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Principais Abreviaturas


AA Almeida, Edição Revista e Atualizada no Brasil, SBB (é a versão normal­


mente empregada nesta tradução; quando não, explica-se in loco).

AV English Authorized Version, 1611.

RV English Revised Version, 1881-85.

RSV American Revised Standard Version, 1946-52.

NEB New English Bible: New Testament, 1961.

LXX Setuaginta (versão grega pré-cristã do Velho Testamento).

Arndt- A Greek-English Lexicon of the New Testament, editado por W. F.

Gingrich Arndt e F. W. Gingrich, 1957.

BJRL Bulletin of the John Rylands Library, Manchester.

EQ Evangélical Quarterly.

ExT Expository Times.

JBL Journal of Biblical Literature.

JTS Journal of Theological Studies.

mg. Margem.

NTS New Testament Studies.

TB Talmude Babílônico.

TI Tradução Inglesa.

TM Texto Massorético (da Bíblia Hebraica).

TP Tradução em Português.

ZNW Zeitschriftfür neutestamentliche Wissenschaft.

MSS Manuscritos.

Prefácio do Autor

Não se poderia arranjar mais apropriado prefácio do Comentário "Tyndale" de Romanos do que o prólogo a essa epístola feito por Gui­lherme Tyndale. Esse prólogo aparece na edição de 1534 do seu Novo Testamento Inglês. Somente uma razão milita contra sua reprodução completa aqui: sua extensão. É um verdadeiro tratado, quase tão longo quanto a epístola a que introduz. Começa assim:1

"Visto que esta epístola é a principal e a mais excelente parte do Novo Testamento, e o mais puro Euangelion, quer dizer, boas novas e aquilo que chamamos de Evangelho, como também luz e caminho que penetra o conjunto da escritura, creio que convém que todo cris­tão não somente a conheça de cor, mas também se exercite nela sem­pre e sem cessar, como se fosse o pão cotidiano da alma. Na verdade, ninguém pode lê-la demasiadas vezes nem estudá-la suficientemente bem. Sim, pois, quanto mais é estudada, mais fácil fica; quanto mais é meditada, mais agradável se torna, e quanto mais profun­damente é pesquisada, mais coisas preciosas se encontram nela, tão grande é o tesouro de bens espirituais que nela jaz oculto."

E mais para o fim do prólogo, Tyndale diz:

"Portanto, parece evidente que a intenção de Paulo era abran­ger resumidamente nesta epístola, de modo completo, todo o apren­dizado do evangelho de Cristo, e preparar uma introdução ao Velho Testamento. Sim, pois, quem tem inteiramente no coração esta epís­tola, tem consigo a luz e a substância do Velho Testamento. Daí que todos os homens, sem exceção, se exercitem nela com diligência e a recordem noite e dia, até se familiarizarem com ela completamen­te."

E notável que Tyndale recomenda esta epístola como introdução, não do Novo Testamento, mas do Velho. Quer dizer, acha que ela é um guia indispensável para a compreensão dos livros da velha aliança. Nisto concorda com o pensamento de Paulo, pois este afirma que o Evangelho exposto nesta epístola foi de antemão anunciado nos escritos proféticos e que o caminho da justiça tornado manifesto no Evangelho foi declarado pela Lei e pelos Profetas. O Velho Testamento era a Bíblia que os após­tolos e outros cristãos das primeiras gerações usavam na propagação do Evangelho. Era o arsenal do qual se muniam das provas de que Jesus era de fato o Cristo, o Salvador do mundo. E a Epístola aos Romanos cons­titui extraordinário exemplo da maneira pela qual esse propósito era atendido.

No estudo de Romanos, como no estudo de qualquer dos escritos de Paulo, é necessário vigiar contra uma tentação parecida com aquilo que se tem denominado "o perigo de modernizar Jesus".1 Há igual perigo de modernizar Paulo. O leitor ou intérprete das cartas de Paulo, principal­mente quando se sente fortemente atraído pela personalidade e pelo poder de raciocínio do apóstolo, muitas vezes é tentado a enfraquecer aqueles traços julgados antipáticos, para não dizer escandalosos, pelos padrões modernos. É possível ir com Paulo até onde ele foi e, depois, ten­tar ir mais longe, não pela aceitação de coisas que vão além do ensino dele mas, sim, pela modificação sutil, e muitas vezes inconsciente, dos seus conceitos, colocando-os em mais estreita conformidade com o pen­samento atual. Mas a um homem do calibre de Paulo é preciso deixar que seja ele mesmo e que fale sua própria língua. Todas as bem intencionadas tentativas para fazê-lo profetizar um pouco mais suavemente do que de fato o faz, podem diminuir sua estatura, em vez de elevá-la. Nós, do século vinte, captaremos sua duradoura mensagem com muito maior compreen­são se lhe permitirmos apresentá-la nos termos incondicionais com que o fez no primeiro século.

Estou muito agradecido à Srta. June S. Hogg, B. A., pelo auxílio que deu datilografando o meu manuscrito, e à minha filha Sheila, por sua colaboração revisando as provas.


F.F.B

Uma Palavra sobre o Autor

F. F. Bruce volta a tornar seus devedores os estudiosos da Bíblia, des­ta vez com um magistral comentário sobre a carta de Paulo geralmente considerada como a mais profunda de todas.

O Dr. Bruce torna a revelar a sua notável capacidade de combinar agudeza erudita com simplicidade de apresentação, capacidade que caracteriza todos os seus escritos. Acreditando que se deve deixar que um homem do gabarito de Paulo seja o que é e fale usando as suas próprias palavras, o Dr. Bruce resiste ao desejo de acomodar os conceitos do após­tolo ao pensamento atual. Permite que Paulo entregue sua mensagem de valor permanente em seus próprios termos — termos incondicionais do primeiro século.

Frederick Fyvie Bruce nasceu em Elgin, Escócia, em 12 dé outubro de 1910. Recebeu seu M. A. (grau de Mestre em Artes) com as mais altas honras em letras clássicas em Aberdeen e em Cambridge, e recebeu de Aberdenn o seu D. D. (grau de Doutorem Divindade). Prestou serviços como Preletor em grego como Examinador nas Universidades de Edimburgo e de Leeds, e como Examinador na Universidade de St. Andrews, Manchestere Bristol. De 1947 a 1959 foi Professor Catedrático de História e Literatura Bíblicas da Universidade de Sheffield, sendo, então, nomeado para a faculdade de Manchester. Antes disso, fizera preleções em bom número de escolas da Inglaterra, dos Estados Unidos e do continente europeu.

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