velha história do "Deus me revelou, só a mim, me mandou fazer isso". Não testifica em mais ninguém, não se comunicam os líderes, ou estes impõem as mãos precipitadamente, só para se verem livres do tormento.

As "Missões" mais mirabolantes nascem do orgulho de pessoas que não se submetem às autoridades, não ouvem ninguém, e se justificam dizendo que "também têm o Espírito Santo". Diante disso, como questionar? Diante de quem diz: "Deus me falou!", que se pode fazer? A desobediência e a dura cerviz têm levado muitos, muitos, muitos a grandes desvios, grandes erros.

Aprendemos no Seminário I que quem perde a visão, também perde a unção e a estratégia. Julgando estar a serviço de Deus, mas se afastam Dele, e agradam aos demônios, que destes só fazem rir. Quando o ato disciplinar de Deus começa... a conclusão de quem há muito tempo nada mais sabe sobre o Senhor: "Estou sendo atacado pelo Diabo! A Irmandade está me perseguindo!".

Para quem ainda não aprendeu isso, não há benefício e alegria maior em OBEDECER, seja qual for a circunstância. Pode parecer um tédio, um atraso de vida... mas há tanta recompensa para quem assim se comporta! Feliz o homem e a mulher que já perceberam isso! Quem ainda não percebeu, que aprenda com Paulo. Pois sua obediência e espera paciente no Senhor mudou para sempre o destino da Igreja para sempre!



1   ...   25   26   27   28   29   30   31   32   33


©principo.org 2016
enviar mensagem

    Página principal