DimensãO 1 – a missão e o plano de desenvolvimento institucional



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DIMENSÃO 1 – A MISSÃO E O PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL




1.1 HISTÓRICO DA UNIFEI

A Universidade Federal de Itajubá- UNIFEI foi fundada em 23 de novembro de 1913, com o nome de Instituto Eletrotécnico e Mecânico de Itajubá- IEMI, por iniciativa pessoal do advogado Theodomiro Carneiro Santiago. Foi a décima Escola de Engenharia a se instalar no País. Theodomiro, em visita aos mais famosos centros de formação de técnicos da Alemanha, Bélgica, Suíça, França, Inglaterra e Itália colheu preciosas orientações para a implantação de seu tão sonhado instituto teórico-prático de eletricidade e mecânica. Na Bélgica conseguiu programas de ensino, estatutos e firmou contrato com três docentes para lecionarem e ajudarem a implantar definitivamente o Instituto Eletrotécnico e Mecânico de Itajubá. Os docentes eram os senhores Dr. Armand Bertholet, formado pela Universidade de Liège (Bélgica), Victor Van Helleputte e Arthur Tholbecq, ambos formados pela Universidade de Charleroi (Bélgica).


As aulas tiveram início em 1º de março de 1913, funcionando provisoriamente em uma das dependências do então Ginásio de Itajubá, numa pequena sala de um prédio existente na Rua Dr. Pereira Cabral com a Praça Cesário Alvim, hoje Praça Theodomiro Santiago. As primeiras aulas foram ministradas em francês, dado a exigüidade de tempo para que os docentes aprendessem o idioma português.
O educador Dr. Theodomiro era, antes de tudo, um idealizador e sonhava com a sua Escola de Eletricidade e Mecânica que haveria de ser a mais eficiente da América do Sul. Norteou sua vida no lema “Revelemo-nos mais por atos do que por palavras, dignos de possuir este grande País”. Dr. Theodomiro foi diretor do Instituto até 1930, quando foi exilado na Europa por motivos políticos.
A inauguração oficial e solene do Instituto deu-se em 23 de novembro de 1913. Muitas autoridades estiveram presentes, cabendo destacar a presença do Presidente da República Marechal Hermes da Fonseca e do Vice-Presidente Dr. Wenceslau Braz Pereira Gomes.
A primeira turma de 16 discentes engenheiros mecânico-eletricistas formou-se em 1917, ano em que o Instituto foi oficialmente reconhecido pelo Governo Federal e quando nele ingressaram os primeiros docentes brasileiros. O Instituto foi reconhecido oficialmente pelo Governo Federal através da Lei 3232, de 05 de janeiro de 1917. O curso, inicialmente, tinha a duração de três anos. Em 1923 passou para quatro anos e, em 1936, foi reformulado e equiparado ao da Escola Politécnica do Rio de janeiro e passou então a ser simplesmente curso de engenheiros eletricistas. Ainda no mesmo ano, em 15 de março, o nome da instituição foi mudado para Instituto Eletrotécnico de Itajubá – IEI. Em 30 de janeiro de 1956 o Instituto Eletrotécnico de Itajubá foi federalizado pela Lei 2721.
O IEI teve sua denominação alterada em 16 de abril de 1968 para Escola Federal de Engenharia de Itajubá – EFEI através do Decreto 62.567, em conseqüência da Lei 4759, de 20 de agosto de 1965. A competência e o renome adquiridos em mais áreas de atuação conduziram, em 1963, ao desdobramento do seu curso original em cursos independentes de Engenharia Elétrica e de Engenharia Mecânica, com destaque especial para as ênfases de Eletrotécnica e Mecânica Plena.
A EFEI Iniciou em 1968 seus cursos de pós- graduação, com mestrados em Engenharia Elétrica, Mecânica e Biomédica, este último posteriormente descontinuado. Em resposta à evolução da tecnologia e à expansão das novas áreas contempladas pela Engenharia, a EFEI ampliou as suas ênfases em 1980, passando a incluir a de Produção, no curso de Engenharia Mecânica, e a de Eletrônica, no de Engenharia Elétrica.
Dando prosseguimento a uma política de expansão capaz de oferecer um atendimento mais amplo e diversificado à demanda nacional e, sobretudo, regional de formação de profissionais da área tecnológica, a instituição partiu para a tentativa de se transformar em Universidade Especializada na área Tecnológica, modalidade acadêmica prevista na nova Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional – LDB. Esta meta começou a se concretizar a partir de 1998 com a expansão dos cursos de graduação ao dar um salto de dois para nove cursos, através da aprovação de sete novos com a autorização do Conselho Nacional de Educação – CNE. Posteriormente, foram implantados mais dois novos cursos de graduação – Física Bacharelado e Física Licenciatura. A concretização do projeto de transformação em Universidade deu-se em 24 de abril de 2002, através da sanção da lei número 10.435, pelo Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso e a então Escola Federal de Engenharia de Itajubá passou a ser denominada Universidade Federal de Itajubá – UNIFEI.
A UNIFEI dispõe de 96% de seus docentes em regime de trabalho de tempo integral com dedicação exclusiva, sendo 56% com o título de doutor, 37% com o título de mestre, 3% com especialização e 4% graduados, ou seja, 93% tem Pós-Graduação em nível de Mestrado e Doutorado.
Em 2005 estavam matriculados 2099 discentes nos cursos de graduação e o quadro de servidores técnico- administrativos é de 278.
A estrutura física da Universidade compõe-se de três unidades principais:
O conjunto central: da fase de criação, com 5.024 m2 de área construída, onde a UNIFEI funcionou de 1913 até o início da década de 70, no qual continuam operando dois auditórios, intensamente utilizados pelas comunidades interna e externa, o Laboratório de Alta Tensão, salas de aulas, a Incubadora de Empresas de Base Tecnológica, a Rádio Universitária, a UNIFEI-Júnior, o Museu Theodomiro Santiago, duas Fundações de Apoio e a sede nacional da associação de ex-alunos.
O Câmpus Universitário Professor José Rodrigues Seabra: localiza-se a 1,5 km do centro da cidade; cujas primeiras instalações foram inauguradas em 23/11/73, data em que a Universidade completou 60 anos, com uma área de 381.588m2, sendo 38.334m2 de área construída coberta. pesquisa. Faz parte, ainda, do câmpus, o Centro Poliesportivo, o restaurante, a capela ecumênica e um lago que vem sendo utilizado como laboratório informal e como opção de lazer para as comunidades interna e externa.
O Câmpus Avançado constituído pela Usina Hidrelétrica Luiz Dias: A Usina Luiz Dias está localizada no rio Lourenço Velho, na sub-bacia hidrográfica do rio Sapucaí, bacia do Rio Grande, no município de Itajubá, a 18 km do Câmpus Universitário da UNIFEI. O acesso a ela se dá no quilômetro 8 da Rodovia Itajubá-Maria da Fé, num trajeto de 5 km em estrada de terra. O sítio é constituído de 38,96 ha de terras rurais, com vegetação de espécimes da mata atlântica, onde habitam animais silvestres como pacas, capivaras, lobos, macacos, sagüis e diversas espécies de pássaros. A usina é classificada de desvio, tem 2,43 MW de potência instalada. Essa Usina foi inaugurada em 1914 e entrou em operação a primeira etapa da Usina Lourenço Velho (futura Luiz Dias). Ela dispunha de dois alternadores de 900kVA, acionados por turbinas tipo Francis, rotor duplo, fabricadas por Anne Glesecke & Konegen. Em 1927, foi instalada a terceira e última unidade de 900 kVA, completando a usina. Em 1964, a usina Luiz Dias, que operava com freqüência de 50 Hertz, passou a operar com 60 Hertz. Cinco anos depois, a central foi adquirida pela Companhia Energética de Minas Gerais (CEMIG), que a manteve em operação até 12 de março de 1993. Foi neste mesmo ano que a UNIFEI (então EFEI), CEMIG e Prefeitura Municipal de Itajubá iniciaram as negociações acerca da central. A história entre a UNIFEI e a Usina Luiz Dias começou na construção da central; mas foi na década de 90 que ocorreu, após várias negociações, a celebração de um comodato entre a companhia energética, a UNIFEI e a Prefeitura, abrindo-se as portas para que a universidade passasse a desenvolver estudos na central. Em 14 de julho de 1995, em uma reunião realizada entre a UNIFEI e a CEMIG, a operação e manutenção da usina Luiz Dias foi, formalmente, deixada a cargo da referida instituição. A partir desta data, iniciaram-se os estudos de viabilidade econômico-financeira da central. Em 29 de dezembro de 1998, a CEMIG e a UNIFEI celebraram o Contrato de Operação de Manutenção da PCH Luiz Dias. Na usina funciona um conglomerado de laboratórios naturais, atendendo principalmente aos novos cursos de Engenharia Ambiental e Engenharia Hídrica. Configura-se como um laboratório em escala real e se destina a estudos e pesquisas de graduação, pós-graduação e desenvolvimento tecnológico na área de geração de eletricidade.A PCH Luiz Dias representa um quadro único no Brasil: uma PCH operada comercialmente e interligada ao sistema através de uma escola de engenharia.
Resumo informativo sobre a UNIFEI:

Inauguração: 23/11/1913

Reconhecimento: Lei Nº 3.232 de 05/01/1917

Federalização: Lei Nº 2.721 de 30/01/1956

Transformação em Autarquia de Regime Especial: Decreto Nº 70.686 de 07/06/1972

Transformação em Universidade: Lei Nº 10.435, de 24/04/2002

CNPJ: 21.040.001/0001-30

Endereço: Av. BPS, 1303 Cx. Postal: 50 Bairro: Pinheirinho Itajubá: Minas Gerais CEP: 37500-903

Telefones.: (035) 3629-1105 / 1108 Fax: (035) 3622-3596

Correio eletrônico: reitoria@unifei.edu.br Página: http://www.unifei.edu.br



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