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Notas

1. Ver Hannah Whitall Smith, Religious Fanaticism (1928).



  1. Para uma exposição do argumento de Paulo aqui. ver J. O. Buswell, Jr., Teu Reasons Why a Christian does iwt Live a Wockecl Li/c (Chicago, 1959).

  2. Suas referências ao batismo em 1 Co 1:14-17 não significam quede considerava o sacramento como destituído de importância, mas, sim, que a identidade do oficiante não é importante. Para ele era coisa liqüida e certa que todos os membros da igreja de Corinto eram batizados (1 Col:13, 6:11, 10:lss.).

  3. 4. VerE. G. Selwyn, The First Epistle of Peter (1946), p. 363ss.

  4. Cerimônia em que o menino judeu, aos 13 anos de idade, torna-se "filho do man­damento", i. e., assume a responsabilidade pessoal de guardar a lei.

  5. P. Demann, citado por F. J. Leenhardt, The Epistle to the Romans, p. 181; ver também J. Munck, Paul and the Salvation of Mankind (1959), p. lis.

  6. 2Baruqucliv. 19;verp. 105.

  7. From Firsl Adam to Last, p. 80, 116s.

  8. M. Goguel, The Biríh af Chrislianity (1953), p. 213s. Goguel coloca a experiência aqui descrita nos anos imediatamente seguintes à conversão de Paulo.

  9. Com vistas ao exame de interpretações contrárias, de Rm 7:14-25, com solução que se esforça em fazer justiça aos mais fortes argumentos de ambos os lados, ver três ar­tigos de C. L. Mitton, "Romans vii reconsidered", ExT, LXV (1953-54), p. 78ss., 99ss., 132ss.

  10. Para a réplica de G15:16 em Romanos, ver p. 127.

  11. D. MacFarlane, em The Free Presbyterian Pulpit (1961), p. 20.

  12. As palavras que se seguem em AV: "e no vosso espírito, que são de Deus" cons­tituem um acréscimo posterior que embota o objetivo do apelo de Paulo.

  13. C. H. Dodd, Gospel andLaw (1951), p. 36s.

  14. N. Q. Hamilton, TheHoly Spirit and Eschatology in Paul (1957), p. 30.

  15. Em Is 53:10 c como a LXX traduz o heb. 'asham, "oferta pela culpa" (ver p. 34).

  16. "Gratia data este, utlex impleretur. "

  17. S. H. Hooke, The SiegePerilous (1956), p. 264.

  18. 19. J. Rendei Harris, AAron 's Breastplace (1908). p. 92.

  1. C. A. Anderson Scott, Words (1939), p. 15.

  1. A expressão "peso de glória" provavelmente surgiu do modo mais natural na men­te de Paulo porque em hebraico uma só raiz (kbd) se presta para os dois conceitos — "peso"e "glória".

  2. "Pregador", título hebraico do livro de Eclesiastes. N. do Tradutor.

  3. Ver J. Wren-Lewis, "Christian Morality and the Idea of a Cosmic Fali", ExT LXX(1959-60), p. 2O4ss..

  4. A linguagem apocalíptica de Ap 20:11, 21:1 deve ser entendida à luz de afirmações mais prosaicas, como a presente, e não vice-versa.

  5. The World: its Creation andConsummation 1962), p. 125s.

  6. Em grego o pronome é neutro para concordar gramaticalmente compneuma, que é neutro. N. do Tradutor.

  7. Ver M. Black, "The Interpretation of Romans viii. 28", em Neotestamentica et Patristica (Cullmann Festschrift, Leiden, 1962), p. 166ss.

  8. G. Vermes, The Dead Sea Scroll in English, p. 75.

  9. Um uso semelhante do aoristo indicativo grego para indicar um acontecimento futuro acha-se em Jd 14 que literalmente diz, como em RV, RSV e AA: "Eis que veio o Senhor ..."

  10. VerH.J.Schoeps,Paul (1961).p. 141ss.

  11. "Perto" ou "certo"? Algumas versões trazem "certo" (e. g., AA, 1958). O correto é "perto", hebraico qurobh. N. do Tradutor.

  12. "Altura" e "profundidade" eram termos técnicos da astrologia e. mais tarde, do gnosticismo. É possível que Paulo não tivesse em mente o seu sentido técnico mas, se tives­se, estariam estreitamente vinculados a "principados e poderes" que, segundo se acredi­tava, governavam os movimentos dos corpos celestes, especialmente os planetas, e assim governavam os destinos dos mortais. Mas o destino, quer real quer imaginário, não tem nenhum poder sobre aqueles cujas vidas estão ocultas "juntamente com Cristo, em Deus" (Cl 3:3).

  13. Talvez uma referência às duas eras — a presente e a vindoura.


5. A Incredulidade Humana e a Graça Divina (9:1-11:36).
a. O problema da incredulidade de Israel (9:1-5).
Para o leitor moderno, os capítulos 9-11 formam um parêntese no curso da argumentação de Paulo. Se ele tivesse passado diretamente de 8:39 a 12:1, não perceberíamos nenhum hiato no seu processo de ra­ciocínio. Ele acabou de encaminhar os seus leitores para diante, apon-tando-lhes a culrninação do propósito de Deus em Sua graça, a glória que há de ser revelada nos filhos de Deus. Que mais pode dizer, senão levar seus leitores de volta à sua responsabilidade de viverem neste mundo como competentes herdeiros da glória por vir? Se "Rogo-vos, pois, ir­mãos" (12:1) entrasse nesse ponto, estaríamos muito bem preparados para isto.

Com Paulo não era assim. O problema do qual se dispõe a tratar era de intenso interesse pessoal para ele. Gloriava-se em seu ministério como apóstolo dos gentios e se regozijava com a salvação deles. Mas sua própria família e nação, o povo judeu, tinha em sua maioria deixado de aceitar a salvação proclamada no Evangelho, apesar de que este foi apresentado primeiro a eles. O que fazer então? Deveriam ser simples­mente proscritos como "indignos da vida eterna"? Decerto que não. Eram o seu povo, e ele não queria nem podia dissociar-se deles. Ele tam­bém, como tantos deles, outrora se opusera ao Evangelho, mas tinha sido capturado por Jesus ressurreto, e por Ele tinha sido introduzido na car­reira cristã. Como ansiava por que eles também tivessem as escamas dos seus olhos removidas! Na verdade, se a salvação deles pudesse ser ne­gociada ao preço da condenação de Paulo, consentiria prontamente, se tal coisa fosse possível, em "ser anátema, separado de Cristo" por amor deles. O fato de congregar os gentios, não importa em quão extensa es­cala fosse, jamais compensaria a apostasia de sua nação, que lhe causava incessante angústia mental.

Podemos inferir que ele também trata do assunto, porque a situação da igreja romana o exigia. Parece que os cristãos que formaram original­mente a igreja de Roma eram judeus, mas por esse tempo haviam sido superados numericamente pelos gentios. Talvez houvesse a tendência, da parte de alguns dos cristãos gentílicos, de pensar em seus irmãos judeus como parentes pobres, misericordiosamente resgatados de uma nação apóstata. Pelo menos alguns dos cristãos judeus poderiam tender a res­sentir-se com qualquer difamação do seu povo e a acentuar sua solida­riedade com ele, a ponto de correrem o risco de subestimar aqueles traços distintivos da fé e vida cristã que forjavam um elo de união entre eles e os gentios, seus irmãos no Senhor, elo mais forte do que aquele que os ligava aos judeus, seus irmãos de sangue. (Pode bem ser que encontremos um estágio posterior dessa tendência na Epístola aos Hebreus.) Paulo achava sábio mostrar a ambas as partes algo do papel desempenhado tanto pelos judeus como pelos gentios no propósito salvador de Deus.

Mas, acima de tudo mais, estava envolvido um verdadeiro problema da teodicéia.' A situação que se lhe apresentava punha em questão toda a exposição do Evangelho de que tratam os capítulos anteriores. Era da essência do argumento de Paulo que o Evangelho pregado por ele (e por seus colegas de apostolado) não constituía nenhuma inovação. Era credenciado pelas, Escrituras hebraicas; era o cumprimento da promessa de Deus aos pais; proclamava que o caminho de Deus para a justiça mediante a fé, pelo qual Abraão fora abençoado, estava ainda aberto para todos os que cressem em Deus como Abraão. Como foi então que os descendentes de Abraão por excelência, foram justamente os que se negaram a crer no Evangelho? Se as alegações de Paulo fossem válidas, o povo judeu não teria sido certamente o primeiro a reconhecê-las? Sem dúvida, essas objeções foram verbalizadas, e Paulo pôde avaliar a força delas, embora ciente da falácia que as envolvia. Contudo, foi um pa­radoxo, para não dizer escândalo, que a própria nação que fora especial­mente preparada para esse tempo de cumprimento, a nação que podia gloriar-se de tantos e tão singulares privilégios da graça divina (incluindo-se acima de todos a esperança messiânica), a nação na qual, na ocasião devida, o Messias viera a nascer, não O tenha reconhecido quando veio, enquanto que homens e mulheres doutras nações que nunca tinham des­frutado aqueles privilégios, abraçaram avidamente o Evangelho na primeira vez que o ouviram. Como poderia isto harmonizar-se com o fato de Deus ter escolhido a Israel, e com o Seu expresso propósito de aben­çoar o mundo por meio de Israel?

Portanto, nestes três capítulos Paulo contende com este problema. Não era a primeira vez. que o fazia; o conteúdo destes capítulos são o fruto de muitos anos de meditação e oração de sua parte, sem dúvida. De fato se tem sugerido que estes capítulos já existiam como um tratado à parte, mas isso é duvidoso. Parece claro que, quando Paulo dita a Tércio, luta novamente com o problema, buscando solução ora por este, ora por aquele caminho, até que afinal ela emerge à plena luz, da sabedoria da graça soberana de Deus. Começa com uma afirmação a respeito dos procedi­mentos de Deus na eleição, e termina com outra, mas no fim vê com maior profundidade e amplitude do que no começo a natureza e o ob­jetivo da eleição divina. Começa com o problema particular da resistência judaica ao Evangelho, e termina com um desvendamento do "propósito divino na história"2 que em alguns aspectos vai além de qualquer pas­sagem semelhante na Bíblia inteira.

As duas primeiras respostas que dá ao problema são:

Ia. — Foi assim que se deu a incontestável ordem do propósito eletivo de Deus (9:6-29).

2a. — Ao resistir ao Evangelho, Israel segue o precedente repeti­damente firmado no transcurso de toda a sua história: tinha sido sempre "um povo rebelde e contraditório" face às aberturas de Deus em seu favor (9:30-10:21).

Estas respostas vêm seguidas de outras duas, enriquecidas por maior promessa:

3a. — O fato de que o "remanescente" de Israel já creu no Evan­gelho é sinal de que Israel como um todo ainda o fará (11:1-16).

4a. — Se o fato de Israel rejeitar agora o Evangelho deu ocasião a muitas bênçãos para os gentios, o fato de Israel vir a aceitar o Evangelho no futuro anunciará o dia da regeneração universal (11:17-32).

1. Testemunhando, comigo, no Espirito Santo, a minha própria cons­ciência.

Vernota sobre 2;15(p. 75).

3. Eu mesmo desejaria ser anátema, separado de Cristo.

A oração de Moisés depois do incidente do bezerro de ouro vem à mente como paralelo: "Agora, pois, perdoa-lhe o pecado; ou, se não, ris­ca-me, peço-te, do livro que escreveste" (Êx 32:32). Mas ao passo que Moisés se recusa a sobreviver se seu povo perece, Paulo quase chega a acolher bem a sua perdição, se isto significasse a salvação de Israel.

4 Pertence-lhes a adoção ("filiação").

Isto é, o povo de Israel é chamado coletivamente "filho" de Deus (Éx 4:22s.; Os 11:1) ou individualmente seus "filhos" (Os 1:10).

E também a glória. A shekhinah de Deus, a prova de Sua habitação entre eles, e. g. no tabernáculo mosaico (Êx 40:34) e no templo de Sa­lomão (1 Rs 8:10s.).

As alianças. Há evidência de muito peso (P46, B, D, etc.) em favor do singular — "a aliança" — caso em que a referência é à aliança do Sinai (Êx 24:8). Mas talvez se deva preferir o plural (Ef 2:12). Neste caso, "as alianças" incluem as que foram feitas por Deus com Abraão (Gn15:18, 17:4ss.), com Israel nos dias de Moisés (Êx 24:8, 34:10; Dt 29:lss.) e de Josué (Dt 27:2ss.; Js 8:30ss., 24:25), e com Davi (2 Sm 23:5; Sl 89:28); para não mencionar a nova aliança, em primeira instância "com a casa de Israel e com a casa de Judá" (Jr 31:31).

A legislação. AV: "E a dádiva da lei." A legislação mosaica (Êx 20:lss.).

O culto. AV: "E o serviço de Deus." As prescrições para o culto divino {latreia), principalmente as registradas no livro de Levítico, nas quais o cerimonial do templo de Jerusalém ainda se baseava quando Paulo estava ditando estas palavras.

E as promessas. Incluindo-se as promessas messiânicas, as "fiéis misericórdias prometidas a Davi" (Is 55:3; At 13:23, 32-34); mas um lugar especial deve ser dado à promessa a Abraão e à sua semente, fun­damental para o recebimento da justiça de Deus mediante a fé (4:13-21).

5. Deles são os patriarcas.

AV: "... os pais". Isto é, os patriarcas — Abraão, Isaque, Jacó e seus doze filhos — os primeiros a receberem as promessas recém-mencionadas.

Deles descende o Cristo, segundo a carne. Veja-se a afirmação da descendência davídica de Cristo em 1:3, e a posterior declaração de que Cristo veio como "ministro da circuncisão, em prol da verdade de Deus, para confirmar as promessas feitas aos nossos pais" (15:8). Nele todas as promessas de Deus a Israel atingem a sua consumação.

O qual é sobre todos, Deus bendito para todo o sempre. A relação destas palavras com as que as precedem são objeto de discussão. Tanto se pode entender a frase (ho õn3 epipantõn theos eulogêtos eis tous aiõnas) como estando em aposição a "Cristo" (assim AV, RV, RSVmg., NEBmg.), como tomá-la como independente atribuição de louvor a Deus, incentivada pela menção do Messias como Aquele em quem muitas bên­çãos dadas por Deus a Israel chegaram ao clímax — "Bendito para sempre seja Deus sobre todos!" (ver RVmg., RSV, NEB).

A primeira interpretação está mais de acordo com a estrutura geral da sentença (ver 1:25, onde as palavras "o qual é bendito eternamente. Amém" não são uma independente atribuição de louvor, mas fazem par­te da peroração integral da sentença); isso tem apoio adicional na con­sideração de que é preciso algo para contrabalançar a frase "segundo a carne". O Messias, "segundo a carne" — isto é, quanto à Sua ascendên­cia humana — descendeu de uma longa linhagem de antepassados israelitas; mas quanto a Seu Ser eterno, Ele é "sobre todos, Deus bendito para todo o sempre". Um paralelo formal desta antítese aparece em l:3s., onde se diz que Cristo nasceu como descendente de Davi "segundo a carne", mas "foi designado Filho de Deus com poder", pela dispen-sação do Espírito (ver p. 60s.).

Ê certo que Paulo não tem o hábito de chamar Cristo de "Deus" as­sim diretamente; reserva para Ele o título de "Senhor". Deste modo, "para nós há um só Deus, o Pai, de quem são todas as cousas e para quem existimos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as cousas, e nós também por ele" (1 Co 8:6, RV, AA; ver 1 Co 12:3-6; Ef 4:4-6). Todavia, para o apóstolo Paulo, Cristo é Aquele "em" quem, "por meio de" quem, e "para" quem foram criadas todas as cousas (Cl 1:16), em quem "habita corporalmente toda a plenitude da Divindade" (Cl 2:9). "O tribunal de Deus" (14:10, RV, AA, etc.4) é chamado "tribunal de Cristo" em 2 Coríntios 5:10. Além disso, quando Paulo dá a Cristo o título de "Senhor", ele o faz porque o próprio Deus Pai lhe deu esse título como "o nome que está acima de todo nome" (Fp 2:9). O título "Senhor" é dado por Paulo a Jesus como equivalente ao hebraico Yahweh (Jeová). O modo como aplica Isaías 45:23 (ver 14:11) a Jesus em Filipen-ses 2:10s. indica que, para ele, a confissão "Jesus Cristo é Senhor" sig­nifica "Jesus Cristo é Jeová". Ademais, com isso Paulo foi tão hábil como o autor de Hebreus quanto à significação do Salmo 45, onde o rei a quem se diz no versículo 2: "Deus te abençoou para sempre", é mencionado como Deus, no versículo 6: "O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre" (ver Hb l:8s.). A passagem de Paulo que estamos comentando bem pode ecoar a terminologia do salmo.

Por outro lado, a legitimidade doutra alternativa na pontuação deve ser concedida. Será ultrajante pôr em dúvida a ortodoxia dos tradutores e comentadores que a preferem aqui, como se estivessem determinados (nas severas palavras do Deão Burgon sobre os revisores de 1881) a con­seguir "uma glosa introduzida gratuitamente na margem do Novo Tes­tamento de cada inglês"5 — ou mesmo no próprio texto.

b. A escolha soberana de Deus (9:6-29).

Ter-se-á desviado o plano de Deus? Decerto que não, diz Paulo. A presente situação reproduz um esquema da ação divina revelado com bastante freqüência no passado. Sempre houve os que abriram o coração para a revelação de Deus, enquanto outros endureciam o seu. E pela maneira como responderam, mostraram se estavam ou não entre aqueles sobre os quais Deus fez recair a Sua escolha.

Paulo já expôs (2:28s.) que o verdadeiro judeu é o homem cuja vida exalta a Deus; que a linhagem natural e a circuncisão física não são as coisas de maior importância. Agora, com igual gênio demonstra que nem todos os descendentes de Israel são israelitas quanto ao ser interior, que nem todos os descendentes de Abraão são "filhos de Abraão" no sentido espiritual por ele explicado no capítulo 4. No transcorrer de toda a his­tória do Velho Testamento, o propósito de Deus foi conduzido por meio de um grupo íntimo, uma minoria eleita, um remanescente reservado. Abraão foi pai de um bom número de filhos, mas somente por meio de um deles, Isaque, o filho da promessa, é que a linha da promessa de Deus devia ser traçada. Isaque, por sua vez, teve dois filhos, mas somente por um deles, Jacó, é que a semente santa foi transmitida. E a escolha que Deus fez de Jacó e a omissão do seu irmão Esaú não dependeram nem um pouco da conduta ou do caráter dos irmãos gêmeos: Deus o declarara previamente — antes do nascimento deles.

Assim hoje, deduz Paulo, quando uns recebem luz e outros não, pode-se discernir a eleição divina como operando antecedentemente à vontade ou à atividade dos que são seus objetos. Se Deus não revela os princípios segundo os quais Ele faz Sua escolha, isto não é razão para pôr em dúvida a Sua justiça. Ele ê misericordioso e compassivo porque Sua vontade o é. "A qualidade da misericórdia não é imposta à força", muito menos quando é Deus que mostra misericórdia. Pois se fosse compelido por alguma cousa alheia a Ele, a ser misericordioso, não somente a Sua misericórdia deixaria de ser misericórdia, mas também Ele mesmo deixaria de ser Deus.

Nem é somente em Seus procedimentos para com "a semente es­colhida da raça de Israel" que este princípio funciona. Pode-se ver isto em Êxodo, no relato dos procedimentos de Deus para com o rei do Egito, que repetida e teimosamente negou-se a deixar Israel partir. Por que Deus suportou por tanto tempo a obstinação de Faraó? Deus mesmo dá a resposta: "Para este propósito te deixei viver, para mostrar-te meu poder, de modo que o meu nome seja anunciado em toda a terra" (Êx 9:16, RS-V). Mesmo toda a resistência e rebelião de alguém como Faraó jamais poderá impedir o propósito de Deus; a glória de Deus triunfará, quer o homem Lhe obedeça, quer não.

Bem, replicam, se Deus preordena os caminhos do homem por Sua própria vontade, por que deveria culpá-lo por andar por onde anda? Não se opõem à Sua vontade; agem de acordo com ela.

"Meu bom amigo", responde Paulo, "Quem é você para contestar a Deus?" E emprega a analogia do oleiro e seus vasos, analogia que vinha tão prontamente aos profetas hebreu como veio a Ornar Khayyám. Je­remias aprendeu uma lição sobre os procedimentos de Deus para com o Seu povo no dia em que desceu à casa do oleiro e viu como o oleiro modelou o barro como bem lhe pareceu, ajeitando um vaso que se quebrara e se tornara um caco informe, fazendo dele um vaso outra vez (Jr 18:1-10).

"Ai daquele que contende com o seu Criador,

um vaso de barro com o oleiro!

Acaso dirá o barro ao que lhe dá forma:

'Que fazes?' ou:

'A tua obra não tem alça'?"

(Is45:9, RSV.)

Admita-se que a analogia do oleiro e seus vasos cobre apenas um as­pecto da relação do Criador com aqueles que criou, principalmente com os homens, que Ele criou à Sua imagem. Os vasos não são feitos à imagem do oleiro e em caso algum podem contestar-lhe ou apontar defeitos no seu trabalho. Os homens, precisamente porque feitos à imagem de Deus, insistem em responder-lhe. Mas há diferentes modos de responder-lhe. Há a resposta da fé, como quando um Jo ou um Jeremias pede que Deus explique Seus misteriosos modos de tratá-lo. Mesmo Cris­to na cruz pôde clamar: "Por que me desamparaste?" Mas quando o homem de fé clama desse modo, é precisamente porque a justiça de Deus, bem como o Seu poder, é a principal premissa de todo o seu pen­samento. Há, por outro lado, a resposta da incredulidade e desobediên­cia, quando o homem tenta colocar Deus no banco dos réus e julgá-lo. É a esse tipo de gente que Paulo censura tão asperamente e recorda sua condição de criatura. Paulo tem sido mal compreendido e criticado injus­tamente por não entenderem que é ao rebelde que desafia a Deus — e não ao desnorteado que procura a Deus — que ele faz calar peremptoriamen-te. Deus, por Sua graça, tolera as questões levantadas por Seu povo; mas Ele não se submete ao interrogatório judicial feito por um coração em­pedernido e impenitente.

Suponhamos que Deus queira pôr de manifesto o Seu reto juízo e o Seu poder, diz o apóstolo. Por que não haveria de tolerar pacientemente gente como Faraó — vasos (para continuar a metáfora) feitos para ser­virem de lições objetivas de Sua ira, modelados para serem destruídos? E por que não haveria de demonstrar a grandeza da Sua glória por inter­médio de outros "vasos" que servem de lições objetivas de Sua misericór­dia, de antemão preparados para este glorioso propósito? Paulo, mais cauteloso do que alguns dos sistematizadores dos seus ensinos, não diz com todas as letras que Deus faz isso, mas diz: "E se o fizesse? Quem O traria a contas?"

Embora Paulo não admita que se questione o direito que Deus tem de fazer o que quiser com o que Lhe pertence, faz recair sua ênfase, não na ira de Deus para com os reprovados, mas, antes, na prorrogação da Sua ira contra homens que de há muito estão prontos para a destruição. Como já foi exposto (2:4), a misericórdia e a paciência de Deus visam a dar tempo aos homens para o arrependimento. Se, em vez disso, en­durecem ainda mais o coração, como Faraó fez depois de repetidas protelações, estão simplesmente acumulando uma crescente carga de retribuição a si mesmos para o dia da recompensa.

É pena que em algumas escolas de pensamento teológico a doutrina da eleição foi formulada em grau excessivamente alto com base neste es­tágio preliminar da presente argumentação de Paulo, sem se levar adequadamente em conta a sua posterior exposição do propósito de Deus na eleição, na parte final do seu argumento (11:25-32). Todavia, este es­tágio do seu argumento inegavelmente se harmoniza com bem conhecidos fatos da vida que apresentam um problema para qualquer teodicéia. Al­gumas pessoas têm melhores oportunidades espirituais do que outras. E das que têm oportunidades iguais, algumas as aproveitam, outras não. Algumas nações receberam muito mais luz do Evangelho do que outras — e têm correspondente responsabilidade diante de Deus. O homem que experimentou a graça perdoadora de Deus estará sempre a indagar por que os seus olhos foram abertos enquanto que os olhos de outros con­tinuam fechados.

O ponto em que Paulo insiste aqui é que a humanidade inteira é cul­pada aos olhos de Deus; ninguém tem direito à Sua graça. Se decide es­tender Sua graça a uns, os outros não têm base para alegar que Ele é in­justo porque não a estende a eles. Se é justiça que pedem, podem tê-la, mas:

"Conquanto ajustiça seja o que pleiteias,

pondera isto,

que, a seguir o curso da justiça,

nenhum de nós veria a salvação."

É fato liqüido e certo, como transparece com bendita clareza mais adiante no presente argumento, que a graça de Deus é muito mais ampla do que qualquer pessoa teria ousado esperar. Mas, justamente porque é graça, ninguém tem direito a ela, e ninguém pode exigir que Deus dê ex­plicação dos princípios pelos quais dá Sua graça, ou exigir que Ele a dê de modo diverso daquele pelo qual o faz. Em sua soberania, a graça pode impor condições, mas não pode ser submetida a condições.

Entretanto, Deus se deleita em mostrar misericórdia, e a tem pro­digalizado a homens e mulheres sem conta — a gentios e a judeus igual­mente. O fato de que gentios bem como judeus estão entre aqueles que Deus chamou e assinalou para a glória é ilustrado por duas citações de Oséias (verp. 159).

Durante séculos os gentioS têm sido vistos pelo povo escolhido, com raras exceções, como "vasos de ira, preparados para a perdição". E cer­tamente Deus os "suportou coni muita longanimidade". Mas agora ficou claro o propósito da Sua paciência: o que Ele queria não era a conde­nação deles, mas a sua salvação. E se no presente Israel tinha em tão grande medida abandonado a Peus, o mesmo esquema de ação divina se reproduziria entre eles também- Aqui Paulo chama Isaías como teste­munha de sua esperança.

Num dia de total apostasia da nação, Isaías viu que o julgamento cairia sobre Israel e Judá em tal escala, que só um punhado — o mais reduzido "remanescente" — sobreviveria. Contudo, neste remanescente ele via encarnada a esperança do futuro. Os propósitos e as promessas de Deus a Israel, Seu povo, e por este a outras nações, não seriam frus­trados, posto que um remanescente emergiria do crisol da invasão, da derrota e do exílio, para formai' o núcleo de um novo e purificado Israel. Assim, o remanescente "salvo1' viria a ser também um remanescente "salvífico".6

Paulo vê este remanescente encarnado de novo naquela minoria de judeus que, como ele próprio, reconheceram Jesus como Senhor. Minoria podiam ser, mas a existência deles era garantia de uma virada em massa para o Senhor, da parte de Israel, num dia vindouro. Esta esperança é desenvolvida mais completamente adiante (no capítulol 1); por enquanto, ele volta a atenção para outro nativo pelo qual as bênçãos do Evangelho se derramavam então sobre gentíos antes que sobre judeus.

7. Em Isaque será chamada a tua descendência.

Citação de Gênesis 21:13. onde Deus diz a Abraão que não se oponha à exigência de Sara para a expulsão de Hagar e Ismael, porque os seus descendentes hão de ser considerados como tais através de Isaque, e não através de Ismael (embora Ismael também venha a ser ancestral de uma nação, "porque ele é tua s«niente", AV).

8. Estes filhos de Deus não sãoPropriamente os da carne, mas devem ser


considerados como descendência os filhos da promessa.

"Os filhos da.promessa", na exegese de Paulo, são aqueles que, como Abraão, crêem na promessa de Deus e, portanto, são descendentes espirituais de Abraão. Vejam-se para comparação 4:llss. e a "alegoria" que Paulo traça do incidente de Isaque e Ismael em Gálatas 4:22-31.

9. Por esse tempo virei, e Sara ierá um filho.

Citação de Gênesis 18:10: "Certamente voltarei a ti na primavera, e Sara, tua mulher, terá um filho" (RSV). Esta foi a "promessa" de acordo com a qual Isaque nasceu — a promessa que fez Sara rir (Gn 18:12; ver 21:6).



  1. Não por obras, mas por aquele que chama.
    Quanto à "vocação" ou "chamamento", ver 8:28.

  2. O mais velho será servo do mais moço.

Expressão oriunda da profecia feita a Rebeca sobre os filhos que ia ter (Gn 25:23). EsJ:a profecia relaciona-se, não com as pessoas de Esaú e "Jacó (pois Esaú não prestou serviço a Jacó), mas com os seus descenden­tes. Relaciona-se com os longos períodos durante os quais os edomitas foram escravos de Israel ou de Judá (ver 2 Sm 8:14; 1 Rs 22:47; 2 Rs 14:7, etc).

  1. Amei a Jacó, porém me aborreci de Esaú.

AV: "... odiei Esaú." Extraído de Ml l:2s., onde outra vez o contex­to indica que o que se tem em vista são as nações de Israel e Edom, e não seus antepassados Jacó e Esaú. A maneira como as comunidades podem ser tão livremente mencionadas em termos dos seus antepassados é um exemplo da oscilação que é comum no pensamento e no linguajar bíblicos (principalmente no Velho Testamento) entre a personalidade individual e a corporalizada (ver 5:12ss.). Israel era a nação eleita, e Edom tinha in­corrido na ira de Deus por sua conduta antifraternal para com Israel no dia da calamidade deste (ver Sl 137:7; Is 34:5ss.; Jr 49:7ss.; Ez 25:12ss., 35:lss.;Obl0ss.).

15. Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia, e com-


padecer-me-ei de quem me aprouver ter compaixão.

Citação de Êxodo 33:19, onde Deus responde ao pedido de Moisés de que lhe fosse permitido ver Sua glória, depois da intercessão de Moisés pelos israelitas por causa do culto que haviam prestado ao bezerro de ouro.7 O significado dominante daquelas palavras é que a misericórdia e a compaixão de Deus não se sujeitam a nenhuma causa estranha à Sua livre graça.



  1. Não depende de quem quer, ou de quem corre, mas de usar Deus a
    sua misericórida.


De novo se salienta que a misericórdia de Deus tem sua causa nele mesmo, e não na vontade ou na atividade dos homens. "Correr" re­presenta vigorosa atividade humana aqui, como em Gálatas 2:2; Filipen-ses 2:16.

  1. A Escritura diz a Faraó.

"A Escritura" (referindo-se a Êx 9:16) é personificada aqui como substituta do nome de Deus, que é de fato quem fala. O Faraó é o do Êxodo (sucessor do "Faraó da opressão" cuja morte está registrada em Êx2:23).

Para isto mesmo te levantei, ou "fiz que te levantasses". O hebraico emprega aí a conjugação causativa do verbo 'amad, "estar de pé", que Paulo traduz pelo verbo grego exegeirã (levantar). (Aqui ele faz tradução direta do hebraico; a LXX diz: "foste preservado".) Talvez a referência não seja meramente ao fato de Deus levantar a Faraó para fazê-lo rei, mas à Sua paciência em mantê-lo vivo, a despeito da sua desobediência.

Para mostrar em ti o meu poder, e paru que o meu nome seja anun­ciado por toda a terra. Ver Êxodo 15:14s.; Josué 2:10s.; 9:9; 1 Samuel 4:8, quanto ao efeito produzido noutras nações pelas notícias do Êxodo e acontecimentos relacionados.

18. Logo, tem ele misericórdia de quem quer, e também endurece a


quem lhe apraz.

A primeira parte deste versículo é um eco adicional de Êxodo 33:19 (ver v. 15). A segunda parte se refere às ocasiões em que se diz que Deus "endurecu" os corações de Faraó e dos egípcios (Êx 7:3, 9:12, 14:4, 17).

20. Porventura pode o objeto perguntar a quem o fez: Por que me fizeste assim ?

Veja-se, além de Isaías 45:9, citado acima (p. 154), Isaías 29:16:

"Deverá o oleiro ser considerado como o barro; para que a coisa feita diga de quem a fez: 'Ele não me fez';

ou a coisa formada diga de quem a formou: 'Ele não tem entendimento'?" (RSV).

Deus não tem por que responder ao homem pelo que faz. Todavia, pode-se confiar em que Ele age de modo coerente com o Seu caráter, revelado supremamente em Cristo. Com um Deus como este em quem confiar, por que alguém do Seu povo há de questionar os Seus caminhos?

21. Um vaso para honra e outro para desonra.

Ver 2 Timóteo 2:20 onde, contudo, os vasos (ou "utensílios") são feitos de vários materiais, e aqueles que são "para desonra" são simples­mente destinados a propósitos menos nobres ou ornamentais (mas não necessariamente menos úteis) do que aqueles que são "para honra".

22. Os vasos de ira, preparados para a perdição.

AV: "para a destruição". Não os instrumentos da Sua ira pelos quais Ele opera a destruição (ver Is 13:5, 54:16; Jr 50:25), mas objetos de Sua ira, destinados a serem destruídos.

25. Oséias.

(AV: "Osee".) Forma grega de Oséias.

Chamarei povo meu ao que não era meu povo; e, amada à que não era amada. É paráfrase paulina de Oséias 2:23: "Compadecer-me-ei da Desfavorecida; e a Nào-meu-povo direi: Tu és o meu povo". A profecia de Oséias provavelmente estava em uso geral na igreja primitiva como um testimonium neste sentido; sua exegese em 9:25 não é peculiarmente paulina. Compare-se com esta a aplicação parecida de Oséias 2:23 a cris­tãos gentios em 1 Pedro 2:10.

Oséias foi ensinado a ver em sua trágica vida doméstica uma pa­rábola da relação entre Deus e Israel. Quando tomou Gômer, a filha de Diblaim, como sua esposa e no devido tempo ela deu à luz um filho, Oséias reconheceu a criança como sua e lhe deu o nome de Jezreel. Mas conven­ceu-se de que o segundo e o terceiro filhos dela não eram dele, e os nomes que lhes deu expressavam a sua desilusão — Lo-ruhamah ("alguém por quem não se tem nenhuma afeição natural"), e Lo-ammi ("não parente meu"). Estes nomes simbolizavam a atitude de Deus para com o Seu povo Israel, que tinha quebrado a sua lealdade pactuai com Ele — Lo-ruhamah ("não objeto de minha afeição, ou misericórdia", ou "Des­favorecida") e Lo-ammi ("Nào-meu-povo"). Mas, por amor dos velhos tempos, Deus não permitirá que estas relações rotas permaneçam assim para sempre. Ele anela pelo dia em que aqueles que no presente são o Seu povo, e em que aqueles que no presente não têm direito aos Seus senti­mentos bondosos, voltarão a ser objetos da Sua misericórdia.

O que Paulo fa?. aqui é tomar esta promessa, que se referia a uma situação delimitada pelas fronteiras do povo escolhido, e extrair dela um princípio da ação divina que, nos seus dias, estava a reproduzir-se em es­cala mundial. Em grande extensão mediante o ministério apostólico de Paulo, grande número de gentios que nunca tinham sido "o povo de Deus" e nunca tinham recebido a misericórdia da Sua aliança, vinham sendo arrolados como membros do povo de Deus, tornando-se benefi­ciários da Sua misericórdia. A escala da ação divina era muito mais am­pla do que nos dias de Oséias, mas se podiam reconhecer o mesmo es­quema c o mesmo princípio. Por intermédio da missão gentílica, na­quelas terras onde o povo de Deus não tinha representantes outrora, havia agora muitos crentes reconhecidos como "filhos do Deus vivo".

26. E no lugar em que se lhes disse: Vós não sois meu povo; ali mesmo serão chamados filhos do Deus vivo.

("Filhos", RV, RSV, NEB, AA; "os filhos", AV.) Citação de Oséias 1:10.

27. Isaías (AV: Esaias, forma grega de Isaías).



Ainda que o número dos filhos de Israel seja como a areia do mar, o remanescente é que será salvo. Citado de Isaías 10:22. O sentido óbvio destas palavras é que, por numeroso que Israel seja, somente um re­manescente, uma pequena minoria, sobreviverá ao juízo iminente (em que Deus usará os assírios como Seus instrumentos) e voltará do exílio. Mas, se somente sobreviverá um remanescente, ao menos um remanes­cente sobreviverá, constituindo a esperança de restauração. Não somente retornará o remanescente do exílio, mas "os restantes se converterão ao Deus forte, sim, os restantes de Jacó" (Is 10:21). Este tema, retomado da profecia de Isaías, foi dado como nome a seu filho mais velho, Shear-yashub ("Um-resto-volverá"), que serviu, assim, de "sinal" vivo da men­sagem de Deus, mediante o pai dele, ao povo (Is 7:3, 8:18). Paulo aplica a "doutrina do remanescente", de Isaías, à situação religiosa dos seus dias, nesta passagem e, de novo, em 11:5.

28. Porque o Senhor cumprirá a sua palavra sobre a terra, cabalmente e


em breve.

AV: "Pois ele terminará a obra, e em breve, com justiça: porque uma breve obra o Senhor fará na terra." Em AV (que segue o "Texto Recebido"), esta citação vem expandida, em conformidade com Isaías 10:23 (LXX), pelo acréscimo de "com justiça: porque uma breve obra". Leia-se com RV, semelhante a AA: "O Senhor executará sua palavra na terra, terminando-a e em breve" (ver RSV: "O Senhor executará a sua sentença na terra com rigor e com prontidão").

29. Se o Senhor dos Exércitos não nos tivesse deixado descendência, ternos-iumos tornado como Sodoma e semelhantes a Gomorra.

(AV: "Se o Senhor de Sabaoth...".) Numa época de grave perigo para Judá e Jerusalém sob os assírios invasores, Isaías usa esta linguagem (Is 1:9), dizendo de fato: "Se Deus não tivesse poupado um remanescente entre nós ("o simples germe de uma nação", NEB), teríamos sido eli­minados tão completamente como Sodoma e Gomorra" (ver Gn 19:24). "Sabaoth" é uma transliteração do hebraico seba'oth, "hostes", "exér­citos"; "o Senhor de Sabaoth" ê simplesmente "o Senhor dos exércitos" (como em AA); ver Tiago 5:4. A citação é da LXX.

c. Responsabilidade do homem (9:30-10:21).

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