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4. O Texto de Romanos

a. Versões inglesas.


Este comentário visa a ser um companheiro no estudo da Epístola aos Romanos. Não pode ser usado sem constante consulta ao texto que ele procura expor e comentar.

Os Comentários "Tyndale" do Novo Testamento baseiam-se na Ver­são Autorizada da Bíblia Inglesa (do Rei Tiago).1 Esta versão, embora publicada há tanto tempo — em 1611 — é amplamente usada ainda em todo o mundo de língua inglesa. Formalmente, é uma revisão da edição de 1602 da "Bíblia dos Bispos" (publicada pela primeira vez em 1568). Mas, na verdade, é uma revisão de várias versões inglesas anteriores (in­cluindo a "Bíblia de Genebra", de 1560, e a "Grande Bíblia", de 1539), retornando finalmente até à versão feita por Guilherme Tyndale do Novo Testamento (primeira edição, 1525), e de cerca da metade do Velho Tes­tamento (anos 1530 e seguintes). Portanto, mesmo em 1611, a linguagem da "Authorized Version" tinha sabor um tanto arcaico, sendo mais elizabetana do que tiaguina. É claro que hoje é muito mais arcaica.

Grande número de palavras inglesas, por exemplo, mudaram de sentido no transcurso dos últimos três séculos e meio. Elas não têm agora a força que tinham quando surgiu a "Authorized Version". Um bom exemplo, nesta epístola, é o da palavra "atonement" (5:11), que não mais significa reconciliação ("at-one-ment") como então. Outro caso: a pa­lavra 'meat" é usada repetidamente no capítulo 14 (como em muitos outros lugares na "Authorized Version") com o sentido geral de "alimen­to". Em 1611 essa palavra não tinha o sentido mais restrito de carne de açougue, que agora tem.

Para um estudo pormenorizado, a "Authorized Version" apresenta outra desvantagem. Os homens que a produziram, deliberadamente adotaram a política do emprego de uma variedade de sinônimos ingleses para traduzir a mesma palavra grega, mesmo quando esta aparecia várias vezes com o mesmo sentido num texto circunscrito. Isto foi feito com fi­nalidade estilística, e deste ponto de vista, não se pode condenar sua política. Mas o resultado é que podemos perder algo da força dos argu­mentos de Paulo em lugares onde a argumentação depende da repetição da mesma palavra. Assim é que 5:1-11 deve muito do seu efeito à tríplice ocorrência do verbo grego kauchaiomai ("exultar"). A "Authorized Ver­sion", nesse trecho, traduz o referido verbo diferentemente: no v. 2, por "rejoice" (regozijar-se), no v. 3por ",glory" (gloriar-se)enov. ll por"joy" (alegrar-se).2,3

Um defeito maior ainda, da "Authorized Version", decorre de cir­cunstâncias que os tradutores não podiam praticamente controlar. Ba­searam sua tradução numa edição impressa do Novo Testamento Grego que reproduzia o texto de MSS recentes e inferiores.4 Graças aos grandes progressos obtidos nos estudos textuais do Novo Testamento nos últimos tempos, agora podemos trabalhar com um texto grego muito mais próximo do texto do primeiro século A. D., do que era possível aos tradutores de 1611. As versões inglesas posteriores — em particular a "Revised Version" (Versão Revista) de 1881 (com sua réplica americana, a "American Standard Version" de 1901), a "Revised Standard Version" (Versão Padrão Revisada) de 1946-52, e a "New English Bible" (Nova Bíblia Inglesa) de 1961 — representam um texto grego muito mais correto do que a "Au-thorized Version".

Por estas e outras razões semelhantes, será útil ter à mão alguma outra ou outras versões para consulta durante o estudo da Epístola aos Romanos. Para precisão literal, a "Revised Version" ou a "American Standard Version"; para leitura mais suave e linguagem mais contem­porânea, a "Revised Standard Bible" ou a "New English Bible", ou al­guma das numerosas traduções particulares para o inglês moderno aparecidas neste século.5 Repetidas vezes no correr do presente comen­tário, o modo mais simples de explicar alguma expressão particularmente arcaica da "Authorized Version" consiste em pôr ao lado dela a tradução da "Revised Standard Version" ou da "New English Bible".



b. O texto paulino primitivo.


Não temos meios de saber quantas cópias da Epístola aos Romanos estavam em circulação entre 57 A. D. e o fim do primeiro século. Mas desde o tempo em que foi compilado o corpus Paulinum, por volta do ano 10 A. D., Romanos, como também cada uma das demais epístolas paulinas, não mais circulava separadamente, e sim como parte com­ponente do corpus.

Naturalmente, a questão que surge é se não pode ter restado alguma evidência na tradição textual que se estenda a uma época anterior ao cor­pus. As citações de 1 Clemente (c. 96 A. D.) provavelmente representam o texto "pré-corpus". Mas quase todos os outros elementos da tradição textual existente derivam do texto do corpus. A estatística de Sir Frederic Kenyon, exibindo o grau do acordo e do desacordo entre P46 e outros im­portantes MSS, revela significativas variações neste aspecto, de uma epístola a outra. Romanos, em particular, fica à parte das outras — situação que Kenyon achava que se poderia explicar melhor se se visse que a tradição textual vem desde o tempo em que cada epístola circulava separadamente.6O Dr. G. Zuntz menciona uns poucos exemplos de "corrupção primitiva" e de anotação marginal (de Paulo ou de alguém mais) que o compilador do corpus provavelmente achou já presentes num ou noutro dos manuscritos que usou, e os copiou em sua edição. O Dr. Zuntz, porém, com razão considera o corpus Paulinum de c. 100 A. D. como o arquétipo pelo qual a crítica textual da epístola deve lutar para recuperar, arquétipo do qual derivam o texto comum do segundo século e os principais textos-tipos dos séculos subseqüentes. Ele dá boa razão, tam­bém, para crer que o corpus foi, de início, uma edição crítica que regis­trava redações variantes, segundo a técnica característica dos especialistas alexandrinos.7

Do fim do segundo século em diante, podemos distinguir dois prin­cipais textos-tipos das epístolas paulinas — um tipo oriental e um ociden­tal. Em acréscimos a P46, nossa mais antiga testemunha, as antigas tes­temunhas em favor do texto-tipo oriental são B (o Codex Vaticanus do século quarto); Aleph (o Codex Sinaiticus do século quarto); 1739 (um texto "Athos"8 do século décimo, em minúsculas) — ou melhor, o bem antigo e excelente MS (não mais existente) do qual o texto das 13 epís­tolas paulinas, mais Hebreus, foi copiado do 1739;9 citações nos escritos de Clemente de Alexandria (c. 180 A. D.) e de Orígenes (finado em 254 A. D.); e as duas principais versões cópticas (Sahídica e Bohaírica).10 O texto ocidental das epístolas paulinas é documentado mormente por citações feitas por Tertuliano (d. 180 A. D.), pelas outras autoridades relacionadas com a versão Latina Antiga (outras citações patrísticas e o texto de d),11 e pelo antepassado comum dos códices D, F e G.'2 Este texto ocidental provém do texto popular — e na verdade adulterado — do século segundo. A relativa pureza do texto oriental provavelmente se deve à constante aplicação que lhe foi feita das técnicas editoriais da ciência textual alexandrina.13

c. Primitivas revisões de Romanos.


Há certo número de indicações na história textual de Romanos de que esta epístola não circulava apenas na forma em que a conhecemos, mas também em uma ou até duas edições mais curtas. Estas indicações aparecem principalmente mais para o fim da carta, mas há dois trechos de evidência possivelmente significativa no início.

1. O início da epístola.


(1) 1:7. Neste versículo as palavras "em Roma" estavam ausentes do texto em que se baseou o comentário de Romanos escrito por Orígenes, e também, provavelmente, do texto em que se apoiou Ambrosiastro para o comentário que produziu (embora na tradição do MS de ambos os co­mentários, o texto básico corresponda ao texto de uso comum). As mar­gens do 1739 e do 1908'4 atestam a omissão das palavras no texto e no comentário de Orígenes.

O códice greco-latino G, uma das testemunhas ocidentais do texto de Paulo, também omite a referência a Roma neste versículo, apresen­tando a redação, "a todos os que estais no amor de Deus" onde o texto comum diz: "a todos os amados de Deus, que estais em Roma". Outras testemunhas ocidentais — todas latinas — mostram a redação mais breve de G adaptada ao texto comum pelo acréscimo das palavras "em Roma", ficando assim: "a todos os que estais em Roma, no amor de Deus" (apresentam esta forma: d; os códices Amiatinus, Ardmachanus e dois outros da Vulgata; Pelágio, e os MSS de Ambrosiastro.

(2) 1:15. As palavras "que estais em Roma" são omitidas por G, conquanto alguns dos companheiros deste códice mostrem tentativasma",para adaptar esta forma abreviada ao texto comum.

Parece que o antepassado dos códices D e FG'5 (chamado "Z" por P. Corssen'6 ) omitiu a expressão "em Roma" tanto em 1:7 como em 1:15. O fato de que essa expressão falta igualmente em 1:7 do texto de Orígenes, demonstra que a referida omissão não era exclusivamente ocidental.



2. O final da epístola.


Alguns fatos ocorridos mais para o fim da carta sugerem que várias revisões dela se completaram em diferentes pontos. Uma conclusão válida poderia ter sido propiciada por qualquer das bênçãos ou quase bênçãos de 15:5, 15:13, 15:33, 16:20 (que a AV17 repete em 16:24). Mas o mais interessante caso textual da parte final da epístola é concernente à posição da doxologia da conclusão (que em nossas versões aparece como 16:25-27).

(1) No códice Amiatinus, da Vulgata, e em alguns outros códices, as epístolas paulinas recebem como suplementos "sumários de capítulos" (em latim breves) tomados de uma versão Pré-Vulgata Latina. Neles, Romanos é dividida em 51 "capítulos" ou seções. Quanto aos últimos dois desses "capítulos" os sumários são como se segue: "50. Do perigo de afligir o irmão com a comida, e de como mostrar que o reino de Deus não é comida, nem bebida, mas justiça e paz e alegria no Espírito Santo. "51. Do mistério de Deus, mantido em silêncio antes da paixão, mas revelado depois da sua paixão."



O sumário da seção 50 corresponde à substância de 14:1-23. O da seção 51 corresponde à doxologia de 16:25-27. Isto dá a idéia de que existiu uma edição mais curta da epístola na qual a doxologia final vinha ime­diatamente após 14:23. Há alguns outros sinais de que essa edição mais breve foi conhecida e usada.18

  1. O Livro de Testemunhos atribuído a Cipriano (c. 250 A. D.) in­clui uma coleção de passagens bíblicas que ordenam o afastamento dos hereges. Esta coleção não inclui 1:17, que se poderia considerar uma pas­sagem própria para esse fim. Este argumento deduzido do silêncio, que teria pouco peso se estivesse sozinho, deve ser empregado juntamente com outros elementos de provas.

  2. Embora os capítulos 15 e 16 estejam repletos de munições antimarcionitas potenciais,19 em parte alguma Tertuliano faz citações desses capítulos nos seus cinco livros Contra Márcion. Todavia, no quinto livro daquele tratado (capítulo 13), ele cita 14:10, e diz que esse versículo vem na seção (latim clausula) de conclusão da epístola.

  3. Rufino (c. 400 A. D.), em sua tradução latina do comentário de Romanos, da autoria de Orígenes, sobre 16:25-27 diz: "Márcion, que introduziu interpolações nas escrituras evangélicas e apostólicas, retirou esta seção completamente desta epístola, e não só isto, mas eliminou tu'do desde aquele lugar em que está escrito: 'e tudo o que não provém de fé é pecado' (14:23) até o fim." Não há motivo para duvidar que aí Rufino dá uma fiel tradução das palavras de Orígenes.

  1. Na tradição textual bizantina, a doxologia de 16:25-27 vem depois de 14:23 e antes de 15:1. Orígenes conhecia MSS que colocavam a doxologia nessa posição, mas também conhecia outros que a colocavam depois de 16:24, e acreditava (não forçadamente) que este último era o lugar próprio para ela. Entretanto, aqueles MSS que colocam a doxo­logia entre os capítulos 14 e 15 são prováveis testemunhas de uma edição da epístola que terminava em 14:23, seguido da doxologia.

  2. G (com alguns códices que Jerônimo conhecia) simplesmente não tem a doxologia. É de fato provável que o antepassado de D e de F G (o "Z" de Corssen) não tivesse a doxologia. Além disso, visto que este an­tepassado parece ter tido um texto ocidental nos capítulos 1-14, mas um texto com várias redações peculiares nos capítulos 15 e 16, Corssen20 in­feriu que por trás dele havia um texto que terminava em 14:23 (omitindo a doxologia). Ê mais que mera coincidência que fosse dito que Márcion
    terminara a epístola desse modo.

  3. Umas poucas testemunhas (A P 5 33, e alguns códices armênios) trazem a doxologia em seguida a 14:23 e a repetem depois de 16:24.

  4. Em P46 a doxologia vem entre os capítulos 15 e 16. Isso tem sido considerado como prova da existência de uma edição de Romanos que terminava em 15:33, seguido da doxologia.

Assim, parece que temos prova da existência de duas edições mais curtas da epístola — uma terminando em 15:33 e a outra terminando em 14:23 (com ou sem o acréscimo da doxologia). Também temos prova em favor de uma edição à qual faltavam as palavras "em Roma" em 1:7,15. Esta edição pode ser idêntica a uma ou outra das duas edições mais breves mencionadas há pouco.

Não é difícil compreender por que deve ter circulado uma edição sem o capítulo 16. Se foram enviados exemplares da epístola a certo número de igrejas por seu interesse geral e pela importância do seu conteúdo, todos esses exemplares — menos um — naturalmente estariam sem o capítulo 16 que, com suas numerosas mensagens pessoais, podia aplicar-se a uma igreja somente. Se esta igreja era Roma ou Éfeso, discute-se mais adiante (p. 215).

Mas por que haveria de circular uma edição sem o capítulo 15? A ar­gumentação iniciada em 14:1 continua pelo capítulo 15 e leva naturalmente à declaração pessoal de Paulo em 15:15.21 Temos, contudo, a afirmação de Origenes de que Márcion eliminou da carta tudo o que vem depois de 14:23, e a concluiu nesse ponto. Por que Márcion teria feito isso transparece para quem quer que ponha atenção na série de citações do Velho Testamento presentes em 15:3-12, ou na afirmação registrada em 15:4 de que "tudo quanto outrora foi escrito, para o nosso ensino foi es­crito", ou ainda na descrição de Cristo em 15:8 como "ministro da cir-cuncisão, em prol da verdade de Deus, para confirmar as promessas feitas aos vossos pais". Tal concentração de material contra Márcion dificilmente encontra paralelo no corpus paulino.

Podemos, pois, atribuir a Márcion a edição que concluía a carta em 14:23.22 Mas a influência da edição foi tanta que seu texto, como seus prefácios, foi reproduzido em maior ou menor grau em muitos veículos de transmissão, especialmente em cópias ocidentais e, mais particularmen­te, latinas.

Que se pode dizer agora da omissão das referências a Roma em 1:7, 15? Uma idéia é que esta omissão poderia pertencer naturalmente à edição mais generalizada da epístola à qual faltava o capítulo 15. Pode-se pensar em Efésios como um caso paralelo. Como é bem sabido, existe an­tiga e forte evidência de que houve um texto de Efésios ao qual faltava "em Éfeso", em Efésios 1:1 (P46,Aleph, B, etc). Evidentemente Efésios foi destinada desde o princípio a ser uma carta circular, e foi deixado um espaço em branco na saudação introdutória, o qual poderia ser preen­chido com qualquer topônimo adequado. (Márcion parece tê-lo sabido por uma edição que dizia "em Laodicéia" onde lemos "em Êfeso".) Al­gum topônimo (precedido pela preposição "em") era necessário, pois doutro modo a construção sintática não seria grega.

Depois de refletir mais, porém, vê-se que essa explicação da omissão do topônimo em 1:7, 15 não satisfaz. Os casos de Romanos e Efésios não são de fato paralelos. Qualquer outro topônimo dentro dos limites do território da missão gentílica de Paulo poderia ficar no lugar de "Éfeso" em Efésios 1:1 e se harmonizaria igualmente com o contexto. Mas ne­nhum outro topônimo poderia ficar no lugar de "Roma" em 1:7,15, por­quanto o contexto (1:8-15) refere-se a Roma, e somente a Roma. E ainda que o termo "Roma" fosse apagado em 1:7, 15, sem ser substituído pelo nome de nenhuma outra cidade, isso tornaria as referências locais dos versículos 8-15 (e de 15:22-32) incompreensíveis ou, quando muito, exigiriam elucidação mediante hábil inferência.23

Que se pode dizer, então, sobre a possibilidade de relacionar a edição que omitiu "em Roma" em 1:7, 15 com a edição que terminava em 14:23 — a edição de Márcion, com toda a probabilidade? Aqui podemos apenas conjeturar, desde que não temos prova do texto de Már­cion quanto a 1:7, 15 como a temos da omissão que fez dos capítulos 15 e 16. Em todo caso, por que Márcion haveria de eliminar do seu texto da epístola as referências explícitas a Roma? Quando a igreja romana re­pudiou Márcion e seus ensinos, ele poderia ter considerado indigno men­cioná-la no texto do seu Apostolikon. "Isto não é mais do que uma con-jetura",24 e contra ela se deve expor o fato (como parece) de que no seu cânon a epístola conservou o título "Aos Romanos".
Notas de Romanos

1. Authorized (King James) Version (AV). N. do Tradutor.



  1. A prática de traduzir uma palavra grega por vários sinônimos é seguida na "New English Bible". Mas em 5:2, 3, 11, ela apropriadamente traduz kaochaomai uniformemente por "exultar".

  2. A Tradução de Almeida, Edição Revista e Atualizada no Brasil (AA) traduz o referido verbo por "gloriar-se" em 5:2, 3, 11. N. do Tradutor.

  1. O texto grego impresso que se tornou o texto-padrão na Inglaterra foi o lançado em 1550 pelo impressor Roberto Estienne (Stephanus), de Paris. Esta foi a terceira edição de Estienne. Ele publicou uma quarta edição em Genebra, em 1557 — a primeira a conter as modernas divisões em versículos. Em alguns aspectos, os tradutores da Bíblia de Genebra, de 1560, mostraram maior discernimento nas questões textuais do que os da "Authorized Version". A expressão "Texto Recebido", como é usada ocasionalmente neste comentário, indica o texto das primeiras edições do Novo Testamento Grego. Mais precisamente, era a designação do editor da edição de 1633, impressa pela casa de Elzevir, de Leiden. Em nossa opinião, as versões erri português a serem consultadas na linha sugerida pelo autor são: Para maior precisão literal — a Tradução Brasileira; para linguagem mais atual, a Trad. de Almeida, Edição Revista e Atualizada no Brasil, da SBB. Uma versão que
    está sendo preparada para lançamento completo ainda em 1979 é a "Bíblia Viva", que prestará grande ajuda para a compreensão do texto por parte do grande público. A "Bíblia Viva" procura unir a fidelidade aos textos hebraico e grego à linguagem popular, acessível a leitores com instrução do 1.° grau. N. do Tradutor. F. G. Kenyon (ed.), The Chester Beatty Biblical Papyri, Fase. iii, Supplement (1936), p. XVss. Se foram enviadas cópias no início a várias igrejas (ver p. 18), a possibilidade de variação textual estende-se até o ano 57 A. D.

  1. G. Zuntz, The Text oftheEpistles, p. 14ss., 276ss.

  2. Nome de um monte localizado no extremo leste da Grécia (e da língua falada na região). Centro de estudos da cultura e da teologia gregas na Idade Média. N. do Tradutor. O texto deste antigo MS (antepassado do 1739) harmoniza-se com o texto conhecido por Orígenes. É bem possível que esse MS tenha ertencido à grande biblioteca de Panfilo. em Cesaréia da Palestina.




  1. É notável que quase todas estas testemunhas (incluso o P46) são de procedência egípcia.

  2. Texto latino do códice bilingüe D (ver a nota seguinte), que é independente do tex­to grego que o acompanha.

  3. D é o Codex Clarumonlanus do século sexto. F e G, códices bilingües do século nono (Augiensis e Boernerianus respectivamente), são provavelmente cópias do mesmo original (seus textos latinos, f e g, ao contrário de d, não têm valor independente). Zuntz, op. cit., p. 269.

  1. MS do século onze que se acha na Biblioteca Bodleiana (Oxford), relacionado como l739.

  2. Ao códice F, irmão de G, falta Rm 1:1-3:19, de modo que não oferece evidência válida para 1:7, 15.

  3. '•ZürÜberlieferungdesRÔmerbriefes",ZAW, X(1909), p. 1., 97.

  4. Também AA a repete, colocando-a entre parênteses. N. do Tradutor.

  5. Nos MSS 1648, 1792 e 2089 da Vulgata, a epístola termina em 14:23. seguido de uma bênção e da doxologia.

  6. Quanto ao ponto de vista de Márcion, ver p. 20.

  7. ZNW, X(1909),p, 9.

  8. Não posso concordar com F. C. Burkitt em sua afirmação de que "Rm 14:23 é de fato uma verdadeira conclusão: nada senão uma doxologia é apropriada depois desse pon­to", e em sua suposição de que 15:1-13 foi "uma fusão, uma junção, uma adaptação", meio pelo qual Paulo ligou os pormenores pessoais subseqüentes quando expandiu sua epístola circular antetior (ver p. 19 n.2) e enviou a forma ampliada a Roma (Christian Beginnings, p. 127).

  9. Quanto à opinião de que a doxologia foi originalmente composta por discípulos de
    Márcion para ser apensa a esta edição, ver p. 227.

  10. Não posso concordar com F. C. Burkitt em sua afirmação de que "Rm 14:23 é de fato uma verdadeira conclusão: nada senão uma doxologia é apropriada depois desse pon­to", e em sua suposição de que 15:1-13 foi "uma fusão, uma junção, uma adaptação", meio pelo qual Paulo ligou os pormenores pessoais subseqüentes quando expandiu sua epístola circular antetior (ver p. 19 n.2) e enviou a forma ampliada a Roma (Christian Beginnings, p. 127).

  11. Quanto à opinião de que a doxologia foi originalmente composta por discípulos de Márcion para ser apensa a esta edição, ver p. 227.






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